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Natasha Ramos

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Proposta foi anunciada durante último debate do 4º Salão Nacional de Divulgação Científica da ANPG, realizado na sexta-feira (17)

Um debate com ex-presidentas da ANPG (Associação Nacional de Pós-Graduandas) – Soraya Smaili e Luana Bonone – e o vice-presidente da entidade, Cristiano Flecha, ampliou a discussão sobre o lema “Pátria Educadora”, adotado pelo governo federal nesse período. As questões abordadas levaram em conta a conjuntura atual e a necessidade de envolver a Ciência, para o alcance pleno dos objetivos a que ele propõe.

Tamara Naiz, atual presidenta da ANPG, acrescentou que não dá para separar a educação de qualidade do pilar da pesquisa, e as reivindicações de mais oportunidades em iniciação científica e mais direitos aos pós-graduandos, são essenciais para o desenvolvimento no país.

“Não existe a ‘Pátria Educadora’ senão estiverem incluídos os investimentos na área de ciência e tecnologia, já que o crescimento do país está atrelado à inovação e também à valorização do pesquisador”, disse Tamara, também lembrando que durante a assembleia de sócios da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), foram aprovadas três moções propostas pela ANPG: por mais direitos aos pós-graduandos, posicionamento contra os cortes ocorridos por conta dos justes fiscais e também contra a redução da maioridade penal.

Soraya Smaili, que é reitora da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) atualmente, e esteve à frente da ANPG na fundação da entidade, em 1986, defendeu a criação de uma frente ampla contra os ajustes fiscais, que resultaria também em um movimento articulado com todas forças políticas progressistas em defesa do financiamento público para a educação, barrando retrocessos após mais de dez de crescimento.

“Não podemos utilizar esse espaço de debate apenas para criticar, e sim criar mecanismos para que a educação, e especificamente a ciência e tecnologia, não sejam impactados. Como exemplo, incluir um programa como o Reuni*, para além da graduação, ou seja incluí-lo também para a Pós-Graduação e um PAC também para o ensino ”, avalia.

Para a reitora, o Programa de Aceleração do Crescimento, que incluiu anteriormente ciclos de obras para aprimorar infraestruturas e o crescimento econômico, deve ser agora voltado para educação.

A ideia é que o Programa agregue os fundos setoriais, incluindo aqueles voltados para as áreas de pesquisa e inovação e acabar com sistemas que impedem a criação de creches e prédios de pesquisa.

Para o vice-presidente da ANPG, Cristiano Flecha, que apoia e irá construir com reitora a campanha contra os cortes gerados pelo ajuste fiscal, as diversas medidas dessa política econômica não estão dissociadas, e tendem a gerar uma profunda crise econômica e política.

“ A diminuição dos investimentos públicos e o aumento da taxa de juros, inevitavelmente levam ao esfriamento da economia nacional, o que diminui a arrecadação de impostos que gera orçamento para novos investimentos. Trata-se de um círculo vicioso, em que são retirada as bases na qual o governo pode movimentar a economia”, ponderou o vice-presidente da entidade.

Como Flecha explicou, a taxa Selic atual de 13, 75%, definida pelo Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil), que norteia os juros em empréstimos e financiamentos é a segunda maior do mundo, e reajusta em até três vezes mais os títulos de dívida pública (provenientes de gastos sociais e com desenvolvimento e as dívidas contraídas anteriormente). O montante tem valores muito maiores do que a verba cortada para os Ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Jonathan Silva, estudante de enfermagem e diretor da UEE-SP, lembrou em sua intervenção, que o movimento estudantil fez intensa mobilização em 2011, quando a taxa Selic atingiu os 6%. “Mais do que necessário setores da sociedade e entidades estudantis entrarem em grande discussão para esclarecer a população e contribuir para a mobilização pelas mudanças nas políticas de ajustes fiscais implantadas, uma vez que ficou claro que são inaceitáveis e nada eficientes”, disse o estudante, oferecendo grande apoio na luta.

Novo modelo para a educação
Luana Bonone, que esteve à frente da ANPG entre 2012 e 2014, e atual secretária regional adjunta da SBPC, enfatiza uma auditoria da dívida pública – e sua revisão – deve ser uma bandeira para ser colocada em prática nesse momento.

“Essa é uma alternativa defendida para não ficarmos refém de economistas conservadores. É necessário auditar o quanto já foi pago dessa dívida e como pode ser revistos esse mecanismos de cobrança, sendo reavaliados por meio de instrumentos formais”, acrescentou Luana.

Luana também lembrou de rever programas, porém focando sempre em expansão e também os modelos de educação, de uma forma que desde o ensino básico a produção científica esteja disponível, o que aumentará o interesse do jovem pela escola.

“Se há um sucateamento na educação básica, logo não haverá oportunidades de formação de qualidade e, como consequência, o desperdício de talentos, que afetará a quantidade de pesquisadores futuramente, voltados para a inovação de desenvolvimento no país”.

Para ela, as universidades privadas também estão aquém quanto ao seu papel social e à produção de ciência.

“Essa carência nessas instituições acontecem por conta da falta de regulamentação, que as tornam um nicho de mercado, em que grandes grupos educacionais estrangeiros tem objetivos claros voltados apenas para o lucro”, acrescentou.

Força das Mulheres
A roda foi mediada por Gabriel Nascimentos dos Santos, vice-presidente regional Centro-Oeste da ANPG, que fez questão de lembrar que a ANPG é uma das entidades que mais vezes foram dirigidas por mulheres, sendo nove ao todo, em seus 29 anos de história.

( *Reuni: Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais)

Por Sara Puerta

Foto: Bruno Bou
Foto: Bruno Bou

Votação das propostas foram realizadas durante assembleia dos sócios da Sociedade

Nesta quinta-feira (16), quarto dia de programação da 67º Reunião da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), foi realizada a Assembleia Geral Ordinária dos Sócios da SBPC.

Dentre as atividades, foi realizada votação para as moções da Carta Oficial da Sociedade, que determina os movimentos e reivindicações em conjunto de todos os sócios e conselho da entidade. A ANPG (Associação Nacional dos Pós-Graduandos) apresentou três moções, sendo duas aprovadas: Valorização dos pesquisadores, com implantação de mais direitos aos pós-graduandos; e Campanha contra a PEC 171, que prevê a redução da maioridade penal.

A terceira moção que se posiciona contra os cortes na educação e em pesquisa cientifica foi absorvida na Carta produzida pela SBPC, que será enviada à presidenta Dilma Rousseff.

Ex-presidenta da ANPG assume Secretaria
Luana Bonone, ex-presidenta da ANPG nas gestão 2012-2014, foi empossada durante a Assembleia como Secretária Regional Adjunta da SBPC para a regional do Rio de Janeiro no biênio (2015-2017).

Próximas RAs da SBPC
Aprovadas durante a última reunião do Conselho da Sociedade e apresentadas durante a assembleia realizada nessa quinta-feira, as próximas edições da Reunião Anual serão sediadas na UFESBA (Universidade Federal do Sul da Bahia), em 2016, seguindo em 2017 para a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), que receberá a 69º edição do evento.

Por Sara Puerta, de São Carlos

Juventude

Fotos: Bruno Bou

“Mão na massa”! Foi assim que Franklin Rumjanek , biólogo e pesquisador do Instituto Ciência Hoje, definiu a forma de propagar a Ciência para a juventude e sociedade no geral.

Para ele, o convite para participar do “16º Encontro Nacional de Jovens Cientistas – a Juventude com Ciência: As várias formas de transformar o Brasil”, foi bastante pontual, já que desde quando o Instituto lançou o primeiro produto para a divulgação Científica, o objetivo era cooperar com o desenvolvimento do país. Segundo ele, era uma ação revolucionária, já que uma pessoa engajada com a Ciência é também engajada na sociedade e promove transformações significativas.

“E a militância pela difusão da ciência acontece principalmente nos laboratórios, com a manipulação em que a criança e o jovem tem acesso e contato direto à experimentações”.

O Instituto há 30 anos publica a Revista Ciência Hoje em parceria com Ministério da Educação e é também responsável pelo Programa Ciência Hoje de Apoio à Educação, que treina estudantes do ensino fundamental na área de Ciência com diversas atividades, além de disponibilizar assinatura da revista.

Para Rumjanek, uma mudança necessária é pensar em construir iniciativas para propagar a ciência. Ele cita as preocupações atuais quanto ao orçamento destinado à pesquisa, por conta da carência de editais e dos investimentos, e reconhece que dinheiro é parte essencial para programas e projetos de qualidade, e também pediu apoio para a sobrevivência do Instituto.

“O essencial é não desistir de pensar na revolução que a valorização das pesquisas pode trazer à sociedade. No Brasil, é muito caro fazer ciência e precisamos de insumos que são importados, então o caminho é que se faça a produção desses elementos no país”, pondera.

Representando o movimento estudantil secundarista, Angela Meyer, presidenta da UPES (União Paulista dos Estudantes Secundaristas) , lembrou da efervescência da juventude em junho de 2013, e as conquistas vinculadas à força das reivindicações nas ruas, principalmente para a educação e para os direitos aos estudantes, como os 50% do Pré Sal, revertidos em investimentos no ensino básico e na graduação, e o passe-livre estudantil no estado de São Paulo.

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“Nesse momento, a juventude deve estar a pleno pulmões defendendo a Petrobras, pois essa é o único meio de encontrar mais bolsas de iniciação científica no ensino médio e técnico e incentivos também do 1º ao 9º ano escolar”, disse Angela.

Carina Vitral, recém empossada oficialmente presidenta da UNE (União Nacional dos Estudantes) , avaliou a formação completa da juventude, com incentivo à pesquisa e a extensão, a maior força para desenvolvimento do país.

“A juventude é uma faixa da sociedade economicamente ativa e disponível à iniciação do trabalho, e uma vez que a ciência é emancipação da humanidade, temos portanto nas mãos a grande possibilidade de transformar os rumos no país”, observou a presidenta, que também lembrou que até 2022 o país estará vivendo o momento de “bônus demográfico”, que é a maior quantidade de população ativa, em comparação à crianças e idosos.

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“É extremante necessário, portanto, estar em unidade de luta para ter direitos essenciais garantidos, manter as políticas de acesso ao ensino superior e reverter qualquer possibilidade de retrocesso”, avalia.

Plenitude à Juventude
Giovanny Kley, diretor de Juventude da ANPG, contemplou aspectos essenciais dos direitos da juventude, estudantis e para a formação plena, e como consequência ser geradora de desenvolvimento para o país.

“Uma vez inserido no mercado de trabalho, a renda deve ser voltada para o jovem não apenas consumir, e sim para continuar a sua formação profissional”, acrescentou.

Para isso, é necessário que os programas de inclusão sejam completos e não pela metade. Como ele afirmou, o acesso ao ensino superior por meio dos programas como o ProUni e Fies, devem ter continuidade com mais assistência, como acesso à creche, alimentação, sistema de cotas também na graduação.

“Políticas de estado se perpetuam para a sociedade, e vão além das políticas de governo que podem acabar com fim dos mandatos”, disse o pós-graduando.

Propostas para Conferencia
O 16º Encontro Nacional de Jovens Cientistas é uma preparação e organização da comunidade para a 3ª Conferencia Nacional de Juventude.

O site do Conselho Nacional de Juventude possui uma plataforma digital em que é possível mandar propostas para a área, para a construção de uma carta com as reivindicações e moções que será apresentada no evento.

Por Sara Puerta, de São Carlos

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Aprimoramento e defesa do SUS é questão de militância intensa entre os participantes e debatedores

Na manhã dessa quarta-feira (15), a tenda da ANPG, montada na Universidade Federal de São Carlos, ficou tomada por profissionais, estudantes, pós-graduandos e especialistas de entidades ligadas à saúde para participar da Conferência Livre De Juventude Preparatória para a 15ª Conferência Nacional de Saúde.

Tamara Naiz, presidenta da ANPG, abriu o evento falando da iniciativa para tratar do tema central da conversa, cujo tema foi “A Juventude por Mudanças na Saúde do Brasil para cuidar bem das pessoas”, dentro do 4º Salão Nacional de Divulgação, já que a saúde passa por diversas cadeias e é um claro indicativo de desenvolvimento e promoção da igualdade no país.

Tamara Saúde

“Dentro do tema, é essencial também abordar o SUS, e as particularidades que envolvem o sistema e suas transformações para atender as necessidades da população, e enfim ampliar o acesso à saúde”, afirmou a presidenta.

Dalmare Sá, diretor de saúde da ANPG e membro do Conselho Nacional de Saúde, que mediou a Conferência, falou também do papel do debate de congregar diversos movimentos de juventude, com diversidade na representação.

Dalmare - Saúde

Com a presença de jovens negros, movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Trans) e de religiões de matrizes africanas, em que muitas vezes não são incluídas as particularidades dos seus atendimentos, a pauta prioritária do debate e intervenções foi a defesa da saúde pública e o seu pleno acesso.

“O espaço é fundamental para propor mobilizar, articular uma organização e levar esse direito fundamental da população para forças políticas progressistas, e que haja ações efetivas para um modelo público que atenda a população amplamente”, declarou.

O diretor lembrou que, como a Conferência faz parte de um evento de uma entidade representativa de estudantes, com a presença de pós-graduandos, graduandos e secundaristas, também foi tratado a formação do profissional de saúde, em todos os níveis, para então chegar a um sistema realmente eficaz.

“Boa parte dessa formação não se faz apenas na universidade, na academia, e sim promovendo vivências. Lembrando que quando falamos de sucateamento no sistema público de saúde, são afetados os usuários e profissionais.Portanto, cabe a nós, profissionais de saúde, refazer as lutas pelo SUS”, disse o diretor de saúde, lembrando também da fiscalização da Lei Complementar nº 141, que garante valores mínimos para serem utilizados em serviços públicos de saúde que promovam a igualdade.

Michely Ribeiro, representante da Lai Lai Apejo, uma rede nacional para a saúde da população negra e AIDS e que compõe o Conselho Nacional de Saúde, iniciou sua fala questionando os participantes se há credulidade na efetivação no direito humano à saúde.

Michely Saúde

A partir daí, ela elencou que é preciso, antes de tudo, elucidar o processo sócio-histórico da sociedade brasileira e perceber que ele provoca impactos diretos nos indicados de saúde pública.

“Identificamos que as populações com maiores desvantagens e violações aos direitos humanos, são aquelas que possuem indicadores desfavoráveis em relação à saúde. Para isso, pensamos em medidas para a inclusão e promover não apenas a equidade, mas políticas para igualdade”, avalia Michely.

Reformas Essenciais

Para reverter os aspectos negativos e desiguais na saúde, ou em qualquer acesso a direitos básicos, deve-se pensar em uma democracia e políticas públicas.

Marcelo Arias, diretor de Comunicação da ANPG e membro do Conselho Nacional de Juventude, ampliou esse debate indo direto ao ponto inicial da questão, que é de onde sairiam as transformações para a sociedade brasileira: as reformas sociais e estruturais.

Marcelo Saúde

O diretor de Comunicação citou a reforma agrária, na comunicação, a tributária que envolve a taxação das grandes fortunas–, no sistema de saneamento e energia e principalmente, a reforma política, que muda as estruturas da representação no Congresso Nacional e que levaria ao fim do financiamento privado de campanhas, e consequentemente, combateria a corrupção.

“Com essas reformas, podemos refletir o quanto não haveria mais de recursos para universalizar a saúde e alterações que colocariam na frente a questão do acesso público a esse direito básico”, complementou.

Euzébio Jorge, presidente do CEMJ (Centro de Estudos e Memória da Juventude), ressaltou que a reforma que promova outras bases de transformação é a solução para concretizar os avanços ocorridos no país nos últimos 12 anos e que levaram a mais acesso à educação e aumento de renda, e que ofereceram um desenvolvimento material. Para ele, chegar perto de alcançar condições financeiras, não resolve os problemas do país.

Euzébio Saúde

“É preciso pensar agora no desenvolvimento que elimine preconceitos e desigualdades, que ofereça, portanto, ganhos imateriais. Há estudos que indicam que a constância em uma situação de pleno emprego, reduz em grandes escalas problemas estruturais do mercado de trabalho, como rotatividade e preconceito”, afirmou Euzébio.

“Porém, recentemente, com os ajustes fiscais, há um claro retrocesso, portanto esse é o momento de reflexão para os rumos que o país deve tomar daqui em diante, já que há falência nesse sistema”, ponderou ele.

Carta de Ações
Na parte da tarde, os participantes da Conferência se dividiram em Grupos de Trabalho, que envolviam eixos de debates sobre direito e garantia à saúde pública, financiamento público e privado, sistemas de gestão em unidades de saúde e processo de valorização e formação dos profissionais.

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A partir das mais de duas horas de deliberação, foi aprovada uma carta de reivindicações, propostas e apontamentos com subsídios tanto para a próxima Conferência de Saúde da ANPG como para a 3ª Conferência Nacional de Juventude.

Por Sara Puerta, de São Carlos

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Alan Kardec

Defesa da Petrobras é enfatizada por palestrantes, pela ANPG e plateia presente. Fotos: Bruno Bou

Na manhã do segundo dia (14) de programação do 4º Salão Nacional de Divulgação Científica da ANPG, um debate posicionado estrategicamente gerou sentimento de que lutas importantes devem ser travadas para garantir mais investimentos na área de Ciência e Tecnologia.

Com o tema “A necessária recomposição da FNDCT e o seu papel para o financiamento da Ciência, Tecnologia e Inovação no país: Perspectivas de financiamento pelo petróleo, minério e outras fontes”, o debate contou com participação da secretária executiva do MCTI, Emília Cury, e o ex-diretor da ANP (Agência Nacional de Petróleo), Alan Kardec, que elucidaram a atual conjuntura do FNDCT (Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e o s possíveis caminhos para a sua recomposição. Além disso, as houve um posicionamento comum entre os presentes no debate em defesa da Petrobras, no sentido de garantir recursos e investimentos para educação, pesquisa e inovação no país.

Luiz Fernando Ramos Lemos, diretor de instituições estaduais da ANPG, que integrou a mesa, afirma que esse debate é justamente lutar contra os cortes, para que eles não só sejam revertidos, mas também para que não aconteçam mais, assegurando, assim, o financiamento para Ciência e Tecnologia .

“Também, falar em soberana nacional, da produção de petróleos e minérios é reposicionar o Brasil, deixando de ser apenas produtor de matéria-prima e tornando-se fornecedor de Ciência e Tecnologia”.

Como foi citado por diversas pessoas da plateia, o chamado sentimento de “entreguismo” em relação a Petrobras incomoda quem conta com os recursos da extração do Petróleo e do Pré Sal para obter financiamento para pesquisa, e para os movimentos sociais e estudantil, no geral, que sempre defenderam a estatal. “É importante que esse debate contribua para aumentar a luta e obter unidade para proteger a Petrobras e essa ações sigam mais fortalecidas”, conclui o diretor.

Para Kardec, o debate sobre o FNDCT deve ser amplo e envolver a ANP, APGs e ANPG, uma vez que este Fundo, que conta com os recursos do petróleo como sua maior fonte mantenedora, é a maior fonte de investimento em pesquisa no Brasil.

Em 16 anos, segundo ele, mais de R$ 5 bilhões foram investidos em institutos para inovação e em bolsas com recursos das atividades do Petróleo, por parte do programa P&D (Pesquisa e Desenvolvimento).

“Atualmente, o Fundo encontra-se quebrado e, sendo o petróleo uma fonte quase inteiramente comerciável, é daí que deve sair a sua reposição. Além disso, deve existir regulamentação para empresas estrangeiras que tenham concessão para extração, que devem imediatamente fazer nos laboratórios de pesquisa no Brasil, oferecendo, assim, uma contrapartida”.

A secretária de MCTI, Emilia, fez uma fala bastante transparente sobre a situação do FNDCT e do orçamento da pasta para esse ano. Segundo ela, foram cortados quase R$ 2 bilhões no orçamento geral e o esforço ficou em manter as bolsas.

“Após estudos realizados pelo Ministério foi definido que a reposição do Fundo se dará com os recursos do royalties do pré-sal para a área, a readequação dos gastos em organizações voltadas para a pesquisa e programas como o Ciência sem Fronteira, que atualmente estão sendo custeados com o seu orçamento.”

Igor Dias, tesoureiro da ANPG, comentou sobre o resultado do debate: “o debate trouxe propostas para a reposição do fundo, que reivindicaremos para se tornarem emendas e projetos de lei para a efetivação, já que está de acordo com a nossa Campanha por mais Direitos para os(as) pós-graduandos(as), que propõe 2% do PIB e 50% dos royalties do petróleo para pesquisa científica”.

Sara Puerta, de São Carlos

Foto: Bruno Bou
Foto: Bruno Bou

Evento com a presença do Ministro Aldo Rebelo foi essencial para trazer transparência e reflexões sobre o tema do financiamento em pesquisa no país

Na tarde dessa terça-feira (14), a Tenda da ANPG (Associação Nacional de Pós-Graduandos) do 4º Salão Nacional de Iniciação de Divulgação Científica, teve lotação máxima ao receber mais um importante atividade da programação. Dessa vez, uma conferência com tema “Desafios e Perspectivas para o Financiamento da Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil”, com a presença do Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil, Aldo Rebelo.

Também participou do debate Ildeu de Castro Moreira, vice-presidente da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), convidado para promover reflexões sobre o tema e ampliar o debate. A conferência foi mediada por Tamara Naiz, presidenta da ANPG, e pelo vice-presidente da entidade, Cristiano Flecha.

“A iniciativa da ANPG em organizar essa conferência objetivou trazer transparência e um diálogo direto e franco com o Ministério. Para isso, comemoramos a presença de diversas entidades estudantis , para também obterem esclarecimentos e proporem políticas para a área”, comentou a presidenta na abertura.

O Ministro Rebelo reconheceu o papel da instituição no protagonismo na reivindicação dos direitos dos pós-graduandos e por mais investimentos em tecnologia, trabalhando junto com o ministério, e oferecendo espaço para debater as perspectivas de investimentos em Ciência e pesquisa. Também ressaltou o papel da área para obter soberania nacional.

“O Ministério tem em seu cronograma atenção e incentivos para programas estratégicos voltados para o aprimoramento da segurança digital, uma vez os pacotes utilizados atualmente no Brasil são importados, muito caros e não exclusivos, além de desenvolver satélites e a área de energia nuclear no país”.

Rebelo também falou sobre a necessidade de produzir pesquisas e inovação para sanar problemas da população para doenças como malária, esquissotomose e leishmaniose.

Sobre os investimentos para manutenção de quantidade e qualidade das pesquisas no Brasil, o ministro citou como estratégia a recuperação do FNDCT (Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), com os recursos do pré-sal destinados para a pesquisa e retirada de recursos de programas como “Ciência sem Fronteiras”, que são voltados para graduação.

Ilde de Castro, comemorou o plano apresentado e aproveitou para lembrar sobre outras formas de garantir aprimoramento na pesquisa brasileira: investimento proveniente de empresas privadas e taxação de grandes fortunas, com parte da arrecadação sendo voltada para Educação.

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“Devemos lembrar que educação científica nas bases e formação de profissionais são tarefas do Ministério e por isso a necessidade de uma agenda exclusiva para a pesquisa. E, espaços como esse, promovidos pela ANPG, são essenciais para organizar ideias, cobrar ações objetivas dos parlamentares e do governo,  assim alcançando os nossos objetivos para o progresso nessa área.”

Mais assistência e resistência
Durante o espaço voltado para as intervenções da plateia, foi constantemente mencionada a questão de mais direitos aos pós-graduandos e o vice-presidente da ANPG, Cristiano Flecha, solicitou apoio ao Ministério para as reivindicações.

“Lembramos que não há qualquer emenda ou portaria que assegure o direito à saúde para quem faz as pesquisas hoje no país, as pós-graduandas não possuem licença-maternidade e é necessário levar a reivindicação ao Ministério da Educação, que é o órgão que regulamenta o benefícios”, disse Flecha, que também reivindicou unidade na luta contra o projeto do Senado José Serra, que ameaça o regime de partilha dos recursos gerados pelo pré-sal, que uma vez aprovado, prejudicará investimentos em ciência e tecnologia no país.

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Por Sara Puerta, de São Carlos

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Fotos: Bruno Bou

A Mostra Científica do 4º Salão Nacional de Divulgação Científica da ANPG, realizada na segunda e terça-feira (13 e 14), reuniu pós-graduandos, graduandos e professores universitários que apresentaram trabalhos de diversas áreas do conhecimento e promoveram uma verdadeira troca de conhecimento. Além disso, os debates, surgidos a partir da apresentação dos trabalhos, contribuíram para a pluralidade e para o pensamento crítico e construtivo da educação.

“Como atividade já consolidada dentro dos Salões da ANPG, a Mostra Científica configura-se como um espaço bastante interativo, dinâmico e colaborativo, onde pós-graduandos, graduandos e professores podem expor seus trabalhos, de forma a divulgar e compartilhar conhecimento com a comunidade acadêmica e a sociedade em geral”, diz Lenilton Silveira, vice-presidente Regional Nordeste da ANPG e coordenador da Mostra Científica.

Bruno Floriani, doutorando em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e avaliador da Mostra pela segunda vez, acredita que um evento como esse é importante para trazer a tona o que temas pesquisados no Brasil.

“Em alguns congressos, as pessoas ficam fechadas em suas áreas de atuação. No caso da Mostra Científica da ANPG, temos a chance de caminhar por outras estradas do conhecimento. Isso nos faz refletir novas formas de pensar as áreas da Ciência, e isso é muito construtivo”, afirma.

Bruno, avaliador da Mostra
Bruno Floriani, avaliador da Mostra

“Se pensarmos no desenvolvimento do país, vemos que precisamos educar as pessoas. E essa educação também parte do pressuposto de conhecer um pouco da Ciência e da Tecnologia. Quando nos reunimos para esse tipo de evento, estamos dando um sinal para o país do que queremos e como queremos chegar lá. Por esse motivo, essas Mostras são tão importantes para o desenvolvimento e fortalecimento da pesquisa”, completa.

PLURALIDADE
Os trabalhos apresentados provam tal pluralidade salientada pelo organizador e avaliador da Mostra. Na grade de apresentações: ciências sociais, física, ciências da saúde, biológicas e muitas outras.

Rívia de Jesus Santos, da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), apresentou sua pesquisa sobre a Cultura Popular no âmbito educacional. O trabalho consistiu em avaliar a utilização da cultura e folclore afro-brasileiros no sistema de ensino de três escolas públicas da cidade e Itabuna, na Bahia. “Itabuna é um local onde identificamos várias tradições artísticas da cultura popular, então busco saber como essas escolas estão trabalhando esses elementos”, afirma.

Para Rívia, que participou da Mostra pela primeira vez, é importante expor sua pesquisa na Mostra, pois o contato com as pessoas presentes traz troca de conhecimentos. “Acredito que outras pessoas que ouviram minha pesquisa possam contribuir para o trabalho”, afirma.

Enquanto Rívia falava sobre educação, Rafael Veloso Luz, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, falava sobre o tempo nas suas mais variadas formas, a partir da Física. “Como faço minha pesquisa no Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST), que além de ser uma instituição de pesquisa, é um museu de ciências, ou seja, um local que mistura Física com Educação, então tudo o que fazemos lá é com o intuito de popularizar nossas pesquisas. Por isso fizemos uma exposição”, explica Veloso, que trabalha a questão a partir de uma exposição onde as pessoas descobrem mais sobre o que é o Tempo. Para ele, falta divulgação da área de Ciências Exatas e, portanto, um evento como esse é importante para divulgar as pesquisas realizadas no Brasil e a importância desses trabalhos.

A Mostra de Ciência e Tecnologia aconteceu durante o IV Salão Nacional de Divulgação Científica da ANPG, que está acontecendo desde segunda-feira (12) e vai até sexta (17), na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em São Paulo.

Por Magdalena Bertola, de São Carlos

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oto: Bruno Bou Haya

O primeiro dia de debate teve manifestações de diretores da ANPG e pós-graduandos de diversas APGs em defesa da Petrobrás

Uma mesa “de peso” deu início aos debates da programação do 4º Salão Nacional de Divulgação Científica da ANPG , na tarde desta segunda-feira (13).

A abertura contou com a intervenção de um ator interpretando o físico Albert Eistein (1879 – 1955), falando da importância da imaginação, intuição, mistérios do universo e, claro, da importância da ciência e da pesquisa para desvendá-los.

O debate “Desafios da Inovação no Brasil” contou com a presença de três grandes apoiadores e incentivadores de pesquisa no país: Luis Manoel Fernandes, presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Inácio Arruda, ex-senador e Secretário de Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Ceará e Victor Pellegrini Mammana, diretor geral do Centro de Tecnologia da Informação (CTI) Renato Archer. Mediado por Gabrielle Paulanti, secretária geral da ANPG, e Fábio Palácio, diretor da Fundação Mauricio Grabois, o debate jogou luz a questões como as necessidades de transformar conhecimento em riqueza social e econômica: “Esse é o caminho genuíno para o crescimento e desenvolvimento do país”, disse.

Luis Fernandes apresentou um panorama dos investimentos em pesquisa no país desde os anos 70 e suas mudanças até hoje, passando pela vertiginosa queda nos anos 80 e 90. Após essas décadas, durante o primeiro Governo Lula, iniciado em 2003, houve um cronograma de eliminação do contingenciamento até 2010, o que fez o orçamento para Ciência e Tecnologia saltar de R$ 600 milhões para os R$ 2 bilhões, que resultou em reformas estruturantes e a criação da lei da Inovação.

“Com esse planejamento houve uma recuperação do FNDTC (Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), porém novamente caímos nos entraves de ‘ bipolaridade’ entre os parlamentares que ora oferecem, ora retiram “, disse.

Segundo ele, se faz necessário uma reforma social no país, para que parlamentares estejam de acordo com o que é importante para o crescimento.

“Hoje há uma convergência de pensamento de que estamos em uma época da economia de conhecimento, portanto é necessário ter programas cobrindo toda a cadeia de inovação e não devemos nos contentar em subordinação com cadeias globais de agregação de valor”.

Inácio Arruda lembrou da importância desse debate proposto pela ANPG, já que está em discussão o PPA (Planejamento PluriAnual) até 2019, e é necessária a divisão de investimentos em todo país, onde há fundos setoriais, assim, descentralizando do sudeste.

“Cada edital que lançamos, por exemplo, no Ceará, é surpreendente o número de empresas que apresentam projetos”, observa.

Arruda também alerta para superação de queda nos investimentos, que atrapalham muito as pesquisas em andamento, e disse que é necessário encontrar fontes permanentes para investimentos.

O secretário citou o exemplo da Embrapa (Empresas Brasileira de Pesquisa Agropecuária) que obtém financiamento público e privado e obtém constância em projetos e reconhecidos mundialmente.

“Também deve-se rever a Lei das Patentes para resolver entraves na inovação no país. Por conta da demora para liberá-las, muitas vezes até mais de dez anos, a produção e inovação nacional são prejudicadas, perdendo a competitividade em relação a outros países”, aconselhou.

Victor Mammana, do Centro Renato Archer, localizado em Campinas, e que é uma unidade de pesquisa do Ministério da Ciência e Tecnologia, fez uma fala bastante progressista, alertando para os retrocessos no país, incluindo os sociais, como a redução da maioridade.

Também apresentou o Programa do Centro chamado “Wash!” (Workshop de Aficionados de Software e Hardware), ou mais popularmente conhecido como “Rolezinho da Ciência”, que leva institutos de pesquisa em bairros de baixa renda.

“O programa estimula o interesse dos jovens na ciência de uma forma diferente e também recebemos a notícia que teremos uma bolsa de iniciação para estudantes do ensino médio que participarem”, contou.

A iniciativa foi bastante comemorada por estudantes do ensino médio e técnico presentes no local.

A defesa da Petrobras
Citada por Mammana no debate, a ameaça à Petrobras quanto à sua privatização, foi um tema que atraiu diversas falas e intervenções.

“Ela é a principal empresa no país que oferece investimentos à pesquisa, à cultura e  educação. Além disso, os fundos setoriais do Pré-Sal também devem ser destinados em partilha para incentivos à Ciência e Tecnologia”, avalia. Esse investimento dos fundos setoriais na estatal reveberaria em produção de tecnologia própria, o que a tornaria autossuficiente e referência em inovação e engenharia no mundo.

Tamara Naiz, presidenta da ANPG reafirmou a luta da entidade pela Petrobrás, que, esse ano, saiu em defesa da estatal por diversas vezes em atos públicos e em uma blitz no Congresso, visando defendê-la para alavancar os investimentos na ciência.

“Como falar em soberania, senão falarmos em inovação? Lembramos que os investimentos, nesse caso, devem ser voltado para transformação social, já que os países que mais investem em ciência e tecnologia também voltam suas pesquisas para a indústria bélica”, discursou.

debatePresidenta da ANPG, Tamara Naiz homenageia Luiza Rangel, ex-presidenta da entidade

A presidenta também aproveitou para saudar as mulheres pós-graduandas presentes no Salão. Lembrando do empoderamento feminino nas pesquisas, suas lutas em um ambiente, antes predominantemente, masculino, e que tem aumentado. “Esse deve ser um espaço na formação cada vez mais plural em gênero, raça e renda”.

Por Sara Puerta, de São Carlos

Nesta segunda-feira (13), o Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, realizou a conferência de abertura da programação científica da 67ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

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Fotos: Bruno Bou

Rebelo falou sobre os esforços realizados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) pela emancipação científica e tecnológica do Brasil. “Estamos em busca de um país desenvolvido e socialmente equilibrado e o MCTI visa olhar para o futuro, e não apenas para as adversidades do momento. O Brasil precisa da Ciência, Tecnologia e Inovação para promover sua independência científica”, afirmou o Ministro.

E destacou a criação de programas estratégicos para alavancar a inovação no Brasil e que precisam ser aprimorados, como o projeto de construção e desenvolvimento de satélites; o Programa Nuclear Brasileiro; o fortalecimento da proteção digital; os acordos de cooperação com demais países no intuito de se ajudarem mutuamente em áreas como Saúde, Aeroespacial, energias; dentre outros.

Durante a conferência, a ANPG e o Cômite São Carlense em defesa da Educação, entregaram uma carta ao Ministro, com diversas reivindicações das entidades, destacando os necessários reajustes anuais de bolsas e taxação das grandes fortunas, evitando os cortes praticados pelos ajustes fiscais.

Tamara Naiz, presidenta da ANPG, questionou o ministro sobre qual a agenda de investimento para pesquisa, ciência e inovação, já que por conta do tamanho e disponibilidade de recursos naturais no país, é injustificável não existirem mais incentivos.

O ministro respondeu sobre a inclusão de obras de Ciência e Tecnologia no PAC (Programa de Aceleração ao Crescimento) e reposição dos fundos para o investimento e readequação de investimentos, que estão sendo utilizados na graduação.

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Já pela noite, a tenda da ANPG que abriga o Salão de Divulgação Científica recebeu integrantes da Nação Hip Hop para apresentação de rimas. O espaço também foi livre para apresentação de composições do participantes do evento. As rimas e os poemas falavam principalmente sobre justiça social e contra a redução da maioridade penal

Por Sara Puerta, de São Carlos

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Foto: Felipe Linhares / Ascom MCTI
Foto: Felipe Linhares / Ascom MCTI

Evento contou com participação da presidenta da ANPG na mesa, homenageados e anúncios dos ministros da Educação e Ciência, Tecnolgia e Inovação

Na noite de ontem (12) foi aberta oficialmente a 67ª Reunião Anual da SBPC, que acontece até sexta-feia (18) na Universidade Federal de São Carlos. A cerimônia contou com a participação de um grande número de dirigentes das áreas de C,T&I e Educação, as entidades estudantis ANPG (Associação Nacional de Pós Graduandos) e UPES (União Paulista dos Estudantes Secundaristas) e os ministros da Educação, Renato Janine e de Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo.

Tamara Naiz, presidenta da ANPG, comemorou a participação da entidade mais uma vez, e reiterou o convite aos presentes à participarem do 4º Salão Nacional  de Divulgação Científica, promovido pela entidade durante a 67ª RA da SBPC , cujo tema central é Financiamento da Ciência no Brasil.

“Reconhecemos os avanços nos últimos anos quanto à educação e aos programas de incentivo à pesquisa, porém queremos mais possibilidades. Reafirmamos nossa luta contra os cortes, por mais avanços. E queremos respostas com uma agenda de investimentos no setor, já que a Ciência é o principal meio para gerar riqueza e dignidade à população brasileira”, afirmou a presidenta no púlpito.

Durante o evento, Rogério Marzola, coordenador geral da Fasubra Sindical (Federação de Trabalhadores das Universidades Brasileiras), falou sobre os direitos trabalhistas nas universidade e houve intervenção contra os cortes, da ANPG e do Cômite São Carlense em defesa da Educação, entregando carta ao Ministro da Educação, pela valorização da pesquisa e do pesquisador.

Janine, em sua fala, anunciou dois editais de pesquisa voltados para a produção de biografias e sobre as “revoltas populares”, pois elas são capazes de jogar “luz” ao poder combativo brasileiro.

Já Aldo Rebelo anunciou que o Ministério está buscando soluções para recompor o orçamento voltado à pesquisa e inovação. “Temos o papel de liderar o movimento nacional pela valorização do setor de Ciência e Tecnologia. Devemos recompor os recursos com os fundos vindos do petróleo e incluir obras de ciência e tecnologia no Programação de Aceleração do Crescimento , entre outras ações”, anunciou.

Homenageados
Durante a cerimônia, várias homenagens foram realizadas a figuras marcantes para a Ciência brasileira. O primeiro homenageado foi Luiz Hildebrando Pereira da Silva, um dos mais respeitados especialistas em doenças tropicais do mundo que faleceu em setembro do ano passado. Outro homenageado foi Leopoldo de Meis, pesquisador que, além de contribuições importantes na sua área principal de atuação, a Bioquímica, também foi referência nas áreas de Sociologia da Ciência, Educação Científica e Cienciometria. De Meis também faleceu no final de 2014. Por fim, a Reunião Anual de 2015 também homenageou o professor, pesquisador e historiador Mário Tolentino, um dos maiores educadores de São Carlos, inicialmente na Educação Básica e, depois, na UFSCar.

Por Sara Puerta, de São Carlos