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Edital concede bolsas aos melhores alunos dos cursos de mestrado e doutorado do estado

Com o objetivo de incentivar os programas de pós-graduação do estado das instituições de ensino e pesquisa do RJ, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) lançou o primeiro edital de 2011, o Programa Bolsa Nota 10.

Esta é a quarta edição do edital, que existe desde 2007 e premia os melhores alunos dos programas de pós-graduação do estado do Rio de Janeiro, com conceitos 5, 6 e 7 na avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), concedendo bolsas especiais a alunos de mestrado e doutorado com destacado desempenho acadêmico.

As bolsas oferecidas são de R$ 1.700 para o mestrado, e R$ 2.500 para o doutorado. Para candidatar-se, os interessados têm até o dia 24 de fevereiro para submeter sua inscrição on-line pelo sistema inFaperj. As bolsas concedidas para o primeiro semestre começam a vigorar a partir de março.

Também como em edições anteriores do programa, haverá nova fase de inscrições para o segundo semestre, com prazo de submissão de propostas entre 9 de junho e 21 de julho. Neste caso, as bolsas entram em vigor a partir de agosto.

O Bolsa Nota 10 contempla somente os últimos 12 meses de curso para os alunos de mestrado (13º ao 24º mês) e os últimos 24 meses de curso para os alunos de doutorado (25º ao 48º mês). Tal como outras agências de fomento, a FAPERJ não admitirá a concessão ou renovação de bolsas de mestrado a partir do 25º mês de ingresso no programa, ou, no caso do doutorado, a partir do 49º mês de ingresso do aluno no programa.

A cota de bolsas para cada programa é anual: cursos de mestrado nível 5 podem indicar dois bolsistas de mestrado; cursos nível 5 de mestrado e doutorado podem indicar um bolsista de mestrado e outro de doutorado; cursos nível 6 podem indicar dois bolsistas de mestrado e um de doutorado; finalmente, cursos nível 7 podem indicar dois bolsistas de mestrado e dois de doutorado. As solicitações devem ser feitas on-line. Após a inscrição on-line, os candidatos devem aguardar a confirmação de aceite pela faperj antes de se dirigirem à Fundação para entrega da documentação impressa.

O edital está disponível em: http://www.faperj.br/interna.phtml?obj_id=6966

(Boletim da Faperj, 27/1)
 

 

Fonte: Jornal da Ciência

Foto: Governo de Aragón / CC BY NC ND 2.0
O aumento da produção científica nacional e do número de profissionais com PhD nas universidades é apontado como reflexo do crescimento da economia brasileira e dos investimentos em C&T. 

Os avanços científicos do Brasil na última década, impulsionados pelo crescimento econômico e pela descoberta de petróleo na camada pré-sal, estão chamando a atenção da comunidade internacional. Mas a fragilidade do ensino básico e a desigualdade regional aparecem como desafios para o futuro.

O tempo em que a reputação do Brasil no exterior se resumia a de país do futebol, do samba e do turismo passou. Uma grande reportagem publicada na última edição da revista Science destaca o progresso científico e tecnológico do Brasil na última década, alavancado pelo crescimento da economia nacional e seus reflexos sobre o investimento em ciência.

A descoberta de petróleo na camada pré-sal há três anos é apontada também como grande propulsora do avanço nessa área. Por outro lado, a fragilidade do ensino de base, a desigualdade regional e a distância entre universidade e indústria aparecem como obstáculos ao desenvolvimento da ciência brasileira.

Segundo a publicação, algumas marcas refletem o avanço científico do país. É o caso do aumento do número de artigos brasileiros publicados por ano, que, entre 1997 e 2007, dobrou para 19 mil. Em 2010, o país passou a ocupar a 13ª posição no ranking mundial de produção científica, ultrapassando países como Holanda, Israel e Suíça, de acordo com relatório da Unesco sobre ciência. No entanto, vale ressaltar que esse aumento também está associado a um maior número de periódicos científicos indexados na base usada para fazer o levantamento.

Além disso, em 2010, o número de profissionais com PhD nas universidades dobrou em relação a 2001 e milhares de empregos foram gerados nos 134 novos campi construídos pelo governo federal.

Foto: Agência Petrobras de Notícias
Plataforma P-34, visitada pelo presidente Lula para a inauguração da exploração da camada pré-sal no Espírito Santo. A descoberta dessas reservas de petróleo impulsionou o desenvolvimento científico e tecnológico no Brasil. 

Essas conquistas foram alavancadas pelo crescimento da economia brasileira, que atingiu o índice de 7% em 2010, diferentemente do cenário vivido na década de 1990, quando o Brasil enfrentou dificuldades econômicas. A arrecadação do Ministério da Ciência e Tecnologia, que na década anterior havia sido de 600 milhões de dólares, passou para 4 bilhões. Isso sem falar nos investimentos diretos por parte de empresas como a Petrobras e a Embrapa, que buscam força de trabalho qualificada nos centros de pesquisa das universidades públicas.

Contradições internas

O principal obstáculo ao desenvolvimento econômico e científico do Brasil, segundo a reportagem da Science, é a fragilidade do sistema educacional de base. Em entrevista à CH On-line, o presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), o físico Marco Antonio Raupp, concorda: “Existe um déficit educacional muito grande. E sem educação não existe progresso.”

Embora a educação tenha recebido investimentos sem precedentes, nem todas as áreas têm a mesma atenção. “Enquanto a elite e o governo só investirem nas universidades, as desigualdades não serão superadas, pois só a própria elite consegue chegar ao ensino superior”, pondera Raupp.

Para o presidente da SBPC, a desigualdade regional é consequência das falhas na educação básica

Para o pesquisador, a desigualdade regional, também citada como desafio para o desenvolvimento, é na verdade consequência das falhas na educação básica. “O governo conseguiu universalizar a matrícula para o ensino fundamental, o que já foi um grande avanço, por garantir acesso a todos”, diz. “Agora, é preciso aumentar a qualidade do ensino e as condições de trabalho dos profissionais dessa área”, ressalta.

Outro entrave ao avanço científico no Brasil é a distância entre a pesquisa e a aplicação dos resultados na indústria. O número de cientistas empregados na área industrial não teve um crescimento tão expressivo, assim como o número de patentes nacionais. Raupp defende que essa realidade precisa mudar, já que qualquer programa de desenvolvimento sustentável precisa, em longo prazo, de inovação.

Cenário realista

Para o presidente da SBPC, o panorama da ciência brasileira foi retratado de maneira realista pela publicação. “A matéria salienta pontos de sucesso importantes, como o petróleo, e defeitos cruciais, como o déficit na educação”, afirma.

Raupp destaca que o ritmo de crescimento do país precisa ser mantido no próximo governo. “Creio que a política de cooperação entre o governo federal e os estados, que permitiu esse desenvolvimento, não deve mudar”, diz. E comemora: “Agora temos uma base de investimentos.”

Em relação ao pré-sal, o pesquisador enfatiza a importância do desenvolvimento científico e tecnológico para a descoberta e exploração dessas reservas e ressalta a oportunidade que o país tem pela frente. “Usar esse recurso sem destruí-lo será um grande desafio”, afirma. E completa: “Aliar tecnologia, segurança e novas descobertas não será tarefa fácil, mas se o Brasil mostrar que é capaz de fazer isso, vai atrair investimentos e alcançar um crescimento fora do comum.”

Fonte: Ciência Hoje On-line, por Bruna Ventura

A Revista Brasileira de Pós-Graduação (RBPG) recebe, até 30 de abril, propostas para mais uma edição. De periodicidade trimestral, a revista está estruturada em quatro seções: Estudos, Experiências, Debates e Documentos. A publicação é disponibilizada para todas as bibliotecas e vários centros de informação do país e do exterior, além de se encontrar disponível no portal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Com uma média de 8,5 mil a 10 mil acessos por trimestre, a revista firmou-se como um importante veículo para a disseminação de estudos e debates sobre a pós-graduação. A cada número, são tratados temas variados como características da formação pós-graduada em várias modalidades, política da pós-graduação, demandas da comunidade científica e ações das agências de fomento. A RBPG desempenha ainda o papel de instrumento privilegiado para o estudo de temas referentes à colaboração científica internacional.

Em 2010, em abertura às comemorações dos 60 anos da Capes e aos dez anos do Portal de Periódicos, foram publicadas duas edições com homenagens da fundação às parcerias com as instituições de ensino superior, por meio da publicação de fotos de seus prédios históricos.

Colaboração

A RBPG aceita para publicação trabalhos inéditos de autores brasileiros e estrangeiros em forma de estudos e pesquisas de caráter acadêmico-científico, opiniões e experiências inovadoras relativos à educação superior, ciência e tecnologia e cooperação internacional que tenham como foco a pós-graduação, seus programas e desafios. Os textos devem ser encaminhados para o e-mail [email protected].

O envio espontâneo de qualquer colaboração implica automaticamente a cessão dos direitos autorais à Capes. A publicação de artigos não é remunerada, sendo permitida sua reprodução total ou parcial, desde que citada a fonte. Serão remetidos a cada autor cinco exemplares da edição em que for publicada sua colaboração.

Confira as normas de colaboração.
 

 

Fonte: Portal Capes

Sociólogo substitui Luis Fernandes, no cargo desde 2007. Cerimônia de posse está marcada para esta sexta-feira, dia 28, às 10h

O sociólogo e livre-docente da Universidade de São Paulo (USP) Glauco Arbix assume a presidência da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) no lugar de Luis Fernandes, que ocupou o cargo de 2007 ao início de 2011.

Arbix foi presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) entre 2003 e 2006, coordenador geral do Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (NAE) no mesmo período e membro do Grupo de Conselheiros do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) de 2006 a 2009.

O sociólogo terá pela frente a tarefa de aumentar os desembolsos da Finep, conforme tem afirmado o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante. No ano passado, R$ 4 bilhões foram investidos em projetos científicos e de desenvolvimento tecnológico. Em declarações à imprensa, Mercadante expressou o desejo de duplicar esse valor.
 

Livro

Já no processo de transição da Finep, foi lançado nesta quarta-feira, dia 26, o livro "A Finep no século XXI". Formada por uma coletânea de textos, o livro examina a evolução histórica do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), a partir da atuação da Finep. O lançamento foi a última ação da gestão de Luis Fernandes. "Avançamos bastante nos últimos anos na construção de uma agenda institucional de desenvolvimento focada em inovação", disse Fernandes.

Durante o evento, Fernandes apresentou um balanço do período em que esteve à frente da Finep. De 2007 a 2010, foram comprometidos R$ 9,6 bilhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Só por meio do Programa de Subvenção Econômica, desde o primeiro edital, já foram aprovados 825 projetos, no valor de R$ 1,6 bilhão.

Participaram do lançamento, além do presidente Luis Fernandes, o engenheiro e ex-vice-presidente da Finep, Waldimir Pirró e Longo, o historiador e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Francisco Carlos Teixeira da Silva e a economista Maria Sylvia Derenusson. Todos assinam artigos na publicação.

O livro está disponível em http://www.finep.gov.br/dcom/livrofinep.pdf

(Com informações da Assessoria de Comunicação da Finep)

 

Fonte: Jornal da Ciência

Aperfeiçoar o marco regulatório de incentivo à pesquisa e ampliar os recursos orçamentários para o setor estão entre as medidas, que coincidem com as defendidas pelo MCT

Deputados apontam como prioridades para a área de ciência e tecnologia nesta legislatura o aperfeiçoamento do marco regulatório de incentivo à pesquisa e à inovação, a ampliação dos recursos orçamentários para o setor, o fortalecimento do programa espacial e a concretização do Plano Nacional de Banda Larga.

As prioridades coincidem com as propostas defendidas pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, em seu discurso de posse. Ele também destacou como prioridade a transição para uma economia "verde e criativa", com sustentabilidade ambiental.

Os deputados Paulo Piau (PMDB-MG) e Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) defendem aperfeiçoamentos nas regras de incentivo à pesquisa e à inovação, com mudanças, por exemplo, na Lei do Bem (11.196/05) e na Lei de Inovação (10.973/04). Segundo Piau, presidente da Frente Parlamentar da Pesquisa e Inovação, a Lei do Bem (que prevê incentivos fiscais a empresas que desenvolverem inovações tecnológicas) na prática não tem aplicabilidade. "Ela responsabiliza demais quem pede recursos. Precisamos dar mais liberdade, mas com controle", diz.

De acordo com Rollemberg, a Lei de Inovação deve ser revista para reduzir a burocracia nos processos de interação entre institutos de pesquisas e empresas. "A inovação deve agregar valor à produção brasileira", ressalta.

Mercadante avalia que o Estado brasileiro, apesar dos grandes avanços recentes, com a Lei da Informática (11.077/04), a Lei do Bem e a Lei de Inovação, "ainda não dispõe de uma política de incentivos e subvenções em nível adequado". Na Câmara, tramitam diversas propostas com o objetivo de aumentar o incentivo à pesquisa e à inovação.

Orçamento

Outro aspecto defendido por Piau é a ampliação dos recursos destinados à ciência e à tecnologia. Hoje, o investimento no setor é de 1,25% do Produto Interno Bruto (PIB). "Temos de chegar, a médio prazo, a pelo menos a 2,5%, que é o índice americano de investimento", afirmou. Segundo Rollemberg, recursos orçamentários significativos devem ser destinados a iniciativas estratégicas para o país, como o programa espacial e programas voltados ao desenvolvimento da bioenergia, da biotecnologia e da nanotecnologia, além de redução dos danos causados ao meio ambiente.

Mercadante afirmou que assume o dever histórico de ampliar cada vez mais a participação da ciência e da tecnologia no PIB nacional. Embora tenha destacado que a meta é a de que o índice de investimento alcance entre 2% e 2,5% do PIB na próxima década, o ministro disse que no primeiro ano de governo "serão feitos imprescindíveis ajustes fiscais".

 
Área espacial

Mercadante defendeu um programa espacial fortalecido, com recursos suficientes, e o "aperfeiçoamento da institucionalidade para o setor", com a criação da Agência Reguladora Nuclear Brasileira, por exemplo.

Rollemberg, relator do estudo "A Política Espacial Brasileira", lançado pelo Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica em novembro de 2010, é autor de propostas que objetivam desenvolver a indústria espacial. O PL 7526/10, por exemplo, concede benefícios fiscais para as indústrias do setor e prevê que as empresas beneficiadas investirão parte do seu faturamento em pesquisa e desenvolvimento tecnológico.

Já por meio da Indicação 6480/10, Rollemberg sugere ao Executivo, entre outras medidas, a reformulação da Agência Espacial Brasileira (AEB), com quadro próprio de servidores e autonomia orçamentária.

 
Banda larga

O ministro da C&T também destacou como medidas prioritárias a implementação do Plano Nacional de Banda Larga e a aprovação do Projeto de Lei 1481/07, que altera o Fundo de Universalização das Telecomunicações (Fust), como forma de aumentar o interesse dos jovens pela ciência e incrementar a educação.

Para Rollemberg, a aprovação do projeto do Fust é fundamental. "O projeto garante os recursos necessários para a universalização do acesso a uma banda larga de alta qualidade e barata e, em alguns casos, até gratuita", disse.

(Informações da Agência Câmara)

 

Fonte: Jornal da Ciência

"Hoje, temos uma comunidade científica e tecnológica com 1,7 milhão de currículos na plataforma Lattes do CNPq, 135 mil deles de doutores e 237 mil de mestres"

Carlos Alberto Aragão de Carvalho Filho é físico e presidente do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). Glaucius Oliva, engenheiro eletrônico, é diretor de Engenharias, Ciências Exatas e Humanas e Sociais do CNPq. Artigo publicado na "Folha de SP":
 
No Brasil, a construção de uma infraestrutura para ciência e tecnologia é recente. Começou em 1951, com o Conselho Nacional de Pesquisas – CNPq, criado pela lei nº 1.310, de 15 de janeiro, com a missão de fomentar pesquisas e a formação de pesquisadores; ainda em 1951, veio a criação da Capes; em 1962, a da Fapesp; em 1967, a da Finep; finalmente, em 1985, a do Ministério da Ciência e Tecnologia.
 
Em 60 anos, os avanços são expressivos. Hoje, temos uma comunidade científica e tecnológica com 1,7 milhão de currículos na plataforma Lattes do CNPq, 135 mil deles de doutores e 237 mil de mestres, e 27 mil grupos de pesquisa no Diretório de Grupos de Pesquisa.

O Brasil forma mais de 11 mil doutores por ano e produz 2,7% da ciência mundial, com liderança em várias áreas do conhecimento, como agricultura tropical, parasitologia, geofísica e engenharia associada à prospecção de petróleo e gás em águas profundas.

Em 2010, o CNPq atendeu a 80 mil bolsistas; investiu R$ 1,85 bilhão em formação de recursos humanos e fomento à pesquisa; avaliou 74 mil solicitações; tem 64 mil processos vigentes e custo operacional inferior a 5% do orçamento.

Foram também criadas mais 14 mil bolsas de iniciação científica, mil de produtividade em pesquisa e 4.000 de mestrado e doutorado. Há 7.000 bolsas de fomento tecnológico e um programa (RHAE) dedicado às empresas, com bolsas para incorporar pessoal qualificado em P&D. E, sem ônus para as atividades-fim, o CNPq terminou o ano com uma nova sede em Brasília.

A ciência e a tecnologia e o indispensável compromisso com a inovação são hoje instrumentos de política de Estado, expressa no Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação e nos planos de desenvolvimento de várias áreas do Estado, como na Política de Desenvolvimento Produtivo, nos planos de educação e saúde, no PAC, nos desafios nacionais de sustentabilidade ambiental, econômica e social e nos programas de erradicação da miséria e de inclusão social.

O cenário para a C&T do século 21 pressupõe novos paradigmas. A ciência moderna exige atenção às demandas da sociedade, abordagens multidisciplinares e inovação, pesquisa e desenvolvimento nas empresas. A pesquisa requer novos formatos, novos atores, organização institucional e deve se pautar por critérios de qualidade, impacto, relevância, sustentabilidade e internacionalização.

Nesse novo contexto, cabe ao Estado brasileiro -por meio do Ministério da Ciência e Tecnologia e do CNPq em particular- modernizar a gestão de C&T, com avaliação e acompanhamento que promovam qualidade e multidisciplinaridade, e adequar o marco legal às especificidades da pesquisa, desburocratizando importações, compras e contratações, para aumentar a eficiência na aplicação dos recursos.

O sistema nacional de CT&I, em cinco anos, incorporou 15 mil novos pesquisadores em novas universidades, campi e instituições de ciência e tecnologia federais e estaduais. E não há como ser a quinta economia do planeta sem educação básica de qualidade, sobretudo em matemática e em ciências, e a formação superior de cientistas e engenheiros em maior número.

Para apoiar esse crescimento, o CNPq deve pelo menos dobrar seu orçamento nos próximos quatro anos, chegando a R$ 3,5 bilhões, de forma sustentável e que reflita planejamento e articulação de políticas de governo.

Em 2011, o CNPq celebrará seus 60 anos com o olhar voltado para o futuro, pronto para seguir em sua missão de desenvolvimento científico e tecnológico, por um Brasil mais justo e desenvolvido.

Fonte:  Folha de S. Paulo, 24/01

Convites para adesão ao grupo de estudos multidisciplinar serão coordenados pelo presidente da ABC, Jacob Palis, e pelos pesquisadores Carlos Nobre e Pedro Leite da Silva Dias

Leia a nota divulgada no site da Academia:

 "Diante do quadro de destruição enfrentado pela população de diversas áreas do país recentemente atingidas pelas chuvas, a Academia Brasileira de Ciências (ABC) se solidariza com as vítimas das tragédias ambientais e sociais ocorridas.

 A ABC se propõe a contribuir com o Governo Federal e Governos Estaduais, mobilizando alguns dos principais cientistas do país para avaliar como a ciência e tecnologia podem contribuir para a previsão, prevenção e mitigação dos impactos dos desastres naturais.

 Os convites para adesão ao grupo de estudos multidisciplinar serão coordenados pelo presidente Jacob Palis e pelos membros da ABC Carlos Nobre e Pedro Leite da Silva Dias, especialistas em mudanças climáticas."

 

Fonte: Jornal da Ciência

Veja também: Glaucius Oliva é nomeado novo presidente do CNPq

Foram publicadas nesta terça-feira (25/1) as primeiras nomeações para o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). Glaucius Oliva foi nomeado para exercer o cargo de presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A posse acontecerá na quinta-feira, 27 de janeiro, em Brasília.

Também foram nomeados Fernanda de Negri, para exercer o cargo de chefe da Assessoria de Acompanhamento e Avaliação das Atividades Finalísticas da Secretaria-Executiva do MCT, e Luiz Antonio de Mello Rebello, para exercer o cargo de chefe de gabinete do MCT.
 

 

Fonte: Jornal da Ciência

Telegramas revelam pressão americana sobre parceria entre Brasil e Ucrânia para reconstrução da Base de Alcântara

Ainda que o Senado brasileiro venha a ratificar o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas EUA-Brasil (TSA, na sigla em inglês), o governo dos Estados Unidos não quer que o Brasil tenha um programa próprio de produção de foguetes espaciais. Por isso, além de não apoiar o desenvolvimento desses veículos, as autoridades americanas pressionam parceiros do país nessa área – como a Ucrânia – a não transferir tecnologia do setor aos cientistas brasileiros.

A restrição dos EUA está registrada claramente em telegrama que o Departamento de Estado enviou à embaixada americana em Brasília, em janeiro de 2009 – revelado agora pelo WikiLeaks ao Globo. O documento contém uma resposta a um apelo feito pela embaixada da Ucrânia, no Brasil, para que os EUA reconsiderassem a sua negativa de apoiar a parceria Ucrânia-Brasil, para atividades na Base de Alcântara no Maranhão, e permitissem que firmas americanas de satélite pudessem usar aquela plataforma de lançamentos.

Além de ressaltar que o custo seria 30% mais barato, devido à localização geográfica de Alcântara, os ucranianos apresentaram uma justificativa política: "O seu principal argumento era o de que se os EUA não derem tal passo, os russos preencheriam o vácuo e se tornariam os parceiros principais do Brasil em cooperação espacial" – ressalta o telegrama que a embaixada enviara a Washington.

A resposta americana foi clara. A missão em Brasília deveria comunicar ao embaixador ucraniano, Volodymyr Lakomov, que "embora os EUA estejam preparados para apoiar o projeto conjunto ucraniano-brasileiro, uma vez que o TSA (acordo de salvaguardas Brasil-EUA) entre em vigor, não apoiamos o programa nativo dos veículos de lançamento espacial do Brasil".

Mais adiante, um alerta: "Queremos lembrar às autoridades ucranianas que os EUA não se opõem ao estabelecimento de uma plataforma de lançamentos em Alcântara, contanto que tal atividade não resulte na transferência de tecnologias de foguetes ao Brasil".

O Senado brasileiro se nega a ratificar o TSA, assinado entre EUA e Brasil em abril de 2000, porque as salvaguardas incluem concessão de áreas, em Alcântara, que ficariam sob controle direto e exclusivo dos EUA. Além disso, permitiriam inspeções americanas à base de lançamentos sem prévio aviso ao Brasil.

Os ucranianos se ofereceram, em 2008, para convencer os senadores brasileiros a aprovarem o acordo, mas os EUA dispensaram tal ajuda. Os EUA não permitem o lançamento de satélites americanos desde Alcântara, ou fabricados por outros países mas que contenham componentes americanos, "devido à nossa política, de longa data, de não encorajar o programa de foguetes espaciais do Brasil", diz outro documento confidencial.

Sob o título "Pegando Carona no Espaço", um outro telegrama descreve com menosprezo o voo do primeiro astronauta brasileiro, Marcos Cesar Pontes, à Estação Espacial Internacional levado por uma nave russa ao preço de US$ 10,5 milhões – enquanto um cientista americano, Gregory Olsen, pagara à Rússia US$ 20 milhões por uma viagem idêntica.

A embaixada definiu o voo de Pontes como um gesto da Rússia, no sentido de obter em troca a possibilidade de lançar satélites desde Alcântara. E, também, como uma jogada política visando à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Num ano eleitoral, em que o presidente Lula sob e desce nas pesquisas, não é difícil imaginar a quem esse golpe publicitário deve beneficiar. Essa pode ser a palavra final numa missão que, no final das contas, pode ser, meramente ‘um pequeno passo’ para o Brasil" – diz o comentário da embaixada dos EUA, numa alusão jocosa à célebre frase de Neil Armstrong, o primeiro astronauta a pisar na Lua, dizendo que seu feito se tratava de um pequeno passo para um homem, mas um salto gigantesco para a Humanidade.

(José Meireles Passos)

 

Fonte: O Globo, 25/01
 

Carlos Aguiar de Medeiros, professor do Instituto de Economia da UFRJ, recebeu o "The 2011 James H. Street Scholar", concedido anualmente a um acadêmico latino-americano

A premiação é concedida pela Association for Evolutionary Economics (AFEE). Carlos Aguiar de Medeiros foi o ganhador da edição 2011, por sua produção na área de desenvolvimento econômico comparado.

Graduado em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Medeiros tem mestrado em Engenharia de Produção pela UFRJ e doutorado em Ciência Econômica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). É professor e pesquisador do Instituto de Economia da UFRJ.

Mais informações sobre a premiação podem ser obtidas aqui.
 

Fonte: Jornal da Ciência