Author

Natasha Ramos

Browsing

Confira a cobertura jornalística do evento de Posse da Diretoria da ANPG (Gestão 2014-2016), e outras atividades da entidade durante a 66ª Reunião Anual da SBPC:

 
Posse da Diretoria da ANPG terá ato político por mais verbas para C,T&I

 

Presidenta
Luana Bonone – Mestra em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP
Lattes
[email protected]
(11) 97619-2919

Vice-Presidente
Cristiano Moraes Junta – Doutorando em Filosofia pela UFRGS
[email protected]

Tesoureira
Tamara Naiz da Silva – Mestra em História pela UFG
Membro da Comissão de Acompanhamento das Ações do Ministério da Educação – MEC
[email protected]

Secretária-Geral
Jouhanna do Carmo Menegaz – Doutoranda em Enfermagem pela UFSC
Membro do Conselho Superior da Capes
Membro do Conselho Nacional de Saúde – CNS
[email protected]

Diretora de Ciência, Tecnologia e Inovação
Hercilia Melo do Nascimento – Doutoranda em Educação pela UFPE
Membro da Comissão de Acompanhamento das Ações do Ministério da Educação – MEC
Membro do Conselho Universitário, Coordenação de Pesquisa, Ensino e Extensão e Conselho Administrativo – UFPE
[email protected]

Diretor de Relações Institucionais
Anderson Nogueira – Mestrando em Direito pela Uninove
Presidente da Comissão de Pós-Graduação e Acadêmicos da OAB-SP
[email protected]

Diretor de Comunicação
Roberto Nunes Junior – Mestrando em Filosofia pela UFF
Membro da Comissão de Avaliação e Acompanhamento do PNPG
[email protected]

Vice-Presidente Regional Centro-Oeste

Vice-Presidente Regional Nordeste
Anderson Diego Farias da Silva – Mestrando em Administração pela UFPE
[email protected]

Vice-Presidente Regional Norte
Jeniffer Martins – Especializanda em Psicologia Educacional pela UEPA
[email protected]

Vice-Presidente Regional São Paulo
Marcelo Arias – Mestrando em Mudança Social e Participação Política pela USP
Membro do Conselho Nacional de Juventude – Conjuve
[email protected]

Vice-Presidente Regional Sudeste
Hyllo Nader – Mestrando em História pela UFJF
[email protected]

Vice-Presidente Regional Sul
Ana Maria Sanches – Doutoranda em Geociências pela UFRGS
[email protected]

1º Diretor de Relações Institucionais
Juliano Quintella Dantas Rodrigues  – Doutorando em Ciências pela UNIFESP
[email protected]

2º Diretor de Relações Institucionais
Manassés Zuliani Jora – Mestrando em Química Analítica pela UNICAMP
[email protected]

Diretor de Políticas Educacionais
Lucas Machado dos Santos – Doutorando em História Social pela PUC-RJ
[email protected]

Diretor Acadêmico-Científico
Lenilton Silva da Silveira Júnior –  Mestre em Ciências pela Fiocruz/RJ 
[email protected]

Diretor de Saúde
Marcos Asas –  Médico Residente do Programa de Medicina de Família e Comunidade da UNIFESP
[email protected]

Diretora de Cultura e Eventos Científicos
Ana Pimentel – Mestranda em Saúde Coletiva pela UERJ
[email protected]

Diretor de Direitos dos Pós-Graduandos
Marco Aurélio Dessimoni Dias – Doutorando em Genética e Melhoramento Animal pela UFLA
[email protected]

Diretora de Instituições Estaduais
Carolina Pinho – Doutoranda no Programa de Educação da UNICAMP
[email protected]

Diretor de Instituições Públicas
Pedro Luiz Teixeira de Camargo – Mestrando em Sustentabilidade Sócio-Econômico e Ambiental pela UFOP
[email protected]

Diretor de Instituições Particulares
Gabriel Silva Vignoli Muniz – Mestre em Física pela PUC–RJ
[email protected]

Diretor de Lato Sensu
David Soeiro – Doutorando em Epidemiologia em Saúde Pública pelo FIOCRUZ
Representante do Fórum Nacional de Pós-Graduandos em Saúde/ANPG no Fórum de Pós Graduação da Associação Brasileira de Saúde Coletiva
[email protected]

Diretor de Ensino à Distância (EAD)
Frederiko Luz Silva – Mestrando em Letras e Lingüística pela UFG
[email protected]

Diretor de Movimentos Sociais
Eduardo Ewerton Sousa Vianna – Mestrando em Terapia Ocupacional pela UFSCAR
[email protected]

Diretor de Políticas de Emprego
Flávio Silveira – Mestrando em Genética e Biologia Molecular pela UNICAMP
[email protected]

Diretor de Relações Internacionais
Maíra Araujo de Oliva Gentil – Doutoranda em Educação pela UFBA
[email protected]

Diretora de Mulheres
Cintia Aguiar Eufrásio – Mestra em Ecologia e Recursos Naturais pela UFC  
[email protected]

Diretor de Tecnologias da Informação e da Comunicação
Yuri Nathan da Costa Lannes – Especializando em administração de empresas pela PUC-SP e mestrando em direito pela UNINOVE
[email protected]

Diretor de Políticas de Juventude
Theófilo Codeço Machado Rodrigues – Doutorando em Ciência Política pela PUC-RJ
[email protected]

Portal PNE 1
Foto: João Neto/MEC

Estados e municípios brasileiros contam com uma nova ferramenta para auxiliá-los na elaboração dos planos de educação, alinhados às 20 metas e às diversas estratégias que compõem o Plano Nacional de Educação (PNE), aprovado e sancionado em junho passado, com a Lei nº 13.005/2014. O Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Articulação com os Sistemas de Ensino (Sase), apresentou nesta segunda-feira (4), o portal Planejando a Próxima Década, em cerimônia que contou com a participação dos ministros da Educação, Henrique Paim, e da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clelio Campolina Diniz, de secretários do MEC, da presidenta da ANPG, Tamara Naiz, e de representantes de entidades ligadas à área educacional.

Portal PNE 3

“[O Portal] é uma iniciativa que condensa dados, índices, legislações e orçamentos de todos os municípios brasileiros sobre os planos de educação. Acredito que seja um passo importante para a visualização do sistema educacional de modo articulado”, comenta Tamara.

“O PNE deixa claro o desafio principal para a educação nos próximos dez anos: a qualidade do ensino básico! A ANPG quer contribuir para o enfrentamento deste e dos outros desafios educacionais de nosso país. Queremos democratização do acesso, garantia de permanência e educação de qualidade para todos os brasileiros!”, acrescenta.

O titular da Sase, Binho Marques, destacou que o portal representa a largada para a construção dos 5.570 planos municipais de educação, assim como dos 26 estados e do Distrito Federal. “Os planos serão resultado de pactuação com cada unidade da Federação”, explicou o secretário.

Para o ministro da Educação, o Brasil vive um momento histórico, com um plano nacional construído após amplo debate na sociedade e no Congresso Nacional. Paim destacou o formato enxuto do PNE, com 20 metas e muitas estratégias, o que permite à sociedade acompanhar de perto a implementação. “Os planos estaduais e municipais serão alinhados, articulados, tornando o PNE possível”, disse.

Para o ministro, o plano nacional demonstra maturidade. Ele listou várias questões a serem equacionadas, desde a educação infantil até a pós-graduação, e citou também a educação profissional e a necessidade de maior internacionalização da educação superior, de forma a propiciar o casamento entre a universidade e o mundo produtivo.

Paim lembrou que, nos últimos anos, houve aproximação entre a universidade e a educação básica, o que representa importante avanço. Ele ressaltou que um dos desafios é a formação de professores. “Quando os educadores se envolvem com paixão, é possível superar barreiras”, afirmou o ministro.

Fique por dentro da Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014

Para mais informações acesse o portal do Plano Nacional de Educação

Da redação com informações do MEC

10426632_1534015373493012_3991812143823736036_n

Nos dias 6, 7 e 8 de novembro de 2014, acontece na Universidade Federal de Lavras, no Sul de Minas Gerais, o VI Simpósio Nacional de Administração, evento que procura proporcionar um espaço de troca de conhecimentos e ampliar as discussões acerca da administração em âmbito nacional, além de aproximar graduação e pós-graduação.

Neste ano, com três dias de programação, envolvendo palestras, minicursos, apresentação de trabalhos, entre outras atividades; será discutido o tema “Novos tempos, uma nova administração”, pretendendo dialogar sobre os novos desafios e oportunidades para área.

Em sua 6ª edição, o Simpósio Nacional de Administração trata-se de uma continuidade do Congresso de Administração da UFLA (CADUFLA), realizado pela primeira vez no ano de 2006. O evento é uma realização do Departamento de Administração e Economiada Universidade Federal de Lavras, organizado pelo Programa de Pós-Graduação em Administração (PPGA) e pelo Programa de Educação Tutorial (PET Administração) da instituição.

Submissão de trabalhos

Os participantes interessados em apresentar seus trabalhos devem submetê-los até o dia 31 de agosto de 2014, sendo permitido que cada autor participe com até cinco artigos, que devem ser inéditos, e não podem ter sido publicados em outros eventos, sob forma impressa ou eletrônica.

Serão considerados válidos os trabalhos contidos em uma das seis áreas de interesse: estudos organizacionais; economia industrial, de mercado e internacional; cadeias produtivas e agronegócio; administração pública; redes, relações interorganizacionais, tecnologia e inovação; e marketing e comportamento do consumidor. Também é necessário atender às orientações prescritas pela organização, e que se encontram no site do evento.

Premiações serão concedidas aos melhores trabalhos, que serão avaliados por uma comissão composta de doutores e mestres; sendo que o melhor artigo apresentado no evento receberá o troféu Ricardo Sette, em homenagem ao ex-docente e pesquisador homônimo, responsável pelo desenvolvimento do evento ao longo das cinco edições anteriores. Também será premiado o melhor artigo de cada uma das seis áreas de interesse, agraciado com menção honrosa. Anovidade desta edição é que haverá a possibilidade de os melhores trabalhos apresentados no VI SiNAd receberem fasttrack, de acordo com a disponibilidade, em revistas de divulgação científica e periódicos nacionais.

Asubmissão de artigos deve ser feita através do site do evento,e a inscrição como apresentador somente deverá ser feita após recebimento da aprovação do artigo, a partir do dia 17 de outubro. No site também é possível entrar em contato com a organização e em breve também disponibilizará outras informações como a programação, valores de inscrição e minicursos oferecidos; disponível no endereço www.sinad.com.br.

Outras atualizações podem ser acompanhadas, além do site do evento, pela página criada no Facebook: www.facebook.com/sinadufla

Da redação

Inscrições vão até 4/09 e curso terá 63 horas de duração e começa no dia 6/10

Com inscrições de 4 de agosto a 4 de setembro, o Icict (Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde) está oferecendo 20 vagas para o curso de extensão em Acesso à Informação Científica e Tecnológica em Saúde – 2014.

O curso, que é gratuito e tem a coordenação de Luciana Danielli de Araujo, é voltado para profissionais que atuam em bibliotecas, centros de documentação e em atividades de apoio à pesquisa e tem duração de nove semanas (63 horas), sendo realizado sempre às segundas-feiras, das 9h às 17h. O início será no dia 6/10 e o término será no dia 8/12.

Para se inscrever, o candidato deverá baixar (download) a ficha de inscrição, disponível no site, preenchê-la, imprimi-la e anexar a documentação necessária, que deve ser entregue até o dia 5/09. A seleção será feita considerando a avaliação da carta de liberação e a heterogeneidade da composição da classe pela área de atuação.

Outras informações podem ser obtidas na Gestão Acadêmica do Icict, no Prédio da Expansão do Campus, sala 210, Av. Brasil, 4.036, em Manguinhos, no Rio de Janeiro, ou pelos telefones (21) 3882-9063 e 3882-9033 ou pelo e-mail [email protected]

Acesse a chamada pública e a ficha de inscrição no site do Icict.

Da redação

Encontro de Jovens Cientistas
Foto: Natasha Ramos / ANPG

A 15ª edição do Encontro Nacional de Jovens Cientistas, realizado pela ANPG, em parceria com a UBES e a UNE, na última sexta-feira (25), na Universidade Federal do Acre (Ufac), teve como tema “A Juventude quer Ciência: Democratizar para Transformar””. Como já é tradição, o encontro foi realizado como parte da programação da Reunião Anual da SBPC.

O debate foi mediado pela presidenta da ANPG, Tamara Naiz, e contou como convidados o Secretário de Ciência e Tecnologia do Estado do Acre, Marcelo Minghelli; o professor Ildeu de Castro Moreira, da UFRJ, ganhador do prêmio José Reis de Divulgação Científica (2013) e Conselheiro da SBPC; e Bárbara Melo, presidenta da UBES.

Ildeu de Castro iniciou a discussão defendendo a criação de espaços onde as pessoas tenham acesso à ciência de forma mais atraente e acessível. Além disso, comentou sobre importância de se democratizar os meios de comunicação para que se possa produzir e transmitir programas científicos nas emissoras de televisão, como uma forma desse conteúdo chegar mais facilmente à população.

“Temos que discutir a ciência no seu real. Quando a gente debate a popularização da ciência, devemos, ao mesmo tempo, reconhecer que hoje, por exemplo, 50% do recurso para pesquisa científica do mundo é para desenvolver arma. Essa é uma informação importante na divulgação da ciência. Isso é uma questão muito mais ampla do que isso, é política, de prioridades”, diz Ildeu. Por fim, comentou que é preciso se organizar mais eventos de divulgação científica, como a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT).

Em seguida, Marcelo Minghelli, alertou para a necessidade de uma política séria para as várias regiões da Amazônia, com um caráter redistributivo dos recursos e a desconcentração das riquezas.

“A mídia fala muito de reforma tributária, mas fala muito pouco de reforma financeira, e veja que a nossa lei orçamentária é de 1964, o que torna quase impossível para um gestor operar com uma Lei tão defasada. A questão não é de quem você arrecada, ou quanto você arrecada, tão importante quanto é para quem você gasta e onde você gasta. E no caso da Ciência e Tecnologia e Educação, nós começamos a reverter esse quadro em apenas alguns segmentos, como o da Educação, com a criação dos Institutos Federais. Mas, no que se refere à C,T&I, nós ainda temos muito que avançar:, xplica Minghelli. “Em algumas políticas públicas, nós temos 30% de recursos para a região norte. Só que todos os recursos de C,T&I exigem uma contrapartida e o orçamento das fundações de amparo a pesquisa, por exemplo, de Manaus, chegam a 130 milhões de reais por ano, já o orçamento da Fundação do Acre é 700 mil”, acrescenta sobre a desigualdade orçamentária.

Barbara Melo comentou que para a sociedade avançar na popularização da ciência é preciso investir em um sistema nacional integrado de ciência que irá contribuir para o desenvolvimento do país.

Tamara finalizou o debate apontando para a dimensão continental do nosso país, que possui, proporcionalmente ao seu tamanho, riquezas abundantes, mas, mesmo com o avanço nos últimos anos, ainda sofre com uma desigualdade muito grande. E a ciência deve ser um instrumento para a diminuição dessa desigualdade e não para perpetuá-la.

“É por isso que estamos aqui discutindo e debatendo a questão da Ciência, pois ela não pode ser vista com privilégio de alguns setores, ela deve servir para melhorar a vida das pessoas. Todo mundo acha que a educação é importante, mas nem todos acreditam que a Ciência é importante. O tema do nosso encontro é justamente mostrar à sociedade que a ciência não é algo abstrato, mas muito palpável e está presente no nosso cotidiano. Um exemplo disso foi a quebra de patente de um remédio contra o HIV, durante o governo Lula, que barateou a produção do remédio e beneficiou a vida de muita gente”, disse Tamara.

O encontro terminou com a participação do público, que compartilhou suas experiências e destacou que as ciências humanas também devem ser lembradas quando falamos de Ciência.

Da redação

Capes SBPCFoto: Natasha Ramos / ANPG

“De modo raro no País, a Capes é uma instituição que não conhece grandes interrupções em seu planejamento e atuação. Em sua história, de mais de seis décadas, tem conseguido manter orçamentos estáveis e gestões longas. Acredito que a Capes é o que há de mais próximo a um projeto de Estado no Brasil”. Com essa afirmação, Abílio Baeta Neves, cientista político da UFRGS e ex-presidente da Capes, deu início às intervenções apresentadas em uma sessão especial denominada “A Capes como um projeto do estado brasileiro”, realizada na última sexta-feira (25), durante a 66ª. Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Rio Branco, Acre.

A sessão, que foi realizada em homenagem aos 10 anos de gestão de Jorge de Almeida Guimarães como presidente da Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes-MEC), foi mediada pela presidente da SBPC, Helena B. Nader, e contou com a participação do ministro da Educação, Henrique Paim; Abílio Afonso Baeta Neves; Emídio Cantídio de Oliveira Filho, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE); Jorge Almeida Guimarães, presidente da Capes; e Tamara Naiz, presidenta da Associação Nacional de Pós-Graduação (ANPG).

Os sucessos obtidos pela Capes na implantação do sistema de pós-graduação no Brasil, e no excelente e estreito relacionamento que mantém com toda a malha de ensino superior e pesquisa no País, ainda tem alguns desafios pela frente. É o que sugere o engenheiro agrônomo, ex-reitor da UFRPE, e ex-diretor da Capes, Emídio Cantídio de Oliveira Filho. Para ele são três os grandes desafios: incentivar a qualidade dos programas de pós-graduação em todas as regiões, já que os cursos com melhores conceitos ainda concentram-se na região Sudeste; avaliação dos programas estratégicos em parceria com fundações de amparo à pesquisa, ministérios e demais agências, e, por último, um planejamento estratégico específico para a formação de docentes das instituições federais de ensino superior na Amazônia.

Homenagens da ANPG e SBPC

A recém eleita presidenta da Associação Nacional de Pós-Graduação (ANPG), Tamara Naiz, falou no evento que a entidade que representa os pós-graduandos sempre esteve ao lado da Capes. Também disse que, durante a década de  1990, a Associação foi fundamental para evitar a extinção da Capes, por meio de uma grande mobilização entre os pós-graduandos e o Congresso Nacional. Tamara ainda elogiou a instituição, o Portal de Periódicos, o banco de teses, e sobretudo o presidente da Capes, Jorge Guimarães, a quem entregou emocionada um bóton da ANPG e para quem recitou um poema de Bertolt Brecht, referindo o último verso à trajetória de Guimarães: “Há homens que lutam por um dia e são bons. Há outros que lutam um ano e são melhores. Há aqueles que lutam por muitos anos e são muito bons. E há homens que lutam por toda uma vida, esses são os imprescindíveis”. Tamara também afirmou que a ANPG está sempre atenta e luta pela melhoria crescente do orçamento e dos programas de pós-graduação.

Helena B. Nader, presidente da SBPC, fez um relato da trajetória acadêmica, profissional e pessoal de Jorge A. Guimarães, desde a juventude como estudante na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, até chegar à presidência da Capes, em 2004. Em nome da SBPC, entregou a Guimarães uma placa comemorativa pelos 10 anos de gestão, feita em marchetaria pelo artista acreano Markson Pereira.

Já o ministro da Educação, Henrique Paim, relembrou também as realizações da Capes e o recente lançamento da Plataforma Sucupira, que reúne todas as informações sobre os programas de pós-graduação.

Tradição de planejar

O presidente da Capes, que desde 2009 recebeu a incumbência de induzir e fomentar a formação inicial e continuada de professores para a educação básica, disse em seu discurso de agradecimento à homenagem, que a única coisa que realmente inclui socialmente é a educação básica: “É importante exigir do Governo educação básica de qualidade!”

Guimarães lembrou que o sucesso da Capes deve-se, em grande parte, ao fato de que a instituição sempre trabalhou com visão de médio e longo prazo, inspirada pela motivação inicial de seu fundador, o educador Anísio Teixeira. “O Brasil não gosta muito de planejamento de longo prazo”, disse, “mas a Capes tem a tradição de planejar, tanto que, em 63 anos de existência, estamos em nosso 6º Plano Nacional de Pós-Graduação”.

Para o presidente da Capes, outros fatores que contribuem com o sucesso e a estabilidade da instituição são o rigoroso controle com gastos em salários (somente 1,4% do orçamento é dirigido ao pagamento de pessoal), e os longos mandatos de seus dirigentes. “Tivemos vários presidentes que permaneceram por mais de 4 anos na gestão, o que permite um tempo razoável para planejamento e realizações”, afirmou Guimarães.

Outro fato relevante lembrado por Guimarães é a lisura e transparência dos serviços e auxílios concedidos pela Capes a professores, pesquisadores e estudantes. “Nesse setor não há como fazer corrupção. Se alguém tenta dar uma bolsa para um apadrinhado, no dia seguinte já ficamos sabendo. O sistema é muito controlado e nossa parceria com a ANPG contribui com esse controle. Nosso cliente é o estudante, e por isto seus representantes tem assento permanente no conselho, e com direito a voto”, concluiu Guimarães.

Da redação com informações da SBPC

 

Matérias relacionadas:

29/07/2014 – Autoridades prestigiam Ato de Posse da Nova Diretoria da ANPG
29/07/2014 – ANPG e FMG promovem Simpósio sobre Desenvolvimento Sustentável na Amazônia
24/07/2014 – ANPG participa da mesa de abertura da 66ª Reunião Anual da SBPC

Reuniao APGs

A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) reuniu-se com as APGs da UNESP de Rio Claro e Araraquara, UFSCar e USP São Carlos, no último sábado (26), no campus de São Carlos, da Universidade de São Paulo, para discutir ações que visem mais direitos aos pós-graduandos.

“A reunião demonstra disposição de luta dos pós-graduandos e a capacidade de organização do Estado de São Paulo, crescente nos últimos anos”, diz Marcelo Arias, Diretor de Juventude da ANPG.

Segundo Leonardo Reis, Vice-Presidente Regional São Paulo da ANPG, essa reunião teve com objetivo mobilizar a organização de uma pauta única das APGs do Estado de São Paulo sobre os direitos dos pós-graduandos, que será entregue em audiência pública em Brasília, prevista para o dia 27 de agosto.

Além destas universidades, essa audiência irá reunir estudantes e pesquisadores de instituições de ensino superior de todo o país para debater as condições de trabalho do pós-graduando com autoridades como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (CAPES), o Ministério de Ciência e Tecnologia e Inovação (MCTI), a Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados, o Fórum Nacional de Pró-reitores de Assuntos Comunitários e Estudantis (FONAPRACE), e a Associação Nacional de dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).

Também foi discutida a greve nas universidades estaduais paulistas, os cortes de bolsas do Programa de Assistência ao Ensino (PAE) na USP e a sua democratização, bem como o Plebiscito Popular por uma Constituinte Soberana do Sistema Político, que ocorrerá dentre os dias 1 e 7 de setembro em todo o País.

Documentos em apoio à greve dos funcionários, estudantes e docentes das universidades estaduais paulistas:

Leia a carta aberta da APG da UNESP – Rio Claro

Leia a Carta Aberta dos pós-graduandos do Instituto de Arquitetura e Urbanismo de São Carlos

Da redação

Posse 1

Posse
Fotos: Natasha Ramos / ANPG

O ato da posse da nova diretoria da Associação Nacional de Pós-Graduandos, eleita durante o 24º Congresso Nacional de Pós-Graduandos, reuniu autoridades em torno do tema “Mais Verbas para C,T&I: Pela Valorização da Ciência e dos Pesquisadores”. A cerimônia aconteceu na última quarta-feira (23), na Universidade Federal do Acre (Ufac), em Rio Branco, durante a 66ª Reunião Anual da SBPC.

Estiveram presentes ao evento os convidados: Márcio Batista, Vice-prefeito e Secretário de Educação de Rio Branco; Ana Maria Ferreira Leite, representante da Capes; Guilherme Melo e Paulo Mourão, representantes do CNPq; Jacob Palis, presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC); José Antonio Aleixo da Silva, da SBPC; Helena Nader, presidente da SBPC; Aldo Arantes, representante da OAB; Minoru Kinpara, reitor da Ufac; Marcelo Minghelli, secretário de C,T&I do Acre; Lívia Gaigher, ex-dirigente da ANPG; Fillipe Matias Fernandes, Diretor da UBES; e Jacson Queiroz, Diretor da UNE.

“Realizar a posse da nova diretoria da ANPG e este ato político no maior evento científico brasileiro nos dá a oportunidade, enquanto entidade representativa dos pós-graduandos, de apresentar à comunidade local, pesquisadores de todas as áreas de conhecimento, instituições envolvidas, gestores e estudantes, as nossas lutas pela valorização da pesquisa e dos pesquisadores”, disse Luana Bonone, presidenta da ANPG na gestão 2012-2014 que conduziu o cerimonial.

“Uma pós-graduação forte exerce papel fundamental na formação de recursos humanos. Por isso, a ANPG, ao protagonizar a mobilização de pós-graduandos, luta por políticas de ampliação, permanência e democratização do acesso ao ensino superior, como bandeiras histórias dos movimentos sociais.

Os pós-graduandos brasileiros têm exercido com compromisso social, cotidianamente, papel importante na melhoria da vida do povo, na qualificação profissional, na produção de conhecimento e no desenvolvimento de produtos e serviços, entre outras contribuições, através de seus estudos e pesquisas. Um país que pretende se desenvolver de forma sustentável, democrática e soberana demanda investimentos massivos em áreas estratégicas como Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação. No entanto, o orçamento na área de C,T&I tem sido insuficiente para os desafios que se apresentam. Foi pensando nessa realidade, que a ANPG escolheu o tema da posse da nova diretoria da ANPG no formato de um ato político por Mais Verbas para C,T&I, pela valorização da ciência e dos pesquisadores.”
Após a intervenção dos convidados, que debateram diversos aspectos acerca do tema do ato, dois diretores da nova gestão contribuíram com reflexões acerca do tema.

Guilherme Rolin, Diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação, defendeu que as bolsas de pesquisa devem ser um direito e não entendidas como um benefício. Já Cristiano Junta, Vice-Presidente da ANPG, expôs dados que refletem as dificuldades enfrentadas cotidianamente pelos pós-graduandos(as) e, que, muitas vezes, faz com eles(as) abandonem seus cursos por não terem condições de concluir suas pesquisas. Cristiano defendeu ainda princípios básicos de direitos que precisam ser aplicados para valorizar a atividade do pós-graduando.

Para a cerimônia de Posse propriamente dita, que ocorreu logo em seguida ao Ato Político, Luciano Rezende, ex-presidente da ANPG, foi convidado a se sentar à mesa. “A dinâmica na academia e na pós-graduação apresenta novas demandas com o passar do tempo. É importante a atualização da luta a partir dessas demandas. A ANPG tem acompanhado bem isso”, comentou Luciano.

posse 2

Ao empossar os novos diretores, Luana Bonone argumentou que é preciso lutar por mais investimentos para a pesquisa no país, mas também é necessário garantir melhores condições de pesquisa para os pesquisadores. “A mensagem que gostaria de deixar é a da importância de todos os pós-graduandos atuarem coletivamente”, finalizou. Em seguida, parabenizou os membros da nova diretoria e os convidou a tomarem posse naquele momento.

Tamara Naiz, presidenta eleita e empossada, relembrou momentos importantes da história da ANPG, agradeceu a Luana pelo apoio durante o último período e convocou todos os diretores a encampar os desafios que a próxima gestão tem pela frente.

posse 3

Os diretores, agora empossados, realizam a 1ª reunião de planejamento da gestão nos dias 13 e 14 de setembro, em São Paulo.

Da redação
 

Matérias relacionadas:

29/07/2014 – ANPG e FMG promovem Simpósio sobre Desenvolvimento Sustentável na Amazônia

24/07/2014 – ANPG participa da mesa de abertura da 66ª Reunião Anual da SBPC

Simposio 1
Fotos: Natasha Ramos/ANPG

O simpósio promovido pela Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) e Fundação Maurício Grabois (FMG) durante a 66ª Reunião Anual da SBPC, em Rio Branco (Acre), debateu o tema “Soberania e Desenvolvimento Sustentável na Amazônia Brasileira” sob diferentes pontos de vista.

Participaram do simpósio Luciano Resende Moreira, diretor de temas ecológicos e ambientais da FMG, que coordenou o debate; Aldo Arantes, presidente do Instituto de Pesquisas e Defesa do Meio Ambiente (INMA); Ênio Candotti, diretor do Museu da Amazônia, presidente de honra da SBPC; e Otávio Alves Velho, antropólogo (UFRJ) e ex-vice-presidente da SBPC.

IMG_4505Extrativismo colonialista
Ênio Candotti foi crítico em relação aos megaprojetos de desenvolvimento na Amazônia. Para o cientista, a falta de pesquisa compromete o resultado. Citando mineração e hidrelétricas, Candotti questionou o fato de que estes projetos geram energia e riqueza para uma parte do país, sem que isso, contudo, se reflita em uma significativa melhora no IDH das populações regionais da Amazônia.

“Além da discussão sobre a real necessidade das hidrelétricas, existe uma relação entre poder central e periferia que são típicas de uma relação colonial. A Amazônia é tratada como fonte de matéria-prima para o desenvolvimento do resto do país.”

Defesa e soberania
Aldo Arantes tratou do tema da cobiça internacional sobre a Amazônia e da necessidade de um projeto integrado de desenvolvimento que servisse como um elemento de defesa e permita aos brasileiros se apropriarem da riqueza. Aldo citou a carência em pesquisa como um dos obstáculos a serem vencidos. Outro obstáculo seria o capitalismo regional predatório do agronegócio, a quem, segundo Aldo, não interessaria este desenvolvimento integrado.

Aldo defendeu a retomada do Programa Amazônia Sustentável, do Governo Lula, mas com metas mais claras. Para ele, o novo banco dos BRICS poderia financiar um projeto integrado de desenvolvimento na Amazônia, não apenas no Brasil, mas nos oito países que fazem parte da região.

“A SBPC poderia tomar a frente às negociações com o governo federal para isto”, sugeriu Aldo.

Pensamento peruano sobre a Amazônia
O cientista político e antropólogo Otávio Guilherme Alves Velho, chamou a atenção para o fato de que a esquerda brasileira ainda não formulou uma base de pensamento consistente em que as questões indígena e ambiental estejam contempladas. Segundo o antropólogo, nos países vizinhos da América do Sul, há pensadores de esquerda que já avançaram mais nesta discussão e citou o sociólogo peruano Aníbal Quijano. Quijano é um crítico daquilo que chama de visão eurocêntrica da esquerda latino-americana.

“A existência do índio e da questão ambiental podem ter um caráter revolucionário nas bases do nosso pensamento. É um valor que nos obriga a mexer com a nossa visão e a nossa mentalidade.”

Em sua fala, Otávio ampliou o conceito tradicional de soberania, dizendo que o mesmo aplica-se aos direitos dos povos indígenas e tradicionais, em questões como a soberania alimentar, por exemplo.

O antropólogo chamou ainda atenção para a necessidade de empresas sediadas no Brasil não reproduzirem uma relação imperialista com países e povos da América Latina e da África.

“É preciso ter uma solidariedade com estes povos. Uma noção de solidariedade além da nacional.”

Tanto Aldo Arantes, quanto Ênio Candotti e Otávio Alves Velho, foram unânimes quanto a necessidade de realização de uma Conferência Nacional sobre a Amazônia, sediada em um dos estados da Amazônia. Essa proposta será encaminhada em forma de moção à Assembleia Geral da 66ª reunião anual da SBPC, para posteriormente ser remetida ao Governo do Brasil.

Da redação com informações da FMG

Matéria relacionada:

24/07/2014 – ANPG participa da mesa de abertura da 66ª Reunião Anual da SBPC