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São dez vagas de mestrado e três de doutorado somente para essa temática. As inscrições vão até sexta-feira (8). As provas escritas estão previstas para o dia 7 de maio e as entrevistas ocorrem entre 30 de maio e 10 de junho.

 

O Programa de Pós-Graduação em Educação Escolar da Faculdade de Ciências e Letras da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Araraquara, oferecerá uma nova linha de pesquisa intitulada “Sexualidade, Cultura e Educação Sexual”.

Com o novo tema de estudo, a Unesp pretende reunir trabalhos que contribuam para a construção de uma historiografia da educação sexual no Brasil, além de projetos sobre violência sexual, discriminação de gênero e homofobia.

Em Araraquara, onde o programa de pós-graduação é oferecido, funciona o Núcleo de Estudos da Sexualidade (Nusex) consolidado há dez anos.

Outras instituições já lidam com a questão de gênero, mas essa será a primeira pós-graduação a abordar especificamente a sexualidade no ambiente escolar”, disse um dos orientadores do curso, o professor Paulo Rennes Marçal Ribeiro.

Segundo ele, ainda há muita resistência à introdução da temática na formação de futuros educadores “Queremos sensibilizar as autoridades e a comunidade acadêmica sobre a importância da educação sexual na formação da Pedagogia e das Licenciaturas.”

O perfil procurado para o curso é de profissionais da educação que já tenham experiência no tema escolhido e que queiram se aprofundar no assunto por meio da pesquisa científica.

As demais linhas de pesquisa do programa são:

– Formação do Professor, Trabalho Docente e Práticas Pedagógicas;
– Teorias Pedagógicas, Trabalho Educativo e Sociedade;
– Estudos Históricos, Filosóficos e Antropológicos sobre Escola e Cultura;
– Política e Gestão Educacional.

No último triênio ( 2004 – 2006) o programa obteve a nota 4 da CAPES.

Mais informações e inscrições aqui.

 

Da Redação, com informações da Agência FAPESP

Dentro de 12 dias o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) completará 60 anos. O período é de comemorações e também reflexões acerca do papel da agência no cenário científico e tecnológico do Brasil. Em entrevista concedida à Academia Brasileira de Ciências(ABC), o presidente da casa, Glaucius Oliva, ressalta os progressos recentes da área no país e destaca o papel central dos investimentos em Educação.

 

Academia Brasileira de Ciências: Como o senhor avalia o cenário de Ciência e Tecnologia no País?

Glaucius Oliva: A ciência brasileira tem progredido de forma expressiva. Ainda que o Brasil seja um país jovem – quando se fala de pesquisa científica – e com muitos desafios pela frente para aperfeiçoar sua política de CT&I, vemos que o Brasil tem conseguido promover um contínuo crescimento na formação e capacitação de profissionais voltados para a geração de conhecimento. Nossas universidades mais antigas ainda nem completaram um centenário, e só a partir dos anos 80 nossos indicadores de ciência e tecnologia realmente começaram a se sobressair. Ainda assim, hoje já produzimos 2,7% de toda a ciência mundial e temos liderança reconhecida em várias áreas do conhecimento, como a agricultura tropical, a geofísica e a engenharia associada à prospecção de petróleo e gás em águas profundas, e a parasitologia, apenas para mencionar alguns exemplos. Atualmente, temos uma respeitável comunidade científica e tecnológica. De 2001 para cá, o número de mestres e doutores titulados no Brasil dobrou. Só em 2010, 12 mil receberam o título de doutor e 41 mil, de mestre. Na Plataforma Lattes do CNPq, hoje estão registrados mais de 1,7 milhões de currículos, entre os quais 135 mil doutores e 237 mil mestres, distribuídos nos mais de 27 mil grupos de pesquisa cadastrados no Censo 2010 do Diretório de Grupos de Pesquisa (DGP). Portanto, o cenário é altamente positivo.

ABC:Esses dados são muito animadores, porém o que precisamos melhorar para avançarmos ainda mais?

Há no Brasil um imenso vale entre a ciência e o mercado, ou seja, ainda existe uma grande dificuldade para transformar o conhecimento gerado em riquezas e serviços úteis para a sociedade. Neste sentido, é preciso aproximar mais as universidades das empresas brasileiras para que estas se tornem mais competitivas no mercado externo. É imperativo disseminarmos a cultura da inovação nas cadeias produtivas, diminuirmos também a burocracia e os custos para o registro de patentes e estimularmos ainda mais os empreendedores tecnológicos. Só assim, com esta sinergia entre o governo, a academia e o mercado, o Brasil alçará voos mais altos.

ABC: De que maneira o CNPq tem participado do crescimento da produção cientifica no Brasil?

O CNPq é a casa do cientista brasileiro. Foi sempre o principal vetor do desenvolvimento científico e tecnológico do país, naturalmente somado aos esforços de outras agências e órgãos de governo, como o próprio MCT, a CAPES, a FINEP e as agências estaduais. Além de prover bolsas de formação e recursos para o fomento a pesquisas, o CNPq mantém um cuidadoso sistema de avaliação por pares, por meio de seus Comitês de Assessoramento, que motiva a comunidade científica e valoriza a exposição dos resultados das pesquisas em periódicos nacionais e internacionais. Também neste contexto, a Plataforma Lattes tornou mais transparente a produção dos cientistas brasileiros. Não há dúvida de que a valorização das pessoas que fazem ciência tem papel central. Pensando nisso, o CNPq introduziu a Bolsa de Produtividade em Pesquisa e, mais recentemente, a Bolsa de Produtividade em Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora, que hoje são fundamentais para reconhecer e estimular nossos pesquisadores.

ABC: Quais são os grandes desafios do CNPq para esta nova gestão?

Do ponto de vista da gestão, temos como principais desafios a modernização dos instrumentos de gestão de C&T, com procedimentos de avaliação e acompanhamento que privilegiem a qualidade da ciência e que promovam a inovação e a multidisciplinaridade e a construção de um novo marco legal que atenda às especificidades do trabalho de pesquisa, desburocratizando importações, compras e contratações, assim aumentando a eficiência na aplicação dos recursos. Precisamos também expandir os recursos de fomento à pesquisa e o número de bolsas oferecidas. Para tanto, o CNPq deve ao menos dobrar seu investimento nos próximos quatro anos, atingindo execução orçamentária próxima a R$ 3,5 bilhões, de forma sustentável e que reflita o planejamento de políticas de governo articuladas. Outra diretriz nossa será consolidar Programas importantes como os Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) e articular uma intensa cooperação com nossas agências co-irmãs, CAPES e FINEP, em um grande esforço pela maior internacionalização da ciência brasileira.

ABC: O CNPq concede atualmente mais de 80 mil bolsas. Em sua opinião este número é suficiente?

É um número expressivo e resultado de um crescimento contínuo, especialmente nos últimos 10 anos. Contudo, sabemos que o CNPq pode e deve oferecer um número maior de instrumentos para promover a capacitação de mão-de-obra qualificada, além de fomentar a geração de conhecimento. Desta forma, nesses quase 60 anos de história, ampliamos o número e as modalidades de bolsas para atender as necessidades do país e continuaremos buscando recursos para expandir não só a quantidade, mas a qualidade das bolsas oferecidas.

ABC: Sabe-se que estimular a inovação também é uma importante missão do CNPq. Neste contexto quais são os planos para inovar o setor de pesquisas científicas no país?

A ciência brasileira não pode deixar de aprofundar ainda mais seu compromisso com o desenvolvimento econômico e social do país. Para tanto, precisamos implementar novos e mais eficientes instrumentos de estímulo à inovação, no ambiente acadêmico, mas principalmente, nas empresas. Áreas estratégicas e portadoras de futuro devem ser priorizadas, como a química industrial verde, fontes alternativas de energia e em especial a bioenergia, a produção de alimentos, a nanotecnologia, as tecnologias de informação e comunicação, a Amazônia e o Mar, e o apoio inovador à indústria de transformação. Entretanto é importante ressaltar que o CNPq já desenvolve ações voltadas para a Inovação, como o Programa RHAE e um conjunto de modalidades de bolsas de Fomento Tecnológico, especialmente criados para agregar pessoal altamente qualificado em atividades de P&D nas empresas. No campo da ciência básica, temos que estimular a busca pela fronteira do conhecimento, em editais nos quais o protagonista seja predominantemente o projeto de pesquisa e não apenas o histórico do proponente.

ABC: O livro Azul, caderno especial lançado no final do ano passado com as propostas apresentadas pela 4° Conferencia Nacional de Ciência e Tecnologia e Inovação (CNCTI), enfatizou a importância de juntar esforços para melhorar a qualidade da educação do país. Para o senhor de que forma a baixa escolaridade e a falta de mão-de-obra qualificada da população brasileira inibem o efetivo avanço da pesquisa?

O grande desafio desta década é garantir a todos os brasileiros uma educação de qualidade, a começar pela básica, pois a infância é a época mais importante e mais eficaz para estimular o senso crítico tão necessário para produzir Ciência. Se não incentivarmos os jovens desde cedo a gostar de ler, contar e experimentar a Ciência, dificilmente teremos no futuro profissionais qualificados para os grandes projetos previstos para os próximos anos, como na área de petróleo, bioenergia, saúde, tecnologias de informação e comunicação, para a exploração sustentável dos biomas, entre outras áreas estratégicas que requerem mão-de-obra especializada.

ABC: O CNPq tem alguma ação voltada para tentar minorar esse dado negativo?

Sim, várias. A começar pelos editais específicos que buscam valorizar as atividades de divulgação e educação científica em todas as áreas, em particular em matemática e ciências. O CNPq apoia as Olimpíadas Científicas, as Feiras e os Museus de Ciências, que são importantes instrumentos de melhoria dos ensinos fundamental e médio, além de estimularem os jovens a seguirem carreiras científico-tecnológicas. Para despertar a vocação científica também oferecemos as bolsas do tipo Iniciação Cientifica Júnior, que incentivam talentos potenciais entre estudantes do ensino fundamental, médio e profissional da Rede Pública. Creio que é impossível desenvolver ciência e tecnologia sem nos focarmos em uma educação de alta qualidade. Por isso, é necessária uma política de Estado que dê continuidade aos avanços conquistados e que perpasse os vários setores do governo com esforços conjuntos nos níveis municipal, estadual e federal.

ABC: Em sua opinião, quais áreas precisam ser mais estimuladas/reforçadas no Brasil?

Creio que seja a área das engenharias, pois existe uma escassez generalizada de engenheiros no país. Apesar de ter crescido nos últimos anos, essa é uma área da graduação que está aquém das nossas necessidades. Hoje, o Brasil forma de 30 a 35 mil engenheiros por ano, mas a demanda é muito maior. Do total de alunos que fazem cursos superiores, somente 5% estão nas áreas da Engenharia; já na China, esse percentual chega a 30%. E, para piorar a situação, muitos engenheiros desistem de continuar na área por falta de estímulo. Isso precisa ser rapidamente modificado. Agora, é preciso juntar esforços e planos para incentivar mais jovens para essa área e valorizar os que já estão envolvidos, proporcionando a estes uma formação ampla, sólida e contínua. Só assim seremos capazes de responder aos desafios do desenvolvimento brasileiro.

ABC: A entrada recente do desenvolvimento social na agenda da ciência e tecnologia foi um importante passo político. De que forma a ciência e a tecnologia podem contribuir para diminuir as desigualdades do Brasil?

A inclusão social é um dos grandes desafios do século. Em nosso país, por mais que tenhamos feito grandes avanços neste aspecto, ainda existe um enorme fosso no tocante à distribuição da riqueza e do acesso aos bens materiais, culturais e, em particular, à apropriação dos conhecimentos científicos e tecnológicos. Inúmeras ações e programas vêm sendo consolidados no Brasil no sentido de articular, fomentar e promover a difusão do conhecimento científico e tecnológico em todas as regiões do país, a exemplo dos programas realizados pela Secretaria de C&T para Inclusão Social. O CNPq tenta minorar essa desigualdade lançando inúmeros editais que buscam ampliar e estimular o desenvolvimento regional. Em geral, disponibilizamos também 30% dos valores totais de cada edital para projetos coordenados por pesquisadores vinculados a instituições sediadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, numa tentativa de desconcentrar a produção cientifica, que hoje se concentra muito na região Sudeste e Sul.  É preciso também estimularmos ainda mais o setor empresarial a promover ações de responsabilidade social e criar novos programas que difundam a apropriação e o uso da C,T&I para o desenvolvimento local e regional. A Ciência é um forte mobilizador para melhoria das condições de vida no campo ou na cidade, o que precisamos é não parar de trabalhar até que ocorra a verdadeira popularização da ciência em prol do desenvolvimento social.

ABC: Qual a importância de incentivar a pesquisa científica e tecnológica para o desenvolvimento da Região Amazônica?

Tanto por suas riquezas naturais quanto culturais, a Amazônia representa hoje um manancial de oportunidades para pesquisas. Estamos vivendo em um novo contexto mundial, no qual se valoriza mais a biodiversidade, as florestas tropicais, a água e os recursos minerais. Neste sentido, é preciso produzir mais informações sobre o bioma amazônico para reduzir o desmatamento, fomentar a inclusão social e principalmente estimular atividades de C,T&I  na região. Uma ótima notícia é que dos 122 INCTs 8 estão na Região Amazônica, fruto de uma exitosa parceria do CNPq com os Estados do Amazonas e Pará. Porém certamente há ainda muito espaço para ampliar a formação de recursos humanos qualificados na região e estabelecer ações que atraiam empresas de base tecnológica voltadas para a biodiversidade, bem como estimular programas que busquem reduzir ou mesmo erradicar as carências sociais. É preciso definitivamente ampliar as fronteiras do conhecimento para assegurar que todas as regiões tenham plataformas tecnológicas com qualificados centros de pesquisas, cada um com as características e especificidades de sua região.

 

Fonte: Academia Brasileira de Ciências

 

A Revista Brasileira de Pós-Graduação (RBPG) recebe, até 30 de abril, propostas para mais uma edição. De periodicidade trimestral, a revista está estruturada em quatro seções: Estudos, Experiências, Debates e Documentos. A publicação é disponibilizada para todas as bibliotecas e vários centros de informação do país e do exterior, além de se encontrar disponível no portal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).


Colaboração

A RBPG aceita para publicação trabalhos inéditos de autores brasileiros e estrangeiros em forma de estudos e pesquisas de caráter acadêmico-científico, opiniões e experiências inovadoras relativas à educação superior, ciência e tecnologia e cooperação internacional que tenham como foco a pós-graduação, seus programas e desafios. Os textos devem ser encaminhados para o e-mail [email protected].

O envio espontâneo de qualquer colaboração implica automaticamente a cessão dos direitos autorais a Capes. A publicação de artigos não é remunerada, sendo permitida sua reprodução total ou parcial, desde que citada a fonte. Serão remetidos a cada autor cinco exemplares da edição em que for publicada sua colaboração.

Confira as normas de colaboração.


Fonte: Portal Capes

 

 

Os quatro programas de cooperação internacional que a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) desenvolve com os países do MERCOSUL tiveram o prazo de inscrição prorrogado. A nova data para envio de propostas é 15 de abril.

As quatro iniciativas são: Programa Capes PPCP-MercosulPrograma de Associação para Fortalecimento da Pós-Graduação – Setor Educacional do MercosulPrograma de Parcerias Universitárias de Graduação em língua espanhola e portuguesa no Mercosul e Programa Capes Bolsas de Doutorado para Docentes – Mercosul.Todos os programas contemplam missões de estudo e /ou missões de trabalho, com concessão de bolsas de estudo em diferentes modalidades e benefícios como auxílio instalação, seguro saúde e passagens aéreas.

As iniciativas são coordenadas pela Diretoria de Relações Internacionais (DRI) da Capes.

 

Fonte: Assessoria de Imprensa da Capes

 

O Instituto Ciência Hoje (ICH) se comprometeu a ajudar na reconstrução do Palácio Universitário da Praia Vermelha, destruído no incêndio do último dia 28 de março (leia abaixo). Em carta enviada, nesta sexta (01/04), ao reitor Aloisio Teixeira, a entidade sinaliza com a doação de R$ 100 mil para reforma do prédio, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

De acordo com Renato Lessa, diretor-presidente do ICH, o instituto “não poderia ficar, de modo algum, alheio ao esforço de reconstrução já anunciado”. Ainda segundo a missiva, “o ICH dispõe-se a arcar com as despesas de reforma das instalações elétricas, além de outras medidas para tornar o referido prédio mais seguro”.

Após comunicado oficial do reitor Aloisio Teixeira, convocando a participação da sociedade civil, diversos órgãos governamentais, entidades e demais instituições já se manifestaram positivamente. O prefeito Eduardo Paes anunciou, na última quarta feira (30/03), através de seu perfil na rede social Twitter, que a Prefeitura patrocinará metade do valor da obra estimada, inicialmente, em torno de 4 milhões.

O incêndio

O incêndio que aconteceu na última segunda feira (28/03), teve início na Capela São Pedro de Alcântara, dentro do Palácio Universitário. Além do espaço, a sala Anísio Teixeira também foi destruída. 

Chamas atingem prédio da UFRJ na Zona Sul do Rio (Foto: Arthur Pires/VC no G1)

Aos poucos, os responsáveis pelas unidades começam a contabilizar os danos. De acordo com Agnaldo Fernandes, superintendente da Decania do Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas (CCJE), “o complexo que engloba o Instituto de Economia (IE) e a Faculdade de Administração e Ciências Contábeis (Facc) da UFRJ não sofreu maiores danos”.

Situação similar à do IE-UFRJ, de acordo com Guilherme Aguiar, chefe de departamento operacional da unidade. “Apenas dois computadores do Salão Dourado foram molhados e serão avaliados, ainda hoje, pelo setor de Informática”, informou.

Já o Fórum de Ciência e Cultura (FCC) da UFRJ, onde se localizava a Capela São Pedro de Alcântara, permanece interditado. De acordo com Beatriz Resende, coordenadora do FCC-UFRJ, ainda não é possível avaliar a proporção dos estragos. “Está tudo soterrado. O sino da Capela São Pedro de Alcântara continua embaixo dos escombros”, afirmou.

Além do sino de bronze, o altar-mor, com uma imagem de São Pedro de Alcântara, esculpidas em mármore Carrara, por F. Petrrich, também foi atingido pelo fogo. Entre os objetos históricos perdidos, que datavam da construção do Palácio, estavam três lustres de cristal que adornavam o centro do salão.

Foram destruídos ainda mais de cem cadeiras de palha, cortinas, jardineiras e mesas de santos adquiridas em antiquários por Pedro Calmon, na época em que o Palácio foi adaptado para receber a Universidade do Brasil, em 1949.

 

Leia também a nota oficial do reitor Aloísio Teixeira sobre a volta das atividades

 

Da redação com informações da Assessoria de Comunicação da UFRJ.




 

 O Instituto de Estudos em Saúde Coletiva (Iesc/UFRJ) promoveu na última quarta-feira (30/3) o seminário “A importância dos periódicos nacionais: por que e para quem fazer uma revista científica?”, que lotou as dependências do auditório do instituto. Especialistas na área de publicação científica discorreram sobre as várias etapas e dificuldades para publicação de artigos por parte dos pesquisadores.

O professor Benedito Barraviera, presidente da Associação Brasileira de Editores Científicos (ABEC – Unesp, Botucatu, SP), abordou na apresentação as dificuldades que se apresentam diante dos pesquisadores ao realizar a divulgação científica a começar pela própria realização do estudo. Segundo ele, entraves burocráticos emperram a aquisição de insumos para pesquisas, além de o tempo para exercer a atividade precisar ser dividido com outras tarefas. “A carga de responsabilidade é grande para o professor, que precisa dar aulas e fazer pesquisa”, disse.

De acordo com Barraviera, após a conclusão da pesquisa ainda surge um dilema diante do profissional que é a escolha entre as revistas nacionais ou internacionais para publicar a descoberta ou estudo. O idioma, a abrangência local ou mundial e o quanto os resultados obtidos podem contribuir para o avanço da ciência se somam entre os impasses enfrentados pelo pesquisador. “A ciência brasileira, sem dúvida alguma está avançando. Porém, à custa de muito sangue, suor e lágrimas. O rendimento dos pesquisadores está aquém do desejado, mas será que a pessoa consegue fazer ensino, pesquisa, extensão e gestão? Será que consegue fazer tudo isso?”, concluiu.

O assessor de informação e comunicação em ciência da Fundação de Apoio à Universidade Federal de São Paulo (FapUnifesp) Abel Laerte Packer, que é coordenador operacional do projeto SciELO, apresentou-se depois revelando as principais etapas até uma publicação científica alcançar e retribuir prestígio aos pesquisadores. “É preciso melhorar a capacidade editorial brasileira, que precisa ser internacionalizada, tanto na produção editorial como na publicação. Se a gente continuar produzindo só é bom para autoestima, mas não é bom para nossa inserção mundial”, afirmou.

O professor Kenneth Camargo Jr., editor da revista Physis – IMS/Uerj, detalhou como funciona a revista científica e também levantou as dificuldades das revistas brasileiras se manterem ao longo dos anos. Segundo ele, a falta de financiamento é um problema para quem quer se manter ético e não se rende aos interesses das transnacionais.

A professora Lúcia Abelha, editora dos Cadernos de Saúde Coletiva, também fez um relato histórico da publicação, que, em 1991, teve a produção interrompida para retomar cinco anos mais tarde. Hoje, os planos  são mais ousados. Está previsto para abril o lançamento do site específico dos Cadernos de Saúde Coletiva, que facilitará a publicação de artigos, além dos planos de ingressar no SciELO (Scientific Electronic Library Online), que é uma biblioteca eletrônica que abrange uma coleção selecionada de periódicos científicos brasileiros.

Fonte: UFRJ

 

A análise, pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 1923 foi adiada em razão de um pedido de vista do ministro Luiz Fux. Na ação, ajuizada com pedido de liminar, o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Democrático Trabalhista (PDT) questionam a Lei 9.637/98, que dispõe sobre a qualificação de entidades como organizações sociais e a criação do Programa Nacional de Publicização, bem como o inciso XXIV, artigo 24, da Lei 8.666/93 (Lei das Licitações), com a redação dada pela Lei 9.648/98.
 
Leia também: 
 
Essas normas dispensam de licitação a celebração de contratos  de gestão firmados entre o Poder Público e as organizações sociais para a prestação de serviços públicos de ensino, pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico, proteção e preservação ao meio ambiente, cultura e saúde.
 
Na sessão desta quinta-feira (31), apenas votou o relator, ministro Ayres Britto, pela parcial procedência do pedido. Em seguida, o ministro Luiz Fux pediu vista dos autos para examinar melhor a matéria.
 
Alegações
 
Os requerentes alegam que a Lei 9637/98 promove “profundas modificações no ordenamento institucional da administração pública brasileira”. Isto porque habilita o Poder Executivo a instituir, por meio de decreto, um programa nacional de publicização “e, através desse programa, transferir para entidades de direito privado não integrantes da administração pública, atividades dirigidas ao ensino, à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico, à proteção e preservação do meio ambiente, à cultura e à saúde, à prestação de serviços públicos nessas áreas”.
 
Assim, os autores da ADI afirmam que o caso se trata de um “processo de privatização dos aparatos públicos por meio da transferência para o setor público não estatal dos serviços nas áreas de ensino, saúde e pesquisa, dentre outros, transformando-se as atuais fundações públicas em organizações sociais”. Eles também ressaltam que tais organizações poderiam, através de ato do chefe do Poder Executivo e de um contrato de gestão, absorver atividades que antes eram de instituições integrantes da administração, além de gerir e aplicar recursos a ela destinados na lei orçamentária “sem, todavia submeter-se às limitações estabelecidas para as entidades administrativas estatais”.
 
Sustentam, portanto, que as normas, de forma evidente, tentam afastar a prestação de serviços do núcleo central do Estado. “Tudo mediante um modelo mal acabado de transferência de responsabilidades públicas a entes privados. Entes que, por não prescindirem da atuação subsidiária do poder público, terminam por se transmutarem pessoas funcionalmente estatais, porém despidas da roupagem que é própria do regime de direito público”, completam.
 
Na ação, os partidos também argumentam que não se pode cogitar de dispensa de licitação para a concessão ou permissão de serviços públicos, conforme o artigo 175, da Constituição Federal. Acrescentam ainda que não seria o caso de permissão ou concessão, mas de mera terceirização de serviços mediante contrato com pessoa privada, e a Constituição Federal estaria sendo igualmente violada em razão da dispensa de licitação, tendo em vista a realização de contrato pelo simples fato de a entidade ser qualificada como organização social.
 
Conforme a ADI, o princípio da impessoalidade teria sido ferido com a permissão do uso de bens públicos sem licitação. Outro ponto levantado na ação, salienta que os salários dos dirigentes e empregados da organização social, embora pagos com recursos públicos, não são fixados nem atualizados por lei em sentido formal. A contratação de pessoal também seria discricionária porquanto feita sem a prévia realização de concurso público, em violação aos princípios da impessoalidade, da eficiência e da isonomia.
 
Por fim, os autores denunciam “que a criação das chamadas organizações sociais e seu processo de qualificação conforme estabelecidos na lei desrespeitam a Constituição Federal". Isso porque, de acordo com eles, a criação das organizações se dá mediante “um processo induzido de substituição de entes públicos por entes privados criados por encomenda, ad hoc, para assumir funções antes a cargo do Estado”.
 
Dispositivos constitucionais violados 
 
Com base nesses argumentos, os autores alegam afronta aos seguintes dispositivos da Constituição Federal: artigos 22; 23; 37; 40; 49; 70; 71; 74, parágrafos 1° e 2º; 129; 169, parágrafo lº; 175, caput; 194; 196; 197; 199, parágrafo 1º; 205; 206; 208, parágrafos 1º e 2º; 209; 211, parágrafo  1º; 213; 215, caput; 216; 218, parágrafos 1º, 2º, 3º e 5º; e 225, parágrafo 1º da Constituição Federal.
 
Cautelar e relatoria
 
Em 24 de junho de 1999, o Supremo iniciou o julgamento da medida cautelar, que foi encerrado no dia 1º de agosto de 2007, quando a Corte, por maioria dos votos, indeferiu a liminar, mantendo a validade da lei. Em razão da aposentadoria do ministro Ilmar Galvão, assumiu a relatoria da ADI o ministro Ayres Britto , que retomou hoje o julgamento de mérito da norma.
 
Voto do relator
 
De início, o ministro Ayres Britto (relator) observou que o número de dispositivos constitucionais supostamente violados na ADI é muito grande. Ao longo de seu voto, ele leu tais artigos e fez comentários sobre cada um deles. Também analisou o conteúdo das leis atacadas pelo PT e o PDT na ação.
 
Da leitura de todos esses dispositivos constitucionais, o ministro afirmou que é possível o entendimento de que há serviços públicos passíveis de prestação não estatal. “Serviços que, se prestados pelo setor público – seja diretamente, seja sob regime de concessão, permissão ou autorização – serão de natureza pública”, disse o ministro.
 
Segundo ele, se esses serviços forem prestados pela iniciativa privada, serão também de natureza pública, “pois o serviço não se despubliciza pelo fato do transpasse da sua prestação ao setor privado”. “Já no que toca às atividades de senhorio misto [Previdência, Saúde, Educação, Ciência, Tecnologia] serão elas de natureza pública, se prestadas pelo próprio Estado ou em parceria com o setor privado e, se desempenhadas exclusivamente pelo setor privado, sua definição é como atividades ou serviços de relevância pública”, explicou o relator.
 
Participação complementar da iniciativa privada
 
Segundo o ministro Ayres Britto, em relação aos serviços estritamente públicos, a Constituição determina que o Estado os preste diretamente ou então sob o regime de concessão, permissão ou autorização. “Isto por oposição ao regime jurídico das atividades econômicas, área em que o Poder Público deva atuar, em regra, apenas como agente indultor e fiscalizador”, disse.
 
O relator salientou que quando a atividade for de exclusiva titularidade estatal, a presença do poder público é inafastável. “Contudo, se essa ou aquela atividade genuinamente estatal for constitutiva a de serviço público, o Estado não apeia jamais da titularidade, mas pode valer-se dos institutos da concessão ou da permissão para atuar por forma indireta, ou seja, atuar por interposta pessoa jurídica do setor privado nos termos da lei e sempre através de licitação”, ressaltou.
 
“Nesse amplíssimo contexto normativo, penso já se poder se extrair uma primeira conclusão, os particulares podem desempenhar atividades que também correspondem a deveres do Estado, mas não são exclusivamente públicas”, afirmou o ministro ao referir-se às atividades que, em rigor, são mistamente públicas e privadas como a cultura, a saúde, a educação, a ciência, a tecnologia e o meio-ambiente. “Logo, são atividades predispostas a uma protagonização conjunta do Estado e da sociedade civil, por isso que passíveis de financiamento público e sob a cláusula da atuação apenas complementar do setor público”, completou.
 
O ministro acrescenta que, assim como seria inconstitucional uma lei que estatizasse toda a atividade econômica, “também padeceria do vício de inconstitucionalidade norma jurídica que afastasse do Estado toda e qualquer prestação direta pelos próprios órgãos e entidades da administração pública dos serviços que são dele, Estado, e não da iniciativa privada”. Ayres Britto lembrou que a participação do Estado na atividade econômica se dá por exceção para atender os imperativos de segurança nacional ou relevante interesse coletivo, conforme o artigo 173, da Constituição Federal.
 
Substituição x complementação à atividade estatal
 
Ele entendeu que a norma questionada estabeleceu um mecanismo pelo qual o Estado pode transferir para a iniciativa privada toda a prestação do serviço público de saúde, educação, meio-ambiente, cultura, ciência e tecnologia. “A iniciativa privada, então, a substituir o poder público e não simplesmente a complementar a performance estatal”, ressaltou.
 
Para o relator, se o Estado terceiriza funções que lhe são típicas há uma situação “juridicamente aberrante, pois não se pode forçar o Estado a desaprender o fazer aquilo que é da sua própria compostura operacional, a prestação dos serviços públicos”. Por fim, Ayres Britto considerou que o problema não está no repasse de verbas públicas a particulares, nem na utilização por parte do Estado do regime privado de gestão de pessoas, de compras e de contratações. “A verdadeira questão é de que ele, Estado, ficou autorizado a abdicar da prestação de serviços de que constitucionalmente não pode se demitir. Se retirar do Estado os serviços públicos, o que fica é outra coisa em qualidade que já não é o Estado”, finalizou.
 
Ele também observou que, em princípio, não há necessidade de processo licitatório para a celebração dos convênios, ou seja, quando não há competição, mas mútua colaboração.
 
Modulação de efeitos
 
Em seguida, o ministro propôs a modulação dos efeitos da decisão de inconstitucionalidade dos artigos 18 a 22 da Lei 9637/98, uma vez que essa norma vigora há mais de 12 anos e o Supremo negou o pedido de liminar. Nesse período, recordou Ayres Britto, várias entidades públicas federais, estaduais e municipais foram extintas, “repassando-se para organizações sociais a prestação das respectivas atividades”.
 
“Dessa forma, tendo em vista razões de segurança jurídica, não é de se exigir a desconstituição da situação de fato que adquiriu contornos de consolidação”, afirmou o relator. Conforme ele, as organizações sociais que absorveram atividades de entidades públicas extintas até a data deste julgamento devem continuar prestando os respectivos serviços, “sem prejuízos da obrigatoriedade de o poder público, ao final dos contratos de gestão vigentes, instaurar processo público e objetivo, não necessariamente licitação, nos termos da Lei 8666, para as novas avenças”.
 
Procedência parcial
 
O relator votou pela procedência parcial da ADI para declarar a inconstitucionalidade dos seguintes dispositivos da Lei 9637/98: a) a expressão “quanto à conveniência e a oportunidade de sua qualificação como organização social”, contido no inciso II, do artigo 2º; b) a expressão “com recursos provenientes do contrato de gestão, ressalvada a hipótese de adicional relativo ao exercício de função temporária de direção e assessoria”, contida no parágrafo 2º, do artigo 14; c) os artigos 18, 19, 20, 21 e 22, com a modulação proposta anteriormente.
 
O ministro Ayres Britto interpretou conforme a Constituição os artigos 5º, 6º e 7º, da Lei 9637/98, e o inciso XXIV, do artigo 24, da Lei 8666/93, “para desses dispositivos afastar qualquer interpretação excludente da realização de um peculiar proceder competitivo público e objetivo para: a) a qualificação de entidade privada como organização social; b) a celebração do impropriamento chamado contrato de gestão”.
 
Fonte: EC/AD,CG//GAB
O Supremo Tribunal Federal julga nesta quinta-feira (31) a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) envolvendo as organizações sociais. A ação contesta a Lei nº 9.637/98, que admite a celebração de contratos de prestação de serviços entre organizações sociais e o Poder Público, sem a exigência de licitação.  A questão é polêmica entre entidades da sociedade civil.
 
A ação foi movida em 1998 pelo PT e pelo PDT, coligados em chapa que concorreu à Presidência da República nas eleições daquele ano. Os partidos políticos alegam violação de vários artigos da Constituição Federal, por considerarem que eles visam transferir atividades desenvolvidas por autarquias e fundações públicas para entidades de direito privado, independente de processo licitatório. 
 
A discussão no STF será para saber se é constitucional o ato normativo impugnado que permite a entes privados denominados organizações sociais a prestação de serviços públicos de ensino, pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico, proteção e preservação do meio ambiente, cultura e saúde. 
 
Entre juristas, gestores e entidades da sociedade civil há muitas polêmicas. Para entender melhor a questão e apresetar uma opinião a respeito, a ANPG decidiu realizar um seminário sobre OS, que ocorre junto ao 38º CONAP da entidade.
 
Polêmica entre juristas
 
O parecer da Advocacia Geral da União é pela improcedência da ação, o que autorizaria a continuidade das OS. 
 
Já a Procuradoria Geral da República opina pela declaração de inconstitucionalidade, sem redução de texto, de toda interpretação dos dispositivos impugnados que pretenda qualquer tipo de redução na atividade dos órgãos de controle típicos, designados à fiscalização do Poder Público, notadamente na ação do Ministério Público e do Tribunal de Contas. 
 
OS em funcionamento
 
Há, no país, cerca de 300 organizações desse tipo em funcionamento. Elas estão em 14 estados e em cerca de 160 municípios. No nível federal, têm destaque instituições de pesquisa incluídas no Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia, como o Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), o Laboratório Nacional de Luz Síncroton, o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) e o Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (no Amazonas), além da Associação das Pioneiras Sociais, gestora da Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação.
 
Há estados e municípios, ainda, que já deram início ao processo para contratação de organizações sociais na área da saúde (OSS), para gerir hospitais. Onde o tema aparece, é motivo de muita polêmica, pois o movimento de saúde tem consolidada a ideia de que a implementação das OS representam uma forma de privatização. 
 
Polêmica na sociedade civil organizada
 
Para o secretário-geral do Conselho Regional de Medicina do RJ (Cremerj), Pablo Vazquez Queimadelos, por exemplo, trata-se de uma “luta de resistência contra a privatização da saúde”. Para ele, os governos sucateiam a saúde para depois entregá-la nas mãos de entidades privadas, transferindo recursos públicos para essas empresas. 
 
Já a opinião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) a respeito do papel das OS na sociedade traz uma compreensão bastante diferente.  A presidente da entidade, Helena Nader, acredita que a eventual declaração de inconstitucionalidade da Lei das organizações sociais “afetaria a produção científica no país” e comprometeria a aplicação de conhecimento. “Nós conseguimos aumentar o número de pesquisas no país e a formação de pesquisadores doutores [com a criação das organizações sociais]. Falta transformar o conhecimento em inovação. O modelo de gestão das OS [organizações sociais] permite isso”, disse.
 
O advogado da SBPC e da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Rubens Naves, que fará sustentação oral como amicus curiae (amigo da corte), em favor das organizações sociais, avalia que a ação do PT e do PDT “está superada historicamente”. Ele lembra que, em governos do PT, na Bahia, do PMDB, no Rio de Janeiro e do PSDB, em São Paulo e Minas Gerais, entre outros, há contratos de gestão com organizações sociais.
 
Da redação, com agências

Programa destina-se a jovens profissionais com formação superior interessados em aperfeiçoar-se em temáticas relacionadas a questões de países em desenvolvimento em diversas áreas. Inscrições vão até 31 de julho.

 

O DAAD (Deutscher Akademischer Austausch Dienst) ou Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico, em português, oferece vagas no programa CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO COM RELEVÂNCIA PARA PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO.

Com este programa, o DAAD tem o objetivo de oferecer cursos em universidades alemãs com temáticas relacionadas aos interesses de profissionais procedentes e atuantes em países em desenvolvimento.

Mantido com recursos do Ministério Federal de Cooperação Econômica, os cursos foram escolhidos pelo DAAD através de um rigoroso processo de seleção. Em 2012 serão oferecidos 43 cursos nas mais diferentes áreas.

Três deles tem nível de Doutorado: Development Studies/ZEF, na Universidade de Bonn, Economia Agrária, na Universidade de Giessen/Hohenheim e Mathematics in Industries and Commerce, na TU Kauserlsautern. Os candidatos a esses cursos devem ter concluído o mestrado. Os demais cursos tem nível internacional de Master.

O DAAD concede bolsas integrais ou parciais e a duração dos cursos varia de 12 a 24 meses.

A inscrição pode ser feita no escritório do DAAD no Rio de Janeiro até 31 de julho, ou pode ser enviada para o DAAD em Bonn (Alemanha) até 31 de agosto. Caso a documentação seja enviada diretamente para as universidades, a data-limite é 15 de outubro.

O programa oferece, nesta edição, 43 cursos de mestrado/doutorado em: gestão e política econômica, planejamento regional, engenharia e ciências próximas, ciências agrícolas, florestais e ambientais, matemática, saúde, ciências sociais, educação, direito e mídia.

 

Mais informações podem ser encontradas no sítio do DAAD.

 

Da redação com informações da Agência FAPESP.


Segundo o presidente da Finep, Glauco Arbix, além do contingenciamento de 20% dos recursos Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), outros cortes no Ministério da Ciência e Tecnologia também afetam a agência. O contingenciamento total será de quase R$ 1 bilhão.

Em entrevista coletiva nesta terça-feira (29), o presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Glauco Arbix, declarou a queda no orçamento da agência para o ano de 2011. Ele, que assumiu o cargo na Finep em janeiro deste ano, afirma que o Brasil está muito atrasado no quesito inovação, “é preciso recuperar o tempo perdido promovendo uma mudança em como as empresas entendem a inovação”, disse.

 “O Brasil não tem muito tempo para esperar. Estamos hoje pressionados pela China, pela Índia, por vários países emergentes. Nós temos a obrigação de concentrar esforços e tentar dar um salto muito grande à frente, para que a gente consiga projetar o Brasil no cenário internacional e melhorar, efetivamente, as condições de vida da nossa população”,disse o presidente da FINEP, Glauco Arbix. Foto: Observatório USP

Dados revelam que os recursos públicos de estímulo à área deveriam ser de cerca de R$ 30 bilhões anualmente, sendo que em 2011 a verba será de apenas R$ 6 bilhões. Mesmo com os cortes o volume previsto no orçamento para esse ano é resultado de uma ampliação de 50% com relação ao montante aprovado em 2010.

Segundo Arbix, a interação entre o governo, a iniciativa privada e os institutos de pesquisa sempre foi complexa, mas a situação está começando a melhorar. “Os últimos dados revelam que 30% do investimento em capital fixo no mundo é feito em inovação. Para o Brasil, isso significa entre R$ 50 milhões e R$ 60 milhões.  Metade desse total deve ser feito pelo setor público”, afirmou.

Recursos para 2011

Apesar de o montante de dinheiro público disponível para o incentivo à inovação no Brasil ter aumentado 50% entre este ano e 2010, o crescimento se deu na modalidade crédito. Isso significa que são recursos disponibilizados para financiamento de empresas e devem ser retornados à Finep ao contrário do que acontece com os recursos não reembolsáveis e de subvenção.

Atualmente 2 mil empresas são beneficiadas pelos recursos da agência. As micro e pequenas empresas são 95% do total. A previsão da financiadora é triplicar o número até 2014, bem como aumentar a participação das de médio e grande porte.

Na entrevista Arbix também aproveitou para defender investimentos em inovação, para que o Brasil possa concorrer com outras nações como a China. “O Brasil não tem muito tempo para esperar. Estamos hoje pressionados pela China, pela Índia, por vários países emergentes. Nós temos a obrigação de concentrar esforços e tentar dar um salto muito grande à frente, para que a gente consiga projetar o Brasil no cenário internacional e melhorar, efetivamente, as condições de vida da nossa população”, concluiu.

 

Da redação.