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Natasha Ramos

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reunião - 4o salão

Atividade deu início ao 4º Salão Nacional de Divulgação Científica e incluiu aprovação de cartas oficiais e agenda de mobilização contra os cortes

Nesse domingo (12), dia de comemoração para a Associação Nacional de Pós-Graduandos, já que a entidade completou 29 anos de trajetória, também deu-se o início da programação do seu já tradicional Salão Nacional de Divulgação Científica, com a reunião da diretoria plena para definir a próxima agenda de lutas, os desafios para o segundo semestre, apresentação das atividades do evento, entre outras definições.

Essa que é a quarta edição do Salão e integra a programação do 67ª Reunião da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência). A programação acontece até a próxima sexta-feira, dia 17 de julho, na UFSCar ( Universidade Federal de São Carlos).

Tamara Naiz, presidenta da ANPG, começou a reunião saudando as quase três décadas da entidade, ressaltando as lutas incondicionais por mais direitos aos pós- graduandos, e também lembrou as atuações e os grandes passos realizados nesse um ano de gestão da atual diretoria. “Realizamos atividades que mudam os rumos para o avanço que desejamos ver na pesquisa e ciência, como a ‘Caravana por mais direitos aos pós-graduandos’, realizada em maio, em Brasília, a participação em manifestações contra o retrocesso e por mais direitos, e atuação e reivindicações junto à agências de fomentos e a CAPES”, afirmou.

A Caravana em Brasília, que contou também com uma blitz no Congresso Nacional, culminou na criação da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Ciência, Tecnologia e Pós Graduação.

Flavio Franco, diretor de ensino à distância da ANPG e mestrando em Relações Internacionais pela UFBA (Universidade Federal da Bahia), disse que a mobilização, com mais de 150 pós-graduandos de todo o país, foi bastante positiva já que as demandas discutidas pelas associações reverberou em ações no âmbito político, incluindo parlamentes, reitores e gestores no geral.

“Também ampliamos o debate quanto a políticas afirmativas de cotas na pós-graduação, uma vez que na graduação incluímos mais estudantes negros, e na pesquisa científica o número é muito pequeno ainda. Além disso, levamos à frente as demandas de valorização do pesquisador, humanização nas relações da produção científica, aumento progressivo no valor das bolsas com base na inflação e direitos trabalhistas”, avalia Franco.

Para o próximo semestre, entre as atividades definidas, estão as Blitz em Reitorias para a defesa das bolsas de pesquisa (em agosto e setembro), a realização do CONAP (Conselho Nacional de Associações de Pós-Graduandos), com candidaturas para acontecer em Campinas, Fortaleza ou Ribeirão Preto, e a criação de um grupo de trabalho, com estudos e pesquisas sobre os subsídios necessários para implantar os direitos aos pós–graduandos que a entidade defende.

Repúdio aos Cortes
Um dos principais pontos tocados durante a reunião foi os recentes cortes anunciados na educação e nos investimentos em pesquisa científica, como a do Proap (Programa de Apoio à Pós- Graduação), de 75%.

Cristiano Flecha, vice-presidente da ANPG, diz que há necessidade de uma organização conjunta para barrar a política de ajustes fiscais, que ele avalia como uma reação em cadeia, e que são extremamente prejudiciais à educação e ao incentivo à pesquisa, uma vez que são escolhidos cortes em direitos, em vez de taxação de grandes fortunas.

“Se seguirmos essa tendência, no próximo ano o número de bolsas será muito menor. Devemos partir para a conscientização e para ações que sensibilizem e mobilizem toda a comunidade acadêmica, incluindo ‘calouradas’ para amplificar aos ingressantes sobre a conjuntura e paralização nacional, em unidade, como a definida para 11 de agosto, no último Congresso da UNE”, disse Flecha.

Fernanda Marques , do Programa de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, alerta para os erros de planejamento estratégico nos repasses de verbas do Proap, que é voltada para a compra de insumos materiais para laboratórios, e que são comprados por meio de pregões, em lotes. Caso um item não seja aceito, todo o lote é rejeitado e a verba devolvida.

“O problema é que esse dinheiro não é reembolsado. Ele se perde. Muitas vezes bolsas também são devolvidas à Capes, e não são novamente inseridas. Os cortes já ficam claros com impressões controladas, defesas de teses por vídeo conferncias e compra de menos materiais, fatores que geram trabalhos, possivelmente, com menos qualidade” , observa.

Durante a reunião foram aprovadas duas cartas que foram entregues ao Ministros da Educação Renato Janine e o de Ciência e Tecnologia, Aldo Rebelo. Uma delas aprovada pela diretoria da entidade e outra do Cômite São Carlense de Defesa para Educação, que é composto por diversas movimentos e representações de estudantes, entre elas, a ANPG.

Grupo de Apoio
Fernanda Lucas, doutoranda em ciências ambiental e diretora da APG USP Capital, apresentou, durante a reunião, um grupo de trabalho voltado para vítimas de assédio moral e sexual na pós-graduação.

O grupo conta com quatro integrantes na USP em São Paulo e também com atividades nas APGs Ribeirão Preto, Piracicaba e São Carlos. Segundo ela, são fatos que muitas vezes são ocultados, já que as instituições muitas vezes se omitem para não serem consideradas coniventes.

“Oferecemos o acolhimento e criamos ferramentas virtuais como um site e um tumblr para institucionalizar o combate ao assédio. Trocamos experiências e enviamos materiais para o empoderamento e consciência das vítimas, uma vez que essas só percebem quando já estão pensando em desistir ou estão depressivas”.

Fernanda acrescenta que o assediador comumente age porque não há denúncias e não há testemunhas, por isso a necessidade de divulgar o grupo de trabalho e estreitar os laços para obter respaldo da gestão das universidades.

Por Sara Puerta, de São Carlos

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Nota de repúdio ao Corte de verbas do PROAP

Passeata-UBES-contra-a-redução

Estudantes de diversas regiões do país se organizam para mais um ato contra a redução da maioridade penal. A ANPG convoca os pós-graduandos do Brasil e a sociedade a estarem presentes, amanhã (30), no ato em Brasília, quando a pauta chega em votação no plenário da Câmara dos Deputados. A concentração será em frente ao Museu Nacional, às 9h, e a marcha seguirá rumo ao Congresso.

As três entidades representativas dos estudantes no Brasil, ANPG, UNE e UBES, são contra a redução da maioridade penal, pois entendem que o quadro tende a se agravar num sistema carcerário precário que, claramente, não recupera o infrator. As entidades acreditam que só uma educação emancipadora construirá bases para um país com mais igualdade de oportunidade e direitos.

A ANPG considera a redução como enganação, já que adolescentes cometem apenas 0,01% dos crimes contra a vida no Brasil, porém, cerca de 30 mil jovens morrem todos os anos no país, vítimas da violência que assola, principalmente, a população de baixa renda que reside na periferia brasileira.

“Essa é a juventude que, secularmente, está a margem da sociedade, sem direito à educação e à saúde. É a juventude que não teve acesso aos direitos fundamentais, que são o que queremos que sejam aprofundados. A redução afeta a juventude que já vem morrendo. Hoje, no Brasil, acontece quase 30 mil assassinatos de jovens por ano, sendo que desses, 77% são negros. Ou seja, a redução é uma outra maneira de criminalizar a juventude”, afirma Gabriel Nascimento, diretor da ANPG.

Por conta da votação que legaliza a redução da maioridade penal, a ANPG, juntamente com UNE e UBES, convoca tanto pós-graduandos como toda a sociedade a participar do novo ato organizado para demonstrar sua total insatisfação e repúdio à aprovação do relatório na Comissão Especial. A ANPG, juntamente com as outras entidades, continuam mobilizados para derrotar tal projeto.

O quê: Marcha contra a redução da maioridade penal
Quando: 9h do dia 30 de junho (terça-feira)
Onde: Saída do Museu Nacional (Setor Cultura Sul, Lote 2, Esplanada dos Ministérios)

Outros atos contra a redução da maioridade penal

No dia 17 de junho, a ANPG esteve presente, representada pelo Vice-Presidente Regional Centro-Oeste, Gabriel Nascimento, no ato contra a redução da maioridade penal, que aconteceu durante a votação da Comissão Especial que aprecia a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 171, em Brasília (DF). No dia 25 de junho, a Associação também participou de outro ato, dessa vez na Avenida Paulista (SP), que abordava, entre outros temas, a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos.

Da redação

Foi realizada, no dia 16, uma reunião da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Petrobras, que conta com senadores e deputados para reunir uma visão de defesa da soberania nacional através da estatal.

A Frente tem discutido os processos que enfraqueceram a empresa pública e de que forma essa pode ser fortalecida. A reunião apontou que alguns senadores e deputados têm tentado formular um projeto que mude o regime de partilha, desobrigando a Petrobras do percentual de 30% e de ser a operadora única dos seus campos.

O Vice-Presidente Regional Centro-Oeste da ANPG, Gabriel Nascimento, falou, na ocasião, como a Petrobras é importante para o financiamento da Ciência e Tecnologia brasileira. “Nosso papel é defender a Petrobras para defender os pós-graduandos”, afirma Nascimento.

Da redação

Como anunciado na sexta-feira (15), pelo site da ANPG, temos mantido insistentes conversas com a nova direção da CAPES, objetivando resolver a contento a situação dos processos de bolsas PDSE. Essa pressão, refletida inclusive na grande mídia, forçou uma resposta oficial e positiva por parte da CAPES.

Antes dos cortes orçamentários serem anunciados, a ANPG já havia reunido-se com a Presidenta Dilma para defender que os recursos para Educação, Ciência e Tecnologia não fossem afetados devido ao contingenciamento de recursos orçamentários, e ela nos garantiu que os programas em andamento não seriam prejudicados. Estamos vigilantes para que esse compromisso seja cumprido.

Agradecemos a paciência e a confiança de todos que nos procuraram e reforçamos nossa sensibilidade com os projetos de vida que cada pós-graduanda e pós-graduando desse país constrói.

Alegra-nos que o desfecho seja positivo. Boa sorte a todos e todas e mantenham-nos informados sobre o deferimento de seus processos.

Saudações
#nenhumcentavoamenos

Cartaz Novo

Vem aí o 4º Salão Nacional de Divulgação Científica, um dos maiores eventos da Associação Nacional de Pós-Graduandos, que será realizado entre os dias 12 e 17 de julho, na Universidade Federal de São Carlos, interior de São Paulo. O evento será realizado durante a 67ª Reunião Anual da SBPC.

Com o tema “Desafios e perspectivas para o Financiamento da Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil”, o 4º Salão tem como objetivo principal a promoção da divulgação científica, da cultura nacional e a integração entre estudantes, professores, pesquisadores e comunidade em geral. Além disso, as atividades que serão realizadas durante o evento buscam aproximar a produção de conhecimento acadêmico da realidade social brasileira.

O tema central do 4º Salão traz luz a um debate que tem sido fortemente levantado pela atual gestão da ANPG: a defesa de Mais verbas para Ciência e Tecnologia. Isso se traduz pelas bandeiras concretas na luta por investimento de 2% do PIB brasileiro em C,T&I; destinação dos royalties do minério para C,T&I no novo Código Mineral; Lei federal que recomponha os recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Ciência e Tecnologia (FNDCT); aporte de recursos a cada novo projeto e programa, para que as ações correntes não sejam prejudicadas, dentre outros.

Dentre as atividades previstas, estão:

– Conferências temáticas com profissionais relacionados ao tema;
– Debates sobre financiamento e tecnologia como instrumento para o desenvolvimento social;
– Mostra Científica do 4º Salão;
– Oficinas de formação sobre temas do cotidiano da formação científica dos pós-graduandos;
– Programação cultural: apresentações, intervenções artísticas e oficinas com artistas locais e regionais.

Confira o edital da Mostra de Ciência e Tecnologia do IV Salão Nacional de Divulgação Científica da ANPG

Inscreva-se para o 4º Salão Nacional de Divulgação Científica!

Acompanhe o site da ANPG e as redes sociais da entidade. Em breve, publicaremos mais informações!

Saiba como foram as edições anteriores do Salão Nacional de Divulgação Científica:

1o salão1º Salão Nacional de Divulgação Científica
O 1º Salão Nacional de Divulgação Científica, organizado durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia de 2009, foi uma iniciativa das entidades estudantis nacionais: Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), União Nacional dos Estudantes (UNE) e União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) em conjunto com a Comissão Executiva Nacional do Programa de Educação Tutorial (CENAPET), e teve como temática a “Popularização da Ciência no Brasil”. Aconteceu entre os dias 21 e 23 de outubro de 2009 na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) – São Paulo, SP.

2o salao2º Salão Nacional de Divulgação Científica
O 2º Salão Nacional de Divulgação Científica, organizado durante a 62ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), foi uma iniciativa das entidades estudantis nacionais: ANPG, UNE e UBES, em conjunto com a CENAPET e com a Organização Continental Latino-Americana e Caribenha dos Estudantes (OCLAE). Teve como temática “Integração Científica e Tecnológica da América Latina” e foi realizada  de 25 a 30 de julho de 2010 na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) Natal, RN.

3o salao3º Salão Nacional de Divulgação Científica
O 3º Salão Nacional de Divulgação Científica, organizado durante a 65ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), foi uma iniciativa das entidades estudantis nacionais: ANPG, UNE e UBES em conjunto com a Universidade Federal de Pernambuco. Teve como temática a: “Inovação, Desenvolvimento Sustentável e Soberania Nacional” e foi realizado entre 22 e 26 de julho de 2013, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Recife, PE.

 

CONSELHO NACIONAL DE SAÚDE

MOÇÃO DE REPÚDIO Nº 002, 07 DE MAIO DE 2015.

O Plenário do Conselho Nacional de Saúde, em sua Ducentésima Sexagésima Nona Reunião Ordinária, realizada nos dias 06 e 07 de maio de 2015, no uso de suas competências regimentais e atribuições conferidas pela Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, pela Lei nº 8.142, de 28 de dezembro de 1990, e pelo Decreto nº 5.839, de 11 de julho de 2006, e,

Considerando a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher, que tem entre suas diretrizes a luta contra a violência historicamente sofrida pelas mulheres.

Considerando a Lei nº 11.340/2006, denominada Lei Maria da Penha, que cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher.

Considerando a Campanha realizada desde 1991 em 140 países “16 dias de ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”, que ocorre de 25 de novembro (Dia Internacional de Não Violência Contra as Mulheres) a 10 de dezembro (Dia Internacional dos Direitos Humanos).

Considerando que o Brasil, infelizmente, figura na liderança dos rankings mundiais de violência contra a mulher.

Considerando que o Brasil é um país predominantemente feminino, tendo sua população composta por 51,5% de mulheres.

Vem a público:

Externar seu repúdio a ação de violência física e verbal sofrida pela Deputada Jandira Feghali na sessão ordinária da Câmara de Deputados, do dia 06 de maio. Solicitamos ainda providências da Presidência da Casa e dos órgãos competentes contra os agressores.

Reiteramos todo apoio às mulheres, em especial neste momento à Deputada Jandira Feghali, que sofreram algum tipo de violência, mas que continuam na luta contra as diversas formas de agressão que vêm ocorrendo em todos os lugares, inclusive nas casas parlamentares dentro do último período.
Por fim, reiteramos que este Conselho não aceita nenhum tipo de violência contra a mulher. E que esperamos dos homens do Parlamento respeito às leis criadas pelo próprio Poder Legislativo.

Plenário do Conselho Nacional de Saúde, em sua Ducentésima Sexagésima Nona Reunião Ordinária

A ANPG, representada por sua presidenta, Tamara Naiz, e seu diretor de Pós-Graduação Lato Sensu, Túlio Gonçalvez, irá se reunir com o presidente da FAPEMIG, Prof. Dr. Evaldo Ferreira Vilela, no dia 19 de maio.

“A situação dos bolsistas mineiros vinculados à FAPEMIG começou a ser regularizada nessa segunda-feira (04). Entretanto, continua pairando sobre todos os pós-graduandos e pós-graduandas bolsistas da FAP a incerteza sobre o pagamento das próximas bolsas no prazo correto (até o 5º dia útil do mês)”, comentou Túlio.

Na reunião, que acontecerá na sede da agência de fomento, em Belo Horizonte, serão discutidas principalmente pautas da Campanha por Mais Direitos para as Pós-Graduandas e para os Pós-Graduandos e a situação dos bolsistas da agência, que têm reclamado de atrasos no recebimento do auxílio.

Da redação

reunião MEC

ANPG se reúne com MEC e MCTI e tem comissões de trabalho para discutir pautas da pós-graduação aprovadas

Os diretores da ANPG e representantes de APGs reuniram-se com o ministro interino, Luiz Cláudio Costa, no Ministério da Educação, na tarde de quarta-feira (29). Na oportunidade, as APGs trouxeram um pouco da realidade de suas universidades e foram ouvidas por Luiz Cláudio, que ratificou a criação de um grupo de trabalho para discutir as demandas trazidas pela ANPG.

Tamara Naiz, presidenta da ANPG, elencou algumas das pautas que fazem parte da Campanha e explanou rapidamente sobre cada uma delas. “Essa pauta [de mais direitos aos pós-graduandos] tem muitas particularidades. Elencamos algumas delas como a universalização e o estabelecimento de um mecanismo de reajuste anual das bolsas de pesquisa, assistência estudantil para pós-graduação, afinal a permanência do pós-graduandos em seu curso precisa ser garantida, além de melhores condições de pesquisa e mais verbas para Ciência e Tecnologia”, disse.

Na reunião, foi ressaltada a criação da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Ciência, Tecnologia e da Pós-Graduação, uma grande vitória da ANPG durante a Caravana, com a obtenção de cerca de 300 assinaturas de deputados para a criação desta Frente Parlamentar, superando a meta de 200 assinaturas. Este feito foi graças ao empenho dos pós-graduandos que na terça e quarta-feira (28 e 29/04), realizaram uma blitz no Congresso para a coleta das assinaturas. A conquista foi saudada pelo Ministro Interino.

Luiz Cláudio enfatizou que apoia as pautas trazidas pela ANPG. Ele ainda informou que aprova a comissão com participação da ANPG e da CAPES. O grupo, que já havia sido, anteriormente, aprovado pelo Ministro Paim e lançado no Diário Oficial, mas não tinha se concretizado por questões de mudança ministerial, irá discutir os esses pontos elencados pelos diretores da entidade representativa dos pós-graduandos. O ministro interino ainda comentou que essa comissão é importante para traçar um retrato da pós-graduação brasileira. “Essa comissão é importante, principalmente, para quantificarmos essas demandas trazidas por vocês”, disse.

Os diretores e representantes de APGs presentes na reunião explanaram sobre as pautas relacionadas à Campanha por Mais Direitos, em especial as de assistência estudantil, tomando como gancho as dificuldades vivenciadas por eles no cotidiano de suas pesquisas. Dentre os temas abordados pelos presentes estão a inclusão do pós-graduando no PNAES, a qualidade da pós-graduação e as assimetrias regionais.

CARAVANA À BRASÍLIA: ANPG se reúne com MEC e MCTI

Já hoje (30), a ANPG se reuniu com o Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo. Na reunião, foram discutidas todas as pautas da Campanha por Mais Direitos e, principalmente, o financiamento para a Ciência e Tecnologia. O Ministro levantou a necessidade de incluir a C,T&I no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Como já havia feito anteriormente, Rebelo mostrou-se, também, preocupado com a questão da licença maternidade e demonstrou apoio à essa necessidade das pós-graduandas de todo o Brasil. Na mesma oportunidade, foi entregue à ele um dossiê sobre a redução das vagas das creches da Universidade de São Paulo (USP).

Os pós-graduandos saíram da reunião com Aldo Rebelo com a aprovação de outro grupo de trabalho que terá participação da ANPG e do CNPq e que irá tratar das pautas levadas pela ANPG e pelo movimento de pós graduandos.

Conheça as pautas da Campanha por Mais Direitos: https://www.anpg.org.br/?p=6114

Por Natasha Ramos e Magdalena Bertola 

Caravana

caravana

A Caravana à Brasília, iniciativa da ANPG com o apoio do movimento nacional de pós-graduandos, conseguiu uma conquista histórica: a criação da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Ciência, da Tecnologia e da Pós-Graduação. Esta frente tem o objetivo de fortalecer a produção científica, o desenvolvimento nacional e a valorização do pós-graduando brasileiro. Participaram das atividades mais de 100 pós-graduandos e representantes de mais de 40 APGs de universidades de todas as regiões do Brasil.

A discussão sobre a criação dessa Frente Parlamentar havia sido iniciada pelos diretores da ANPG em reunião com o deputado Davidson Magalhães (PCdoB/BA), em março deste ano, e continuou na audiência realizada na manhã de terça-feira (28), no auditório da Câmara dos Deputados, que foi o pontapé inicial para a coleta de assinaturas dos parlamentares para a criação da Frente.

Era necessário cerca de 200 assinaturas para a criação. A ANPG e os pós-graduandos, que se organizaram em grupos, divididos por Estados, e foram de gabinete em gabinete apresentar a Frente e as propostas da Campanha por Mais Direitos, conseguiram não só atingir essa meta, como reuniram cerca de cem assinaturas a mais.

“Três centenas de parlamentares assinaram, em poucas horas, apoiando nossa Frente Parlamentar, isso não é pouca”, comentou Tamara Naiz, presidenta da ANPG.

Os pós-graduandos voltam para casa com sensação de dever cumprido, mas com a consciência de que ainda há muito o que fazer. O próximo passo é a Casa conferir as assinaturas e verificar as condições regimentais para a instalação da Frente. Assim que for instalada, o líder da Frente se reúne e elege uma direção.

“A ANPG já fez e continua fazendo um esforço para que essa Frente seja pluripartidária, conte com muitas lideranças de todas as regiões do país e de muitos partidos. Assim, essa Frente será capaz, junto com a ANPG, de estabelecer diálogo tanto do poder executivo, quanto com o conjunto do parlamento para estudar com bastante atenção a situação e o documento de direito dos pós-graduandos. Dele, devem derivar projetos de lei e audiências públicas para verificar outras situações problemáticas espalhadas pelo país. A ideia que a ANPG tem dialogado com os deputados é que este seja um trabalho rápido para que, até o final do ano, já se tenha encaminhamentos avançados para a categoria.”, disse Marcelo Arias, diretor da ANPG.

Natasha Ramos, de Brasília

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seminário 2o dia 2

Durante a última mesa do seminário, foi comemorado o resultado da blitz no Congresso, realizada na tarde de terça (28)

O “I Seminário Nacional de Assistência Estudantil: Políticas, Direitos e Perspectivas para a Pós-Graduação”, realizado pela ANPG na segunda e terça-feira (27 e 28/4), no auditório da reitoria da Universidade de Brasília e no auditório da Câmara na manhã de terça-feira, reuniu mais de 100 pós-graduandos de mais de 40 APGs de todo o país.

A mesa “Democratização da Pós-Graduação e Mudanças no Perfil Socioeconômico dos Estudantes do Ensino Superior Brasileiro”, que encerrou o seminário na noite de terça-feira (28), contou como convidados o decano e a decana da UnB, Jaime Santana e Denise Carvalho, respectivamente, além da diretora de Comunicação e a diretora de Movimentos Sociais da ANPG, Gabrielle Paulanti e Maíra Gentil, que mediaram a discussão.

A decana da UnB, professora Denise, falou das políticas de assistência estudantil na Universidade de Brasília, como o acesso ao Restaurante Universitário para estudantes da graduação e de pós-graduação.

O decano da UnB, professor Jaime, discorreu sobre a distribuição de bolsas concedidas pela CAPES, principalmente, no centro-oeste, e comentou que o investimento em Ciência e Tecnologia no país está defasado.“O investimento no auxilio à pesquisa e financiamento de projetos de pesquisa no Brasil está atrasado. Se [o problema] fosse só o [corte de verbas do atual Ministro da Fazenda, Joaquim] Levy estava bom, mas essa defasagem vem desde 2010. Tudo isso temos que levar em consideração”, comentou, lembrando que, apesar do aumento expressivo dos estudantes de pós-graduação brasileira, o número de concessões de bolsa de pesquisa não acompanhou esse crescimento.

Durante o debate, Gabrielle comentou o resultado da blitz realizada no Congresso na tarde de terça-feira. Organizados em cerca de vinte grupos, divididos por Estados, os pós-graduandos coletaram mais de 140 assinaturas para a criação da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Ciência, Tecnologia e da Pós-Graduação, em apenas três horas.

seminário - 2o dia

“Esse é o primeiro passo. Amanhã, quarta-feira (29), vamos estar lá [no Congresso] novamente para conseguir mais apoio para a criação desta Frente Parlamentar”, comentou a diretora de Comunicação.

Os pós-graduandos e diretores da ANPG, que faram ao final, expuseram suas opiniões acerca dos temas abordados e conquistas conseguidas em suas universidades.

Bruno Floriani, representante da APG da Universidade Federal de Santa Catarina, disse que eles vão colocar em prática um questionário para definir o perfil do pós-graduando da UFSC. A primeira etapa dessa pesquisa, explica Bruno, é no âmbito socioeconômico, a segunda etapa, gênero, e a terceira, assédio moral (quem já sofreu, como sofreu, etc.).

Igor Dias, Tesoureiro da ANPG e representante da APG da Universidade Federal do ABC, comentou uma experiência similar em sua IES. “Fizemos, recentemente, uma pesquisa do perfil socioeconômico dos pós-graduandos da UFABC e percebemos que o perfil está mudando. Por ser uma universidade majoritariamente tecnológica, era comum um perfil de pós-graduando homem, branco, mas, com essa pesquisa, verificamos que 51% dos pós-graduandos da UFABC são mulheres”, disse.

A presidenta da ANPG, Tamara Naiz, lembrou que as recentes conquistas no âmbito da assistência estudantil na pós-graduação são resultado das lutas das APGs em cada universidade, mas disse que ainda há muito a se fazer para mudar a realidade da pós-graduação brasileira. “Dados do IBGE mostram como a pós-graduação ainda é elitista”, comentou.

Tamara seminário 2o dia

A doutoranda em História pela UFG também informou que foram aprovadas cotas em todos os programas de pós-graduação em sua universidade, o que contribui para a democratização do acesso à pós-graduação.

“Mudar o perfil, ou ampliar o perfil dos pós-graduandos é uma questão de ampliar o olhar social, o que você pesquisa e o que essa sociedade quer desenvolver”, concluiu Tamara.

Natasha Ramos, de Brasília

 

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