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Para o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), Ronaldo Mota, as empresas que atuam no país ainda são acanhadas no que diz respeito à inovação. Mas tem havido avanços.

 – Quais são os maiores desafios para fazer inovação no país?

 A ciência avançou muito no Brasil. No entanto, a inovação tecnológica em nossas empresas ainda é tímida. Essa situação decorre da carência de cultura de inovação no ambiente empresarial e da insuficiente articulação entre as políticas industrial e de ciência e tecnologia. O maior desafio é estabelecer pontes conectando nossa qualificada academia com o setor produtivo. Até recentemente, o principal instrumento para apoiar inovação era o crédito da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). O quadro tem mudado rapidamente nos últimos anos.

 – O que mudou?

 A Lei do Bem, de 2005, concedeu incentivos fiscais para empresas que realizem atividades de pesquisa tecnológica. Em 2006, 130 empresas declararam investimentos de R$ 2,2 bilhões. Em 2008, o número de empresas saltou para 460 e os investimentos atingiram R$ 8,8 bilhões. Em apenas três anos, o incremento do número de empresas é da ordem de mais de 250% e o aumento dos valores, de 300%. No ano passado, 635 empresas se apresentaram.

– Em que áreas temos inovação relacionada à biodiversidade?

 Temos investido em áreas como fármacos, medicamentos e nanocosméticos dentro da rede Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec). E há estudos sobre plásticos de cana-de-açúcar com promissor futuro.

(O Estado de SP, 24/10)

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, afirmou hoje, em evento na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que o Brasil ainda tem "várias batalhas à frente" para melhorar a competitividade do setor produtivo industrial. "Precisamos ainda fazer muito para melhorar a qualidade da infraestrutura do País, para reduzir a taxa de juros, para evitar a apreciação cambial lesiva aos interesses de criação de empregos e da capacidade exportadora brasileira", afirmou.

De acordo com Coutinho, o Brasil ainda tem muitas "frentes de avanços a conquistar", embora não seja possível esquecer que, sem a competitividade do setor empresarial, as companhias nacionais não poderão ampliar a presença nos mercados internacionais e resistir ao ingresso agressivo de produtos importados. "É preciso um grande esforço de inovação", disse.

O presidente do BNDES deu as declarações antes do lançamento do Núcleo de Inovação Paulista, em parceria com Sesi, Senai-SP, Sebrae-SP e Secretaria de Desenvolvimento do Estado. O objetivo do núcleo é "aumentar a competitividade dos produtos brasileiros e conscientizar 30 mil empresas a investirem em atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação".

Fonte: IstoÉ Online

PROJETO DE LEI Nº 2315 DE 2003
Do Sr. JORGE BITTAR
 
 
Dispõe sobre os critérios para definição dos valores das bolsas de fomento ao desenvolvimento científico, tecnológico, artístico e cultural e dá outras providências.
 
Art.1º – As bolsas de fomento ao desenvolvimento científico, tecnológico, artístico e cultural, implementadas por agências do Poder Executivo, atendem dois objetivos principais:
 
I – apoiar a formação de estudantes de graduação e pós-graduação, mediante bolsas de formação;
 
II – apoiar pesquisadores no desenvolvimento de suas atividades, mediante bolsas de pesquisa.
 
Art.2º – Os valores das bolsas de formação e de pesquisa terão como referência a remuneração dos docentes do sistema federal de ensino superior.
 
Art.3º – As bolsas de formação, no País, em nível de pós-graduação ou de graduação, obedecerão aos seguintes parâmetros:
 
I – A mensalidade das bolsas de pós-doutorado será equivalente a, no mínimo, 80% (oitenta por cento) da remuneração total do Professor Titular, com titulação de doutorado, em nível I da carreira e em regime de dedicação exclusiva, incluídas as gratificações a que faz jus pelo exercício de suas atividades;
 
II – A mensalidade das bolsas de doutorado será equivalente a, no mínimo, 80% (oitenta por cento) da remuneração total do Professor Assistente, com titulação de mestrado, em nível I da carreira e em regime de dedicação exclusiva, incluídas as gratificações a que faz jus pelo exercício de suas atividades;
 
III – A mensalidade das bolsas de mestrado será equivalente a, no mínimo, 80% (oitenta por cento) da remuneração total do Professor Auxiliar, com titulação de especialização, em nível I da carreira e em regime de dedicação exclusiva, incluídas as gratificações a que faz jus pelo exercício de suas atividades;
 
IV – A mensalidade das bolsas de aperfeiçoamento da formação em pesquisa, destinada à recém graduados, será equivalente a 2/3 (dois terços) do valor da bolsa de mestrado.
 
V – A mensalidade das bolsas de iniciação à formação em pesquisa e de programas especiais de formação, destinadas a estudantes de graduação, será equivalente a 1/3 (um terço) do valor da bolsa de mestrado.
 
VI – A mensalidade das bolsas de iniciação à formação em pesquisa júnior, destinadas a estudantes de ensino médio, será equivalente a 1/3 (um terço) do valor da bolsa de iniciação à formação em pesquisa, destinadas a estudantes de graduação.
 
§ 1º – As gratificações a que os professores fazem jus e que dependam de pontuação para sua atribuição, deverão ser consideradas em seu percentual máximo para fins de cálculo do valor das bolsas.
 
§ 2º – O beneficiário da bolsa de formação fará jus a um auxílio adicional de no mínimo 30% (trinta por cento) do valor total de doze mensalidades da respectiva bolsa, pago mensalmente, e gerido sob seu controle e de seu orientador, com prestação anual de contas, destinado à aquisição de material eou atividades desenvolvidas pelo bolsista, estritamente relacionadas com o projeto de estudos.
 
Art.4º – As mensalidades das bolsas voltadas para o desenvolvimento da pesquisa obedecerão aos seguintes parâmetros:
 
I – as mensalidades das distintas bolsas de pesquisa, considerando a titulação de doutor e a experiência, serão equivalentes a percentuais da remuneração total das categorias de Professor Adjunto ou Titular, em nível I de carreira e em regime de dedicação exclusiva, incluídas as gratificações a que fazem jus pelo exercício de suas atividades.
 
II – as mensalidades das bolsas de apoio técnico à pesquisa, iniciação tecnológica e industrial e treinamento serão equivalentes a parcelas das bolsas de mestrado ou doutorado, considerando a titulação e experiência do beneficiário.
Parágrafo Único – As gratificações a que os professores fazem jus e que dependam de pontuação para sua atribuição, deverão ser consideradas em seu percentual máximo para fins de cálculo do valor das bolsas.
 
Art.5º – Em caráter de licença maternidade, será assegurada a prorrogação de prazos por um período de, no máximo, 120 dias, sem interrupção no pagamento da bolsa e com igual prorrogação de seu tempo de vigência.
 
Art.6º – Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
 
JUSTIFICAÇÃO
 
Os investimentos do Brasil em Pesquisa e Desenvolvimento equivalem a apenas 1% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto a média mundial alcança a 2,2% do PIB.
 
Para o Brasil buscar acesso à chamada sociedade do conhecimento e assim encontrar alternativas criativas e inovadoras para seus graves problemas estruturais, deverá investir adequadamente no desenvolvimento de Ciência, Tecnologia, Cultura e Arte, produzindo conhecimento e recursos humanos qualificados para que possamos, em futuro próximo, contar com cidadãos e cidadãs capazes de construir e conviver em uma sociedade cada vez mais dinâmica e sequiosa de inovações.
 
Nos últimos anos, no entanto, temos observado significativo retrocesso na política de formação de recursos humanos e de fomento ao desenvolvimento de pesquisa. Além de redução no número de bolsas e no apoio ao desenvolvimento de projetos, o congelamento dos benefícios, desde 1995, tem dificultado sobremaneira a retenção de estudantes e de pesquisadores.
 
Neste sentido, este projeto de lei tem o objetivo de contribuir para o estabelecimento de uma política para a área, definindo critérios estáveis e permanentes para a definição do valor da mensalidade de cada um dos diversos tipos de benefício oferecidos como estímulo à formação de ampla massa crítica, indispensável ao desenvolvimento de um País soberano e justo.
 
Nossa proposta adota as diretrizes que eram seguidas até 1995, que tomavam os salários dos professores das universidades federais como critério para estabelecimento dos valores das distintas modalidades de bolsas e de apoios à atividade de pesquisa.
 
Lamentavelmente, nos últimos anos, estes valores permaneceram congelados, desconsiderando aumentos de rendimentos, inclusive os decorrentes de gratificações introduzidas na carreira docente.
Nosso projeto de lei visa evitar tais injustiças, garantindo que os reajustes salariais e/ou gratificações dos docentes possam ter reflexo, automaticamente, no valor das bolsas. Propomos, também, que as bolsas de mestrado e doutorado passem a ser de 80 por cento dos salários docentes, representando um pequeno acréscimo em relação aos atuais 70 por cento.
 
Por outro lado, as diretrizes deste projeto de lei são bastante flexíveis. Estipulam um parâmetro basilador mínimo e, ao mesmo tempo possibilitam às agências de fomento a autonomia necessária para ampliar, dinamizar e diversificar as modalidades e os valores dos distintos tipos de apoios à formação de recursos humanos e à pesquisa.
 
A nosso ver, esta proposta contribui significativamente para o desenvolvimento científico, tecnológico, artístico, cultural do País mediante uma simples ação de garantir mínimas condições de trabalho para aqueles que se dedicam à árdua tarefa de ampliar as fronteiras do conhecimento e do desenvolvimento da tecnologia, da arte e da cultura.
 
É fundamental destacar, ainda, a necessidade de garantir, na legislação orçamentária, os recursos necessários para a efetiva implementação de uma consistente política de desenvolvimento científico, tecnológico, artístico e cultural para nosso País.
 
Pela relevância da matéria e pela viabilidade de sua implementação, espero contar com o inestimável apoio das senhoras e senhores parlamentares desta Casa.
 
Sala das Sessões, em de 2003.
Deputado JORGE BITTAR

O prazo para contribuição com o Blog do Plano Nacional de Pós-Graduação 2011-2020 (PNPG) foi adiado para 6 de novembro. Até lá, podem ser enviados artigos, propostas, relatos de debates, adendos ou sugestões de alterações do documento disponibilizado ou qualquer outra forma de contribuição com o debate.

A Associação de Pós-Graduandos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul já contribuiu com o PNPG. Faça como eles: envie também sua contribuição até o dia 6 de novembro para [email protected], com a linha de assunto “PNPG”, e ajude também na divulgação, para que mais pessoas possam colaborar.

Sobre o PNPG 2011-2020

Está em fase de elaboração o Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG) 2011-2020. O Plano é a referência em termos de diretrizes e metas para a implementação das políticas públicas relacionadas à pós-graduação brasileira e, por isso, não poderia ser elaborado sem a contribuição do segmento discente, representado na Comissão de Elaboração do PNPG pela Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), na figura do seu ex-presidente Hugo Valadares.

No próximo dia 6 (de novembro), haverá reunião da Comissão do PNPG para fechar o documento que irá a debate público. No intuito de agregar contribuições de estudantes, parceiros e sobretudos APGs de todo o país, a ANPG lança este Blog do PNPG, cujo documento de abertura do debate é um relatório produzido pelo Hugo, já com algumas propostas sobre em que pontos a ANPG deveria intervir neste debate.

Todos(as) que desejarem contribuir com o debate devem escrever comentários no blog e/ou enviar suas contribuições para o e-mail comunicaçã[email protected], com a linha de assunto PNPG. A proposta é que sejam enviados artigos, relatos de debates, propostas e outras contribuições a serem publicados e debatidos por meio de comentários neste blog.
 

Participe e ajude a apontar os rumos da pós-graduação brasileira!

Pós-graduandos visitam o estande da ANPG na SNCT, em Brasília

Sob a coordenação do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), compõe o tema central da 7ª edição da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia  a valorização da biodiversidade e da relação entre o homem, a tecnologia e o meio.

Durante a solenidade de abertura da SNCT de Brasília, os componentes da mesa enfatizaram a preocupação crescente no mundo inteiro em associar crescimento econômico à proteção do meio ambiente e à qualidade de vidas das pessoas. Outros pontos ressaltados pelos presentes foram as ações que promovem a popularização da ciência e a importância dos projetos de pesquisa para o desenvolvimento de tecnologias no país.

A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2010 está sendo realizada de 18 a 24 de outubro em todo país. Uma das atividades teve início nesta terça-feira (19) na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, DF.

Tamara Naiz recebe estudantes: ANPG em defesa da popularização da ciência

O uso da ciência para o desenvolvimento sustentável foi o ponto de partida para a participação. São 67 expositores além da ANPG, que contou com a participação da Associação de Pós-Graduandos da UNB em seu estande. Estão presentes na Feira de Ciência e Tecnologia várias entidades e órgãos da comunidade científica, entre eles, a Força Aérea Brasileira (FAB) e a FIOCRUZ. Também há estandes sobre o programa espacial brasileiro, SESC, fundação zoológico de Brasília, universidades, escolas, etc. A feira abriga uma grande diversidade de atores e está tendo uma visitação diária de milhares de pessoas.

A Feira de Ciência e Tecnologia funciona até domingo, dia 24 de outubro, das 8h30 às 19h.

De Brasilia,

Tamara Naiz

Vice-Presidente Centro-Oeste da ANPG

Dissertação de mestrado vira livro. Ex vice-presidente da UNE, a doutoranda Fabiana Costa lança, nesta quinta-feira (21), o livro “ProUni: o olhar dos estudantes beneficiários”, mostrando a  nova realidade dos universitários brasileiros. O tema foi objeto de sua dissertação de mestrado.

Em 2003, a então estudante de Assistência Social da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Fabiana Costa, era vice-presidente da UNE. Durante a sua gestão foi uma das grandes entusiastas na formulação, junto ao Ministério da Educação, do Programa Universidade para Todos (ProUni), hoje o principal instrumento de inclusão dos jovens no ensino superior.

Quando deixou a UNE, em 2005, graduou-se e deu início ao seu mestrado pela PUC-SP. O acúmulo da militância no movimento estudantil levou Fabiana a transformar a sua experiência em uma dissertação sobre o programa que mudou o rumo da educação no Brasil. O estudo virou o livro “ProUni: o olhar dos estudantes beneficiários”, que será lançado na próxima quinta-feira (21), às 19h30, na Faculdade São Paulo (Av. Liberdade, 808).

“A UNE foi a minha escola e me deu a oportunidade de realizar a pesquisa com outro olhar, através da luta incansável em defesa da educação brasileira”, contou Fabiana em entrevista.

O 1º Encontro Municipal dos Estudantes do ProUni de São Paulo, realizado em 2007 e organizado pela UNE, foi um dos apoios de pesquisa da autora, que permitiu enriquecer sua obra com informações dos estudantes bolsistas.  “Não queremos mais desperdiçar as grandes mentes brasileiras excluídas dos bancos escolares!” foi o lema do encontro, que debateu por meio de uma carta entregue ao ministro da Educação, Fernando Haddad, as limitações e as abrangências do programa.

Os avanços com o ProUni
Atualmente, Bia, como é conhecida, está cursando o doutorado e é presidente do Centro de Estudos e Memória da Juventude (CEMJ), entidade organizada por uma maioria oriunda de movimentos juvenis para trabalhar o tema juventude.

Na dissertação de seu mestrado na PUC-SP, em 2008, ela resolveu apresentar um estudo sobre o programa e analisar, por meio de uma pesquisa, a política pública de melhoria para o ensino superior. A partir do olhar dos alunos bolsistas do ProUni, identificou como eles reconhecem o benefício e a oportunidade de acesso à educação universitária. Para a pesquisa, foram analisados os pontos de vista de beneficiários de oito instituições de ensino superior na capital de São Paulo.

Dessa forma, o livro traça uma análise da educação universitária da década de 1990 e as mudanças que, por meio das políticas públicas surgidas durante o governo do presidente Lula, estabeleceram a possibilidade de acesso dos jovens de baixa renda às universidades.

Um dos propósitos da obra é acabar com os mitos que ainda existem acerca do programa. “Mesmo com o sucateamento da educação na década de 1990, o ProUni surge em 2004 como uma força para garantir o acesso à universidade,  mesmo via educação privada. Muitos pensam que as bolsas são uma transferência de dinheiro público para instituições privadas, porém, as bolsas são concedidas através de isenções  fiscais  que já fazem parte destas instituições há muito tempo”, afirma a pesquisadora.

Com uma vasta pesquisa sobre o perfil dos estudantes prounista, o livro mostra os avanços do programa, por exemplo, sobre o rendimento dos alunos bolsistas, hoje comprovado igual ou superior aos demais alunos. A inserção destes alunos nas cadeiras acadêmicas mostra que a maioria deles fazem parte dos primeiros universitários de toda uma geração. São filhos de pais que não tiveram oportunidade de cursar o ensino superior e, hoje, conseguem ver os filhos rumo a um caminho melhor, muitos estagiando e fazendo planos para o futuro.

Como adquirir o livro

Publicado pela Editora Michelotto em parceria com a CEMJ, o livro, com 124 páginas, está disponível para venda e pode ser adquirido por meio do site da Editora Anita Garibaldi

Serviço:
O que? Lançamento do livro: Prouni: o olhar dos estudantes beneficiários
Onde? Faculdade São Paulo – Av. Liberdade, 808 (próximo ao Metrô São Joaquim)
Quando? 21 de outubro, às 19h30.
Quanto? Entrada Franca

Fonte, Estudantenet, por Thatiane Ferrari. Edição: Luana Bonone, diretora de Comunicação da ANPG

 

A Federação Nacional dos Pós-Graduandos em Direito (FEPODI) realizou durante o XIX Congresso Nacional do Conselho Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Direito (CONPEDI) seu primeiro encontro após sua fundação, em junho passado. Durante o evento, que ocorreu em Florianópolis, na Universidade Federal de Santa Catarina,  temas relevantes, como a criação de sua revista científica, a experiência discente internacional, a apresentação dos editais das FAPs estaduais e nacionais, as associações regionais, os direitos dos pós-graduandos, dentre outros, foram debatidos por discentes de diversos programas de mestrado e doutorado de todo o país e pelos diretores da FEPODI, dentre os quais, Marcelo Maciel Ramos e Ilton Norberto Robl, que compõem também a diretoria da ANPG.
 
Convidada pela FEPODI, a diretora de Relações Institucionais e representante discente no Conselho Superior da Capes, Angélica Müller, participou como painelista e expôs as questões mais relevantes que pautam as discussões da Capes e da pós graduação em geral.
 
No encerramento do Congresso do CONPEDI, a FEPODI, por meio de seu representante, Rogério Monteiro Barbosa, propôs a institucionalização desse encontro discente em todos os fóruns realizados pelo CONPEDI, o que foi aprovado pela Assembléia final. Para Pablo Malheiros, presidente da FEPODI, a institucionalização dos fóruns discentes dentro das reuniões mais importantes da área, que congregam em torno de 1000 pós graduandos e juristas a cada edição, significa um importante avanço na consolidação dessa federação que reúne, atualmente, discentes de todo o país.
 
Colaborou Rogério Monteiro Barbosa

 

Foto: Luana Bonone
A presidente da ANPG, Elisangela Lizardo, entregando o manifesto dos pós-graduandos em apoio a Dilma ao candidato a vice, Michel Temer

Em decisão inédita, ANPG decide apoiar uma candidatura à Presidência da República. O "Manifesto dos Pós-Graduandos aos Eleitores e Toda a Sociedade Brasileira" em apoio a Dilma Rousseff, como explica a presidente da entidade, Elisangela Lizardo, "foi uma iniciativa de diversos pós-graduandos plenamente adotada e valorizada pela diretoria da ANPG". O manifetso foi entregue em ato realizado em São Paulo nesta terça-feira (19) ao candidato a vice-presidente na chapa, Michel Temer.

 

Mais de 2 mil acadêmicos, escritores, estudantes, juristas, políticos e lideranças sociais tomaram o Tuca (Teatro da Universidade Católica), na PUC-SP, nesta terça-feira (19), em ato de apoio à presidenciável Dilma Rousseff. A presidente da ANPG, Elisangela Lizardo, entregou ao candidato a vice-presidente Michel Temer o manifesto de apoio da entidade, também assinado por mais de 500 pós-graduandos, em apoio à candidata.

Além das tradicionais intervenções de líderes políticos que apoiam a candidata, o ex-ministro Márcio Tomás Bastos, o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Augusto Chagas, Frei Betto, padre Júlio Lancellotti e o representante do movimento de luta pela moradia "Dito" também falaram no ato.

 

Durante a atividade, a presidente da ANPG, Elisangela Lizardo, foi chamada ao palco para entregar ao candidato a vice-presidente da chapa de Dilma, Michel Temer, o "Manifesto dos Pós-Graduandos aos Eleitores e Toda a Sociedade Brasileira". A candidata não compareceu ao ato e foi representada por Temer, que é professor de Direito e recebeu também o manifesto dos juristas, organizadores do ato.

 

O manifesto dos pós-graduandos apresenta os retrocessos vivido pela universidade e pela Ciência e Tecnologia no Brasil durante o período FHC, destaca conquistas do movimento educacional e científico durante os dois governos Lula e apresenta cinco pontos como plataforma à candidatura de Dilma. O apoio é explicitado como compromisso com o Brasil no último parágrafo do texto: "em defesa da continuidade destas políticas e em repúdio ao receituário neoliberal passado, reafirmamos nosso compromisso EM DEFESA DA EDUCAÇÃO E DA CIÊNCIA NACIONAL, defendendo que o Brasil siga no rumo das mudanças, com Dilma Rousseff presidente da Nação".

 

O manifesto está aberto para adesões, que podem ser feitas pelo abaixo-assinado online.

 

Foto: Luana Bonone
O auditório do TUCA ficou lotado durante o ato de juristas e intelectuais em apoio a Dilma

As paredes do TUCA

 

Dilma, ausente, gravou um vídeo exclusivo, que foi exibido num telão e pelo qual ela agradeceu ao apoio dos diversos segmentos presentes. A candidata da coligação Para o Brasil Seguir Mudando também renovou, na gravação, seu “compromisso com os valores democráticos” e enalteceu os avanços sociais garantidos nos dois mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Nosso governo continuará sendo conduzido de forma republicana”, declarou Dilma.

 

Vários oradores, a começar pelo deputado federal eleito Gabriel Chalita (PSB), sublinharam o simbolismo de realizar um ato político diante das “paredes marcadas” do TUCA – palco de incontáveis manifestações em defesa da liberdade e da democracia durante o regime militar (1964-1985). Em sua gravação, Dilma se referiu ao local do encontro como “palco sagrado da liberdade”. O senador Aloizio Mercadante citou as “paredes machucadas pelo tempo”, que abrigaram manifestações históricas, como o “ato mais importante pela anistia”. 
 
Fotos: Roberto Stuckert Filho (em cima) e Luana Bonone
Em cima, entidades do Conjuve com Dilma. Na foto de baixo, Elisangela participa da entrega do Pacto pela Juventude.

Onda vitoriosa

 

Michel Temer – que, em nome da candidata, recebeu os documentos entregues durante o ato – declarou que tanto o evento em São Paulo como o do Rio se destacaram pela “quantidade numérica e qualitativa” de participantes. “Sim, é a onda vitoriosa que percorre o país”.

 

Segundo Temer, “Dilma lutou por um tempo pela democracia política, que parecia inviável – mas nós conseguimos. O governo Lula mostrou a necessidade da democracia do pão sobre a mesa, da justiça social. Dilma é a fusão dessas concepções e dessas ideias”.

 

Na semana passada, Elisangela participou também da entrega do Pacto pela Juventude à candidata Dilma Rousseff, em ato realizado no dia do professor (15/10) que reuniu setores da educação no Palácio dos Trabalhadores, também em São Paulo. O Pacto pela Juventude é uma plataforma organizada pelas 67 entidades que compõem o Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), dentre as quais a ANPG.
 
No ato do dia 15, a candidata rendeu homenagem ao premiado pesquisador Miguel Nicolelis, avistado no tumulto da plateia. Dilma afirmou que o Brasil do futuro precisa de cientistas. “Eles iluminam o país.”
 
Foto: Luana Bonone
A presidente da ANPG, Elisangela Lizardo, com o neurocientista Miguel Nicolelis, durante ato de apoio a Dilma.
Miguel Nicolelis
 
Para Dilma, Nicolelis é a prova de que o Brasil pode sim ter grandes cientistas. Nicolelis disse que Dilma é a garantia de que a construção de um projeto de nação não será interrompida. 
 
“Esta eleição é vital para a História do Brasil e para construção de um projeto de nação. Vai decidir qual vai ser o futuro que o Brasil vai ter para muitas gerações que estão ainda por nascer. É uma proposta que eu, pessoalmente, e muitos dos meus colegas na área científica acham que chegou a hora do Brasil. E não podemos parar o trabalho pela metade. Foi por isso que eu fiz a minha opção de apoiar a candidatura da Dilma Rousseff”, afirmou o neurocientista.
 
De São Paulo, Luana Bonone, diretora de Comunicação da ANPG, com informações do Portal Vermelho

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, vai financiar projetos de inovação tecnológica voltados para o esporte. O programa de investimento, batizado de 2014-Bis, tem o objetivo de identificar, planejar e promover esses projetos, utilizando os próximos grandes eventos esportivos do país: a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.

O 2014-Bis possibilita que qualquer pequena ou grande empresa propor projetos. Os recursos não serão reembolsáveis se os projetos forem aprovados. Os investimentos podem chegar a quase R$ 120 milhões, em uma primeira etapa, somadas as propostas já aprovadas.

 A ideia é impulsionar as empresas nacionais a alavancarem os investimentos em infraestrutura para sediar os eventos. O Ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, ressaltou a importância do programa e alertou sobre o prazo do projeto.

 “O Brasil tem uma oportunidade grande, porque tradicionalmente importamos conhecimento e hoje a situação é diferente. Temos uma comunidade científica de pesquisa e engenharia com conhecimento acumulado e com experiência. Isso tem que ser definido nos próximos 12 meses porque temos dois anos para fazer e em 2013 tem que estar tudo pronto”.

 Entre os projetos já aprovados, está o Laboratório Olímpico, orçado em R$ 11,5 milhões, que será usado para melhorar o desempenho dos atletas e desenvolver o esporte nacional.

Fonte: Agência Brasil