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Jornalista ANPG

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Nos termos do Regimento do 41º CONAP, a Comissão de Organização recebeu 83 pedidos de filiação e credenciamento de entidades aptas para de delegados. Conferidos os documentos exigidos, foram 82 entidades pré-credenciadas, a saber:

AC FAEL
AM IFAM
AP UNIFAP
BA UESC
BA 2 de JULHO
BA UESB VCA
BA BARAO DE MAUA
BA FAC ILHEUS
BA UFRB CRUZ DAS ALMAS
BA UFBA
BA UNIASSELVI
BA FIOCRUZ
BA UCSAL
BA UNEB PAULO AFONSO
BA FTC ITABUNA
BA UESB JEQUIE
BA UFRB CACHOEIRA
DF FIOCRUZ DF
DF UNB
ES UFES
GO FAEL
GO UFG
GO PUC
MA UFMA
MG UNIMONTES
MG PUC
MG UCAM
MG IFNM
MG UFVJM
MG UFU
MG FIOCRUZ
MG UFV
MG UFSJ
MG UFJF
MS UFMS
MS UFGD
MT UNEMAT
MT UFMT
PA UFPA
PB UFCG
PB UFPB
PE FATIN
PE INESP
PE UFPE
PE UNINDER
PE EUROPEIA
PE CEFAPP
PE UFRPE
PE UPE
PE IMIP
PE ASCES UNITA
PE FAFIRE
PE FIOCRUZ
PE RES JABOATAO
PE FACOL
PE UAB
PE SESAU
PI UFPI
RJ UFF
RJ UENF
RJ UERJ
RJ FIOCRUZ RJ
RN IFRN
RR UFRR
RS FADERGS
SP FISICA UNICAMP
SP USP CAPITAL
SP UNESP SOROCABA
SP MACKENZIE CAMPINAS
SP MACKENZIE SP
SP USP SÃO CARLOS
SP USP PROLAM
SP USP HRAC
SP USP RIBEIRÃO PRETO
SP UNESP ARARAQUARA
SP FCM UNICAMP
SP FEPODI
SP ICB USP
SP USP CENA
SP USP PIRASSUNUNGA
SP ESALQ
SP UNESP RIO CLARO

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Organizado pelo Projeto Contradição da UFMG, Fundação Mauricio Grabois Minas e ANPG, o Seminário Brasil Desenvolvimento Urgente está acontecendo entre os dias 6 e 10 de novembro da UFMG. O evento reúne pesquisadores, professores e lideranças políticas para debater temas como saídas para crise no Brasil, Autonomia Universitária, Ciência, Tecnologia, Inovação e outros.
Ontem, 8 de novembro, o Seminário contou com a participação de Renato Rabelo e Ciro Gomes, além da vice-presidente sudeste da ANPG, Laís Moreira. “Estamos vivendo um momento muito difícil para ciência no Brasil, isso nos mostra qual é o modelo de país que este governo defende. Porém nos acreditamos que sem ciência não há desenvolvimento. Iniciativas como esta neste momento são muito importantes, precisamos formular e defender as saídas para a crise”, conta Moreira.
Para saber mais do Seminário que acontece até amanha, acesse aqui

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Nascida há exatos 150 anos, em Varsóvia, na Polônia, com o nome de Maria Salomea Sklodowska, Marie Curie conquistou, por duas vezes, o Prêmio Nobel – feito repetido apenas por três outros grandes nomes, Linus Pauling, John Bardeen e Frederick Sanger.
Mas depois de mais de um século as mulheres ainda não têm as mesmas  oportunidades na ciência. A Professora titular do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (IQ-Unesp), campus Araraquara; vice-presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Unesp (Fundunesp), PQ-1A/CNPq e vice-presidente da SBPC,  Vanderlan da Silva Bolzani, escreveu um artigo que questiona a pouca participação.
O exemplo de Marie Curie deve ter inspirado milhares de jovens a buscarem a carreira científica, entre elas a autora deste texto. Mas quando se toma a referida premiação como medida dos resultados desse estímulo, eles podem ser considerados ainda muito modestos. Nos 90 anos que se seguiram àquela Conferência de Solvay, somando as áreas de física, química e medicina, somente 16 prêmios Nobel foram concedidos a mulheres, em um total de 320 premiações.
Ainda segundo o artigo da professora: o fenômeno da representação desigual das mulheres nas carreiras científicas de forma geral, e mais especificamente no campo conhecido como STEM (da sigla em inglês para science, technology, engineering and mathematics), está presente tanto nos países de economias avançadas como nas economias em desenvolvimento. E continua sendo um desafio para educadores e formuladores de políticas públicas. Segundo dados do governo dos Estados Unidos para 2013, apesar de as mulheres constituírem 46% da força de trabalho no país, elas ocupavam apenas 27% dos postos em ciência e engenharia e 12% no segmento exclusivo de engenharia. São números que representam um avanço em relação aos anos anteriores, mas revelam também a dificuldade que ainda existe em vencer as barreiras das estruturas tradicionais.
Para ler o artigo completo clique aqui
 

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Ilustração Revista FAPESP

A edição da Revista Fapesp n260, trouxe uma matéria sobre a importância de ter uma formação diversificada, isto é, mudar de instituição na pós-graduação. De acordo com a publicação,  começar tudo do zero em outro lugar pode ser enriquecedor para a construção da carreira profissional, permitindo ao indivíduo entrar em contato com novos grupos de pesquisa, diversificar suas habilidades científicas e intelectuais e experimentar diferentes rotinas de trabalho.
“No Brasil, os estudantes normalmente têm o primeiro contato com a pesquisa acadêmica durante a graduação por meio de programas de iniciação científica, cujos temas frequentemente estão alinhados aos objetivos e necessidades dos projetos coordenados pelos orientadores. Os grupos de pesquisa costumam reunir indivíduos em diferentes estágios de desenvolvimento profissional, de modo que os coordenadores identifiquem as características de cada integrante da equipe, avaliem suas capacidades e limitações e distribuam as atividades de acordo com o nível de formação de cada um. “Ao ser integrado a um grupo de pesquisa, o estudante tende a querer se aprofundar em determinado assunto, optando por fazer mestrado e doutorado no mesmo laboratório, sob orientação do mesmo professor”, diz a bióloga Maria de Lourdes Spazziani, professora do Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu. “Ao mesmo tempo, os professores, ao investirem na formação dos graduandos, incentivam a permanência dos alunos nos seus grupos de pesquisa”, completa.”
Leia a matéria completa aqui

Nos termos do Regimento do 41º CONAP, a Comissão de Organização recebeu 83 pedidos de filiação e credenciamento de entidades aptas para de delegados. Conferidos os documentos exigidos, foram 76 entidades pré-credenciadas, a saber:

AC FAEL
AM IFAM
AP UNIFAP
BA UESC
BA 2 de JULHO
BA UESB VCA
BA BARAO DE MAUA
BA FAC ILHEUS
BA UFRB CRUZ DAS ALMAS
BA UFBA
BA UNIASSELVI
BA FIOCRUZ
BA UCSAL
BA UNEB PAULO AFONSO
BA FTC ITABUNA
BA UESB JEQUIE
BA UFRB CACHOEIRA
DF FIOCRUZ DF
DF UNB
ES UFES
GO FAEL
GO UFG
GO PUC
MA UFMA
MG UNIMONTES
MG PUC
MG UCAM
MG IFNM
MG UFVJM
MG UFU
MG FIOCRUZ
MG UFV
MG UFSJ
MG UFJF
MS UFMS
MS UFGD
MT UNEMAT
MT UFMT
PA UFPA
PB UFCG
PB UFPB
PE FATIN
PE INESP
PE UFPE
PE UNINDER
PE EUROPEIA
PE CEFAPP
PE UFRPE
PE UPE
PE IMIP
PE ASCES UNITA
PE FAFIRE
PE FIOCRUZ
PE RES JABOATAO
PE FACOL
PE UAB
PE SESAU
PI UFPI
RJ UFF
RJ UERJ
RJ FIOCRUZ RJ
RN IFRN
RR UFRR
RS FADERGS
SP FISICA UNICAMP
SP USP CAPITAL
SP UNESP SOROCABA
SP MACKENZIE CAMPINAS
SP MACKENZIE SP
SP USP SÃO CARLOS
SP USP PROLAM
SP USP HRAC
SP USP RIBEIRÃO PRETO
SP UNESP ARARAQUARA
SP FCM UNICAMP
SP FEPODI

Outras sete estão com cadastro pendente devido a pendências em suas documentações. Os responsáveis pelas organizações dessas entidades abaixo listadas receberão comunicação individual sobre as irregularidades que deverão ser sanadas até o dia 06/11.
 
MG          UFLA
RJ             UENF
SP            ICB USP
SP            USP CENA
SP            USP PIRASSUNUNGA
SP            ESALQ
SP            UNESP RIO CLARO
 

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No último dia 25 de outubro aconteceu a Reunião do Conselho Superior da Capes, no qual foi apresentado o inédito Programa de excelência das Universidades Brasileiras. A ANPG estava presente, representada pela presidenta da entidade Tamara Naiz.
A ideia do programa é estimular mudanças no campo de pesquisas e pós-graduações no Brasil, com foco na excelência. Com esse projeto, a Capes espera aumentar a transferência tecnológica entre universidades e a indústria, estimulando a inovação, e aumentar a visibilidade da produção científica brasileira no cenário mundial. Para isso, o programa visará recolher investimentos privados para investir na ciência brasileira, criação de uma fundação e Capes e CNPq gerindo. O recolhimento de investimentos deve ser por meio de um fundo de caráter privado, já que a Emenda Constitucional 95 coloca em apenas 1%  o teto de gastos com ciência no Brasil.
“Nós temos uma luta histórica pelo investimento de um percentual mínimo de 2% em pesquisa e desenvolvimento no Brasil, nunca conseguimos, mas agora, de modo autoritário o governo no impões um teto de investimentos de 1%. Neste momento no qual o governo estipulou um teto de gastos para a ciência, é importante buscar fontes alternativas de investimentos, mas é preciso que nós, comunidade científica, deixemos claro que não novos aportes privados não podem significar a retirada do papel do Estado na promoção da nossa ciência. Também é urgente a derrubada da EM 95″, explicou Naiz.
Na reunião também foi debatido a nova regulamentação e de uma avaliação específica para os mestrados e doutorados profissionais. O assunto ainda esperava aprovação de portaria e aguarda algumas modificações.

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O Núcleo de Estudos Interdisciplinar Afro-brasileiros (NEIAB), da Universidade Estadual de Maringá, está oferendo um Curso de Formação Pré-Acadêmica. O objetivo é possibilitar condições iguais para interessadas e interessados em realizar um curso de pós-graduação stricto sensu, preparando candidatas e candidatos para participação em processos seletivos de programas diversos, em nível de mestrado e doutorado.
O público- alvo são mulheres e homens negros, quilombos e povos do campo, na modalidade de cotas, bônus e Prouni.  Veja o cronograma:
Cronograma
Inscrição: até o dia 15 de novembro de 2017
Homologação das Inscrições: 30 de novembro de 2017
Matrícula: de 01 de fevereiro a 28 de fevereiro 2018.
Previsão de Início do curso: março/2018
Duração: de março a dezembro 2018
Saiba mais:
https://neiab.wordpress.com/pre-pos/

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Quem pensa que o resultado das teses de mestrado ou doutorado precisa ser sempre “sisudo” está enganado. Cada vez mais incentivado pelas revistas científicas pelo mundo e até mesmo pelos orientadores a ciência precisa se conectar com a sociedade civil e, para isso, explicações mais lúdicas sobre os resultados do trabalho são bem vindas.
Um desses incentivos é o  Dance Your PhD, uma inusitada competição promovida pela revista Science e uma pernambucana foi a única brasileira finalista do concurso.
Natalia Oliveira, doutora pela Universidade Federal de Pernambuco, gravou, em parceria com o grupo Vogue 4 Recife, uma performance no melhor estilo CSI. O vídeo é baseado na tese “Desenvolvimento de Biossensores para as Ciências Forenses”.
A competição da Science é aberta ao voto do público. Para votar em Natália, seus fãs devem acessar o link: https://goo.gl/bGCFcN.
A ANPG conversou com Natália no dia que ela recebeu a notícia. Confira o bate papo a seguir:
ANPG – Como surgiu a ideia de participar do concurso?
A ideia de participar do curso veio através de um pesquisador do laboratório onde eu fazia a  pesquisa do doutorado, o Prof. Jones Albuquerque. Ele que me incentivou a participar da competição por saber que eu tinha um envolvimento aprofundado com artes, em especial o teatro e, mais recentemente, a dança.
ANPG – Como você recebeu a notícia de ter sido a única selecionada?
Eu soube através de um amigo que eu tinha sido selecionada pra final do concurso. Foi uma surpresa e uma honra enorme. Eu e minha companhia de dança, a Vogue 4 Recife, nos sentimos muito felizes em representar mundialmente o Brasil na competição, bem como os artistas e cientistas brasileiros.
ANPG – Quando você contou para o seu orientador do seu vídeo qual foi a reação?
Ah, foi a melhor possível! Meu orientador inclusive nos ajudou muito nas gravações, concedendo que nós gravássemos no laboratório do LIKA, da UFPE, que é onde eu fiz o meu doutorado. Ele sempre me incentivou a buscar novas formas de praticar a pesquisa acadêmica e essa oportunidade não poderia ter sido mais perfeita.
ANPG – Você chegou a ver outros vídeos. O que achou?
Vi sim. São produções muito boas e muito criativas, que me ensinaram bastante sobre temas que nunca tinha ouvido falar. Mas creio que nós também temos chances de levar o prêmio, por usar de uma narrativa do tipo conto para ilustrar como é ocorre a aplicação da ciência no cotidiano, que foi o nosso diferencial, quando comparado aos outros candidatos.
 
ANPG –  Você fez o roteiro? Conte um pouco sobre como foi a produção.
A concepção e a direção geral foram minhas, mas a produção de roteiro, bem como todo o restante da produção do vídeo foi feita pela Vogue 4 Recife e pelo cineasta William Oliveira, que foi o nosso diretor de fotografia e editor. Nós contamos com a parceria da dupla Eu e a Duplicata, que criaram uma música exclusiva para o vídeo e com a artista de música eletrônica GA31. A produção do roteiro, bem como o desenvolvimento da coreografia e as decisões dos locais de gravação levaram uns dois meses, mas a gravação do vídeo.
https://www.youtube.com/watch?v=juP2YjZBn0c

A grave crise que atravessa a ciência brasileira tem ganhado dimensão na mídia e na sociedade. É de amplo conhecimento que sem investimentos não há um futuro promissor para a ciência e nem para o bem estar de nossa população.
Já sabemos que ciência não é gasto, é investimento! Sabemos que sem ela não se combate doenças, não há remédios, não há alimentação, não ha transporte público, não ha educação de qualidade, não há soberania, não há desenvolvimento sustentado, não há desenvolvimento cultural, sem ciência não há solução. De modo que precisamos da ciência para a geração de conhecimentos, oportunidades pessoais e coletivas e riquezas. Ela deve ser uma importante parte da estratégia de desenvolvimento do país.
Com um recuo drástico de investimentos, que levou nossa ciência em 2017 ao pior patamar de financiamento público de todos, estamos à beira de um colapso, milhares de experimentos perdidos, museus e casas de ciência fechando Brasil a fora, milhares de bolsas já perdidas e/ou ameaçadas no sistema nacional de pós-graduação, projetos estratégicos ameaçados, em alguns lugares já não há verba nem para manutenção e custeio, como uma conta de energia elétrica.
Essa situação dramática tem levado a uma denúncia pública da situação e vêm a tona “soluções” que aprecem fáceis, mas que mostram um grande desconhecimento do SNCTI e do papel do Estado na indução do mesmo, este é um debate necessário.
Financiamento público versus financiamento privado? Essa discussão permeia quase todas as conversas sobre financiamento e reaparece fortemente em momentos de crise. Um editorial do recente do Globo defende a diminuição do papel do estado no financiamento da CTI, para isso usa exemplos externos, ele diz: “Na Europa, Ásia e América do Norte, mostram dados da Unesco, governo federal e CNI, o setor privado responde pela maior parte dos projetos inovadores, ainda que subsidiados ou subvencionados pelos governos. Nessas regiões a participação privada nos gastos com pesquisa e desenvolvimento oscila de um mínimo de 51%, na Itália, até 73%, na Coreia.”(2) . Considero que, sobre esse países e regiões, é importante também dizer que todos eles investem mais de 2% do PIB em CTI, uma luta histórica dos pesquisadores brasileiros. Na Coréia do Sul, o investimento supera 4% do PIB.
Além disso, o governo brasileiro nunca constitucionalizou um percentual mínimo de investimento, mas a partir de 2018 há um teto de 1% para investimento, causado pela Emenda Constitucional 95. Esse teto e nossa legislação como esta hoje abarca mesmo investimentos privados no sistema. De modo que o investimento empresarial provocaria a diminuição dos aportes públicos, o que de nenhum modo podemos aceitar. Então é necessário compreender o papel do Marco Legal da CTI neste novo momento de vigência da EC 95 e estipular novos marcos fundantes para a relação público-privada, garantindo que os aportes privados possam vir a somar no financiamento total da CTI.
É importante ao mesmo tempo permitir que as Universidades e Institutos possam usar suas fontes de arrecadação própria para sanar seus problemas internos, o que a burocracia atual impede, fazendo com que grande parte da arrecadação própria das universidades tenha que ser levada ao MEC e ao tesouro. Uma maneira de buscar a equidade no sistema público poderia ser a criação de um fundo para auxiliar as instituições que não tivessem fonte propria de arrecadação, na qual as demais poderiam contribuir com um percentual mínimo, a ser administrado pelo MEC.
O setor privado tem os objetivos próprios do mercado de retorno rápido e lucro, de modo que seu investimento óbvio será na pesquisa aplicada e na inovação, enquanto produto e voltada para o mercado. A iniciativa privada não esta isenta de apoiar a ciência, inclusive em áreas estratégicas, mas é o Estado que deve abarcar os interesses mais amplos da nação e o projeto nacional de desenvolvimento, fazendo com que todos atores contribuam nesse sentido.
Por isso torna-se importante que o Estado invista em toda a pesquisa básica, dando possibilidade de que ela se transforme em inovação para o mercado, assim nossas pesquisas se tornam medicamentos, currículos, técnicas para o setor produtivo, tecnologias de comunicação, etc. O Estado também precisa garantir o investimento em áreas estratégicas para a soberania, o desenvolvimento e a segurança do país, aéreas como telecomunicações, energia, meio ambiente, programa espacial, forças armadas, etc. Além de, claro, garantir o desenvolvimento de áreas muito importantes como inovações sociais, políticas sociais inclusivas e para equidade, geração de oportunidades, distribuição de renda, tecnologias sociais para equilíbrio da relação entre geração de riquezas e promoção dos direitos humanos,  etc.
Um chamado: Diante do cenário, nós comunidade cientifica e acadêmica temos que nos unir para ampliar a percepção social e pressionar os nossos legisladores sobre a importância da ciência e da educação a serviço do um projeto nacional de desenvolvimento que seja sustentado, inclusivo e soberano.
Em 2018 a proposta do orçamento do MCTIC é de 2,78 bilhões, o que é metade de 2017 antes do contingenciamento e apenas 25% do que foi investido em 2013. Esse corte drástico, sobre o qual ainda incidirão os contingenciamentos, nos levaria a um colapso. Não podemos permitir a destruição da ciência brasileira! Um governo que não investe em ciência não esta preocupado com o futuro do país e de seu povo! Devemos resistir e estar atentos aos posicionamentos de nossos governantes e legisladores!
 
 

Tamara Naiz, presidenta da ANPG. Pesquisadora da história econômica do Brasil contemporâneo, é doutoranda em História pela UFG, bolsista Capes. 

 (2)  Editorial do Globo “É preciso repensar o financiamento à Ciência“, de 21/10/2017. Disponível em:  https://goo.gl/9M4ZXx

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Ontem, 26 de outubro, aconteceu na Universidade de Mato Grosso o I Seminário de pós-graduação, que fez parte da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. A ANPG esteve presente representada pelo secretário geral da entidade, Vinícius Soares.
Vinícius participou da mesa Pós-graduação e a formação profissional junto com o aluno de mestrado Láercio Nunes Costa e um egresso da UNEMAT, Silvano Carmo de Souza. Tanto Costa como Souza fizeram um relato de como chegaram no mestrado.
O secretário da ANPG apresentou as perspectivas da pós graduação brasileira levando em consideração a atual conjuntura econômica e política. “Também debatemos como a pós-graduação se enquadra dentro de um projeto nacional de desenvolvimento pro país”.
Durante o seminário estiveram presentes o Pro Reitor de Pós-graduação e Pesquisa da Universidade, Rodrigo Zanin, coordenadores de programas de pós-graduação e alunos.