Depois de décadas em crise, a indústria brasileira de construção naval está passando por um momento de recuperação proporcionada, em grande parte, pelos investimentos que estão sendo realizados no setor de óleo e gás no País. Mas para não sofrer um novo revés, os estaleiros nacionais terão que reparar e não repetir os mesmos erros que cometeram no passado, quando também se apoiaram no mercado interno e em um único setor para viabilizarem seus projetos, alerta o professor e chefe da área de Transporte Aquaviário do Programa de Engenharia Oceânica da Coppe da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Floriano Carlos Martins Pires Junior.
“O Brasil já aprendeu a lição de que não se pode contar somente com a demanda doméstica e de um único setor para consolidar as atividades de uma indústria naval em longo prazo”, afirma Pires Junior. “É preciso diversificar a atuação para outros segmentos de transporte marítimo e aproveitar essa nova oportunidade para aumentar a competitividade internacional”, indica o especialista que abordará esse assunto em uma conferência que fará na 62ª Reunião Anual da SBPC – evento que a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) realizará de 25 a 30 de julho em Natal (RN) e a ANPG participará da programação oficial, inclusive realizando a II edição do Salão Nacional de Divulgação Científica.www.salaonacional.org.br.
De acordo com Pires Junior, o modelo de desenvolvimento da indústria de construção naval adotado pelo Brasil na década de 80, quando o setor viveu um de seus melhores momentos, provocou efeitos desastrosos e que perduram até hoje. Extremamente protecionista, o plano se baseou em uma política de substituição de importação que previa a construção de navios no País para atender à demanda interna da marinha mercante. Porém, com a desregulamentação do setor de navegação, a abertura do mercado nacional e a entrada de competidores internacionais, a maioria dos estaleiros brasileiros entrou em crise e fechou as portas por falta de encomendas no mercado interno e porque não tinham tecnologia para competir no exterior.O professor afirma que eles precisarão recuperar o atraso tecnológico em relação aos concorrentes internacionais.
“O perfil de profissional que nós temos hoje no Brasil atuando nesse setor é o mesmo das décadas de 70 e 80. Será preciso qualificar e aumentar a quantidade de recursos humanos para atender à demanda do setor nos próximos anos tanto nas áreas de produção e operacional como de engenharia”. Segundo ele, as instituições de pesquisa e formação de recursos humanos para o setor naval no Brasil, como a Coppe/URFJ, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Petrobrás (Cenpes), estão se mobilizando e tomando iniciativas para suprirem as deficiências tecnológicas e de recursos humanos do setor. Mas ainda falta um maior engajamento das indústrias em participar e se envolver diretamente nesse processo.
Serviço: A palestra do engenheiro naval Floriano Carlos Martins Pires Junior será realizada no dia 25 de julho, às 10h00, durante a 62ª Reunião Anual da SBPC, que acontece de 25 a 30 de julho em Natal (RN), no campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). O evento, cujo tema é “Ciências do mar: herança para o futuro”, contará com centenas de atividades, entre conferências, simpósios, mesas-redondas, grupos de trabalho, encontros e sessões especiais, além de apresentação de trabalhos científicos e minicursos. Veja a programação em www.sbpcnet.org.br/natal/home/
A FINEP e o CNPq, agências do Ministério da Ciência e Tecnologia, e a CAPES (Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), do Ministério da Educação, acabam de divulgar o novo edital para o Programa Nacional de Pós-Doutorado (PNPD), com R$ 41,25 milhões destinados a incentivar a atuação de jovens doutores em projetos de pesquisa.
As propostas podem ser enviadas até o dia 2 de agosto de 2010.
As inscrições devem ser feitas por meio do formulário de propostas de acordo com cada linha do edital, nos seguintes sites: Linha 1 (projetos vinculados a programas de pós-graduação): www.capes.gov.br ; Linha 2 (projetos vinculados a empresas) e Linha 3 (projetos vinculados a grupos de pesquisa): carloschagas.cnpq.br. A divulgação dos resultados e o início das contratações estão previstas para setembro de 2010.
A parcela mínima de 30% do valor total do edital será destinada a projetos a serem desenvolvidos por pesquisadores vinculados a instituições executoras sediadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Os projetos aprovados terão a concessão de bolsa de pós-doutorado no valor mensal de R$ 3,3 mil, paga pelas agências, além de recursos de custeio para o bolsista no valor anual de R$ 12 mil. O tempo máximo para execução é de até 60 meses. As propostas também poderão prever contrapartida de outras instituições que sejam parceiras do projeto, como exemplo as Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (FAP), empresas, institutos de pesquisa, instituições de ensino superior, fundações universitárias, organizações não-governamentais, entre outras.
Dos cerca de 7 mil hospitais brasileiros, apenas 2,3% são hospitais universitários, mas eles são responsáveis pelo uso de um em cada dez leitos, e de 25% dos leitos de UTI. Além disso, mais de 37% de transplantes de alta complexidade ocorrem em hospitais universitários.
Com tanta responsabilidade, há uma crise de gestão e de custos nessas instituições, o que foi apontado em levantamento do Tribunal de Contas da União (TCU). A situação foi debatida nesta quinta-feira (24/6) na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados.
O assessor da Secretaria de Controle Externo do Tribunal de Contas da União no Rio Grande do Sul, André Kirchheim, apontou os três principais problemas que precisam ser resolvidos de imediato. "A insuficiência e a precariedade de pessoal desses hospitais universitários; a questão de financiamento; e a necessidade de os hospitais terem autonomia gerencial, porque muitos desses gestores não têm autonomia", explica.
Terceirizados
Os terceirizados formam a metade dos trabalhadores em hospitais universitários, e sempre surgem impasses quando os contratos terminam. Com relação ao orçamento, 80% dos recursos vêm do Ministério da Educação e 20% do Ministério da Saúde, o que é insuficiente.
No início do ano foi editado um decreto presidencial criando o Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais, que prevê o aumento gradual do financiamento pelo Ministério da Saúde.
No entanto, falta uma portaria interministerial regulamentando o assunto, que deve ser publicada ainda nesta semana. Para 2010 estão previstos R$ 200 milhões, mas seriam necessários R$ 750 milhões.
Regras de financiamento
A diretora do Departamento de Atenção Especializada da Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Maria Inez Pordeus Gadelha, reconhece a necessidade de mudar as regras de financiamento. "A questão maior é essa complexidade que eles têm e uma única fonte de financiamento não resolve a questão", avalia.
"Grande parte dos gastos deles, e eles são realmente mais caros, que é natural, deriva de outras atividades que os hospitais universitários, até por perfil institucional, são obrigados a prestar e a fazer." Ela ressalta que os hospitais universitários são mais caros porque, além de atenderem a população, ensinam, o que obriga o uso de mais material hospitalar.
Sem flexibilidade
O presidente da Associação Brasileira de Hospitais Universitários e de Ensino, Carlos Alberto Justo da Silva, afirma que as normas vigentes impedem a flexibilidade orçamentária e, consequentemente, o uso mais racional dos recursos nos hospitais.
Ele citou, como exemplo, mudanças estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que implicam no uso de material hospitalar mais caro e que não são acompanhadas de uma contrapartida orçamentária.
(Da redação com informações do Jornal da Ciência e Agência Câmara)
O professor uruguaio Ernesto Spinak concedeu uma entrevista à Agência FAPESP na qual falou sobre os sistemas usados para medir a produção científica, entre eles, o Fator de Impacto.
Os dois principais focos de trabalho do professor uruguaio Ernesto Spinak são a automação de bibliotecas e a avaliação de sistemas de informação. Com o apoio financeiro de organizações internacionais, ele foi o responsável pela avaliação da coleção de bibliotecas na Argentina, no Chile e na Bolívia. Seus cursos de controle de qualidade, avaliação de bibliotecas virtuais e estatísticas bibliométricas são referência na América Latina.
Confira a entrevista na íntegra:
Agência FAPESP – De que maneiras pode ser feita a avaliação da produção científica?
Ernesto Spinak – O que mais se faz é capacitar a produção científica, criando metodologias e utilizando índices métricos, como o Fator de Impacto. Também faz parte da avaliação o uso do sistema peer review, a avaliação por pares, usado mais na relação editorial entre os trabalhos científicos e as publicações. Tenho estudado a aplicabilidade desses procedimentos de avaliação na internet, de quais regras ou índices usados para medir a produção científica em papel podem ser transpostos para a web.
Agência FAPESP – Quais são as dificuldades de aplicação de métodos numéricos para avaliar a qualidade da produção científica?
Ernesto Spinak – Quando usamos métodos numéricos estamos supondo que os números medem a qualidade. Digo suposição porque ninguém até hoje demonstrou que eles revelam ou não a qualidade. Porém, fatores como o mercado e a visibilidade da revista que fez a citação, assim como sua força econômica, interferem no impacto que o trabalho científico causa na sociedade. As publicações de instituições menos poderosas, de países menos ricos, podem ter uma qualidade tão boa quanto as de países desenvolvidos, mas elas têm mercado menor. Uma revista publicada nos Estados Unidos tem o respaldo de um milhão de cientistas, enquanto uma boa revista chilena terá visibilidade de cinco mil pesquisadores.
Agência FAPESP – O que é o Fator de Impacto?
Ernesto Spinak – É um sistema que determina a quantidade de vezes que uma publicação é citada em certo período de tempo, dividida pela quantidade de artigos publicados. O Information Sciences Institute (ISI) utiliza um período de dois anos. Na minha opinião, é melhor calcular entre três e cinco anos. Um período mais longo permite que publicações de periodicidade maior, ou que sofram problemas de mercado, tenham a possibilidade de aparecer no índice.
Agência FAPESP – Além do ISI, que outras instituições fazem levantamentos usando o princípio do Fator de Impacto?
Ernesto Spinak – O projeto da biblioteca virtual Scielo (Bireme e FAPESP), e outras duas instituições na Índia e na China. O Fator de Impacto é reconhecido internacionalmente, mas existe muitas correntes contrárias a ele. Existem mais de 30 indicadores de qualidade da produção científica, o Fator de Impacto é apenas um deles.
Agência FAPESP – De acordo com sua análise, por ser um sistema numérico, o Fator de Impacto não mediria a qualidade da produção científica. Mas o fato de uma revista ter escolhido publicar um trabalho entre tantos existentes já não é um indicador de qualidade?
Ernesto Spinak – Por que escolheram um trabalho em detrimento de outro? Porque era o que estava à vista, sobre a mesa ou na base de dados. Há vinte anos, aproximadamente, as cifras mostram que os textos citados não são necessariamente aqueles que as pessoas lêem. Essa é uma velha discussão entre Eugene Garfield, do ISI, e Maurice Line, da British Lending Library (BLL), ambos aposentados atualmente. A BBL é o maior instituição a abrigar documentos e a produzir fotocópias no mundo, cerca de 6 milhões de cópias ao ano. Segundo Line, as estatísticas sobre o conteúdo do que as pessoas solicitavam para copiar não correspondiam com o Fator de Impacto medido pelo ISI. Este fator serve para medir, do conjunto de publicações, quais são as mais citadas, não necessariamente as melhores, embora supõe-se que as melhores estejam no todo.
Agência FAPESP – Como o senhor avalia a produção científica na América Latina, estamos produzindo material de qualidade?
Ernesto Spinak – Não vou opinar sobre o que é melhor porque existem distintas estratégicas de produção. No Brasil, Bireme e FAPESP têm o projeto Scielo, que há muito tempo era necessário para dar visibilidade às publicações latino-americanas. Assim, o Fator de Impacto de muitas publicações locais aumentou graças ao Scielo e essas revistas estão no ISI. O Brasil tem uma política de divulgação científica que deu ao país visibilidade, como aconteceu no Chile. No momento em que a internet passou a ser usada como instrumento de divulgação, os dois países ingressaram nos sistemas internacionais e suas produções estão sendo incorporadas ao mainstream. O Uruguai, por exemplo, tem uma política totalmente diferente. A decisão é não ter revistas científicas próprias e publicar diretamente nas melhores revistas internacionais. Então, no ISI, não há registro de revistas uruguaias, mas os autores do país publicam nas revistas do primeiro mundo. A situação latino-americana é muito variada. Países como Jamaica ou Trinidad e Tobago têm produções científicas bem menores do que Argentina ou Uruguai mas, como ex-colônias britânicas, eles ganham o direito de publicar nas revistas inglesas, o que lhes dá visibilidade.
Agência FAPESP – Segundo o Fator de Impacto, qual é o país da América Latina que tem maior número de citações?
Ernesto Spinak – Essa questão tem muitas respostas, mas diria que, em números absolutos, é o Brasil, em virtude da maior quantidade de publicações. Mas é possível afunilar esses dados por população, pelo Produto Interno Bruto (PIB) ou por quantidade de cientistas, por exemplo. As cifras não são comparáveis imediatamente e também dependem das políticas dos países. Os pequenos, como Taiwan ou Finlândia, que não têm tanta produtividade científica em números absolutos, têm a pesquisa mais dirigida à geração de patentes ou à busca de tecnologias. Em casos como esses, o Fator de Impacto acaba sendo nada além de um simples número.
Reunidos em assembleia geral no último dia 1º de junho de 2010, na Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia (UFBA), os estudantes da pós-graduação aprovaram a criação de sua entidade representantiva: a APG-UFBA. A assembléia contou com a participação de estudantes dos programas de mestrado e/ou doutorado em Educação, Direito, Comunicação, Música, Dança, Ensino de Filosofia e História, NEIM (Núcleo de Estudo Interdisciplinar sobre a Mulher), Residência em Saúde Coletiva e da Especialização na área da Educação Física. Além disso, recebeu apoio de estudantes dos programas de Engenharia Elétrica, Administração e Letras.
Mobilizados pela necessidade de unificar as lutas em defesa de seus direitos, os estudantes aprovaram por unanimidade a fundação da associação, assim como o estatuto que passa a regir a entidade. A assembleia foi organizada, segundo orientação da ANPG, por uma comissão formada por 20 estudantes de 8 programas diferentes, que começou a se organizar em julho de 2009.
Unanimidade
Na assembleia, a chapa única "APG: Construir, lutar e conquistar", foi eleita pelos estudantes para gerir a entidade sob uma plataforma apresentada ao conjunto dos presentes e aprovada também por unanimidade. Entre os pontos que a agora gestão defende, destacam-se a luta pelo Bandejão gratuito no restaurante universitário, a garantia de assistência estudantil também aos pós-graduandos integrando a luta por R$ 600 milhões específicos do MEC para a Assistência Estudantil, a batalha por mais bolsas e reajustes nas bolsas de mestrado e doutorado, garantia dos direitos dos pós-graduandos bolsistas como a licença-materinidade e o 13º salário, a luta por uma sede da APG na UFBA e o apoio ao projeto da FUP/CUT em defesa da Petrobrás 100% estatal, bandeira aprovada também no 22º Congresso Nacional de Pós-Graduandos.
Agora a gestão deve se reunir para organizar a posse, bem como a divulgação da fundação da APG para a comunidade acadêmica na UFBA.
Um passo importante na luta em defesa da unidade dos estudantes em suas entidades pela conquista de seus direitos!
Por Maíra Gentil, Vice-presidente regional nordeste da ANPG e integrante da gestão eleita da APG-UFBA
As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas até 16 de julho. A Universidade Federal da Integração Latino-americana é em Foz do Iguaçu (PR) e vai oferecer vagas também para estudantes da Argentina, Paraguai e Uruguai
A UNILA, abre edital de seleção para o ingresso de 150 alunos brasileiros. Os estudantes podem concorrer a vagas para graduação em Ciências Biológicas: Ecologia e Biodiversidade (manhã); Relações Internacionais e Integração (tarde); Economia, Integração e Desenvolvimento (noite); Sociedade, Estado e Política na América Latina (tarde); Engenharia Ambiental de Energias Renováveis (manhã); e Engenharia Civil de Infraestrutura (manhã). Em cada curso são oferecidas 25 vagas para estudantes brasileiros, as demais serão preenchidas por alunos da Argentina, Paraguai e Uruguai.
O candidato poderá indicar no formulário de inscrição dois cursos de graduação de interesse sendo opção 1 e opção 2. De acordo com o edital, o candidato somente concorrerá à opção 2 caso as vagas para este curso não tenham sido preenchidas por candidatos da opção 1. A seleção dos alunos brasileiros terá como base as notas do último Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), de 2009.
A UNILA está localizada em Foz do Iguaçu, Brasil, com sede provisória no Parque Tecnológico Itaipu (PTI). A Universidade tem a missão de contribuir, nos planos acadêmico e cultural, com a integração da América Latina. Com proposta acadêmica inovadora inter e transdisciplinar, a UNILA é uma universidade bilíngüe (português e espanhol).
Especificidades do Edital
O reitor da UNILA, Hélgio Trindade, observa que no processo seletivo haverá uma ponderação em favor dos candidatos egressos de escolas públicas brasileiras. O aluno que frequentou três anos na rede pública terá a nota do Enem multiplicada por 1.3; com dois anos de escola pública, a nota será multiplicada por 1.2; e um ano, 1.1.
Segundo Trindade, a ponderação tem base estatística: 89% dos alunos brasileiros de ensino médio estão matriculados na rede pública, enquanto apenas 11% nas escolas privadas. Nos processos seletivos tradicionais, no entanto, as escolas privadas preponderam sobre as públicas, estabelecendo uma distorção. "Por isso nós queremos com essa ponderação valorizar os alunos que vêm das escolas que são majoritárias", explica.
Trindade acrescenta que a expectativa é que já no próximo processo seletivo, em março de 2011, o número de alunos selecionados possa chegar a dois mil. Também será ampliado, progressivamente, o número de países participantes nos processos de seleção da UNILA até alcançar toda a América Latina.
As inscrições deverão ser realizadas exclusivamente pela internet, no site da Unila (www.unila.edu.br), até o dia 16 de julho.
II Salão Nacional de Divulgação Científica da ANPG
De 26 a 30 de julho, na cidade de Natal(RN), acontece a 2ª edição do Salão Nacional de Divulgação Científica da UNE, UBES e ANPG. A atividade acontecerá durante a programação da 62ª Reunião Anual da SBPC.
Um dos participantes esperados para a atividade é o Reitor da UNILA, Hélgio Trindade.
"Nessa perspectiva, assumo o compromisso público de instituir, num futuro próximo, o Conselho Consultivo de Integração Universidade-Sociedade para estabelecer o diálogo aberto e permanente entre a UNILA, sua cidade e sua região”. Disse o professor Hélgio em discurso proferido durante a posse do Vice-Reitor, professor Gerónimo de Sierra.
As palavras do Reitor e a própria existência da UNILA em muito se aproximam com o tema do Salão promovido pelas entidades estudantis: A Integração Científica e Tecnológica da América Latina.
Da redação, com informações da Assessoria de Imprensa UNILA e Estudantenet.
Dos primeiros tempos de sua criação, em junho de 1980, até 2010, a Fundação de Amparo à pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj) veio mudando seu perfil. Fruto da fusão da Fundação Centro de Recursos Humanos da Educação e Cultura (CDRH) e da Fundação Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social do Rio de Janeiro, no início, a instituição teve sua vocação para a pesquisa dificultada pela vinculação com a Secretaria de Planejamento e Coordenação Geral do governo do Estado.
Na primeira gestão do governador Leonel Brizola (1982 a 1986), seu trabalho esteve focado na implantação do Programa Especial de Educação e gerenciamento dos Centros Integrados de Educação Pública (Cieps) e apenas na gestão seguinte, do governador Moreira Franco, uma mudança de estatuto e de objetivos, possibilitou centrar seu objetivo no apoio à pesquisa, tal como vem desempenhando, desde então.
“Hoje, a Faperj é uma fundação de grande relevância no cenário do governo estadual e mesmo nacional. Fechamos o triênio 2007/2009 com a execução de um orçamento recorde de R$ 785 milhões, com perspectiva de se atingir a marca de R$ 1,1 bilhão no quadriênio 2007-2010", comentou o diretor-presidente da fundação, Ruy Garcia Marques.
Theatro Municipal reformado recebe comunidade científica
Várias atividades ocorridas durante a semana abriram as comemorações, como o Seminário para Acompanhamento dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) sediados no Estado do Rio de Janeiro e a reunião do Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I (Consecti), do Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap) e do Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Municipais de CT&I.
Mas a grande atração terá lugar na quinta-feira, dia 24 de junho, a partir de 19h30, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, templo da alta cultura carioca, que abrirá as suas portas para receber a comunidade científica e tecnológica do RJ e celebrar os avanços e conquistas da pesquisa fluminense, com a presença do governador Sérgio Cabral. Durante o evento, serão entregues os termos de outorga de oito editais lançados pela Fundação, além de medalhas comemorativas a bolsistas e pesquisadores de todas as grandes áreas do conhecimento, de diversas modalidades, desde o ensino médio ao doutorado, e a empreendedores que receberam o apoio para o desenvolvimento de seus projetos de pesquisa e inovação durante o exercício de 2009, conforme deliberação do seu Conselho Superior.
Na ocasião, será lançado o livro Rio Científico – Inovação e memória, organizado sob a coordenação do pesquisador Ítalo Moriconi, Coordenador Executivo da editora EdUerj, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), a partir de demanda da Faperj. O livro conta, em uma linguagem simples, a história dos acontecimentos científicos do Estado, levando em conta iniciativas relevantes em diversas áreas do conhecimento.
O diretor presidente da Faperj, Ruy Garcia Marques, celebra a data: “É uma grande honra para mim ocupar a presidência da Fundação neste momento”. E prosseguiu: “A FAPERJ está completando 30 anos de existência, no mesmo ano em que ocorre o centenário de nascimento de seu patrono, o eminente pesquisador Carlos Chagas Filho (1910-2000),e vem desempenhando um papel de grande relevância no estímulo às atividades científicas e tecnológicas, em todo o Estado, a partir de um planejamento orientado por uma política pública desenvolvimentista. Sem dúvidas, temos que agradecer aos diversos dirigentes da Fundação que, no passado, imbuídos do mais alto espírito realizador, contribuíram para o momento que hoje presenciamos”.
Da redação, com informações da Assessoria de Comunicação da Faperj.
No dia 11 de junho de 2010, durante o XIX Encontro do CONPEDI (Conselho Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Direito), foi realizado fórum de discentes, na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará, em Fortaleza, no qual foi aprovado o estatuto e eleita a diretoria da Federação Nacional de Pós-Graduandos em Direito – FEPODI.
O evento foi marcado pela presença de discentes de diversos programas de pós-graduação de todas as regiões do país e pela reabertura de um espaço democrático de debates e reivindicações para os mestrandos e doutorandos em Direito do Brasil.
De 25 a 30 de julho de 2010, estudantes, pesquisadores, professores e gestores da área de Ciência,Tecnologia & Inovação se reunirão em Natal (RN) para o 2º Salão Nacional de Divulgação Científica, organizado pela ANPG, em parceria com a UNE, a UBES e a OCLAE.
O Salão tem o tema "Integração Científica e Tecnológica da América Latina" e é parte da programação oficial da 62ª Reunião Anual da SBPC.
Os debates, atividades culturais e oficinas acontecem no Centro de Biociências da UFRN. As inscrições para o 2º Salão podem ser feitas através do sítiowww.salaonacional.org.br.
O 2º Salão contará também com a realização da Mostra Científica. De acordo com o Edital, a intenção da Mostra é permitir uma integração dos estudantes de Ensino Médio, Técnico, Graduação e Pós-Graduação e a difusão das diversas pesquisas produzidas no Brasil.
Inscrição de trabalhos vai até 30 de junho
Poderão apresentar trabalhos estudantes de qualquer nível, vinculados à instituição de ensino e/ou pesquisa no país ou no exterior. O prazo final para inscrições de trabalho é 30 de junho. Acesse o formulário online clicando aqui.
A taxa de inscrição para o 2º Salão de Divulgação Científica da ANPG é de R$ 20,00 e deve ser depositada na seguinte conta:
Banco do Brasil
Titularidade Associação Nacional de Pós-graduandos
Agencia: 4328-1
Conta Corrente: 6698-2
O comprovante deverá ser enviado por e-mail para o endereço [email protected] ou apresentado no dia da Mostra.
A inscrição (tanto no Salão como na Mostra) não dá direito a alojamento, alimentação ou transporte.
Da esquerda para a direita: a diretora da ANPG Angélica Müller, o reitor da UERJ, Ricardo Vieralves e o diretor do antigo IUPERJ, Jairo Nicolau. Atrás, o representante dos alunos, Fernando Perlatto. Foto: Vitor Mourão
Em outras ocasiões, nesta página, foram relatadas notícias sobre a crise do Instituto Universitário de Pesquisas do Estado do Rio de Janeiro (IUPERJ) devido à falta de pagamento aos professores desta instituição. No Congresso da ANPG deste ano, realizado em abril na UFRJ, foi realizado um Ato Público de apoio ao IUPERJ e aprovada uma moção de solidariedade ao Instituto.
Na noite desta terça-feira, 22 de junho, foi dado importante passo na direção da solução destes problemas. Em evento no auditório principal do Anexo do Palácio Guanabara, onde estiveram presentes o governador do Rio, Sérgio Cabral, o reitor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Ricardo Vieiralves, o diretor do (até então) IUPERJ, Jairo Nicolau, entre outros integrantes do alto escalão administrativo do estado, foram assinados os documentos que criam as bolsas para professor visitante que permitirão a incorporação dos professores deste Instituto à UERJ. Será criado um novo instituto denominado Instituto UERJ de Pós-Graduação e Pesquisa (IUPPERJ).
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, participou da solenidade, ocorrida nesta terça-feira. Foto: Vitor Mourão
Patrimônio intelectual
O professor Ricardo Vieiralves ressaltou que a solução dos problemas colocados leva em conta a importância da preservação do patrimônio intelectual do Estado, informando ainda que os novos programas de pós-graduação serão vistos como sucessores dos programas existentes até então, conformado acertado com o presidente da CAPES, Jorge Guimarães.
O representante dos alunos do IUPERJ, Fernando Perlatto, entregou uma carta de apoio ao processo de transição referendada pelo corpo discente do instituto, além de fazer um discurso agradecendo a seriedade que o governador e o reitor da UERJ têm dedicado ao instituto, defendendo ainda a importância da manutenção de sua integralidade e de sua excelência.
ANPG presente
A ANPG esteve presente no evento, com a presença de Angélica Müller, diretora de Relações Institucionais. Na ocasião, Angélica conversou com os pós-graduandos do Instituto que demonstraram estar atentos neste momento de transição e solicitaram o acompanhamento da entidade nacional nas negociações que se seguirão com a CAPES e a UERJ.
Colaboraram Angélica Müller (ANPG) e Vitor Mourão (Iupperj)