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Natasha Ramos

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Proposta de cotas do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da USP é aprovado no CCP (Conselho Consultivo de Pós-Graduação). Ainda falta ser aprovado em duas instâncias para entrar em vigor

cotas na pós-graduaçãoUma Comissão de Cotas do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da USP foi criada para estudar formas de se estabelecer cotas para os chamados PPIS (pretos, pardos, indígenas e pessoas com deficiência).

O trabalho inicial dessa Comissão foi estudar o regimento e normas do programa de pós-graduação para verificar se havia possíveis empecilhos. Depois, o grupo estudou processos e editais de pós-graduação que já possuem ações afirmativas e política de cotas. “Em Antropologia, existem políticas de cotas em programas de pós, por exemplo, da UnB e UFRJ e está crescendo”, explica Jacqueline Moraes Teixeira, doutoranda e membro da Comissão de Cotas do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da USP.

A Comissão optou pela escolha do teto (em vez do piso) para estabelecer quantas pessoas serão contempladas por essa política de cotas. “Optamos pela reserva de vagas, em vez de número de vagas. Será reservado uma porcentagem do número total de vagas oferecidas anualmente. Assim, 20% para pretos e pardos e 5% para pessoas portadoras de deficiência. No caso de indígenas, optamos pela criação de vagas, pois esses povos trazem algumas especificidades em relação à língua e sua formação acadêmica, que não necessariamente obedece a lógica clássica que temos na universidade. Então, no caso deles, faríamos um processo separado do geral, e criaríamos duas vagas anualmente para os povos indígenas”, explica Jacqueline.

Para terem direito às cotas, seria necessária uma auto-declaração em todas as categorias. O que diferencia um grupo de outro seria a necessidade de apresentar alguns documentos específicos que deverão ser entregues no ato da inscrição. No caso dos pretos e pardos, a documentação é a mesma, apenas é necessário escolher essa opção no ato da inscrição.

No caso de pessoas portadoras de deficiência, diferente do que acontece na maioria das instituições universitárias que possuem política de cotas para esse grupo, que solicita uma declaração médica com a descrição do que a pessoa possui, a Comissão optou pela apresentação de um memorial escrito pelo candidato, que descreva a sua vida e quais foram e são suas limitações físicas, o que, segundo Jacqueline, ajudaria o programa, inclusive, a pensar ajustes e melhorias para atender essas pessoas. E, no caso dos povos indígenas, seria necessário, no ato da inscrição, entregar também um memorial, no qual ele deve dizer sua etnia, trajetória acadêmica e sua formação.

Instâncias deliberativas

Para o programa de cotas do Programa de Pós Graduação em Antropologia Social da USP entrar em vigor, ele deve ser aprovado por três instâncias deliberativas. A primeira delas, o CCP (Conselho Consultivo de Pós-Graduação), que reúne os professores do programa, já aprovou o projeto. Resta ainda, o programa passar pelo crivo do CPG (Comissão de Pós-Graduação), que reúne os coordenadores de pós-graduação daquela unidade, no caso, a FFLCH; e pela Câmara de Normas e Recrusos (CaN) da USP, por onde passam todas as propostas de mudanças de estatuto e de procedimentos.

É só após a aprovação nessas três instâncias que poderá ser implementado o processo seletivo para cotistas do programa. “Estamos no momento de fomentar apoio político de várias instâncias e mobilizar a opinião pública a nosso favor para o projeto seja implementado”, comentou Jacqueline.

Da redação

Oferecido pela terceira vez totalmente à distância e aberto para qualquer usuário, o curso de difusão tecnológica “Laboratório de introdução ao processamento de imagens e reconhecimento de padrões utilizando a linguagem Python e biblioteca Numpy” é uma iniciativa da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC) da Unicamp com o apoio da Escola de Extensão da Unicamp (Extecamp). Seus principais objetivos são aprimorar as habilidades de programação dos alunos utilizando o modelo matricial, evitando o uso de comandos explícitos de laço, e introduzir conceitos práticos de processamento de imagens e reconhecimentos de padrões. O curso também visa difundir o uso do pacote numérico Numpy e propiciar um ambiente moderno de aprendizagem teórico-prática de programação matricial utilizando a plataforma colaborativa Adessowiki.

Como o semestre letivo em universidades como a Unicamp foi adiado para início de setembro, este curso online também foi prorrogado. Desta forma, as inscrições estarão abertas até 29 de agosto através do link http://adessowiki.fee.unicamp.br/adesso-1 e o curso será ministrado de 31 de agosto a 4 de outubro de 2014. Seu público alvo envolve estudantes de graduação e pós-graduação interessados em aperfeiçoar suas habilidades de programação em processamento de imagens e reconhecimento de padrões baseados em imagens, bem como profissionais que trabalham no desenvolvimento de software de processamento de imagens. O curso tem como pré-requisitos habilidade de programação científica em C/C++, Java, MATLAB ou outras linguagens equivalentes, além de curso superior completo ou incompleto com ênfase em engenharia ou disciplinas que exijam conhecimento em Programação, Álgebra, Cálculo e Estatística. “Ao longo de cinco semanas, os participantes desenvolvem atividades e programações e podem comparar suas soluções com as dos demais alunos. O ambiente favorece o espírito de coletividade e o estímulo à interação e ao aprendizado”, ressalta Roberto Lotufo, professor responsável pelo curso.
Priscila Saboia, aluna de doutorado do Instituto de Computação da Unicamp, e Rossana Kantor, aluna do Ensino a Distância (EAD) “Docência no Ensino Superior” com especialização EAD, concordam que a interação é o grande diferencial deste curso on-line. “Participei da segunda edição e serei assistente voluntária da próxima. O principal destaque é que as respostas do curso são quase instantâneas e específicas. A abertura de tarefas e a colaboração entre os colegas gera um aprendizado ainda maior. Foi uma troca de experiência valiosa”, lembra Priscila. “Para mim este foi o melhor curso EAD que fiz. A sensação é a de estar em uma sala de aula presencial, pois o sistema é colaborativo e você conhece outras pessoas e sente vontade de aprender e ajudar. Além disso, o curso invoca as pessoas a participarem das discussões e há uma competitividade saudável e natural”, opina Rossana, participante da primeira edição e assistente voluntária da última edição.
Para Lotufo, a plataforma, o sistema de comentários, apoio de colegas, a leitura dos programas feitos pelos colegas, reconhecimento e participação ativa do professor promove espírito de equipe e participação coletiva. Espera-se que o aluno tenha dedicação mínima de oito horas semanais. “O participante desenvolverá diversas atividades além de três programas conceituais e realizará um teste por semana, totalizando 15 programas e cinco testes ao final”, explica o professor. Para mais informações sobre o curso acesse http://adessowiki.fee.unicamp.br/adesso/wiki/main/cursonumpypirp3e/view/.

Da redação

Assembleia APG UFU

Na última segunda-feira (11), foi realizada a Assembleia Geral da APG da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) para debater as pautas 1. Eleição de Comissão Provisória e 2. Organização da Eleição da Coordenadoria da APG/UFU. O evento contou com a presença de trinta e um estudantes de pós-graduação.

Sobre a primeira pauta, a assembleia deliberou por unanimidade pela constituição de uma Comissão Provisória para administrar a entidade até a eleição de uma nova coordenadoria e que o pleito deverá ser organizado no menor prazo possível.

Já sobre sobre a segunda pauta, foi deliberado com a maioria de doze votos a favor e onze contra que o pleito para a eleição da nova Coordenadoria da entidade acontecerá de forma virtual, devendo a Comissão Provisória providenciar os meios técnicos e informacionais para a realização da votação eletrônica, assegurando a transparência do processo. Também foi decidido por consenso entre os participantes, que deverá ser realizada uma reforma no estatuto da entidade, quando da convocação da próxima assembleia, e que o mandato da gestão que será eleita no próximo pleito terá apenas um ano de duração.

“O próximo passo agora é organizarmos as eleições, que será por meio virtual como desejávamos”, comenta Alecilda Oliveira, mestranda em Ciências Sociais e membro da Comissão Provisória votada na Assembleia em questão.

Da redação com informações da APG UFU

Após longa negociação, APG UNIFESP conquista o direito ao auxílio nos Restaurantes Universitários para os pós-graduandos

Após negociações com a Associação dos Pós-Graduandos (APG) da UNIFESP, a Reitoria da universidade, por meio das Pró-Reitoriais de Assuntos Estudantis e de Pós-Graduação e Pesquisa, aprovou a concessão do subsídio nos restaurantes universitários aos pós-graduandos de cursos stricto senso da Universidade (doutorandos e mestrandos).

Conforme aprovado no Conselho de Assuntos Estudantis (CAE), o valor a ser pago pelo estudante de pós-graduação em todos os campi será de R$ 3,50 ainda em 2014. Antes, o valor pago pelos pós-graduandos era o mesmo preço para visitante, ou seja, de R$ 9,50, com a empresa que assumiu recentemente.

As negociações entre a APG da UNIFESP e a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE) já duravam cerca de um ano. A verba que a Universidade disponibilizou foi de R$ 500.000, que foi dividido proporcionalmente entre os campi que possuem programas de pós-graduação, baseado na quantidade de pós-graduandos em cada unidade.

Questões operacionais
Devido a questões operacionais, temporariamente e excepcionalmente, a partir de 18 de agosto e pelos próximos dois meses, o subsídio concedido aos estudantes de pós-graduação será igual ao dos estudantes de graduação, ou seja, R$ 2,50 (dois reais e cinqüenta centavos).

Segundo a PRAE, assim que as questões técnicas para implantação forem solucionadas, o valor passará a ser o aprovado no Conselho de Assuntos Estudantis (R$ 3,50).

Da redação

plataforma sucupira

Nova plataforma da CAPES possibilitará maior transparência e permanente acesso às informações e dados sobre o SNPG

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) está implementando uma nova e importante ferramenta que tem como objetivo coletar informações, realizar análises e avaliações e ser a base de referência do Sistema Nacional de Pós-graduação (SNPG). Mas, para isso, é importante que cada pós-graduando mantenha seu currículo Lattes atualizado, pois o programa se utilizará também dessas informações para atualização de seus dados.

Com essa plataforma, a comunidade acadêmica terá acesso em tempo real e com muito mais transparência às informações, processos e procedimentos que a CAPES realiza no SNPG. Igualmente, a plataforma propiciará a parte gerencial-operacional de todos os processos e permitirá maior participação das pró-reitorias e coordenadores de programas de pós-graduação.

“A plataforma Sucupira, que está em fase de implementação, tem vários fundamentos e objetivos, entre eles, talvez um essencial seja o de possibilitar a maior transparência e o permanente acesso às informações e dados sobre o Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG)”, comenta Livio Amaral, Diretor de Avaliação da CAPES.

Neste momento, está sendo realizado o processo de inserção, conferência e homologação dos dados relativos a todas as atividades de 2013 para que o Programa entre em vigor. Desde abril, está disponível para preenchimento das informações de Coleta de Dados pelos programas de pós-graduação. O prazo para consolidação destas informações vai até 15 de setembro.

“Neste contexto, gostaria de contar com a colaboração dos pós-graduandos para irem às coordenações dos seus respectivos cursos, procurando aportar os seus dados e se disponibilizando a ajudarem o(a)s coordenadore(a)s e secretário(a)s, de modo que as informações de cada curso sejam as mais completas e exatas possíveis”, diz Lívio.

A partir daí, a chancela dos dados, feita pelos coordenadores dos programas de pós-graduação, e homologação, pelos pró-reitores dos programas, vai até o dia 19 de setembro. Após essa data, os dados consolidados relativos ao ano de 2013 estarão permanentemente abertos para consulta na página da CAPES, disponibilizando a informação de quem fez a homologação/chancela sobre aquele período.

A CAPES ainda sugere o preenchimento contínuo dos dados de 2014, à medida que as atividades dos programas de pós-graduação sejam realizadas, para evitar sobrecarga de trabalho ao final do período. No início de 2015, será divulgada a data de chancela para os dados de 2014.

Quais os avanços para os processos da CAPES?

• Maior transparência dos dados para toda a comunidade acadêmica;
• Redução de tempo, esforços e imprecisões na execução de avaliação do Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG);
• Maior facilidade no acompanhamento da avaliação;
• Maior confiabilidade, precisão e segurança das informações;
• Controle gerencial mais eficiente.

Quais os avanços para as Instituições de Ensino (IES)?

• Maior facilidade e simplicidade no processo de coleta/envio das informações;
• Imediata visibilidade das informações da instituição;
• Maior agilidade no processo de solicitações e facilidade na comunicação junto a CAPES;
• Melhor acesso e maior disponibilidade de informações sobre todo o SNPG para elaborar metas, ações e políticas institucionais e respectivos planos de desenvolvimento;
• Envio de informações continuamente em tempo real ao longo do ano;
• Possibilidade de integração com sistemas de registro acadêmico-corporativos.

Curiosidade:
A Plataforma foi nomeada em homenagem ao professor Newton Sucupira, autor do Parecer nº 977 de 1965. O documento conceituou, formatou e institucionalizou a pós-graduação brasileira nos moldes como é até os dias de hoje.

Clique aqui para acessar a Plataforma Sucupira!
Da redação

anpgisidoroA Polícia Militar de Minas Gerais, sob o comando do Coronel Machado, ordenada pelo prefeito Márcio Lacerda, há mais de uma semana anunciou que daria início a uma mega operação para despejar os moradores da ocupação Rosa Leão, que, junto com as ocupações Vitória e Esperança, habitam uma das maiores ocupações urbanas do Brasil, com cerca de 8 mil famílias. Ameaçados de serem despejados para dar lugar a um empreendimento imobiliário de alto luxo com intuito enriquecer empreiteiras que patrocinam as campanhas eleitorais dos mesmos políticos que querem expulsar as famílias, os moradores não têm alternativa senão resistir.

A região está ocupada há mais de um ano por famílias que possuem renda entre 0 e 3 salários mínimos, e se encontram na fila do programa Minha Casa Minha Vida há mais de três anos, e nenhuma resposta foi obtida até o presente momento da prefeitura de Belo Horizonte, que não entregou as casas do programa para famílias que possuem essa faixa de renda. Mesmo as lideranças se reunindo com a presidência da república que garantiu que, pelas vias legais do programa seria possível regularizar a situação das ocupações ou remoção dos terrenos onde já estão assentadas, em nada avançou o diálogo com o governo do estado e a prefeitura e tal ação de despejo foi autorizada pelo poder judiciário.

Questionados em reunião pelos moradores das ocupações, sobre alternativas para os moradores da região, ficou clara a ausência de proposta para essas famílias e a completa irresponsabilidade do governo do estado e da prefeitura. A tortura psicológica contra as famílias é constante. Um clima de terror se concretizou na região e é constante a presença de viaturas da polícia e helicópteros na região.

A resistência pacífica da comunidade diante da ilegalidade na retirada de direito mobilizou uma grande rede de solidariedade em todo o país por diversos movimentos sociais, e cidadãos que acreditam que a moradia digna deve ser um direito humano universal, que não deve ser negligenciado pela especulação imobiliária, e que todo apoio e solidariedade devem ser destinados a essas bravas famílias e todo repúdio a qualquer ameaça de massacre deve ser emitido ao poder público sobre medidas como essa.

A luta do povo brasileiro por melhores condições de vida é a luta dos pós-graduandos e de todos que se somam à construção de uma nova sociedade, com moradia digna, inclusive para aqueles que precisam de estrutura habitacional para poder estudar, pesquisar e ter direito de fomento ao desenvolvimento humano. A ANPG se solidariza com essas famílias e EXIGE das autoridades municipais e estaduais resolução efetiva do problema.

Brasil, 14 de agosto de 2014.

Diretoria da ANPG

A ANPG se junta a todos aqueles que pugnam pela Ciência como instrumento do Desenvolvimento e da Soberania Nacional no pesar pela morte de Eduardo Campos. Ao longo de sua trajetória de serviços à política brasileira, foi Ministro de Ciência e Tecnologia, onde lutou pela valorização da ciência nacional e assumiu como suas algumas metas que compunham o repertório de lutas da Associação Nacional de Pós Graduandos.

Manteve relações amistosas com a Associação Nacional de Pós-Graduandos. Sua gestão, foi marcada pela criação de novos fundos para o setor e pela ampla colaboração com a comunidade acadêmica e suas entidades representativas, bem como pela defesa da consolidação dos 2% do PIB para o setor.

Foi grande colaborador para a conquista de um novo Brasil. Em seu governo, no estado de Pernambuco, ampliou verbas e criou auxílios para pesquisadores, fortalecendo a gestão da Fundação de Amparo a Ciência do Estado.

A ANPG se solidariza com os familiares de Eduardo Campos e dos demais ocupantes da aeronave, e lamenta a perda do homem público, político progressista e responsável por avanços e melhorias na vida de seu povo.

Brasil, 13 de agosto de 2014

Diretoria da ANPG

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Foto: Natasha Ramos/ANPG

A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) participou do encontro dos estudantes com a presidenta e candidata à reeleição, Dilma Roussef, em evento que marcou o Dia dos Estudantes, 11 de agosto. O ato foi realizado na universidade Uninove, campus Memorial, localizado na zona oeste de São Paulo.

A presidenta da entidade que representa os pós-graduandos, Tamara Naiz, esteve presente no palco durante todo o encontro, ao lado de estudantes do ensino médio, superior e de pós-graduação, e das das presidentas da União Nacional dos Estudantes (UNE), Virginia Barros, e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Barbara Melo.

O ato reforçou a importância dos avanços conquistados com os programas estudantis implementados nos últimos 12 anos, como o PROUNI, o PRONATEC, o FIES, e o Ciência sem Fronteiras (CsF), que abriram um novo horizonte de possibilidades aos estudantes brasileiros.

“Com esses avanços educacionais, você melhora oportunidades e salários das pessoas, cooperando para o fim da desigualdade social. Além disso, o país precisa de investimentos em ciência e tecnologia, para entrar na sociedade do conhecimento, para ter na área da indústria, serviços e médica a capacidade de produzir com processos modernos e gerar produtos inovadores”, afirmou Dilma a respeito da importância em se investir em educação e em Ciência, Tecnologia e Inovação.

Durante o ato, que contou com mediação do rapper Rappin’ Hood, ainda foi lembrado a aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE), que garante 10% do PIB para a educação, sem dúvida, um avanço sem precedentes para o setor educacional.

“A conversa dos estudantes com a presidenta Dilma, no dia 11 de agosto, foi um ato simbólico. Os jovens presentes no palco falaram das suas trajetórias, e como suas vidas foram modificadas a partir de seu esforço pessoal, com o apoio de políticas públicas concretas, como o PROUNI, o FIES, o PRONATEC e o Ciência sem Fronteiras”, afirmou Tamara Naiz, presidenta da ANPG.

Dentre os estudantes que participaram do ato, compartilhando com os presentes suas experiências e conquistas pessoais, está Antônio Bonfim, mestrando em Ciências da Saúde pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), que se graduou no curso de Farmácia, pela Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), graças ao programa PROUNI. Após sua fala, Antônio entregou à presidenta Dilma, seu trabalho de conclusão do curso da graduação como uma forma de expressar sua gratidão pelo apoio que recebeu pelas políticas do atual governo.

“Foi uma grande satisfação estar presente no grandioso ato dos estudantes com Dilma. Uma emoção enorme passar o Dia dos Estudantes com a Presidente que aprovou o PNE e destinou 10% do PIB para a Educação”, afirmou Antônio

Segundo Tamara, são inegáveis os avanços que a juventude e a educação brasileira conquistaram nos últimos anos, com a expansão do acesso ao ensino superior, a aprovação do PNE e dos royalties do petróleo para educação, o estatuto e o plano nacional de juventude, mas também não há dúvida de que é preciso avançar muito mais, na direção de um país mais justo com maiores oportunidades para o povo. Foi entregue à presidenta Dilma as resoluções do 24o Congresso Nacional dos Pós-Graduandos, dentre eles o Documento de Direitos e Deveres.

“A juventude é cerca de um terço da população brasileira. Essa parcela da população precisa de políticas específicas e de condições para melhorar sua vida, além de contribuir para o desenvolvimento do país. Nós queremos mais para o Brasil, temos sonhos, ideias, força de vontade e muito potencial e é por isso que o diálogo foi proveitoso e tem que ser cada vez mais! O que todos aqueles estudantes mostraram é que precisamos de oportunidades e se as tivermos vamos longe!”, acrescenta a presidenta da ANPG.

Da redação

Após decisão de reajuste zero do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais de São Paulo (CRUESP), as estaduais paulistas entraram em greve. Para justificar a decisão foi alegado o alto comprometimento com folha de pagamento das universidades, principalmente da USP, com 105,33% de comprometimento em relação aos seus recebimentos.
A ANPG apoia a mobilização de funcionários, professores, graduandos e pós-graduandos em nome da valorização do ensino. Acreditamos que a saída para a crise é aumentar o repasse do governo estadual, de forma compatível com a expansão do ensino superior no Estado de São Paulo, em especial da Pós-Graduação, conforme definido na pauta unificada pelo Fórum das Seis.
A ANPG repudia a tentativa de diversos setores, especialmente da mídia, que aproveitam do momento para combater a gratuidade no ensino superior.
Seguimos na luta por um ensino público, gratuito e de qualidade.
Brasil, 08 de agosto de 2014
Diretoria da Associação Nacional de Pós-Graduandos
Referências:
[1] http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2014-05/professores-e-funcionarios-da-usp-unicamp-e-unesp-entram-em-greve-hoje
[2] https://www.anpg.org.br/?p=5569
[3] http://www.sintusp.org.br/2013/index.php/publicacoes/campanha-salarial/761-campanha-salarial-2014-indicativo-de-pauta
[4] http://www.revistaforum.com.br/abeiradapalavra/2014/06/04/universidade-publica-de-boy-para-boy
 

A valorização da ciência e dos pesquisadores é um elemento fundamental para a melhoria da vida do povo brasileiro. Diante da compreensão do papel que exerce a pós-graduação na qualificação profissional, na promoção da cultura, na produção de bens e na prestação de serviços, dentre outras contribuições, a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) tem envidado lutas em prol do reconhecimento de mais direitos aos pós-graduandos e de mais verbas para a Ciência, Tecnologia e Inovação. Como fruto dos debates e das lutas empreendidas e de acordo com o que foi definido em seu 24º Congresso, a ANPG vem convocar o movimento nacional de Pós-Graduandos a participar da Campanha por mais direitos para os pós-graduandos, buscando reunir cada vez mais apoiadores em torno dessa pauta.

Como apontou matéria recente da Folha de São Paulo, o índice de evasão de pós-graduandos em universidades de renome no país é, em média, superior a 10%. Entre os motivos apontados estão as condições de estudo e trabalho, marcadas pela ausência de direitos sociais, e a desvalorização das bolsas. É necessário que o Governo Federal apresente medidas imediatas que busquem reverter essa situação. O futuro da pesquisa científica no Brasil depende disso!

Portanto, essa luta se torna central para os pós-graduandos brasileiros e para o país. Entre as atividades já previstas estão:

· Lançamento da jornada de lutas pelos direitos dos pós-graduandos, dia 25 de agosto;

· Audiência aberta ao público, na Câmara Federal, com a temática: “Valorização da Ciência e dos Pesquisadores: caminhos para o reconhecimento e implementação dos direitos dos pós-graduandos”, dia 27 de agosto;

· Reuniões com a Capes, o CNPq, o MCTI e o MEC, entre os dias 26 e 28 de agosto.

O objetivo das atividades em Brasília é apresentar formalmente nossas reivindicações ao Executivo e ao Legislativo, para que sejam adotadas medidas legais que reconheçam e assegurem mais direitos aos pós-graduandos, dentre os quais destacamos a necessidade de:
· Universalização das bolsas de pesquisa;

· Estabelecimento de mecanismo de reajuste anual dos valores das bolsas de pesquisa;

· Assegurar o direito à Assistência Estudantil para os pós-graduandos, como já prometido pelo Ministro da Educação.

Além disso, reivindicamos mais recursos para a Ciência, Tecnologia e Inovação na Lei Orçamentária de 2015, medida necessária e urgente para um país que ocupa a 7ª posição na economia mundial e confronta-se com cortes e contingenciamento nessas áreas estratégicas.

As demais proposições e bandeiras aprovadas no 24º Congresso da ANPG serão também apresentadas nessas oportunidades e estão incorporadas na campanha por mais direitos.
Continue fazendo parte desta luta! Organize ações na sua Universidade e participe das atividades da ANPG. Todos na “Campanha por mais direitos para os pós-graduandos“.

São Paulo, 06 de agosto de 2014.
Diretoria Executiva da ANPG