A portaria interministerial Nº 3, de 16 de março de 2016, publicada ontem (16), alterou para R$ 3.330,43 o valor da bolsa assegurada aos profissionais de saúde residentes, em regime especial de treinamento em serviço de 60 horas semanais. Esta portaria passa a vigorar a partir de sua data de publicação.

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“Os residentes, profissionais de saúde em formação do SUS, tem mais uma vez valorizado sua remuneração. Estes pós-graduandos possuem alguns direitos já conquistados (como direito a seguridade social e férias), mas ainda existem muitos desafios a serem superados como a 13ª bolsa e a diminuição da sua carga horária (atualmente 60h semanais)”, afirma Dalmare Sá, Diretor de Saúde da ANPG.

Importante destacar que a portaria que aumentou a bolsa de residência desta vez não enfoca apenas a residência médica como de outras vezes, mas reconhece todas as categorias profissionais de Saúde que possuem tal formação.

A ANPG acompanha a luta dos pós-graduandos residentes em Saúde há anos. Não é à toa que foi criado, em abril de 2012, o Fórum de Pós-Graduandos em Saúde da ANPG, durante o 22º Congresso Nacional de Pós-Graduandos, quando, inclusive, já foi realizado o I Encontro de Pós-Graduandos em Saúde.

“O Fórum de Saúde da ANPG é um espaço de debate setorial que serve para que a ANPG elabore suas posições e propostas quanto ao tema. Para participar do fórum basta estar interessado na aproximação, temos a ideia de ampliar o debate feito dentro do fórum tendo em vista o grande investimento do setor saúde no desenvolvimento científico e tecnológico”, explica Dalmare.

Além disso, a ANPG possui um representante no Conselho Nacional de Saúde, Dalmare Sá, conselheiro do CNS. Segundo ele, o papel da entidade junto ao Conselho é defender o SUS como grande e maior conquista do povo brasileiro, defender o controle social do povo na saúde e trazer questões principais sobre temáticas como a Ciência e Tecnologia e assuntos relacionados à Juventude.

Dalmare Sá durante cerimônia de posse do CNS.
Dalmare Sá durante cerimônia de posse do CNS.

“O CNS é sem dúvida o espaço institucional de articulação e organização popular mais importante da nação. Foi uma grande conquista do movimento de reforma sanitária brasileira, pois nele os usuários (que são 50% da sua composição), juntamente com trabalhadores (25%) e gestores (25%) deliberam sobre as políticas públicas de saúde, aprovam orçamento da saúde bem como pautam os avanços para o setor e os grandes embates que devem ser traçados. O seu pleno possui cerca de 130 entidades dos mais diversos movimentos. È um local institucional de confraternização, organização e troca de ideias e ideais”, opina Dalmare.

Da redação

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