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Natasha Ramos

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foto 5 (2)Foto: Hercília Melo

As quatro categorias (funcionários, docentes, graduandos e pós-graduandos) das universidades estaduais paulistas estiveram presentes em ato em frente à Alesp para pressionar por mais verbas

A Associação Nacional de Pós-Graduandos esteve presente no ato unificado das universidades estaduais paulistas USP, UNICAMP, UNESP e FATEC na tarde de terça-feira (1º), para pressionar os deputados na votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) por mais verbas para as instituições de ensino.

Os diretores da ANPG, Leonardo Reis (UFSCAR) e Marcelo Arias (USP), apresentaram o seu apoio à greve e às Associações de Pós-Graduandos (APGs), que, apesar das dificuldades encontradas pelos por eles para participarem das paralizações (afinal, apesar da greve, os prazos dos trabalhos não pausam), estiveram presentes no ato.

“As APGs das universidades estaduais paulistas, na medida do possível, estão se solidarizando com essa greve, que não pode parar de crescer. A gente fala na ‘medida do possível’, pois a gente sabe que nós, como pós-graduandos, encontramos diversos empecilhos em protestar, pois o prazo [da entrega dos trabalhos] continua correndo, o relatório para a Capes e CNPq precisa ser entregue, a banca precisa ser constituída… E essa dificuldade que encontramos no nosso dia a dia precisa acabar. Não à toa, o nosso último Congresso, o maior Congresso da história da ANPG, apresentou dentre as pautas, uma sobre os direitos híbridos dos pós-graduandos como pesquisadores, trabalhadores e estudantes. A ANPG vai dedicar seu próximo período a fazer desse um amplo debate com a sociedade. E já começa com as comunidades universitárias em luta para que a gente possa ter reconhecido os nossos direitos, como por exemplo, o direito a férias e a uma bolsa digna, para desenvolver a pesquisa com liberdade”, discursou Arias durante a atividade.

O ato para pressionar os debutados na votação do LDO-2015 teve início às 11h, em frente à reitoria da UNESP, onde uma comissão tentava sensibilizar a Reitoria pela reabertura das negociações. Dali, os participantes seguiram para a Assembleia Legislativa, na zona sul de São Paulo.

“[A atividade de ontem] Mostrou uma unidade na luta entre as três categorias e os diversos campi das quatro universidades estaduais paulistas, USP, UNESP, UNICAMP E FATEC, que fortaleceram o movimento frente aos deputados da ALESP. Além disso, ficou clara a coerência das reivindicações por aumento de verbas, transparência, democratização da gestão, e autonomia frente ao governo do Estado, com a histórica luta por um projeto de universidade pública, gratuita, democrática e de qualidade”, disse Leonardo Reis, diretor da regional de SP.

Por falta de quórum, não houve sessão na Assembleia Legislativa na tarde desta terça-feira (01) e, mais uma vez, não houve a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Espera-se que a votação ocorra nesta quarta-feira (2).

Da redação

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27/06/2014 – Debate na USP discute crise orçamentária da universidade

O Ministério da Educação deu o primeiro passo concreto para estender o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) aos cursos de mestrado e doutorado – hoje, o benefício se limita à graduação. O ministro Henrique Paim (Educação) autorizou nesta terça-feira (1) abertura de prazo para as instituições privadas manifestarem interesse na nova modalidade – a portaria deve ser publicada nos próximos dias no Diário Oficial da União. Esse era um pleito antigo das privadas, que também demandam o Fies para cursos de especialização e graduação à distância.

Segundo dados da Capes, do total de 203.717 matriculados em pós strictu sensu no ano de 2012, 31.691 (15,5%) eram em instituições privadas. “Sabemos que existe uma demanda importante de financiamento nessa área, especialmente nos cursos de mestrado profissional”, disse Paim em evento para assinatura da portaria. Segundo ele, o sistema para adesão das privadas será aberto nesta quarta (2).

Ele afirmou que o Fies vem se consolidando como política de acesso ao ensino superior, e destacou que atualmente 40% das matrículas nas privadas têm apoio do governo – seja por meio do financiamento, seja por bolsas do Prouni. “Essa é uma política que vai complementar toda essa ação do governo”, afirmou.

O Fies financia de 50% a 100% das despesas do curso. Podem requerer o financiamento os estudantes com renda familiar mensal bruta de até 20 salários mínimos. A partir de 2010, a taxa de juros do programa passou a ser de 3,4% ao ano e o prazo para quitação do financiamento foi definido em três vezes o período financiado, acrescido de um ano. Assim, um estudante de graduação de quatro anos de duração terá 13 anos para abater a dívida. No ano passado, foram formalizados 556,5 mil contratos.

Fonte: FolhaPress

Em artigo, Dennys Antonialli e Francisco Brito Cruz fazem uma análise sobre as questões do Marco Civil da Internet

Aqueles que comemoraram a entrada em vigor do Marco Civil da Internet há uma semana parecem confiantes na existência da lei para garantir uma série de direitos dos usuários no Brasil. De fato, há conquistas, como a neutralidade da rede. Mas, ao contrário do que se imagina, a lei deixou muitas questões em aberto, cuja definição dependerá da interpretação do Poder Judiciário.

No caso dos pedidos de retirada de conteúdo por alegação de violação civil do direito à honra, por exemplo, a lei determina que os provedores de aplicações de internet só sejam responsabilizados se deixarem de cumprir ordem judicial específica nesse sentido. E caberá aos juízes decidir, no caso concreto, quando a retirada de conteúdo é admissível e quando não é.

Até aí, nenhum problema. O juiz é a autoridade legitimada para ponderar esses conflitos, cabendo a ele evitar que pedidos de retirada baseados em alegações infundadas cerceiem a liberdade de expressão. O problema está na forma como se apropriará dessa responsabilidade.

Em 2013, uma decisão judicial impediu um cidadão de publicar qualquer comentário na internet contestando a criação de três torres com 162 apartamentos em uma rua de São Paulo. No mesmo ano, outra decisão judicial impediu um advogado que fez críticas à atuação de um membro do Ministério Público de acessar qualquer rede social. Essas decisões confirmam que há um risco de que tais entendimentos se tornem comuns, consolidando uma jurisprudência extremamente restritiva.

O mesmo pode acontecer em relação à privacidade. De acordo com o texto do Marco Civil, as empresas de internet devem guardar os registros de acesso a aplicações de internet dos usuários (“logs”) por um prazo de seis meses. Esses registros deverão ser mantidos em sigilo e só deverão ser fornecidos à parte solicitante mediante ordem judicial.

Aqui, mais uma vez, o juiz é a autoridade mais adequada para decidir, no caso concreto, se o fornecimento dos registros é justificado. A privacidade do usuário deveria ser preservada sempre que não forem apresentados motivos suficientes para identificação.

Em pesquisa vencedora do prêmio Marco Civil da Internet e Desenvolvimento, organizado pela Fundação Getulio Vargas de São Paulo e pelo Google Brasil, identificou-se que, em 47% dos casos, há decisão judicial deferindo o fornecimento desses registros em caráter liminar, isto é, antes mesmo da fase probatória. Vale lembrar que a entrega dos dados é irreversível.

Os casos ilustram circunstâncias em que a jurisprudência pode criar critérios restritivos –e às vezes indesejáveis– de interpretação da lei. Esses exemplos não são os únicos. O próprio funcionamento básico da rede ainda é matéria técnica de difícil apreensão pelos operadores do direito, o que não poderá ser ignorado na hora da aplicação da nova lei.

Antes do Marco Civil, o Poder Judiciário enfrentava com coragem, mas também com despreparo, a lacuna legislativa sobre regulação da internet no Brasil. Com a aprovação da lei, dependemos da sensibilidade daqueles que irão aplicá-la para manter vivos seus objetivos de garantir uma internet livre e aberta.

Dennys Antonialli, 28, doutorando em direito constitucional pela USP, e Francisco Brito Cruz, 25, mestrando em sociologia jurídica pela USP, são coordenadores do Núcleo de Direito, Internet e Sociedade da Faculdade de Direito da USP.

Fonte: Folha de S. Paulo

Os artigos publicados não expressam necessariamente a opinião da ANPG e são de total responsabilidade dos autores.

Comunidade uspiana realiza ato em frente à Assembleia Legislativa, na terça-feira (1º), quando ocorre a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), para pressionar por mais verbas

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Após quase um mês de greve, deflagrada no dia 27 de maio, depois da notícia do Conselho de Reitores das Universidades Paulistas (Cruesp) de que não haveria reajuste salarial este ano, a comunidade uspiana decidiu realizar um debate na tarde de ontem (26) para discutir a situação orçamentária da USP e pensar soluções para a crise que se instalou na Universidade.

O debate foi realizado no Instituto de Energia e Ambiente, na cidade universitária, e reuniu Ciro Correia, Presidente da ADUSP; Ildo Sauer, Diretor do IEE/USP; Iara Cassano, Secretária Geral da UNE; Brandão, representante do SINTUSP; Marcelo Arias, Diretor da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG); e representantes das Associações de Pós-Graduandos (APGs) da USP-IQ, USP – São Carlos, USP – Ribeirão Preto e UFABC.

“Esse debate visa ampliar a conscientização dos participantes sobre os assuntos discutidos, e serve como um momento de reflexão sobre os rumos do próprio movimento de greve”, opinou Marcelo Arias, Diretor da ANPG.

“O debate foi bastante produtivo, pois conseguimos esclarecer uma série de questões que ficam perdidas durante a greve. E, também, foi importante porque foi a primeira atividade de greve da pós-graduação, na qual conseguimos juntar as APGs dos campi do interior nessa conversa sobre soluções e possíveis atuações da pós-graduação para resolver a crise da USP”, diz Mariana Moura, doutoranda em Energia e representante dos pós-graduandos no Conselho Universitário da USP.

Há algum tempo a USP vem passando por uma crise orçamentária que resultou em cortes radicais de recursos. Nos últimos três meses, viagens de campo e os apoios para participação em congressos e para publicações –essenciais para a produção de dissertações, teses e artigos– foram suspensas; obras para ampliação de laboratórios, cursos e programas estão em aberto e estão proibidas as contratações de docentes e trabalhadores administrativos; projetos para bolsas de extensão estão sendo liminarmente recusados; mais de um evento científico foi cancelado por falta de recursos; sem contar que existe a possibilidade real de cancelamento de disciplinas por falta de reposição de professores que se aposentaram. Todas essas são atividades imprescindíveis para a manutenção da qualidade da pesquisa e desenvolvimento que tem sido característica da Pós-Graduação da USP.

Além disso, a desinterdição da EACH -promessa de campanha do Reitor– está muito distante e os alunos estão distribuídos por faculdades pela cidade. Com os laboratórios fechados, milhares de reais são perdidos a cada dia em material de pesquisa perecível. Uma universidade particular foi paga para abrigar uma parte das atividades letivas, mas o contrato não foi renovado e os estudantes estão sem saber se terão aulas no próximo semestre. E, para aprofundar a crise, a proposta de reajuste para trabalhadores docentes e não-docentes foi de 0% (zero por cento).

Diante desse cenário, foi debatido durante o encontro de ontem a realidade da crise. A Adusp (Associação dos Docentes da USP) apresentou dados que demonstram que a proposta de 0% de aumento do Cruesp não se justifica. Segundo a Associação, há informações do próprio orçamento aprovado pelo Conselho Universitário (Co) em 25/2 que previa R$ 129 milhões de reserva de reajuste, justamente para este fim; e R$ 195 milhões de remuneração financeira. Juntas, tais somas totalizam R$ 324 milhões, permitindo uma enorme margem para negociação salarial na data-base (meio de 2014), visto que R$ 260 milhões seriam suficientes para conceder 7,05% de reajuste para docentes e funcionários técnico-administrativos de maio a dezembro de 2014.

No entanto, ainda segundo a Adusp, a necessidade de aumento do investimento do Tesouro Estadual na USP, Unesp e Unicamp é real, pois, além de ser necessário arrecadar com a folha de aposentados, houve um esforço significativo de expansão nas três universidades, sem a correspondente expansão perene dos recursos.

Dentre as soluções discutidas, estavam a necessidade de se aprofundar a greve e reforçar o movimento grevista na busca por conseguir mais verbas para as universidades. Sobre esse assunto, foram discutidas duas pautas principais: a reiterpretação do artigo 4º da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que fala sobre os descontos no cálculo do ICMS. Hoje, destina-se 9,75% do ICMS para o orçamento das universidades. No entanto, desse montante, há descontos, como as isenções de Nota Fiscal Paulista. Uma das contestações é para que este percentual seja sobre o total do ICMS sem as deduções. O segundo ponto discutido foi a ampliação da cota do ICMS de 9,57% para 11,6% e que o governo aplique 33% das verbas na educação, não 30%, como é feito atualmente.

Umas das primeiras ações pós-debate será o ato diante da Assembleia Legislativa, na próxima terça-feira (1º), onde, neste dia, ocorrerá a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias.

O ato para pressionar os debutados na votação do LDO-2015 terá início, às 11h, em frente à reitoria da UNESP (Rua Quirino de Andrade, 215), de onde os participantes seguirão para a Assembleia Legislativa, zona sul de São Paulo.

“Agora, é preciso que nossa atenção esteja voltada para as diretrizes orçamentárias que serão votadas na terça-feira. É essencial que, nesse dia, todo mundo vá à Assembleia, fazer pressão nos deputados para que eles rejeitem o relatório da LDO e aprovem as emendas propostas pelo movimento grevista de aumento dos repasses para as universidades estaduais paulistas”, comenta Mariana Moura.

Da redação

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Lançado em 2011, o programa tinha meta a concessão de 101 mil bolsas – 75 mil bancadas pelo setor público e 26 mil pro empresas privadas

Em nova etapa, o Programa Ciência sem Fronteiras deve oferecer mais 100 mil bolsas em instituições de ensino estrangeiras, de 2015 a 2018, de acordo com anúncio, nesta quarta-feira (25), da presidenta Dilma Rousseff. Esteve presente durante o pronunciamento, a presidenta da ANPG, Tamara Naiz.

Lançado em 2011, o programa tinha por meta a concessão de 101 mil bolsas – 75 mil bancadas pelo setor público e 26 mil por empresas privadas. Até o momento, foram efetivadas 83.184 bolsas. De acordo com Dilma, a meta será cumprida com as chamadas que serão lançadas em setembro deste ano. Hoje, foram assinadas 5,2 mil bolsas por empresas, das quais 5 mil pela Petrobras.

“Cada vez mais esse programa vai ter uma interface com todos os demais programas de formação educacional e produção científica e tecnológica do Brasil. Foi feito para garantir ao Brasil condições de gerar, aqui, inovação”, disse a Presidente Dilma.

Ela destacou a importância do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no contexto do programa, uma vez que para participar do Ciência sem Fronteiras é preciso tirar no mínimo 600 pontos no exame. “Essa é uma das portas dos caminhos abertos pelo Enem”, ressaltou. Para participar, é preciso também proficiência em uma segunda língua.

O ministro da Educação, Henrique Paim, apresentou um balanço do programa, e disse que do total de bolsas ofertadas, 52% são nos diferentes ramos de engenharia. “É um avanço para o país, que muitas vezes não consegue avançar nessas áreas”. O programa é desenvolvido pelo Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. O MEC distribui 65% das bolsas, via seleções da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Paim também destacou a contribuição dos pesquisadores estrangeiros ao Brasil. “A vinda dos estudantes do exterior nos mostrou que temos que avaliar e refletir em torno do nosso ensino superior. Eles dão ênfase à parte prática, e este é um esforço que estamos fazendo”.

O objetivo do programa é promover a mobilidade internacional de estudantes e pesquisadores, e incentivar a visita de jovens pesquisadores altamente qualificados e professores seniores ao Brasil. O Ciência sem Fronteiras oferece bolsas, prioritariamente, nas áreas de ciências exatas, matemática, química e biologia, engenharias, áreas tecnológicas e da saúde.

“O Ciência sem Fronteiras é um programa importante para a internacionalização da ciência brasileira. No entanto, a ANPG tem levantado o debate acerca de alguns pontos do programa que, nos nosso entendimento, devem ser melhorados, como a ampliação das áreas de conhecimento contempladas pelo CsF. Por outro lado, aprovamos algumas iniciativas implementadas ao longo do programa como o Inglês sem Fronteiras. Nessa nova fase do programa, acreditamos ser importante a ampliação dos destinos que contemplem outras línguas, como o alemão e o francês. Além disso, é essencial a integração científico e tecnológica com nossos países vizinhos na América Latina”, opina a presidenta da ANPG, Tamara Naiz.

“Desejamos que o programa contemple estudantes de origens sociais diversificadas e é preciso que venham mais recursos para o CsF, para que, assim, não seja necessário retirar esses recursos do Fundo Nacional de Ciência e Tecnologia, o que impactaria negativamente em outros programas e ações financiadas pelo FNDCT”, acrescenta Tamara.

Da redação com informações da Agência Brasil.

A presidente Dilma Rousseff sancionou o PNE (Plano Nacional de Educação) na noite de ontem (25), segundo informações da assessoria de imprensa da Presidência da República. Ainda de acordo com a assessoria, a presidente não fez nenhum veto ao plano.

O PNE foi aprovado pelo plenário da Câmara dos Deputados após três anos e meio de tramitação no Congresso. Entidades que atuam no setor educacional reivindicavam o veto de dois trechos do PNE: a destinação de parte dos 10% do PIB para programas desenvolvidos em parceria com instituições privadas e a bonificação às escolas que melhorarem o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica).

20 metas
O plano destina 10% do PIB (Produto Interno Bruto) para a educação e prevê que gastos com creches conveniadas e programas como o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) e Prouni (Programa Universidade para Todos) entrem na conta.

>>Conheça as 20 metas do PNE

O PNE estabelece 20 metas e 253 estratégias para a educação a serem cumpridas nos próximos dez anos (a contar a partir da sanção presidencial). Entre as diretrizes, estão a erradicação do analfabetismo, a valorização da carreira docente e o aumento de vagas no ensino superior, na educação técnica e na pós-graduação.

No dia 28 de maio, a Câmara já havia aprovado o texto-base do plano, relatado pelo deputado Angelo Vanhoni (PT-PR). Em 3 de junho, foram votados dois destaques, propostas que poderiam alterar o texto, mas que foram rejeitados. As discussões eram sobre a complementação da união do CAQ (Custo Aluno Qualidade) e a contabilização em parcerias e em isenção de impostos como investimento público.

Destaques da votação
O plenário rejeitou, por 269 votos a 118, o destaque apresentado pelo deputado Paulo Rubens Santiago (PDT-PE). A proposta previa a retirada do texto-base de programas como o Fies e Prouni na contabilização dos 10% do PIB.

“O destaque preserva a continuidade desses programas, mas não os incorpora na meta porque, se assim fizermos, haverá competição com as outras metas, com o financiamento do ensino público e da pesquisa acadêmica em universidade pública”, disse o deputado.

O texto originalmente aprovado pela Câmara previa que a parcela do PIB fosse destinada apenas para a educação pública. O plano, porém, foi alterado no Senado, que acrescentou o ponto que possibilitava a entrada na conta de recursos destinados a creches conveniadas e programas de bolsas e financiamento.

O segundo ponto de discussão entre os deputados foi o destaque apresentado pelo PMDB, que pretendia impedir que a União tivesse de complementar recursos para Estados, Distrito Federal e municípios se estes não atingirem o montante necessário ao cumprimento de padrões de qualidade na educação, conceituados como CAQi (Custo Aluno Qualidade inicial) e CAQ (Custo Aluno Qualidade).

Após um acordo entre líderes de partidos, o destaque foi rejeitado e o Governo Federal se compromete a complementar a verba para Estados e municípios.

Avaliação do PNE
O PNE institui avaliações a cada dois anos para acompanhamento da implementação das metas. Essa fiscalização será feita pelo MEC, pelas comissões de Educação da Câmara e do Senado, pelo Conselho Nacional de Educação e pelo Fórum Nacional de Educação. Os dados serão publicados nos sites dessas instituições.

O projeto, no entanto, não fixa penalidades para os gestores que não cumprirem as metas estabelecidas. As punições serão definidas na proposta da chamada Lei de Responsabilidade Educacional (PL 7420/06 e apensados) que está sendo analisada na Câmara.

O texto estabelece prazo de um ano, a partir da vigência da nova lei, para que Estados, Distrito Federal e municípios elaborem seus planos de educação ou façam as adequações necessárias aos planos existentes para que eles fiquem de acordo com as metas do PNE. Esses documentos devem ser elaborados com a ampla participação da sociedade.

Vai e vem
O PNE foi enviado pelo governo federal ao Congresso em 15 de dezembro de 2010 e só foi aprovado pela Câmara dos Deputados quase dois anos depois, em outubro de 2012, após ter recebido cerca de três mil emendas.

No Senado, o texto foi aprovado em plenário no dia 17 de dezembro de 2013. Em seguida, foi encaminhado para a Comissão Especial da Câmara, onde teve o texto-base aprovado em 22 de abril.

Fonte: Uol Educação com informações da Agência Câmara de Notícias



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Conheça as metas que compõem o Plano Nacional de Educação 2011-2020:

Meta 1: Universalizar, até 2016, o atendimento escolar da população de 4 e 5 anos, e ampliar, até 2020, a oferta de educação infantil de forma a atender a 50% da população de até 3 anos.

Meta 2: Criar mecanismos para o acompanhamento individual de cada estudante do ensino fundamental.

Meta 3: Universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 a 17 anos e elevar, até 2020, a taxa líquida de matrículas no ensino médio para 85%, nesta faixa etária.

Meta 4: Universalizar, para a população de 4 a 17 anos, o atendimento escolar aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na rede regular de ensino.

Meta 5: Alfabetizar todas as crianças até, no máximo, os 8 anos de idade.

Meta 6: Oferecer educação em tempo integral em 50% das escolas públicas de educação básica.

Meta 7: Atingir as médias nacionais para o Ideb já previstas no Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE)

Meta 8: Elevar a escolaridade média da população de 18 a 24 anos de modo a alcançar mínimo de 12 anos de estudo para as populações do campo, da região de menor escolaridade no país e dos 25% mais pobres, bem como igualar a escolaridade média entre negros e não negros, com vistas à redução da desigualdade educacional.

Meta 9: Elevar a taxa de alfabetização da população com 15 anos ou mais para 93,5% até 2015 e erradicar, até 2020, o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% a taxa de analfabetismo funcional.

Meta 10: Oferecer, no mínimo, 25% das matrículas de educação de jovens e adultos na forma integrada à educação profissional nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio.

Meta 11: Duplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível médio, assegurando a qualidade da oferta.

Meta 12: Elevar a taxa bruta de matrícula na educação superior para 50% e a taxa líquida para 33% da população de 18 a 24 anos, assegurando a qualidade da oferta.

Meta 13: Elevar a qualidade da educação superior pela ampliação da atuação de mestres e doutores nas instituições de educação superior para 75%, no mínimo, do corpo docente em efetivo exercício, sendo, do total, 35% doutores. 7 estratégias.

Meta 14: Elevar gradualmente o número de matrículas na pós-graduação stricto sensu de modo a atingir a titulação anual de 60 mil mestres e 25 mil doutores. 9 estratégias.

Meta 15: Garantir, em regime de colaboração entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os municípios, que todos os professores da educação básica possuam formação específica de nível superior, obtida em curso de licenciatura na área de conhecimento em que atuam.

Meta 16: Formar 50% dos professores da educação básica em nível de pós-graduação lato e stricto sensu, garantir a todos formação continuada em sua área de atuação.

Meta 17: Valorizar o magistério público da educação básica a fim de aproximar o rendimento médio do profissional do magistério com mais de onze anos de escolaridade do rendimento médio dos demais profissionais com escolaridade equivalente.

Meta 18: Assegurar, no prazo de dois anos, a existência de planos de carreira para os profissionais do magistério em todos os sistemas de ensino.

Meta 19: Garantir, mediante lei específica aprovada no âmbito dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, a nomeação comissionada de diretores de escola vinculada a critérios técnicos de mérito e desempenho e à participação da comunidade escolar.

Meta 20: Ampliar progressivamente o investimento público em educação até atingir, no mínimo, o patamar de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Da redação

Terminam no domingo (29) as inscrições para o curso de atualização em Internet e Saúde, que é oferecido pelo Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação Científica e Tecnológica (PPGICS), do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica (Icict)/Fiocruz, destinado a profissionais das áreas de Informação, Comunicação, Ciências Sociais e Saúde.

As aulas começam no dia 28/07 e se encerram no dia 1º/08/2014, e os alunos terão três módulos durante o curso. No primeiro -Internet na Saúde-, serão avaliadas as características e as consequências do acesso a informação online no comportamento, no padrão de relacionamento e no consumo de profissionais e usuários do sistema de saúde e na relação entre médico e paciente. No segundo módulo -Saúde na Internet–, o foco será para o ambiente virtual. Nele serão debatidos estudos e experiências sobre avaliação da qualidade da informação em saúde online e na vida nos ambientes virtuais. Também serão enfatizadas as metodologias de pesquisa no ambiente virtual. No último -Internet & Saúde–, a ênfase será as experiências e estudos sobre educação online, aplicativos e ambiente virtuais que promovem a saúde e sobre as novas formas de militância política via Internet, que tomam as ruas em diversas regiões do planeta.

O curso tem duração de 60 horas com um período de 45 horas em sala de aula, das 9 às 17 horas e mais 15 horas destinadas a seminários, horas de biblioteca e leitura dirigida. As inscrições devem ser feitas no site da Plataforma SIGA (www.sigals.fiocruz.br), seguindo os links: Inscrição > Presencial > Atualização > Icict > Internet e Saúde – 2014/Sede. O candidato interessado deverá preencher o formulário eletrônico de inscrição, disponível no site da Plataforma.

Outras informações podem ser obtidas junto à Gestão Acadêmica do Icict, que fica no Prédio da Expansão do Campus, na Avenida Brasil, 4.036 – sala 210, em Manguinhos, telefones 3882-9063 e 3882-9033, e-mail [email protected] ou no site do Icict – www.icict.fiocruz.br

Serviço
Curso de atualização: Internet e Saúde
Público-alvo: Profissionais das áreas de Informação, Comunicação, Ciências Sociais e Saúde
Período: 28/07 a 1º/08 – Duração: 60 horas
Matrícula: Até 29/06/2014
Inscrições: Plataforma SIGA – www.sigals.fiocruz.br
Informações: Gestão Acadêmica do Icict/Fiocruz – Campus Expansão da Fiocruz – Avenida Brasil, 4036 – sala 210 – Manguinhos – Rio de Janeiro/ RJ – (21) 3882 9063 / (21) 3882 9033 – [email protected].br

Da redação

Ato na praça da Sé 2

A USP, UNESP e UNICAMP realizaram, na quarta-feira (18), na praça da Sé, em São Paulo, ato unificado dos três setores das três universidades (professores, funcionários e estudantes). No ato, que contou com aula pública com o tema “Direito à Educação e à Saúde”, estavam presentes o sociólogo Ricardo Antunes, professor da UNICAMP, e dirigentes dos sindicatos dos técnico-administrativos e dos docentes das três instituições, além dos DCEs (Diretórios Central dos Estudantes) da USP e UNICAMP.

O ato, que teve como objetivo tornar público o movimento da greve e expor à sociedade a situação das universidades paulistas, foi convocado diante da intransigência das negociações com o CRUESP (Conselho dos Reitores das Universidades Estaduais Paulistas), que resolveu congelar o salário dos funcionários e docentes das três universidades públicas diante da crise orçamentária pela qual passam as três instituições.

“Do ponto de vista sindical, o ato foi para reabrir as negociações com o CRUESP, que fez uma promessa de reajuste salarial para setembro, mas não estão muito abertos ao diálogo. Também foi um contraponto à ofensiva da imprensa paulista, que tem defendido cobrança de mensalidade como alternativa para a crise orçamentária das universidades”, comentou Cristian Linderberg, Dourando na Faculdade de Educação da UNICAMP.

Ato praça da Sé

O encerramento do ato unificado das universidades paulistas aconteceu na estação da Sé, onde todas as categorias foram demonstrar apoio à luta dos metroviários e exigir a readmissão dos demitidos na greve.

Da redação

O governo federal vai anunciar no segundo semestre deste ano a abertura de crédito educativo para 25 mil alunos de mestrado e doutorado em faculdades particulares. O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) da pós-graduação, projeto que ganhou força nos debates internos do Ministério da Educação (MEC), dos quais a ANPG participou ativamente nos últimos anos, é uma das apostas para ampliar o acesso, como ocorreu na graduação.

Reivindicação da entidade, a ANPG teve papel protagonista na Comissão de Avaliação do Processo de Expansão das Universidades Federais, levantando o debate sobre a necessidade do Fies ser implantado também na pós-graduação.

O programa terá regras iguais às da graduação, com financiamento parcial e integral e início do pagamento do empréstimo um ano e meio após a formatura. O crédito valerá para cursos de mestrado e doutorados avaliados pela Capes, e não inclui especializações ou MBAs (Master Business in Administration).

Embora a Lei 10.260/2001 já previsse o Fies na pós-graduação, isso não ocorria na prática. Principalmente, depois da mudança no texto, em 2011, quando foi previsto que o financiamento seria liberado para a pós apenas quando houvesse disponibilidade de recursos.

Segundo a presidenta da Associação Nacional de Pós-Graduandos, Tamara Naiz, com esse novo anúncio em relação ao Fies, a diversidade de mestrandos e doutorandos crescerá no País, com alunos mais velhos e que trabalham. “Mas, a prioridade é expandir [a pós-graduação] pela via pública, com a universalização de bolsas”, diz.

Atualmente, existe um grande contingente de pós-graduandos no ensino privado. Em 2013, havia aproximadamente 30.000 pós-graduandos no stricto senso. Cerca de 10.000 deles recebem bolsas das agências federais, exceto as bolsas de fundações estaduais. No entanto, dois terços desses pós-graduandos não estão inseridos em uma política educacional que os assista e propicie sua permanência no curso de pós-graduação.

Diante desse cenário, a ANPG pautou na Comissão do Sesu (Secretaria de Ensino Superior) para que o programa de Fies beneficiasse estudantes de pós-graduação, conforme estava garantido no texto original da Lei 10.260/2001, com o crédito para estudantes matriculados em mestrados e doutorados não-gratuitos. A ex-presidenta da ANPG, Luana Bonone, em outubro de 2012, discutiu questões relacionadas ao crédito educativo em reunião do Conselho Superior da Capes. A atual presidenta da entidade, Tamara Naiz, e a ex-Diretora de C,T&I, Hercilia Melo, participaram da Comissão de Avaliação do processo de expansão das Universidades, apresentando que o FIES poderia ampliar as oportunidades de ingresso na pós-graduação.

A democratização da educação é uma bandeira história da ANPG: a ampliação das políticas educacionais voltadas para os pós-graduandos no sentido de criar oportunidades para que eles tenham garantidos mais condições de acesso, permanência e pesquisa. Nesse sentido, a entidade pressiona por mais investimentos nas instituições públicas, na universalização e valorização das bolsas de pesquisa e na inclusão dos pós-graduandos no Pnaes, dentre outras iniciativas.

Da redação

>>A presidenta da ANPG, Tamara Naiz, concedeu entrevista ao jornal Estado de S.Paulo, para matéria sobre o Fies da pós-graduação: http://migre.me/k26jF