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Senado Federal aprovou por unanimidade, em voto aberto, nesta quarta-feira, 19, o Projeto de Lei que reconhece a responsabilidade do Estado brasileiro pela destruição da sede da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), no Rio de Janeiro.

 

Depois de passar por diversas comissões na Câmara dos Deputados e no próprio Senado, o PLC 19/10 (Projeto de Lei da Câmara) foi aprovado com tranqüilidade, por todos os senadores da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), e agora aguarda sanção presidencial.

"O PL foi relatado por parlamentares de todos os grandes partidos e aprovado por unanimidade, em todas as comissões", comemorou Augusto Chagas, presidente da UNE, afirmando que o trâmite do projeto no Congresso Nacional “demonstra a importância do tema para a democracia do país e o respeito às instituições e o que elas representam”. O presidente da UBES, Yann Evanovick, afirmou que trata-se do “resultado da luta de toda uma geração”

A diretora de Relações Institucionais da UNE, que acompanhou de perto o andamento do projeto, Marcela Rodrigues, concorda e diz mais. “Ninguém perde com essa decisão. O Legislativo ganha por demonstrar o comprometimento com o Estado democrático, e o Executivo repara uma perda histórica. E nós estudantes no final exaltamos o fim da ditadura e mostramos que, mesmo diante de todo o sofrimento, não sucumbimos”.  

O período ainda obscuro de nossa história foi ainda mencionado no relatório final da CCJ: “… o PLC é justo e vem reparar a violência sofrida pela UNE, quando da invasão e incêndio de sua sede, em março de 1964, e da posterior demolição do prédio em 1980”, declarou o relator, senador Marco Maciel (DEM-PE). Além de reconhecer a responsabilidade do Estado, a proposta estabelece o pagamento de uma indenização pela perda do prédio.

O senador Demóstenes Torres (DEM-TO) também reconheceu o valor da aprovação. “Nada mais justo que a sede seja reconstruída e com isso a UNE possa novamente reviver aqueles momentos gloriosos”, declarou o parlamentar, que é presidente CCJ, última comissão que avaliou o PLC.

Depois de longos anos de lutas, – somente em 2007 o terreno onde ficava a sede foi judicialmente recuperado – a expectativa é pelo último ato. “Aguardamos ansiosos a sanção presidencial para batalhar a construção do projeto que nos foi presenteado pelo arquiteto Oscar Niemeyer", lembrou a presidente da ANPG, Elisangela Lizardo.

10 de maio de 2007: arquiteto Oscar Niemeyer entrega projeto da sede das entidades à UNE

Maquete da futura sede a ser construída no terreno da Praia do Flamengo, 132

 

 

Clique aqui e saiba mais sobre a luta do Movimento Estudantil pela reconstrução de sua sede, na Praia do Flamengo, 132, Rio de Janeiro.

 

Fonte: Estudantenet

 

 

Longa vida ao IUPERJ!

Por Josué Medeiros

Vivemos uma era de grande fluxo de informações, sobre os mais variados temas. Ainda assim, alguns acontecimentos passam (quase) despercebidos pelo conjunto da sociedade, mesmo sendo de enorme importância para ela. É o caso da atual situação de crise financeira de um importante centro de pós-graduação em Ciências Sociais do Brasil, o Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ), vinculado a Universidade Candido Mendes (UCAM).
 
A verdade é que a maioria do grande público sequer sabe da existência do IUPERJ. Isso não é culpa da instituição nem das pessoas, mas sim fruto do grande funil que se tornou a educação em nosso país, situação que vem se alterando nos últimos anos. Mas de fato, se ainda temos um numero reduzido de alunos nos cursos de graduação das Universidades e Faculdades brasileiras, imagina nos programas de pós-graduação? A maioria deles é desconhecida do conjunto da sociedade.
 
Voltando ao IUPERJ, um pouco de história. Esse instituto foi criado no ano de 1969, no auge do autoritarismo da Ditadura Militar. Logo de início, constituiu-se em um refúgio para intelectuais comprometidos com a democracia brasileira, não apenas no sentido de resistência aos arbítrios ditatoriais, mas também como espaço de reflexão sobre como construir em nosso país uma democracia consolidada e substantiva.
 
Não resta dúvida que o IUPERJ, em conjunto com outros programas de pós-graduação do Brasil, foi peça chave no processo de resistência ao regime militar e de construção da democracia brasileira, contribuindo com uma massa crítica intelectual para a mobilização que a sociedade civil e os partidos políticos empreenderam desde os anos 1970 e até os dias de hoje.
 
A importância do IUPERJ não se restringe ao passado. Ainda que vinculado a uma universidade particular, o caráter do IUPERJ é incontestavelmente público. Todos os serviços oferecidos aos alunos são gratuitos. O corpo discente é positivamente diverso, tanto no que se refere ao tema, quando à regionalidade e nacionalidade. Temos alunos de todas as regiões do Brasil e de diversos países latino-americanos.
 
Mais de 40% dos doutores formados no IUPERJ são hoje professores nas universidades públicas brasileiras, e muitos outros estão em centros de pesquisa aplicada como o IPEA e a FIOCRUZ, por exemplo, todos contribuindo com seu trabalho para a solução dos problemas mais urgentes enfrentados pela sociedade brasileira.
 
O mesmo pode ser dito sobre as linhas de pesquisa animadas no IUPERJ: do problema da distribuição de renda passando pela questão racial, da importância dos partidos políticos para uma democracia sólida até uma análise sobre o funcionamento do legislativo, executivo e judiciário brasileiro, das reflexões sobre os direitos humanos chegando à discussão sobre as conferências e a democracia participativa, do debate acerca da integração regional sul-americana até o levantamento das raízes históricas e sociais da política brasileira, enfim, todos temas que são caros para a construção de um país democrático e realmente justo.

Todo esse patrimônio, que não pertence a nenhum ente privado, a nenhum dono de universidade, hoje corre risco de se perder. A situação chegou no limite. Funcionários e professores não recebem integralmente seus salários há vários meses. Diversos direitos trabalhistas não estão sendo respeitados.

A importância do IUPERJ para os meios acadêmicos e universitários, políticos e governamentais ficou clara no processo de mobilização que a instituição lançou para buscar soluções definitivas para essa crise financeira que explodiu este ano, mas que já era latente há mais de uma década. Recebemos apoios de diversos programas de pós-graduação e de academias e sociedades cientificas, de inúmeros intelectuais, políticos e gestores de diversas esferas de governo.

Três soluções foram levantadas nessa caminhada para salvar o IUPERJ. A ideal seria a estatização do Instituto, com sua vinculação a alguma universidade pública. Infelizmente, essa solução foi rapidamente descartada, pelas dificuldades legais que geraria.
 
A outra, também já descartada, era sem dúvida a pior, pois implicava em “salvar” o IUPERJ aprofundando seus vínculos com o setor privado, instituindo cobrança de mensalidade, voltando totalmente sua produção para as demandas mercadológicas.

Por fim, a alternativa que se mostrou mais viável foi a de transformar o IUPERJ em uma Organização Social (OS) vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia, o que viabilizaria o aporte de recursos provenientes das agências de fomento como o Capes e o CNPq, entre outras. Em contrapartida, o Instituto se comprometeria com metas públicas e a transparência e controle dos recursos seriam garantidos.

Esse não é um debate fácil para as forças progressistas. As Organizações Sociais fazem parte de um conjunto de reformas do Estado propostas no auge da hegemonia neoliberal no Brasil (anos 1990), e tinha como objetivo diminuir a presença do Estado nos diversos setores da vida nacional. O conceito de público-não estatal surge como forma de legitimar esse programa, que pretendia englobar áreas como saúde, educação, cultura, etc.

A resistência a essa proposta ainda é forte nos movimentos sociais das respectivas áreas, nos partidos políticos de esquerda, entre intelectuais e pensadores comprometidos com o público. As experiências em curso com OS nos estados e municípios são no mínimo controversas, muitas das promessas de melhoria nos serviços não vieram, a restrição dos serviços para a parte mais pobre da população é uma possibilidade sempre presente.

O caso do IUPERJ é exatamente o oposto. Na prática, trata-se de um movimento do Estado encampando um Instituto com regime jurídico privado. O caráter público do IUPERJ, que já existe de fato, passaria a existir de direito, pelo menos no que se refere ao vinculo estatal. Por isso, se a transformação do IUPERJ em OS se concretizar, será um avanço.

O caráter público de uma instituição não se encerra no seu atrelamento com o Estado. Mas esse é um primeiro e importante passo para institucionalizar as boas práticas do IUPERJ que já estão em curso. Outro passo  necessário é envolvermos a sociedade de forma ampla nesse debate, especialmente no momento de estabelecer as metas de pesquisa da futura OS, na cobrança de transparência dos recursos.

Por fim, não é demais frisar a importância desse debate acerca do IUPERJ para o recorte que nos interessa, que é o da juventude. As questões da pós-graduação, da ciência e tecnologia, da produção de conhecimento são momentos chaves de um projeto de desenvolvimento nacional, popular e democrático que de fato inclua a juventude, rompendo com o circulo vicioso estruturado pelo neoliberalismo de submeter os jovens ao desemprego e à violência.

Manter vivo o IUPERJ só vai ser uma tarefa exitosa se envolver um conjunto maior de cidadãos, ativistas, militantes, que pautem o problema da educação e do conhecimento de forma realmente democrática. E isso só ocorrerá com uma mobilização forte da juventude, principal setor interessado na ampliação e massificação desses direitos. De positivo, fica o registro de que essa mobilização já se iniciou. Os estudantes do IUPERJ estão intervindo nesse debate, a Associação Nacional de Pós Graduação (ANPG) e a União Nacional dos Estudantes (UNE) deram total apoio ao movimento para salvar o IUPERJ.

Josué Medeiros é historiador e mestrando do IUPERJ





O movimento estudantil brasileiro mostrou mais uma vez que está presente e atuante nas lutas em defesa do povo brasileiro e lotou a Esplanada dos Ministérios nesta quinta-feira, dia 20 de maio, para levar aos parlamentares uma reivindicação que pode mudar a cara do Brasil.

A manifestação foi organizada pela União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e Associação Nacional dos Pós Graduandos (ANPG).

 

 

 

Uma comissão de estudantes foi recebida pelo líder do governo da Câmara, Romero Jucá. As lideranças pressionaram o poder legislativo para que a aprovação do Projeto de Lei nº 7 de 2010, que cria o Fundo Social do Pré Sal, seja acelerada e votada ainda este mês. As manifestações prosseguem até o dia 8 de junho, data prevista de votação no Senado do Projeto de Lei da Câmara PLC 7/10, que cria esse fundo.

A reivindicação dos estudantes sensibilizou os senadores Fátima Cleide (PT-RO), Ideli Salvatti (PT-SC) e Inácio Arruda (PC do B-CE), autores de emenda ao PLC 7/10 destinando metade da receita do Fundo Social para programas educacionais públicos. Como tramita em regime de urgência, o projeto já foi incluído na Ordem do Dia e teve o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) indicado relator em Plenário.

De acordo com a presidente da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), Elisangela Lizardo, a bandeira "50% do Pré Sal para a educação" representa a oportunidade do Brasil avançar substancialmente nos próximos anos na área da educação. O desenvolvimento do país precisa estar amparado num grande investimento neste setor estratégico.Estamos confiantes na aprovação.

 

Da redação, com informações de Estudantenet e Agência Senado

 

 

 

 

 







A Carta da ANPG percorre o Brasil

                                                                                                                                             Por Reinaldo César

 

Durante todo o ano de 2009 a ANPG percorreu o Brasil todo com sua Caravana de Ciência, Tecnologia e Inovação promovendo debates com o conjunto dos pós-graduandos. No dia 7 de abril deste ano, em Brasília, uma reunião foi organizada por representantes da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) e pós-graduandos de todo país, na qual foram entregues, ao próprio Ministro da Educação, Fernando Haddad, as pautas de reivindicações dos pós-graduandos. Decorrentes dessa Caravana, os estudantes de pós-graduação mobilizados em todo país continuam sua luta pelos direitos da categoria. Direitos esses, que não podem ficar apenas na idealização, mas sim como parte de um programa de investimentos a serem tomados pelo governo e nação.

Nossa luta é simples e objetiva, uma luta por direitos e desenvolvimento da pesquisa e educação. Para que isso ocorra é necessário um plano que universalize as bolsas, garanta reajustes anuais, assistência estudantil, licença maternidade, vagas em creches, 130 bolsa entre outras tão importantes reivindicações.

Esses investimentos serão concretizados se toda a sociedade brasileira impulsionar uma pressão popular, exigindo que o Ministro Haddad e o governo federal tomem nossas reivindicações como parte de programa de governo. A campanha, aprovada no último Congresso da ANPG, está em curso e já está percorrendo vários estados do país.

                Recentemente, no dia 3 de maio, foi entregue ao Senador Eduardo Suplicy a carta da ANPG ao MEC, solicitando seu apoio político e que intervenha junto ao governo federal para o atendimento de nossas demandas em caráter de urgência. O Senador Suplicy mostrou-se otimista e receptivo em debater o assunto.

                Agora cabe a cada entidade e estudantes de pós-graduação do país procurarem mais apoiadores políticos (parlamentares, sindicais) para que juntos encabecem essa luta, que não é apenas por direitos mas sim para desenvolvimento de um país soberano.

O quadro atual da pós-graduação melhorou em relação a governos anteriores, mas ainda há muitas reivindicações que não foram atendidas, justificado principalmente pelo fato alarmante que 50% dos estudantes das universidades públicas ainda não possuem bolsa, o que gera um quadro de precarização, sem falar da falta de possibilidades de seguir uma carreira fora da academia, causado principalmente pela falta de institutos públicos de pesquisa.

A nossa luta já começa a gerar conquistas, pois no último dia 26/04 a justiça de São Paulo deu ganho de causa para os pós-graduandos garantindo de volta a meia passagem intermunicipal, em uma ação conjunta de todas as APG´s do Estado com a ANPG, sempre mantendo a pressão para reverter a posição do governo estadual. Agora é exigir do MEC a extensão pata todo o país deste direito, pois somente a luta conquista.

 

Reinaldo César é membro da APG USP São Carlos

 

 

A posse da nova diretoria da ANPG, eleita durante o XXII Congresso Nacional de Pós-Granduandos, de 15 a 18 de abril de 2010, no Rio de Janeiro, acontecerá em Brasília, no próximo dia 25 (terça-feira), às 10h.

Para a nova presidente da entidade, Elisangela Lizardo, a ANPG tem que “reafirmar o compromisso da entidade na defesa de um Brasil soberano, no reconhecimento da Ciência e Tecnologia como setores estratégicos para o país e na defesa dos direitos dos pós-graduandos”.

 

Na segunda-feira (24), acontece  também a 1ª reunião da nova diretoria, e a pauta é o Planejamento da Gestão, de acordo com as diretrizes do 22º Congresso da ANPG. Um dos objetivos é tratar dos preparativos para o 2º Salão Nacional de Divulgação Científica, organizado em conjunto com a União Nacional dos Estudantes(UNE), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e Comissão Nacional do PET (CENAPET). Esta importante atividade ocorre durante a 62ª Reunião Anual da SBPC, de 25 a 30 de julho de 2010 ,em Natal, capital do Rio Grande do Norte.

Confira a Programação completa aqui

 

 Caravana pelos Direitos dos pós-graduandos

 

No dia 25, além da posse, ocorrerão as atividades da 2ª Caravana da ANPG a Brasília –pelos Direitos dos pós-graduandos. A atividade será marcada por duas audi~encias em que os pós-graduandos apresentarão suas pautas: no período da manhã os diretores da ANPG se reúnem com o presidente da CAPES, professor Jorge Guimarães. No fim da tarde, a audiência é com o Ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende.

 

Após a posse, a ANPG participa das atividades da 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI), que ocorre em Brasília entre 26 e 28 de maio. Durante a 4ª CNCTI, ocorre a etapa nacional da Caravana da ANPG de Ciência, Tecnologia e Inovação, que tem atividades prevista nesta quinta-feira (20/5) em Porto Alegre (RS) e Belém (PA). Na sexta, ocorre a etapa Centro-Oeste da Caravana de CTeI da ANPG , em Goiânia (GO). 

 

 

De São Paulo, Luana Bonone







“50% do Fundo do Pré-sal para a Educação” além de intitular a campanha das entidades estudantis, ANPG (Associação Nacional de Pós-Graduandos), UNE (União Nacional dos Estudantes) e UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas), também se transformou em emenda ao texto do Projeto de Lei que cria o Fundo Social, para futura aplicação de recursos provenientes da exploração do petróleo na camada pré-sal. Pela emenda, 50% do total da receita obtida pelo Fundo Social “deverão ser aplicados em programas direcionados ao desenvolvimento da educação".

Já estão na pauta do Senado Federal os vários e diferentes Projetos de Lei que determinarão o futuro dos recursos advindos da exploração do petróleo na costa brasileira. O momento é de grande expectativa e os pós-graduandos brasileiros estarão representados nesta grande oportunidade para garantir que as riquezas brasileiras sirvam, de fato, ao desenvolvimento do país e ao investimento em Educação.

Por isso, as entidades estudantis UNE, UBES e ANPG convocam os estudantes a novamente saírem às ruas nesta quinta-feira, 20 de maio.

 

 “A ANPG está se movimentando para que possamos garantir o máximo de apoio entre os parlamentares e a presença dos estudantes no ato é fundamental para que esse apoio seja concretizado. A educação, setor estratégico para o pleno desenvolvimento do nosso país, precisa dos recursos do Pré-Sal.”, finalizou a Vice-Presidente Centro-Oeste da ANPG, Tamara Naiz.

 

Acesse aqui a Cartilha da Campanha

 

Ato: Pré-sal para a educação e por um novo marco regulatório do petróleo

Data: 20 de maio

Local: Brasília / DF

 

 







Da redação.

 

 

 







Em recente matéria intitulada “A farra da antropologia oportunista” (Veja ano 43 nº 18, de 05/05/2010), a Revista Veja, ao tratar da demarcação das terras aos povos quilombolas e indígenas, além de dizer que a demarcação de terras fere os direitos de propriedade “dos que querem produzir”, também profere ataques a pesquisadores brasileiros.

A matéria afirma que os antropólogos brasileiros elaboram laudos “sem nenhum rigor científico e com claro teor ideológico de uma esquerda que ainda insiste em extinguir o capitalismo, imobilizando terras para a produção”. Justifica a falsa assertiva com uma suposta declaração do renomado antropólogo da UFRJ, Eduardo Viveiros de Castro

Em carta aberta à Revista Veja, Viveiros de Castro deixou claro que jamais concedeu entrevista à Revista Veja e que a considera repugnante e mentirosa. Leia a íntegra da carta aqui.

A comunidade científica recebeu com indignação o conteúdo da reportagem, cientistas e pesquisadores de diversas áreas do conhecimento inclusive registram precedentes de jornalismo irresponsável por parte da referida revista. Diversas organizações já se manifestaram e a ANPG se soma a elas e divulga uma Nota de Repúdio escrita pelo  mestrando Theófilo Rodrigues. Em defesa dos povos quilombolas e indígenas, e principalmente em defesa dos pesquisadores brasileiros que fazem do resgate e da preservação da memória dos povos oprimidos sua principal atividade científica.

Leia as notas da Associação Brasileira de Antropologia (ABA) e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) aqui.

 

Nota de repúdio à Revista Veja e solidariedade aos antropólogos, quilombolas e indígenas.

Uma democracia plena deve ser alicerçada por um amplo espaço de liberdade de imprensa. Mas a Revista Veja, ao publicar a matéria intitulada “A farra da antropologia oportunista” (Veja ano 43 nº 18, de 05/05/2010), confunde liberdade de imprensa com liberdade de fraude, mentira e apologia ao preconceito e à discriminação.

Afirmações como “demarcação da Raposa Serra do Sol, que feriu o estado de Roraima” e “as próximas gerações terão de se contentar em ocupar uma porção do tamanho de São Paulo e Minas Gerais”  não só possuem um tom irônico e jocoso, mas também revelam uma clara postura elitista deste veículo de comunicação. Além de em outros trechos a publicação colocar em xeque a postura de pesquisadores brasileiros.Os pós-graduandos defendem uma sociedade em que a diversidade cultural seja respeitada, na qual as opiniões sejam construídas com base em dados corretos. Para que assim, justiça social e a democracia andem de mãos dadas.

Nesse sentido, assim como a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e o restante da comunidade científica nacional, nos solidarizamos com os povos quilombolas e indígenas e nos colocamos ao lado da Associação Brasileira de Antropologia (ABA) no repúdio à Revista Veja.

Theófilo Rodrigues, mestrando em Ciência Política na UFF, delegado ao XXII Congresso Nacional de Pós-Graduandos

 

 







Entre 1948 e 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a homossexualidade como um transtorno mental. Em 17 de maio de 1990, a assembléia geral da OMS aprovou a retirada do código 302.0 (Homossexualidade) da Classificação Internacional de Doenças, declarando que “a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão”. A nova classificação entrou em vigor entre os países-membro das Nações Unidas em 1993. Com isso, marcou-se o fim de um ciclo de 2000 anos em que a cultura judaico-cristã encarou a homossexualidade, primeiro como pecado, depois como crime e, por último, como doença.

Para comemorar a data e reivindicar a aprovação do PL 122/2006,que torna crime o preconceito contra homossexuais, a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) organizará a 1ª Marcha Nacional contra Homofobia e 1º Grito pela Cidadania LGBT, na Esplanada do Ministérios, em Brasília, na quarta-feira,19.(Concentração a partir das 9h, na Esplanada dos Ministérios, em frente à Catedral Metropolitana de Brasília.)

 

Atividades

Também fazem parte das atividades: o seminário “UnB fora do armário”, que acontecerá nesta segunda e terça-feira (17 e 18/05), organizado pela juventude da ABGLT, em parceria com os movimentos estudantil e juvenil, na Universidade de Brasília;  o 7º Seminário de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais no Congresso Nacional, que tem o tema: “Direitos Humanos de LGBT: Cenários e Perspectivas” ,que será realizado no Auditório Nereu Ramos na Câmara dos Deputados, na terça-feira (18).O Seminário é promovido pelas Comissões de Legislação Participativa, Direitos Humanos e Minorias, e Educação e Cultura, da Câmara dos Deputados, em parceria com a ABGLT. Mais informações aqui.

 

Materiais

Manifesto da 1ª Marcha Nacional contra Homofobia e o 1º Grito pela Cidadania LGBT assinado por várias entidades

 Manifesto da UNE para a 1ª Marcha Nacional contra Homofobia e o 1º Grito pela Cidadania LGBT

 

Da redação com informações da ABGLT.

 

 

 

 

 







Está aberto o período de Chamada para Artigos e Resenhas dos CADERNOS DE SOCIOLOGIA E POLÍTICA, revista eletrônica do Fórum dos Alunos do IUPERJ. 

A revista está recebendo artigos ou resenhas inéditos, cujos autores principais sejam alunos de pós-graduação stricto sensu das áreas de Ciência Política e Sociologia. 

 

Os artigos ou resenhas devem ser submetidos online,no prazo de 15/05 a 05/07/2010,  através do sítio da revista: http://cadernos.iuperj.br.

 

Para outras informações, verifique o edital de Chamada de Artigos.

 

Cadernos de Sociologia e Política (ISSN 1809-1814) Qualis B4,dá sequência à edição impressa (ISSN 1809-1806), iniciada em 1995 e concluída em 2006.

 

 

Da redação, com informações da Comissão Editorial dos Cadernos de Sociologia e Política.Fórum dos Alunos/Iuperj.

 

A posse da nova diretoria da ANPG, eleita durante o XXII Congresso Nacional de Pós-Granduandos, de 15 a 18 de abril de 2010, no Rio de Janeiro, acontecerá em Brasília, no próximo dia 25(terça-feira).

Na segunda-feira(24), acontece  também a 1ª reunião da nova diretoria,e um dos objetivos é tratar dos preparativos para o 2º Salão Nacional de Divulgação Científica, organizado em conjunto com a União Nacional dos Estudantes(UNE), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e Comissão Nacional do PET (CENAPET). Esta importante atividade ocorre durante a 62ª Reunião Anual da SBPC, de 25 a 30 de julho de 2010 ,em Natal, capital do Rio Grande do Norte.

 

A 2ª Caravana da ANPG à Brasília "Por mais e melhores bolsas" também faz parte das atividades na capital federal. Em breve mais informações.

 

 Da redação.