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Entre os dias 2 e 5 de fevereiro, a cidade do Rio de Janeiro será o destino de milhares de estudantes ávidos por debater e aprofundar seus conhecimentos sobre a cultura popular brasileira, participando da Bienal dos Estudantes, evento realizado pela UNE, em parceria com a ANPG e a UBES.

Com o lema “Um Rio chamado chamado Brasil”, a 13ª edição do encontro propõe um olhar sobre a diversidade que forma o Brasil e o povo brasileiro, sua capacidade de adaptação aos mais diferentes terrenos e resistência às intempéries, assim como os rios, que seguem cursos tortuosos e se tornam caudalosos ao receberem seus afluentes.

A ANPG terá diversos momentos de protagonismo na Bienal, como a apresentação dos trabalhos selecionados na Mostra Científica, a Maratona Tecnológica, além de debates com a ministra da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, e a ministra do Esporte, Ana Moser.

Haverá ainda a realização da 2ª Conferência Livre de Juventudes e Saúde e uma plenária com os centenas de pós-graduandos e APGs para organizar um calendário de lutas da Campanha Nacional pelo Reajuste de Bolsas.

Há uma extensa programação de apresentações culturais e uma agenda diária de shows, que acontecerão na Fundição Progresso e nos Arcos da Lapa.

 

Na noite desta quinta-feira, 26 de janeiro, a ANPG, em conjunto com as entidades UNE e UBES, foi recebida em audiência pelo ministro da Educação, Camilo Santana, ocasião em que fez a entrega simbólica do abaixo-assinado com mais de 120 mil assinaturas da Campanha #ReajusteJá. A pauta debatida foram os projetos essenciais levadas pelos estudantes, do ensino básico à pós-graduação.

A ANPG apresentou as demandas pelas quais têm lutado nos últimos, principalmente o imediato reajuste das bolsas de estudos e a criação de condições elementares para o trabalho dos pesquisadores, como direitos trabalhistas e previdenciários e uma política permanente de recomposição dos valores das bolsas.

O encontro produziu avanços importantes. O ministro assumiu oficialmente o compromisso com o reajuste das bolsas – todas elas e não apenas as de pós-graduação – e ficou de anunciá-lo no início de fevereiro, passando a vigorar de pronto.

Além disso, sinalizou que a quantidade de bolsas ofertadas pela CAPES será ampliada, o que significa aumentar as possibilidades para a formação de mais mestres e doutores nos próximos anos, número que vinha em tendência de queda desde a pandemia.

Vinicius Soares faz entrega do Abaixo Assinado ao Ministro da Educação

A ANPG também fez a entrega do abaixo-assinado para a ministra da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, que reafirmou a necessidade urgente de ampliar os investimentos em ciência e cumprir o compromisso de reajustar as bolsas do CNPq.

Reunião com Luciana Santos, Ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação

Para Vinicius Soares, presidente da entidade, as reuniões foram produtivas e o governo demonstra estar comprometido com as pautas, mas os pós-graduandos precisam de soluções concretas e urgentes. “Os ministros falam pelo governo e mostram que atenderão nossas demandas, mas nós não conseguimos mais esperar! O governo já assumiu e já tinha esses compromissos conosco desde a transição. É preciso passar da fase de sinalização para a proposta concreta. Queremos o reajuste já e vamos continuar mobilizando e pressionando!”, afirmou.

Ampliar a pressão nas redes e nas ruas!

A reunião foi precedida de intensa mobilização dos pós-graduandos nas redes sociais, com um “tuitaço” e um “comentaço” nos perfis do Ministério da Educação. A tag #ReajusteJa ficou entre os assuntos mais comentados do Twitter no Brasil durante a tarde.

Outro momento importante será a Bienal de Cultura e Arte dos estudantes, que ocorre entre os dias 2 e 5 de fevereiro, no Rio de Janeiro. O encontro reunirá centenas de pós-graduandos de todas as regiões do país e será utilizado para planejar um calendário de lutas nas universidades e nas ruas, envolvendo as Associações de Pós-Graduandos.

O ano que termina foi um dos mais difíceis da história recente de nosso país. Se o governo já acumulava desmandos e horrores, teria como marca de sua reta final o recrudescimento do jogo sujo, do golpismo e do vale-tudo eleitoral. Mas Bolsonaro não contava com a capacidade de resistência do povo e das instituições, que inscreveram 2022 como um dos mais belos capítulos da luta democrática brasileira.

A luta permanente pelo reajuste das bolsas
A ANPG não deixou de lutar pelo reajuste das bolsas de estudos em nenhum momento. O abaixo-assinado lançado pela entidade no bojo da Campanha Nacional Reajuste Já! Conta com mais de 100 mil assinaturas em defesa da recomposição do benefício.

Em tempos de governo Bolsonaro, resistir a cortes e retrocessos, infelizmente, foi a ordem do dia durante os últimos 4 anos. Ainda assim, a luta surtiu resultados importantes, tendo conquistado reajustes em diversas Fundações de Amparo à Pesquisa dos estados.

Escândalo de corrupção derruba Milton Ribeiro do MEC
Em março de 2022, o então ministro da Educação, Milton Ribeiro, saiu do MEC pela porta dos fundos, na esteira de um rumoroso caso de corrupção que envolveu liberação de verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) em troca de propinas em barras de ouro, compra de bíblias e reformas em igrejas indicadas por pastores lobistas.

O escândalo, conhecido como #BolsolãodoMEC, levou a grande indignação de estudantes e professores, exigindo a queda do ministro e apuração das responsabilidades. Ribeiro, que foi gravado dizendo ter recebido ordens do presidente da República para atender os pastores, seria preso 3 meses depois pela Polícia Federal.

Greve dos Residentes pelo pagamento de bolsas
A sabotagem ao SUS foi tônica do Ministério da Saúde durante o governo Bolsonaro. Mesmo em meio à pandemia de Covid-19, que ceifou as vidas de quase 700 mil pessoas, o governo deu calote nas bolsas-salário dos médicos residentes, profissionais fundamentais ao atendimento de milhões de brasileiros.

Diante da situação, o Fórum Nacional de Residentes em Saúde (FNRS) realizou uma greve nacional em abril de 2022. A ANPG apoiou e participou do movimento grevista, que pressionou o Ministério e conquistou a normalização dos pagamentos.

#PEC206NÃO – Contra a privatização das universidades federais
A luta para impedir a cobrança de mensalidades nas universidades públicas federais mobilizou estudantes e pós-graduandos em maior deste ano, após tal proposta ter sido pautada na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara, através da PEC 206.

Imediatamente, a reação unificada do movimento estudantil se fez sentir com a aprovação de calendário de manifestações e a tomada das redes sociais. Os atos em defesa da universidade pública e gratuidade ganharam grande apoio da sociedade, inclusive com a participação de artistas, como Juliette e Ludmilla, na campanha #PEC206Não.

A pressão deu resultado e, após acordo de parlamentares, no dia 31 de maio, a proposta foi retirada definitivamente da pauta da Comissão. “Foi uma enorme vitória de nossa mobilização. Universidade é pública!”, celebrou a ANPG, em sua página no Twitter. Os protestos convocados seguiram nos dias posteriores e culminaram com o 9 de Junho, dia nacional de luta contra os cortes na Educação e em defesa das universidades federais.

28º Congresso da ANPG
Sob o lema “O papel da ciência nacional e da pós-graduação para a reconstrução de um Brasil independente”, a ANPG realizou seu 28º Congresso Nacional, em meio às atividades da 74ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira pelo Progresso da Ciência (SBPC), no mês de julho de 2022.

Com a participação de delegados representantes de 44 universidades, de 15 diferentes estados do país, a entidade elegeu sua diretoria para o biênio 2022-2024, tendo como novo presidente Vinícius Soares, mestre em Biologia pela Universidade Federal de Pernambuco.

Em virtude do intenso calendário de lutas e do início do processo eleitoral, a nova diretoria foi empossada em cerimônia realizada no dia 04 de novembro, na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Vitória histórica da democracia contra o fascismo!
O 30 de Outubro de 2022 passou para a história como o dia em que a luta do povo brasileiro por democracia falou mais alto e venceu o autoritarismo. As eleições mais acirradas desde a redemocratização consagraram Lula como presidente da República, após conquistar mais de 60 milhões de votos, derrotando Bolsonaro e seu projeto de destruição nacional.

A ANPG, entidades científicas e inúmeras personalidades da academia declararam formalmente apoio à chapa Lula-Alckmin no 2º turno da eleição, compreendendo que o momento era de composição de uma frente ampla democrática capaz de vencer a ameaça fascista e reconstruir o país.

Dias antes do 2º turno, os estudantes ocuparam as ruas de diversas cidades do país no #18Outubro para reivindicar mais recursos para a Ciência e Educação e gritar em alto e bom som Fora, Bolsonaro! Era a despedida estudantil ao pior presidente da História!

ANPG defende reajuste de bolsas na transição
Tão logo foi constituído o governo de transição, coordenado pelo vice-presidente eleito Geraldo Alckmin, a ANPG foi convidada a participar de reuniões dos grupos de trabalho de Educação e de Ciência e Tecnologia para debater a situação da pós-graduação e dos pós-graduandos no país.

A entidade apresentou aos GTs e a Geraldo Alckmin as principais demandas dos pesquisadores – o reajuste das bolsas de estudos, os direitos trabalhistas e previdenciários aos pós-graduandos, bem como o combate à fuga de cérebros – e a necessidade de investimentos massivos em Educação e Ciência para a edificação de um novo projeto de desenvolvimento nacional.

“Nós mostramos que seria necessário 1,5 bilhão no orçamento para realizar uma recomposição de 68% para todos os bolsistas Capes e CNPq, o equivalente à inflação acumulada desde 2013. Alckmin se colocou à disposição para ajudar a pautar o reajuste nas prioridades do orçamento”, argumentou Vinicius Soares, presidente da ANPG.

#PagueMinhaBolsa: revolta estudantil faz governo recuar do calote
No apagar das luzes do desgoverno Bolsonaro, mais um duro golpe contra a ciência: por cortes realizados no MEC, foi anunciado o calote no pagamento de todas as bolsas de estudos da Capes e dos médicos-residentes.

Uma verdadeira revolta estudantil tomou conta das redes e das ruas. A ANPG e as entidades irmãs UNE e UBES adotaram o enfrentamento em todas as formas de luta. Convocaram uma paralisação nacional realizada em 8 de dezembro e um tuitaço mobilizou as redes e transformou a tag #PagueMinhaBolsa em um dos assuntos mais comentados do Brasil. Por fim, as entidades ingressaram com um mandado de segurança coletivo no STF, encurralando o governo por todos os lados.

Isolado e sem rumo, o MEC se viu obrigado a liberar os recursos necessários para o pagamento integral dos bolsistas. Mais uma grande derrota imposta pelos estudantes ao desgoverno Bolsonaro!

A ANPG recebeu com indignação a notícia sobre o encerramento dos cursos de pós-graduação em Comunicação da Faculdade Cásper Líbero, a mais tradicional do setor no país.

Embora a instituição alegue dificuldades financeiras, os estudantes reclamam, com razão, que nenhum diálogo e nenhuma prestação de contas para embasar a decisão foi apresentada.

Além disso, os pós-graduandos foram comunicados que o encerramento é imediato e que os projetos em andamento terão de ser concluídos em outras instituições. Tal situação é inadmissível por quebrar contratos, trazer insegurança jurídica e prejuízos insanáveis a formação desses pesquisadores. Em qualquer situação os alunos não podem ser penalizados.

Esse caso soma-se a descontinuidade de programas de excelência ocorridas na Unisinos e PUC RS, o que revela que além da crise na educação superior tem afetado também as universidades privadas, em especial as comunitárias. É preciso imediatamente um plano de reestruturação desses programas, mas para isso essas instituições precisam abrir os dados dos programas e mostrar a verdadeira situação para elaborarmos alternativas viáveis de continuidade desses programas, os quais muitos são referência nacional.

A ANPG se solidariza com a comunidade acadêmica da Cásper Líbero e pede à Instituição que resguarde os direitos dos matriculados. Ao mesmo tempo, coloca sua Ouvidoria à disposição para orientar os estudantes quanto a possíveis medidas judiciais.

São Paulo, 19 de dezembro de 2022

Diretoria Executiva da ANPG

Confira a Line-Up do The Town 2023

 

Na manhã desta terça-feira, 13, o presidente da ANPG, Vinicius Soares, foi recebido pelo vice-presidente da República eleito e coordenador da transição de governos, Geraldo Alckmin. Também participaram da reunião as presidentas da UNE, Bruna Brelaz, da UBES, Jade Beatriz, e o presidente da UJS, Tiago Morbach.

O encontro possibilitou debater mais detalhadamente o quadro da Ciência e da Educação no Brasil, depois da implantação da política de desmonte pelo governo cessante.

Para recuperar os setores, a ANPG sugere a ampliação de investimentos no MCTI e no MEC, a construção de um PNPG que recupere o sentido estratégico da pós-graduação e do Sistema Nacional de C&T para o desenvolvimento do país, a valorização dos jovens cientistas, o combate à fuga de cérebros e ações que resguardem a saúde mental no ambiente acadêmico.

“Foi um diálogo muito positivo e cooperativo. Apresentamos ao vice-presidente as pautas que consideramos prioritárias para que a ciência seja um vértice para a reconstrução nacional, para a retomada do crescimento com distribuição de renda”, afirmou Vinícius.

O reajuste das bolsas de estudos fornecidas pelas agências federais Capes e CNPq recebeu atenção especial. Há 10 anoa sem reposição, o benefício perdeu cerca de 70% do poder de compra e deixou de ser atrativo para muitos jovens cientistas.

Segundo o presidente da ANPG, valorizar a carreira científica não é uma pauta corporativa, mas uma necessidade para desenvolver o país, sem o que a perda de jovens talentos continuará sendo realidade. “Precisamos do reajuste nas bolsas já e também de mecanismos permanentes de recomposição, além de diireitos básicos, como trabalhistas e previdenciários, que são condizentes com a condição de estudante-trabalhador do pós-graduando. Afinal, não há ciência sem pesquisador”, pontuou.

Vinicius celebrou o compromisso assumido pelo vice-presidente em apoiar o reajuste das bolsas dentro do novo governo. “Nós mostramos que seria necessário 1,5 bilhão no orçamento para realizar uma recomposição de 68% para todos os bolsistas Capes e CNPq, o equivalente à inflação acumulada desde 2013. Alckmiin se colocou à disposição para ajudar a pautar o reajuste nas prioridades do orçamento”.

O Plano Emergencial Anísio Teixeira, documento elaborado pela ANPG que condensa tais propostas, foi entregue ao vice-presidente, juntamente com o abaixo-assinado da campanha pelo reajuste das bolsas, que conta com 100 mil assinaturas

São Paulo, 12 de dezembro de 2022.

 

Mesmo com o findar do governo mais nefasto da história recente do país, Bolsonaro, Paulo Guedes e sua equipe econômica tentaram confiscar recursos da educação e dar um calote em milhares de estudantes, não pagando bolsas de estudos, se valendo do Teto de Gastos. Entretanto, a resistência e luta dos estudantes, liderados pelos pós-graduandos, permitiram derrotá-lo mais uma vez. Prontamente, aANPG lançou a Paralisação Nacional da Pós-Graduação em defesa do pagamento imediato das bolsas #PagueMinhaBolsa, que, além de engajar os pesquisadores, agregou artistas, influenciadores digitais, políticos e vários setores da sociedade. Foi
essencial termos respondido com rapidez, acompanhando as movimentações em Brasília, denunciando a situação para a imprensa e sociedade civil, construindo plenárias, assembleias e paralisando nossas atividades no último dia 08 de dezembro. Essa movimentação associada a denúncia da situação e mobilização do Supremo Tribunal Federal garantiram que o governo fosse encurralado e pudesse restituir os repasses financeiros para pagamento das bolsas. O resultado tem sido os pagamentos das bolsas, os quais se não realizados poderiam agravar ainda mais a situação de milhares de jovens que estão em vulnerabilidade social, no Brasil e no exterior, e paralisar as
atividades das Instituições Federais de Ensino Superior – IFES.
Apesar da vitória em reaver o pagamento das bolsas, as quais deveriam ser um direito já garantido, esse cenário de caos tem sido o reflexo da vida do pós-graduando no país. Não bastasse a falta de previsibilidade de pagamento, ainda enfrentamos uma desvalorização de nossa condição: desvalorização do valor e defasagem no quantitativo da bolsa de estudos; ausência de direitos estudantis (como acesso às políticas de assistência estudantil), trabalhistas e previdenciários; excesso da carga de trabalho; ambiente adoecedor; obrigatoriedade da devolução das bolsas em caso de desistência do programa, entre outras. Por isso, nesse processo de reconstrução nacional faz-se necessário continuarmos as nossas mobilizações para conquista do reajuste das bolsas e direitos dos pós-graduandos para pintarmos o Brasil que queremos.
A primeira pauta a ser conquistada necessita ser o reajuste das bolsas de estudos para 2023, a qual tem sido alvo de uma campanha nacional relançada no início do mês de novembro, o qual possui um abaixo-assinado com mais de 100 mil assinaturas (https://bit.ly/reajusteja). A partir da articulação da ANPG, a equipe de transição dos setores de ciência e tecnologia e de educação fizeram a recomendação de reajuste das bolsas em 40%, esse passo permitiria que a bolsa de mestrado e doutorado passassem a valer R$ 2,100 e R$3,080, respectivamente. Apesar do valor ser abaixo dos 75% de corrosão inflacionária no valor das bolsas desde o último reajuste, o reajuste vai permitir um alívio para a subsistência dos pós-graduandos. Entretanto, para isso acontecer, vai ser necessário que a Câmara de Deputados aprove a Proposta de Emenda Constitucional 32/2022, conhecida como PEC da Transição ou PEC Bolsa
Família. Essa PEC abrirá um espaço para recompor o orçamento da educação (CAPES e IFES) e garantir o reajuste das bolsas.
Por isso, entendemos que a nossa mobilização imediata deve ser lutarmos pela aprovação da PEC e garantir o reajuste no orçamento. Nesse sentido, convocamos a todos os pós-graduandos a estarem essa semana em estado de mobilização e vigilância para pressionarmos os deputados aprovarem o texto. A ANPG enviará mais orientações sobre a mobilização.
Reajuste aprovado, viraremos uma chave que permitirá aprofundarmos o debate sobre a garantia dos direitos estudantis, trabalhistas e previdenciários para os pós-graduandos, ao mesmo tempo que continuaremos atuantes na elaboração do Novo Plano Nacional de Pós-Graduação e na derrubada da EC 95.
Diante desses desafios, a ANPG convoca a todos os pós-graduandos para a luta em defesa do jovem pós-graduando, da educação, da ciência e da soberania nacional. No próximo período, o país precisará ser reconstruído, devendo os investimentos na população, na educação e na ciência ser elementos centrais para pintarmos um Brasil que queremos, com geração de emprego e renda, oportunidades e esperanças.

Executiva Nacional da Associação Nacional de Pós-Graduandos.

 

Acesse o documento da Nota executiva ANPG 12 de dezembro

Confira a Carta de São Paulo da diretoria da ANPG 2022-2024

 

Era final de expediente na quinta-feira e quase todo o país já vivia a tensão as quartas de final da Copa do Mundo quando o ministro da Educação, Victor Godoy, usou sua conta no Twitter para anunciar a liberação das verbas do MEC e garantir o pagamento de todos os bolsistas da Capes e residentes. Mais cedo, 50 milhões já haviam sido desbloqueados para honrar as bolsas da Educação básica.

Terminava assim uma semana de intensa mobilização de pós-graduandos e pesquisadores que contagiou o país e impôs um duro revés ao governo Bolsonaro, que, nos seus estertores, anunciou um profundo corte de recursos que resultaria em calote noa pagamentos de mais de 200 mil estudantes de todo o país.

Tão logo foi anunciada a medida, a ANPG, em conjunto com a UNE e a UBES, anunciou uma paralisação nacional nas universidades. Rapidamente, atos começaram a ser realizados em dezenas de instituições de ensino e repercutiu até em protestos realizados no exterior.

Nas redes sociais, uma avalanche de postagens levou a tag #PagueMinhaBolsa, em Tuitaço convocado pela ANPG, aos assuntos mais comentados da plataforma durante dois dias, tendo chega do quarto assunto mais comentado do país.

Em paralelo à pressão política nas ruas e nas redes, o movimento estudantil abria uma frente de luta jurídica que viria a ser um xeque-mate no governo. Na quarta-feira, foi impetrado no Supremo Tribunal Federal um mandado de segurança contra Bolsonaro, pedindo a imediata reversão do bloqueio de verbas ordenado pelo decreto 11.269/2022, considerado ilegal por ferir direito adquirido dos bolsistas.

O relator, ministro Dias Toffolli, deu 72 horas para que o governo explicasse o calote, o que foi lido como uma tendência de que o Supremo acataria a demanda dos estudantes.

Com a pressão política aumentando e sob ameaça de derrota jurídica, o governo foi forçado a se mexer.

Para Vinicius Soares, presidente da ANPG, Bolsonaro subestimou a capacidade de mobilização dos estudantes e foi obrigado a recuar. “O presidente é inimigo da Ciência e queria dar seu último golpe antes de sair. Mas ele não contava com nossa reação, que foi imediata, em várias frentes e ganhou ampla simpatia da sociedade, que valoriza os jovens cientistas”.

 

r CONFIRA ONDE OCORRERAM ATOS #PAGUEMINHABOLSA

 

 

 

DIA NACIONAL DE PARALISAÇÃO DOS PÓS-GRADUANDOS

#PAGUEMINHABOLSA

            Em virtude das últimas notícias sobre o confisco dos recursos do Ministério da Educação, causando o não pagamento das bolsas de milhares de pós-graduandos pelo país, a ANPG convoca todas/os pós-graduandas (os), as/os cientistas brasileiras/as, e a sociedade civil, a reivindicarem o pagamento imediato das bolsas de estudos aos estudantes brasileiros, paralisando suas atividades a partir do dia 08 de dezembro de 2022 até o pagamento de todas as bolsas.

A situação atual é consequência direta da escandalosa devassa nas contas públicas que Jair Bolsonaro realizou para garantir recursos para o orçamento secreto e sua reeleição, associado aos efeitos de sua política econômica. Em virtude disso, há bloqueio financeiro que não permitem que a CAPES, Universidades e outros órgãos cumpram com suas obrigações financeiras, como pagamento de água, luz, terceirizados e as bolsas de assistência estudantil e de estudos, no Brasil e exterior, como mestrado, doutorado e residências.

Não bastasse a desvalorização das bolsas de estudos que atinge 75%, Bolsonaro e Paulo Guedes estão dando um calote na educação. O cenário é bastante claro, se trata de um projeto de destruição da pós-graduação e da ciência e tecnologia brasileira, do fomento público e de qualidade irrestrita. São milhares de jovens pesquisadores que tem sua sobrevivência ameaçada concretamente pela quebra de contrato ao não serem pagos por seu trabalho produzindo ciência no país. Estamos falando de milhares de jovens, o qual possuem como única renda as bolsas de estudos.

É necessário que avancemos para derrotar esse projeto de destruição da ciência e tecnologia brasileira com mobilização, conversa direta com os colegas e com os demais participantes da universidade, tanto alunos e alunas de graduação, técnicos e técnicas e docentes, além da construção ativa de nossas entidades representativas, sobretudo as APGs. Nesse sentido, convocamos a todos se mobilizarem, organizando plenárias em suas instituições no dia de amanhã a fim de organizarmos nossa luta para um Dia de Paralisação Nacional Dos Pós-Graduandos, no dia 08 de dezembro de 2022, até que as bolsas de estudos sejam pagas, com atos e mobilizações em todo o Brasil. Ao mesmo tempo, a ANPG dispenderá todos os esforços para garantir o pagamento das bolsas pela via jurídica e/ou em articulação com o Congresso Nacional.

 

Associação Nacional de Pós-Graduandos.

 

Nota-Paralisacao-dos-Pos-Graduandos-ANPG-2022

Após a intensa participação nos debates do 19º Congresso Latino-Americano e Caribenho de Estudantes, realizado no final de novembro, na Venezuela, a ANPG foi eleita para integrar a Coordenação do Movimento de Pós-Graduação na OCLAE, entidade que congrega as representações nacionais de estudantes de todo o continente.

Para Vinícius Soares, presidente da ANPG, a indicação reflete a importância e história da ANPG e do Brasil no concerto dos países da região. “Hoje, somos a única entidade de movimento de pós-graduação da América Latina. Teremos justamente a missão de organizar o movimento aqui no Continente, na perspectiva de estarmos mobilizados e organizados para fortalecer as democracias, a soberania dos povos e defesa de uma educação e ciência a favor do desenvolvimento da nossa região”, afirmou.

O 19º CLAE recebeu presencialmente cerca de 2500 estudantes, de mais de 20 países, além de milhares que acompanharam as atividades de forma virtual. Segundo Rarikan Heven, diretor de Comunicação da ANPG e coordenador do Brasil na Comissão de Organização, o Congresso foi valioso para unificar lutas nesse momento de reformulação política na América Latina. “Foi muito importante o debate sobre a mercantilização da Educação, sobre as grandes empresas que administram conglomerados educacionais no Continente e a necessidade de fortalecer a pós-graduação, que ainda vive uma realidade de poucos investimentos”.

Rarikan também destaca os temas gerais tratados no encontro, como democracia e integração. “Muitos problemas que enfrentamos aqui são os mesmos enfrentados por estudantes de outros países da região. Por isso, é fundamental defender a democracia, a solidariedade entre os povos. Os estudantes saem do CLAE muito fortalecidos e prontos para tocar a luta em defesa da educação em toda a América”, completa.

A delegação brasileira no encontro contou com mais de 70 lideranças, representando estudantes secundaristas, universitários e pós-graduandos de diversos estados. O Secretariado Executivo da OCLAE é composto por integrantes de Cuba, Venezuela, Nicarágua e Brasil, este representado por Bianca Borges, diretora de Relações Internacionais da UNE.

Nos últimos dias, a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) participou de reuniões de trabalho com os grupos responsáveis pelas áreas de Educação e Ciência e Tecnologia na transição de governos. Além de contribuir com informações sobre a real situação vivenciada pelos pesquisadores nas universidades, a entidade também levou as demandas e pautas dos pós-graduandos para o governo eleito.

O presidente da ANPG, Vinícius Soares, apresentou dados sobre a situação da pós-graduação no país e a corrosão nos valores das bolsas de estudos – que representa perda de 75% no poder de compra -, o que tem impactado negativamente a pesquisa científica brasileira. As bolsas, que não são reajustadas desde 2013, com valores atualizados deveriam estar em R$2600 (mestrado) e R$3800 (doutorado), mas pagam apenas R$1500 e R$2200, respectivamente.

Pouco após a reunião da entidade com o grupo de Ciência e Tecnologia, técnicos da transição afirmaram à imprensa que devem sugerir ao novo governo um reajuste imediato, já para 2023, de 40% nas bolsas do CNPq.

O anúncio foi visto como uma sinalização positiva e que precisa se estender a todos os bolsistas. “Lutar vale a pena! Vamos lutar para que essa proposta do reajuste se torne realidade para o CNPq, CAPES e todas as outras bolsas de estudos no país e no exterior”, apontou Vinícius, através de suas redes sociais.

Outros temas importantes foram abordados, como a inexistência de direitos trabalhistas para os pós-graduandos, falta de perspectivas no mercado de trabalho, a fuga de cérebros e a grave situação de saúde mental no ambiente acadêmico, particularmente afetado pela pandemia, dentre outras pautas centrais.

O Plano Emergencial Anísio Teixeira, contribuição da ANPG para elevar a ciência como motor do projeto nacional de desenvolvimento, foi apresentado aos GTs da transição como a sistematização das reivindicações dos pós-graduandos brasileiros.

Segundo Vinícius Soares, o novo governo se mostrou aberto ao diálogo e preocupado com o diagnóstico da “herança maldita” deixada pelo atual governo. “Esse contato foi positivo e é fundamental que prossiga. Com diálogo aberto, podemos apresentar demandas, debater a situação atual e as propostas para superarmos a tragédia de um governo negacionista. O momento agora é debater democraticamente e propor saídas para fazer da ciência a alavanca para tirar o país da crise”, afirmou.