Author

Natasha Ramos

Browsing

As associações de pós-graduandos de Minas Gerais vem por meio desta juntar-se às várias associações científicas brasileiras, juristas e comitês universitários que estão expressando a sua preocupação sobre o presente curso da política nacional. Entendemos que em meio a esta crise política que se instaura no Brasil o que sai prejudicado é o investimento em Ciência, Tecnologia e Inovação, consequentemente a nossa soberania nacional.

Na condição de cientistas e acadêmicos das universidades brasileiras, que sempre foram símbolo de resistência e esperança, não podemos nos calar diante do uso abusivo e enviesado que os principais meios de comunicação do país têm adotado, meios estes que são velhos conhecidos dos movimentos sociais e entidades estudantis.

A parcialidade da informação tende a acobertar a impunidade parlamentar e a dubiedade judicial, fomentando assim um clima de intolerância que no limite põe em risco o Estado Democrático de Direito e a democracia brasileira.

Defendemos uma mídia idônea, que se volte para todo o espectro político, e não apenas contra o partido do governo; defendemos um judiciário autônomo, que não judicialiaze a política, que não faça de suas ações espetáculos midiáticos; defendemos um parlamento que seja capaz de julgar seus corruptores e não usá-los como juízes.

Defendemos a permanência e fortalecimento cotidiano da democracia no Brasil, conquistada a duras penas. A situação é complexa, mas, aqueles que estão firmes do lado dos interesses dos trabalhadores e da juventude, podem ver claramente o que está em jogo. Não podemos colocar em risco os avanços que tivemos nos últimos anos, o momento é de unificar na luta contra o golpe a democracia. Nenhum direito a menos!

Assinam:
Associação de Pós Graduandos da Universidade Federal de Uberlândia
Associação de Pós Graduandos da Universidade Federal de Ouro Preto
Associação de Pós Graduandos da Universidade Federal de Juiz de Fora
Associação de Pós Graduandos da Universidade Federal do Vale do Jequitinhonha e Mucuri
(Presidente: Tarcísio Tomás Cabral)
Associação de Pós Graduandos da PROMINAS
Comissão Pró- APG Instituto Federal do Norte de Minas Gerais
Comissão Pró- APG Universidade Estadual de Montes Claros

Da redação

UEE anpg

A ANPG participa do evento de lançamento da Caravana da UEE-SP e UPES, que será realizado na noite de hoje (04), no teatro Oficina, em São Paulo. Estudantes, teatro, música, cinema, samba, povos de terreiro, indígenas, cultura popular, intelectuais e inquietos se reúnem para fazer um grande coro libertário pelo aprofundamento da democracia.

“O Teatro Oficina abre suas portas para que em tempos de ódio, em que o coro golpista surfa na onda hegemônica, possamos celebrar a liberdade, o afeto e a diversidade que só são possíveis na Democracia!”, está escrito na descrição do evento no Facebook.

A partir de hoje, a UEE-SP sai em caravana pelo estado de São Paulo ao lado de intelectuais do fórum XXI e da classe artística fazendo intervenções nas universidades pelo aprofundamento da democracia e por mais direitos!

Confira a transmissão ao vivo do evento hoje, a partir das 19h30 aqui!
Da redação

sac capesf3

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) suspendeu temporariamente o cadastramento de novos bolsistas no Sistema de Acompanhamento de Concessão (SAC) da agência. Tal medida bloqueou o acesso de estudantes a mais de 7 mil bolsas de pós-graduação no país inteiro. Esse número representa cerca de 9% do total disponibilizado hoje.

Na última quarta-feira (30), a agência enviou às universidades o comunicado sobre a “suspensão temporária de cadastramento de novos bolsistas”, medida que deve permanecer por até dois meses. O argumento da Capes, segundo o informe, é que essas bolsas estavam “ociosas após o fechamento do mês de março de 2016” e que serão objeto de análise para sua “recomposição gradual”.

A presidenta da ANPG, Tamara Naiz, critica o fato de as bolsas “aparentemente” ociosas, agora bloqueada para novos alunos, terem como referência o mês de março. “É em março que muitos graduandos costumam se titular, quando se desvinculam da bolsa. Pode demorar um pouco para outro estudante acessar, com um novo CPF. Não significa que está ociosa”, explica Tamara.

A CAPES justifica essa suspensão do cadastramento no sistema como uma medida para melhorar a eficiência do preenchimento das bolsas por parte das universidades. Mas, a ANPG enxerga com cautela essa medida. “Não sei se, com essa suspensão, o governo quer fazer uma economia de dois meses ou se vai postergar isso, para depois dizer que há mesmo bolsas sem utilização até cortá-las de vez”, diz Tamara.

Ainda segundo a presidenta da ANPG, não é justificável que uma medida do governo para supostamente melhorar a gestão do programa atrase ainda mais os planos de quem aguarda a bolsa para ingressar na pós. “Qual o incentivo para as pessoas fazerem pós-graduação? Hoje, temos uma bolsa de R$ 1,5 mil para mestrado e R$ 2,2 mil para doutorado, sem direito trabalhista ou previdenciário” diz Tamara.

“Não aceitaremos nenhum corte de bolsas! Isso é um desrespeito com os pós-graduandos brasileiros, que além de não ter quase nenhum direito tem uma bolsa com valor defasado!”, acrescenta.

Bolsas ociosas

O que a CAPES está chamando de “bolsas ociosas” são, na verdade, as bolsas que ficam em stand-by no período entre a saída de um pós-graduando, que concluiu o curso ou atingiu o prazo máximo de 24 meses de recebimento da bolsa e, portanto, deixa de receber o direito, e a entrada de um novo pós-graduando que se cadastra para receber a bolsa.

“Isso sempre ocorreu normalmente nos programas de Pós-Graduação: o pós-graduando se forma e a bolsa que ele recebia normalmente fica dois ou três meses no programa até que um próximo pós-graduando seja cadastrado no sistema”, explica o vice-presidente da ANPG, Cristiano Flecha.

“O que a CAPES fez, de fato, foi cortar essas 7 mil bolsas que estavam à disposição dos programas para serem alocadas para pós-graduandos que estão trabalhando e estudando, muitos deles, que precisam dessas bolsas para continuar os seus cursos, que não têm outra fonte de renda do que suas bolsas. É um absurdo essa decisão da CAPES um grande prejuízo para a pós-graduação brasileira”, argumenta Flecha.

Não ao corte nas bolsas de pós-graduação!

A ANPG está realizando uma mobilização nacional pela reabertura do SAC para o cadastro de novos bolsistas. A entidade também está alerta para que nenhuma bolsa seja perdida nesse processo. A Associação ainda reafirma seu posicionamento de repúdio diante dos cortes nos orçamentos da Educação e Ciência, Tecnologia e Inovação.

“A Associação Nacional de Pós-graduandos (ANPG) e o Movimento Nacional de Pós-graduandos entendem bolsa como direito. E direito não se suspende, ainda que temporariamente ou por razão orçamentária. Temos por entendimento que as medidas para combater a crise não podem comprometer setores estratégicos como é a Educação, Ciência e Tecnologia”, argumenta Gabriel Nascimento, diretor da ANPG.

Por isso, a ANPG lançou a Campanha #BolsaÉDireito. Convocamos todos e todas para um tuitaço nesta quarta-feira (06), às 15h com a hashtag ‪#‎BolsaÉDireito‬. Mobilize seus colegas e participe dessa campanha.

tuitaço sac capes

A ANPG lançou também a petição pública “Não à suspensão da concessão de novas bolsas no SAC da Capes”. Assine e compartilhe!

Diretores da ANPG estão mobilizados em várias cidades do Brasil e, se o sistema não retornar, serão realizadas diversas outras atividades com o apoio das APGs para pressionar para pelo  retorno do SAC da CAPES.

Da redação com informações d’O Globo

Leia também:

CAPES: Nota de esclarecimento: bolsas no país
01/04/2016 – ANPG cobra CAPES sobre corte nas bolsas

12922390_966057623476955_1113323936_o

ANPG presente!

As capitais do Brasil foram palco, nesta quinta-feira (31), de grandes manifestações em defesa da Democracia e contra o golpe. Em Brasíla, cerca de 200 mil compareceram à marcha que teve concentração às 15h, no estádio Mané Garrincha. Houve shows com artistas e uma marcha que segguiu até o Congresso Nacional com objetivo de repudiar o impeachment sem base legal e a pauta conservadora que dominou a Casa. Representantes da ANPG participaram de vários atos pelo Brasil.

12719456_1099748170087265_7667377873268220817_o 12903990_966057566810294_1303702355_o
Presidenta da ANPG, Tamara Naiz, durante ato em Brasília

“A democracia brasileira passa hoje por um grande perigo de retrocesso. Nesse momento, estamos nas ruas para defender a democracia por entendermos o perigo que sofre a Educação brasileira sem Democracia. Nesse sentido, enquanto entidade cientifica, a ANPG tem um papel muito importante”, diz Tamara Naiz, presidenta da ANPG, presente no ato em Brasília.

Em São Paulo, cerca de 60 mil pessoas, segundo organizadores, compareceram à praça da Sé. Durante a manifestação, foi lembrado que há exatos 52 anos, o país sofria um golpe de Estado. Representantes de movimentos sociais, estudantis, artistas e cidadãos independentes compuseram a passeata.

12696773_10201709666661385_681292236_o
Estudantes reunidos em ato realizado no centro de São Paulo

“O ato de hoje foi um grande sucesso e aqui em São Paulo teve um diferencial. Pela primeira vez, os estudantes de diversas universidades se reuniram e marcharam juntos, a partir da iniciativa dos comitês contra o golpe nas universidades. Isso foi importantíssimo!”, disse Cristiano Flecha, vice-presidente da ANPG, que esteve presente no ato na capital paulista.

No Rio de Janeiro, diversos artistas participaram da manifestação, que reuniu mais de 50 mil pessoas. Chico Buarque, que esteva lá, afirmou “Não vai ter golpe”. “Estou aqui para agradecer a vocês que me animam a dizer que não, de novo não. Não vai ter golpe”, disse o músico.

Da redação

EME UNE
A diretora da ANPG, Gabrielle Paulanti, esteve presente no Encontro de Mulheres Estudantes da UNE. Fora Cunha e luta pela democracia são principais desafios destacados pelas feministas

A arena da Universidade Federal Fluminense (UFF) em Niterói foi cercada por milhares de estudantes que viajaram de todos os Estados brasileiros para o 7º EME da UNE, evento que teve início na última sexta-feira e se estendeu até domingo (25 a 27/3).

Para Gabrielle Paulanti, diretora da ANPG, que esteve presente, prestigiando do evento, o Eme já sei constitui como um dos principais espaços de elaboração da luta feminista. “Esse último EME, o maior da história, proporcionou uma série de debates e atividades que com certeza contribuirão para a transformação da cultura machista dentro das universidades”.

“As estudantes feministas tem papel fundamental no combate à violência e na construção de uma sociedade cada vez mais igualitária”, acrescenta Gabrielle.

A diretora de Mulheres da UNE, Bruna Rocha, saudou as representantes das mais variadas forças políticas que compõe a sede máxima do movimento estudantil. “Nós somos as mulheres que mantemos a UNE, essa geração é muito significativa para o projeto de país que a nossa entidade luta desde o começo de sua existência. Por um pais mais democrático, mais plural e mais igualitária”.

“O EME é sim nosso espaço, nosso território neste país livre de machismo, livre do racismo, livre da lesbofobia, livre da transfobia e nós queremos construir nesse espaço também, uma nova cultura política, queremos construir o diálogo”, afirmou Moara Correia, vice-presidenta da UNE.

No entendimento das estudantes este é um momento crucial na história do nosso país onde elas podem ser protagonistas das mudanças que precisam para melhorar a vida de todas as mulheres brasileiras.

EME UNE 2

A presidenta da UNE, Carina Vitral, lembrou o inimigo comum das mulheres que levantou a Primavera Feminista no ano passado.

“A UNE se orgulha de poder contribuir para o movimento feminista em especial com as jovens mulheres que vão derrubar o Eduardo Cunha”. E convocou: “Nós mulheres estudantes, vamos sair do EME direto para Brasília para fazermos uma marcha, ocuparmos o Congresso Nacional, para derrotar novamente Cunha e contra a tentativa de golpe na nossa democracia”.

Para Tatau Godinho, da Secretaria Nacional de Mulheres, a coragem das mulheres jovens é força fundamental para que este país não viva um período de retrocesso.

“ É a organização das mulheres, de jovens, combativas, militantes, feministas que vão colocar na pauta sociedade brasileira cada vez mais que nós não queremos que esse país não reconheça o que é luta das mulheres, a nossa igualdade, a busca por melhora”, afirmou.
Godinho reforça que ainda tem muito a ser feito pelo Brasil, mas o que já foi feito não pode andar para trás.
Já Gabriela de Almeida, do DCE da UFF, lembrou dos desafios que as estudantes tem ainda pela frente no cotidiano do ambiente universitário. Ela destacou que a UFF foi a universidade que mais se expandiu com o processo do Reuni e assim colocou milhares e milhares de mulheres na universidade. “ Mas se é verdade que as universidades se expandiram é verdade que ainda temos que fazer muita luta para que este seja um espaço acolhedor para nós, precisamos combater os trotes machistas, mas também precisamos defender a assistência estudantil para mulheres”.

MULHERES PELA DEMOCRACIA
A mesa de conjuntura Feminismo em todas as estações que se seguiu à abertura do EME abordou a importância da defesa da democracia no atual momento de crise e acirramento político no país. As convidadas relembraram que somente na democracia é que torna-se possível o avanço nos direitos femininos.

”A democracia que temos hoje é a democracia que conseguimos no cotidiano da luta política enfrentando ditaduras, exércitos e imperialismos. A conjuntura que está formada é aquela que construímos em um período democrático”, falou a representante da União Brasileira de Mulheres (UBM), Lúcia Rincon.

A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) relembrou a urgência de se defender os valores democráticos. ”Nós hoje precisamos levantar bem alto, mais alto do que todas as outras bandeiras, a bandeira da democracia, porque se essa se fragiliza, se essa se retrai, as primeiras atingidas são as mulheres”, enfatizou.

Carina Vitral, presidenta da UNE destacou a necessidade da unidade dos movimentos neste período. ”O que está em risco é o nosso futuro. O Prouni, o Fies, as cotas, o Pronatec e toda a expansão das universidades federais não são aceitos pela elite. Essas iniciativas são fruto da luta do movimento estudantil que a gente conseguiu mudar o país e eles não aceitam essa mudança. Por isso é preciso centralidade na luta pela democracia e contra o golpe”, disse.

Da redação com informações da UNE

CAPES afirma aguardar definições orçamentárias para continuar concessão de bolsas do PDSE

A ANPG e os pós-graduandos foram surpreendidos com a notícia de que as bolsas CAPES previstas para os estudantes que ingressaram recentemente nos programas de pós-graduação não seriam disponibilizadas.

Segundo o professor doutor Jaime Santana, decano da UnB, só na Universidade de Brasília seriam 200 bolsas perdidas com esse fechamento do SAC da CAPES.

A entidade está em contato com reitores, a SBPC e a ABC para  checar mais informações sobre esses cortes. A Associação também tentou contato com o FORPROP, mas encontrou dificuldade em contactá-los.

A ANPG tem pressionado a CAPES, CNPq e o MEC com dezenas de atos, reuniões e ações em Brasília, como o acampamento em frente ao Ministério da Educação, desde o começo do ano passado quando cortes nas bolsas e nos recursos para a pós-graduação começaram.

A entidade está averiguando essa informação dos cortes das bolsas junto à CAPES e verificando a extensão do problema. A Associação tomará todas as medidas cabíveis contra essa ação caso ela seja confirmada.

Até o fechamento desta matéria, a CAPES não se pronunciou sobre os cortes nas bolsas de pós-graduação.
Mais notícias sobre esse assunto serão publicadas em breve.
Da redação

Marcha_site
Entidades estudantis organizam caravanas vindas de vários Estado para se somarem ao grande ato em defesa da democracia

Somando-se ao grande ato em defesa da democracia, o movimento estudantil de todo o Brasil se prepara para ocupar a capital federal e outras cidades nesta quinta-feira, 31 de março, com a sua Jornada Nacional de Lutas da Juventude Brasileira. Tradicionalmente, todos os anos, durante o mês de março, a UNE, UBES, ANPG e entidades municipais e estaduais realizam série de protestos para lembrar o golpe militar (para que nunca mais aconteça!) e homenagear Edson Luís e Honestino Guimarães, líderes estudantis assassinados pela ditadura.

Caravanas de outros Estados já estão na estrada e vão engrossar o ato das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, marcado para as 15h com concentração no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. Haverão shows com artistas e uma marcha irá caminhar até o Congresso Nacional com objetivo de repudiar o impeachment sem base legal e a pauta conservadora que dominou a Casa.

Foram organizados atos também nas principais cidades brasileiras.

NOVA DIRETORIA DA UBES TOMA POSSE
A nova diretoria da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, eleita em dezembro do ano passado, irá tomar posse a partir das 14h na concentração em frente ao Estádio Mané Garrincha. Mais de 60 diretores serão empossados para a gestão que vai até 2017. A presidenta da ANPG, Tamara Naiz, está presente no evento e deve participar do grande ato em defesa da Democracia.

Haverá um ato simbólico para relembrar a data do golpe militar, dia 31 de março de 1964, e homenagear o paraense Edson Luís, baleado no restaurante Calabouço em 1968, no Rio de Janeiro, durante protesto contra o aumento no preço da refeição.

UNIVERSIDADE PELA DEMOCRACIA
Outra frente de atuação do movimento estudantil tem sido pela página facebook.com/universidadepelademocracia que reúne as informações e ações dos comitês universitários de resistência democrática que têm sido formados em diversas instituições pelo país. Está disponível também para download uma manual. Em breve, a página lançará um site com o mapeamento de todos os comitês.

Da redação com informação da UNE

2

1

A APG UENF mobilizou, no dia 22 de março, pós-graduandos e representantes da ADUENF, SINTUPERJ, DCE UENF e FAETEC em ato que paralisou as duas vias da avenida Alberto Lamego em frente ao centro de Ciências do Homem (CCH-UENF), no Rio de Janeiro.

Aos gritos de “UENF na rua, Pezão a culpa é sua”, os pós-graduandos denunciavam e informavam aos motoristas a situação da instituição e que se a situação não se normalizasse a UENF poderia fechar as portas, uma vez que o fornecimento de energia e água estão com aviso de cortes.

Diversos cartazes foram confeccionados pelos alunos durante a concentração do ato que ocorreu ao lado do Restaurante Universitário desde às 16h30. O ato foi realizado pouco depois e se estendeu noite adentro.

Os pós-graduandos da UENF se reunirão novamente amanhã (31) para discutir e votar as atividades permanentes até que a situação se resolva. A partir de segunda-feira (04), os professores deflagarão greve por tempo indeterminado.

Além da falta de estrutura básica pela qual a UENF passa, ainda há relatod de atraso no pagamento das bolsas recebidas pelos pós-graduandos da instituição. Nesta segunda-feira (28), os pós-graduandos se reuniram com o reitor em audiência pública para tratar dos problemas que atravessam a instituição.

O reitor explicou que como a instituição não tem autonomia financeira e os repasses estão contingenciados, explicou que as atividades da instituição a cada dia fica comprometida e que há débitos com empresas desde o ano de 2015.

A APG UENF informou que o pagamento do direito aos bolsistas da instituição depende do repasse descentralizado da FAPERJ, mas o governo do Estado não liberou o recurso, ficando dependente deles.

Nesta semana, a APG publicou uma nota sobre o atraso das bolsas. Leia aqui.

Da redação

 12439461_834666236639307_3645829175638380544_n

12936537_834666183305979_1490643283507113812_n
ANPG participou de reunião com presidente da Alerj, que discutiu a PEC 16/2016

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Jorge Picciani (PMDB), reuniu-se na manhã desta quarta-feira (30), com representantes de entidades científicas para discutir os rumos da PEC 19/2016, que pede a redução em ate 50% do orçamento da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (FAPERJ).

Cerca de 25 representantes de entidades científicas, entre elas a ANPG, a SBPC, a ABC, UFF, UFRJ, UENF, Fiocruz e UEEJ, participaram da audiência em defesa da derrubada da PEC. No encontro, Picciani afirmou que a Alerj não pretende colocar em votação a Proposta de Emenda Constitucional.

“Apresentamos a nossa opinião de que essa possibilidade de corte é um grande erro, pois a FAPERJ é um investimento e desempenha um papel central para a Ciência em nosso país e no Rio, não é uma mera despesa a ser economizada”, diz Tamara Naiz, presidenta da ANPG presente na audiência.

A Assembleia ainda não colocou a proposta do governador Pezão em tramitação e Picciani afirmou que espera não fazê-lo.“Por hoje essa era a vitória possível”, comentou Tamara.

Picciani expôs que a situação financeira do Estado é muito séria e disse que a posição da Assembleia é de muita cautela. Mas assegurou que o corte de verbas da Fundação seria uma medida muito radical. As entidades científicas, por outro lado, defenderam que o trabalho da Faperj, de fomento e incentivo à ciência e tecnologia, é estratégico para contornar a crise no longo prazo.

Tamara também falou, durante a audiência, sobre os atrasos no pagamento das bolsas concedidas pela FAPERJ. “Precisamos neste momento ter ações mais efetivas de cobrança dos repasses para pagamento dos bolsistas, devemos cobrar o governo estadual, sobretudo as secretarias de planejamento e Ciência, Tecnologia e Inovação.”

PEC 19/2016
Segundo nota da assessoria da Assembleia, a proposta fazia parte do pacote de medidas enviado pelo Executivo para a Alerj no início de fevereiro, que tinha como objetivo tentar contornar a crise econômica do Estado. O texto reduz de 2% para 1% da receita líquida estadual a verba destinada à Fundação até o fim do ano de 2018.

O deputado estadual Carlos Minc ressaltou que a diminuição da verba destinada à Faperj poderia trazer um alívio financeiro momentâneo para o Estado, mas seria prejudicial a longo prazo: “Nenhum governo pode deixar de investir em ciência, educação e tecnologia. São áreas essenciais para o crescimento e desenvolvimento da nação”.

Funcionários da Faperj comemoram
Ainda de acordo com a assessoria de comunicação da Alerj, o posicionamento da Casa com relação ao projeto foi motivo de comemoração para o diretor científico da Faperj, Jerson Lima Silva. Segundo ele, a Fundação está envolvida em estudos relacionados a temas importantes como o vírus da zika, e o corte de orçamento poderia prejudicar pesquisadores, professores e alunos. “Fiquei muito feliz ao ouvir do deputado Picciani que os parlamentares não são favoráveis ao corte, pois a Faperj é uma referência nacional em incentivo à pesquisa. Mais de 30% dos estudos nacionais relacionados às doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti são do Rio. A diminuição da verba da Fundação pela metade iria trazer uma solução provisória para os cofres do governo, mas um prejuízo enorme para o futuro do estado”, concluiu o diretor.

Da redação com informações do Jornal da Ciência

25º-CNPG-Conceito-2

O tema do 25º Congresso Nacional de Pós-Graduandos, que será realizado entre os dias 10 e 12 de junho, na Universidade Federal de Minas Gerais, é “Pós-Graduandos em Defesa da Democracia para Superar a Crise e Conquistar Mais Direitos”.

A questão da Defesa da Democracia é um assunto que já vem sendo fortemente discutido pelo movimento nacional de pós-graduandos desde antes do 40º CONAP, evento realizado em novembro que reuniu APGs de todas as regiões do Brasil. Além disso, a conjuntura nacional atual foi debatida também na reunião da diretoria plena da ANPG, realizada dia 20 deste mês.

A ANPG, assim como diversas outras entidades científicas, entende que somente em uma Democracia sólida é possível seguir lutando por mais direitos tanto para os pós-graduandos e pós-graduandas como para o conjunto da população.

“A garantia de mais direitos para o povo brasileiro passa pelo fortalecimento da economia nacional, retomada do crescimento e defesa da democracia, com os movimentos sociais e populares nas ruas! A ‘luta contra a corrupção’ não pode ser instrumentalizada por aqueles que perderam nas urnas e querem através de um golpe institucional tomar ao poder. Defendemos a apuração de todos os crimes contra o erário e a punição dos culpados, mas não admitiremos que uma bandeira tão justa sirva de pretexto para o ataque à economia nacional e à nossa democracia!”, diz trecho da Carta de Fortaleza, aprovada pelo conjunto das(os) pós-graduandas(os) durante o 40º CONAP.

Ainda segundo a Carta, a ANPG atenta para a preocupação de que o ciclo virtuoso que a pós-graduação viveu na última década encontra-se fortemente ameaçado na atual cena política. Primeiro, pela crise política que o país atravessa, que trouxe à tona o que há de mais conservador e reacionário no pensamento político, incluindo ameaças de golpe a nossa ainda jovem democracia. Segundo, pela crise financeira e pelas “soluções” de enfrentamento que o governo vem propondo a ela, que penaliza os direitos sociais e possibilidades de retomada efetiva do crescimento, além de prejudicar o caminho de inclusão social e oportunidades.

Leia a Carta de Fortaleza na íntegra!

“Defender a Democracia não se trata de tomar partido, mas de garantir um ambiente político favorável para a superação da crise, cuja saída não deve ser o corte de investimentos em áreas estratégicas como a Educação e Ciência e Tecnologia, e nos direitos sociais”, diz Tamara Naiz, presidenta da ANPG.

Conheça a Campanha por Mais Direitos para os Pós-Graduandos e para as Pós-Graduandas

Conheça o hotsite do 25º Congresso Nacional de Pós-Graduandos

Da redação

Matérias relacionadas:

28/03/201 – APGs já podem cadastrar processos eleitorais para o 25º CNPG

21/03/2016 – Prestação de contas da ANPG é aprovada em reunião e será submetida no 25º CNPG