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Ato está marcado para às 9h do dia 24 de agosto na Esplanada dos Ministérios em Brasília.

Diversos movimentos sociais, em conjunto com entidades que participam da construção do Sistema Único de Saúde (SUS) lançaram em 11 de julho no Congresso do Conselho Nacional de Secretarias de Saúde (CONASEMS) o chamado para um ato público em defesa da regulamentação da Emenda Constitucional 29. O ato está marcado para o dia 24 de agosto a partir das 09h, na esplanada dos Ministérios em Brasília e ocorrerá concomitantemente com a reunião da Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados.

Segundo Jurema Werneck, representante do Movimento Negro e membro da mesa diretora do Conselho Nacional de Saúde, a regulamentação da emenda 29 é fundamental para garantir a efetivação do direito à saúde e a mobilização faz-se necessária devido ao fato de que existem propostas de regulamentação da EC 29 que, ao invés de aumentar significativamente os recursos para o SUS, propõem a redução de recursos ou a manutenção dos valores atualmente destinados. Para Jurema, aprovar a regulamentação da emenda 29 que não traga um montante adicional significatico para o SUS seria trair a emenda 29 e todo o movimento de reforma sanitária, que lutou arduamente pela sua aprovação, no ano 2000.

Para Lurdinha Rodrigues, representante da Liga Brasileira de Lésbicas no Conselho Nacional de Saúde, é fundamental a participação dos mais diversos movimentos no ato, em especial aqueles que representam os segmentos mais vulneráveis às iniquidades da nossa sociedade, como as mulheres, populações LGBT, povos do campo e floresta, população negra e pessoas com deficiência, pois um bom financiamento da saúde pode incidir fortemente na promoção da equidade e garantia do acesso com acolhimento e qualidade para estes segmentos.

Wanderley Gomes da Silva, representante da Confederação Nacional de Associações de Moradores (CONAM) , afirma que a aprovação da regulamentação da EC 29, se trouxer mais recursos para a saúde, fecha um ciclo da reforma sanitária brasileira, garantindo os meios para a efetiva prestação de serviços de saúde pelo Estado brasileiro. Wanderley conta que nos estados pelo Brasil afora companheiros da CONAM já estão atuando fortemente para a mobilização.

Com a mobilização os organizadores esperam pressionar o Congresso pela aprovação de um texto final para a regulamentação da EC 29 que, além de aumentar o montante de recursos para o SUS, consiga definir com precisão o que são as ações que podem ser financiadas com recursos da saúde, evitando os abusos realizados por vários estados e municípios, que ainda financiam atividades como pavimentação de vias e alimentação utilizando recursos da saúde.

 

Fonte: Blog Saúde com Dilma

Na segunda-feira (18) foi empossada a nova gestão da Associação de Pós-Graduandos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com mandato até 2012. A cerimônia realizou-se no Plenarinho da Reitoria da Universidade, contando com a presença de membros da comunidade universitária e entidades representativas dos segmentos acadêmicos. A nova diretoria representará mais de 16 mil pós-graduandos da UFRGS e pretende dar prosseguimento ao trabalho de reorganização da entidade.

Segundo Gabriele Gottlieb, que agora deixa a presidência da APG-UFRGS, “foi preciso dar um passo à frente para recriar a entidade, que estava desativada há mais de seis anos, e agora a nova gestão tem um desafio ainda maior: de consolidá-la para a defesa dos direitos dos pós-graduandos”. Cristiano Junta, um dos novos Coordenadores da APG, enfatiza a importância de uma representação mais autêntica: “enquanto Diretoria, não podemos tentar falar pelos estudantes, mas fazer a sua voz ter eco através da APG”.

A gestão “APG em movimento” pretende continuar a luta contra os cortes nas bolsas de mestrandos e doutorandos ocorridos após a divulgação de diretrizes contraditórias por parte dos órgãos que regulam a Pós-Graduação no país. Além disso, defendem um reajuste do valor atual, além da ampliação do número de bolsas.

Adriano Saraiva, mestrando em Administração, também Coordenador da entidade, ressalta que“é preciso também envolver os pós-graduandos nos debates sobre os rumos da Universidade pública e seus compromissos com a sociedade, buscando permanentemente a ampliação dos canais de participação e democracia, de forma igualitária e paritária entre toda a Comunidade Acadêmica”.

 

Fonte: Associação de Pós-Graduandos da UFRGS – Gestão “APG em Movimento”

Cerca de 70% dos funcionários do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais têm mais de 20 anos de casa; nº de servidores está em queda.

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) – responsável pelo desenvolvimento de satélites, monitoramento do desmatamento na Amazônia e das queimadas do País, além da elaboração da previsão do tempo – chega aos 50 anos com uma inquietação. Aproximadamente 70% dos pesquisadores e especialistas que trabalham ali têm mais de 20 e 30 anos de casa.

Para manter os serviços de qualidade, o Inpe necessita urgentemente renovar seu quadro de funcionários, com a abertura de pelo menos 400 vagas. "É uma bomba-relógio. Temos uma enorme carência de jovens", diz Gilberto Câmara, diretor do Inpe.

O plano diretor do Inpe para o período 2011 a 2015 dá a dimensão do problema: "A geração dos ‘cabelos brancos’, com mais de 50 anos, trabalha como nunca; realiza tanto as tarefas gerenciais e de planejamento típicas de sua idade quanto tarefas de bancada, desenvolvimento e montagem, que normalmente seriam atribuições de jovens cientistas e engenheiros."

Para completar, o número de servidores permanentes está em queda desde 2006. E nos próximos três anos, uma quantidade significativa de pessoas estará em condições de se aposentar. "Hoje, temos pesquisadores com experiência e produzindo muito, mas eles vão embora um dia e não há outros aprendendo com os mais velhos", afirma.

De acordo com o documento, em 1989 o instituto tinha 1,6 mil servidores, sendo somente 50 com mais de 20 anos de serviço. "Passados 20 anos, somos apenas 1.070 servidores, dos quais só 300 têm menos de 20 anos de casa", diz o plano diretor.

Se forem considerados apenas os engenheiros e tecnologistas (especialistas no desenvolvimento de novas tecnologias), a situação piora. Em 1989, 95% deles "tinham menos de 20 anos de serviço e, hoje, 72% têm mais de 20 anos de casa". O diretor afirma que há várias pessoas terceirizadas ou que fazem pós-doutorado no instituto. "Mas eles não têm estabilidade e não permitem garantir que o Inpe. A médio e longo prazo. Vai continuar", alerta.

Câmara ressalta que a abertura de vagas depende da Presidência da República. "O ministro Aloizio Mercadante é inteiramente favorável. Esperamos que a presidente (Dilma Rousseff) também seja sensível", diz. Ambiente. O Inpe começou focado nas pesquisas espaciais. Mas, ao longo do tempo, passou a ter um papel importante também na área ambiental. O instituto faz o monitoramento do desmatamento da Amazônia e das queimadas no País. Também realiza a previsão do tempo e estuda as mudanças climáticas.

Para o futuro, o diretor diz que o monitoramento deve ser ampliado para os demais biomas brasileiros, como a Mata Atlântica, o Cerrado e a Caatinga. O peruano José Antonio Marengo, chefe do Centro de Ciência do Sistema Terrestre do Inpe (que estuda as mudanças globais), afirma que um dos trabalhos em andamento tenta mostrar qual foi o custo da seca de 2005 na Amazônia.

"Há poucas avaliações econômicas. Se o estudo der certo, a metodologia depois poderá ser aplicada para a seca de 2010 e a enchente de 2009", afirma.

Visibilidade – O diretor Gilberto Câmara ressalta que o Inpe foi a instituição científica brasileira melhor classificada no ranking do Cybermetrics Lab, do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC), na Espanha, que mede os acessos na web. Obteve o 38.º lugar – os primeiros lugares são todos de instituições americanas: o Instituto Nacional de Saúde, a agência espacial (Nasa) e a agência de oceanos e atmosfera (Noaa).

Entre as brasileiras, aparecem a Embrapa (50.º lugar) e a Fiocruz (99.º lugar). "O Inpe é hoje o centro de pesquisa mais visível, com maior presença na vida das pessoas. Isso dá uma dimensão do bom papel que desempenha", diz Câmara.

Críticas – O fundador e primeiro diretor do Inpe foi o cearense Fernando de Mendonça, de 86 anos. Formado no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e com doutorado na Universidade de Stanford, ele conta que se inspirou na Nasa (lançada em 1958) para criar o instituto brasileiro. Mas os programas do País usavam cerca de 1% a 3% do valor gasto nos projetos americanos.

"Nunca tivemos a ambição de colocar alguém na Lua. A ambição era o progresso brasileiro." Em sua opinião, o Inpe segue atualmente por um caminho equivocado. Hoje em dia tem muitas áreas de serviço, como o meteorológico e a observação de queimadas. Acho que o instituto deveria se dedicar mais às pesquisas."

De acordo com ele, "uma vez que se chega ao ponto de serviço, ele deveria ser entregue para um setor adequado do governo cuidar". Mendonça critica a falta de criatividade e o fato de as linhas de pesquisa serem basicamente as mesmas que ele iniciou há 50 anos. Ele ainda aponta que o supercomputador adquirido pelo Inpe é subutilizado cientificamente e mais voltado para os serviços.

O ex-diretor do Inpe avalia que, ao gastar R$ 50 milhões para comprar o supercomputador, deveriam ter investido pelo menos R$ 5 milhões em formação de pessoas que "viessem a praticar ciência com aquela máquina". O que não foi feito. "No Brasil, é muito mais fácil construir prédio e comprar computador do que formar gente."

O atual diretor, porém, elogia "a visão inteligente" do antecessor e diz que o instituto nunca se afastou do objetivo inicial. "O Inpe não é apenas uma instituição que faz satélite. O grande diferencial são os benefícios concretos à população."

Governo estuda fundir instituto com agência espacial – Marco Antonio Raupp, presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), avalia que o programa espacial do País está muito pequeno para o tamanho do Brasil. Ele diz que a agência não tem um corpo técnico e, para melhorar a situação, uma das saídas é a fusão da AEB e do Inpe. Seria uma forma de dar mais eficiência ao programa sem aumentar tanto os gastos. Com a fusão, no entanto, a parte do Inpe que cuida do ambiente poderia ficar deslocada.

Raupp, que já foi diretor do Inpe e presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), lista os avanços que o programa espacial precisa fazer. Ele lembra que os satélites usados pelo Inpe para monitorar o desmatamento na Amazônia hoje não conseguem ver através das nuvens e seria importante o desenvolvimento de satélites com sensores de radar. A Agência Nacional de Águas (ANA) também precisa de satélites mais modernos para fazer a gestão de bacias – ela utiliza um de 18 anos atrás. "Também não temos satélite próprio para a área de meteorologia", diz.

O atual diretor do Inpe, Gilberto Câmara, aceita a ideia da fusão. Mas faz ressalvas. "Queremos uma fusão com a AEB com a perspectiva de fortalecer o Inpe. O órgão final deve se chamar Inpe." O debate sobre o futuro do programa espacial passa, diz ele, sobre quanto o País está disposto a investir. Para concretizar as missões previstas, como lançamento dos satélites em 2015 e 2016, será preciso dobrar o orçamento até 2014.

Fonte: O Estado de São Paulo – 24/7

O evento será realizado de 7 a 11 de novembro, com o tema "Ciência e Sociedade: a contribuição da ciência para o desenvolvimento social".

A Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) está com inscrições abertas para submissão de trabalhos para a 2ª Semana de Ciência & Tecnologia. O evento será realizado de 7 a 11 de novembro, na Universidade, com o tema central "Ciência e Sociedade: a contribuição da ciência para o desenvolvimento social". A Semana busca socializar a produção do conhecimento, seja do ensino, da pesquisa ou da extensão. O prazo para submissão de trabalhos se encerra dia 8 de agosto.

O evento contará com palestras, workshops, minicursos, oficinas e apresentações de trabalhos (oral e painéis), além de atrações culturais, relatos de experiências, feira do inventor, exposição dos grupos de pesquisa, extensão e ensino, exibição de filmes e atividades que permeiam a prática pedagógica. Neste ano a Semana vai abranger o 11º Seminário de Iniciação Científica, o 3º Salão de Extensão, o 1º Salão de Ensino e a 1ª Feira do Inventor.

Confirma mais informações: www.unesc.net/post/213/11/15441

Link para submissão de trabalhos: elis2.univali.br/elis2/usuario/web/index.php/

 

Fonte: Jornal da Ciência com informações da Ascom da Unesc



Evento acontece nesta quarta-feira(27), às 14h30, na sede da Finep. O endereço é Praia do Flamengo, 200, Rio de Janeiro e a entrada é gratuita.

As recentes mudanças no ensino superior e as relações entre universidade, pesquisa e sociedade serão o foco do próximo evento da série Debate Finep, nesta quarta-feira (27), às 14h30, com entrada franca. O palestrante será o professor Jaïrton Dupont, do Departamento de Química Orgânica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e o debatedor será o professor Sidney Lianza, da Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Dupont defende a ideia de que a formação deve se dar sempre por meio da pesquisa, que, segundo ele, deve ser multidisciplinar e incluir atividades como a graduação e a pós-graduação, estágios, inovação, interação com a comunidade, extensão e formação continuada. Desta forma, alunos, professores e pesquisadores exerceriam plenamente o papel de construir conhecimento e participar da formação da sociedade. Para o palestrante, essa abordagem pode oferecer contribuições muito mais ricas para a produção de inovações em diversos âmbitos.

A iniciativa da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) visa a criar um espaço aberto e permanente de debate com a sociedade, para subsidiar a construção de ações de apoio à inovação de forma democrática, transparente e eficiente. Participam do Debate Finep interlocutores internos e externos à financiadora, que contribuam para o acúmulo de conhecimento sobre políticas de fomento a Ciência, Tecnologia e Inovação.

Há mais informações sobre os participantes na matéria original, no site da Finep.

Serviço

Debates Finep – "O papel das universidades da pesquisa no mundo do conhecimento"

Data: 27 de julho de 2011

Horário: 14h30

Local: Espaço Cultural Finep – Praia do Flamengo, 200, pilotis, Rio de Janeiro.

Entrada franca. Não é necessário realizar inscrição prévia.

Informações: [email protected]

 

Fonte: MCT

 O carioca Daniel Iliescu, 26 anos, torcedor do Flamengo e aluno de Ciências Sociais da UFRJ, foi eleito em Goiânia ao final de um processo que envolveu mais de 1,5 milhão de estudantes

 

A União Nacional dos Estudantes (UNE) finalizou o maior Congresso de sua história no domingo (17), elegendo o jovem Daniel Iliescu, do Rio de Janeiro, como seu novo presidente. Oito mil estudantes de todo o Brasil participaram do Congresso em Goiânia, que em sua etapa preparatória nos estados reuniu os votos de mais de 1,5 milhão de alunos de universidades públicas e particulares. Houve, no total, votação em 97% das universidades de todo o país. O encontro marcou um novo recorde de participação dos jovens neste que é o maior e mais importante fórum do movimento estudantil brasileiro.

A chapa de Iliescu, "Movimento estudantil unificado para as mudanças do Brasil", foi eleita com 2,369 mil votos, o que representa 75,4% dos votos dos 3.138 delegados credenciados que votaram no 52º Congresso. Concorreram também as chapas, "Oposição de Esquerda" (18,5% – 581 votos), "MUDE – Movimento UNE democrático" (5,8% 183 votos) e "Por uma nova UNE" (0,1% – 5 votos).

A partir de agora ele ocupará o mesmo cargo que já foi de importantes nomes da vida pública brasileira como José Serra (ex-governador de São Paulo), Orlando Silva (ministro dos Esportes), Aldo Rebelo (deputado federal) e Lindbergh Farias (senador).

Quem se depara com o novo presidente da UNE em uma roda informal de bate papo ou na tranquilidade carioca de um chopp para o happy hour, não encontra ali discursos insuflados ou debates calorosos de ideias. De natureza calma, óculos no rosto e sorriso leve, o estudante Daniel Iliescu, de 26 anos, é do tipo que prefere sempre ouvir antes de falar, e faz questão de que todos falem.

Estudante de Ciências Sociais na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), está encerrando o bacharelado –onde desenvolveu gosto pela pesquisa e foi bolsista– para iniciar a licenciatura, preparando-se para ser professor. Entre seus grandes sonhos, está o de trabalhar nas salas de aula do país: "Espero ver o fim do analfabetismo no Brasil em breve, se todos se empenharem", afirma. Nascido na capital carioca e criado em Petrópolis, é filho de uma mãe psicóloga e um pai engenheiro que, apesar de suas formações, decidiram também virar professores.

O jeito afável e manso, no entanto, não é o mesmo quando tira os óculos e pega o microfone, liderando os estudantes nas ruas, em protestos e lutas difíceis do movimento estudantil. Foi o lado enérgico e capaz de contagiar milhares de jovens que levaram Daniel Iliescu, enquanto foi presidente da União dos Estudantes do Rio de Janeiro, a conquistar vitórias históricas no estado como a aprovação do meio passe nos transportes para estudantes do Prouni e cotistas de universidades da capital.

A energia também é muito bem gasta no Maracanã ou em frente à TV assistindo aos jogos do Flamengo, por quem se permite ser alienavelmente apaixonado. Filiado ao Partido Comunista do Brasil (PC do B) e defensor do projeto de transformação social iniciado pelo governo Lula, Daniel confessa que não ergue o ex-presidente ao pedestal de maior ídolo da sua vida: "Se eu colocar o Lula lá, qual lugar vai sobrar para o Zico?", brinca.

Quando volta a falar sério, diz que espera incluir o Flamengo e outros grandes times do país em uma campanha pela educação brasileira: "Quero convidar o Ronaldinho Gaúcho e outros grandes jogadores camisa 10 a utilizarem o número de suas camisas em uma campanha pelo investimento de 10% do PIB em educação, para melhorar as escolas e pagar melhor os professores do país". A UNE critica a proposta do governo Dilma Rousseff, no projeto do Plano Nacional de Educação, de investir somente 7% do PIB nesse setor até 2020. Atualmente os investimentos são de cerca de 5%. Iliescu defende um grande pacto pela educação nacional, que seja maior do que as divergências entre os partidos e grupos políticos, reunindo estudantes e outros setores da sociedade.

Unindo o lado sociólogo ao lado militante, Iliescu teoriza sobre o modelo histórico de exploração das riquezas naturais no país, para defender também o projeto que destina 50% do fundo social do Pré-Sal somente para a educação. Seria uma forma de transformar um recurso não renovável em benefício social direto, como não foi feito durante os ciclos do pau-brasil, do ouro ou do café.

Daniel não se enquadra nem ao estereótipo do estudante bicho-grilo – apesar de confessar um passado de dread locks no cabelo – nem de moderninho – apesar de se lembrar que a cabeça também já foi pintada de azul. Fã de samba e de rock progressivo, de mochila nas costas e tênis batidos, acompanha as últimas notícias pelo smartphone, um Motorola Atrix, de onde acessa o Twitter e o Facebook, sempre postando ou repassando alguma coisa. Monitora os blogs de política pela internet, mas afirma que não abre mão também dos jornais de papel: "Leio a Folha de S. Paulo e o Globo todos os dias".

O novo presidente da UNE se diz satisfeito com a recente onda de marchas e movimentos independentes, muitas vezes iniciados na internet, que têm ocupado as ruas do país. Iliescu espera, em sua gestão, melhorar a participação da UNE na rede digital e ampliar os temas em discussão dentro da entidade, como por exemplo a questão das drogas. Pessoalmente, se diz contra a política proibicionista do estado e defende que o debate a favor e contra a legalização da maconha também tenha espaço, democraticamente, dentro do movimento estudantil.

Durante os próximos dois anos, Daniel Iliescu será o representante dos milhões de universitários brasileiros, sustentando seus direitos e amplificando seus anseios. Sabe que a agenda é grande e os compromissos são muitos. Já chega a admitir que terá um pouco menos de tempo para a namorada Bianca, de quem está sempre junto, mas não se preocupa: "De dia, estarei estudando ou militando pela UNE. De noite, seja em casa ou na balada, estarei sempre do lado dela", promete o presidente, que sonha em casar e ter filhos.

Fonte: Estudantenet

Um ato político marcou as comemorações pelos 25 anos da Associação Nacional de Pós-Graduandos, durante a 63ª Reunião Anual da SBPC, em Goiânia.

Na última quinta-feira reuniram-se no Auditório da Biblioteca  do Campus Samambaia da UFG os ex-presidentes e ex-diretores Paolo Livotto (1986-1987), José Adolfo de Almeida Neto (1987-1988), Harrison Alexandre Targino (1992-1993), Roberto Muniz Barreto de Carvalho (1993-1994), Roberto Germano Costa (1994-1995), Fábio Palácio de Azevedo (1998), Antônio Francisco Cruz Arapiraca (2004-2005), Elisa de Campos Borges (2005-2006), Allan Aroni (2007-2008) e Amália Catharina Santos Cruz (2008-2010). Diversas instituições enviaram representantes como o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), a Agência Espacial Brasileira (AEB), a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), o Centro de Estudos e Memória da Juventude (CEMJ), a Fundação Maurício Grabois (FMG), a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e a Comissão Executiva Nacional do Programa de Educação Tutorial (CENAPET). A presidente da ANPG, Elisangela Lizardo, foi saudada pela presidente da SBPC, Helena Nader, que se disse “muito feliz em receber a ANPG como 99ª entidade científica filiada à SBPC.  E ainda por cima sob a gestão de uma mulher.” 

Helena Nader, presidente da SBPC, fala no Ato em comemoração aos 25 anos da ANPG. Ao seu lado o 2º Diretor de Relações Institucionais da ANPG, João Azuma. Foto: Eleonora Rigotti.

Outras entidades e insituições, diretores e ex-diretores que não puderam estar presentes enviaram felicitações que foram lidas no plenário. As entidades foram : Fórum de Pró-Reitores de Pós-Graduação e Pesquisa – (FOPROP), Central Única dos Trabalhadores  (CUT), Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis(ANP) e o Ministério da Saúde. E os ex-diretores, Denise Maria Zancan (sócia- fundadora), Thereza Galvão da Silva (1986-1987), Carlos Alberto Saraiva Gonçalves (1988), Soraya Soubhi Smaili (1989), José Medeiros da Silva (1995), Divinomar Severino (1998), Maria Luiza Nogueira Rangel (2006-2007) e Hugo Valadares (2008-2010).

 Entre elas, a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e a União Nacional dos Estudantes (UNE), que no mesmo momento, em ocasião do 52º Congresso da UNE que também acontecia em Goiânia, participavam de ato com a presença do ex-presidente Lula.

Os diretores da atual gestão tiveram a oportunidade de conhecer mais da história da entidade através das pessoas que construíram a ANPG desde a sua fundação. Foi, sem dúvida, uma experiência única de podermos conhecer e conversar com pessoas tão importantes para a história da ANPG e do país, declararam os diretores.

Momentos marcantes foram lembrados, como o envio de milhares de aerogramas à presidência da República em 1999, exigindo a saída do então  Ministro da Ciência e Tecnologia  Luiz Carlos Gonçalves Bresser-Pereira. Paolo Livotto também recordou o debate que se instalava à época acerca do caráter profissional, mas não sindical, da defesa dos pós-graduandos pela ANPG.

Harrisson Alexandre Targino (gestão 1992-1993), Elisângela Lizardo (atual presidente da ANPG) e Paolo Livotto (gestão 1986-1987). Foto: Eleonora Rigotti.

Roberto Muniz Barreto de Carvalho, que hoje  é chefe do Serviço de Documentação e Acervo do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), reafirmou que seu compromisso, como ex-diretor da ANPG continua firme em relação à vaga da ANPG no Conselho Deliberativo do CNPq, conquistada na gestão do Ministro Sérgio Cardoso mas que não foi mantida por Aloisio Mercadante.

“Comemorar os 25 anos da ANPG na presença de pessoas tão importantes para a ANPG não poderia ter sido melhor. Foi também uma maneira de recuperar a memória da entidade. São nesses momentos que olhamos para o lado e vemos que não estamos sós”, disse Elisângela ao final do ato.

Elisângela Lizardo, José Adolfo de Almeida Neto (gestão 1987-1988) e Paolo Livotto. Foto: Eleonora Rigotti.

Uma confraternização com direito a bolo e velinha de 25 anos encerrou a atividade e a participação da ANPG na 63ª RA da SBPC.

 

Leia mais sobre a participação da ANPG na 63ª RA da SBPC

Veja aqui as fotos do Ato de 25 anos da ANPG

 

 Da Redação.

Interessados têm até 12 de agosto para participar do processo seletivo.

A Universidade Federal do ABC (UFABC) está com inscrições abertas para o processo seletivo para pós-graduação em Engenharia Elétrica. O curso é ministrado pelo Laboratório da Pós-Graduação em Engenharia Elétrica, que possui um enfoque multidisciplinar, dispondo de área dedicada à pesquisa computacional e também à pesquisa aplicada ao desenvolvimento de dispositivos elétricos e eletrônicos. O curso se concentra nas áreas de Sistemas de Energia Elétrica e as linhas de pesquisa são de Sistemas Elétricos e Eletrônicos e Modelagem e Simulação Computacionais.

As inscrições podem ser feitas até o dia 12 de agosto. As aulas começarão em setembro. Mais informações: www.ppgee.ufabc.edu.br

Fonte: Jornal da Ciência

De 18 a 21 de agosto, Recife (PE) sediará o 38° Conselho Nacional de Associações de Pós-Graduandos (Conap), reunindo APGs e comissões pró-APG de todo o país para debater a proposta do Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG) 2011-2020.

 

Com o tema “A Formação de Recursos Humanos e o Desenvolvimento do Brasil”, além do PNPG 2011-2020, estão na pauta a Campanha de Bolsas da ANPG e também a convocação do próximo congresso da entidade.

 

Como participar

 

Para participar, cada APG ou comissão pró-APG deve eleger um(a) delegado(a), que terá direito a voto no fórum. O(a) delegado(a) tem direito a um(a) suplente e os pós-graduandos que quiserem participar como observadores também podem se inscrever.

 

Associações nacionais e estaduais de pós-graduandos de uma determinada área – como a Associação de Médicos Residentes de SP (Ameresp) ou a Federação dos Pós-Graduandos em Direito (Fepodi) – também podem eleger delegados.

 

A eleição do(a) delegado(a) é simples. Basta realizar uma reunião da APG ou comissão pró-APG e definir quem será o(a) delegado(a) e o(a) suplente. Esta reunião deve ser registrada em ata, que deve ser assinada pelo(a) presidente da entidade.

 

Para se credenciar, o delegado deve comparecer ao credenciamento que será instalado em Recife nos dias do evento com a ata de fundação da entidade, a ata de posse da gestão atual, a ata da reunião que elegeu o(a) delegado(a) e o(a) suplente, além do comprovante de matrícula destes dois. No caso de haver mais de uma APG na universidade, será considerada a APG geral. Caso não haja APG geral, todas as APGs podem se credenciar normalmente, conforme o Regimento do 38º CONAP.

 

Não tem APG? Monte uma!

 

Caso na sua Universidade ainda não exista APG, construa uma! Basta divulgar a proposta de montar a APG, reunir os interessados e debater o Estatuto, as eleições, etc. Outras informações, podem ser obtidas aqui.

 

Baixe agora modelos de:

Ata de Fundação da Comissão pró-APG;

Ata de Fundação, Eleição e Posse da APG;

Ata de Reunião;

Estatuto da APG.

 

 Participe do CONAP e ajude a continuar a construção da história da ANPG, que já acumula 25 anos em defesa da ciência e do Brasil! 

 

<p>A Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de P&oacute;s-Graduandos &ndash; ANPG realiza ato de comemora&ccedil;&atilde;o dos 25 anos, no dia 14 de julho, durante reuni&atilde;o anual da SBPC. No evento, haver&aacute; uma homenagem aos ex-presidentes e ex-dirigentes que participaram da entidade. A atividade &eacute; a primeiro de uma s&eacute;rie de comemora&ccedil;&otilde;es dos 25 anos da ANPG que ser&atilde;o realizados ao longo da gest&atilde;o atual.</p>
<table border="0" cellspacing="2" cellpadding="1" width="200" align="right">
<tbody>
<tr>
<td><img alt="" width="350" height="328" src="https://www.anpg.org.br/userfiles/image/imagem/Convite_ato_25_anos_grande3.jpg" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nascida a partir de articula&ccedil;&otilde;es organizadas durante reuni&otilde;es anuais da SBPC e fundada no dia 12 de julho de 1986 durante a 38&ordf; edi&ccedil;&atilde;o do evento, realizado em Curitiba (PR), a ANPG volta ao principal espa&ccedil;o de debate dos cientistas brasileiros para comemorar seus 25 anos de exist&ecirc;ncia.</p>
<p>Contando com a presen&ccedil;a de ex-presidentes e ex-dirigentes que participaram das primeiras gest&otilde;es da entidade e tamb&eacute;m das diretorias mais recentes, haver&aacute; homenageados da estatura de Roberto Muniz Barreto de Carvalho (CNPq) e Roberto Germano Costa (Instituto Nacional do Semi-&aacute;rido &ndash; INSA), por exemplo. A solenidade ser&aacute; prestigiada ainda pelo vice-presidente da SBPC, professor Enio Candotti, pelo ministro da Educa&ccedil;&atilde;o Fernando Haddad e por representante do Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, alem, &eacute; claro, de p&oacute;s-graduandos de diversas partes do pais.&nbsp;</p>
<p><strong>Hist&oacute;rico</strong></p>
<p>Mesmo antes da funda&ccedil;&atilde;o da ANPG o movimento nacional de p&oacute;s-graduandos j&aacute; se organizava, defendendo o desenvolvimento de um sistema de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s e combatendo a repress&atilde;o do Regime Militar.</p>
<p>De 86 para c&aacute;, o movimento nacional de p&oacute;s-graduandos se estruturou, tendo constru&iacute;do uma rede de APGs em todo o pais, e acumulou conquistas que contribu&iacute;ram para o desenvolvimento do sistema nacional de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o, como as conquistas de aumento do numero de bolsas de pesquisa e a valoriza&ccedil;&atilde;o dessas, por meio de reajustes batalhados ano a ano e direitos como a licen&ccedil;a-maternidade.</p>
<p>Desde os primeiros passos, a ANPG luta por uma pol&iacute;tica permanente de valoriza&ccedil;&atilde;o das bolsas, sintetizado no PL dos P&oacute;s-Graduandos, ainda em debate no Congresso Nacional. Em 1992, a entidade n&atilde;o se furtou e, ao lado das entidades do movimento estudantil, esteve presente nas manifesta&ccedil;&otilde;es do Fora Collor. A d&eacute;cada de 90 foi marcada tamb&eacute;m pelo embate entre os defensores do investimento em ci&ecirc;ncia b&aacute;sica e os defensores do aporte em pesquisa aplicada e pelas mobiliza&ccedil;&otilde;es que impediram a extin&ccedil;&atilde;o da CAPES, proposta pelo governo federal. O desafio atual &eacute; garantir esses dois investimentos ao mesmo tempo, favorecendo assim o desenvolvimento cientifico do pa&iacute;s com inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica.</p>
<p>Ao longo dos anos a ANPG conquistou espa&ccedil;os no Conselho Superior e no Conselho T&eacute;cnico-Cient&iacute;fico da CAPES, no Conselho Nacional de Juventude, no Conselho Nacional de Sa&uacute;de, e reivindica uma vaga tamb&eacute;m no Conselho Deliberativo do CNPq, importante espa&ccedil;o de debate da ci&ecirc;ncia nacional.</p>
<p>Na ultima d&eacute;cada o movimento cresceu e se estruturou, foi inaugurado o Sal&atilde;o Nacional de Divulga&ccedil;&atilde;o Cientifica e foi realizada a maior parte das 12 edi&ccedil;&otilde;es do Encontro Nacional de Jovens Cientistas.&nbsp;</p>
<p>A 63&ordf; Reuni&atilde;o Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci&ecirc;ncia (SBPC) acontece entre 10 e 15 de julho, em Goi&acirc;nia (GO). A reuni&atilde;o anual &eacute; um espa&ccedil;o importante para ci&ecirc;ncia brasileira e tradicionalmente Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de P&oacute;s-Graduandos (ANPG) realiza atividades e participa de forma ativa da programa&ccedil;&atilde;o geral.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Al&eacute;m do ato de comemora&ccedil;&atilde;o dos 25 anos, a ANPG tamb&eacute;m participa de outras atividades durante a 63&ordf; SBPC. Confira abaixo:</p>
<p><strong>Espa&ccedil;os da ANPG na reuni&atilde;o da SBPC </strong></p>
<p>*10 de julho &ndash; Abertura da 63&ordf; Reuni&atilde;o Anual da SBPC<br />
*12 de julho &ndash; Ato de 60 anos do CNPq<br />
*13 de julho &ndash; Ato de 60 anos da CAPES<br />
*14 de julho &ndash; Ato de 25 anos da ANPG e 13&deg; Encontro Nacional de Jovens Cientistas (13h) <br />
*14 de julho &ndash; Assembleia Geral Ordin&aacute;ria dos S&oacute;cios da SBPC (18h)<br />
*15 de julho &ndash; Mesa composta pela ANPG na programa&ccedil;&atilde;o da SBPC:<br />
PRODU&Ccedil;&Atilde;O ACAD&Ecirc;MICA: PL&Aacute;GIO E ACUSA&Ccedil;&Otilde;ES DE PL&Aacute;GIO<br />
IME &ndash; Audit&oacute;rio<br />
Coordenador: Rute M. Gon&ccedil;alves de Andrade (SBPC)<br />
Participantes: Paulo S&eacute;rgio Lacerda Beir&atilde;o (UFMG), Elisangela Lizardo (ANPG), Vladmir Silveira (CONPEDI)</p>
<p><strong>Venha comemorar conosco!</strong></p>
<p>Da reda&ccedil;&atilde;o da ANPG</p>