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A mesa redonda “Inovação e pós-graduação: um novo paradigma para a pesquisa”, organizada pela ANPG na última quarta-feira (6) durante a 6ª Feira de Inovação Tecnológica (INOVATEC), em Belo Horizonte, contou com presenças ilustres: o presidente Conselho Federal das Fundações de Amparo à Pesquisa (CONFAP), Mário Borges Neto, o reitor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG),  Clélio Campolina, o diretor da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) Flávio Roscoe, e com o Secretário-adjunto de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado de Minas Gerais (SECTES), Evaldo Vilela.  

Da esquerda para a direita: Mário Borges (CONFAP e FAPEMIG), Flávio Roscoe (FIEMG), reitor Clélio Campolina (UFMG), Elisangela Lizardo (ANPG) e Evaldo Vilela (SECTES)
 
Tratando da relação entre a produção econômica nacional e o desenvolvimento científico e tecnológico de um país, o presidente do CONFAP pontuou a necessidade de investimentos específicos em Inovação para garantir melhor posição do Brasil no que diz respeito a patentes e à geração de bens de consumo com valor tecnológico agregado. Borges defendeu também mais investimentos em educação, a priorização de tecnologia para inovação e o fortalecimento do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), para que seja robusto e vislumbre a pós-graduação como setor estratégico, a partir de uma visão sistêmica institucional e estatal. 
 
O presidente da FAPEMIG apresentou o Programa Mineiro de Capacitação Docente (PMCD)
Ainda, pontuando as políticas desenvolvidas pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG), da qual Mário Borges também é presidente, ele ponderou que a pós-graduação, relacionada com o setor empresarial brasileiro, é imprescindível para a participação do país no mercado tecnológico internacional.
 
Já o reitor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG),  Clélio Campolina, afirmou que a Inovação é o motor para o desenvolvimento do país e para a resolução de desigualdades regionais. Campolina também ressaltou que a Inovação se relaciona com a dimensão política, e citou a energia atômica como exemplo de uma inovação tecnológica que sofre barreiras. 
 
Universidade laica
 
Acerca da relação entre Universidade e Empresa, Campolina resgatou o caráter laico e apartidário que constitui o papel da universidade, ressaltando que ela não visa às necessidades das empresas, mas sim à formação de recursos humanos. Isso resulta em uma encruzilhada entre pensamento livre e os objetivos de mercado, diante da dificuldade das empresas absorverem os pesquisadores com pós-graduação. O reitor ainda disse que, apesar do crescimento da empresa nacional em Minas Gerais ter sido grande nos últimos anos, ainda é preciso fortalecer essa relação conjunta.
 
O público que participou da mesa era formado por estudantes da graduação e da pós, mobilizados pela ANPG em conjunto com a União Estadual dos Estudantes de Minas Gerais (UEE-MG) e o Diretório Central dos Estudantes da UFMG (DCE-UFMG).
 
O diretor da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), também presidente do Sindicato das Indústrias Têxteis de Malhas no Estado de Minas Gerais (SINDIMALHAS/MG), Flávio Roscoe, pregou que a mentalidade do acadêmico deve ser alterada a partir da graduação, visto que sua formação se volta à academia e não ao setor empresarial. Roscoe disse que a grade de ensino da graduação também deve ser mudada, pois a universidade deve contemplar, com maior intensidade, o mercado no ciclo da formação acadêmica, e assim inovar, dando também base à atuação do acadêmico com vistas ao mercado e à inovação nesse âmbito. Ainda acrescentou que o diálogo entre Estado, Universidade e Empresa deve ser incentivado, com o intuito de favorecer a todos.
 
Secretário-adjunto de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado de Minas Gerais, Evaldo Vilela (SECTES) apontou como pressuposto indispensável à produção científica nacional a necessidade da sistematização do método científico. Assim, as pesquisas de qualidade em pappers e patentes são fatores indispensáveis ao sucesso da P&D no país, que precisa dialogar tanto com a Academia quanto com as empresas privadas. Vilela ressaltou também que os alunos da pós-graduação precisam de condições objetivas para a Inovação, e disse ainda que é necessário levar em conta o fato de que o mundo adentra um novo paradigma, onde a economia do conhecimento é direcionada à relação entre capital e trabalho.
 
Elisangela Lizardo, entre o reitor Clélio Campolina e Evaldo Vilela
Opinião da ANPG
 
Para a presidente da ANPG, Elisangela Lizardo, o debate provou que “o país ainda tem desafios grandiosos na conquista de seu desenvolvimento soberano, como o estabelecimento de uma relação entre o setor produtivo e a Academia que, ao mesmo tempo, garanta o livre pensamento , a livre pesquisa, e tenha condições de dar resposta às grandes demandas sociais, incluída aí a necessidade do Brasil ter maior destaque no cenário da prdução tecnológica internacional”.
 
 
De Belo Horizonte, Thiago Oliveira Custódio e Vasco Rodrigo Rodrigues
Edição: Juliana Cruz e Luana Bonone
 
 

 

Reitores de universidades federais brasileiras divulgaram no último sábado (2), véspera do dia da votação do primeiro turno das eleições presidenciais, manifesto intitulado “Educação – O Brasil no Rumo Certo”, defendendo o governo Lula como “aquele que mais se investiu em educação pública”. O manifesto foi publicado na página da Associação Nacional de Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e pode ser conferido na íntegra: clique aqui.

Leia também: ANPG participa do Pacto pela Juventude Brasileira
(plataforma da juventude para os candidatos nas eleições 2010)

 

 

Representantes das entidades defendem que a gestão de órgãos de pesquisa possa ser feita por meio de organizações sociais (OS)

O presidente da SBPC, Marco Antonio Raupp, e o diretor da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Evando Mirra de Paula e Silva, reuniram-se na sede do STF, na última quinta-feira (30/9), com o ministro Ayres Britto, vice-presidente da corte e relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade 1.923 (Adin), que questiona a legalidade da gestão de órgãos públicos por Organizações Sociais (OS).

A SBPC e a Academia defendem que a gestão de órgãos de pesquisa possa ser feita por OS em razão da flexibilidade do modelo que utilizam. Cinco órgãos do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) são administrados por OS: Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), Laboratório Nacional de Luz Síncroton, Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) e Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá.

Criadas por lei em 1998, as OS são entidades de direito privado e não têm fins lucrativos. Elas administram órgãos públicos com recursos orçamentários de governos federal, estaduais ou municipais, num sistema de prestação de serviço. Em razão de sua flexibilidade administrativa, o modelo das OS é cada vez mais aceito pelos gestores públicos. Além do governo federal, OS são utilizadas pelo menos por 14 governos estaduais e por 71 prefeituras.

A Adin 1.923 foi proposta, ainda em 1998, pelo PDT e pelo PT. O modelo é contestado por dispensar licitação nas compras e por ser fiscalizado pelos Tribunais de Contas por amostragem, método considerado frágil.

"O ministro Ayres Brito informou que seu voto está pronto e que já solicitou a inclusão da Adin na pauta", disse o presidente da SBPC. "Pelo bem da ciência brasileira, nossa expectativa é que ela seja rejeitada".

Também estiveram no encontro em Brasília o chefe de gabinete do MCT, Alexandre Navarro, o presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira de Tecnologia de Luz Síncroton, Rogério Cerqueira Leite, e o diretor geral do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), César Camacho.

Fonte: Jornal da Ciência

 

Seleção de propostas de intercâmbio de pesquisadores entre o Estado de São Paulo e a França, para o biênio 2011-2012, está aberta até o dia 16 de novembro (CNRS)

 

    A FAPESP e o Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS) lançam chamada para seleção de propostas de intercâmbio de pesquisadores entre o Estado de São Paulo e a França no biênio 2011-2012, no âmbito do acordo de cooperação científica entre as instituições.

    Pela FAPESP, poderão se inscrever pesquisadores responsáveis por projetos vigentes nas modalidades Auxílio à Pesquisa – Regular e Projetos Temáticos ou por auxílios desenvolvidos no âmbito dos programas Jovens Pesquisadores em Centros Emergentes e Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid). Pelo lado francês, poderão participar pesquisadores que trabalham em instituições de pesquisa daquele país e que possam receber apoio do CNRS.

    A Chamada FAPESP 13/2010 está aberta a propostas em todas as áreas de conhecimento científico e tecnológico.

    Cada projeto deverá ter a duração de, no máximo, 24 meses. A vigência dos processos que vierem a ser aprovados deverá ser, obrigatoriamente, entre 1º de janeiro de 2011 e 31 de dezembro de 2012.

    As propostas serão recebidas até o dia 16 de novembro e devem ser apresentadas simultaneamente pelo pesquisador do Estado de São Paulo à FAPESP e pelo seu colaborador da França ao CNRS.

    A FAPESP apoiará, nas solicitações aprovadas, recursos para aquisição de passagens aéreas, seguro-saúde e diárias para manutenção de pesquisadores do Estado de São Paulo na França. Os auxílios concedidos como resultado dessa chamada não dispõem de Reserva Técnica.

    O CNRS apoiará, nos projetos a ele submetidos e aprovados, recursos para aquisição de passagens aéreas, seguro-saúde e diárias para manutenção de pesquisadores da França no Estado de São Paulo.

    Mais informações sobre a chamada: www.fapesp.br/acordos/cnrs
 

Fonte: Agência FAPESP, 4/10/10

         

            Será realizada pela Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG), em 6 de outubro, a mesa de debates intitulada “Inovação e pós-graduação: um novo paradigma para a pesquisa”, na 6ª Feira de Inovação Tecnológica (INOVATEC), em Belo Horizonte.
            O debate, que tem o apoio do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFMG e também o apoio institucional da universidade, contará com a presença da presidente da ANPG, Elisangela Lizardo, com o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG) e do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP), Prof. Dr. Mário Neto Borges, e com o diretor da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) e Presidente do Sindicato das Indústrias Têxteis de Malhas no Estado de Minas Gerais (SINDIMALHAS/MG), Flávio Roscoe. O evento terá também a participação do reitor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG),  Clélio Campolina, e do Secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado de Minas Gerais, Alberto Duque Portugal, garantindo assim a participação de gestores do setor público, representantes do setor produtivo e de estudantes.

Novo patamar

 
            Sobre a importância da inovação tecnológica para a ANPG, o Diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da entidade, Vasco Rodrigo, considera que “em uma conjuntura global onde o que se desponta no mundo são os bens de alto valor agregado, a Inovação passa ser uma chave que abre as portas a um novo patamar produtivo-empresarial, seja público ou privado. Nessa perspectiva, o papel da pós-graduação é vital, uma vez que esta propicia a ponte entre a ciência pura e a aplicada, a Inovação.”  
 
            As discussões de maior destaque estarão voltadas para a geração de energia elétrica através de fontes limpas, a inovação na organização da Copa do Mundo de 2014 e a relação da inovação com os trabalhos que são desenvolvidos nas universidades, onde se encaixa a mesa que será realizada pela ANPG. Estas questões serão voltadas para diversos ramos do conhecimento como a biotecnologia, a produção química, têxtil, eletrônica, automobilística, dentre outras.
 
            O cadastramento para entrada e as inscrições para as palestras (gratuitas) devem ser feitas pelo site www.inovatec2010.com.br. A ANPG terá também um estande no CEFET, em frente à Expominas.
 
Serviço:
Mesa- redonda da ANPG na Inovatec: “Inovação e pós-graduação: um novo paradigma para a pesquisa”
Data: 6 de outubro (quarta-feira)
Horário: 18h
Local: Expominas, sala 11.
 

 

Da redação, Juliana Cruz.

Candidatos dos 27 Estados brasileiros aderiram ao Pacto pela Juventude. A hora é de divulgar ostensivamente a lista final em todos os meios de comunicação disponíveis.

 

 

O Pacto pela Juventude finalizou nesta quinta-feira (30) a lista dos candidatos que aderiram à proposta de políticas públicas de juventude para o próximo mandato, defendida pelas 67 entidades da sociedade civil que compõem o Conselho Nacional de Juventude (Conjuve). Candidatos de todos os Estados do Brasil, e de 17 partidos políticos assinaram o documento.

 A lista ( veja link abaixo) contém nome, número e partido de todos os postulantes à Presidência da República, Senado, Câmara Federal, Governos e Assembléias estaduais que assumiram o compromisso de lutar junto com a juventude por bandeiras de inclusão e desenvolvimento das políticas voltadas aos 50 milhões de jovens brasileiros.

 A partir de hoje a lista será compartilhada pelos meios de comunicação das entidades que assinam e apóiam o Pacto pela Juventude. A intenção é massificar a divulgação da lista na Internet, seja em sites e blogs, ou através do envio de e-mails. Todos podem participar dessa ação reproduzindo as informações na íntegra ou por estado.

 O Pacto pela Juventude é muito mais que uma ação de campanha, é um compromisso apresentado pelas organizações e assumido pelos candidatos com a luta por trabalho decente, educação de qualidade, políticas de saúde específicas, pelo combate ao preconceito e discriminação, por acessibilidade; enfim,  pela implantação de políticas públicas que reconheçam e respeitem a juventude brasileira na sua diversidade. Tais objetivos serão alcançados se os próximos governantes tiverem uma atitude democrática diante destas propostas e, ao mesmo tempo, primarem pela criação e fortalecimento das estruturas governamentais voltas à coordenação das políticas de juventude.

A toda população brasileira a nossa recomendação: conheçam os candidatos e candidatas que assumiram o compromisso com a juventude brasileira. Vamos juntos!

 

Para ler e/ou baixar o texto do Pacto pela Juventude clique AQUI.
Para ver quem já assinou o Pacto clique AQUI.

 

Fonte: Secretaria Nacional de Juventude
 

 

Os candidatos as eleições deste ano têm até a próxima quinta-feira – 30 de setembro – para enviar assinatura e foto para a coordenação do Movimento Pacto pela Juventude. O nome e o número dos candidatos que se comprometeram com as propostas dos jovens brasileiros serão amplamente divulgados na véspera da eleição. As propostas defendem a inclusão dos 50 milhões de jovens brasileiros na estratégia de desenvolvimento nacional.

A publicação do Pacto pela Juventude é composta por nome, número e partido do candidato e lembra os modelos das tradicionais “colinhas” utilizadas pelo eleitor para lembrar os números na hora da votação. As tabelas serão amplamente divulgadas pela Internet, através das redes sociais e pelos meios de comunicação das organizações da sociedade civil que compõem o conselho. 

As propostas da campanha, que tem como lema Apostar na Juventude é Investir no Brasil, foi amplamente divulgada por meio da internet, nos sites de entidades, portais de notícias e blogs. 

Até o momento candidatos de 20 estados se comprometeram com as bandeiras defendidas no Pacto, desses 14 são candidatos aos governos estaduais. 

Os candidatos que ainda não assinaram o documento, ou que ainda não enviaram cópia da assinatura para o e-mail da coordenação podem fazê-lo até às 18 horas da próxima quinta-feira, quando será finalizado o documento de recomendação. 

Pedido dos jovens

O Pacto pela Juventude é uma iniciativa das 67 entidades que compõem o Conselho Nacional de Juventude (Conjuve). O Pacto 2010 reúne ideias e propostas nas áreas de Educação, Trabalho Decente, Esporte, Cultura, Lazer, Saúde, Meio Ambiente, entre outras, e propõe aos candidatos à Presidência, Senado, Câmara Federal, Assembléias Estaduais e Governos Estaduais o trabalho conjunto para atingir os objetivos citados no documento.

Segundo o documento, o Brasil tem atualmente a maior quantidade de jovens, em termos absolutos, de toda a história. Entretanto, um terço deles podem ser considerados pobres e apenas 15,7% tem renda superior a dois salários mínimos.

O documento pede, entre várias outras reivindicações, a erradicação do analfabetismo e a criação de políticas públicas que aumentem a escolaridade da população brasileira, além de expansão da universidade pública e políticas de assistência estudantil. 

Também está no Pacto Pela Juventude o pedido para que sejam asseguradas iniciativas que promovam a inclusão dos jovens no mercado de trabalho, sem entretanto utilizar o trabalho de aprendizes e estagiários como forma de precarização do trabalho juvenil.

Serviço:

Para fazer parte da lista de apoiadores do Pacto pela Juventude o candidato deve enviar cópia digitalizada da página de assinatura e foto do momento da adesão. O e-mail para envio de fotos e assinatura é [email protected].

Para ler e/ou baixar o texto do Pacto pela Juventude clique AQUI 
Para ver quem já assinou o Pacto clique AQUI.

Fonte: Conjuve

 

 

O Congresso de Pós-Graduação da Universidade Federal de Lavras (UFLA), em Minas Gerais, ocorre nesta semana, em conjunto com a Reunião Regional da SBPC na cidade. Outros quatro eventos serão realizados nesta mesma semana: de 27 de setembro a 1º de outubro.

 
Uma semana inteira dedicada à formação acadêmica, debates, simpósios, inovação, transferência de tecnologia e desenvolvimento social e sustentável. De 27 de setembro a 01 de outubro, a Universidade Federal de Lavras (UFLA) será o pólo mineiro de produção de conhecimento, reunindo pesquisadores, professores, estudantes e profissionais de diversas áreas para discutir e fazer ciência. São seis grandes eventos acontecendo simultaneamente e que vão movimentar todo o campus universitário. A abertura oficial está marcada para esta segunda-feira, a partir das 10h, no Salão de Convenções.
Renomados pesquisadores de várias instituições mineiras, como as Universidades Federais de Juiz de Fora (UFJF), Viçosa (UFV), São João Del Rei (UFSJ), Itajubá (Unifei) e Alfenas (Unifal) participam destes eventos com palestras e conferências para discutir ações dentro da temática “Ciência, Tecnologia, Inovação e o município”. Essa abordagem é uma proposta da Reunião Regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) que, desde 1984, tem o propósito de reunir estudantes, professores, pesquisadores e a população em geral para discutir políticas públicas de ciência e tecnologia (C&T) e disponibilizar conhecimentos que possam ajudar a promover a inovação, de forma a estimular o desenvolvimento econômico e social da região.
 
Durante a reunião, que este ano acontece em Lavras, serão realizadas conferências e mesas-redondas com a participação de pesquisadores e gestores do sistema de ciência e tecnologia municipal e estadual. Durante o evento, também serão oferecidos cerca cem minicursos. Os interessados devem se inscrever no evento através do site www.sbpcnet.org.br/lavras, e pagar uma taxa de R$ 15. Este valor dará direito ao inscrito optar por dois mini-cursos com carga horária de duas horas ou escolher por um de quatro, seis ou oito horas de duração.
 
APG insere Congreso de Pós-Graduação na programação
 
Entre as atividades previstas, ocorre o XIX Congresso de Pós-Graduação da UFLA. Realizado pela Associação de Pós-graduandos da UFLA (APG), que em seus 25 anos de existência promove anualmente congresso de âmbito nacional – em sua 19ª edição. É uma oportunidade para alunos de mestrado e doutorado exporem seus trabalhos e mostrar os resultados de pesquisas desenvolvidas.
 
 
Confira abaixo os outros eventos que contemplam a programação da Reunião Regional da SBPC
 
XXIII CIUFLA
O Congresso de Iniciação Científica da Ufla está em sua 23ª edição e tem o objetivo de abordar os desafios da pesquisa em um momento de grandes mudanças no conhecimento científico e tecnológico do Brasil e do mundo.
Durante o Ciufla acontecem, também, o XVIII Seminário de Avaliação do PIBIC/CNPq, o XIII Seminário de Avaliação do PIBIC/FAPEMIG e o V Seminário de Avaliação do Programa BIC Júnior. O público-alvo são alunos de graduação da Ufla, das instituições parceiras UFJF, UFSJ, Unifei, Unifal e UFV e estudantes do ensino médio do Programa BIC Júnior.
 
V CONEX
O V Congresso de Extensão da Ufla (CONEX) tem como público alvo toda a comunidade da região e tem por finalidade mostrar o que a ciência e tecnologia efetivamente fazem para a melhoria de renda, a geração de emprego e a melhoria social da comunidade. Os organizadores do evento esperam obter subsídios para aumentar as ações futuras da ciência e tecnologia no contexto regional, promovendo um treinamento dos participantes, com cursos e reuniões temáticas, com foco em responsabilidade social e ambiental.
O objetivo principal do congresso é de promover a mobilização dos atores sociais da região, visando as ações para o desenvolvimento sustentável. Para tanto, pretende-se realizar trocas de experiências interinstitucional e comunitária quanto aos projetos e programas de extensão desenvolvidos na região.
 
II Encontro Sulmineiro Sobre Arborização Urbana
Este encontro será realizado nos dias 28 e 29 de setembro, quando serão apresentadas questões relativas à Gestão Ambiental no Município e criação dos Conselhos Municipais de Meio Ambiente (Condemas), fatores fundamentais na efetivação de uma arborização urbana eficiente.
Em destaque as questões relativas à arborização e ao espaço urbano, integração entre árvores e rede de energia elétrica, qualidade da muda e qualidade do plantio, entraves na implantação da arborização municipal e produção comercial de mudas para a arborização urbana. Podem participar destes debates estudantes dos cursos de graduação e pós-graduação, técnicos de prefeituras municipais, profissionais autônomos, empresas e demais interessados em arborização urbana.
 
IV Simpósio Sobre Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia
Promovido pela Pró-Reitoria de Pesquisa (PRP), por meio do Núcleo de Inovação Tecnológica (Nintec), o simpósio tem por finalidade a disseminação de conhecimentos na área de propriedade intelectual e promoção de debates acerca do tema entre a comunidade científica e a sociedade. O evento é direcionado para professores, alunos de graduação e de pós-graduação, pesquisadores, empreendedores e gestores em propriedade intelectual.
Da redação, com assessoria da UFLA
Vasco Rodrigo representou a ANPG na abertura da 62ª Reunião Anual da SBPC, ocorrida em julho deste ano em Natal (RN)

O diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da ANPG, Vasco Rodrigo*, aborda a importância da Inovação Tecnológica para o desenvolvimento nacional. O artigo se insere no contexto de mobilização para a mesa-redonda “Inovação e pós-graduação: um novo paradigma para a pesquisa”, que sera realizada com apoio da UFMG durante a 6ª Feira de Inovação Tecnológica (Inovatec), que ocorre em Belo Horizonte de 5 a 8 de outubro.

O tema Inovação está cada vez mais na ordem do dia, entretanto nos cabe realizar algumas reflexões no intuito de desanuviar preliminarmente questões tidas pelo senso comum como verdadeiras panacéias ao país. A questão que nos prende e nos deixa mais próximo a opinião vigente repousa no âmbito da importância fundamental em gerar e incentivar pesquisas com foco inovativo. Nessa perspectiva, nossa compreensão em relação à forma em que se vem alavancando a respectiva gênese de Inovação ofusca a centralidade da questão macroeconômica. Por outro lado, cabe-nos uma reflexão a cerca da interrelação a que deva ser ainda mais desenvolvida e potencializada, entre a Universidade, especialmente a pós-graduação, e setor empresarial, público e privado. Seguiremos as três premissas supracitadas no desenvolvimento preliminar do tema proposto.

O processo de integração diferencial dos mercados mundiais estabeleceu a ampliação da lacuna entre os países produtores de bens primários e insumos e os de bens materiais/imaterias de alto valor agregado. A produção de bens por empresas com capacidade de Inovação permite ao país ingressar de forma soberana na contemporânea divisão internacional do trabalho. Todavia, ao visualizarmos uma relativa desindustrialização no cenário brasileiro, nos coloca uma preocupação, mas além disso, um desafio, o de pensarmos a Inovação como instrumento de grande valia ao processo de ganho em valor agregado, ampliação do setor empresarial – renda nacional – e fundamentalmente, propiciar ao país uma absorção qualificada de novos postos de trabalho.
 
Olhamos com certa inquietude a questão em que os estímulos à inovação tenham sua maior relevância nos estímulos fiscais, o que reproduz uma tendência mundial. Entretanto o cenário brasileiro nos coloca em condições diferentes dos países em que tem utilizado tal mecanismo de estímulo.  O primordial é salientar a capacidade de formação de capital financeiro nacional, ou mesmo uma poupança interna que permita grandes investimentos diretos (ID) no âmbito não somente no desenvolvimento de Inovação, mas também em infraestrutura. A questão macroeconômica tem apresentado um cenário pouco atrativo aos ID`s no setor empresarial, visto a condição da política monetária e taxa de juros. Sem dúvida os incentivos fiscais e as compras governamentais representam grande avanço ao salto inovativo a que as empresas necessitam, entretanto não podemos admiti-la como a ferramenta primordia, negligenciando a política macroeconômica.
 
O desafio que é colocado ao setor empresarial e à universidade, numa relação em que têm que navegar numa mesma direção em igual embarcação. A conjuntura coloca o desafio em que estão designados aqueles atores, no sentido de imbricarem suas atividades de pesquisa e inovação. Nisto os programas de pós-graduação possuem o "know how" e a capacidade de formar e gerar pesquisadores e pesquisas que convirjam em direção à empresa. 
 
Por via de tais reflexões sucintas e preliminares buscamos lançar luzes a importância e centralidade da Inovação ao desenvolvimento soberano a que ao país é tão caro. Entretanto foi necessário lançar o desafio a agentes em que na nossa opinião tem grande importância e capacidade de prover os meios de alçar o desenvolvimento inovativo.  
 
*Vasco Rodrigo Rodrigues Lourenço é diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da ANPG e mestrando em Planjamento Urbano e Regional do Observatório Imobilíário de Políticas do Uso do Solo (OIPSOLO / IPPUR / UFRJ).
 

 

A Associação de Mésdicos Residentes do Estado de São Paulo (Ameresp), por meio do Ofício Circular 81/2010, expressa o posicionamento de não legitimação do que define como "suposto congresso" da Associação Nacional de Médicos Residentes (ANMR), convocado para os dias 24 e 25 de setembro em Porto Alegre (RS). A opinião foi aprovada por unanimidade em assembleia estadual da entidade. 

Confira a íntegra do documento

Da redação, com informações de Paulo Navarro de Moraes, tesoureiro da Ameresp e Diretor de Saúde da ANPG