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Para Marcelo Hermes, do Departamento de Biologia Celular da Universidade de Brasília, daqui a quinze anos o país não terá capacidade de fazer ciência de ponta "porque toda a geração se aposentou e os atuais não foram formados adequadamente"

No último dia 10, o Centro de Gestão de Estudos Estratégicos (CGEE), ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, apresentou um estudo que concluiu, dentre outros, uma taxa média de 11,9% de crescimento ao ano do número de doutores no país. Para falar da expansão da pós-graduação no Brasil, a Associação de Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB) entrevistou o professor do Departamento de Biologia Celular, Marcelo Hermes.

Confira a seguir:

O estudo do CGEE mostrou que entre 1996 e 2008 o número de doutores titulados no Brasil cresceu 278%. O que o senhor acha da expansão da pós-graduação no país?

A minha visão é contrária à expansão da pós-graduação, especialmente do doutorado. A maioria das pessoas acreditam que o crescimento no Brasil – e na UnB também – é positivo. A taxa de aumento, alguns anos atrás, chegou a variar entre 10% e 20%, um crescimento chinês. E todo mundo comemora isso, exceto alguns poucos. Eu acho que é um crescimento exagerado. Aliás, responder isso agora ficou mais fácil, desde que o país entrou no chamado super aquecimento. Esse crescimento de 9% ao ano o qual o país não suporta, já que não temos estrutura física para tanto bussines. E a mesma coisa acontece na pós.

Como é essa comparação?

Para se ter pós-graduação são necessárias quatro coisas: os alunos, que querem fazer pós; os professores, que vão orientar e dar aula; os cursos e, claro, dinheiro. Dinheiro não tem sido o problema. Então o que acontece? Você tem um crescimento muito grande tanto no número de cursos, de alunos e de orientadores. Um olhar desatento, pensa "que bom!". Não. Muito pelo contrário. O país está andando para trás com esse crescimento exagerado da pós. Primeiro porque os professores têm uma capacidade finita de orientar. Antigamente, cada professor orientava cinco, hoje está orientando dez alunos. E isso causa uma queda da qualidade. Obviamente, você não consegue dedicar suficiente tempo para orientar esses alunos. Para formar doutores é preciso um trabalho artesanal. Eles têm que ser treinados, pois podem se transformar em orientadores no futuro. Além disso, nem todos têm capacidade de ser orientadores. Tem muita gente que não tem a formação técnica e a capacidade de orientar. E nem todo mundo tem a qualificação necessária para ser orientador de doutorado. E com esse crescimento exagerado, a pós está pegando vários professores que não têm a menor capacidade de orientar, mesmo que não queiram, porque vão pegar uns pontos a mais, vão ter uma promoção. Outro problema é a existência de alunos que não deveriam estar fazendo doutorado, porque não tem capacidade para isso.

O senhor acredita, então, que nem todo mundo está apto a fazer um doutorado?

Sim. É curioso que hoje já entendemos que nem todo mundo deve fazer graduação. O candidato à presidência José Serra, por exemplo, está fazendo campanha pelo ensino técnico. A ideia é: o que adianta sair com um diploma de administração se você não vai administrar uma empresa? O problema é o mesmo no doutorado. Sendo muito otimista, acredito que metade desses milhares de alunos de doutorado é composta pelos que eu chamo de "doutores mobral", o doutor analfabeto, que mal sabe ler um artigo científico, quanto mais escrever. O Brasil quer formar doutores, então vamos formar de verdade.

Existe algum outro fator que contribua para a baixa qualidade na formação desses doutores?

Um fenômeno atual é o caso de pessoas que se formaram em faculdades particulares estarem ingressando na pós-graduação. São alunos mais fracos, isso é um fato. Mas estão entrando porque a pós está expandindo. Eu diria que 90% da produção de doutores vêm das faculdades públicas. E diria ainda que 90% dos que vêm das particulares são fracos. Essa produção vai crescer, depois vai estabilizar e lá para 2025 vai começar a cair, porque vai ser quando os atuais orientadores vão se aposentar. Pode até ser que a produção de teses continue a crescer infinitamente. Só que essa segunda geração de "doutores Mobral" vai produzir a tese e não publicar ciência, a menos que as revistas também baixem muito o nível.

Não existe reprovação em pós-graduação?

Praticamente não tem. 99,9% das pessoas são aprovadas no mestrado. O orientador corrige a tese antes de entregar para banca e muitas vezes a própria banca também reescreve a tese. Então a tese acaba não sendo mais do aluno, não é mais personalizada.

Qual o motivo para o investimento no crescimento da pós-graduação no Brasil?

Para ter produção de ciência deve existir mão de obra para fazer pesquisa. E quem é que faz a pesquisa? O pesquisador coordena; 80% das pesquisas são feitas por alunos de doutorado. São eles a mão de obra. A Capes entendeu que, ao expandir ao máximo o doutorado, maior a produção e quantidade de resultados. A cada ano aumenta o número de alunos formados doutores e a cada ano aumenta o número de trabalhos publicados. A própria Capes usa isso como propaganda para mostrar como é positivo esse aumento do doutorado no Brasil. Fazem questão de divulgar que o Brasil, a cada ano, eleva sua posição no ranking de países que produzem ciência, ocupando o 14º lugar. Mas isso é criminoso: você forma o doutor para produzir a média de dois artigos. E é isso o que ele vai fazer. Veja o custo do país para formar uma pessoa cujo objetivo é fazer dois artigos. E, muitas vezes, quem vai escrever é o orientador, pois ele não tem condição de fazer isso. Porque é tudo muito rápido, prazos restritos e tem que fazer funcionar. O crescimento da ciência e da pós-graduação brasileira é uma neoplasia, um tumor e um dia isso vai explodir.

O senhor acha que essa situação se sustenta no futuro?

Seria sustentável se as pessoas vivessem para sempre. Mas as pessoas morrem, se aposentam. Essa política está completando 6, 7 anos. Começou na era FHC em que se estimulavam os pesquisadores a publicar. Na era Lula a pressão é para se publicar o máximo que puder. Então os estudantes que estão sendo formados agora e que estão sendo ultra pressionados não sabem fazer pesquisa direito. Está sendo uma formação a jato, massificada, e quero ver essas pessoas quando a minha geração morrer ou aposentar. Quero ver se eles vão dar conta do recado, porque eles não tiveram a formação necessária. E quero vê-los formando outros profissionais dentro dessa visão de mega-produção de baixa qualidade. A minha crítica não é à publicação. Sou "produtivista". Mas sou contra ao mega-produtivismo.

O senhor acha que esse panorama é contornável?

O que está acontecendo no Brasil é uma farsa e uma fraude com dinheiro público. Se fosse algo que pudesse ser resolvido mudando a política, mas não é. Será um "dano irreparável". Eu diria hoje, sem problemas, que temos de 30 a 40 mil doutores "Mobral" no Brasil, disputando empregos. Qual o problema para o Brasil? Imaginamos o país daqui a quinze anos sem capacidade de fazer ciência de ponta porque toda a geração se aposentou e os atuais não foram formados adequadamente.

Como o senhor acha que essa questão do crescimento da pós-graduação é vista pelos outros pesquisadores?

Eu fiz uma pesquisa, publicada em 2008 em uma revista canadense, em que entrevistei vários colegas pesquisadores, selecionados ao acaso, sobre o que eles achavam da pós-graduação brasileira em vários aspectos. A grande maioria, e eu comparei com alguns señiors latino americanos (mexicanos, argentinos e chilenos), critica esses problemas de regras muito ruins da pós-graduação, de overwork e má qualidade dos recém-doutores sendo formados. O doutor tem que ser qualificado. Na minha área (Ciências Biomédicas) ele tem que ser capaz de propor um projeto de pesquisa, de executar esse projeto de pesquisa, de montar uma equipe, de buscar verba para isso, de publicar em periódicos internacionais, de ser avaliador de outros artigos, de dar palestras. Eu e os pesquisadores que entrevistei acreditamos que a maioria que está sendo formada não tem mais essas qualificações. Algumas pessoas falam que a qualidade do ensino como um todo está caindo. Não gosto de analisar por esse viés, não sou sociólogo. As coisas são mais simples: a pressão é muito grande, não está havendo tempo de formar as pessoas. Por exemplo, tenho um amigo no campus da Unifesp, que é professor titular, que reprovou os 10 candidatos de um concurso para professor e todos tinham doutorado. Que "ótimos" doutores.

 

Fonte: Jornal da Ciência e ADUnB.

 




A Fundação Joaquim Nabuco realiza concurso de Trabalhos Científicos sobre o Norte e o Nordeste do Brasil nas categorias Monografia, Dissertação e Tese/Trabalhos de Seniores sobre o tema Política Social.

O prazo de inscrição vai até 15 de agosto de 2010, e o edital está publicado em www.fundaj.gov.br

O Concurso premiará 3 (três) trabalhos científicos sobre as regiões Norte e
Nordeste do Brasil, nas áreas acadêmicas de pesquisa social, história e
patrimônio cultural.

Os prêmios:
I Categoria Monografia (Trabalho de Conclusão de Curso): R$ 5.000,00
(cinco mil reais).
II Categoria Dissertação de Mestrado: R$ 10.000,00 (dez mil reais).
III Categoria Tese de Doutorado/Trabalho Científico de Pesquisadores
Seniores: R$ 20.000,00 (vinte mil reais).

Os trabalhos terão necessariamente que se reportar tematicamente às
Regiões Norte e Nordeste do País, e deverão estar clara e diretamente
vinculados às áreas de pesquisa social, história e patrimônio cultural e
ao tema da Política Social.

Cada candidato só poderá inscrever um único trabalho; os trabalhos terão
que ser inéditos, terem sido redigidos em língua portuguesa, e elaborados
até quatro anos antes da publicação do Edital anual do Concurso.

Nordeste







A região Nordeste abrigará dos dias 25 a 30 de julho deste ano a 62ª Reunião Anual da SBPC. O estado do Rio Grande do Norte sediará a atividade nas dependências da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), que conta em sua programação oficial com o 2º Salão Nacional de Divulgação Científica. Integração Científica e Tecnológica na América Latina é o tema da atividade, realizada em conjunto com a União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), a Organização Continental Latino Americana e Caribenha dos Estudantes (OCLAE) e a Comissão Nacional Executiva do PET (CENAPET).

 

 

Mostra Científica, debates e oficinas compõem a programação da atividade. Informações em www.salaonacional.org.br

 

Da redação.

 







O artigo reproduzido abaixo, assinado pelo presidente do Conjuve, Danilo Moreira; o presidente da UNE, Augusto Chagas; e o Secretário Nacional da Juventude Trabalhadora da CTB, Paulo Vinícius, ilustra o sentimento de todos aqueles que lutaram pelo reconhecimento da juventude como setor importante e estratégico da sociedade.

A juventude, enfim, é parte da Constituição Brasileira!

O dia 07 de julho marca uma nova página na história brasileira. Se há 22 anos os jovens deste país conquistaram o voto aos 16 anos, nessa data a juventude brasileira se inseriu como sujeito de direitos na Constituição da República Federativa do Brasil.

A aprovação da PEC 42/2008 no Senado Federal em duas votações unânimes ilustra a envergadura que ganhou a representação política da juventude brasileira no governo Lula, assim como o reconhecimento de todas as forças políticas da importância e da necessidade de considerar a juventude como sujeito de políticas públicas de Estado.

Doravante, não estará sujeita a política pública de juventude aos ditames deste ou daquele(a) gestor(a). Com a aprovação da PEC, abrem-se largas avenidas para a consecução de um Plano Decenal e de um Estatuto da Juventude. Entra na ordem do dia a realização da II Conferência Nacional da Juventude no primeiro semestre de 2011, assim como a consolidação dos órgãos gestores que tratem das questões relacionadas à juventude.

E não é a toa. Estudos demográficos apontam para um dado relevante. Essa geração comporá uma parcela imensa da população economicamente ativa que será a maior e definirá a face do desenvolvimento nacional nas próximas décadas. Quando a Câmara e o Senado aprovam a PEC da Juventude, abrem caminho à definição de políticas públicas perenes num setor que decidirá efetivamente qual o novo Brasil que teremos.

Assegurando direitos à juventude e superando a omissão do texto constitucional, o Congresso abriu larga avenida à consolidação de direitos que só se insinuaram nesses oito anos de mudanças e continuidades. Direitos que se refletirão sobre o conjunto da população brasileira.

Assim, o parlamento respondeu ativamente à pressão feita pelo Conselho Nacional de Juventude, que reúne um retrato fiel e qualificado da juventude nacional. Esse coletivo mobilizou a Câmara e o Senado, mas a sua representação fez muito mais, numa trilha que uniu governo e oposição e acabou por afirmar políticas públicas como o PROUNI, o PROJOVEM, os Pontos de Cultura e o Segundo Tempo, além da expansão da educação superior e profissional. Ressaltou sucessão geracional no movimento sindical e no campo, construiu políticas de assistência estudantil enfatizou a importância das mulheres, dos negros e indígenas, dos trabalhadores e estudantes, das pessoas com deficiência, da cultura, da juventude que luta nas periferias.

É essa a moçada que propõe um Pacto da Juventude ao debate das eleições de 2010 e que compõe um bonito mosaico de movimentos sociais – como a UNE, a UBES, a CTB, a UGT e a CUT -, as juventude políticas, as ONGs, todos os tipos de movimentos.

Foi esse lastro social contemporâneo que extravasou nos blogs, nos portais e na massiva campanha que ganhou o Twitter. Foi essa voz que se fez ouvir na Tribuna de Honra e nas galerias do Senado, é essa a razão da vitória que só anima a mocidade brasileira na luta por mais direitos, pela construção de um novo projeto nacional de desenvolvimento em que possamos ver, como diz a canção que não dá pra esquecer "os meninos e o povo no poder eu quero ver".


Danilo Moreira – Presidente do Conselho Nacional de Juventude
Augusto Chagas – Presidente da União Nacional dos Estudantes
Paulo Vinícius – Secretário Nacional de Juventude Trabalhadora da CTB

 

Da redação, com Estudantenet.

 




Proposta vai agora à sanção presidencial

O Senado aprovou nesta quarta-feira (7/7) projeto de autoria do Executivo que cria a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira (Unilab), a ser instalada no município de Redenção (CE). Por acordo de líderes, a proposta, que teria decisão terminativa na Comissão de Educação (CE), acabou indo a Plenário e agora vai à sanção.

O relator da proposta na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), informou que o compromisso da Unilab será ministrar ensino superior, desenvolver pesquisas e promover a extensão universitária com vistas à integração entre o Brasil e os demais membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Sua atuação estará dirigida à promoção do desenvolvimento regional e ao intercâmbio cultural, científico e educacional entre esses países. A CPLP estará representada tanto no corpo de alunos quanto no de professores, que deverão se submeter a processo seletivo com banca examinadora de composição internacional.

Os cursos da Unilab deverão enfatizar as áreas de formação de professores, o desenvolvimento agrário, gestão e saúde pública. Embora esteja prevista a criação de 150 cargos efetivos de professor, 69 cargos efetivos de técnico-administrativo de nível superior e 139 cargos efetivos de técnico-administrativo de nível médio, além de 37 cargos de direção e 130 funções gratificadas, a implantação da nova universidade está sujeita à existência de dotação específica no orçamento da união.

Ao comentar o mérito da proposta, Inácio Arruda relembrou fatos históricos que justificaram a escolha do Ceará para sediar a Unilab. Conforme explicou, cinco anos antes da promulgação da lei áurea, que aboliu a escravidão no Brasil, 116 escravos de um lugarejo cearense que viria a se tornar o município de Redenção receberam sua alforria.

"Tais precedentes históricos, reforçados pela proximidade da cidade de Redenção em relação a Fortaleza, certamente contribuíram para que o Poder Executivo decidisse fixar nesse município cearense a nova universidade", considerou, no parecer.

Fonte: Jornal da Ciência




Martin Chalfie esteve no Brasil em maio deste ano, para participar da reunião da Sociedade Brasileira de Química. A entrevista concedida à Folha Online é reproduzida abaixo.

Pressão por pesquisa aplicada estrangula a ciência, diz Nobel

RAFAEL GARCIA
da Enviado especial a Águas de Lindoia

Chalfie ganhou o Nobel, em conjunto com Osamu Shimamura e Roger Tsien, por descobrir como usar a GFP, uma proteína luminescente de águas-vivas, para marcar a ativação de genes.
Em entrevista à Folha, ele explica por que não imaginava de cara que sua técnica ganharia tantas aplicações, mas se entusiasmou com o trabalho mesmo assim.

Folha – Qual é o assunto da sua palestra aqui?

Martin Chalfie – O título da palestra é "GFP iluminando a vida". O subtítulo, que não contei a ninguém ainda, é "Aventuras em ciência não-translacional". Essa é uma expressão que inventei, então vou explicar.

Há uma pressão muito grande para justificar a pesquisa científica com supostas implicações imediatas que ela pode trazer. Pessoas têm defendido que deveria haver muito mais pesquisas que apliquem informação diretamente ao combate a doenças. Em outras palavras: "traduzir" ["translate", em inglês] o que foi feito no laboratório para a clínica.

O problema é que a maioria das pessoas que eu vejo defenderem isso querem que absolutamente tudo seja translacional. Agora, se você não tem informação básica para traduzir, não sobra nada para fazer.

Minha apresentação é, em parte, um apelo para que não esqueçamos o fato de que, para quase tudo o que sabemos sobre medicina, há uma sustentação de ciência básica que é muito importante.

A política científica americana está esquecendo a ciência básica, então.

Acho que há alguns erros. Quando as pessoas pressionam pela pesquisa translacional, às vezes elas assumem que nós já aprendemos o suficiente. Para mim e para a maioria dos meus colegas, porém, isso é uma falácia.

Quero mostrar como uma coisa maravilhosa [a GFP] foi encontrada acidentalmente por alguém pesquisando questões básicas sobre águas-vivas, e como ela teve implicações e se tornou útil para estudar doenças e para desenvolver biotecnologia.

Além disso, muitas pessoas pressupõem que pesquisadores de ciência básica não pensam nas implicações do que fazem. Isso é falso.

Acho irônico que nos EUA haja esse apelo por pesquisa translacional, e pelo que vejo, quando treinamos pessoas nas faculdades de medicina, a quantidade que eles aprendem do básico está encolhendo. Ao mesmo tempo, querem que a ciência básica seja aplicada ao combate a doenças. É uma contradição.

Quando o pacote de estímulos do governo Obama foi lançado nos EUA, os NIH [Institutos Nacionais de Saúde] receberam um bocado de dinheiro. A primeira coisa que fizeram com parte desse dinheiro foi abrir uma disputa pelas chamadas "Challenge Grants" [bolsas desafio]. Essas bolsas eram maravilhosas e cobriam cem diferentes tópicos. O problema é que, das cem áreas que eles escolheram, apenas duas não eram translacionais.

Eu não sou contra pesquisa aplicada, mas não acho que ela deva suplantar a ciência básica numa escala de 92 contra 2.

Uma coisa inusitada sobre seu trabalho que lhe rendeu o Nobel é que ele não é sua linha de pesquisa principal.

É estranho receber o reconhecimento por algo que era uma parte relativamente pequena da minha carreira. De vez em quando ainda faço algo sobre GFP, mas é mesmo um trilho secundário. No nosso laboratório, estávamos tentando descobrir quais células estão ativando os genes nos quais estávamos interessados e, quando ouvi falar da GFP, me dei conta que elas poderiam ser uma maneira maravilhosa de fazer esses experimentos.

A maneira como a maioria dos cientistas trabalha é a seguinte: eu tenho uma ideia e vou atrás dela. Mas, se no meio dos experimentos, algo diferente aparece, eu vou seguir aquela pista.
Quando recebemos verbas, o que temos não é um contrato, é uma bolsa.

Em um contrato, prometemos fazer A, B, C, e temos de fazer. Minha visão sobre como bolsas devem ser é dizer: "neste momento, acredito que a resposta para essa questão seja fazer A, B e C".

Mas se eu fizer A, e descobrir depois disso que é mais importante fazer D e E em vez de B e C, o financiamento precisa lhe conceder a liberdade de seguir suas ideias.

Se eu tivesse a ideia de usar a GFP como marcador e tivesse de ter escrito um contrato para obter uma verba, eu teria levado nove meses, reclamariam que eu não tinha dados preliminares e não saberia se iria funcionar.

Mas nós nunca tivemos de escrever um pedido de verba para obter o financiamento que usamos para produzir a GFP. Ela era parte da verba geral dos NIH que eu tinha para meu laboratório, e eles ficaram muito felizes de eu ter feito esse trabalho.

Douglas Prasher, seu colega que isolou o gene da proteína GFP, não ganhou o Nobel, abandonou a ciência e vive como motorista de vans hoje. Vocês chegaram a conversar depois do prêmio?

Ele foi um dos meus convidados na entrega do prêmio. Eu acho que ele poderia, sim, ter sido incluído na lista do prêmio, e o fato de ele ter abandonado a ciência depois é irrelevante. O problema, na verdade, é a regra de que cada Nobel só pode ser entregue a no máximo três pessoas. Eles tiveram de discutir a quem dar o prêmio e escolheram eu, Tsien e Shimomura. Agora, Douglas realmente fez a peça chave do projeto.

Além disso, é preciso olhar as razões pelas quais Douglas saiu da ciência. Antes do meu estudo sobre a GFP, o campo de estudos da bioluminescência não era muito grande. Era difícil conseguir dinheiro para essas pesquisas e, quando Douglas saiu do pós-doutorado, não tinha como se sustentar como pesquisador independente.

Depois disso, ele se mudou para o Alabama para trabalhar na Nasa. Ele estava fazendo ótimas pesquisas lá, mas no começo da administração Bush o presidente disse que mudaria a ênfase das pesquisas para mandar astronautas de volta à Lua. Muitas linhas de pesquisa foram encerradas imediatamente para que os cientistas pudessem ter tempo para atender à vontade do presidente. Algumas pessoas perderam seus empregos, e creio que Douglas Prasher tenha sido uma delas.

Ele então se viu em um dilema. Huntsville, onde ele vivia no Alabama, não tem muitos outros empregos para cientistas fora da Nasa. Antes disso, quando ele se mudou para lá, foi muito difícil para a filha dele, que teve problemas para mudar de escola. E no Alabama, ele perdeu o emprego bem na época em que ela estava terminando o ensino médio. Então, desta vez, ele tomou a decisão de ficar na cidade, porque é uma pessoa incrível. Fez isso porque não queria abalar a vida de sua filha de novo, e deu um jeito de arranjar um emprego qualquer. Esse é o Douglas.

Muitos prêmios Nobel de Química têm ido para estudos que alguns cientistas qualificariam, na verdade, como biologia molecular. Talvez o problema seja a falta de um Nobel de biologia geral. É o caso do seu trabalho?

Bom, a razão pela qual não existe um premio para a Biologia é certamente porque o prêmio de Fisiologia e Medicina foi muito usado no passado para premiar biologia em geral. O que está por trás do prêmio de Crick e Watson, que ganharam o Nobel de Medicina e Fisiologia em 1962 [pela descoberta da estrutura do DNA]? Aquilo deveria ser um prêmio de química, mas era muito importante para a fisiologia, para a medicina e para a biologia. Houve alguns prêmios que foram para moléculas, mas não foram de Química. Muitos prêmios de Química foram dados a pessoas cujos trabalhos se relacionam a processos biológicos. A bioquímica é uma área que tanto a química quanto a biologia alegariam possuir.

Para mim, foi uma surpresa ganhar o prêmio de Química. Pelo que sei, agora as pessoas no departamente do Química da Universidade Columbia querem que eu seja parte do instituto deles. (Risos.) É uma coisa divertida. Gosto de estar aqui para falar no encontro da Sociedade Brasileira de Química.

O sr. ainda está trabalhando com as células responsáveis por tato e sensações mecânicas? Que questões está buscando resolver?

O trabalho que tenho feito no meu laboratório desde o meu pós-doutorado na Inglaterra e depois, quando vim para a Columbia em 1982, envolve questões que ainda estou abordando hoje. Nós as escolhemos porque podemos produzir indivíduos mutantes desse pequeno verme com que trabalhamos [C. elegans] que são incapazes de sentir toque.

Há duas maneiras com que uma mutação poderia causar isso. Uma delas seria ao interferir com o desenvolvimento do animal, de forma que as células responsáveis por esse sentido não sejam produzidas ou sejam produzidas de modo incorreto. E os genes que fariam esse desenvolvimento sair errado nos dariam uma ideia sobre como o desenvolvimento ocorre — como células diferentes como as de músculos, pele e neurônios surgem e se distribuem.

O estudo sobre esses genes ainda está prosseguindo e ocupa grande parte do nosso trabalho.

O outro tipo de gene que poderia sofrer mutações e fazer um animal ficar insensível ao toque seria um que, ao ser alterado, deixasse de produzir um componente crítico responsável por esse sentido.

Os biólogos têm uma noção boa sobre quais moléculas permitem pessoas e animais captarem a luz. Nós conhecemos a molécula rodopsina, presente nos olhos, há mais de 125 anos. É essa molécula que capta a luz e desencadeia o processo que nos permite ver.

Mas isso não é verdade para sentidos como a audição e nossas percepções de equilíbrio, referência corporal e vários tipos de tato _forte, leve ou sensação de textura e vibração. Todos esses sentidos são gerados por células diferentes em nossa pele e em outros lugares. E todos esses sentidos são estimulados de alguma maneira pelo movimento mecânico: o movimento faz essas céluluas mandarem sinais elétricos ao cérebro.

O que todas essas coisas têm em comum é que a biologia não tem a menor idéia de como elas funcionam. Então essa é última grande questão a responder sobre como nosso corpo sente o mundo ao redor.

Nós já descobrimos a primeira resposta para isso, uma molécula que produz esse sentido. Estamos tentando descobrir agora como ela funciona, se há outros componentes necessários e como esse aparato opera no nível molecular. Em outras palavras: o que acontece com uma célula quando ela é tocada.

O sr. ainda mantém colaboração científica com sua mulher? Em seu trabalho original sobre a GFP há uma citação a um estudo dela.

Sim, mas na verdade nós nunca assinamos um estudo juntos. Nós conversamos muito sobre nossos experimentos quase o tempo todo, mas nossos trabalhos seguiram direções diferentes. Na época, precisei citar seu trabalho porque ela fez um experimento crítico, revelando efetivamente que a GFP poderia ser usada para mostrar onde um gene estava ativo.

Eu achava que ela iria exigir parte do prêmio…

Bom, ela já tem a minha parte inteira para ela!

O sr. vai falar para uma audiência com muitos cientistas jovens aqui. Que conselhos vai dar a eles?

Um dos problemas em se receber o prêmio Nobel é que as pessoas pedem conselhos a você. E eu realmente não sei que conselhos dar. Minha tendência é reagir de maneira oposta. Se há alguma lição para extrair de tudo isso é que essas lições não existem. Eu tenho entusiasmo e interesse pelo que faço e me considero sortudo por isso.

Mas eu não acho que exista um caminho claro para se fazer boa ciência. Não dá para dizer a alguém "vá para essa universidade e não para aquela que você será um bom cientista". Às vezes eu escuto as pessoas dizerem sobre algumas habilidades "se você não começar seu treinamento aos cinco anos de idade, não vai conseguir competir". Isso não faz o menor sentido.

Não acho que as pessoas tenham de ter nenhuma atitude em particular, exceto o profundo interesse pelo que fazem. Se você olhar para nós três que ganhamos o Nobel pela GFP, vai ver isso.

Osamu Shimomura é uma dessas pessoas que sempre seguem em frente para fazer o experimento em que estão interessadas. Ele trabalha muito duro. Suspeito que tenha sempre sido um estudante brilhante. E ele é um cientista mais do tipo operário: não vai muito a congressos e se concentra mais naquilo em que está interessado.

Roger Tsien era alguém que ia todo ano a competições científicas quando estava no ensino médio. Ganhou uma delas, a Westinghouse Science Competition. Sempre foi visto como um um cientista talentoso, brilhante e competente desde o início.

Quanto a mim, tomei um caminho diferente dos deles dois. Eu certamente não era estúpido, mas não era o aluno mais brilhante da faculdade. Eu trabalhava duro naquilo em que estava empenhado, mas havia outras pessoas que certamente tinham mais talento e habilidade do que eu e se saíam melhor nas lições.

Acho que isso mostra que não existe um caminho que seja necessariamente o certo para se fazer boa ciência. E prever se o seu trabalho terá reconhecimento e vai ganhar prêmios, então, é impossível. Acredito que meu diferencial seja mesmo o meu entusiasmo para fazer pesquisa.

O sr. ainda tem tempo para atividades fora do trabalho depois de ter ganho o Nobel? Fiquei sabendo que o sr. gosta de nadar e tocar violão.

Estou já há muitos anos sem nadar. Eu deveria voltar porque preciso me exercitar. Mas eu ainda toco violão. Meu pai é violonista profissional e me deu um violão quando eu tinha 12 anos. Então, já faço isso há uns 50 anos. É algo que me dá muito prazer. Nos últimos cinco anos tenho procurado trabalhar um pouco mais com composições, e me divirto com as surpresas que saem daí.

Que gêneros de música o sr. prefere?

Recentemente, depois de me recuperar de um ombro machucado há uns três anos, decidi que eu precisava tomar mais lições, minha mulher descobriu um incrível seminário de violão clássico no verão em Nova York, e eu decidi participar. Era sobre violão brasileiro, e foi a experiência da minha vida! Adorei aquilo.

Na época, um violonista que acabava de obter seu doutorado em composição na Columbia, Arthur Kampela, brasileiro, morava perto de mim, e também pude ter aulas com ele por algum tempo. Eu tentei tocar algumas composições dele, mas eram muito difíceis para mim. Hoje, aprecio muito Villa-Lobos e outros compositores brasileiros e latino-americanos, e posso tocar algumas de suas peças.
 

 







As lideranças do governo e da oposição no Senado se comprometeram a votar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC 042/2008) nesta terça ou quarta-feira (6 ou 7 de julho). A Proposta, conhecida como PEC da Juventude, insere o termo jovem no capítulo dos Direitos e Garantias Fundamentais da Constituição Federal, garantindo-lhes o acesso a direitos que já são constitucionalmente assegurados às crianças, adolescentes e idosos.

A Proposta, que tramita no Congresso Nacional desde 2003, foi aprovada com unanimidade na Câmara dos Deputados. Segundo o presidente do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), Danilo Moreira, sua aprovação pelo Senado é determinante para consolidar as políticas públicas de juventude na agenda nacional, assegurando a melhoria da qualidade de vida de 50 milhões de brasileiros e brasileiras com idade entre 15 e 29 anos. "A PEC dá segurança jurídica ao tema, permitindo o avanço das políticas juvenis, além de indicar a necessidade de um Plano Nacional de Juventude, estabelecendo metas a serem cumpridas pela União, em parceria com estados e municípios e organizações juvenis nos próximos dez anos". O plano deve conter ações nas áreas de cultura, saúde, esporte, cidadania, trabalho, inclusão digital e educação, deflagrando, segundo o presidente do Conjuve, um processo contínuo e articulado de investimentos em juventude.

Danilo Moreira explica que seria muito importante a aprovação da PEC também pelo caráter simbólico, já que 2010 foi apontado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Ano Internacional da Juventude. Na sua opinião, o reconhecimento deste segmento na Constituição Federal seria um sinal para o mundo que o Brasil realmente aposta no presente e investe no futuro.

Corpo-a-corpo com senadores

A partir das 14h de hoje um grupo de conselheiros do Conjuve vai percorrer os gabinetes do senado , em especial nas lideranças partidárias, apresentando o material que explica a PEC. “Vamos pedir que eles coloquem o projeto em votação ainda nesta terça-feira”, diz Moreira.


Redes sociais na jogada

No twitter a mobilização já começou. A ideia é mostrar a grande expectativa que existe  no Brasil todo com relação à aprovação da PEC. Por isso, nada mais justo que a Juventude use o microblog para pessoalmente mostrar seu desejo aos parlamentares.  Participe também desta mobilização virtual !

Aproveite a campanha e passe a seguir o @conjuve, a ANPGa @_une e @_ubes no twitter.

 

Exemplo de tweet:

#PECdajuventudeJA! Caro senador @SENADOR, líder do PSB, precisamos do seu apoio para priorizar a votação da #PECdaJuventude

 

Siga a ANPG no twitter: @anpg
Siga a presidente da ANPG no twitter: @elis_lizardo

 

Da redação com Estudantenet e Juventude.gov.br

 

 

Devido ao sucesso da mostra, que teve aumento significativo do número de trabalhos inscritos nos dias finais, e principalmente atendendo à demanda daqueles que nos enviaram mensagens solicitando adiamento do prazo para inscrição de trabalhos, as entidades organizadoras do 2º Salão Nacional de Divulgação Científica decidiram adiar para o próximo domingo (11 de julho) o prazo final para inscrição de trabalhos na Mostra Científica. Para inscrever o resumo do seu trabalho, acesse o formulário de inscrição online e confira o edital da mostra.
 
Esta é a última chance para quem pretende apresentar o seu trabalho na atividade, que ocorre nos dias 25 a 30 de julho em Natal (RN), como parte da programação oficial da 62ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). O Salão é organizado pela Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) em parceria com a União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), a Organização Continental Latino Americana e Caribenha dos Estudantes (OCLAE) e a Comissão Executiva Nacional do Programa de Educação Tutorial (Cenapet).
 
Quem pode participar da mostra
 
Podem inscrever trabalhos na mostra científica estudantes do Ensino Médio, Técnico ou profissionalizante, graduandos e também pós-graduandos, bolsistas ou não. A mostra será registrada junto ao International Standard Book Number (ISBN) e os trabalhos apresentados serão publicados em CD e também na internet, no Hotsite do Salão e também no Portal da ANPG
 
O Salão
 
De 25 a 30 de julho de 2010, estudantes, pesquisadores, professores e gestores da área de Ciência,Tecnologia & Inovação se reunirão em Natal (RN) para o 2º Salão Nacional de Divulgação Científica. Com o tema "Integração Científica e Tecnológica da América Latina", a atividade faz parte da programação oficial da 62ª Reunião Anual da SBPC.
 
Os debates, atividades culturais e oficinas acontecem no Centro de Biociências da UFRN. As inscrições para o 2º Salão podem ser feitas através do sítio www.salaonacional.org.br, onde também há mais informações sobre o evento.
 

Por Luana Bonone, diretora de comunicação da ANPG 







A ANPG visitou na segunda-feira, 28 de junho, a Universidade Federal da Integração Latinoamericana – UNILA, em Foz do Iguaçu.

Compreendendo uma estratégia inovadora de cooperação universitária internacional, a UNILA funciona com cursos de Pós-graduação e prepara o primeiro processo seletivo para seis cursos de graduação bilíngüe (Português-Espanhol) para estudantes do Cone-sul, inclusive brasileiros.

Na reunião, Júlio Neto,Diretor de Políticas Educacionais e Vasco Rodrigo, Diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação trataram, entre outros assuntos, do 2º Salão Nacional de Divulgação Científica da UNE, UBES e ANPG, cujo tema é a Integração Científica e Tecnológica na América Latina. Na oportunidade foram feitos os convites para participação de gestores e dos atuais estudantes da instituição no evento que ocorrerá entre os dias 25 e 30 de julho na Universidade Federal do Rio Grande do Norte(UFRN) em Natal.







 

 

 

 

 

Vasco Rodrigo, prof. Hélgio Trindade(reitor), Júlio Neto e Gerónimo de Sierra(vice-reitor).

Em declaração aos diretores da ANPG, Hélgio Trindade, reitor Pró-tempore da UNILA afirmou que o projeto de integração educacional na América Latina é defendido principalmente pelos estudantes e que a UNILA será um grande gesto do Brasil em alavancar a integração educacional.

 

UNILA
A Unila começará a funcionar com 300 vagas em seis cursos. Metade das vagas será destinada a estudantes da Argentina, Paraguai e Uruguai. A seleção desses estudantes será feita pelos ministérios da educação dos três países, de acordo com o reitor.

Os estudantes brasileiros serão selecionados pela nota do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) 2009. Estudantes de escola pública terão benefícios na seleção, segundo Trindade. As inscrições serão gratuitas e realizadas exclusivamente na internet. A divulgação do edital será feita pelo site www.unila.edu.br.

Criada em janeiro deste ano, a Unila funciona atualmente em uma sede provisória do Parque Tecnológico de Itaipu. A Universidade Federal do Paraná (UFPR) atua como instituição tutora da universidade. A universidade terá aulas em português e espanhol.

 

Da redação.
 

 







Está prorrogado para o próximo domingo (4/7) o prazo final para inscrição de trabalhos na Mostra Científica do 2º Salão Nacional de Divulgação Científica, organizado pela Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) em parceria com a União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), a Organização Continental Latino Americana e Caribenha dos Estudantes (OCLAE) e a Comissão Executiva Nacional do Programa de Educação Tutorial (Cenapet).

O Salão faz parte da programação oficial da 62ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e, de acordo com o edital, a intenção da Mostra é permitir uma integração dos estudantes de Ensino Médio, Técnico, Graduação e Pós-Graduação e a difusão das diversas pesquisas produzidas no Brasil.

Assim, poderão apresentar trabalhos estudantes de qualquer nível de ensino, vinculados a instituição de ensino e/ou pesquisa no país ou no exterior. O prazo final para inscrições de trabalho foi prorrogado para 4 de julho. Acesse o formulário de inscrição online.

O Salão

De 25 a 30 de julho de 2010, estudantes, pesquisadores, professores e gestores da área de Ciência,Tecnologia & Inovação se reunirão em Natal (RN) para o 2º Salão Nacional de Divulgação Científica. Com o tema "Integração Científica e Tecnológica da América Latina", a atividade faz parte da programação oficial da 62ª Reunião Anual da SBPC.

Os debates, atividades culturais e oficinas acontecem no Centro de Biociências da UFRN. As inscrições para o 2º Salão podem ser feitas através do sítio www.salaonacional.org.br, onde também há mais informações sobre o evento.

Por Luana Bonone, diretora de comunicação da ANPG

 

Está prorrogado para o próximo domingo (5/7) o prazo final para inscrição de trabalhos na Mostra Científica do 2º Salão Nacional de Divulgação Científica.

De acordo com o Edital, a intenção da Mostra é permitir uma integração dos estudantes de Ensino Médio, Técnico, Graduação e Pós-Graduação e a difusão das diversas pesquisas produzidas no Brasil.

Assim, poderão apresentar trabalhos estudantes de qualquer nível de ensino, vinculados a instituição de ensino e/ou pesquisa no país ou no exterior. O prazo final para inscrições de trabalho foi prorrogado para 5 de julho. Acesse o formulário de inscrição online.

A taxa de inscrição para o 2º Salão de Divulgação Científica da ANPG é de R$ 20,00 e deve ser depositada na seguinte conta:

Banco do Brasil
Titularidade Associação Nacional de Pós-graduandos
Agência: 4328-1
Conta Corrente: 6698-2

O comprovante deverá ser enviado por e-mail para o endereço [email protected] ou apresentado no dia da Mostra. 

A inscrição (tanto no Salão como na Mostra) não dá direito a alojamento, alimentação ou transporte. 

O Salão

De 25 a 30 de julho de 2010, estudantes, pesquisadores, professores e gestores da área de Ciência,Tecnologia & Inovação se reunirão em Natal (RN) para o 2º Salão Nacional de Divulgação Científica, organizado pela ANPG, em parceria com a União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e a Organização Continental Latino Americana e Caribenha dos Estudantes (OCLAE).

O Salão tem o tema "Integração Científica e Tecnológica da América Latina" e é parte da programação oficial da 62ª Reunião Anual da SBPC.

Os debates, atividades culturais e oficinas acontecem no Centro de Biociências da UFRN. As inscrições para o 2º Salão podem ser feitas através do sítio www.salaonacional.org.br.

Da redação