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Natasha Ramos

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Coordenação de Comunicação Social do CNPq publica comunicado sobre a criação de Diretoria de Ciências Humanas e Sociais 

Atendendo uma demanda histórica dos pesquisadores e das associações e sociedades científicas nacionais da área, o Conselho Deliberativo do CNPq aprovou, em sua reunião realizada no dia 26 de novembro de 2014, a criação da Diretoria de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. Esta solicitação foi encaminhada pela Diretoria Executiva do CNPq, que havia aprovado anteriormente esta demanda.

Atualmente estas áreas estão vinculadas à Diretoria de Engenharias, Ciências Exatas, Humanas e Sociais (DEHS). A nova diretoria atuará tanto nas ações especificas das áreas envolvidas quanto em outras demandas transversais, tais como ações de Editoração, Divulgação Científica, Gênero e Políticas Sociais Inclusivas, dentre outras.

A aprovação pela Diretoria Executiva e pelo Conselho Deliberativo do CNPq levou em consideração as recomendações apresentadas pelo “Simpósio de Ciências Humanas e Sociais nas Políticas de Ciência, Tecnologia e Inovação Contemporâneas”, realizado com o apoio do CNPq no dia 20 de agosto deste ano, quando a proposta de criação de uma diretoria específica para as áreas de ciências humanas foi submetida à apreciação conjunta das mais de 30 associações e sociedades científicas reunidas.

Fonte: CNPq

A implementação da nova diretoria será agora submetida ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e outras instâncias governamentais pertinentes.

Na última sexta-feira (05), a ANPG começou a receber relatos de pós-graduandos e pós-doutorandos sobre o atraso no pagamento de suas bolsas de pesquisa concedidas pela CAPES. A Associação ligou na central de atendimento da agência de fomento, exigindo um posicionamento quanto ao atraso, mas os atendentes não sabiam informar nada a respeito e apenar registravam as reclamações, avisando que a equipe técnica retornaria o contato via e-mail com mais notícias. Ao perguntarmos em quanto tempo essa resposta viria, nem isso os atendentes sabiam informar.

Rosália de Barros Nascimento, Zootecnista, doutora em produção animal pela UFRPE e bolsista de pós-doutorado PNPD/CAPES pela UFAL, após contato com a central de atendimento da agência, procurou a ANPG para saber mais informações sobre o atraso na bolsa e relatou seu descontentamento:

“Este atraso nos desestrutura emocionalmente, pois é da bolsa que pagamos nossas contas e muitos de nós mantêm suas famílias. Estamos no quinto dia de atraso e a única coisa que temos são informações desencontradas”. A bolsa deveria ter sido creditada no 5º dia útil do mês, ou seja, sexta-feira (05).

Beethoven Hortencio, doutor em Psicologia Escolar e Desenvolvimento Humano pela USP e bolsista de pós-doutorado PNPD/CAPES, conta que recebeu sua bolsa somente ontem (09), com quatro dias de atraso, mas que uma amiga dele também bolsista, que está grávida de sete meses, ainda não recebeu.

“Temos dois grupos no facebook: Bolsistas CAPES e PNPD/CAPES, nos quais muitos relatam que as contas estão atrasadas, pessoas que têm como única fonte de renda a bolsa de pesquisa e não tem o que fazer. A falta de perspectiva e o total desamparo em que nos encontramos sem saber uma resposta que realmente seja verdadeira prejudica a pesquisa atual”, comenta Beethoven.

Outro bolsista do Programa Nacional de Pós-Doutorando da CAPES, Paulo Liboni, também expressa sua insatisfação com o atraso: “Entregamos nossas vidas ao exercício cotidiano da pesquisa, na confiança de que a administração pública não se entregue às práticas funestas de descumprir compromissos firmados em editais ─cruzando os braços no momento de pagar seus pesquisadores─ e tripudie daqueles que constituem o futuro corpo docente das instituições superiores de ensino.”

A assessoria de imprensa da CAPES informa em nota à ANPG que “as bolsas da pós-graduação no país foram pagas entre os dias 03 a 05/12/2014, em virtude de questões operacionais da área de planejamento e orçamento dos órgãos administrativos superiores, as quais fogem à autonomia gerencial desta agência. Os créditos em conta corrente, seguindo os trâmites bancários, foram finalizados no dia 09/12”.

Eventuais pendências serão acompanhados pela ANPG. Escreva para [email protected]

Da redação

Porto Alegre, 09 de dezembro de 2014

Nós, estudantes do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), vimos por meio deste documento declarar apoio a deputada federal e doutoranda em Ciência Política (UFRGS) Maria do Rosário pela sua fala na tribuna da Câmara dos Deputados, em 09 de dezembro de 2014, parabenizando os trabalhos da Comissão Nacional da Verdade e em defesa de Memória, Verdade e Justiça para os brasileiros e brasileiras. Repudiamos a manifestação fascista, autoritária e pró-ditadura militar do deputado Jair Bolsonaro. Acreditamos que as discordâncias são necessárias ao jogo democrático, entretanto não enxergamos no referido deputado uma posição republicana, democrática e, muito menos, de respeito às mulheres e aos seus pares no parlamento. Exigimos uma resposta do Congresso Nacional à altura da quebra de decoro parlamentar praticado pelo referido deputado.

Assinam estudantes de Pós-Graduação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, estando livre a sua adesão a todos aqueles que defendem uma postura democrática, republicana e a luta por Memória, Verdade e Justiça da América Latina.

Vinicius de Lara Ribas (mestrando – CP/UFRGS)
Cristiana Maglia (mestranda – CP/UFRGS)
Arthur Rotta (doutorando – CP/UFRGS)
Isis Matos (doutoranda – CP/UFRGS)
Ricardo Fagundes Leães (mestrando – CP/UFRGS)
Ricardo Ossagô (Doutorando – CP/UFRGS)
Rodolfo Marques (Doutorando – CP/UFRGS)
Felipe Zorzi (mestrando – CP/UFRGS)
Raíssa Nothaft (mestranda – CP/UFRGS)
Thiago Braga (Graduando em Direito – Escola do Ministério Público)
Carolina Rosa Kader (Graduanda em Políticas Públicas – UFRGS)
Alexandre Arns Gonzales (mestrando – CP/UFRGS)
Marcelo Taffarel (egresso de Design de Interiores – IPA)
Rafael Ilha Pinto (Doutorando – CP/UFRGS)
Gabriel Guerra Câmara (Mestrando – Sociologia/UFRGS)
Suelen Aires Gonçalves (Mestranda em Ciências Sociais – PUCRS)
Alessandra Verch (mestranda – CP/UFRGS)
Raquel Tebaldi (mestranda – CP/UFRGS)
Fernando Preusser de Mattos (mestrando – CP/UFRGS)
Terezinha Vergo (doutoranda – CP/UFRGS)
Juliano Oliveira Pizarro (mestrando – CP/UFPel)
Michelle Gallera Dias (mestranda – CP/UFRGS)
Alexandre Spohr (mestrando – CP/UFRGS)
Cristina Altmann (doutoranda – CP/UFRGS)
Lucas De Oliveira Paes (Mestrando – PPGEEI/UFRGS)
Jefferson Raul Ferreira Matins (graduando em Publicidade e Propaganda – Unisinos)
Tabita Strassburger (doutoranda – PPGCOM/UFRGS)
Karen Kempf Klatte (graduanda em Direito – Unisinos)
Guilherme de Queiroz Stein (mestrando – CP/UFRGS)
Ana Paula F. D’Ávila (PPGS- UFPR)
Joyce Miranda Leão Martins (doutoranda – CP/UFRGS)
Carlos Artur Gallo (doutorando – CP/UFRGS)
Karem de Vargas (graduanda em Publicidade e Propaganda – Unisinos)
Camila de Vasconcelos (doutoranda – CP/UFRGS)
Jennifer Azambuja de Moraes (doutoranda – CP/UFRGS)
Melina Mörschbächer (doutoranda – CP/UFRGS)
Lorena Risse (PPGCOM/UFRGS)
Gabriel Dorneles (graduando em Serviço Social – UNIPAMPA)
Luiz Eduardo Garcia da Silva (doutorando – CP/UFRGS)
Tiago Estivallet Nunes (doutorando – CP/UFRGS)
Amanda Machado (CP/UFRGS)
Susana Garcia (mestranda – PPGA/UFRGS)
Janaina Rosa (graduanda em Serviço Social – UNIPAMPA)
Daniele Santos (graduanda em Serviço Social – UNIPAMPA)
Iris Nabolotnyj Martinez (graduanda em Ciência Política- Unipampa)
Jorge Jonas Jankus (Bacharel em letras – UFRGS)
Flávia Vezzosi Bianchi ( graduanda em Serviço Social – UNIPAMPA)
Antônio Lima (Diretor Estadual do Cpers/Sindicato, Doutorando em Sociologia/UFRGS)
Catia Vanzellotti (bacharela em Ciências Sociais/UFRGS)
Roberta Carnelos Resende (CP-UFRGS)
Douglas Santos Alves (doutorando – CP UFRGS
Jéssica da Silva Duarte – mestranda em CP UFRGS
Kiscilla Karolina Rodrigues (graduanda em Serviço Social – UNIPAMPA)
Elena de Oliveira Schuck (Doutoranda – CP/UFRGS)
Aline Adms (Mestre em ciências criminais/PUCRS e professora do Instituto Federal Farroupilha)
Renan Quinalha (doutorando – RI/USP)
Matheus Lopes (Direito/UERJ)
Karine Rodrigues (licenciada em Ciências Sociais/UFRGS)
Luis Carlos Santis Alves (UNIJUI)
Maicon Machado (Mestrando em Ciência Politica – UFPel)
Marco Bonito (doutorando em Comunicação – Unisinos)
Damaris Strassburger (doutoranda no Programa de Pós Graduação em

APG UnB
Júlia Seabra/UnB Agência

Representantes da chapa vencedora tomaram posse na sexta-feira (5) no auditório do Instituto de Letras 

A Associação de Pós-graduandos Ieda Delgado da Universidade de Brasília (APG) possui nova diretoria. A chapa “Resgatando a APG” foi a vencedora das eleições que aconteceram nos dias 11 e 12 de novembro. Os representantes tomaram posse na sexta-feira (5), no auditório do Instituto de Letras (IL).

Gabriel Nascimento, formado em Letras – Inglês e Português pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) e mestrando em Linguística Aplicada na UnB, é o presidente. “Nós somos uma categoria fragmentada e híbrida. Queremos obter ações de todas as áreas, ser multidisciplinar”, aponta.

Para Gabriel, é preciso também obter o envolvimento de todos os discentes. “É importante resgatar a associação, para que os alunos participem ativamente da vida acadêmica”, destaca.
Em reunião realizada na tarde da última segunda-feira (1º) com o reitor Ivan Camargo, os integrantes da chapa reivindicaram uma sede para a entidade.

Entre as propostas do grupo, está a reativação do conselho de representantes da pós-graduação, expansão da moradia universitária e a produção de revista organizada pelos estudantes. A gestão conduzirá a APG durante um ano.

Fonte: UnB Agência

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) concedeu autorização prévia para que a Petrobras realize investimentos de 421,2 milhões de reais no programa do governo federal Ciência sem Fronteiras pelo período de 30 meses.

A autorização entrou em vigor na última sexta (05), data em que foi publicada no Diário Oficial da União. O Ciência sem Fronteiras concede bolsas para promover o intercâmbio de alunos de graduação e pós-graduação no exterior.

O investimento da estatal será classificado como despesa com pesquisa e desenvolvimento, em cumprimento de cláusula que consta nos contratos de concessão de áreas para exploração de petróleo e gás natural.

Ela determina que os concessionários devem investir, no Brasil, o valor correspondente a 1 por cento da receita bruta da produção de um determinado campo na realização de despesas qualificadas com pesquisa e desenvolvimento.

O valor de 421,2 milhões de reais é uma estimativa do montante que será efetivamente gasto pela Petrobras, que será posteriormente avaliado pela ANP para efeito da aprovação ou não das despesas realizadas.

Em autorização também publicada na sexta-feira no Diário Oficial, a BG E&P Brasil, do BG Group, recebeu aval prévio para investimentos de 11,2 milhões de reais no programa Ciência sem Fronteiras pelo período de 72 meses.

Fonte: Reuters

CNJ

Os direitos da juventude vêm sendo conquistados pouco a pouco. O Brasil é considerado um país de referência em políticas para jovens, mas os brasileiros e brasileiras de 15 a 29 anos querem bem mais: discutir e incidir na política a partir de articulações com outros países. Para isso, a Secretaria Nacional de Juventude (SNJ), o Conselho Nacional de Juventude (Conjuve) e o Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa) realizaram o 2º Seminário de Juventude e Política Internacional, que aconteceu na última terça-feira (02) até quinta-feira, em Brasília. A Associação Nacional de Pós-Graduandos esteve presente no evento, representada pelo diretor de Juventude, Marcelo Arias.

45 jovens foram selecionados para participar da formação. Eles e elas são membros de entidades da sociedade civil que atuam pelos direitos dos jovens em várias partes do país. As cinco regiões brasileiras estão representadas pelas lideranças juvenis que devem compartilhar suas experiências em relação aos avanços e desafios para inserção de jovens em processos multilaterais, que envolvam o Brasil, e no exterior.

SNJ e política internacional

A partir de 2011, a SNJ iniciou uma agenda internacional, aderindo à Organização Iberiamericana de Juventude (OIJ), à Reunião especializada da Juventude no Mercosul, à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), além de parcerias importantes com agências internacionais de juventude. “Queremos discutir a possibilidade de consolidar ainda mais a secretaria para que a juventude possa atuar internacionalmente, com financiamentos e continuidade de organizações de juventude articuladas com outros países”, afirmou a secretária nacional de juventude, Severine Macedo.

De acordo com Ângela Guimarães, o Brasil é bem recebido no exterior em relação aos marcos legais e políticas de juventude, como o Estatuto da Juventude, o Sistema Nacional de Juventude (Sinajuve) e o Plano Nacional de Juventude. “Nossas idas nesses eventos internacionais têm que repercutir, refletindo as 51 milhões de vozes dos jovens brasileiros. O que nós queremos construir é esse outro mundo possível, livre das desigualdades”, frisou.

Um dos principais objetivos do evento é preparar as jovens lideranças para participarem de reuniões e fóruns internacionais. A ideia é que os temas relacionados à juventude sejam garantidos nesses espaços, em especial, nas agendas para o desenvolvimento pós-2015. É o que afirma Anna Cunha, oficial de programa do Unfpa. “É fundamental termos uma crescente participação qualificada para contribuir no debate. Ninguém melhor do que os jovens para falarem sobre sua própria agenda”, disse.

Edi Ferreira dos Santos, membro do Conselho de Juventude da ONU Habitat, é um dos participantes do seminário. Ele representa o Movimento de Favelas de Santo André (SP) e já participou de eventos internacionais, como o Fórum Urbano Mundial, que ocorreu este ano em Medelim, Colombia. “Aqui estamos tendo contato com diversas visões do país e do mundo sobre a política de juventude. A partir disso, formamos um consenso maior sobre nossos desafios e trabalharemos de forma conjunta”, opinou.

Da redação com informações SNJ

Por Gabrielle Paulanti*

Muitas são as nuances de grande complexidade na abordagem desse tema, principalmente porque as categorias e os discursos atuais estão em franca disputa ideológica. Confundem-se as questões de direito das cidadãs e cidadãos com as relativas à moral, estas quase sempre favorecendo e relativizando agressores e culpando vítimas. Falar sobre o tema e suscitar polêmicas é profícuo e ajuda a construir soluções coletivas, partindo do indicativo óbvio de que isso é um problema.

Entretanto, muitas vezes há o desejo de ignorar que as relações de poder, através de manipulação e coação, se instituem como opressão e assédio. É curioso que as recentes polêmicas de um professor famoso assediando mulheres estejam no auge ainda nos 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres. Discussões sobre feminismo, misoginia, radicalidade e legislação são fruto de vozes que reivindicaram avanços na organização social e prova de que devemos debater o assédio. Fica evidente que as formas de violência, físicas, simbólicas, materiais, emocionais, são cada vez mais complexas à luz e ao passo das novas formas de comunicação, organização e discurso.
Infelizmente, casos de assédio moral e sexual são comuns nas relações entre orientador e orientando, muito facilitado pela ausência de parâmetros regulamentares para essa parceria. Contudo, o consenso social e a naturalização desse tipo de prática é o que realmente dificulta o combate ao assédio e acaba definindo desfechos quase sempre desfavoráveis aos queixosos e queixosas.
Das senadoras às anônimas da internet, elas nos provam que as relações de gênero são questões intensamente importantes , porque não resolvidas. É necessário construir um amplo debate na sociedade e que sejam assegurados direitos e canais de expressão, que se destinem às vítimas e não a agressores. Evidentemente, pois, no caso do assédio, os agentes já estão em situação privilegiada e sobre esse privilégio se constrói a opressão. Questionar as estruturas, institucionais e de poder, não só é necessário como urgente para garantir não só igualdade de direitos como também avanços na emancipação humana.

*Gabrielle Paulanti é mestranda em Letras e diretora de Comunicação da Associação Nacional de Pós-Graduandos

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Já é possível inscrever seus trabalhos para a Mostra de Ciência e Tecnologia, realizada pela ANPG, em parceria com a UNE e a UBES. O prazo vai até dia 7 de janeiro

Estão abertas as inscrições dos trabalhos para a Mostra de Ciência e Tecnologia, uma das atividades da 9ª Bienal da UNE, que ocorrerá entre os dias 1 e 6 de fevereiro de 2015, na Fundição Progresso e Arcos da Lapa, no Rio de Janeiro. Maior mostra estudantil de arte, a Bienal deve receber cerca de dez mil estudantes do Brasil e da América Latina.

Além dos trabalhos artísticos, a Bienal terá uma mostra científica, coordenada pela ANPG. Essa atividade conta com ISBN e é um importante espaço de divulgação científica. Inscreva seu trabalho até o dia 07 de janeiro, no site da UNE.

Gabrielle Paulanti, Diretora de Comunicação da ANPG, comenta que para além de ser um evento sobre arte e cultura, a Bienal da UNE possibilita também um rico debate sobre ciência. “Esta é uma oportunidade de diálogo entre diferentes áreas, permitindo ao pós-graduando agregar informação e conhecimento para a pesquisa que está em curso”.

Para a Diretora de Cultura da UNE, Patrícia Matos, “a ANPG se insere nos contextos do movimento estudantil e do movimento acadêmico brasileiro, e cumpre a tarefa de buscar essa produção e assim garantir um grau maior tanto de qualidade dos trabalhos a serem apresentados quanto de interação com o meio acadêmico que está despontando nas universidades”. Ela destaca, ainda, a importância da participação da ANPG, “não só na mostra de ciência e tecnologia, mas em outros momentos da bienal, como os grandes debates temáticos, oficinas, num momento de reconhecimento da diversidade cultural do Brasil.”

É indispensável que os participantes com trabalhos inscritos na Mostra Científica sejam estudantes no ano de 2014. A comprovação deve ser feita através de declaração fornecida pela instituição de ensino, boleto de mensalidade ou cópia da carteira da UNE, UBES ou ANPG.

A taxa de inscrição de trabalhos para a mostra terá o valor de R$ 10,00 (dez reais). O estudante que tiver seu trabalho selecionado para apresentação no evento estará isento do pagamento da taxa de inscrição.

Serão selecionados no máximo 80 (oitenta) trabalhos para esta Mostra. Cada autor poderá inscrever, no máximo, 3 (três) trabalhos de sua autoria. O resultado será divulgado no hotsite da 9ª Bienal da UNE: www.bienaldaune.org.br.

>>O regulamento das Mostras pode ser encontrado aqui!

Sobre a Bienal
A partir de um qualificado rol de convidados e mesas-redondas, grandes atrações culturais, assim como da transversalidade de linguagens como música, cinema, teatro, arte digital, literatura e artes visuais, a 9ª Bienal da UNE se consolida como o principal instrumento para o mapeamento e difusão da cultura produzida por estudantes de todo o Brasil.

Da redação

Alunos que passaram a frequentar as escolas de ensino regular apresentaram melhor desempenho nas áreas analisadas pela Apae

A criança com atraso no desenvolvimento neuropsicomotor ou com diagnóstico de deficiência intelectual tem garantidos os mesmos direitos que todas as outras crianças, segundo a Doutrina Integral de Proteção, elaborada durante a Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança da ONU (Organização das Nações Unidas) e aprovada no Brasil pelo ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).

Essa premissa aponta para a inclusão de crianças com deficiência na rede regular de ensino público –o que tem ocorrido gradativamente no país. Esse processo, todavia, tem enfrentado algumas barreiras.

De acordo com informações publicadas no Relatório Mundial sobre a Deficiência, publicado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) em 2001, é sabido que crianças com deficiência têm menor probabilidade de iniciar suas atividades na escola, além de apresentar índices mais baixos de permanência e aprovação escolar.

Em pesquisa divulgada no relatório, a OMS identificou que “a correlação entre resultados educacionais ruins e a presença de uma deficiência é mais significativa do que a correlação entre resultados educacionais ruins e outras características como, sexo, residência em área rural e situação econômica”.

Mesmo com a legislação determinando que todas as crianças frequentem escolas regulares, há barreiras a serem quebradas. Por exemplo, os recursos limitados ou insuficientes para a garantia da educação para todos, acessibilidade física das escolas, adoção de abordagens pedagógicas flexíveis que respondam às diversas habilidades e necessidades dos estudantes, além de investimento no desenvolvimento dos professores para que deem suporte aos alunos com deficiência.

Um outro aspecto relevante é que muitas vezes crianças com deficiência são rotuladas, o que traz efeitos negativos para elas: sentimento de rejeição, preconceito e estigmas que não favorecem o desenvolvimento de um ambiente escolar inclusivo.

As atitudes negativas de professores, alunos sem deficiência e até dos próprios familiares afetam diretamente a possibilidade de construção de um ambiente favorável à educação, expondo os alunos com deficiência a algum tipo violência.

Garantir a inclusão dessas crianças na educação requer uma mudança não só no sistema escolar mas, principalmente, no ambiente em que estão sendo incluídas. Nesse cenário a família tem um papel fundamental à medida que será o indutor de mudanças.

Em 2012, a Apae de São Paulo realizou uma pesquisa com alunos que saíram da sua escola especial (fechada em 2009) –alguns foram incluídos em escolas regulares e outros mantidos em escolas especiais por opção das famílias.

Tal estudo indicou que os alunos que passaram a frequentar as escolas de ensino regular apresentaram melhor desempenho nas áreas analisadas (identidade e autonomia; socialização; comunicação e expressão), comparados com aqueles que continuaram frequentando outras instituições especializadas ou classes especiais da rede estadual.

Essa experiência fortaleceu nosso posicionamento de que a educação inclusiva é possível desde que haja intervenções no sistema educacional. Neste 3 de dezembro, Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, é preciso refletir para que adotemos estratégias efetivas que garantam esse direito de forma responsável.

ARACÉLIA LÚCIA COSTA é superintendente da Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de São Paulo

Fonte: Folha de S. Paulo

Vice-presidente da entidade é um dos convidados de audiência pública

Representantes da União dos Estudantes Secundaristas (UBES) estão nesta quarta-feira (3) na Câmara dos Deputados, às 16h, para discutir a qualidade do ensino médio no país. O vice-presidente da entidade, Danilo Lopes e o presidente da AMES-RIO, João Neto foram convidados a comparecer ao Plenário 11 da Casa.

A audiência pública discutirá auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União com o objetivo de avaliar a oferta e a qualidade do ensino médio no Brasil.
A UBES foi convidada, pois este ano lançou a campanha “Reformulação do Ensino Médio Já!”, em que defende mudanças na educação dos adolescentes. No tema central estão escolas mais democráticas, com eleições paritárias para os diretores das escolas. Isso quer dizer que os estudantes, professores e corpo discente teriam o mesmo peso na votação.

Pontos como: mais tecnologia nas escolas, inclusive nas salas de aula; melhores salários para os professores e valorização da carreira; o professor como mediador e não como detentor de todo o conhecimento; e, inserção de discussões sobre temas como homofobia, machismo, transfobia, racismo nas salas da aula, para diminuir a violência nas escolas é sociedade também são defendidos pela entidade.

Confira aqui o vídeo da presidenta da UBES, Bárbara Melo, falando sobre a reformulação do ensino médio:https://www.youtube.com/watch?v=vnIHe5DaOA4.

Da redação com informações da UBES