Author

Natasha Ramos

Browsing
Divulgação
Divulgação

Após intenso debate hoje (3), relator recua e diz que vai retomar o texto originalmente aprovado pela Câmara em dispositivo que trata da promoção da igualdade de gênero e de orientação sexual como uma das estratégias para superar disparidades educacionais

A votação do relatório do deputado Angelo Vanhoni (PT-PR) sobre o Plano Nacional da Educação (PNE – PL 8035/10) foi adiada novamente na comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a proposta.

O PNE define metas para o ensino nos próximos dez anos. Um dos objetivos é aumentar a escolaridade dos brasileiros. O projeto, que já havia sido aprovado pelos deputados em 2012, voltou para exame na Câmara porque foi modificado pelos senadores.

Nesta quarta-feira (2), discussões acaloradas por causa da questão de gênero e de orientação sexual prevista em um dos artigos do PNE ocuparam o espaço dos debates, e a votação da proposta teve de ser adiada para a próxima semana, por causa do início da Ordem do Dia no Plenário.

Polêmica
Em um plenário repleto de manifestantes, o foco maior das discussões foi o inciso do artigo 2º do projeto que inclui, entre as diretrizes do PNE, a superação das desigualdades educacionais. O texto que havia sido aprovado na Câmara definia que a superação dessas disparidades ocorreria “com ênfase na promoção da igualdade racial, regional, de gênero e de orientação sexual”.

Os senadores mudaram o dispositivo e definiram que, na superação das desigualdades educacionais, teriam ênfase a promoção da cidadania e a erradicação de todas as formas de discriminação.

Por sua vez, Angelo Vanhoni alterou os dois textos, criando uma nova redação, o que gerou indignação do deputado Marcos Rogério (PDT-RO): “O relator criou uma situação jurídica nova, contrariando o Regimento Interno. Manteve a promoção da igualdade nos quatro eixos (racial, regional, gênero e orientação sexual), excluiu a palavra ‘cidadania’ que o Senado acrescentou, e colocou, como meta, a erradicação de todas as formas de discriminação. O que é a promoção da orientação sexual? Como se promove isso?”

Por outro lado, o deputado Jean Wyllys (Psol-RJ) defendeu as modificações feitas pelo relator, afirmando que as críticas ao texto tinham por fundo “argumentos religiosos”. “O Brasil é um Estado laico. É fundamental que o PNE contemple, nas diretrizes do ensino, conteúdos de gênero e identidade de gênero, porque a própria Constituição diz que é objetivo da República promover o bem de todos, sem discriminação de origem, raça, sexo e quaisquer outras formas de discriminação”, argumentou.

Relator recua
Em razão das divergências, Vanhoni informou que vai retomar o texto originalmente aprovado pela Câmara. Ele também anunciou que retirará a meta prevista no substitutivo do Senado que estabelece a adoção de políticas de estímulo às escolas que melhorem seu desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). O relator não acha adequado incluir esse tipo de premiação no texto do PNE.

A comissão especial do Plano Nacional da Educação volta a se reunir para debater e votar o projeto na próxima terça-feira (8), às 14h30.

(Agência Câmara)

Mais informações:

Deputado critica promoção de “questões de gênero” no relatório do PNE

Fonte: Jornal da Ciência

Gustavo Tutuca, Jacob Palis, Luiz Fernando Pezão, Ruy Marques e Sérgio Cabral
Gustavo Tutuca, Jacob Palis, Luiz Fernando Pezão, Ruy Marques e Sérgio Cabral

Academia ocupará três andares de prédio no Centro do Rio, cedidos pela Faperj

O jardim de inverno do Palácio Guanabara foi palco de uma solenidade muito esperada pelos Membros da Academia Brasileira de Ciências (ABC). Dentro da cerimônia de entrega de termos de outorga de editais da Faperj, o governador Sérgio Cabral assinou a doação do prédio da Rua da Alfândega nº 42 para a Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro, e o seu diretor-presidente, assinou a cessão de três andares do prédio para a ABC. O presidente da ABC assinou também o documento de compromisso. A obra de reforma, iniciada em fevereiro, tem previsão de duração de 14 meses.

Em seu discurso, Ruy Marques destacou o valor da parceria com a ABC. Ele conta que desde 2009 a Faperj e a ABC vinham “namorando”, em total harmonia e num espírito extremamente construtivo. “Vem dando tão certo que agora as instituições decidiram morar juntas”. Em nome de toda a equipe da Faperj, Marques agradeceu ao governador e aos secretários de Ciência e Tecnologia anteriores, Alexandre Cardoso e LuisEdmundo Horta, que estiveram totalmente envolvidos no processo decisório que levou à criação do Palácio da Ciência. Vejam trecho referente ao tema no vídeo da Faperj apresentado na ocasião.
A área ocupada pela Fundação em sua sede atual, que corresponde a mil metros quadrados, passará para 1500 m2 nos quatro andares do Palácio da Ciência. Essa ampliação, segundo Marques, é coerente com o crescimento da Faperj nos últimos anos, desde que o governo do Estado, em 2007, passou a destinar à Fundação os 2% da arrecadação líquida do Estado, percentual estabelecido por lei, mas não cumprido pelos governos anteriores.
Muito emocionado, o presidente da ABC Jacob Palis, declarou que a Academia Brasileira de Ciências completará 100 anos e que desde sua fundação nunca teve uma sede à altura da ciência nacional. Tal fato coloca o Brasil em descompasso com outras Academias Nacionais de Ciências, enquanto nossa Ciência faz contínuos avanços a nível internacional. “Quem já visitou outras sedes, incluindo as das Academias de Ciências da Argentina, do Chile, do México, da África do Sul, da Índia e da China, certamente concordará conosco.”
Palis agradeceu ao governador Sergio Cabral e ao vice-governador Pezão pela iniciativa de comandar uma reviravolta quanto à nova sede da ABC, assim como aos ex-secretários de Estado Alexandre Cardoso e Joaquim Levy, responsáveis pela indicação do belíssimo edifício para abrigar a ABC. Agradeceu ainda o apoio do secretário de Ciência e Tecnologia atual, Gustavo Tutuca, por seu grande apoio e a Ruy Garcia Marques, pela parceria, constante apoio e amizade. “O edifício será compartilhado fraternalmente pela ABC e pela Faperj, duas instituições que tem em seus estatutos, e mesmo no espírito de suas criações, o desenvolvimento científico e tecnológico do Estado e do País.”
Em seguida, assim como Marques havia feito anteriormente, Palis entregou ao governador uma placa alusiva à doação da nova sede. Cabral agradeceu, declarando sua grande alegria em deixar, a dois dias de sua renúncia ao governo, este Palácio da Ciência encaminhado para o Estado do Rio de Janeiro. Relatou que o edifício foi construído para ser o Banco Alemão e depois, por décadas, abrigou a Secretaria de Fazenda, que hoje está alocada em outro prédio histórico.
Visitando a obra
Mais tarde, o presidente da ABC acompanhado de seu chefe de gabinete Fernando Verisimo e da assessora técnica da ABC Márcia Graça-Melo foram visitar as obras do prédio, junto com Ruy Marques, Rex Nazaré, o secretário de Estado de Desenvolvimento Científico e Tecnológico Gustavo Tutuca e o subsecretário Alexandre Vieira.
Ao vivo, a emoção do presidente Jacob Palis foi ainda maior. “As obras estão andando de forma célere e já há sinais transparentes da beleza e nobreza do Palácio da Ciência, onde vamos comemorar os 100 anos da Academia.”
Márcia Melo, que é formada em arquitetura, relatou que ficou muito bem impressionada com a qualidade técnica dos engenheiros e do mestre de obras, integrantes da empresa vencedora da licitação, a Concremat, especialmente pelo cuidado com as características arquitetônicas do prédio, cheio de detalhes em gesso, marcenaria e lindos vitrais. Certamente, esse cuidado é também reflexo do trabalho do arquiteto Marcos Scorzelli, responsável pelo lindo projeto premiado, feito em conjunto com seu falecido pai, Roberto Scorzelli.
ABC, a caminho do seu Centenário. Ao que tudo indica, em grande estilo.
(Elisa Oswaldo-Cruz para Notícias da ABC)

Fonte: Jornal da Ciência

Confira os valores para se credenciar ao XXIV Congresso Nacional de Pós-Graduandos:

Até 24 de abril

Delegados e suplentes R$100
Observadores R$160

A partir de 25 de abril

Delegados e suplentes R$120
Observadores R$200
Nestes valores estão incluídos: inscrição no congresso, hospedagem* e traslado para as atividades.
Os interessados devem fazer o depósito na conta da Associação Nacional de Pós-Graduandos (Banco do Brasil – agência 4328-1 Conta Corrente 6698-2) e enviar o comprovante para [email protected]
 
*Hospedagem somente para delegados e suplentes.
 

Matérias Relacionadas

ANPG convida a todos para o 24º CNPG
01/04/2014 – Ministro de C,T&I  e Diretor da Capes participarão do 24º CNPG
21/03/2014 – Atenção para os prazos de eleição de delegados para o 24º CNPG
11/03/2014 Inscreva seu trabalho na Mostra Científica do 24º CNPG
 

Fundação da APG Mackenzie
Fundação da APG Mackenzie. Foto: Marcelo Arias

Os pós-graduandos do Mackenzie agora poderão recorrer a sua própria APG para defender seus interesses. A Comissão Pró-APG da universidade convocou todos os estudantes dos programas lato e stricto sensu para Assembleia, na manhã da última terça-feira (01), na qual ocorreu a aprovação do estatuto e composição da diretoria executiva. O Vice-Presidente São Paulo da ANPG, Marcelo Arias, compareceu ao fórum, que foi realizado no Auditório João Calvino, no Campus Higienópolis do Mackenzie.

Durante a Assembleia, foi eleito como Presidente da APG Victor Grampa, mestrando em Direito Político e Econômico pelo Mackenzie, que nos adianta suas primeiras iniciativas à frente da entidade. “Nós planejamos atuar em duas frentes: primeiro, estabelecer um diálogo com os diversos programas de pós-graduação do Mackenzie na tentativa de levantar as demandas específicas de cada curso e, segundo, partir para a ação efetiva junto à reitoria para, por exemplo, conquistar espaços institucionais e um espaço físico, como a nossa sede”, disse Victor à ANPG.

A APG já vislumbra uma reunião com a reitoria nas próximas semanas. A entidade também confirmou presença no XXIV Congresso Nacional de Pós Graduandos, que acontece de 1 a 4 de maio, no Rio de Janeiro.

Da Redação

O Ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação Clelio Campolina e o Diretor de Avaliação da Capes Lívio Amaral são presenças confirmadas para o XXIV Congresso Nacional de Pós-Graduandos. O evento, que será realizado entre os dias 1 e 4 de maio, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tem como tema central a “Valorização da Ciência e dos Pesquisadores”.

Estão previstos debates sobre ciência e tecnologia, pós-graduação, educação e grupos de discussão sobre pautas importantes para os pós-graduandos como a campanha pela valorização das bolsas de pesquisa. Atividades culturais também compõem a programação.

>>Confira aqui a programação completa do 24º CNPG!

Sobre os convidados:

CampolinaClelio Campolina Diniz
Clelio Campolina Diniz é formado em Engenharia Mecânica pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (1970). Possui graduação em Engenharia de Operação pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (1967). É Doutor em Ciência Econômica pela Universidade Estadual de Campinas (1987). Foi Diretor da Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG, Diretor Presidente do BHTEC – Parque Tecnológico de Belo Horizonte.

Também foi coordenador da área de economia do CTC da CAPES e Ex-Presidente da Câmara de Ciência Sociais Aplicadas da FAPEMIG. É Professor titular aposentado do departamento de Economia e do CEDEPLAR da FACE-UFMG. Possui mais de 100 trabalhos publicados no Brasil e no exterior. É atualmente reitor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

 

livio amaral
Lívio Amaral

Lívio Amaral é professor titular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), mesma instituição onde se tornou bacharel em Física no ano de 1974. Foi na UFGRS também, que o professor realizou mestrado (1977) e doutorado (1982). Desde 1998 é Professor Titular do Departamento de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Em 1995, passou a integrar a Comissão de Consultores Científicos da Capes na área de Física e Astronomia. Nos últimos anos, Amaral participava como membro do Conselho Técnico Científico do Ensino Superior e do Comitê Assessor Especial da Diretoria de Relações Internacionais, além de Coordenador da Área de Materiais. Em maio de 2009 passou a exercer o cargo de Diretor de Diretor de Avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento do Ensino Superior (CAPES).

 

Da redação

Matérias relacionadas

21/03/2014 – Atenção para os prazos de eleição de delegados para o 24º CNPG
11/03/2014 Inscreva seu trabalho na Mostra Científica do 24º CNPG

O mundo precisa da ciência, a ciência precisa das mulheres. A cada ano, jovens doutoras que desenvolvem trabalhos científicos em instituições brasileiras de pesquisa, nas áreas de Ciências Físicas; Ciências Biomédicas, Biológicas e da Saúde; Ciências Químicas; e Ciências Matemáticas, têm a oportunidade de ter os seus projetos reconhecidos com a conquista do Prêmio “Para Mulheres na Ciência”.

Entre 2006 e 2013, cinquenta e quatro jovens e talentosas cientistas brasileiras tiveram seus trabalhos premiados, um merecido reconhecimento e incentivo à continuação de suas destacadas pesquisas científicas.

Iniciativa da L’Oréal Brasil em parceria com a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a UNESCO, o Programa “Para Mulheres na Ciência” nasceu em 2006 com a missão de ceder espaço e apoio à participação das mulheres brasileiras no cenário científico do país ao premiar o trabalho de sete jovens pesquisadoras com uma Bolsa-auxílio grant no valor equivalente a vinte mil dólares.

Um grupo de 11 renomados profissionais compõe o júri do Programa “Para Mulheres na Ciência”. Nove membros fazem parte da Academia Brasileira de Ciências, incluindo o Prof. Jacob Palis Jr., presidente da ABC e responsável por presidir o júri. A Sra.Suely Bordalo, diretora científica da L’Oréal Brasil, e o Sr.Ary Mergulhão Filho, coordenador do Setor de Ciências Naturais da UNESCO no Brasil, completam a comissão julgadora, que tem a missão de eleger os melhores trabalhos inscritos no Programa. Na escolha das sete vencedoras, os pesquisadores e professores lançam mão de todo o seu conhecimento, vivência profissional e experiência adquirida ao longo de todas as edições do “Para Mulheres na Ciência” no Brasil.

Conheça as bolsistas brasileiras já eleitas e as laureadas internacionais. Elas conseguiram, você também pode conseguir.

Veja o regulamento e faça sua inscrição! O prazo é até o dia 30 de maio.

Fonte: Academia Brasileira de CIências

ditadura militar

Hoje, relembramos os 50 anos do maior golpe político na história do nosso país. A ditadura militar, que durou longos vinte anos (1964-1984), trouxe muito terror para a vida de pessoas que lutavam simplesmente pelo ato de se expressar, pela democracia. Centenas de indivíduos, muitos estudantes e jovens, são lembrados pela ANPG e por suas famílias por terem simplesmente desaparecido enquanto lutavam pela liberdade. Liberdade que nos foi tolhida. Liberdade de falar, de nos manifestar, de participar.

“A história do Brasil é marcada por uma sucessão de diferentes modelos de desenvolvimento, cada um deixando suas chagas e suas contribuições à constituição da nação. Sem dúvida o período de maior chaga é o do Regime Militar, pois além de endividar o Brasil e promover muita corrupção no país, foi responsável pela maior perda que um povo pode sofrer: sua liberdade. O marco dos 50 anos do vergonhoso golpe que assassinou um rico período de mobilizações pelas reformas de base deve ser marcado pela recuperação da memória e a revelação da verdade sobre o paradeiro de todos aqueles que tiveram a coragem de combater tão nefasto regime. A homenagem deve incluir também a luta pelas reformas estruturais que o país necessita para melhorar a qualidade de vida do seu povo. Ou seja, a melhor forma de homenagear aqueles que ajudaram a construir a democracia no Brasil é ter referência no seu exemplo e permanecer lutando”, declara Luana Bonone, Presidenta da ANPG.

Os anos de ditadura deixaram marcas profundas no país e o Brasil ainda tem uma dívida com essas pessoas e com a sociedade. Nossa democracia, ainda jovem, em muito precisa avançar. É preciso que dias como esse sejam lembrados para que nunca mais aconteçam.

E é para “descomemorar” o golpe cometido há 50 anos ao poder democraticamente constituído que mergulhou o país em seus dias de horror e relembrar aqueles que foram vítimas desse regime que a ANPG, juntamente com várias organizações do movimento social brasileiro, irá realizar, amanhã (2), a partir das 18h, no Teatro da PUC-SP, o Ato em Homenagem à Resistência e à Luta pela Democracia (clique no link para mais informações).

Da Redação

50 anos do golpe de 1964

A ANPG se junta às várias organizações do movimento social brasileiro que nessa semana “descomemoram” os 50 anos do Golpe Militar. No dia 2 de abril, quarta-feira, às 18 horas, o teatro da Universidade Católica de São Paulo (TUCA/PUC-SP), incendiado durante o regime militar, será palco de uma das principais homenagens a personalidades que simbolizam a resistência ao Golpe de 1964.

A escolha do local não foi por acaso. A inauguração do Tuca aconteceu em plena ditadura militar, em 1965, com a apresentação da peça “Morte e Vida Severina”, baseada no livro de João Cabral de Melo Neto. Durante a ditadura, o Tuca se tornou referência da produção cultural, abrigou peças e debates e foi centro de resistência intelectual em defesa da democracia.

O ator Sérgio Mamberti conduz as homenagens, com presença do poeta Thiago de Melo e do compositor Sérgio Ricardo, além de lideranças políticas e sociais. Thiago é um dos homenageados e falará de sua vivência durante a ditadura. Sérgio interpretará duas canções: “Perseguição” e “Calabouço”, essa última junto ao Coro Luther King, de São Paulo, que apresentará quatro músicas, entre elas “O bêbado e o equilibrista” (composição de Aldir Blanc e João Bosco que ganhou o mundo na voz de Elis Regina).

Haverá também homenagem a João Goulart, com a participação de Alexandre Goulart, neto do ex-Presidente deposto pelo regime militar. A presidente da UNE, Vic Barros, e um representante da CUT receberão homenagens em nome dos estudantes e dos trabalhadores. Também serão realizadas homenagens a mais de 400 mártires da resistência torturados e assassinados pela ditadura.

Pouco antes do início do ato, será inaugurado o Monumento ao Nunca Mais nas dependências da PUC-SP, um dos 16 inaugurados ao longo do ano em diversas cidades brasileiras pelo Projeto Marcas da Memória, da Comissão de Anistia, em parceria com o Instituto Alice. Os monumentos são como totens situados em espaços simbólicos da resistência à ditadura.

O Ato reafirma o compromisso pela luta pelo direito à memória e à verdade, tanto na busca pelo paradeiro dos corpos de presos pela ditadura, como pela defesa da punição aos torturadores, apoiando todo o trabalho extensivo da Comissão da Verdade, representada na ocasião pela Comissão da Verdade da PUC-SP, pela Comissão da Verdade do Estado de São Paulo Rubens Paiva e por Paulo Abrão, presidente da Comissão Nacional de Anistia.

O Ato é realizado pela Fundação Perseu Abramo, a Fundação Maurício Grabois e a Fundação Leonel Brizola e Alberto Pasqualini, pelo PT e PCdoB, pela CUT e CTB, Comissão da Verdade do Estado de São Paulo Rubens Paiva, Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, pelo MST, UNE, UBES, Conam, UJS, UBM, ANPG e Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé. O evento tem o apoio do Conselho Federal da OAB, da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania da Prefeitura de São Paulo e da Comissão da Verdade da PUC-SP.

50 anos do golpe de 1964: Ato em Homenagem à Resistência e Luta pela Democracia

Quando: dia 2 de abril, quarta-feira.
Programação: 18h, Inauguração do Monumento ao Nunca Mais (PUC-SP) e 19h, Ato em Homenagem à Resistência e Luta pela Democracia (Tuca)
Onde: Tuca/PUC-SP, Rua Monte Alegre, 1024, Perdizes, São Paulo.
Quanto: gratuito

Da redação