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Natasha Ramos

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Conversando com o autor Latino-Americano: Alejandro Crimson
Conversando com o autor Latino-Americano: Alejandro Crimson

O antropólogo argentino Alejando Crimson, da Universidad Nacional de San Martín (Buenos Aires), foi o convidado para a estreia da sessão “Conversando com o autor latino-americano”, espaço destinado a destacados pesquisadores na América Latina, em sintonia com o esforço de ampliar o escopo da internacionalização das ciências sociais brasileiras. A atividade, ocorreu nesta quarta-feira (29), e integrou a programação do 38º Encontro Anual da ANPOCS (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais).

Em sua palestra, intitulada “Argentina exotizada, como si hiciera falta”, o pesquisador abordou as 70 mitomanias que os argentinos falam sobre seu país e sobre si mesmos, pesquisa publicada em seu mais recente livro “Mitomanias Argentinas”, um estudo antropológico da linguagem coloquial tanto nos momentos de soberba como de autodenegrição do cotidiano dos argentinos. A ANPOCS bateu um papo com ele após sua conferência para saber mais sobre o assunto. Confira na entrevista abaixo!

ANPOCS: Na sua palestra você expôs uma seleção de 70 mitomanias que os argentinos falam do seu país e de si próprios. Você poderia citar algumas e falar sobre elas?
Alejandro Grimson: Tem uma [mitomania] muito forte de que a Argentina é um país europeu. Isso tem uma grande influência no sentido do imaginário social sobre a nação, que contribui para a soberba, muito conhecida dos argentinos, mas, também, para a frustração deles para com o país existente de fato. É antiga essa história da ‘europeidade’ da Argentina, um país branco, no sul da América, que tem uma conotação de superioridade, e eu faço uma crítica disso. Mas, por outro lado, os argentinos sabem que o seu país não é a Europa. Além do que eles superestimam a Europa, imaginando-a melhor do que de fato é. Eu sempre falo que os europeus adorariam morar na Europa imaginada pelos Argentinos, como se fosse um território perfeito, tudo funciona perfeito, não tem desigualdade, não tem problema nenhum.

A segunda mitomania muito importante é a ideia de que todo o tempo no passado foi melhor do que o presente: ‘A Argentina já foi um grande país, uma grande potência, perdeu tudo e hoje é um desastre’. Essa ideia é um obstáculo para entender quais coisas hoje funcionam melhor e pior do que no passado. Mas, é uma ideia que regula tudo e que faz com que os cidadãos olhem tudo o que acontece no país, na política, na democracia, na economia, na educação, na saúde como se fosse sempre pior do que no passado. E é obvio que não é assim. Porque, por exemplo, a Argentina nunca na sua história teve 30 anos de democracia continuada, hoje a Argentina tem o menor índice de analfabetismo também, muito mais universidades do que em outra época… Então, há fatores que pioraram e que melhoraram. E essa realidade é muito mais complexa.

Outra mitomania é que ‘na Argentina não tem racismo porque não tem negros’, o que já é uma ideia racista. O uso do termo negro na Argentina é muito classista porque todos os pobres são considerados negros, assim como todos os favelados, os peronistas e os torcedores do clube de futebol mais popular. Então, por um lado, segundo a mitomania, não há negros, por outro lado, na linguagem popular, metade da população é negra.

ANPOCS: Como foi o processo e o que você concluiu com este estudo?
A. G.: Eu venho fazendo pesquisas há cerca de vinte anos na Argentina e, há quatro anos, eu decidi tentar colocar essas pesquisas e também outras pesquisas das ciências sociais argentinas em tensão com a linguagem coloquial dos argentinos. E tentar saber exotizar essa linguagem, porque é uma linguagem que está no meu corpo, na minha própria fala, na fala de amigos… Essas frases que eu cito são frases que você escuta durante a sobremesa do domingo, no boteco, no trabalho, no ônibus, na mídia. Assim, a ideia foi exotizar isso, criar metodologicamente uma distância e então ir registrando as frases, pouco a pouco. A partir daí, fazer uma crítica dessas frases com dados da pesquisa antropológica e sociológica, mas numa linguagem para um público comum. É meu primeiro livro dedicado a um público que não é só acadêmico, embora as informações que o livro oferece aos leitores são informações da academia, da universidade e das pesquisas.

ANPOCS: Queria comentar algo que você disse sobre os argentinos acharem que o passado é sempre melhor do que o presente. Você acha que isso, de alguma forma, contribui para a polarização amor x ódio dos cidadãos argentinos em relação ao atual governo da Cristina Kirchner?
A. G.: A ideia da decadência da Argentina nasceu no final da década passada, depois da ditadura, no ano 1976, que destruiu o aparelho industrial da Argentina, que era importante, e também deu golpes muito duros para a universidade e para a educação. Os anos 80, quando volta a democracia no ano 1983, o governo praticamente não tem orçamento, é uma situação de crise permanente. E, nos anos 90, chega um neoliberalismo extremo na Argentina quando o governo do [Carlos Saúl] Menem assume, e tem essa situação que o governo cria a paridade dólar X peso, um dólar vale um peso e vice-versa, mas isso gera uma situação que culmina em um processo de recessão no ano 1998 e que vai até o ano 2002. E essa recessão esteve acompanhada de aumento de desemprego, que foi de 15% para 22%. Tem toda uma coisa de que a classe média na Argentina está em processo de desaparecimento. O governo Kirchner produz também uma divisão onde os opositores do governo atual tem um discurso de que a Argentina continua no processo de decadência e o oficialismo politico acha que o país já resolveu esse processo.

A minha posição é uma posição de distanciamento crítico para tentar compreender essa divisão, desde as ciências sociais, e tentando contribuir para um debate público menos polarizado do que se tem hoje na Argentina.

ANPOCS: Você recebeu diversos prêmios com as suas obras, como o “Relatos de la diferencia y la Igualdad”, que ganhou o prêmio FELAFACS, como a melhor tese em comunicação na América Latina. Depois de publicar “La Nacion em sus limites, interculturalidad y comunicación”, você também recebeu o prêmio Bernardo Houssay pelo Estado Argentino, como o mais destacado pesquisador jovem nas Ciências Sociais. De certa forma, nos seus estudos você sempre busca estudar a questão dos contrastes e dos limites culturais…?
A. G.: Eu pesquiso, por um lado, uma sociedade -pode ser um bairro, uma comunidade, um Estado, uma nação-, que pode ser compreendida como uma configuração cultural. Isso significa que você tem uma grande heterogeneidade dentro de qualquer sociedade, mas que essa heterogeneidade tem um tipo de associação histórica particular dentro de cada uma delas. Então, quando você estuda cada sociedade, você pode fazer uma comparação com como funciona essas heterogeneidades em outras configurações. Porque você pode ter desigualdade em duas sociedades, mas em cada sociedade essa desigualdade é processada de uma forma particular, tem formas particulares de conflito e de confronto, que tem a ver com sua própria história e contexto. Então, isso tem uma potencialidade comparativa que eu consegui desenvolver. Em parte da minha tese de doutorado, eu abordei as fronteiras do Brasil e da Argentina. Em outra parte, num projeto posterior, que é um livro que se chama “Paixões Nacionais”, diz uma comparação bastante abrangente entre cultura política no Brasil e Argentina.

ANPOCS: No seu mais recente livro “Mitomanias Argentinas”, no qual foi baseada sua conferência, você propôs um modo de abordagem crítico do sentido comum que teve repercussão na televisão…
A. G.: Lá, na Argentina, há vários anos, o Ministério da Educação criou um canal educativo, chamado Encuentro, muito respeitado, no qual se procura abordar a ciência, a matemática, a biologia, a física, a filosofia com uma linguagem acessível para o público. Nesse canal, a gente desenvolveu um programa de televisão em oito capítulos baseado no livro “Mitomanias Argentinas”, num intento de aproximar a Antropologia da Sociedade Contemporânea para o grande público. Elaboramos esse programa, homônimo ao livro, no qual combinamos os conceitos da antropologia ao humor. Chamamos alguns humoristas para algumas piadas, porque a antropologia e o humor tem algo em comum: assim como essa ciência precisa de uma distância [de seu objeto de estudo] para compreender, o humor sobre o próprio país também implica uma reflexão, um convite lúdico para refletir sobre determinado assunto. Então, esses programas tem uma parte bastante engraçada e teve muito sucesso na televisão. Está na web, as pessoas podem assistir ao programa pela internet.

ANPOCS: É a primeira vez que você participa como palestrante de um Encontro da ANPOCS?
A.C.: Sim.

ANPOCS: O que você achou de participar do encontro?
A.C.: É um programa muito interessante, pois coloca muitas discussões estratégicas sobre as ciências sociais contemporâneas, os seus desafios, os seus problemas, as suas agendas. Eu acho muito interessante conhecer de perto os debates que hoje tem as ciências sociais brasileiras. Eu fiz o doutorado no Brasil, na Universidade de Brasília, mas finalizei faz doze anos. Então, mesmo que eu tenha feito uma tradução para o espanhol do livro “Antropologia Brasileira Contemporânea”, que é uma coletânea, isso me deixou atualizou apenas neste campo. Vir à ANPOCS vai muito além da Antropologia, é possível ver a agenda de outros campos das Ciências Sociais brasileira.

ANPOCS: Você selecionou algumas mesas para assistir aqui no Encontro?
A. C.: Eu fui para a Conferência [“O Deslocamento das Placas Tectônicas da Sociedade Brasileira”] do Luiz Eduardo Soares [realizada na terça-feira (28)].

O 38o Encontro Anual da ANPOCS termina nesta quinta-feira(30).

Por Natasha Ramos, de Caxambu (MG)

Fonte: ANPOCS

No último domingo, dia 26 de outubro, a presidenta Dilma Rousseff do PT foi reeleita com 51,67% dos votos válidos. A ANPG, em reunião ampliada de sua diretoria, decidiu pronunciar-se em apoio à Dilma no segundo turno, entendendo que a candidatura de Aécio Neves do PSDB representava um retrocesso às políticas neoliberais já experimentadas e com graves consequências para o Brasil. Em carta aos pós-graduandos e à toda sociedade brasileira, a entidade posicionou-se em seu nome e também assinando a carta em conjunto com as demais entidades estudantis, UNE e UBES.
Confira aqui os dois documentos:
https://www.anpg.org.br/?p=6454
https://www.anpg.org.br/?p=6459
A presidenta da ANPG, Tamara Naiz, comentou a importância e o significado da reeleição de Dilma “Acreditamos que com a reeleição de Dilma Rousseff haverá um ambiente político mais favorável para as lutas e conquistas sociais por pautas mais avançaadas, como a reforma política e implantação do PNE. Também acreditamos que o governo deve ser cada vez mais incisivo na implementação de políticas que garantam a promoção social. Para tal, a política econômica deve estar a serviço do crescimento da economia, regulamentando o mundo do trabalho e promovendo distribuição de renda e sustentabilidade.
Do ponto de vista da ciência e da pós-graduação brasileira, defendemos a valorização da ciência e dos pesquisadores, continuaremos a lutar por mais investimentos em CT&I, tendo como bandeiras principais: 2% do PIB para a área e a recomposição do FNDCT.
Além disso, iniciamos agora a campanha que será o carro chefe dessa gestão que é a luta por melhores condições de pesquisa, expressa na luta por mais direitos para os pós-graduandos brasileiros, que exercem cotidianamente e com afinco suas pesquisas e estudos.
Com a vitória de Dilma temos a confiança no não retrocesso das políticas públicas que vem sendo implementadas, mas para além disso, temos a oportunidade de novos sonhos e novas lutas! Avancemos!”
No seu primeiro pronunciamento depois da confirmação do resultado da eleição pelo presidente do TSE, Dilma ressaltou a importância do diálogo e a reforma mais importante sendo a política, através de um plebiscito popular. Para isso, a presidenta disse ser fundamental discuti-la com os movimentos sociais e as forças da sociedade civil. Além disso, dentre as áreas prioritárias que destacou, citou a educação, a cultura e o desenvolvimento da ciência e tecnologia.
Da redação

II simpósio UFABC

A Universidade Federal do ABC irá realizar o II Simpósio da Pós-Graduação nos dias 25, 26 e 27 de novembro, no campus Santo André. O evento está sendo organizado pela APG – UFABC e irá abordar temas como “Direitos dos Pós-Graduandos”, “Avaliação dos Cursos de Pós-Graduação” e “Internacionalização da Pesquisa”. As inscrições estão abertas no site da universidade.  Basta preencher o formulário. Após realizada a inscrição, é possível realizar a submissão de trabalhos. Saiba mais aqui.

“A interdisciplinaridade é um dos conceitos chave na UFABC, desde a graduação passando pela extensão e pesquisa. Entretanto, muitos alunos matriculados nos cursos de pós não tem ciência da importância disso em nossa universidade. Assim, o II Simpósio vem trazer várias apresentações de alunos das mais diversas áreas, incentivando a busca por colaborações e novas descobertas. Além disso, as mesas terão discussões sobre temas pouco debatidos dentro da universidade, como os direitos dos pós-graduandos e experiências de pós-doutorado. Esperamos que este evento seja um local de discussão e ampliação de conhecimento para todos os envolvidos”, diz Claudia Santos, doutoranda em biossistemas e presidente da comissão organizadora do simpósio.

O evento será composto por palestras de docentes da UFABC e de outras instituições e englobará temas referentes a diferentes linhas de pesquisa, mesas redondas e apresentações dos cursos de pós-graduação além de apresentações orais e pôsteres. Dessa forma, o II Simpósio busca a integração de discentes e docentes de pós-graduação, Atrair alunos de graduação com interesse em pós-graduação, Debate temas gerais inerentes aos pós-graduandos e criar um ambiente interdisciplinar de troca de conhecimento.

“Com dois anos de APG conseguimos dar sequência em um evento de integração dos estudantes de pós-graduação da UFABC.O II Simpósio tem esse caráter de integrar e construir um ambiente onde todos possam trocar ideias sobre seus projetos. Um Simpósio pensado e construído de estudante para estudante, sendo fundamental para uma Universidade em expansão. Consolidando cada vez mais os 20 cursos hoje já criados nos 8 anos da universidade”, Igor Dias, Presidente da APG-UFABC, Diretor da ANPG, Doutorando em Nanociencias e Materiais Avançados.

Confira a programação aqui!

II Simpósio da Pós-Graduação da UFABC
Quando: 25, 26 e 27 de novembro
Onde: Campus Santo André – Avenida dos Estados, 5001 – Bangu – Santo André/SP
Quanto: Ver valores da inscrição aqui.

anpocs

Copa do Mundo, Eleições 2014, Manifestações Sociais, 50 Anos do Golpe Militar, Conjuntura Política, Segurança Pública e Cultura Digital são alguns dos temas que serão debatidos durante o evento

O 38o Encontro Anual da ANPOCS, maior fórum de discussão da agenda nacional e internacional do país, que acontece entre os dias 27 e 31 de outubro, em Caxambu (MG), reúne a elite do pensamento acadêmico brasileiro e conta com a presença de conferencistas internacionais e pós-graduandos

Em ano de eleições e Copa do Mundo no Brasil, a ANPOCS (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais) promove diversos debates acerca desses temas, além de discussões que abrangem as múltiplas áreas de estudos da Sociologia, Ciência Política e Antropologia.

 “As reuniões anuais da ANPOCS são momentos cruciais de articulação interdisciplinar entre pesquisadores que,  frequentemente, criam os marcos que serão explorados por diversos anos. O Encontro deste ano inova, mais uma vez, apresentando uma “Conversa com Autor Latino-Americano”, evento destinado a aumentar o conhecimento sobre a produção do nosso continente. Além disso, cientes da importância do assunto, há um foco privilegiado sobre políticas de ciência, tecnologia e inovação para as Ciências Sociais”, avalia o presidente da ANPOCS, Gustavo Lins Ribeiro, professor do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília.

Para inaugurar esta nova atividade, o doutor em Antropologia, Alejandro Grimson, da Universidade de San Mártin (Argentina), abordará o tema Argentina exotizada, como si hiciera falta. Na palestra, ele irá expor a seleção de 70 mitomanias (compulsão em mentir) que os argentinos dizem sobre seu país e sobre eles mesmos. Se trata de um estudo antropológico da linguagem coloquial que se passa tanto em momentos de orgulho como de autodepreciação.

Além disso, encontros com pesquisadores de outros campos do conhecimento passaram a ser chamados de “Conversas Interdisciplinares”. Este ano, essa atividade contará com a presença do filósofo brasileiro Renato Janine Ribeiro, da Universidade de São Paulo (USP) que discorrerá sobre o assunto A quarta agenda democrática. “O Brasil conheceu nas últimas décadas três grandes agendas de democratização, levando à derrubada da ditadura (1985),  ao fim da hiperinflação (1994) e à inclusão social em larga escala como política de Estado (desde 2003). Cada uma resultou de lutas demoradas e foi liderada por um partido. Uma interpretação que sustentarei das manifestações de 2013 é que elas abriram uma quarta agenda, a da qualidade dos serviços públicos”, comenta Ribeiro.

:: DESTAQUES DA PROGRAMAÇÃO ::

O 38o Encontro Anual da ANPOCS terá uma ampla programação. Em cinco dias de evento, serão realizados quatro conferências, cinco sessões especiais, cinco colóquios, cinco fóruns, dezenove reuniões especiais, vinte e três simpósios, vinte e oito mesas-redondas, quarenta e duas apresentações de grupos de trabalho, além de conversas com autores, exposições, mostra de filmes, workshop e cursos.

Em ano de Copa do Mundo e Eleições, o evento não poderia deixar de abordar esses dois assuntos, além de outros temas como os 50 anos do Golpe Militar, completados em 2014; os protestos de junho de 2013, que ainda ecoam pelo país; a Democracia abordada a partir de diversos âmbitos, dentre outros assuntos.

Confira os destaques da programação:

Conferências_______________________________________________________

Entre os conferencistas, destaque para o antropólogo, cientista político e escritor brasileiro, Luiz Eduardo Soares, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), que irá falar sobre o tema “O deslocamento das placas tectônicas da sociedade brasileira”; e para o sociólogo e economista francês Alain Caillé, da Université Paris Quest Nanterre La Défense, cuja conferência leva o título “Qual o futuro da Teoria Social? O Paradigma do Dom e o Convivialismo”.

Soares pretende abordar a grande migração do campo para as cidades, e como essa migração altera o migrante tanto quanto muda a paisagem e o tipo de inserção sócio-econômica. Já Caillé aborda a teoria social e política mundial sob seus conceitos de “paradigma do dom” (em relação à teoria) e de “convivialismo” (em relação à política) para sugerir uma alternativa que nos permita pensar em uma possível cooperação entre indivíduos e sociedade.

Além deles, completam a lista de conferencistas, o antropólogo americano Charles R. Hale, da University of Texas, que abordará o tema “Histórias americanas das antropologias engajadas: reflexões relacionais entre Brasil, México e Estados Unidos”; e o sociólogo alemão Wolfgang Knöbl, da GeorgAugust– Universität Göttingen, que discursará sobre a “Reconfiguração da teoria social pós hegemonia ocidental”.

Copa do Mundo e Eleições no Brasil_____________________________________

 A Sessão Especial “A Conjuntura Política em ano de copa do mundo e eleições”, que conta com coordenação de Cláudio Gonçalves Couto (FGV-SP), Secretário Adjunto da ANPOCS, e com os expositores Carlos Melo (Insper), João Feres Jr. (IESP-UERJ) e Rudá Ricci (Instituto Cultiva), abordará como a eleição presidencial de 2014 se revelou a mais incerta e surpreendente desde a reintrodução do voto direto, em 1989.

Já a mesa redonda “As eleições de 2014 e a geografia do voto”, que conta com coordenação e exposição de André Borges (UnB), além dos expositores Sônia Luiza Terron (UFRJ) e Vitor de Moraes Peixoto (UENF), propõe-se a discutir o cenário eleitoral de 2014 a partir da ótica do espaço e da territorialidade do voto, com ênfase na disputa presidencial. Dentre os temas a serem debatidos, incluem-se o grau de consolidação das bases territoriais dos partidos, as estratégias dos candidatos para expandir e nacionalizar a votação e as possibilidades de realinhamento e mudança eleitoral em 2014.

Com coordenação de Emerson Urizzi Cervi (UFPR) e Mauro Macedo Campos (UENF), o Grupo de Trabalho “Financiamento do sistema partidário e eleitoral nas democracias contemporâneas” abordará o financiamento da política no Brasil e em outros países, seja do ponto de vista de quem financia o sistema: poder público, doadores individuais ou empresas; seja do ponto de vista de quem é financiado: partidos políticos e candidatos.

A mesa-redonda “Eleições presidenciais e política externa brasileira” tem por objetivo promover reflexão plural sobre as eleições presidenciais de 2014, a fim de avançar no diagnóstico sobre a “conexão eleitoral” da Política Externa Brasileira (PEB). Com coordenação de Dawisson Belém Lopes (UFMG), os expositores Carlos Aurélio Pimenta de Faria (PUC Minas), Janina Onuki (USP) e Fabiano Santos (IESP-UERJ) pretendem, ainda, estimar o impacto das temáticas internacionais sobre a formação das preferências dos votantes nas eleições presidenciais de 2014.

“Mídia, política e eleições” é o tema do grupo de trabalho que busca compreender as relações entre comunicação e política, explorando um vasto campo de produção de conhecimento nas ciências sociais contemporâneas. Com coordenação de Ricardo Fabrino Mendonça (UFMG) e Fernando Lattman Weltman (CPDOC/FGV-RJ), esse trabalho investiga ainda o papel político da mídia em democracias representativas.

A presença do futebol no imaginário das manifestações de rua é o tema em pauta no Colóquio “Copa do mundo e os movimentos sociais”. Com coordenação de Luiz Henrique de Toledo (UFSCar) e Simone Brito (UFPB), essa atividade abordará ainda os impactos que novas representações possam suscitar no deslocamento simbólico do futebol do epicentro da cultura esportiva.

Manifestações sociais___________________________________________________

As grandes manifestações sociais e políticas ocorridas principalmente no mês de junho de 2013, e que se estenderam pelos meses seguintes em muitos locais do Brasil, sem dúvida pegaram de surpresa o mundo político tradicional e os analistas da grande mídia. O Colóquio “O Brasil nas ruas: movimentos, demandas e conflitos”, dividido em três sessões, propõe-se a debater as diversas interpretações dos protestos de Junho, assim como sua evolução até o contexto de finais de 2013 e 2014, com o cenário da Copa do Mundo.

Já o Grupo de Trabalho “Entre as Ruas e os Gabinetes: institucionalização e contestação nos movimentos sociais latino-americanos” tem como foco as relações entre institucionalização e contestação política na formação e atuação dos movimentos sociais. Em especial, esse trabalho busca compreender a crescente complexidade das interações entre movimentos sociais e Estado observada em diversos países latino-americanos nas últimas décadas.

O Simpósio “Organizações civis, mobilizações sociais e violência urbana: novas cartografias na ação coletiva” tem como objetivo discutir a atuação de organizações civis, grupos ou mobilizações sociais que se inserem no campo de ações e discursos referidos à “violência urbana” – desde ONGs, igrejas pentecostais, associações de moradores, grupos de familiares de vítimas, grupos culturais de jovens, até atores do “mundo do crime”, como as facções criminais – assim como suas relações com políticas públicas, os atores estatais e as sociabilidades locais.

Política e Democracia___________________________________________________

O sociólogo norte-americano Markus S. Schulz, da Universidade de Illinois, é um dos convidados da mesa-redonda “Estado e desigualdades”, que conta ainda com a participação de Jose Miguel Rasia (UFPR), Marcelo Medeiros (UnB), José Luiz Ratton Jr. (UFPE), e tem coordenação de Maria Celi Scalon (UFRJ). A proposta deste debate é discutir as desigualdades em suas múltiplas dimensões e a relação de dupla via que estabelecem com as políticas públicas.

Dialogando com a debate anterior, a mesa-redonda “Políticas sociais, desenvolvimento e cidadania” propõe contribuir com a discussão acerca da questão social brasileira na perspectiva da agenda de desenvolvimento. Com coordenação de Paulo de Martino Jannuzzi (Ministério do Desenvolvimento Social – MDS) e exposição de Eduardo Fagnani (Plataforma Política Social), Ana Fonseca (Sesep/MDS) e Luciana de Barros Jaccoud (MDS), neste debate, pretende-se apontar mecanismos que articulem políticas econômicas e sociais em um contexto de reforço do papel do Estado e da centralidade da política e da democracia em uma perspectiva ampliada.

O professor e pesquisador do Departamento de Ciências Sociais da PUC-RJ, Luiz Werneck Vianna, que será contemplado este ano com o Prêmio Anpocs de Excelência Acadêmica Gildo Marçal Brandão em Ciência Política, participa da mesa-redonda “A democracia e seus defeitos”, ao lado de Gabriel Cohn (UNIFESP, USP) e Fabio Wanderley Reis (UFMG). Com coordenação Claudio Gonçalves Couto (FGV-SP), a proposta deste debate é problematizar o consenso formado em torno da democracia como um valor universal, discutindo os limites e os defeitos do regime democrático e avaliando a factibilidade de modelos políticos alternativos que sejam  defensáveis.

 “As conexões políticas dos grandes grupos empresariais brasileiros” é o tema da mesa-redonda que conta com coordenação de Manoel Leonardo Santos (UFMG) e exposição de Fernanda Cimini Salles (UFRJ), Juan Vicente Bachiller Cabria (UERJ) e Wagner Iglecias (USP). O objetivo deste debate é analisar se os laços políticos estabelecidos pelo grande empresariado ajudam nas políticas de desenvolvimento, ou se tais laços promovem incentivos para capturar rendas, criar distorções na livre competência, e distorções no funcionamento da democracia.

Cultura Digital_________________________________________________________

“Ciberpolítica, ciberativismo e cibercultura” é o tema do Grupo de Trabalho, coordenado pelo cientista político Sérgio Soares Braga (UFPR) e pelo sociólogo Sérgio Amadeu da Silveira (UFABC), um dos defensores da neutralidade da rede e do Marco Civil da Internet, aprovado pela Câmara doas Deputados, em março deste ano. Esse trabalho pretende reunir pesquisadores que investigam os impactos das tecnologias de informação e comunicação (TICs) sobre várias dimensões das sociedades contemporâneas, tendo como foco três campos de investigação: “ciberpolítica”, ou os impactos das novas tecnologias digitais sobre os sistemas políticos; “ciberativismo”, ou seja, o emprego das novas tecnologias de comunicação para promover novas modalidades de ação coletiva e ampliação da cidadania; e cibercultura”, isto é, trabalhos que investigam como as TICs estão propiciando a emergência de formas de identidades coletivas e processos de criação simbólica que integram os diversos atores sociais em novos universos de referência cultural.

Segurança Pública________________________________________________

Com o tema “Crime, polícias e segurança pública no Brasil”, a mesa-redonda sob coordenação e exposição de Renato Sérgio Lima (FBSP), conta ainda com os expositores José Luiz  Ratton Jr (UFPE), Rodrigo Ghiringhelli (PUCRS), e a debatedora Joana Domingues Vargas (UFRJ). Esta atividade propõe uma reflexão sobre rumos e cenários para a agenda de pesquisas da área de estudos sobre o crime e violência no Brasil, com base no recém lançado livro “Crime, Polícia e Justiça no Brasil”.

Religião_______________________________________________________________

O último Censo do IBGE (2010) revela mudanças e continuidades em relação à dinâmica do desenvolvimento (aumento, estagnação, recrudescimento, etc.) das denominações religiosas considerando o número de auto declarações dos pesquisados. A partir deste contexto, a proposta do Colóquio “Religião e espaço público: alguns debates contemporâneos”, que será realizado em duas sessões, é abordar esta dinâmica enfatizando o tema da diversidade religiosa sem perder de vista o contraponto da esmagadora hegemonia cristã.

50 Anos do Golpe Militar_______________________________________________

Na Sessão Especial “Comissões da Verdade nas universidades”,  que conta com os participantes Bruno Konder Comparato (UNIFESP), Marco Aurélio Santana (UFRJ) e Cesar Barreira (UFC), tem por objetivo levantar a discussão sobre o andamento dos trabalhos das referidas comissões, atualmente em funcionamento em mais de uma dezena de universidades.

Haverá ainda uma mesa-redonda sobre “Cinema e Ditadura”, com coordenação de Rosemary Segurado (PUC/SP, FESP) e os debatedores Anita Simis (UNESP), Eduardo Victorio Morettin(USP) e Vera Chaia (PUC/SP). Passados cinquenta anos do golpe militar, o debate sobre o período continua sendo fundamental, principalmente por um certo revisionismo histórico que busca descaracterizar as violações aos direitos humanos, o autoritarismo e o cerceamento da liberdade de expressão e de manifestação.

Internacional__________________________________________________________

No Encontro Anual da ANPOCS de 2013, aconteceram seis sessões de debates com pesquisadores dos países BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). A partir dessas reuniões, produziu-se uma convicção generalizada de que pesquisadores de cada país precisam se conhecer melhor e desenvolver projetos de pesquisa juntos. Voltando ao tema, o Encontro deste ano traz a Sessão Especial intitulada “A ascensão dos BRICS: desafios para as Ciências Sociais brasileiras”. Com coordenação de Tom Dwyer (UNICAMP), e exposição de Antonádia Monteiro Borges (UnB), Eduardo Viola (UnB) e Marcos Costa Lima (UFPE), este debate pretende resgatar e atualizar estas discussões, e apontar elementos de agendas de pesquisa nas Ciências Sociais.

A mesa redonda “Democracia na Venezuela: limites, impasses e o futuro” apresenta o panorama da democracia na Venezuela como um dos temas políticos mais controversos no continente, tanto em estudos acadêmicos como no debate político. Com coordenação de Wagner de Melo Romão (UNICAMP), os expositores Igor Fuser (UFABC), Pedro Silva Barros (IPEA) e Rafael Villa (USP) pretendem analisar o passado recente do país e lançar um olhar ao futuro da democracia na Venezuela

Já o Simpósio “Potências tradicionais, potências emergentes e a ordem mundial contemporânea: dilemas, tensões e possibilidades” abarca questões como: (trans)formação de espaços multilaterais de negociação para as potências tradicionais e médias emergentes; articulações regionais e seu papel nestes processos; cooperação técnica descentralizada;  cooperação norte-sul, norte-norte e sul-sul e seus impactos e relações com os processos acima referidos.

Prêmio ANPOCS de Excelência Acadêmica_________________________________

A ANPOCS instituiu, em 2013, uma nova premiação, dividida em três categorias, destinada a reconhecer professores e pesquisadores por suas contribuições acadêmicas, o impacto de sua destacada produção intelectual e por seu trabalho institucional em prol das ciências sociais.

Este ano, na cerimônia de abertura do 38o Encontro Anual da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais, serão contemplados os seguintes nomes:

– O Prêmio ANPOCS de Excelência Acadêmica Gilberto Velho em Antropologia será entregue à Eunice Durham (USP) e ao Ruben George Oliven (UFRGS).

– Para o Prêmio Anpocs de Excelência Acadêmica Gildo Marçal Brandão em Ciência Política, foram contemplados Fabio Wanderley Reis (UFMG) e Luiz Werneck Vianna (PUC-Rio).

– E o Prêmio Anpocs de Excelência Acadêmica Antônio Flávio Pierucci em Sociologia será concedido a Eli Roque Diniz ( UFRJ) e Maria Arminda do Nascimento Arruda (USP).

Exposições____________________________________________________________

Durante o Encontro, o público poderá conferir duas exposições na categoria Ensaios Fotográficos: Olhar Visível, de  Luiza de Paula Souza Serber UNICAMP) e Suely Kofes (UNICAMP); e Violência que fala, violência que cala, de  Gabriel Q. Kubrusly (UFRJ) e Diogo Lyra (UFRJ). Haverá sessões para apresentação e debate com os autores dos dois trabalhos, em duas sessões distintas.

Mostra de filmes_______________________________________________________

 Serão exibidos diversos filmes em quatro sessões realizadas de terça a quinta-feira (28 a 30/10) durante o encontro. A programação contempla principalmente documentários brasileiros, dedicados à etnografia e à antropologia.

>>Confira a programação completa aqui!

Cursos e Workshop____________________________________________________ 

Este ano a ANPOCS programou dois cursos. Reinventando os Clássicos apresenta novas abordagens de textos consagrados da ciência política e da antropologia. Dividido em três aulas de 1h30 cada, a inscrição custa R$ 60. Já o Introdução ao uso de Banco  de Dados, no qual será discutida a importância do compartilhamento de banco de dados nas pesquisas de Ciências Sociais, é gratuito e tem duração total de 2h30.

Além disso, será realizado o workshop Research in Germany, que conta, dentre os expositores, com a presença do conferencista alemão Wolfgang Knöbl (Universidade de Göttingen), de Silvia Bauer (da agência de fomento alemã DAAD) e Conrado Hübner Mendes (USP/Fundação Alexander von Humboldt). Nesta atividade, o público será informado sobre programas de pós-graduação, doutorado, pós-doutorado, cooperação científica e institucional e sobre projetos de pesquisa em geral, bem como sobre programas de bolsas e fomento para estudantes, professores e pesquisadores.

>>Confira a programação completa, as datas e locais das atividades aqui

Fonte: site da ANPOCS

Dalmare - entrevista

Entrevista com Dalmare Anderson Bezerra de Oliveira Sá

– Membro da Comissão Nacional de Residência Multiprofissional
– Residente Multiprofissional de Saúde Mental (desde 2013).

“A residência é transformadora, é um momento para viver e não apenas para passar. Ser residente e poder vivenciar tudo que aprendemos e não tivemos a oportunidade de praticar durante a universidade. É incrível! Talvez o farmacêutico seja o profissional que mais ganhe na residência multiprofissional, por ter a possibilidade de realizar clínica e de interagir com a equipe, que passa a ter a visão dele como um profissional imprescindível.” (Dalmare Anderson)

CFF: Por que decidiu fazer Residência?
Dalmare Anderson – Por ter sido formado para lidar com pacientes e ter me encantado pela farmácia clínica durante o curso de graduação. Como tenho uma grande vontade de ser professor e sempre critiquei aqueles que não possuem vivência prática para dar aula embasada na realidade, a residência é um importante processo na minha formação para docência.

CFF: Como foi a seleção?
Dalmare Anderson – A prova exige bastante estudo, mas a maior dificuldade não foram as questões de farmácia e sim as de saúde pública, devido a deficiência da maioria dos currículos de farmácia em tal área. Foram 5 candidatos para 2 vagas.

CFF: Ficaram vagas ociosas no seu programa?
Dalmare Anderson – Nenhum programa da Universidade Federal de Sergipe(UFS) teve vagas ociosas para farmacêutico ao final do processo seletivo.

CFF: Qual a importância do farmacêutico na sua área de Residência? Como ele pode contribuir?
Dalmare Anderson – A saúde mental vive hoje um paradigma de medicalização exacerbada, de tal forma que o farmacêutico consegue dar um norte pelo o uso correto e racional de medicamentos, tanto à equipe quanto aos pacientes. O reconhecimento da importância dos farmacêuticos que se colocam presentes e junto à equipe é imediata, o espaço está colocado, basta ocuparmos.

CFF: Que resultados você já observou na prática?
Dalmare Anderson – A melhora quanto ao uso dos medicamentos, bem como a melhora na visão clínica ampliada do paciente.

CFF: Quais são as consequências do uso incorreto de medicamentos na área da saúde mental?
Dalmare Anderson – Esta talvez seja uma das principais contribuições do farmacêutico para equipe multiprofissional em saúde mental. De forma direta, o farmacêutico, ao promover o uso responsável de medicamentos, contribui para a melhora efetiva do quadro de saúde do paciente.

CFF: Qual sua expectativa depois da conclusão da residência?
Dalmare Anderson – Atuar em um local onde possa exercer a clínica farmacêutica de forma direta ou guiar as equipes que lidam com saúde mental a terem este olhar da importância quanto ao uso racional dos medicamentos. O que não significa usar menos ou mais medicamentos, mas usar de forma correta e, em alguns casos, nem usar medicamento algum.

CFF: Quais são os principais problemas relacionados à Residência hoje?
Dalmare Anderson – O principal problema é a falta de avaliação e certificação diferenciada das residências, que possuem carga horária de 5760 horas e das pós-graduações que podem ser feitas em 360h. O reconhecimento deste profissional formado com dinheiro público de forma diferenciada é muito importante para provisão adequada dos espaços que existem no SUS. Espero, sinceramente que, com a rearticulação da comissão nacional, possamos resolver alguns destes problemas.

CFF: Em sua opinião, o que leva à falta de interesse dos farmacêuticos pela Residência?
Dalmare Anderson – Acho que, principalmente, a falta de informação, durante a graduação, que mostre a importância do SUS e da farmácia clínica como atuais nortes da profissão.

CFF: O que você diria aos seus colegas sobre a Residência? Os estimularia a cursar?
Dalmare Anderson – A residência é uma formação transformadora, é um momento para viver e não apenas para passar. Ser residente e poder vivenciar tudo que aprendemos e não tivemos a oportunidade de praticar durante a universidade, é incrível! Talvez o farmacêutico seja o profissional que mais ganhe na residência multiprofissional, por ter a possibilidade de realizar clínica e de interagir com a equipe, que passa a ter a visão dele como um profissional imprescindível. Ser residente farmacêutico é praticamente uma militância em prol da profissão atualmente.

CFF: O que você espera como suplente na Comissão Nacional de Residência em Saúde? Quais são os projetos dos residentes ao aceitar participar da Comissão?
Dalmare Anderson – Temos trabalhado bastante para corrigir algumas portarias que não se adequam à realidade de muitos programas de residência no país. Agora nosso principal projeto é certificar quem é o egresso, avaliar as residências que já estão formando há mais tempo, inibir assédios morais que os residentes estão sofrendo em diversos locais do Brasil por parte de suas coordenações e realizar os Seminários Regionais e V seminário Nacional de Residências em Área da Saúde.

CFF: Quais as mudanças serão buscadas na Comissão e na Política para as residências no Brasil?
Dalmare Anderson – Por hora não faremos mudanças bruscas, além dos temas que abordei no tópico anterior iremos rever algumas portarias, em especial, aquelas que travam alguns reconhecimentos de residências clássicas no cenário nacional, que são principalmente as oferecidas pelas escolas de saúde pública, que estavam impedidas de ser reconhecidas por não estarem ligadas a instituições de ensino superior.

Fonte: Conselho Federal de Farmácia

Por Christian Lindberg*

Fiz uma breve leitura no documento intitulado Carta compromisso com as instituições públicas de ensino superior. Divulgado na última segunda-feira, a intenção do candidato Aécio Neves (PSDB) é estabelecer um diálogo programático com os setores que compõem a universidade pública brasileira.

Como todo o documento elaborado por um candidato a cargo público, o texto apresenta muitas generalizações e adjetivos. Tipo: “Em uma sociedade como a brasileira, os ideais de transformação, de excelência, de inovação, de inclusão e de equidade, que orientam e norteiam as ações de nossas instituições públicas de ensino superior, são imprescindíveis à construção de um projeto nacional de desenvolvimento social e econômico sustentável.” Se bater em um liquidificador, não enche um copo de suco.

Contudo, fiquei com a impressão de que quem escreveu esse documento conhece a realidade da universidade pública brasileira. Em certa parte, a Carta reconhece os avanços ocorridos nas federais nos últimos anos. Só não tenho certeza se o candidato Aécio Neves tem conhecimento de que 54, dos 58 reitores das universidades federais, já declararam o voto para Dilma (PT).

Observando as ideias apresentadas na Carta, destaco algumas.

O primeiro registro diz respeito à expansão da oferta. O candidato propõe que as universidades federais e estaduais acelerem, de forma qualificada, a expansão. De igual modo, enfatiza o caráter público das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES), cabendo ao Estado (União, estado, município ou todos juntos?) a tarefa de cumprir tal desígnio.

No entanto, quando aborda o financiamento, o documento cita que o postulante ao Palácio do Planalto tomará decisões arrojadas para que os recursos previstos no PNE sejam alcançados. Para tanto, estabelece que o setor público se envolva com o privado.

A Carta diz que os recursos provenientes do Pré-Sal não garantem a qualidade na educação, o que requer uma articulação produtiva e solidária com os estados e municípios. Confesso que não entendi. A impressão que tive é a de que a União, em pareceria com estados e municípios, irá trabalhar para garantir a qualidade no ensino superior. Só não sei o que motiva o candidato Aécio Neves a compartilhar esta responsabilidade com os demais entes da federação. Além disso, o documento não apresenta pistas do que ele entende por qualidade no ensino.

Outro aspecto que chamou a minha atenção foi o fato de o candidato afirmar que irá apoiar as instituições de ensino superior estaduais e municipais com o aporte de recursos da União. A princípio não vejo nenhum problema, mas não sei o motivo de tanta preocupação com a rede estadual e municipal de ensino superior já que boa parte delas cobra mensalidade e o número de matriculados tem diminuído a cada ano. Confesso que fiquei com a impressão de que o candidato é simpático a expansão da rede estadual e municipal de ensino superior.

O quarto refere-se à avaliação. A Carta enumera que a avaliação das IFES deve superar a expansão precária, como também garantir a sustentabilidade com qualidade. O que significa isso? Confesso que tentei decifrar, mas não consegui. O documento está assumindo que a expansão ocorrida foi de forma forma precária? Como assim, se aumentou o número de docentes doutores, de programas de pós-graduação nas IFES e a participação do Brasil na produção científica mundial? E que sustentabilidade é esta? Haverá algum incentivo financeiro para a IFES que for bem avaliada? A experiência neoliberal registra que a avaliação e o financiamento caminham juntos, na qual há a premiação para as instituições que forem bem avaliadas.

Há outras questões que quero realçar.

A experiência do governo FHC não foi boa para o ensino superior. Através do discurso da autonomia universitária, o então Ministro da Educação Paulo Renato visou garantir autonomia administrativa para as IFES, mas o projeto não estipulava a garantia de recursos da União para as universidades federais.

Já a proposta para o CsF apresenta um grande equívoco. Atualmente, este programa tem como foco as áreas de tecnologia, engenharias, biomédicas e fármacos. A ideia é capacitar os estudantes que irão atuar nestes setores da economia, visando à formação de recursos humanos capacitados para desenvolver estas áreas no país. Pois bem, atendendo a um setor descontente, a proposta do candidato pretende incluir as áreas de Humanidades e de Artes no CsF. Essa medida desconfigurará totalmente o programa. Será um modelo de bolsa similar aos já existentes (bolsa CAPES e CNPq). Outra questão é que todo o processo seletivo do CsF se dá através do portal do programa. Segundo a Carta, o processo seletivo será realizado na própria universidade. A proposta não menciona qual será o critério de distribuição destas bolsas.

Agora, o que mais chamou a minha atenção foi o fato de a Carta compromisso com as instituições públicas de ensino superior não garantir a gratuidade nas universidades federais. Essa questão fica mais preocupante quando o documento diz que o candidato garantirá a assistência estudantil através do FIES e do PROUNI. FIES? PROUNI? Como assim? Pelo que sei, estes programas são utilizados para financiar a mensalidade dos estudantes em universidades/faculdades particular. Pior. O documento não cita o Plano Nacional de Assistência Estudantil (PNAES) como política para manter os estudantes de baixa-renda nas universidades públicas.

Outra grande ausência no documento tucano é a o tema da internacionalização da universidade pública brasileira. Em uma época marcada pela globalização, a falta de um posicionamento nítido para a universidade neste novo cenário é, no mínimo, preocupante.

Por fim, a Carta não menciona nada sobre o acesso ao ensino superior, muito menos aborda a política de cotas sociais e raciais. A preocupação se manifesta quando o programa do candidato Aécio diz que irá reformular o ENEM. De igual modo, o DEM, aliado histórico do PSDB, foi o partido que entrou com uma ação no STF contra a implantação da política de cotas raciais no Brasil. Nestas horas a imaginação ganha asas.

Enfim, a ciência política nos ensina que a experiência e a prática são dois componentes importantes para qualquer análise decente. O futuro é incerto e as palavras podem ser transformadas em pó, mas quem viveu o período que o país foi governado pelo PSDB sabe muito bem o que significa as belas palavras dos neoliberais tupiniquins.

Leia o conteúdo da Carta.

*Christian Lindberg é doutorando em Filosofia da Educação na UNICAMP
Fonte: Blog do Christian

Os artigos publicados não expressam necessariamente a opinião da ANPG e são de total responsabilidade dos autores.

Por Marcelo Arias*

Em épocas de segundo turno, pululam declarações de apoio de entidades representativas à um ou outro candidato. E pululam, em menor medida, críticas ao posicionamento das maiorias representadas nessas direções.

Até aí, nenhuma novidade. Entidades representativas democráticas se caracterizam por eleições periódicas em que grupos de afinidade política e programática se candidatam, por chapas, para ocupar os espaços de direção e interferir nos rumos da entidade e da organização da categoria que a mesma representa. E também, em entidades democráticas, está livre o direito de associar-se ou desassociar-se. Da mesma forma, insatisfeitos com a prática política de uma entidade representativa e associativa podem se aglutinar em grupos de afinidade e disputar as eleições.

Mas, para além desse debate formal, trata-se de avaliar o que está por trás das reclamações. Sob a aura da evocação de um certo apartidarismo, se misturam argumentos com pouca razão.
Em primeiro lugar, uma posição política pontual não pode ser travestida de partidarismo. Quando uma entidade representativa expressa uma opinião política, a faz em nome da maioria que a elegeu. É vã a tentativa de colar o rótulo de partidarismo em declarações que aparecem apenas no episódio do segundo turno.

Em segundo lugar, a opinião eleitoral de uma entidade representativa leva em consideração a formação do ambiente político no qual as reivindicações da categoria representada serão apresentadas. E é lícito que pretendam influir nesse ambiente, por fazerem parte dele. É saudável que existam opiniões divergentes, sem que isso represente qualquer ataque à opinião individual de um ou outro representado.

Em terceiro lugar, as opiniões coletivas possuem primazia sobre as individuais, sem que isso signifique a sua obscurecência. As organizações coletivas possuem essa natureza de vocalizar opiniões de maiorias ocasionais, que podem ser substituídas em procedimentos eleitorais vindouros através da formação de novas maiorias.

Por fim, o silêncio das entidades representativas interessa àqueles que coadunam com as opiniões da mídia oligopolizada. A mídia impressa e televisionada opina todos os dias para milhões de brasileiro e não se fazem críticas a esse procedimento. Apenas à pouca pluralidade dessa primazia. Calar as entidades representativas interessa apenas àqueles que tem pouco apreço pela pluralidade de opiniões ou àqueles que se sentem ameaçados pela elevação da consciência das categorias de trabalhadores e estudantes, bem como dos setores historicamente apartados do direito de comunicação.

Democracia é, também, o direito a que todas as organizações se expressem politicamente, sem censuras internas ou externas, e que também publiquem, através de seus meios, o contraditório (Salve Xico Sá!).

*Marcelo Arias é diretor de juventude da ANPG e Mestrando da USP

Os artigos publicados não expressam necessariamente a opinião da ANPG e são de total responsabilidade dos autores.

Um elogio ao atual governo com submissão as vontades corporativistas de uma parte da categoria médica

Por Dalmare Oliveira Sá¹ e Laís Moreira Silva²

O programa de governo do candidato Aécio neves não traz modificações radicais no modelo atual de saúde do país. Dentre os temas propostos, estão a regionalização e a criação de redes de atenção a saúde claras contribuições do Sanitarista e apoiador do candidato Eugênio Vilaça (que é colaborador do atual governo), contudo, o programa trata como se estas iniciativas já não existissem e fossem ações prioritárias do atual governo. As redes de atenção assistenciais propostas por ele são urgência e emergência, materno-infantil, hipertensão e diabetes, da saúde do idoso e da saúde mental, todas já existem com nomes amplamente divulgados tais como Rede Cegonha e Rede de Atenção Psicossocial, estão em fase de implantação.

Além disso, o seu programa não trata diretamente de nenhuma melhora a rede de prevenção. Diz apenas que deve ser melhorada o que comprova a ausência de visão estratégica sobre um tema tão importante. Não fala sobre Educador Físico nas equipes de saúde da família nem sobre as academias ao ar livre por exemplo que expandiram as fronteiras do esporte e passaram a ser questão de saúde.Dentre os campos mais problemáticos temos a desconstrução do programa mais médicos do seu atual modelo, pois os médicos estrangeiros fariam o exame revalida, o que permitiria aos mesmos atuarem em qualquer das regiões do Brasil, o que não permitiria a alocação em áreas prioritárias de saúde. O programa é falacioso quando traz que os médicos brasileiros foram desvalorizados, ele não se atém a realidade das fases de implantação do programa mais médicos e não cita o PROVAB nem as políticas que o cercam.

Dentre os pontos preocupantes temos também a desburocratização das agências reguladoras ANS e ANVISA, onde ele não fala o que fará, apenas que fará. Como em todas as áreas a meritocracia dá um tom chave na saúde, bem como uma forte lógica de produtividade principalmente na Atenção Básica. O cuidado aos usuários de Drogas esta tratado em forma de combate, não sendo coerente com o atual modelo de cuidado. Além destes pontos, o programa de governo cita uma única profissão de saúde apenas a medicina, não tendo “visão estratégica” para nenhuma outra além desta, nem as residências em área de saúde (multiprofissionais e uniprofissionais) são citadas.

Temos ainda o fortalecimento da filantropia, rede privada conveniada e organizações sociais como meta. E incentivo a criação de consultórios populares (sem deixar claro que são gratuitos, mas dando a entender que não serão) por meio de financiamento público do Ministério da Saúde e BNDS. A forma como o candidato trata a saúde no Brasil é bastante preocupante, pois o mesmo demonstra não compreender (ou desconhecer) o status quo de como esta organizado o SUS hoje no país.

Na assistência farmacêutica, ele propõe a criação do programa Farmácia do Brasil, onde ficariam os medicamentos da atenção básica, bem como criação de um sistema que acompanhe a logística e o consumo de medicamentos. Esta visão retrógrada afasta o farmacêutico da equipe de atenção básica, podendo dar suporte farmacológico a todo e qualquer paciente sempre que necessário; bem como fica explícito que o atual candidato e sua equipe desconhecem o Sistema Nacional de Assistência farmacêutica – Hórus.

De uma maneira geral o programa do governo do candidato não faz uma crítica ao modelo de SUS que a Presidenta Dilma tem implantado, é uma cópia clara deste modelo, traçando um aprofundamento sem base na realidade, já que a maior parte do falado já existe, mas é tratado de maneira como se não existisse. Contudo, Aécio irá sem dúvida combater o modelo atual do Mais Médicos, buscando a valorização unicamente da profissão Médica. Além de explicitar sua simpatia a formas de privatizações do SUS como as Organizações Sociais.

1- Farmacêutico e Diretor de Saúde ANPG.
2- Educadora Física e possui  pós-graduação em psicopedagogia e docência do ensino superior.

Os artigos publicados não expressam necessariamente a opinião da ANPG e são de total responsabilidade dos autores.

Por Marcelo Arias*

É preciso ter olhar atento para estabelecer relação entre a crise financeira mundial e a pós-graduação no Brasil. Aparentemente, pouca relação pode ser feita mas é só buscar compreender melhor a distribuição geoespacial das cadeias produtivas para construir essa relação que não é aparente.

O processo de globalização, para além da derrubada de barreiras à flutuação dos capitais financeiros e da transmissão de dados, promoveu uma forte redistribuição das tarefas nas cadeias produtivas complexas, típicas dos produtos de alto valor agregado. Nesse sentido, a participação industrial – e os empregos gerados pelo setor – deslocaram-se, em busca de leis trabalhistas mais flexíveis e de benesses fiscais, a partir do final dos anos 80, dos países do centro do sistema capitalista (EUA e Europa Ocidental) para se materializar em territórios da periferia do sistema, especialmente na América Latina e no Sudeste Asiático.

Nessa nova (re)distribuição geográfica do trabalho, também chamada de reestruturação produtiva, o centro capitalista concentrou-se na área de desenvolvimento de tecnologia de ponta. As indústrias transnacionais mantiveram suas matrizes nos seus países de origem e passaram a controlar a cadeia produtiva através de parâmetros estipulados nos projetos elaborados a partir da matriz. Competia às filiais, agora estacionadas na periferia, o trabalho grosso da linha de produção, a distribuição para os mercados emergentes e remessa de lucros para a matriz.

Ora, é sabido – ou ao menos imaginável! – que o setor de tecnologia no controle de produção exige recursos humanos altamente especializados. E isso significa Pós-Graduação. Ou seja, para que uma economia nacional possa transnacionalizar suas empresas, demanda investimento em pós-graduação, com o objetivo de desenvolver técnicas produtivas que agreguem valor aos produtos exportados. O processo de industrialização brasileira é tardio e inacabado, com poucas indústrias de alta e média intensidade tecnológica. Da mesma forma é tardio o seu investimento em Pós-Graduação. Apenas no Governo Lula foram criados Mestrados Profissionais voltados para a Indústria com alguma escala. E é a partir de 2002 que sobem, expressivamente, os investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento no setor de Ciência e Tecnologia.

Também é possível imaginarmos que para sair da crise financeira na qual foi mergulhada, o centro capitalista precisa reabsorver parte dos parques industriais “exportados”. E qual é o parque industrial em disputa neste momento? A China é que não é!

É claro que Aécio tem contas a pagar com o capital financeiro e seu gerente regional, Armínio Fraga, nos alerta disso. Para atrasar o processo de transnacionalização do parque industrial brasileiro – que vai na contramão dos interesses do capital do centro capitalista – a primeira vítima é a pós-graduação. Para um projeto de diminuição do setor industrial e de tecnologia, a formação de recursos humanos especializados é um ‘gasto’ desnecessário. E esse raciocínio preside as gestões tucanas por onde elas passam, com o sucateamento da Universidade Pública e com o esgarçamento da diversidade produtiva.

É com vistas nesse cenário que entendemos ser importante a reeleição de Dilma Roussef. A contribuição de seu governo para o desenvolvimento da pós-graduação, apesar dos limites, se reflete no forte crescimento da concessão de bolsas, no programa de mobilidade científica (CsF), no crescimento das Universidades Federais, no Plano Nacional de Pós Graduação.

Marcelo Arias é diretor de juventude da ANPG e Mestrando na USP.

Os artigos publicados não expressam necessariamente a opinião da ANPG e são de total responsabilidade dos autores.

APG Unifesp

A nova diretoria da APG-Unifesp foi eleita, na última quinta-feira (16). A cerimônia de posse ocorreu na sede da Associação, localizada no bairro Vila Clementino, zona sul de São Paulo, e contou com a presença do Tesoureiro da ANPG, Igor Dias.

“A posse da APG Unifesp demonstra a consolidação do movimento de pós-graduandos e coloca para a nova gestão novos desafios em nível nacional e local, ocupando cada vez mais espaço na universidade. Isso foi demonstrado pela constituição da diretoria que busca agregar diretores de todos os campi, observando a pluralidade dos cursos com a preocupação de elencar as diversas demandas inerentes em cada realidade”, diz Igor Dias, Tesoureiro da ANPG.

A gestão Acolligere esteve à frente da APG-Unifesp no de 2013 a 2014. Neste período, foram intensificadas as lutas nos bastidores da Unifesp para que melhorias que beneficiassem os estudantes de pós-graduação fossem alcançadas.

“Conseguimos implementar o subsídio ao restaurante universitário para os estudantes de pós-graduação, o qual houve uma redução maior que 50% no valor das refeições. Também conseguimos o aumento no número de cotas de meia passagem de ônibus e metrô para estes estudantes, que agora usufruem da meia passagem durante o mês inteiro. E ainda fizemos uma parceria com uma escola de inglês, onde estudantes associados à APG-Unifesp recebem desconto de 65% na mensalidade”, explica Natanael Leitão, ex-presidente da APG.

O novo presidente da APG-Infesp, Bruno Di Genova, comenta sobre os novos desafios que serão enfrentados pela nova gestão: “Quero discutir alguns projetos que envolvem a maior integração entre os campi da UNIFESP, bem como uma maior participação dos alunos de pós-graduação em atividades que envolvem a docência.”

Confira a nova diretoria da APG-Unifesp:
Bruno Di Genova – Presidente – DMIP
Natália Girola – Coordenação Geral – DMIP
Diego Assis – Assuntos Estudantis – DMIP
Priscila Silva – Tesouraria- DMIP
Thiago Rahal – Comunicação – Química Diadema
Natanael Leitão – Secretaria – DMIP

Da redação