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Em edital lançado na última sexta-feira(25), a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) busca profissional para atuar como representante da entidade na Câmara dos Deputados e no Senado. A intenção é instituir e manter um diálogo constante com os Congressistas brasileiros,contribuindo para a disseminação do uso do conhecimento científico durante o processo legislativo. Além de ampliar as perspectivas dos legisladores sobre o valor da interação Ciência-Sociedade na definição das Políticas Públicas.

 

Para se inscrever é necessário que o candidato possua Formação e atuação em Ciências Exatas ou Tecnológicas, Ciências Biológicas, Ciências Humanas e Sociais e Comunicação, com pelo menos cinco anos de atuação profissional e interesse em políticas de C&T.

O “Programa de Assessoria junto ao Congresso Nacional” tem inscrições abertas até o dia 30 de abril.

 

Veja o edital em: http://www.sbpcnet.org.br/site/arquivos/Edital.pdf

 

Da redação com informações da SBPC

 

O Projeto Temático "Socio-Economic Impacts of Climate Change in Brazil: quantitative inputs for the design of public policies", apoiado pela FAPESP, tem uma vaga de Pós-Doutorado no Departamento de Economia da FEA-USP.

Faculdade de Economia da USP. Foto: Jornal da USP

O candidato deve submeter um projeto que tenha relação com pelo menos
uma das seguintes áreas de conhecimento:

a) Impactos socioeconômicos e regionais das mudanças climáticas no Brasil;
b) Transição para uma economia e para uma sociedade de baixo carbono;
c) Desenvolvimento rural e mudanças climáticas.

Não se exige formação especifica em economia, mas em ciências sociais e ambientais em geral.

Mais informações: www.nesa.org.br, nos links “Projeto Temático FAPESP” e, em seguida, “Projeto Temático sobre Mudanças Climáticas [FAPESP].”

A vaga está aberta a brasileiros e estrangeiros. O selecionado receberá Bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP, no valor de R$ 5.028,90 mensais.

Aplicações serão recebidas até o dia 29 de abril.

 

Da redação, com informações da FAPESP

 

Parceria entre o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT) lança Edital para apoiar a realização, no Brasil, de congressos, simpósios, workshops, seminários, ciclos de conferências e outros eventos similares relacionados à Ciência, Tecnologia e Inovação.

V Semana da Ciência e Tecnologia do CEFET-MG. Foto: Arquivo CEFET-MG

Os eventos devem ocorrer no período entre 1º de julho 2011 e 30 de junho de 2012. Ao todo serão investidos R$ 20 milhões oriundos dos orçamentos do CNPq e da Finep.

Para o gestor do Edital, Carlos Alberto de Alencar Mota, a iniciativa colabora para desenvolver a Política Nacional de Ciência e Tecnologia. “Desde 2003 o CNPq vem lançando anualmente editais com a finalidade de apoiar a realização de eventos científicos, tecnológicos e de inovação realizados no país, em todas as áreas do conhecimento, buscando divulgar a atividade científica e fomentar intercâmbios científicos e tecnológicos entre grupos de pesquisa nacionais e/ou internacionais”. Neste período foram lançados oito editais, um por ano, que juntos investiram um montante de R$ 135 milhões.

As propostas devem ser encaminhadas ao CNPq exclusivamente via Internet, por intermédio do Formulário de Propostas Online, disponível na Plataforma Carlos Chagas, até o dia 4 de abril.

Poderão se inscrever pesquisadores, professores e especialistas com vínculo empregatício ou funcional com instituições de ensino superior; centros e institutos de pesquisa e desenvolvimento públicos e privados; ou empresas públicas; ou ainda dirigentes de Associação Científica ou Tecnológica de âmbito nacional. Os projetos terão o valor máximo de financiamento de R$ 150.000,00 e cada proponente poderá apresentar uma única proposta.

 

Para saber mais consulte o Edital.

 

Da redação com informações da Ascom do MCT.

A Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP (Universidade de São Paulo) ficou em 14ª lugar no ranking mundial de repositórios de acesso aberto Webometrics, divulgado pelo laboratório Cybermetrics, vinculado ao Conselho Superior de Pesquisas Científicas da Espanha.  Isso significa estar à frente de renomadas  universidades internacionais, como por exemplo, o MIT  (Massachusetts Institute of Technology). Se forem consideradas somente as coleções institucionais, a biblioteca sobe mais uma posição.

 

A biblioteca está associada a Networked Digital Library of Theses and Dissertations (NDLTD), uma iniciativa global reconhecida pela UNESCO.

Quando criamos a biblioteca, o cadastramento da tese por parte do autor era opcional. Depois a Universidade entendeu que a disponibilização deveria ser obrigatória, o que ampliou significativamente o número de documentos. Essa classificação aponta que o trabalho desenvolvido está na direção certa”, afirmou Maria de Lourdes Rebucci Lirani, diretora Técnica de Informática do CISC e coordenadora da equipe de desenvolvimento.  Ainda de acordo com ela, além da oferta, a credibilidade do conteúdo é um dos fatores da boa classificação. “Cada vez mais a rede mundial de computadores tem sido usada para fins educacionais. Consequentemente, isso faz com que aumente a busca por conteúdos digitais autenticados, confiáveis. A tendência é crescer, e os autores só têm a ganhar com as possibilidades geradas por ferramentas como essa”, concluiu.

História

Criada em 2001 pelo Centro de Informática de São Carlos (CISC) da USP, e mantida pelo mesmo órgão, a  Biblioteca Digital conta atualmente com um acervo de mais de  27 mil trabalhos. No ano passado, seu conteúdo passou a ser disponibilizado em quatro idiomas (português, inglês, espanhol e francês), o que representou uma significativa contribuição no processo de internacionalização que vem sendo alavancado pela Universidade.

 

Acesse aqui a Biblioteca de Teses e Dissertações.

 

Da redação, com informações de Edmilson Luchesi, da Assessoria de Comunicação do Campus de São Carlos.

                                                                                                                                                                            por Antônio Arapiraca*

À primeira vista, a origem de recentes avanços da indústria de cosméticos não teria nada em comum com o da pesquisa em arqueologia e paleontologia, ou mesmo com os novos passos da indústria de fármacos e da eletrônica. No entanto, um tipo especial de luz vem sendo responsável por ajudar essas e outras áreas a obter novos produtos ou realizar importantes descobertas. Os cientistas chamam esse tipo de radiação de Luz Síncrotron. E o Brasil está entre os países que detém a tecnologia de construção de fontes que emitem essa radiação, através do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), em Campinas, São Paulo.

Fachada do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron em Campinas/SP (Foto: LNLS/Divulgação)

Ano passado, a direção do LNLS anunciou a construção de uma nova fonte, maior e mais potente do que a atual, que conta com um tubo em forma de anel de 93,2 metros de comprimento, onde um feixe de elétrons é acelerado até atingir uma energia de 1,37 GeV (Gigaelétron-Volts¹). Estes elétrons quando colocados em movimento numa trajetória circular emitem a chamada luz síncrotron, um tipo de radiação altamente intensa.

Já a nova fonte síncrotron, que se chamará Sirius, contará com 3 GeV de capacidade energética, e será equivalente às fontes ALBA (Espanha) e Diamond(Reino Unido), e superior à fonte Soleil (França), que conta com 2,75 GeV. Um detalhe importante é que o LNLS foi o primeiro laboratório deste tipo construído no hemisfério sul, o que demonstra que aqui nas nossas terras férteis e verdejantes temos também capacidade de desenvolver áreas de altíssima tecnologia.

Essa é uma porta aberta para colocar o país no páreo de uma tendência mundial, que é utilizar esse tipo de luz para auxiliar diversas pesquisas científicas e industriais, estimulando assim o desenvolvimento de novas tecnologias. Com esse tipo de luz, o Brasil poderá ser um importante colaborador e até mesmo galgar o protagonismo nos mais variados tipos de investigações no mundo, como o desenvolvimento de fármacos inteligentes, que ajudariam com mais eficiência no tratamento de diversas enfermidades. Para ajudar nesse tipo de pesquisa o LNLS mantém centros de pesquisas associados, como o Centro de Biologia Molecular e Estrutural (CEBIME) que em conjunto com o Instituto Butantandesenvolve um estudo que investiga a estrutura de uma proteína que é sintetizada pelo parasita Schistosoma mansoni, responsável pela esquistossomose. Elucidar a estrutura desta proteína vai abrir perspectiva para o desenvolvimento de uma vacina contra a doença.

A corrida pelo desenvolvimento de novos materiais para a indústria de computadores, produzindo assim chips processadores mais velozes e eficientes, tem sido acirrada em todo mundo. E no LNLS existem poderosos microscópios que ajudam a radiação Síncrotron na caracterização e estudo de semicondutores, além de laboratórios de microfabricação e síntese química. A preocupação com este tipo de tecnologia é tanta que em 2008 o LNLS criou o Centro de Nanociência e Nanotecnologia Cesar Lattes (C2Nano), que visa estudar as propriedades dos materiais em nível atômico e molecular.



Anel Acelerador com a proteção de concreto para evitar que os cientistas tenham contato com a radiação (Foto: LNLS/Divulgação)

O leque de aplicações dessa luz especial não para por aí. É possível também estudar a formação de aminoácidos no espaço, simulando, em laboratório, as condições de formação dos mesmos em atmosferas estelares. Os aminoácidos formam as proteínas e têm importantes relações com a molécula de DNA, já que essa molécula determina a identidade e a ordem do aminoácido na proteína. Ou seja, esse tipo de radiação nos dá importantes informações sobre a origem da vida. Aplicações mais inusitadas já são feitas nas áreas de arqueologia e palentologia e é possível investigar a estrutura interna de um fóssil sem causar danos ao mesmo.

Segundo o diretor do LNLS, Antônio José Roque da Silva, 85% da tecnologia presente hoje no laboratório foi totalmente desenvolvida no país. Ele aponta que a questão da inovação tecnológica tem sido uma preocupação constante e que o LNLS tem buscado parceiros. "Nós temos hoje recursos de fontes governamentais e de parcerias com a indústria. Estas últimas somam um montante de 10% de todo o volume. Nosso maior parceiro atualmente é a Petrobrás, mas estamos tentando diversificar", disse. O cientista apontou que o LNLS contratou recentemente um pesquisador francês, especialista na interação com áreas de cosméticos. Além disso, a Natura e outras empresas foram convidadas para aprenderem sobre as possibilidades do LNLS para o setor.

Referente ao montante orçamentário para construção da nova fonte Sirius, Roque da Silva informou que o custo será de aproximadamente 200 milhões de dólares num período de 4 a 5 anos de construção e que, apesar da cifra parecer alta, esse valor está bem abaixo do qual seria caso o país fosse comprar toda a tecnologia no exterior. "Como já temos a tecnologia e o aprendizado de construção de uma fonte de radiação, isso minimiza os custos", afirmou.

Todo o leque de aplicações que pode ser feito com esse tipo de tecnologia faz com que o uso de radiação síncrotron pareça coisa de filme de ficção científica, mas é tudo pura realidade. Resta saber se, com as mudanças políticas e cortes orçamentários constantes, o país terá condições de manter investimentos em áreas de alta tecnologia como estas.

¹O elétron-volt é uma unidade de medida de energia. Um elétron-volt é a quantidade de energia cinética ganha por um único elétron quando acelerado por uma diferença de potencial elétrico de um volt, no vácuo.

 *Antônio Arapiraca é físico, professor do CEFET/MG e editor do fóton Blog (www.fotonblog.com)

Artigo originalmente publicado do portal Terra Magazine

                                                        

Por João Antônio de Moraes, coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP)

 

Uma nova ordem mundial começa a alterar a geopolítica do petróleo e, mais do que nunca, precisamos entender este processo e tratar o pré-sal como uma riqueza extremamente estratégica. O acidente nuclear no Japão, as mudanças políticas no Norte da África e no Oriente Médio e a visita de Barack Obama ao Brasil são fatos correlatos que colocam em alerta os movimentos sociais na defesa da nossa soberania energética.

 

O tsunami japonês varreu, pelo menos temporariamente, os planos de expansão nuclear de dezenas de países que apostam nesta fonte de energia como principal alternativa para reduzir a dependência de hidrocarbonetos (óleo e gás natural). A tendência é que estes recursos se tornem cada vez mais estratégicos para saciar a fome de energia do planeta. Hoje os combustíveis fósseis (petróleo, carvão e gás) são responsáveis por mais de 80% da matriz energética global. As estimativas da Agência Internacional de Energia são de que o consumo de petróleo continue aumentando em termos absolutos, ultrapassando nos próximos dez anos a marca de 100 milhões de barris por dia.

 

Em função disso, já estamos assistindo à corrida das principais nações em busca de novas fronteiras produtoras de petróleo e gás para garantir suas necessidades de abastecimento. Não por acaso, o Brasil foi o primeiro pouso de Barack Obama na América Latina. Por trás de sua “cordial” visita, estão intenções nada amistosas. Os Estados Unidos são o maior consumidor de petróleo do planeta (utilizam 25% da produção global) e também o mais vulnerável em meio à onda de revoltas que assola o Norte da África e o Oriente Médio, principal fonte abastecedora do país.

 

Em troca de petróleo, o império norte-americano tem apoiado e sustentado ditaduras e governos autoritários nestas regiões, intervindo militarmente sempre que seus interesses são ameaçados. É o que está acontecendo agora na Líbia, da mesma forma como aconteceu no Irã, no Iraque e no Afeganistão. Mas as movimentações de peças no tabuleiro de xadrez do mundo árabe levam os analistas políticos a acreditarem que uma nova coalizão de forças colocará em xeque a posição confortável que os Estados Unidos usufruíam no Oriente Médio até então.

 

Para que Washington diminua sua dependência da região, o Brasil é a bola da vez. Com o pré-sal, nosso país será uma das maiores reservas de petróleo do planeta e é de olho nesta riqueza que os Estados Unidos vêm tentando fechar acordos e parcerias com o governo brasileiro e a Petrobrás. A FUP e os movimentos sociais são contrários à tese de que o pré-sal deve fazer do Brasil um grande exportador de petróleo. Queremos que este estratégico recurso seja explorado de forma sustentável para desenvolver toda a sua cadeia produtiva. Desde a construção de navios e plataformas até a indústria petroquímica e plástica.

 

É desta forma que o país irá gerar emprego e renda e não exportando petróleo cru para abastecer países ricos, como os Estados Unidos, que durante décadas exploram e usufruem de recursos energéticos alheios para sustentar seus absurdos níveis de consumo. O pré-sal, como disse a presidenta Dilma, é o passaporte para que as gerações futuras tenham um país desenvolvido, com oportunidades para todos. Mas isso só será possível investindo na cadeia produtiva do petróleo aqui no Brasil, fomentando a indústria nacional, gerando emprego e renda para milhões de brasileiros.

 

Artigo originalmente publicado em www.fup.org.br/

Durante toda a semana passada atividades agitaram o país. De Norte a Sul do Brasil os estudantes saíram às ruas para reivindicar que 10% do PIB sejam investidos em Educação e que o Fundo Social do pré-sal reserve 50% dos recursos para a área. Além de bandeiras específicas, como o valor da passagem de ônibus em São Paulo e os cortes no orçamento no caso das Universidades Federais, a Campanha de Bolsas da ANPG também teve destaque durante as atividades.

Estudantes fazem passeata na Esplanada dos Ministérios. Foto: Agência Brasil

 

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Na quinta-feira (24) pela manhã, logo após a passeata que cobriu a Esplanada dos Ministérios de bandeiras e cartazes contendo as reivindicações, os presidentes da UNE e da UBES, o diretor de Tecnologias da Informação e da Comunicação da ANPG, Thiago Custódio, entre outros diretores das entidades foram recebidos pela presidenta Dilma em Brasília. Além de reconhecer a legitimidade na reivindicação dos estudantes em relação ao pré-sal, e o papel estratégico da Educação para o desenvolvimento do Brasil, a presidenta anunciou o aumento do número das bolsas de pós-graduação.
 
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Na tarde do mesmo dia, foi a vez do Ministro da Educação, Fernando Haddad, receber os estudantes. Embora o tema central da audiência tenha sido o Pronatec (Programa Nacional de Acesso à Escola Técnica) que visa estimular o acesso ao Ensino Técnico e cursos Profissionalizantes no Brasil, a ANPG colocou na pauta a sua reivindicação “apresentamos a Campanha de Bolsas da ANPG e o ministro foi bem receptivo”, disse Custódio. 
 
Assine aqui o abaixo-assinado
 
Lideranças estudantis são recebidas em Brasília pela presidenta Dilma e o Ministro da Educação, Fernando Haddad. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Atividades
Em Pernambuco, nas cidades de Recife e Caruaru (capital do agreste pernambucano), a Jornada de Lutas reuniu vários estudantes em manifestações nas ruas. Além das bandeiras nacionais, eles cobraram, também, o compromisso do Governo do Estado com as pautas apresentadas. A APG da UFPE esteve presente e a Diretora de Mulheres da ANPG, Anne Benevides, fez um balanço positivo da participação dos estudantes pernambucanos, “Pernambuco é um estado que vem crescendo muito, mas ainda é preciso avançar. Nossa mobilização e pressão serão permanentes”, disse.
 
No Pará, o Vice-Presidente Regional Norte da ANPG, Thiago Oliveira, participou de panfletagem e conversas com grupos de estudantes na UFPA. Na UFSCAR a atividade foi um debate, que aconteceu num momento crítico que as universidades federais enfrentam: os cortes no orçamento. Os técnicos inclusive deliberaram indicativo de greve para esta segunda-feira (28). O diretor de Movimentos Sociais, Fábio Plutt (Sorriso), compôs a mesa do debate com o diretor do DCE, Marco Antônio Mancini, estudante de Pedagogia. Segundo Marcos, na Assembleia Geral realizada hoje, foi deliberada a realização de Assembleias de Curso para levantamento dos impactos dos cortes orçamentários e uma próxima Assembleia Geral está convocada para o dia 25 de abril.
 
Na Uniso, em Sorocaba, a Jornada foi marcada por discussões sobre o papel da Universidade dentro da sociedade. O debate organizado pelo DCE contou com a participação do Secretário- Geral da ANPG, Rodrigo Cavalcanti. Os calouros puderam tirar dúvidas e conhecer um pouco mais da importância da atividade extensionista e das possibilidades que a Uniso oferece. Rodrigo aproveitou a ocasião para salientar a necessidade do engajamento dos estudantes, na Pesquisa, na Extensão e também no Movimento Estudantil. A garantia de avanços científicos e tecnológicos através do desenvolvimento da pesquisa e a importância da extensão enquanto envolvimento direto do aluno com a sociedade, foram os pontos destacados, “é a oportunidade e a possibilidade de implementar aquilo que se aprende em sala de aula na realidade prática”, finalizou. Cerca de 120 estudantes participaram da atividade.

Da redação.
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR 
A presidenta Dilma recebeu a UNE, a UBES e a ANPG após passeata que mobilizou 5 mil estudantes em Brasília.

O anúncio de que o governo aumentará o número de bolsas da pós-graduação foi feito pela presidenta em encontro com estudantes após passeata que mobilizou 5 mil em Brasília. Já o reajuste divulgado pela Fapesp, embora ainda abaixo do patamar pautado pela ANPG para as bolsas federais, segue uma política de valorização periódica das bolsas de pesquisa no estado.

 

Ao receber os estudantes na tarde de ontem em Brasília (Leia mais aqui), a presidenta Dilma Rousseff respondeu à demanda da ANPG pelo aumento do valor das bolsas de mestrado e doutorado com o anúncio do aumento do número de bolsas, como noticiou em seu twitter o diretor da ANPG presente ao encontro, Thiago Custódio.

Essa medida, no entanto, não foi uma novidade, uma vez que desde a sua posse a presidenta já havia sinalizado que o faria. Na ocasião, ela afirmou "Meu governo apoiará fortemente o desenvolvimento científico e tecnológico para o domínio do conhecimento e a inovação como instrumento da produtividade". Ao mencionar o pré-sal também se referiu à importância do avanço da C&T para o país: "o pré-sal é nosso passaporte para o futuro, mas só o será plenamente se produzir uma síntese equilibrada de avanço tecnológico, avanço social e cuidado ambiental. A sua própria descoberta é resultado do avanço tecnológico brasileiro e de uma moderna política de investimentos em pesquisa e inovação”. 

Pressão pelo reajuste

Embora o aumento do número de bolsas seja uma demanda da ANPG, no sentido de ampliar o acesso à pós-graduação no país, a entidade mantém pressão pelo reajuste (assine o abaixo-assinado), visto que a valorização das bolsas é tão importante quanto a ampliação do número. Na opinião de Custódio, “o esforço na defesa da ciência brasileira passa pelo aumento do número de mestres e doutores, sem dúvida. Entretanto, a reivindicação pelo reajuste dos atuais valores das bolsas vem no sentido de garantir as condições para que os pesquisadores possam se dedicar integralmente às pesquisas”, disse.

No estado de São Paulo, a Fapesp já anunciou o reajuste, que deve entrar em vigor a partir de 1º de abril. As bolsas de Mestrado passam de R$1392,90 para R$1477,20 (MS1) e de R$1478,70 para R$1568,40 (MS2); Doutorado de R$2053,20 para R$2177,70 (DR1) e de R$ 2541,30 para R$2695,20 (DR2) e Pós Doutorado de R$5028,90 para R$5333,40. 

Veja aqui os reajustes para as demais modalidades.

O Ministério da Ciência e Tecnologia não se pronunciou sobre o assunto e nenhum outro representante do  o governo deu qualquer sinalização a respeito da possibilidade de reajuste.

Defasagem

O aumento dos valores pautado pela ANPG em sua Campanha de Bolsas tem como fundamento as metas estabelecidas no PNPG, entre 2005-2010, que previam um reajuste de 50%. Partindo-se do valor das bolsas CAPES em 2005, que eram maiores que as do CNPq, e garantindo a isonomia entre as bolsas oferecidas pelas duas agências, mais a inflação do período 2005-2010 (27,89%), os cálculos levam ao resultado de um reajuste das bolsas de mestrado dos atuais R$ 1.200 para R$ 1.672,16 (39,34%) e as bolsas de doutorado passariam de R$ 1.800 para R$ 2.479,78 (37,76%). Veja o quadro comparativo abaixo:

Bolsas de Pesquisa Mestrado Doutorado
Demanda da ANPG R$ 1.672,16 R$ 2.479,78
Bolsas Fapesp (MS2 e DR 2) R$ 1.568,40 R$ 2.695,20
Bolsas Capes e CNPq R$ 1.200,00 R$ 1.800,00

 

 

Fuga de cérebros 

O baixo valor das bolsas no Brasil, em comparação às oferecidas por outros países, é um dos motivos que levam pesquisadores a sair do país, assim, “o que a Fapesp nos oferece como parâmetro é sua política institucional de reajustes anuais, muitas vezes acima da inflação, e não os valores em absoluto”, afirma o Diretor de Políticas de Emprego da ANPG e da APG-USP, João Alex. Ainda segundo ele, “enquanto não conseguirmos um compromisso com as agências federais de uma política efetiva para reajustes, dependeremos de ações isoladas e incrementais”.

Vínculo empregatício

Em resposta ao argumento muitas vezes invocado por representantes do executivo federal que se baseia na possibilidade do mestrando/doutorando estabelecer vínculo empregatício (Portaria Conjunta Capes/CNPq nº 1 de 16 de julho de 2010) e portanto, a concessão do reajuste seria desnecessária, a presidente da ANPG, Elisangela Lizardo, é taxativa: “a portaria se propôs a garantir a possibilidade do estudante exercer docência ou atividade correlacionada à pesquisa e poder ser remunerado por isso, o que é um avanço do ponto de vista da relação de trabalho aí existente. Porém, não pode, de maneira alguma, significar a desvalorização das bolsas enquanto instrumento para a pesquisa nacional”, enfatizou. 

A ANPG segue com a Campanha de Bolsas e demais atividades pelo Brasil.

Da redação

 

 

 

 

 

 


 

Em entrevista ao portal Terra, o presidente da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), Jorge Guimarães, comparou a atual situação das universidades brasileiras ao futebol e afirmou, “ Se não tiver massa, não dá. Se não tiver muito futebol de várzea, não vamos ter os Pelés. Precisamos aumentar muito o número de pessoas nas universidades. Enquanto não atingirmos isso, não temos a expectativa de tirar dessa massa os melhores cérebros.”

A afirmação vem no sentido de responder às diversas reações sobre o posicionamento modesto do Brasil nos rankings internacionais. Na última edição divulgada pela organização inglesa Times Higher Education, o país ficou de fora das 200 primeiras posições. A instituição brasileira melhor colocada foi a Universidade de São Paulo (USP), no 232ª lugar e atrás de centros de pesquisa dos países BRIC – o bloco de economias emergentes integrado por Brasil, Rússia, Índia e China.

Para Guimarães, as universidades brasileiras só alcançarão excelência em pesquisa quando se tornarem mais inclusivas. Para isso, ele diz que a educação básica deve melhorar primeiro.

Leia abaixo a entrevista completa.

 

Terra Magazine – Num ranking das cem melhores universidades do mundo, feita pela inglesa THE, nenhuma universidade brasileira apareceu, embora instituições de outros países BRIC tenham sido listadas. O senhor acredita que isso seja um sinal importante?
Jorge Almeida Guimarães –
Eu acho que não. Há um esforço internacional de transformar a educação em comércio. A Europa perdeu jovens e os países ricos passaram a ver a educação como um negócio. É por isso que aparecem esses rankings. Eles estão querendo que a gente mande estudantes pra lá a custos exorbitantes. Quando a USP, nossa universidade mais antiga, foi criada, Harvard já tinha 300 anos. Como você quer que em cinquenta anos nos igualemos? Esses rankings são estranhos.

O senhor acha que faltam critérios para avaliar as nossas universidades?
Quantas universidades no mundo são melhores (em agronomia) do que Viçosa, Lavras, ESALQ (Escola Superior de Agricultura Luis de Queiroz)? Isso não aparece porque isso não interessa pra eles. A quantidade de prêmios Nobel é um critério. Está cheio de país cheio de Prêmio Nobel e o país está quebrado. Nós perdemos várias chances de ganhar Prêmio Nobel: Carlos Chagas, Cesar Lattes… Na literatura, então, deus me livre! Então, esses indicadores que eles usam são intencionalmente escolhidos.

Trata-se de um aspecto cultural? Por exemplo, estudos mais voltados à realidade brasileira – como sobre doenças tropicais – não são tão valorizados?
É verdade. Um artigo do professor Flávio Grynszpan compara a nossa universidade com a de outros países do BRIC e conclui que estamos muitíssimo bem. Temos muito o que melhorar, mas nós temos quinze vezes menos doutores per capta do que a Suiça, por exemplo. Não é uma desculpa, mas é o fato de que nós temos caminhos a percorrer e não será por meio desse modelo europeu.

Este mês, a reitora de Harvard esteve no Brasil buscando alunos e professores para levar aos Estados Unidos…
Exatamente. Que país pode servir de modelo para a nossa educação? Só nós mesmos. Temos que tirar leite das pedras. Temos que melhorar a educação básica e consequentemente vamos melhorar as universidades num próximo passo. Mandar centenas de jovens para a Inglaterra, isso nós já fizemos no passado. Geramos uma elite que não está desenvolvendo o país. Houve um político que falou em colocarmos as universidades brasileiras entre as 20 maiores. Sinto muito, isso vai demorar.

O senhor falou em Prêmio Nobel, não temos pesquisas inovadoras o suficiente para receber prêmio?
Nós não fazemos ciência para Prêmio Nobel. Essa é a grande diferença. Nós estamos formando gente, estamos capacitando. Esses grupos que ganham Prêmio Nobel tem 30, 40 pessoas com PhD trabalhando num único grupo. Nós não temos isso. Não vamos ter tão cedo, falta gente para muitas áreas de estudo.

Mas fazer pesquisa para Nobel se opõe a investir em inclusão?
Não, de forma alguma. Tem que investir. Vai chegar uma hora em que teremos uma massa de doutores e poderemos formar grupos de trinta pessoas.

A USP chegou a reportar que aumentou o número de pessoas aprovadas no vestibular que desistiam da Universidade na primeira chamada. Como o senhor vê isso? Existe uma contraposição entre a universidade ser de elite e disputada e ser mais inclusiva? Ela perde renome?
Ciência e educação é que nem futebol. Se não tiver massa, não dá. Se não tiver muito futebol de várzea, não vamos ter os Pelés. Precisamos aumentar muito o número de pessoas nas universidades. Enquanto não atingirmos isso, não temos a expectativa de tirar dessa massa os melhores cérebros. A pós-graduação se beneficiou disso, o Brasil está entre os países em que a pós mais cresceu. Mas isso foi feito à custa de um sacrifício social muito pesado. Muitos Pelés da educação e da ciência ficaram sem ter chances na vida. Se corrigirmos os furos na educação básica, certamente vamos chegar a posições de destaque.


 

Fonte: Terra Magazine

 

 

O evento, que ocorre em Goiânia (GO) de 10 a 15 de julho, conta com cinco sessões de pôsteres. A expectativa é que o número de trabalhos apresentados supere 2 mil.

Podem ser submetidos resumos de trabalhos científicos, de qualquer área do conhecimento, de estudantes ou professores de educação superior, pesquisadores; trabalhos de professores de educação básica ou técnica que versem sobre experiências ou práticas de ensino-aprendizagem, e trabalhos de alunos do ensino médio e/ou profissionalizante, de iniciação científica ou dos institutos federais de ensino.

Para submeter um resumo é necessário que pelo menos um dos autores se inscreva no site do evento e pague a taxa de inscrição até 7 de abril. Feito isso, o inscrito tem até o dia 11 de abril para enviar o resumo. No site do evento (www.sbpcnet.org.br/goiania), constam as normas de inscrição e de submissão de resumos.

Sobre a Reunião

A 63ª Reunião Anual da SBPC será realizada nas dependências da Universidade Federal de Goiás (UFGO) e tem centenas de atividades, tais como conferências, simpósios e mesas-redondas, com a participação de cientistas renomados de todas as regiões do País. Objetivo é discutir políticas públicas de educação, ciência, tecnologia, meio ambiente e saúde, além de mostrar os avanços da ciência nas mais diversas áreas do conhecimento. Boa parte dessas discussões versará sobre o tema central do evento: "Cerrado: água, alimento e energia".

Além dessas atividades, serão oferecidos diversos minicursos cujos temas serão de interesse tanto de universitários e pesquisadores como de professores da rede pública de ensino básico e técnico. O evento conta ainda com três programações paralelas: a SBPC Jovem, voltada para estudantes do ensino básico e técnico; a ExpoT&C, exposição de ciência e tecnologia; e a SBPC Cultural, mostra da cultura regional.

 

Fonte: Jornal da Ciência e Ascom SBPC