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Pró-reitores discutiram assuntos como passagens e diárias para universidades federais e o acúmulo de bolsas com vínculo empregatício.

O presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Jorge Almeida Guimarães, se reuniu nesta quarta-feira (29), com o diretório do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação (Foprop). O encontro aconteceu em Brasília e contou com a presença do diretor de Programas e Bolsas no País, Emídio Cantídio de Oliveira, do diretor de Avaliação, Lívio Amaral, e do chefe de Gabinete, Geraldo Nunes.

Além do atendimento individual feito pelos representantes da Capes, os componentes do diretório puderam discutir assuntos como o limite de passagens e diárias para as universidades federais; a possibilidade de formação de uma comissão de análise e avaliação da situação atual da Portaria Conjunta Capes-CNPq n° 01/2010, que trata sobre o acúmulo de bolsa com vínculo empregatício; e a representação do fórum na missão de trabalho da Diretoria de Relações Internacionais (DRI) da Capes aos EUA.

Na ocasião, Guimarães ressaltou a importância da atuação do Foprop especialmente em dois aspectos: no trabalho conjunto entre a Capes e as instituições, no intuito de acelerar e desburocratizar o reconhecimento de diplomas, e na implementação de ações por parte das universidades, que visem à diminuição das discrepâncias entre a produção científica das regiões Sul e Sudeste em relação às Norte e Centro-Oeste.

Segundo a presidente do Foprop e pró-reitora de pós-graduação da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Marilza Vieira Cunha Rudge, um dos objetivos do encontro foi agradecer à Capes o modo transparente como vem trabalhando com as universidades. Para ela, a reunião teve um balanço totalmente positivo. "A visita foi muito produtiva. Especialmente porque apresentamos sugestões e também recebemos demandas por parte da Capes", explicou.

A ANPG está acompanhando as movimentações junto às agências e já reivindicou participação no debate sobre as novas regras a serem divulgadas a respeito da Portaria Conjunta.

(Ascom da Capes)

<p>A C&acirc;mara analisa a Medida Provis&oacute;ria 536/11, que reajusta o valor da bolsa para m&eacute;dicos residentes de R$ 1.916,45 para R$ 2.338,06 a partir de 1&ordm; de janeiro de 2011. O benef&iacute;cio vale para quem tem jornada de 60 horas semanais e tamb&eacute;m &eacute; estendido aos residentes das demais profiss&otilde;es da sa&uacute;de &ndash; psic&oacute;logos, enfermeiros, nutricionistas, entre outros.<br />
<br />
O texto repete a maior parte da MP 521/10, que perdeu a efic&aacute;cia em 1&ordm; de junho, por n&atilde;o ter sido votada pelo Senado. A prorroga&ccedil;&atilde;o da gratifica&ccedil;&atilde;o paga pela Advocacia-Geral da Uni&atilde;o (AGU), parte da MP que expirou, n&atilde;o foi inclu&iacute;da nessa nova proposta, que atende uma sugest&atilde;o aprovada pela C&acirc;mara.<br />
<br />
Moradia<br />
A MP 536 incorpora uma mudan&ccedil;a sugerida pelo texto aprovado na C&acirc;mara (PLV 11/11), ao retomar a obrigatoriedade de se oferecer moradia &agrave; institui&ccedil;&atilde;o respons&aacute;vel pela resid&ecirc;ncia, nos termos do regulamento, ponto n&atilde;o previsto na MP 521. Esse novo texto, no entanto, acrescenta na lei que esse direito s&oacute; vale para quem comprovar a necessidade.<br />
<br />
Al&eacute;m da moradia, as institui&ccedil;&otilde;es s&atilde;o obrigadas a garantir ao m&eacute;dico residente alimenta&ccedil;&atilde;o e condi&ccedil;&otilde;es adequadas para repouso e higiene pessoal durante os plant&otilde;es.<br />
<br />
O texto tamb&eacute;m d&aacute; aos m&eacute;dicos residentes o direito &agrave; licen&ccedil;a paternidade de cinco dias e maternidade de 120 dias, com direito &agrave; prorroga&ccedil;&atilde;o por mais 60 dias, com a garantia de amplia&ccedil;&atilde;o do final do est&aacute;gio pelo prazo do afastamento. As demais categorias j&aacute; tiveram a licen&ccedil;a regulamentada por uma resolu&ccedil;&atilde;o da Comiss&atilde;o Nacional de Resid&ecirc;ncia Multiprofissional em Sa&uacute;de, de fevereiro deste ano.<br />
<br />
Expans&atilde;o<br />
Segundo o governo, atualmente h&aacute; cerca de 23 mil m&eacute;dicos residentes em 53 especialidades e 54 &aacute;reas de atua&ccedil;&atilde;o reconhecidas pela Comiss&atilde;o Nacional de Resid&ecirc;ncia M&eacute;dica (CNRM). Os programas t&ecirc;m dura&ccedil;&atilde;o de dois a cinco anos e carga de 60 horas semanais.<br />
<br />
A meta do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o para 2011 &eacute; ofertar 7.270 bolsas no total. Atualmente, ele concede 5.610 bolsas para m&eacute;dicos e 483 para outros profissionais.<br />
<br />
J&aacute; o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de pretende expandir o programa de resid&ecirc;ncia m&eacute;dica em suas unidades e nas vinculadas aos estados, munic&iacute;pios e hospitais filantr&oacute;picos, com previs&atilde;o de financiar um total de 1.862 bolsas em 2011.<br />
<br />
Tumulto<br />
A MP 521 perdeu a validade durante uma sess&atilde;o tumultuada no Senado, que durou at&eacute; a meia-noite de 1&ordm; de junho, prazo final de validade do tema. Embora houvesse acordo entre governo e oposi&ccedil;&atilde;o para votar o aumento dos residentes, a oposi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o concordou com o item anterior da pauta, que previa a cria&ccedil;&atilde;o de uma empresa para administrar hospitais universit&aacute;rios (MP 520/11). Por isso, obstruiu os trabalhos at&eacute; que as duas medidas perdessem a validade.<br />
<br />
Tramita&ccedil;&atilde;o<br />
A MP ser&aacute; analisada pelo Plen&aacute;rio. O texto passa a trancar a pauta da Casa em que estiver tramitando, C&acirc;mara ou Senado, a partir de 21 de agosto. <br />
<br />
(Portal Correio do Brasil)</p>

<table width="200" border="0" align="left" cellpadding="1" cellspacing="5">
<tbody>
<tr>
<td><img width="200" height="129" alt="" src="https://www.anpg.org.br/userfiles/image/imagem/Personalidades/josuedecastro2.jpg" /></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-size: x-small; ">Josu&eacute; de Castro.</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><em>A elei&ccedil;&atilde;o de Jos&eacute; Graziano para a dire&ccedil;&atilde;o da FAO &nbsp;(Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para Agricultura e Alimenta&ccedil;&atilde;o) coloca outra vez um brasileiro &agrave; frente daquela ag&ecirc;ncia internacional. Com ele, o combate &agrave; fome e o apoio &agrave; agricultura familiar voltam a ser a prioridade daquela ag&ecirc;ncia da ONU. Antes dele, Josu&eacute; de Castro j&aacute; havia ocupado tal posto.</em></p>
<div>&nbsp;</div>
<div>Por Jos&eacute; Carlos Ruy*</div>
<div>&nbsp;</div>
<div style="text-align: right; "><em>&quot;Denunciei a fome como flagelo fabricado pelos homens, </em></div>
<div style="text-align: right; "><em>contra outros homens&quot;.</em></div>
<div style="text-align: right; ">Josu&eacute; de Castro (1908-1973)</div>
<div style="text-align: right; ">&nbsp;</div>
<div>A presen&ccedil;a do agr&ocirc;nomo brasileiro Jos&eacute; Graziano da Silva &agrave; frente da FAO (Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para Agricultura e Alimenta&ccedil;&atilde;o – em ingl&ecirc;s Food and Agriculture Organization) a partir do dia 1&ordm; de janeiro de 2012 tem um antecessor ilustre, cujas ideias e atividades precisam ser recordadas neste momento de refor&ccedil;o &agrave; luta contra a fome e de reconhecimento internacional das pol&iacute;ticas brasileiras adotadas desde 2003, ap&oacute;s a posse de Lula na presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica, e do importante papel desempenhado nelas pelo novo dirigente da FAO, eleito no &uacute;ltimo dia 26. E que recoloca a FAO na linha de vanguarda do combate &agrave; fome que aflige quase um bilh&atilde;o de seres humanos.</div>
<div>&nbsp;</div>
<div>Esse antecessor &eacute; o humanista e cientista Josu&eacute; de Castro que, na d&eacute;cada de 1950, foi o primeiro brasileiro a dirigir aquela ag&ecirc;ncia da ONU, levado a ela pelo pioneirismo de seu estudo, registrado no cl&aacute;ssico Geografia da Fome, que lhe valeu a cassa&ccedil;&atilde;o dos direitos pol&iacute;ticos pela ditadura militar de 1964 e o ex&iacute;lio na Fran&ccedil;a, onde morreu em 1973.</div>
<div>&nbsp;</div>
<div>Ap&oacute;s a ditadura militar a fome, como quest&atilde;o de pol&iacute;tica p&uacute;blica, foi relegada a um plano subalterno, condi&ccedil;&atilde;o acentuada na d&eacute;cada de 1990, sob Collor e Fernando Henrique Cardoso, s&oacute; voltando &agrave;s preocupa&ccedil;&otilde;es do governo brasileiro ap&oacute;s a elei&ccedil;&atilde;o de Lula, em 2002, e aos cuidados justamente de Jos&eacute; Graziano da Silva.&nbsp;</div>
<div>&nbsp;</div>
<div>Mas havia sido uma preocupa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica importante at&eacute; a primeira metade da d&eacute;cada de 1960, cuja express&atilde;o mais alta e definida ficou registrada na obra de Josu&eacute; de Castro, autor daquele cl&aacute;ssico publicado originalmente em 1946, e que foi traduzido em 25 idiomas.</div>
<div>&nbsp;</div>
<div>Josu&eacute; de Castro morreu no ex&iacute;lio em 24 de setembro de 1973, no limiar da velhice: tinha 65 anos. Desde a juventude dedicou-se ao problema em que se transformou autoridade mundial. Formado em medicina pela Universidade do Brasil, em 1929 (com 21 anos de idade), exerceu uma extensa lista de atividades, iniciada como professor de fisiologia na Faculdade de Medicina do Recife, em 1932, e conclu&iacute;da como professor de Geografia Humana da Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil (atual Universidade Federal do Rio de Janeiro), de 1940 a 1964.</div>
<div>&nbsp;</div>
<table width="480" border="0" align="center" cellpadding="1" cellspacing="5">
<tbody>
<tr>
<td><img width="300" height="250" alt="" src="https://www.anpg.org.br/userfiles/image/imagem/Personalidades/josuedecastro.jpg" /></td>
<td><img width="180" height="250" alt="" src="https://www.anpg.org.br/userfiles/image/imagem/Personalidades/josuedecastro3.jpg" /></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-size: x-small; ">Imagem do acampamento Josu&eacute; de Castro, do movimento por moradia, em Recife (PE).</span></td>
<td><span style="font-size: x-small; ">Josu&eacute; de Castro.</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div>&nbsp;</div>
<div>&nbsp;</div>
<div>Entre outras atividades, coordenou tamb&eacute;m, em 1933, o inqu&eacute;rito sobre as Condi&ccedil;&otilde;es de Vida das Classes Oper&aacute;rias do Recife (o primeiro feito no pa&iacute;s). Em 1936, foi membro da Comiss&atilde;o de Inqu&eacute;rito para Estudo da Alimenta&ccedil;&atilde;o do Povo Brasileiro, do governo federal; idealizou e dirigiu o Servi&ccedil;o Central de Alimenta&ccedil;&atilde;o, depois transformado no Servi&ccedil;o de Alimenta&ccedil;&atilde;o da Previd&ecirc;ncia Social (SAPS ), de 1939 a 1941</div>
<div>&nbsp;</div>
<div>Em 1947, representou o Brasil na &quot;Confer&ecirc;ncia de Alimenta&ccedil;&atilde;o e Agricultura das Na&ccedil;&otilde;es Unidas&quot;, da FAO. Sua interven&ccedil;&atilde;o teve tanta repercuss&atilde;o que foi indicado como membro do Comit&ecirc; Consultivo Permanente de Nutri&ccedil;&atilde;o, da FAO e, de 1952 a 1956, foi presidente dessa organiza&ccedil;&atilde;o da ONU. Em 1960, foi presidente do Comit&ecirc; Governamental da Campanha de Luta Contra a Fome, da ONU.</div>
<div>&nbsp;</div>
<div>No Brasil, foi deputado federal pelo PTB de Pernambuco, de 1954 a 1962 e, depois, embaixador do Brasil na ONU, em Genebra, 1962 a 1964. Estava nesse cargo quando o golpe militar de 1964 interrompeu a fr&aacute;gil democracia da Constitui&ccedil;&atilde;o de 1946; teve seus direitos pol&iacute;ticos cassados j&aacute; na primeira lista de punidos, divulgada em 9 de abril daquele ano. Tinha 56 anos de idade e sabia que j&aacute; n&atilde;o podia voltar ao Brasil. Exilou-se ent&atilde;o na Fran&ccedil;a, onde fundou e dirigiu o Centro Internacional para o Desenvolvimento (CID), e lecionou Geografia Humana na Universidade de Paris, at&eacute; 1973, quando morreu.</div>
<div>&nbsp;</div>
<div><strong>Estudo cient&iacute;fico da fome</strong></div>
<div>&nbsp;</div>
<table width="250" border="0" align="right" cellpadding="1" cellspacing="5">
<tbody>
<tr>
<td><img width="250" height="361" alt="" src="https://www.anpg.org.br/userfiles/image/imagem/Documentos/geografiadafome.jpg" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div>No ex&iacute;lio, n&atilde;o parou. A ditadura militar tentou apagar seu nome do horizonte pol&iacute;tico e intelectual brasileiro, mas o reconhecimento de sua atividade cient&iacute;fica, no exterior, foi crescente. Foi um pensador e cientista revolucion&aacute;rio – da&iacute; a intensa repercuss&atilde;o internacional e o prest&iacute;gio de sua obra, pioneira no estudo cient&iacute;fico da fome como um problema sobretudo social, como seu primeiro livro, O Problema da Alimenta&ccedil;&atilde;o no Brasil, de 1933, j&aacute; registrara. Ano e d&eacute;cada emblem&aacute;ticos, que viram surgir as obras de autores como Gilberto Freire, S&eacute;rgio Buarque de Holanda e Caio Prado Jr. Josu&eacute; de Castro revela preocupa&ccedil;&otilde;es semelhantes &agrave; deles, de aprofundar a vis&atilde;o da sociedade e do homem brasileiro. Elas amadureceram no cl&aacute;ssico Geografia da Fome, publicado em outro ano emblem&aacute;tico, 1946, quando o Brasil vivia intensamente outra esquina de sua hist&oacute;ria.</div>
<div>&nbsp;</div>
<div>Josu&eacute; de Castro n&atilde;o era marxista, e seu diagn&oacute;stico da fome como problema social decorre do profundo humanismo daqueles brasileiros que, nas d&eacute;cadas de 1930 a 1960, geraram explica&ccedil;&otilde;es criativas e inovadoras para os problemas do pa&iacute;s, enfatizando a necessidade de consolidar a democracia atrav&eacute;s de reformas profundas cujo resultado seria a reconcilia&ccedil;&atilde;o da na&ccedil;&atilde;o com seu pr&oacute;prio povo, defendendo um desenvolvimento aut&ocirc;nomo que eliminasse privil&eacute;gios elitistas sobreviventes do passado colonial e fortalecesse a independ&ecirc;ncia e a soberania de nosso pa&iacute;s. Nesse sentido, mais que revolucion&aacute;rio, o pensamento de Josu&eacute; de Castro foi subversivo.</div>
<div>&nbsp;</div>
<div><strong>Sil&ecirc;ncio premeditado</strong></div>
<div>&nbsp;</div>
<div>&quot;Quais s&atilde;o os fatores ocultos desta verdadeira conspira&ccedil;&atilde;o de sil&ecirc;ncio em torno da fome?&quot;, perguntou em Geografia da Fome. E respondeu: &quot;Trata-se de um sil&ecirc;ncio premeditado pela pr&oacute;pria alma da cultura: foram os interesses e os preconceitos de ordem moral e de ordem pol&iacute;tica e econ&ocirc;mica de nossa chamada civiliza&ccedil;&atilde;o ocidental que tomaram a fome um tema proibido&quot;.&nbsp;</div>
<div>&nbsp;</div>
<div>Ele tinha uma vis&atilde;o aguda sobre a quest&atilde;o: &quot;Ao lado dos preconceitos morais, os interesses econ&ocirc;micos das minorias dominantes tamb&eacute;m trabalhavam para escamotear o fen&ocirc;meno da fome do panorama espiritual moderno&quot;.</div>
<div>&nbsp;</div>
<div>Josu&eacute; de Castro colocava no centro da an&aacute;lise o problema, ainda atual, da depend&ecirc;ncia externa: &quot;&Eacute; que ao imperialismo econ&ocirc;mico e ao com&eacute;rcio internacional a servi&ccedil;o do mesmo interessava que a produ&ccedil;&atilde;o, a distribui&ccedil;&atilde;o e o consumo dos produtos alimentares continuassem a se processar indefinidamente como fen&ocirc;menos exclusivamente econ&ocirc;micos – dirigidos e estimulados dentro de seus interesses econ&ocirc;micos – e n&atilde;o como fatos intimamente ligados aos interesses da sa&uacute;de p&uacute;blica&quot;.</div>
<div>&nbsp;</div>
<div>O monop&oacute;lio da posse da terra e as rela&ccedil;&otilde;es de domina&ccedil;&atilde;o decorrentes que, empregando o jarg&atilde;o da &eacute;poca, Josu&eacute; de Castro identificava como &quot;feudais&quot;, tamb&eacute;m compunham sua explica&ccedil;&atilde;o para o problema da fome.&nbsp;</div>
<div>&nbsp;</div>
<div>Nenhum outro fator &quot;&eacute; mais negativo para a situa&ccedil;&atilde;o de abastecimento alimentar do pa&iacute;s do que a sua estrutura agr&aacute;ria feudal, com um regime inadequado de propriedade, com rela&ccedil;&otilde;es de trabalho socialmente superadas e com a n&atilde;o utiliza&ccedil;&atilde;o da riqueza potencial dos solos&quot;.&nbsp;</div>
<div>&nbsp;</div>
<div>Isto &eacute;, ele via a reforma agr&aacute;ria como &quot;uma necessidade hist&oacute;rica nesta hora de transforma&ccedil;&atilde;o social que atravessamos como um imperativo nacional&quot;. Isto em 1946, h&aacute; mais de sessenta anos. &quot;Do latif&uacute;ndio decorre tamb&eacute;m a exist&ecirc;ncia das grandes massas dos sem-terra, dos que trabalham na terra alheia, como assalariados ou como servos explorados por esta engrenagem econ&ocirc;mica de tipo feudal&quot;, escreveu. &quot;Por sua vez, o minif&uacute;ndio significa a explora&ccedil;&atilde;o antiecon&ocirc;mica da terra, a mis&eacute;ria cr&ocirc;nica das culturas de subsist&ecirc;ncia que n&atilde;o d&atilde;o para matar a fome da fam&iacute;lia.&quot;</div>
<div>&nbsp;</div>
<div><strong>A fome &eacute; um assunto pol&iacute;tico</strong></div>
<div>&nbsp;</div>
<div>Castro combatia os argumentos de que a fome &eacute; um fen&ocirc;meno natural, fruto da superpopula&ccedil;&atilde;o ou da produ&ccedil;&atilde;o insuficiente de alimentos, que servem para os privilegiados culparem as pr&oacute;prias v&iacute;timas pelos males que sofrem. &quot;A fome n&atilde;o &eacute; um produto da superpopula&ccedil;&atilde;o&quot;, mas &quot;j&aacute; existia em massa antes do fen&ocirc;meno da explos&atilde;o demogr&aacute;fica do ap&oacute;s-guerra&quot;, escreveu num artigo de 1968. Realidade cruel que oprimia (e continua oprimindo) os povos dos pa&iacute;ses pobres, ela &quot;era escamoteada, era abafada, era escondida. N&atilde;o se falava do assunto que era vergonhoso: a fome era tabu.&quot;</div>
<div>&nbsp;</div>
<div>E demolia aquelas teses: &quot;Querer justificar a fome do mundo como um fen&ocirc;meno natural e inevit&aacute;vel n&atilde;o passa de uma t&eacute;cnica de mistifica&ccedil;&atilde;o para ocultar as suas verdadeiras causas que foram, no passado, o tipo de explora&ccedil;&atilde;o colonial imposto &agrave; maioria dos povos do mundo, e, no presente, o neocolonialismo econ&ocirc;mico a que est&atilde;o submetidos os pa&iacute;ses de economia prim&aacute;ria, dependentes, subdesenvolvidos, que s&atilde;o tamb&eacute;m pa&iacute;ses de fome&quot;.&nbsp;</div>
<div>&nbsp;</div>
<div>Antimalthusianamente, n&atilde;o aceitava que a fome fosse &quot;apenas um problema de produ&ccedil;&atilde;o insuficiente de alimentos&quot;. Os alimentos existem, dizia, mas havia fome porque o poder de compra da popula&ccedil;&atilde;o era insuficiente para adquirir os alimentos necess&aacute;rios.</div>
<div>&nbsp;</div>
<div>Para Josu&eacute; de Castro, a fome n&atilde;o podia ser reduzida a um assunto acad&ecirc;mico, parte do card&aacute;pio das universidades. No livro Homens e Caranguejos, publicado em 1966, em Portugal, recordou que &quot;n&atilde;o foi na Sorbonne, nem em qualquer outra universidade s&aacute;bia que travei conhecimento com o fen&ocirc;meno da fome&quot;, mas &quot;nos mangues do Capiberibe, nos bairros miser&aacute;veis do Recife – Afogados, Pina, Santo Amaro, Ilha do Leite. Esta foi a minha Sorbonne&quot;. Era um assunto pol&iacute;tico, e cabia aos governos progressistas intervirem para resolv&ecirc;-lo.</div>
<div>&nbsp;</div>
<div>Nesta &eacute;poca em que os brasileiros redescobrem a fome como um problema nacional, &eacute; preciso redescobrir tamb&eacute;m Josu&eacute; de Castro para demolir mitos que ele j&aacute; havia enfrentado, mas persistem. E reconhecer, como ele ensinou, que esse drama tem causas mais profundas, decorrentes da uma estrutura social deformada pela persist&ecirc;ncia de privil&eacute;gios seculares e de uma depend&ecirc;ncia externa que ainda est&aacute; longe de ser superada.</div>
<div>&nbsp;</div>
<div><strong>Algumas obras de Josu&eacute; de Castro</strong></div>
<div>&nbsp;</div>
<ul>
<li>O Problema da Alimenta&ccedil;&atilde;o no Brasil. S&atilde;o Paulo, Cia Editora Nacional, 1933&nbsp;</li>
<li>Condi&ccedil;&otilde;es de Vida das Classes Oper&aacute;rias do Recife. Recife, Depto. de Sa&uacute;de P&uacute;blica, 1935</li>
<li>Geografia da Fome. Rio de Janeiro, Ed. O Cruzeiro, 1946.</li>
<li>Geopol&iacute;tica da Fome. Rio de Janeiro, Casa do Estudante do Brasil, 1951</li>
<li>Homens e Caranguejos. Porto, 1967</li>
<li>&quot;A explos&atilde;o demogr&aacute;fica e a fome no mundo&quot;. In revista Civilit&agrave; delle Machine, It&aacute;lia, 1968 (reproduzido no livro Fome, tema proibido – &uacute;ltimos escritos de Josu&eacute; de Castro. Castro, Anna Maria de (org), Rio de Janeiro, Vozes, 1984)</li>
</ul>
<table width="50" border="0" align="left" cellpadding="1" cellspacing="5">
<tbody>
<tr>
<td><img width="50" height="50" alt="" src="https://www.anpg.org.br/userfiles/image/imagem/ruy2.jpg" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong><br />
* Jos&eacute; Carlos Ruy </strong><em>&eacute; jornalista e historiador. &Eacute; editor do jornal Classe Oper&aacute;ria, da equipe do portal Vermelho e da Comiss&atilde;o Editorial da revista Princ&iacute;pios.</em></p>
<p>&nbsp;</p>

<p><em>Conv&ecirc;nio vai investir R$ 5,9 milh&otilde;es, em sete editais, ainda em 2011. Todos os recursos dever&atilde;o ser utilizados em editais at&eacute; 2015.</em><br />
<br />
At&eacute; o final deste ano, a Funda&ccedil;&atilde;o Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico (Funcap) e a Coordena&ccedil;&atilde;o de Aperfei&ccedil;oamento de N&iacute;vel Superior (Capes) devem investir cerca de R$ 5,9 milh&otilde;es em sete editais de fomento &agrave; pesquisa cient&iacute;fica. Esses recursos – R$ 1,4 milh&atilde;o da Funcap e R$ 4,5 milh&otilde;es da Capes – s&atilde;o oriundos de parceria firmada entre as duas institui&ccedil;&otilde;es ainda no ano passado, que prev&ecirc;, ao todo, R$ 27 milh&otilde;es para o desenvolvimento de ci&ecirc;ncia, tecnologia e inova&ccedil;&atilde;o at&eacute; 2015.<br />
<br />
Dois dos editais que fazem parte do conv&ecirc;nio cient&iacute;fico, Apoio a Projetos de Mestrado e Doutorado Interinstitucionais – Minter/Dinter e Programa de Coopera&ccedil;&atilde;o Internacional, foram lan&ccedil;ados j&aacute; no in&iacute;cio deste m&ecirc;s. Ainda em 2010, a Funcap iniciou a execu&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s das metas previstas na parceria, totalizando R$1.352.500 investidos.<br />
<br />
O acordo vem ao encontro das prioridades fixadas pelo Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o (MEC) e pela Capes desde 2003 para o fortalecimento da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s, atrav&eacute;s da descentraliza&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es e da agrega&ccedil;&atilde;o de recursos adicionais para melhorar a qualidade da forma&ccedil;&atilde;o de mestres e doutores.<br />
<br />
As duas ag&ecirc;ncias visam, com o estabelecimento da parceria, promover a&ccedil;&otilde;es de qualifica&ccedil;&atilde;o docente, de atra&ccedil;&atilde;o e fixa&ccedil;&atilde;o de novos pesquisadores, de cria&ccedil;&atilde;o de novos cursos de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o, de est&iacute;mulo &agrave; coopera&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica e de amplia&ccedil;&atilde;o da infra-estrutura de pesquisa. Entre os objetivos dos investimentos nos programas de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o est&atilde;o o fortalecimento das bases cient&iacute;fica, tecnol&oacute;gica e de inova&ccedil;&atilde;o no Estado, a forma&ccedil;&atilde;o de docentes para todos os n&iacute;veis de ensino e o estabelecimento de quadros para mercados n&atilde;o acad&ecirc;micos.<br />
<br />
Os pr&oacute;ximos editais a serem lan&ccedil;ados s&atilde;o para &Aacute;reas Estrat&eacute;gicas, com foco para &aacute;reas afins a Projetos Estruturantes do Estado, e o Edital do Est&iacute;mulo &agrave; P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o destinado a prover recursos de custeio &agrave;s p&oacute;s-gradua&ccedil;&otilde;es que possuem um plano estrat&eacute;gico para incremento de suas qualidades.<br />
<br />
(Ascom da Funcap)</p>

<p>At&eacute; bem recentemente e, mesmo hoje, o acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica tem se realizado por interm&eacute;dio das bibliotecas de universidades ou de institutos de pesquisa, ou por interm&eacute;dio de portais de peri&oacute;dicos, os quais mant&ecirc;m assinaturas de algumas revistas cient&iacute;ficas. No entanto, com a crise dos peri&oacute;dicos as bibliotecas passaram a ter dificuldade para manter as assinaturas de suas cole&ccedil;&otilde;es de peri&oacute;dicos cient&iacute;ficos devido aos altos custos.<br />
<br />
A informa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica &eacute; crucial para o desenvolvimento das pesquisas cient&iacute;ficas. N&atilde;o se pode esquecer que o desenvolvimento de pesquisas cient&iacute;ficas &eacute;, tamb&eacute;m, respons&aacute;vel pela gera&ccedil;&atilde;o de novas informa&ccedil;&otilde;es. Uma das vertentes da informa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica s&atilde;o os artigos cient&iacute;ficos que s&atilde;o publicados em revistas com revis&atilde;o por pares, denominadas popularmente de revistas cient&iacute;ficas. Os artigos cient&iacute;ficos s&atilde;o portadores de resultados de pesquisas. Trata-se do principal mecanismo utilizado por pesquisadores para divulgar e certificar os resultados de suas pesquisas.<br />
<br />
No in&iacute;cio deste mil&ecirc;nio, pesquisadores de diversas partes do globo terrestre, preocupados com essas dificuldades, promoveram f&oacute;runs de discuss&atilde;o que resultaram nas declara&ccedil;&otilde;es de Budapest (BOAI), Declara&ccedil;&atilde;o de Bethesda e Declara&ccedil;&atilde;o de Berlim e deram partida ao movimento Open Access (OA).<br />
<br />
Em seguida, diversas iniciativas aderentes &agrave;s estrat&eacute;gias preconizadas pelo OA (via doutrada e via verde) foram desenvolvidas, tais como: projeto DRIVER, PubMed Central, BASE, HAL,Scirus, RCAAP etc.<br />
<br />
Assim, em resposta &agrave; crise dos peri&oacute;dicos, verificou-se duas solu&ccedil;&otilde;es: 1) a constru&ccedil;&atilde;o dos portais de peri&oacute;dicos cient&iacute;ficos; 2) as iniciativas propostas pelo movimento OA (maiores informa&ccedil;&otilde;es sobre essas iniciativas podem ser vistas em meu blog http://www.kuramoto.blog.br/). A primeira solu&ccedil;&atilde;o &eacute; cara e mant&eacute;m o status quo,&nbsp; contribuindo para dar lucros extraordin&aacute;rios &agrave;s editoras cient&iacute;ficas, enquanto a segunda solu&ccedil;&atilde;o apresenta inova&ccedil;&otilde;es de baixo custo e introduz importante mudan&ccedil;a no sistema de comunica&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. Vejam-na em meu blog.<br />
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O governo brasileiro criou e mant&eacute;m o Portal de Peri&oacute;dicos da Capes, que fornece o acesso &agrave;s principais revistas utilizadas pelas universidades e institutos de pesquisa. Alguns pa&iacute;ses adotaram solu&ccedil;&atilde;o parecida, os quais s&atilde;o mantidos por seus governos ou por funda&ccedil;&otilde;es especializadas nesse tipo de neg&oacute;cio. Em muitos pa&iacute;ses, s&atilde;o as pr&oacute;prias universidades que arcam com os custos desses portais. E, obviamente, elas n&atilde;o conseguem fornecer acesso a todos os peri&oacute;dicos cient&iacute;ficos existentes.<br />
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No entanto, independentemente de adotar ou n&atilde;o a solu&ccedil;&atilde;o de portais de peri&oacute;dicos, a maioria dos pa&iacute;ses desenvolvidos vem apostando nas iniciativas do OA. Isto pode ser visto no s&iacute;tio ROARMAP e em um artigo de minha autoria, publicado no Jornal da Ci&ecirc;ncia em sua vers&atilde;o impressa do dia 15 de abril deste ano, no qual mostro que 81% dos mandatos OA s&atilde;o registrados por institui&ccedil;&otilde;es provenientes da Am&eacute;rica do Norte e da Europa. A Am&eacute;rica do Sul participa com 2% dos mandatos e a &Aacute;frica do Sul com 1%. Entre os pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina: a Col&ocirc;mbia registrou 4 mandatos, a Bol&iacute;via 1, o Peru 1, a Venezuela 1 e o Brasil, 1. Este &uacute;nico mandato registrado pelo Brasil acabou de ser arquivado pela C&acirc;mara dos Deputados. Entre os pa&iacute;ses que comp&otilde;em o BRIC, h&aacute; um total de 19 mandatos, assim distribu&iacute;dos: Brasil 1 (aquele mesmo que foi arquivado pela C&acirc;mara dos Deputados), a R&uacute;ssia 3, a &Iacute;ndia 8 e a China 7.<br />
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O objetivo das iniciativas OA &eacute; tornar livremente acess&iacute;vel os cerca de 2,5 milh&otilde;es de artigos que s&atilde;o publicados, anualmente, em aproximadamente 28 mil t&iacute;tulos de revistas cient&iacute;ficas.<br />
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A solu&ccedil;&atilde;o proposta pela via verde constitui uma estrat&eacute;gia muito inteligente, pois, muito mais que simplesmente promover o acesso livre de custos &agrave; informa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, ela promove maior visibilidade da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica de quem a adotou. Outro aspecto importante a se observar &eacute; que, as universidades, que aderiram a essa estrat&eacute;gia, estabeleceram pol&iacute;ticas de acesso livre e contam com a participa&ccedil;&atilde;o ativa dos pesquisadores no dep&oacute;sito da sua produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. Verifica-se, principalmente, um m&uacute;tuo esfor&ccedil;o entre universidade e seus pesquisadores. Os pesquisadores sabem que ter&atilde;o maior visibilidade, uso e impacto nas suas pesquisas. Enquanto isto, as universidades percebem um certo ganho de competitividade em consequ&ecirc;ncia do seu posicionamento em rankings internacionais como o Ranking Web of World Universities.<br />
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Por outro lado, quem n&atilde;o adotou tais iniciativas, certamente, n&atilde;o deixar&aacute; de se beneficiar do acesso livre de custos &agrave; produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica das institui&ccedil;&otilde;es que aderiram &agrave;s citadas iniciativas, por&eacute;m, n&atilde;o ter&aacute; como promover ou maximizar a visibilidade de sua produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. &Eacute; evidente, se uma institui&ccedil;&atilde;o n&atilde;o implantou o seu reposit&oacute;rio institucional e n&atilde;o estabeleceu nenhuma pol&iacute;tica de acesso livre, certamente, esta institui&ccedil;&atilde;o n&atilde;o promoveu o registro e a dissemina&ccedil;&atilde;o da sua produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica.<br />
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A conclus&atilde;o que se chega &eacute; que a ado&ccedil;&atilde;o das iniciativas Open Access &eacute; uma quest&atilde;o de escolha entre: 1) ter acesso apenas &agrave;s revistas cient&iacute;ficas assinadas pelas universidades ou por seus governos sem valorizar os resultados de suas pesquisas; ou 2) ter acesso livre &agrave; informa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e promover a maximiza&ccedil;&atilde;o da visibilidade, uso e impacto de suas pesquisas. Trata-se de um excelente tema para reflex&atilde;o e debate da nossa comunidade cient&iacute;fica e decidir: aderir ou n&atilde;o &agrave;s iniciativas preconizadas pelo OA? Eis a quest&atilde;o.<br />
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Afinal, n&atilde;o basta apenas investir em pesquisas cient&iacute;ficas, mas principalmente, valoriz&aacute;-las por interm&eacute;dio de mecanismos que possam ampliar a divulga&ccedil;&atilde;o dos seus resultados.<br />
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No s&eacute;culo passado, esse mecanismo era basicamente a publica&ccedil;&atilde;o dos resultados em revistas cient&iacute;ficas. A partir da publica&ccedil;&atilde;o em revistas cient&iacute;ficas, essas eram distribu&iacute;das aos assinantes e indexadas por servi&ccedil;os internacionais de indexa&ccedil;&atilde;o e determina&ccedil;&atilde;o dos fatores de impacto. Este &eacute; o status quo no Brasil e na maioria dos pa&iacute;ses em desenvolvimento.<br />
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Gra&ccedil;as ao movimento OA, o sistema de comunica&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica foi alterado pela inser&ccedil;&atilde;o de mecanismos de amplia&ccedil;&atilde;o da divulga&ccedil;&atilde;o desses artigos: os reposit&oacute;rios institucionais. Revendo, o que foi mencionado, poder-se-ia reformular a quest&atilde;o – o OA: uma quest&atilde;o de escolha entre fazer ci&ecirc;ncia utilizando apenas mecanismos do s&eacute;culo passado; ou fazer ci&ecirc;ncia utilizando mecanismos inovadores, proporcionados pelas tecnologias da informa&ccedil;&atilde;o e iniciativas preconizadas pelo OA.<br />
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Concluindo, aqueles objetivos formulados para o OA, mais do que promover o acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o cientifica, eles promovem os resultados das pesquisas, dando-lhes maior visibilidade, uso e impacto. Assim, cabe aos pa&iacute;ses em desenvolvimento optar entre pagar para ver e ler ou participar dessa grande infraestrutura de acesso livre que est&aacute; em constru&ccedil;&atilde;o e se beneficiar dos seus resultados.<br />
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*H&eacute;lio Kuramoto &eacute; pesquisador do MCT/Ibict</p>
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<p>(Via Jornal da Ci&ecirc;ncia)</p>

<p>O Instituto de Pesquisas Energ&eacute;ticas e Nucleares (Ipen) sedia, nos dias 17 e 18 de agosto, em S&atilde;o Paulo, o 2&ordm; F&oacute;rum da Qualidade em Institui&ccedil;&otilde;es de Pesquisa.<br />
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At&eacute; 17 de julho a inscri&ccedil;&atilde;o pode ser feita com desconto.&nbsp; O prazo para envio de resumos &eacute; quinta-feira (30). O objetivo do encontro &eacute; trocar experi&ecirc;ncias sobre qualidade que permitam aumentar a satisfa&ccedil;&atilde;o e confian&ccedil;a do cliente, aumentar a produtividade e reduzir custos internos, possibilitando a melhoria cont&iacute;nua.<br />
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Entre os temas a serem debatidos no evento est&atilde;o documenta&ccedil;&atilde;o, ferramentas para solu&ccedil;&atilde;o de problemas, gest&atilde;o de equipamentos, valida&ccedil;&atilde;o de m&eacute;todos, res&iacute;duos, requisitos b&aacute;sicos para implanta&ccedil;&atilde;o de sistema da qualidade, biosseguran&ccedil;a, &eacute;tica e certifica&ccedil;&atilde;o.<br />
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O f&oacute;rum tem como p&uacute;blico-alvo gestores e colaboradores de pesquisa, gerentes de qualidade, pesquisadores, estudantes, consultores e interessados em gest&atilde;o de qualidade, acredita&ccedil;&atilde;o e certifica&ccedil;&atilde;o. &Eacute; uma realiza&ccedil;&atilde;o em conjunto de v&aacute;rias institui&ccedil;&otilde;es em S&atilde;o Paulo: Ag&ecirc;ncia Paulista de Tecnologia dos Agroneg&oacute;cios, Instituto Agron&ocirc;mico, Instituto Biol&oacute;gico, Instituto de Economia Agr&iacute;cola, Instituto de Tecnologia de Alimentos, Instituto de Pesca, Instituto Pasteur, Instituto Adolfo Lutz, Coordenadoria de Controle de Doen&ccedil;as da Secretaria de Sa&uacute;de do Estado de S&atilde;o Paulo, Instituto Butantan e Instituto de Pesquisas Energ&eacute;ticas e Nucleares.<br />
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A inscri&ccedil;&atilde;o pode ser feita pelo site <a href="http://www.fundepag.br">www.fundepag.br</a>. No mesmo endere&ccedil;o, os temas para os quais o f&oacute;rum aceita trabalhos e detalhes para envio dos resumos. Todos os trabalhos ser&atilde;o apresentados na forma de p&ocirc;steres e haver&aacute; sorteio de uma viagem para um pa&iacute;s da Am&eacute;rica do Sul entre os trabalhos inscritos e aceitos.<br />
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At&eacute; 17 de julho estudantes pagam R$ 50 e profissionais, R$ 100. Ap&oacute;s essa data, os valores passam a ser respectivamente R$ 70 e R$ 140. Outras informa&ccedil;&otilde;es pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (11) 3133-9031/ 9024 (Ipen) e (11) 3145-3152 (Instituto Pasteur).<br />
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(Ascom do Ipen)</p>

<p>Ap&oacute;s ataques cibern&eacute;ticos a portais do governo federal, o ministro de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, Aloizio Mercadante, disse ontem que pretende chamar hackers para elaborar ferramentas que deem mais transpar&ecirc;ncia &agrave; gest&atilde;o de sua pasta.<br />
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O ministro disse querer tornar p&uacute;blicas informa&ccedil;&otilde;es como &quot;gastos, decis&otilde;es e fluxos&quot; e que, para tanto, pretende chamar &quot;jovens talentosos e criativos&quot; para contribuir com o minist&eacute;rio. &quot;Quero chamar os hackers para ajudar a construir os indicadores e a forma de transpar&ecirc;ncia, pra abrir as informa&ccedil;&otilde;es. Quero fazer do minist&eacute;rio uma refer&ecirc;ncia do ponto de vista de acesso e de transpar&ecirc;ncia nas informa&ccedil;&otilde;es&quot;, afirmou ap&oacute;s encontro com empres&aacute;rios em S&atilde;o Paulo.<br />
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O ministro disse tamb&eacute;m que vai pedir a colabora&ccedil;&atilde;o dos hackers para o desenvolvimento de novos sites que sua pasta deve lan&ccedil;ar em breve. &quot;Estamos modernizando nossos portais e eu queria apresentar para eles opinarem, discutirem, criticarem. Eles s&atilde;o jovens talentosos que mudam a tecnologia o tempo inteiro e com os quais n&oacute;s temos que dialogar.&quot;<br />
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Mercadante afirmou ainda que pretende promover na Ci&ecirc;ncia e Tecnologia um Hacker&quot;&quot;s Day, evento em que cyberativistas poder&atilde;o desenvolver aplicativos e outras ferramentas que contribuam para uma maior transpar&ecirc;ncia da pasta – h&aacute; grupos organizados da sociedade civil que promovem Hacker&quot;s Days, mas o tema quase n&atilde;o existe nas esferas governamentais.<br />
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O ministro procurou diferenciar os hackers dos &quot;crackers&quot;, pessoas que corrompem sistemas de seguran&ccedil;a na internet de forma ilegal. Ele atribuiu a esses &uacute;ltimos os recentes ataques aos sistemas do governo.<br />
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&quot;Os crackers fazem esse tipo de ataque pra ter uma mensagem pol&iacute;tica ou pelo prazer do desafio. De qualquer forma eles fazem parte da sociedade e est&atilde;o presentes. N&oacute;s temos que saber nos proteger&quot;, disse o ministro.<br />
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<strong>Dano -</strong> Mercadante classificou com &quot;muito pequeno&quot; o dano provocado pelas invas&otilde;es cibern&eacute;ticas e afirmou que at&eacute; agora nenhuma informa&ccedil;&atilde;o governamental relevante veio a p&uacute;blico. &quot;Mas &eacute; uma experi&ecirc;ncia importante pra mostrar que temos que investir e nos preparar para ter uma estrutura de defesa mais articulada, mais eficiente.&quot;<br />
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&nbsp;O ministro disse ainda que as For&ccedil;as Armadas e a Pol&iacute;cia Federal est&atilde;o mobilizadas, junto com t&eacute;cnicos de outras &aacute;reas do governo, para ajudar a construir uma defesa virtual eficiente. Mercadante defendeu o estudo de uma legisla&ccedil;&atilde;o para crimes cometidos na rede, mas afirmou que ela n&atilde;o pode restringir a liberdade na web.<br />
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&nbsp;&quot;Voc&ecirc; n&atilde;o pode agredir a ess&ecirc;ncia da internet, que &eacute; a liberdade. A internet &eacute; o que &eacute; porque ela &eacute; livre. E a pretexto da seguran&ccedil;a n&atilde;o podemos acabar com a liberdade. Primeiro porque &eacute; ineficiente tentar restringir. Segundo porque &eacute; equivocado&quot;, disse o ministro.<br />
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(O Estado de S. Paulo)</p>

Foi prorrogado até 30 de junho o prazo de inscrição online em minicurso da 63ª Reunião Anual da SBPC, que acontece de 10 a 15 de julho, na Universidade Federal de Goiás (UFG), em Goiânia (GO). Para fazer inscrição, é só acessar o módulo de inscritos em http://www.sbpcnet.org.br/reunioes/goiania/inscritos/.  No total, serão ministrados 87 minicursos, cujos temas são de interesse tanto de estudantes de graduação e pós-graduação como de professores da rede pública de ensino básico e técnico. As vagas são limitadas.

A cada ano, a Reunião Anual da SBPC é realizada em um estado brasileiro diferente, sempre em uma universidade. O evento reúne milhares de pessoas, entre cientistas, professores e estudantes de todos os níveis, profissionais liberais e demais interessados. Em todas as edições, o público circulante tem sido superior a 10 mil pessoas.

 

Comemoração dos 25 anos de ANPG

Fundada em 12 de julho de 1986, a ANPG fará um ato de comemoração dos seus 25 anos durante a reunião anual da SBPC, no dia 14 de julho (quinta-feira). No evento, a Associação organiza também o 13° Encontro Nacional de Jovens Cientistas, que reúne estudantes do ensino médio, graduação e pós-graduação. A reunião anual também conta com uma solenidade de comemoração dos 60 anos da Capes e do CNPq.

Mais informações: http://www.sbpcnet.org.br/goiania

 

(Da redação e Ascom SBPC)

<p>A Funda&ccedil;&atilde;o de Amparo &agrave; Ci&ecirc;ncia e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe) e o Massachusetts Institute of Technology (MIT), dos Estados Unidos, divulgaram o Edital Facepe 07/2011 &ndash; Coopera&ccedil;&atilde;o Internacional Facepe/MIT, que objetiva financiar projetos de pesquisa cient&iacute;fica, tecnol&oacute;gica e de inova&ccedil;&atilde;o em coopera&ccedil;&atilde;o entre pesquisadores vinculados a institui&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas e tecnol&oacute;gicas situadas em Pernambuco e pesquisadores do MIT em todas as &aacute;reas das ci&ecirc;ncias. O edital est&aacute; dispon&iacute;vel no site da Facepe, devendo as propostas serem apresentadas eletronicamente at&eacute; o dia 19 de setembro deste ano. Os resultados ser&atilde;o divulgados a partir do dia 9 de dezembro deste ano.</p>
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Poder&atilde;o apresentar propostas pesquisadores doutores vinculados a institui&ccedil;&otilde;es de car&aacute;ter educativo, cient&iacute;fico ou tecnol&oacute;gico, p&uacute;blicas ou privadas sem fins lucrativos (institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior, p&uacute;blicas ou privadas sem fins lucrativos; institutos e centros de pesquisa e desenvolvimento, p&uacute;blicos ou privados sem fins lucrativos; e empresas p&uacute;blicas que executem atividades de pesquisa cient&iacute;fica, tecnol&oacute;gica e de inova&ccedil;&atilde;o), situados no Estado de Pernambuco. O v&iacute;nculo do proponente com a institui&ccedil;&atilde;o executora poder&aacute; ser empregat&iacute;cio/funcional. O proponente ser&aacute;, necessariamente, o coordenador do projeto.<br />
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O conjunto de propostas aprovadas ser&atilde;o financiadas com recursos no valor global estimado de R$ 300 mil. Cada proposta poder&aacute; solicitar &agrave; Facepe recursos de at&eacute; R$ 50 mil. Em cada proposta aprovada, recursos adicionais em montante similar ao aportado pela Facepe para a equipe pernambucana ser&atilde;o providos para a equipe norte-americana pelo MIT, por meio do MIT International Science and Technology Initiatives (MISTI). As propostas a serem apoiadas pelo presente edital dever&atilde;o ter o prazo m&aacute;ximo de execu&ccedil;&atilde;o de 24 meses.<br />
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Ser&atilde;o financiados pela Facepe passagens a&eacute;reas Brasil-EUA-Brasil, adquiridas na classe econ&ocirc;mica e tarifa promocional, para miss&otilde;es de estudo, de pesquisa e de doc&ecirc;ncia, de curta dura&ccedil;&atilde;o, em benef&iacute;cio dos pesquisadores e estudantes integrantes da equipe brasileira, no valor m&aacute;ximo de R$ 4 mil, cada passagem; e di&aacute;rias nos EUA para miss&otilde;es de estudo, pesquisa e doc&ecirc;ncia de curta dura&ccedil;&atilde;o, pag&aacute;veis aos integrantes da equipe brasileira, de acordo com a tabela vigente da Facepe; e seguro-sa&uacute;de no valor de R$ 150. Os itens financi&aacute;veis com recursos do MIT ser&atilde;o aqueles permitidos nas instru&ccedil;&otilde;es do programa MITBrazil Seed Fund, que &eacute; parte dos MISTI Global Seed Funds.<br />
<br />
<strong>Mais informa&ccedil;&otilde;es</strong><br />
Facepe (81) 3181.4617 – [email protected]</p>
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<p>Veja mais <a href="https://www.anpg.org.br/oportunidades.php">oportunidades</a>!</p>

Os recursos são oriundos do orçamento do CNPq e do FNDCT/Fundos Setoriais para apoiar projetos em todas as áreas do conhecimento que contribuam significativamente para o desenvolvimento científico e tecnológico do país. Os interessados têm até o dia 8 de Agosto para enviar as propostas exclusivamente via Internet, por intermédio do Formulário de Propostas Online , disponível na Plataforma Carlos Chagas ( http://carloschagas.cnpq.br/ ).

Parcela mínima de 30% dos recursos será destinada a projetos coordenados por pesquisadores vinculados a instituições sediadas nas regiões Norte, Nordeste ou Centro-Oeste incentivando a expansão e a consolidação do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. O proponente deve ter título de doutor, currículo cadastrado na Plataforma Lattes e vínculo formal com a instituição. A divulgação dos resultados no Diário Oficial da União e na página do CNPq, bem como o início das contratações, estão previstos para novembro deste ano.

Segundo a gestora Claudia Queiroz Gorgati, a Chamada do Universal já se consolidou como uma das principais ações do CNPq pela periodicidade e alcance, estando voltada essencialmente ao financiamento de projetos de pesquisa científica, tecnológica e/ou inovação em várias faixas de financiamento. “Busca-se assim, manter as atividades de pesquisa básica e avançada nas mais diversas área do conhecimento científico e tecnológico, apoiando atividades de pesquisadores e de grupos de pesquisa,  mantendo o atendimento tradicional do CNPq à demanda espontânea”.

Faixas de Financiamento

Os recursos serão distribuídos em três faixas de financiamento. A Faixa A receberá projetos de até R$ 20 mil; Faixa B, para propostas acima de R$ 20 mil e abaixo de R$ 50 mil; e Faixa C, para projetos de R$ 50 mil a R$ 150 mil. A criação de faixas para financiamento das propostas ocorre desde 2007. A intenção é possibilitar o apoio a pesquisadores mais jovens que não precisam concorrer com os grupos consolidados, que tendem a solicitar recursos na maior faixa. As propostas a serem apoiadas pela presente Chamada deverão ter seu prazo máximo de execução estabelecido em 2 anos.

Confira o edital em: http://www.cnpq.br/editais/ct/2011/universal.htm

 

(Ascom MCT)