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Natasha Ramos

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Foto: Acervo SNJ

O Conselho Nacional de Juventude (Conjuve) reuniu os novos conselheiros da sociedade civil em sua 37ª Reunião Ordinária, que começou terça-feira (26) e segue até amanhã (28), em Brasília. Ao todo, 62 entidades compuseram as 40 cadeiras de titulares e outras 40 de suplentes, entre elas, membros do movimento estudantil; trabalhadores rurais e urbanos; jovens negros, indígenas e quilombolas; mulheres, jovens empreendedores; entre outros.

A cerimônia de posse dos novos conselheiros, realizada na manhã de hoje (27/8),  contou com a presença do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República (SG-PR), Gilberto Carvalho, e da secretária nacional de juventude (SNJ), Severine Macedo.

Gilberto afirmou que o Conjuve é uma referência de participação social, realizada com autonomia e plena independência. O ministro também ressaltou a importância da prática da alternância da presidência do conselho a cada ano – entre sociedade e governo. “A energia de todos os membros do Conjuve inspira àqueles que lutam pela causa da justiça, pela construção de uma sociedade fraterna e solidária”, disse. Severine Macedo destacou a importância do espaço de reflexão, sensibilização e aprendizagem que eleva o patamar de articulação política do Conjuve.

A Associação Nacional de Pós-Graduandos esteve presente ao evento e tomou posse como membro do Conselho Nacional de Juventude para o próximo biênio. “Esperamos seguir contribuindo para a formulação e implementação de políticas públicas voltadas para a juventude brasileira, para que as pautas do conjunto desta juventude e dos pós-graduandos se reforcem no sentido de conquistarmos cada vez mais direitos”, disse Tamara Naiz, presidenta da ANPG.

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Presidenta e Diretor da ANPG, Tamara Naiz e Marcelo Arias, durante a 37ª Reunião Ordinária do Conjuve

Os novos conselheiros da sociedade civil, representam 2/3 do total de membros, sendo 1/3 de representantes do poder público, ressaltando a diversidade e a pluralidade do grupo de atores sociais que compõem a nova gestão. O ex-presidente do Conselho, Alessandro Melchior, afirmou que continuará colaborando com o Conjuve.

O secretário nacional de juventude em exercício, Rodrigo Amaral, lembrou que essa é a primeira gestão da sociedade civil após a aprovação do Estatuto da Juventude. “Agora o desafio é a implementação das onze diretrizes expressas em Lei, com maior participação e controle social, destacando, ainda, que em 2015 será realizada a 3ª Conferência Nacional de Juventude”, disse.

Nova gestão do Conjuve

Na ocasião, foi apresentada também a nova gestão do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), composta pela presidenta, Ângela Guimarães, atual secretária nacional adjunta de juventude e pelo vice-presidente, Daniel Souza, representante da Rede Ecumênica da Juventude pela Promoção dos Direitos Juvenis.

Ângela Guimarães ressaltou a importância da representação plural e diversa das últimas gestões, aprimorando a democracia. “O Conjuve representa todos os ‘invisíveis’ como sujeitos de direito e de fato”. Já Daniel frisou o diálogo entre o poder público e a sociedade civil, além de destacar a necessidade de se promover a desmilitarização da segurança pública. Como uma das pautas fundamentais em seu mandato, Daniel irá discutir o fim da homofobia, transfobia e lesbofobia, além dos direitos sexuais e reprodutivos, com a defesa e a garantia de um Estado laico.

“Essa nova gestão do Conjuve tem desafios políticos importantes, como regulamentar o estatuto da juventude, combater o genocídio da juventude negra nas periferias, fortalecer o Sistema Nacional de Juventude (Sinajuve) e conquistar mais direitos”, comentou Tamara.

Da redação

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29/08/2014 – Ângela Guimarães é eleita nova presidenta do Conjuve

ato desvinculação HU

O  descontentamento gerado pela proposta da reitoria de transferir a administração do Hospital Universitário da USP ao governo do Estado culminou no Ato “O HU é nosso”, realizado ontem (26), em frente ao Conselho Universitário (CO), no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), onde seria decidido sobre a pauta da desvinculação do HU da USP. Estiveram presentes os representantes discentes (RDs) que defendem contra a desvinculação, juntamente com os dos funcionários.

O Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) mobilizou um carro de som que foi utilizado para que ativistas de diferentes grupos pudessem expressar sua indignação quanto à desvinculação dos hospitais (Hospital Universitário -HU- e o Hospital de Reabilitação em Anomalias Craniofaciais -HRAC) e quanto à aprovação do Plano de Demissões Voluntárias sem diálogo com a comunidade e trabalhadores.

O Ato pressionou o CO a votar contra a desvinculação do HU. Muitos diretores de unidades e professores se posicionaram contra a desvinculação.

“O ato pacífico congregou diversas vozes dos movimentos sociais pela saúde e educação. A pressão exercida pela mobilização, ao menos, retardou os planos da reitoria, que deverá expandir os diálogos com a comunidade. A desvinculação do HU é ainda eminente e somente uma mobilização ainda maior e com uma maior apropriação da pauta será capaz de convencer o Conselho Universitário a ser contrário a esse projeto”, comentou Phillipe Pessoa, coordenador geral da APG IQ-USP e diretor da ANPG.

Após reunião,  a reitoria aceitou retirar de pauta a desvinculação do HU, que será votada em 30 dias, e o plano de demissões voluntárias, adiado em 7 dias. O HRAC, no entanto, foi desvinculado da USP, sendo repassado à Secretaria Estadual de Saúde.

“O HU é um hospital escola e sua desvinculação ameaça as atividades de ensino, pesquisa e extensão. O governo do estado vem repassando responsabilidades da saúde pública para OSs (Organizações sociais de saúde). Essas medidas representam a privatização dos serviços de saúde com transferência de recursos públicos a instituições controladas pelo mercado. A desvinculação dos hospitais da USP reaviva esse debate, que deve intensificar-se a partir de agora”, acrescenta Phillipe.

Carta contra a desvinculação do HU – USP

Há menos de uma semana, seis dirigentes do Hospital Universitário da USP divulgaram carta em que criticam a proposta da reitoria. O diretor do departamento médico e chefes técnicos do hospital estão entre os signatários da carta. Eles afirmam que a formação dos estudantes da área da saúde da USP, que é feita em parte no hospital, poderá ser prejudicada.

A transferência foi proposta pelo reitor Marco Antonio Zago, como forma de aliviar a crise financeira que a universidade enfrenta.

O hospital consome entre 6% e 8% do orçamento da USP, dependendo da forma de cálculo. No local, são atendidos servidores da USP e moradores da zona oeste da capital paulista. A ideia da reitoria é transferir de imediato a gestão do hospital e os custos de manutenção.
Os funcionários da USP continuariam no local, mas, ao saírem, seriam substituídos por servidores contratados pelo governo estadual.

O reitor afirma que não haverá impacto na qualidade do ensino com a transferência e que a situação orçamentária da USP pode ser prejudicial ao atendimento no hospital.

Na carta, os dirigentes do hospital dizem que, com a transferência, o órgão “perderá autonomia na diretriz de ensino e correrá o risco de esse não ser mais o foco”, já que poderá ficar a mercê da política da Secretaria de Saúde, “que se depara com a falência do sistema público”.

Afirmam ainda que “será impossível manter excelência” após troca de equipes a preços de funcionários SUS.

“O Hospital Universitário, além de ser um hospital assistencial, é também um amplo campo de ensino para a graduação, pós-graduação e pesquisa. A população USP está em torno de 440.000 pessoas (dentre funcionários, docentes, alunos e dependentes) e a área metropolitana do Butantã são 500 mil habitantes. A ideia de economizar 300 milhões desvinculando o HU nos parece estranho, uma vez que a folha de pagamento continuará com a USP, mas com certeza o impacto na assistência (quem poderá e será atendido) será quase imediato e, no ensino e na pesquisa, ocorrera algum tempo após”, afirmou a Dra. Célia Maria Kira, médica do HU há 25 anos.

Segundo a carta enviada, o hospital recebe anualmente 2.430 alunos entre graduandos e pós-graduandos. Cerca de 40% do estágio hospitalar dos estudantes do curso de medicina é feito na unidade.

O reitor alega que, mesmo com a transferência, é possível fazer parcerias para que os estudantes atuem no local.

A medida precisa ser aprovada pelo Conselho Universitário, que se reúne na terça (26). Os dirigentes pedem que a proposta seja suspensa para ser mais discutida.

“Devido a problema pontual [a crise financeira] pode haver grande erro para a USP”, disse o diretor médico do hospital, José Pinhata.

A economia imediata para a USP com a transferência, diz ele, seria perto de R$ 70 milhões ao ano, num orçamento de R$ 5 bilhões, pois 80% dos gastos do hospital são com folha de pagamento.

Da redação com informações da Folha

A APG ESALQ – USP irá realizar o seu I Workshop de Redação Científica. O evento ocorrerá entre 09 e 12 de setembro, em Piracicaba. Serão contempladas as seguintes categorias:  preparação de documentos acadêmicos, gerenciamento de referências, redação de patentes e divulgação das pesquisas/promoção do pesquisador (preenchimento adequado do currículo Lattes, confecção do memorial descritivo e divulgação de trabalhos pela imprensa ESALQ/USP). Para participar, inscreva-se online, clicando aqui.

Adicionalmente, como fechamento deste evento e comemoração aos 50 de Pós-Graduação na ESALQ, ocorrerá a APG AÇÃO (sexta-feira, dia 12 de setembro), tradicional comemoração da APG, com apresentações musicais.

Clique aqui para baixar a programação do evento.

Para mais informações, acesse: http://apgesalq.org.br/

Da redação

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Ainda dá tempo de participar do concurso em comunicação científica e concorrer a uma viagem à Europa!

Aberto a todos os pesquisadores ativos no Brasil (doutorandos e em diante), de todas as nacionalidades e em todas as áreas, o concurso dá aos pesquisadores a chance de apresentarem suas pesquisas de maneira original e criativa.

Para participar, inscreva-se até o dia 15 de setembro, enviando um vídeo simples de até três minutos, descrevendo como será a sua performance ao vivo. Os autores dos 5 melhores vídeos participarão da final no Rio de Janeiro, com tudo pago. E concorrerão a uma viagem à Europa, onde o vencedor participará de um curso de comunicação científica e poderá visitar uma instituição de pesquisa à escolha. A EURAXESS financiará ainda a viagem para que o vencedor visite o instituto de pesquisa da sua escolha na Área Europeia de Pesquisa. Foi assim que a Dra Jibby, melhor slammer 2013 em ASEAN, visitou e conseguiu uma bolsa de pós-doc no Instituto Pasteur de Paris.

A final do EURAXESS Science Slam Brazil 2014 acontecerá na Casa da Ciência, no Rio de Janeiro, em 10 de outubro de 2014.

Da redação

Por força do período eleitoral, a Audiência Pública que aconteceria na Câmara Federal, na próxima quarta-feira (27), com a temática “Valorização da Ciência e dos Pesquisadores: Caminhos para o reconhecimento e implementação dos direitos dos pós-graduandos” está cancelada. Conforme notificação recebida hoje, estão impossibilitadas quaisquer atividades promovidas ou solicitadas pelos deputados nos auditórios do Congresso Nacional. Sendo assim, a diretoria da ANPG vem através desta divulgar o cancelamento da Audiência.

Mesmo sem a realização da atividade, que marcaria o início da Campanha por mais direitos para os Pós-Graduandos, a diretoria da ANPG reitera a importância do Movimento Nacional de Pós-Graduandos amplificar o diálogo com deputados, comissões e demais atores que possam impulsionar a tramitação de projetos e políticas que resultem em melhores condições de pesquisa.

A luta pela valorização da ciência e dos pesquisadores é central para os pós-graduandos brasileiros. Continue fazendo parte da luta por mais direitos, organizando ações na sua Universidade. Acompanhe as próximas atividades nacionais da Campanha por mais direitos para os pós-graduandos.

Participe!

Brasil, 25 de agosto de 2014.

 

ANPG acredita que a regulamentação e fiscalização dos cursos de especialização é um fator importante que se apresenta com muita força no sentido da garantia de direitos

O Conselho Nacional de Educação (CNE) realizou, no começo deste mês, audiência pública em Brasília para debater o Marco Regulatório dos Cursos de Pós-Graduação Lato Sensu Especialização. O evento contou com a participação da sociedade civil, do Poder Público e de representantes de entidades ligadas ao meio acadêmico e ao desenvolvimento científico e tecnológico. O texto referência, em sua 12ª versão, que serviu de base para a audiência resultou de inúmeras reuniões da Comissão formada para estudar o caso, das contribuições diversas de entidades e pessoas interessadas e especialistas no tema. A expectativa do CNE é que o marco entre em vigor em 2015.

A Comissão que analisa e estuda o marco regulatório da pós-graduação lato sensu, composta por Erasto Fortes Mendonça (Presidente), José Eustáquio Romão (Relator), Luiz Fernandes Dourado, Luiz Roberto Liza Curi e Sérgio Roberto Kieling Franco, teve a sua primeira reunião para discutir o assunto em abril de 2013. Nesta ocasião, deu-se início a série de reuniões semanais para debater o parecer que resultaria dos trabalhos da Comissão que se preocupou em fazer um levantamento histórico da pós-graduação no Brasil, incluindo a evolução do conceito de especialização como pós-graduação e sua normatização.
A criação dessa Comissão atende a uma reivindicação histórica da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), que é a necessária regulamentação da pós-graduação lato-sensu (com exceção da regulamentação dos programas de residência em saúde, consideradas como Especialização, que serão analisadas separadamente, visto suas peculiaridades que devem ser levadas em consideração).
Para a entidade, a regulamentação e acompanhamento dos cursos de especialização é uma questão que se apresenta com muita força no sentido da garantia de direitos. A ANPG esteve presente na audiência e apresentou algumas contribuições ao texto orientador do marco regulatório dos Cursos de Graduação Lato Sensu Especialização, como: a necessidade da garantia da gratuidade dos cursos nas instituições oficiais de ensino público; e a previsão e oportunidade para que o pós-graduando considerado pendente em disciplinas possa recuperar essas matérias, garantindo o sucesso de sua formação; a expedição em caráter de urgência de certificação ao pós-graduando para fins profissionais ou acadêmicos; percentual de vagas para estudantes bolsistas, inclusive com cotas sociais e étnicas; garantia de condições de estruturas física (com observância das normas de acessibilidade), tecnológica, pedagógica e de recursos humanos para atendimento aos pós-graduandos e professores, entre outras.
“Acreditamos que a pós-graduação lato-sensu é um processo importante na formação de recursos humanos, que cumpre papel importante na qualificação de profissionais para o mercado, contribuindo para a reinvenção de formas de gestão dos serviços públicos e privados, instrumentos e perspectivas de trabalho, entre outros alcances”, opina Tamara Naiz, presidenta da ANPG.
A entidade defende o fim dos cursos “caça-níqueis” e a garantia da fiscalização em prol da qualidade das especializações, além de implementação, pelo MEC, de um sistema de informações aberto ao público em geral, disponibilizando os dados nacionais referentes à pós-graduação lato sensu. A ANPG acredita que é importante a criação de novos cursos aprovados pelo MEC e que haja fiscalização, inclusive, para que o pós-graduando tenha a quem recorrer no caso de descumprimento da regulamentação.
Debater a regulamentação dos cursos de pós-graduação lato sensu apresenta elementos para discutir a democratização da educação e o zelo pela qualidade das experiências formativas.

Mudanças no novo marco regulatório

Uma das mudanças previstas no novo marco regulatório dos cursos de pós-graduação lato sensu será o certificado de especialização na mesma área de conhecimento ao estudante de mestrado ou doutorado que não defender a dissertação ou a tese no final do curso. Para aproveitar a formação e transformá-la em especialização o estudante precisa ter sido aprovado na qualificação. Esta possibilidade deverá constar no regulamento do curso de mestrado ou doutorado. Essas instituições poderão certificar os estudantes independentemente de ofertarem os cursos de especialização. Também haverá a possibilidade de os alunos aproveitarem os estudos e as atividades concluídos no mestrado ou doutorado em cursos de especialização.

O novo marco também vai ampliar a possibilidade de oferecer especializações. As instituições que oferecem mestrado ou doutorado poderão ofertar especializações na mesma área.
Além dessas instituições, poderão ofertar especializações, as escolas de Governo, desde que atendam à formação e ao desenvolvimento de servidores públicos; as instituições de pesquisa científica, públicas e privadas, na mesma área de atuação; e, as instituições de ensino superior que oferecem cursos de graduação. No entanto, para ofertarem cursos de especialização lato sensu essas instituições deverão ter conceito 4 ou superior nas avaliações de curso do Ministério da Educação (MEC) – que vão de 1 a 5. A pós-graduação deverá ser oferecida na mesma área dos cursos de graduação. Atualmente o conceito exigido é 3 e não é necessário oferecer cursos na mesma área.
O novo marco estabelece também que pelo menos 75% dos professores tenham título de mestre ou doutor e que os demais tenham, no mínimo, título de especialista na mesma área em que lecionam.
Ao fim da audiência pública, o relator conselheiro José Eustáquio Romão antecipou estar convencido sobre o caráter profissional da pós-graduação lato sensu especialização e garantiu que todas as sugestões serão avaliadas pela comissão do marco regulatório. Romão ressaltou que é descartada a possibilidade de arquivar o documento atual e recomeçar as discussões do início. “O único atendimento que não vamos poder fazer é anular tudo o que foi feito e começar da estaca zero porque seria um desrespeito a todos que trabalharam até aqui”. Ainda assim, afirmou que não está descartado o agendamento para ouvir entidades e especialistas.
O relator também salientou a necessidade de rever a referência das áreas de conhecimento utilizada pela Capes a fim de preservar a interdisciplinaridade. O próximo passo será a consolidação das propostas por Romão e a apresentação da nova versão do texto orientador do marco regulatório aos membros da comissão. Se for aprovado, seguirá ao plenário da Câmara de Ensino Superior do Conselho Nacional de Educação e, em seguida, para chancela do ministro da Educação para, então, passarem a vigorar as novas regras.

Da redação com informações da EBC

CLAE - Flávio
A ANPG participou ativamente do 17º Congresso Latino-Americano e Caribenho (CLAE), realizado de 17 a 22 de agosto, em Manágua, capital da Nicarágua. Reunindo o movimento estudantil de toda a América Latina, o evento contou com diversas mesas de debate nas quais foram discutidos diversos temas ligados à educação.

O painel intitulado “Integração e Articulação da Educação na América Latina e Caribe”, realizado na última terça-feira (19), contou com a participação do Diretor da ANPG, Flávio Franco; além do Reitor da Universidade Autônoma de Nicarágua (UNAN), Elmer Cisnero; e da Pró-Reitora de Relações Internacionais da Universidade de Integração Latino-Americana (UNILA Brasil), Giselle Ricobom.

Os conferencistas ressaltaram a importância de criar espaços institucionais entre os estados latino-americanos para promover o intercâmbio acadêmico entre estudantes e professores na América Latina.

O reitor da UNAN ressaltou a necessidade de recuperar o pensamento crítico latino-americano nas universidades como também que as universidades criem condições e possibilidades de intercambio cultural cientifico no sentido de promover a produção do ensino pautada no desenvolvimento econômico dos estados e a preservação da identidade latino-americana.

A pró-reitora da UNILA destacou a iniciativa do governo brasileiro em promover a integração da educação na América Latina através da criação desta universidade, que possibilita uma formação acadêmica voltada para compreensão das particularidades e especificidades dos diversos países que compõem a comunidade latino-americana e caribenha. Na UNILA, os estudantes têm a possibilidade de ter uma formação interdisicplinar voltada para o desenvolvimento das potencialidades que cada país tem, contribuindo, assim, com o desenvolvimento econômico de seus países.

Giselle ressaltou também que a UNILA é uma universidade composta por 50% de brasileiros e 50% de estudantes estrangeiros da América Latina (de 10 países da região, sendo a maioria da América do Sul, mas a intenção é ampliar o número de vagas); e a instituição oferece a formação bilíngüe em português e espanhol voltada para América Latina. Além disso, ela destacou que os estudantes possuem um forte acompanhamento pedagógico no decorrer de seus cursos, e ressaltou a necessidade de que os estados latino-americanos apoiem mais esta iniciativa na promoção de bolsas de estudos para custeio da vida acadêmica dos alunos estrangeiros na UNILA.

“O 17º Congresso da OCLAE é um espaço importante da luta política dos estudantes secundaristas, universitários e pós-graduandos latino-americanos e caribenhos, organizados em diversas entidades estudantis que permite a discussão dos rumos da educação na comunidade latino-americana”, opinou Flávio, Diretor da ANPG. Durante o debate, ele defendeu que os Estados devem prover uma educação pública, gratuita e de qualidade.

O painel contou com intervenções ricas de estudantes de diversos países, tendo como foco a recuperação de um pensamento crítico latino-americano que promova um ensino superior com maior mobilidade internacional entre as universidades. Também foi levantada a importância da produção do conhecimento, da Ciência e da Tecnologia voltada para a promoção do desenvolvimento econômico e para o enfrentamento das desigualdades econômicas e sociais que persistem nos estados latinos.

A importância do ENLACES
Discutir integração do ensino superior na comunidade latino-americana e caribenha é destacar o importante papel do ENLACES (Espaço Latino-Americano e Caribenho de Educação Superior) criado pela OCLAE e vinculado ao CELAC (Comunidade de Estados Latino americanos e Caribenhos), que vem contribuindo positivamente para o processo de consolidação de uma rede de setores do movimento educacional latino-americano.

A ANPG acredita que o ENLACES é um espaço político do movimento educacional latino-americano que tem conquistado bons êxitos, mas devemos fortalecê-lo cada vez mais na perspectiva de valorização do pensamento latino-americano nas universidades.

Nesta perspectiva, defendemos uma integração do ensino superior que estabeleça uma maior cooperação tecnológica e cientifica da produção do conhecimento entre as instituições de ensino superior, através da criação de um sistema de ensino que possibilite a convalidação dos créditos e diplomas entre as universidades; que haja financiamento de bolsas de estudos na graduação e pós-graduação, para a mobilidade internacional dos estudantes. Essas ações têm como foco a construção da unidade latino-americana de uma educação crítica, reflexiva, emancipatória, voltada para a construção do desenvolvimento econômico dos estados latino-americanos e caribenhos.

Da redação

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21/08/2014 – ANPG, UNE e Ubes debatem os desafios da educação durante o 17º CLAE
18/07/2014 – Principal encontro de estudantes da América Latina será realizado na Nicarágua

17 CLAE

Com muita alegria os jovens nicaraguenses estão recebendo o movimento estudantil de toda a América Latina para o 17º Congresso Latino-Americano e Caribenho (CLAE), que acontece na Universidade Nacional de Ingenuaria (UNI), na capital da Nicarágua, Manágua. É esperada a participação de 5 mil estudantes de mais de vinte países do continente no evento que começou no domingo (17) e vai até amanhã (22)

Na última terça-feira (19), as entidades estudantis brasileiras participaram de três mesas que debateram questões importantes para uma educação transformadora.

A presidenta da ANPG, Tamara Naiz, participou da mesa “Por el carácter público de la educación: la necessaria regulación de la educación privada”. Neste debate, no qual foi discutida a necessidade de regulação do ensino privado, Tamara afirmou que as entidades estudantis brasileiras já entenderam o poder da educação no processo de inclusão.

Ela destacou as consequências negativas das mudanças neoliberais no ensino superior, que pararam de investir nas universidades públicas. “Não é à toa que é brasileiro o maior grupo educacional do mundo, o Kroton, que lida com o ensino como uma mercadoria”, disse. E lembrou também da necessidade de regulamentação da graduação e da pós-graduação para que, somadas às conquistas recentes de financiamento, o movimento estudantil e educacional possa de agora em diante lutar por questões muito mais avançadas.

A presidenta da UNE, Vic Barros, apresentou um panorama da educação brasileira na mesa que discutiu financiamento e gratuidade da educação como dever do Estado. Vic afirmou que a constituição brasileira de 1988 já superou esse debate assegurando a educação como pública e gratuita. Ela ressaltou que o confronto no setor sempre foi entre o público e o privado.

A universitária relembrou o governo neoliberal da década de 90 que arquitetou uma “privatização branca”, com o sucateamento do ensino público, e o espaço livre para o crescimento do ensino privado. Além disso, na época, o ensino técnico foi esquecido. “Desde que o Lula assumiu temos melhorado, apesar de ainda termos muitas contradições. Porém, saímos de um patamar de 20 milhões para 90 milhões no investimento da educação”, destacou.

Vic ressaltou também a nacionalização do sistema de ingresso no ensino superior e as cotas para estudantes oriundos de escolas públicas como medidas importantes para a democratização do ensino. Ela lembrou da dificuldade do financiamento que pela primeira vez na história pode ser superada agora, com as conquistas suadas do movimento estudantil dos royalties do petróleo, do Pré-Sal e a aprovação do Plano Nacional de Educação que garante o encaminhamento de 10% do PIB para o setor.

A presidenta da Ubes, Bárbara Mello, participou na mesa que enfatizou o livre ingresso, o bem estar estudantil e a permanência. A líder dos secundaristas afirmou que o acesso ao ensino superior tem sido democratizado muito nos últimos anos no Brasil. Ela elencou alguns mecanismos dessa mudança, como a Lei das Cotas e o ProUni. “A expansão do ensino técnico também é muito importante. O jovem tem uma profissão antes mesmo de entrar na faculdade”, ressaltou. Para ela a formação técnica é ainda uma forma de independência para o Brasil dos EUA e países imperialistas. Ela reafirmou a necessidade de mais políticas de assistência estudantil para sustentar esses avanços.

Participaram ainda de mesas do 17º CLAE representando o Brasil: Flávio Franco, diretor da ANPG, o professor Luciano Rezende, ex-presidente da ANPG e representante da Fundação Maurício Grabois, e a Pró-Reitora de Relações Internacionais da UNILA (Universidade Federal da Integração Latino-Americana), Giselle Ricobom.

Da redação com informações de Cristiane Tada, da UNE

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18/07/2014 – Principal encontro de estudantes da América Latina será realizado na Nicarágua

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Os encontros acontecem até o dia 11 de setembro com diversos convidados

Os processos de luta pela democratização da comunicação no continente sul-americano serão discutidos em uma série de encontros promovidos pelo ComunicaSul – Coletivo de Comunicação Colaborativa. A atividade contará com três debates, sempre às 19h de quinta-feira, com início no dia 21 de agosto até 11 de setembro.

O Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé sediará os três primeiros encontros, na Rua Rego Freitas, 454, conjunto 13 (próximo ao metrô República), em São Paulo. Já a última reunião ocorrerá no Espaço Cultural Latino-Americano (ECLA), com direito à exibição de filme e confraternização de encerramento. A entrada, em todas as noites, é gratuita.

Abrindo os Encontros ComunicaSul , Nilton Viana, editor-chefe do jornal Brasil de Fato, traça um panorama da comunicação na América do Sul, na sequência, a repórter do Vermelho, Mariana Serafini, conta sobre suas experiências na cobertura de eventos recentes no Paraguai, como as últimas eleições do país e a busca pela verdade acerca do massacre de Curuguaty e para fechar, Wagner William conta tudo sobre os bastidores de sua matéria premiada que investigou a Operação Condor.

PROGRAMAÇÃO:

21 de agosto: Abertura
-Wagner William (Vencedor do Prêmio Vladimir Herzog na categoria melhor reportagem de jornalismo investigativo, em 2013, com matéria sobre a Operação Condor)
-Nilton Viana (Brasil de Fato)
-Mariana Serafini (Portal Vermelho)

28 de agosto: A democratização da comunicação no continente sul-americano
-Leonardo Severo (Hora do Povo/CUT e autor dos livros Latifúndio Midiota e Bolívia nas ruas e urnas contra o imperialismo)
-Gustavo Codas (Economista e jornalista do Paraguai)
-Javiera Olivares (Colégio de Periodistas do Chile)
-Renata Mielli (Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé)

04 de setembro
-Marina Terra (Opera Mundi) – fala sobre a comunicação na Venezuela
-José Reinaldo (Portal Vermelho)

11 de setembro: Encerramento no ECLA (Rua da Abolição, 244 – Bexiga)
-Apresentação da primeira parte do documentário Batalha do Chile (em memória aos 41 anos da morte de Salvador Allende)
-Discotecagem Radio Maíz

Da Redação

horta USP

Na manhã da última sexta-feira (15), pós-graduandos da Universidade de São Paulo (USP) reuniram-se para conversar sobre os problemas da universidade e conhecer um projeto de extensão Criando Terras concebido e conduzido pelos integrantes do Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental no Instituto de Energia e Ambiente (IEE).

“Perante a greve, estávamos pensando em como poderíamos participar disso de maneira ativa e não convencional. Como esse projeto sofreu corte por conta dessa situação da universidade, achamos que tinha tudo a ver promover a atividade, que, de alguma forma, dialoga com as questões levantadas pela paralisação”, diz Henrique Kefalas, mestrando em Ciência Ambiental e um dos coordenadores do projeto de extensão Criando Terra no IEE.

Os estudantes organizaram um café da manhã comunitário e apresentaram seu projeto de extensão, modalidade que raramente inclui a categoria de pós-graduandos na USP. A estrutura da horta é tradicional, com canteiros de alvenaria retangulares, que foram reaproveitados de uma antiga iniciativa dos funcionários. Mas, a distribuição das diversas espécies vegetais é feita de modo não-convencional, cujos espaços não são regularmente delimitados para cada cultura. “Nós retomamos essa iniciativa dos funcionários e começamos a cultivar a horta com um sistema não tradicional, que envolve permacultura, sustentabilidade, agricultura familiar e urbana”, explica Henrique.

Desse modo, plantas aromáticas – como a hortelã – protegem as vizinhas de insetos, folhas secas – espalhadas por todo solo – servem de adubo e retém a umidade do solo e parte do espaço é coberto com vários centímetros de folhas, palha, galhos e outros materiais orgânicos preparando a terra para o plantio.

Após o financiamento do Criando Terra no IEE ter sido aprovado juridicamente nas instâncias deliberativas da universidade, em julho de 2013, oito estudantes (4 de graduação e 4 de pós-graduação) resolveram tocar o projeto voluntariamente, enquanto esperavam o recurso sair. Não contavam, no entanto, que isso demoraria cerca de um ano para acontecer.

“Nós concorremos e ganhamos um edital de sustentabilidade socioambiental lançado pela SGA (Superintendência de Gestão Ambiental) no ano passado, mas o recurso, que, à princípio, havia sido liberado, foi congelado no começo do ano. Agora, parte da verba foi repassada, pois o instituto entendeu que o projeto era estratégico para fortalecer a pós-graduação em Ciência Ambiental”, explica Henrique.

Segundo Joaquim Alves da Silva Junior, mestrando em Ciência Ambiental e outro coordenador do projeto, com a crise na USP que afetou diversos âmbitos da universidade, o recurso destinado para o edital foi reduzido de R$ 50.000 para R$ 30.000. Este valor só foi liberado para o Instituto agora em junho. Mas, “por questões burocráticas, ainda não conseguimos movimentar esse recurso”, explica Joaquim.

Entre os temas debatidos na atividade de sexta destacam-se a importância da extensão na pós-graduação, a resistência da comunidade acadêmica a essas iniciativas e a necessidade de interação entre os pós-graduandos de toda a universidade para o surgimento de outras iniciativas colaborativas. Após a conversa, os presentes foram convidados a plantar mudas e sementes na horta, colocando em prática o que aprenderam com os responsáveis pelo espaço.

“Foi gratificante realizar essa atividade, pois saimos dos esquemas de assembleia, que, apesar de importantes, acabam não promovendo uma outra metodologia de participação dos alunos de graduação e pós-graduação. Também, foi a primeira vez que conseguimos levar alguém da APG da Capital para conhecer o projeto”, explica Joaquim.

A visita ao programa faz parte das atividades proposta pelos pós-graduandos da USP-Capital durante a greve que se estende por 80 dias.

Da redação com colaboração de Phillipe Pessoa e Mariana Moura