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Artigo de Jorge Guimarães e Lívio Amaral* publicado na Folha de S. Paulo na última sexta-feira (27)
 
Os avanços em ciência e tecnologia no Brasil, comprovados, entre outros indicadores, pela 13ª posição na produção científica mundial, têm sido destacados em editoriais e em estudos e publicados em revistas, fóruns e organismos internacionais. 
 
Destaque-se que esses avanços são indissociavelmente ligados à pós-graduação, uma realidade das últimas décadas, legitimada internamente e reconhecida internacionalmente. E, se a pós-graduação brasileira é esse caso de sucesso, isto se deve, sobretudo, ao processo de avaliação realizado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). 
 
Iniciamos no mês passado mais uma avaliação. Consultores estão avaliando dados de 2007-2009, informados pelos programas de pós-graduação, após auditagem prévia pelas coordenações dos cursos. 
A avaliação contempla cinco eixos: proposta do programa; corpo docente; corpo discente, teses e dissertações; produção intelectual; inserção social dos cursos. Uma característica da avaliação é a universalização que se expressa nestes eixos para todas as áreas de conhecimento, sem com isso deixar de contemplar as especificidades próprias delas. 
 
A produção intelectual da qual trata a avaliação é o que resulta em avanço do conhecimento associado à garantia de boa formação de mestres e doutores. Em algumas áreas, ela se expressa na forma de livros e, em outras, através da publicação de artigos em revistas científicas. 
 
Para artigos em periódicos, temos o "Qualis-Periódicos", que é atualizado periodicamente. Na trienal-2010, o Qualis servirá para avaliar 270 mil artigos publicados em mais de 17 mil diferentes periódicos. O componente qualitativo desse acervo quantitativo é o que se vai identificar e avaliar. 
 
O eixo da produção intelectual tem sido objeto de recorrente debate, inclusive por meio da imprensa. Algumas vozes, equivocada e distorcidamente, propagam a ideia de que a avaliação da pós-graduação é exclusivamente um processo para "avaliar o quantitativo da produção intelectual". 
 
É puro reducionismo afirmar que avaliar é contar trabalhos e que a única questão é como classificar as revistas nas quais são publicados. 
 
Há também condenação ao uso do fator de impacto (FI) para a classificação de revistas, insinuando ser uma prática usual inflar artificialmente o índice. Práticas indevidas acontecem, sim. Mas são prontamente descobertas e denunciadas pela própria comunidade internacional. 
 
Por outro lado, o FI das revistas aumenta e diminui ao longo dos anos, e a sua atualização implica na atualização do Qualis, que sinalizará sua aplicação para o período seguinte. Mas é ingenuidade admitir que as comissões de áreas não saibam valorizar o que possa ter ocorrido de positivo com um periódico com base na edição do FI mais recente, mesmo que ele ainda não esteja atualizado no Qualis. 
 
Portanto, não há risco de perdas e danos na avaliação e não passa de reducionismo a condenação ao Qualis. Há que se concordar, todavia, com a crítica sobre o uso inadequado do Qualis para a avaliação de situações individuais de professores e pesquisadores ou ainda para considerações sobre instituições universitárias, editoras e suas políticas editorais, o que não é o caso da avaliação feita pela Capes. 
 
A trienal-2010 se fará avaliando os cinco eixos e considerando as peculiaridades de cada área. Em particular, na produção intelectual serão observadas as definições que constam nos documentos de área e que podem ser consultadas na página da Capes. 
 
*Jorge Guimarães é presidente da Capes. Lívio Amaral é diretor de avaliação da entidade.
Fonte: Folha de S. Paulo. Artigo publicado na sessão "Tendências e Debates" do dia 27/08/2010.

 

A presidente da ANPG participou da última reunião do Conjuve, em que o presidente Lula convocou a 2ª Conferência Nacional de Juventude para 2011 e onde houve o debate sobre o Pacto pela Juventude
Entidades do Conselho Nacional da Juventude (Conjuve) desenvolvem a campanha Pacto pela Juventude 2010. Trata-se de é um convite das organizações representantes da Sociedade Civil que compõem Conselho aos candidatos e candidatas aos governos federal, estaduais e municipais para que se comprometam com o planejamento de políticas públicas de juventude em suas plataformas eleitorais e, posteriormente seu desenvolvimento entre as ações de governo.
 
As propostas distribuídas no texto se concentram em 12 eixos que tratam de incentivo, marco legal, educação, trabalho, políticas afirmativas, cidadania, cultura, esporte e lazer, saúde, segurança, moradia, acesso a terra e participação. A proposta da campanha é contribuir com o debate nos estados e municípios sobre a importância de comprometer o poder público com as pautas do movimento juvenil.
 
A ação principal é promover atos em que candidatos e candidatas para assinem a proposta, comprometendo-se com o seu conteúdo. A campanha possui ainda um blog do Pacto pela Juventude que disponibiliza um "passo-a-passo" para organizar uma atividade.
 
Movimentos pressionam por suas pautas
 
A ANPG participa desta iniciativa porque é exatamente este o papel dos movimentos sociais: pressionar pelas pautas que fazem melhorar as condições de vida do povo. O Pacto da Juventude pauta uma série de ações que, se implementadas, proporcionarão oportunidades e melhores perspectivas à juventude e terão impacto na vida de milhares de famílias brasileiras.
 
Para a presidente da entidade, Elisangela Lizardo, "A ANPG, em conjunto com as demais entidades, tem que realizar uma grande campanha pela valorização e pelos direitos da juventude, em espeical por políticas de Ciência e Tecnologia"
 
Todas as atividades do Pacto pela Juventude, assim como a lista dos candidatos que aderirem a essa ideia, serão divulgadas no blog do Pacto pela Juventude e no twitter: @pactojuventude.
 
Por Luana Bonone, diretora de Comunicação da ANPG, com assessoria
 
 
Foto: Luana Bonone
Da esq. para a dir.: O secretário-geral, Rodrigo Cavalcanti; a presidente, Elisangela Lizardo; e a vice-presidente da ANPG, Carolina Pinho

A diretoria executiva da ANPG realizou reunião, na última sexta-feira (20), para fazer uma avaliação da participação da entidade na 62ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), onde realizou o 2º Salão Nacional de Divulgação Científica; para debater a recente editada Portaria conjunta nº 1 da Capes e do CNPq, que permite o acúmulo de bolsa de pesquisa com atividade remunerada correlata à pesquisa; e para estabelecer um calendário de atividades do próximo bimestre.

 Portaria

O ponto mais importante da reunião foi sobre a portaria conjunta nº 1 da CAPES e do CNPq, que libera o exercício de atividade remunerada correlata à pesquisa pelo bolsista. O debate vinha ocorrendo desde a edição da medida, em 15 de julho, dentro de espaços informais da diretoria da entidade, e a reunião da executiva aprovou resolução que convoca a Campanha Nacional por Mais e Melhores Bolsas, com o objetivo também de pautar a humanização das bolsas, por meio da garantia de direitos como a licença-maternidade e a 13ª bolsa.

Leia a resolução da ANPG sobre a Portaria conjunta nº 1 da CAPES e do CNPq


Entre os informes, foi pautada a greve dos médicos residentes, sobre a qual a executiva decidiu oficialmente por apoiar o movimento, entendendo que as pautas são justas e que a mobilização de estudantes de pós-graduação por mais direitos deve sempre contar com o apoio da ANPG, especialmente quando se trata de assunto tão caro ao povo brasileiro como a saúde pública.

 

Leia também:
Após nota crítica, médicos residentes de São Paulo aderem à greve nacional

 

Foi dado informe também sobre o plebiscito nacional pelo limite de propriedade da terra, organizado por movimentos sociais de todo o país. A ANPG apoia a iniciativa e a executiva decidiu por subscrever o abaixo-assinado do plebiscito popular, que ocorrerá de 1 a 7 de setembro, em todo o país.

 

Além de algumas agendas internacionais, como a reunião da Organização Continental Latino Americana e Caribenha dos Estudantes (OCLAE) ocorrida durante o 4º Fórum Social das Américas, foi dado informe também sobre as movimentações contra o aumento do valor da refeição no bandejão da Unifesp, o que gerou uma moção da ANPG em defesa do movimento organizado pela APG da universidade.

Leia a Moção de apoio aos pó-graduandos da UNIFESP 

Após os informes, o primeiro ponto de pauta foi a avaliação do 2º Salão Nacional de Divulgação Científica, ocorrido entre 25 e 30 de julho em Natal (RN). O extrato do debate é de que o Salão teve grande êxito pela qualidade dos debates realizados, pela visibilidade que conseguiu garantir à ANPG dentro da 62ª Reunião Anual da SBPC e pela diversidade das atividades, já que a programação foi composta por debates, oficinas e atividades culturais.

Foto: Laissa Duarte
Também participaram da reunião a tesoureira, Carliana Rabelo; a diretora de comunicação, Luana Bonone; e o diretor de ciência, tecnologia e inovação da ANPG, Vasco Rodrigo

Salão de todos os estudantes

Para a presidente da entidade, ELisangela Lizardo, “o 2º Salão Nacional de Divulgação Científica reforça a importância da atuação da ANPG pela popularização da ciência no país”.  A presidente destaca o papel que a entidade joga ao dialogar com estudantes da graduação e do ensino médio. Sobre o tema tratado nesta edição da atividade, Elisangela completa: “é fundamental entender que a integração da América Latina não é tema só para governos, mas também para a comunidade científica e para os movimentos sociais, pois não falamos apenas de integração econômica, mas da integração solidária dos povos desses países”.

A intervenção política da ANPG nas atividades da própria reunião da SBPC também foi considerado um ponto bastante positivo, visto que as pautas principais da entidade foram apresentadas ao conjunto dos participantes da reunião anual por meio de um leque, distribuído aos participantes da reunião anual e também entregue, como plataforma da ANPG, à candidata Dilma Rousseff (PT), que participou da atividade "Encontro com os presidenciáveis", promovida pela SBPC.

A participação política da ANPG se deu também por meio da intervenção de diversos diretores da associação nas mesas de debate e com o estande da entidade na Expotec, local de maior circulação do evento.

Foto: Luana Bonone
A avaliação do Salão pelos membros da executiva concluiu que o trabalho coletivo foi um ponto importante para o sucesso da atividade

Na pressão por mais e melhores bolsas

O espaço foi aproveitado também para pressionar a CAPES, o presidente do CNPq e o ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, por pautas como o aumento do valor e do número de bolsas de pesquisa, a licença-maternidade, e a instalação de uma mesa de negociação da ANPG com o MCT, o MEC, o CNPq e a CAPES.

Para o coordenador geral do 2º Salão Nacional de Divulgação Científica, Vasco Rodrigo, “o reconhecimento da ANPG pelos diversos representantes de instituições científicas, de governos e principalmente da própria academia, demonstram a importância de uma entidade atuante, que consiga desenvolver debate aprofundado sobre os rumos da pesquisa e do desenvolvimento do país junto às mais diversas representações da sociedade com que dialogamos”.

Leia o documento com os dados do 2º Salão Nacional de Divulgação Científica, utilizado como base para a avaliação da executiva 

Por fim, foi aprovado o calendário da ANPG para o próximo bimestre de gestão:

Setembro

Dia 1º – Audiência com Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT)

13 a 17 – Reunião Regional da SBPC em Cruz das Almas (BA)

20 a 24 – XX Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas e o XVIII Workshop da Anprotec (Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores) , em Campo Grande (MS)

Outubro

5 a 8 – Feira de Inovação Tecnológica (Inovatec), em Belo Horizonte (MG), com participação da ANPG em mesa que debaterá “Universidade, pesquisa, financiamento público e empresas”

Da redação, Luana Bonone, Diretora de Comunicação da ANPG

Atualizada às 18h07 para melhoria de redação

Entre 11 e 15 de agosto, ocorreu em Assunção (Paraguai) o 4º Fórum Social das Américas (FSA), com grande participação camponesa e indígena. No último dia, a assembléia dos movimentos sociais deu o tom do encontro.


A grande participação camponesa e indígena se explica pela mobilização feita pela Via Campesina. Muitos guaranis participaram das atividades, o que demonstra o caráter popular do encontro. Além dos próprios paraguaios, destacou-se a presença de bolivianos no 4º FSA.

A delegação brasileira ajudou a dar o tom do Fórum, tendo participado por exemplo, via Cebrapaz, da organização da campanha continental América Latina e Caribe, uma região de paz”, pela erradicação de bases militares estrangeiras no continente.  A plenária de lançamento da campanha contou com a participação de mais de 200 pessoas, tendo formado uma coordenação ampla para conduzir a campanha no continente. 

Estudantes e trabalhadores

Dois setores importantes dos movimentos sociais brasileiros também tiveram papel ativo durante o Fórum: os estudantes e os trabalhadores. A organização Continental Latino Americana e Caribenha dos Estudantes (Oclae) organizou com êxito o 4º Encontro Continental dos Estudantes, reunindo cerca de 200 jovens para debater a organização do movimento estudantil nos países e a luta contra a mercantilização da educação. Uma das metas do movimento é ampliar a organização dos estudantes secundaristas, visto que apenas três países em todo o continente possuem entidade nacional de representação do segmento: Brasil, Uruguai e Cuba. O movimento sindical realizou o encontro Nossa América.

Confira a “Carta de Assunção”, aprovada pelo movimento estudantil latinoamericano durante o encontro organizado pela OCLAE no Fórum


O presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Yann Evanovick, disse que o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, que esteve no Brasil nesta semana para tratamento médico, agradeceu a hospitalidade brasileira manifestada pelo vice-presidente José Alencar, que o visitou no hospital. 

A Aliança Internacional de Habitantes (AIH) também deu seu recado, em duas oficinas, uma da campanha Despejo Zero, lançada em 2007, e a outra lançando a Assembleia Mundial de Habitantes em 2011, em Dakar (Senegal), sede do próximo Fórum Social Mundial.

Assembleia dos Movimentos

Mas o ponto alto do FSA foi mesmo a Assembleia dos Movimentos Sociais, prestigiada com a presença de três chefes de Estado e cerca de 5 mil pessoas. O ato reuniu os presidentes Evo Morales (Bolívia), Fernando Lugo (Paraguai) e José Mujica (Uruguai), que aproveitaram a ocasião da discutir a reativação de um bloco energético entre os três países. Para a presidente da Confederação Nacional de Associações de Moradores (Conam), Bartíria Costa, que participou da mesa representando a AIH, a assembleia dos movimentos e o documento por ela aprovado "valeram o Fórum".

Por Luana Bonone, diretora de Comunicação da ANPG

O Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) passará a conceder bolsas de pós-graduação no nível de pós-doutorado. Ao total, serão oferecidas 230 bolsas de pós-doutorado em 14 universidades federais de todo o Brasil. Um investimento de mais de R$ 9 milhões. As bolsas possuem vigência de até doze meses, sendo permitida a renovação por igual período.

A Portaria conjunta nº 1, da Secretaria de Educação Superior (Sesu) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que disciplina a concessão das bolsas nessa modalidade, foi publicada no Diário Oficial da União do dia 17 de agosto.

Os candidatos às bolsas de pós-doutorado Reuni deverão desenvolver pesquisa acadêmica visando à melhoria e à inovação do ensino de graduação e à integração com a pós-graduação. Os bolsistas têm o dever de assim gerar objetos educacionais de interesse das instituições. Atividades que devem ser realizadas sem prejuízo do atendimento aos demais requisitos e regulamentação inerentes aos bolsistas Capes.

Os recursos destinados à concessão das bolsas serão descentralizados, para cada uma das universidades federais, tendo como referência o número contemplado em cada Plano de Acordo de Metas do Programa Reuni. A descentralização ficará condicionada à apresentação de Plano de Trabalho, com base na proposta institucional aprovada pelo Comitê Gestor de Bolsas Reuni.

Fonte: Capes

No último dia 6 de agosto, em ato em que os presidentes Lula e Chávez firmaram 27 acordos de cooperação, foi instituída Missão do Instituto de Pesquisas Econômicas Avançadas (Ipea) em Caracas. A data final para submissão de candidaturas é 3 de setembro.

Essa missão tem, de início, cinco tarefas: 

1) Pesquisar o planejamento territorial em duas importantes fronteiras de exploração de hidrocarbonetos (faixa do Orinoco – com reservas de petróleo bastante superiores ao nosso pré-sal) e golfo de Paria (importante reserva de gás próxima à Trinidad e Tobago). Nessas regiões atuam mais de 30 transnacionais petrolíferas associadas à Pdvsa e migraram, até 2013, cerca de 150 mil pessoas; 

2) Promover cooperação para formação técnica em planejamento e políticas públicas, organizando cursos e promovendo intercâmbio;

3) Auxiliar na criação de um instituto de pesquisas em economia produtiva;
 
4) Assessorar na elaboração de estudo sobre o balanço energético venezuelano;
 
5) Estudar as potencialidades da integração do norte do Brasil com o sul da Venezuela (eixo Amazonas-Orinoco) no que se refere ao comércio, à integração produtiva e à infraestrutura.
 
Sobre a primeira, está no sítio do Ipea uma chamada pública para convidar dez pesquisadores dispostos a estudar as regiões no que se refere à matriz institucional, aos sistemas de monitoramento e avaliação, a macroeconomia e financiamento, ao fortalecimento da estrutura produtiva, à infraestrutura, ao desenvolvimento regional, urbano e ambiental, e ao desenvolvimento social.
 
20 dias na Venezuela
 
O programa de pesquisa, de três meses a partir da segunda quinzena de setembro, prevê 20 dias de investigação de campo na Venezuela e reuniões no Brasil para preparar um relatório de pesquisa conjunto relativo aos sete temas. Este relatório deve apresentar uma avaliação geral do planejamento territorial da Faixa Petrolífera do Orinoco e da Área Gasífera de Sucre e propor ações de cooperação para os próximos anos.
 
A remuneração mensal varia de US$ 2.000 (pesquisador júnior – graduado) a US$ 5.500 (doutor com mais de 10 anos de experiência ou especialista com mais de quinze anos de experiência) e há ajuda de custo para transporte e hospedagem na Venezuela.
 
Da redação, com Ipea







Ferramenta IpeaGEO permite visualizar dados em seu contexto geográfico e está disponível para download

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) lançou na última quarta-feira, 18 de agosto, o software IpeaGEO, ferramenta de análises estatísticas com foco na análise espacial. O programa permite ao usuário ordenar e visualizar dados em seu contexto geográfico, seja por região, estado, município, ou área do mapa.

O programa, gratuito, foi criado pela Assessoria de Métodos Quantitativos da Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais (Dirur). A ideia é fornecer uma alternativa a softwares já existentes no mercado. Além de ser livre (o programa está disponível para download no sítio do Ipea, pelo www.ipea.gov.br/ipeageo), o IpeaGEO apresenta como diferenciais a inclusão de técnicas espaciais inéditas e o foco no território nacional.

Assim como ocorre em outros programas que possuem a mesma finalidade, no IpeaGEO o usuário seleciona uma malha e a combina com os dados de seu interesse. Uma das malhas disponíveis é a de municípios do Brasil, que pode ser combinada com uma base de dados que incorpora mais de mil variáveis.

Entre as variáveis trazidas pelo IpeaGEO estão estimativa populacional, área da unidade territorial, população e domicílios, censo agropecuário, Produto Interno Bruto, informações de saúde e educação, estatísticas do registro civil, representação política, estatísticas do cadastro central de empresas, instituições financeiras, finanças públicas, frota, pobreza e desigualdade.

Fonte: Assessoria de Comunicação do Ipea.

 







Sites de notícias e telejornais deram destaque à cerimônia de entrega da plataforma política das entidades estudantis . O evento, que reuniu pelo menos 600 estudantes e diversas figuras públicas na terça-feira,11 de agosto, foi divulgado por veículos de imprensa.

Iniciativa da União Estadual dos Estudantes do RJ (UEE-RJ) e da União Estadual dos Estudantes Secundaristas do Rio de Janeiro (UEES-RJ), o encontro aconteceu no Clube Democráticos, na Lapa. Os presentes celebraram ainda o Dia do Estudante e o aniversário de 73 anos da União Nacional dos Estudantes (UNE). O presidente da UNE e o presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), estiveram no ato, assim como Vasco Rodrigo, diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da ANPG.

A principal reivindicação contida no documento é a de que metade do Fundo Social do Pré-Sal seja destinado à educação. Cabral concordou com a proposta, mas disse que a sua realização vai depender de uma decisão do Congresso Nacional sobre a distribuição dos royalties do petróleo.

Assista ao vídeo e clique nos links para ler as notícias:

 

Band – Estudantes pedem que Sérgio Cabral destine recursos da pré-sal para educação

Terra – RJ: estudantes fazem reivindicações ao candidato Sérgio Cabral

O Globo – Estudantes entregam reivindicações a Sérgio Cabral

 

Da redação com Estudantenet.

 




Pesquisadores reunidos no interior de São Paulo nos últimos dias 17, 18 e 19 de agosto, discutiram como difundir a ciência no Brasil e defenderam que incluir o tema na educação infantil é determinante para garantir pesquisas no futuro.

O 1º Seminário do Ciência Web, Agência Multimídia de Difusão Científica e Educacional vinculada ao Instituto de Estudos Avançados – IEA e mantida por meio de convênios com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), aconteceu no Centro de Divulgação Cultural e Científica (CDCC) da USP de São Carlos.

Pelo menos 86 bilhões de neurônios interligados como em uma teia formam o sistema nervoso humano. Mais de 85% dessas conexões neurais formam-se nos primeiros cinco anos de vida. Os neurocientistas sabem disso há mais de uma década. Entendem que as primeiras experiências determinam a capacidade de aprender ao longo da vida. Mas esse conhecimento não trouxe avanços práticos para a educação no Brasil.

É o que apontaram pesquisadores reunidos nesta semana em seminário sobre difusão científica como fonte para a educação. No encontro, organizado pelo Instituto de Estudos Avançados do campus da Universidade de São Paulo (USP) na cidade de São Carlos, eles afirmaram que a primeira infância ainda é ignorada no sistema educacional brasileiro.

O coordenador de comunicação institucional da UnB, professor Isaac Roitman, lembrou que a capacidade de absorver informações, se não estimulada nessa fase da vida, dificilmente é recuperada mais tarde. "Aqueles que recebem mais estímulos cognitivos na primeira infância chegam à escola em melhores condições de aprender", explicou. E defendeu a educação científica já na primeira infância.

Feiras de Ciências são um exemplo de atividades nas quais a Ciência pode se aproximar do cotidiano das crianças. Foto: Projeto Divulgando Ciência na Escola

"A ciência é o melhor caminho para se entender o mundo. Ela desenvolve habilidades, define conceitos, estimula a criança a observar, questionar, investigar e entender de maneira lógica os seres vivos, o meio em que vivem e os eventos do dia a dia", afirma. "Mostrar a ciência aos pequenos, que já são cientistas por natureza, é garantir o interesse pelas pesquisas no futuro".

Roitman destacou que a educação científica tem recebido alguma atenção nos últimos dez anos e enumerou alguns projetos de ensino de ciências a alunos do ensino fundamental e médio. Um exemplo é o Mão na Massa, que acontece no próprio Centro de Difusão Científica e Cultural de São Carlos, onde ocorreu o encontro. "Mas para os pequenos não há nada. Imaginem quantos talentos não desperdiçamos só aí", indagou o professor, que apresentou durante o encontro a revista DARCY, da UnB, como exemplo de projeto voltado para estudantes do ensino médio.

A professora Ivone Mascarenhas, da USP São Carlos, organizadora do seminário e coordenadora do projeto de divulgação científica Ciência na Web foi além. "Não negligenciamos a ciência somente na primeira infância, quando ela representa um potencial a ser explorado, mas também quando está pronta e acabada. Nossos melhores pesquisadores não ficam aqui. Não há nada para eles. A maioria está fora do Brasil", afirmou.

Futuro

A editora-executiva da revista Ciência Hoje, Alicia Ivanissevich, defendeu pesquisas, desenvolvimento e implementação de atividades paradidáticas para meninos e meninas de zero e cinco anos como jogos e brincadeiras que despertem a curiosidade da criança para a ciência e a estimule a pensar criticamente. "Temos de investir na formação das crianças desde muito cedo. Os países que estão no topo do ranking dos melhores em educação constroem educação científica desde que a criança começa a se relacionar", disse.

Ampliar o ensino infantil e incluir o despertar para a ciência não é o único caminho apontado pelos especialistas para difundir a ciência. Capacitar professores, valorizar a educação enquanto política pública, aproximar cientistas de jornalistas e investir em projetos de divulgação da ciência, principalmente pela internet, são outras ferramentas consideradas importantes. "Tratamos nossos alunos hoje como tratávamos há 50 anos", criticou Isaac Roitman. "Precisamos de uma escola que seja atrativa, que possa atrair para a ciência e a arte", defendeu a secretária de Educação do município de São Carlos, Lourdes Moraes.

Violência

A falta de atratividade das escolas foi, inclusive, apontada pela professora Lúcia Williams do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de São Carlos e coordenadora do Laboratório de Análise e Prevenção da Violência, como uma das causas das agressões no ambiente escolar. "Há um problema grave de violência nas escolas e ela não ocorre só em consequência das relações estabelecidas entre pais e alunos e entre os próprios alunos, mas entre escola e alunos", disse.

Lúcia detalhou, durante o encontro, o conceito de bullying, descreveu de que maneira ele ocorre e apresentou pesquisas desenvolvidas nas universidades brasileiras e no exterior sobre o tema. "Os dados mostram que o bullying acontece em todos os colégios, mas muitos deles fazem vista grossa, o que contribui ainda mais para essa prática", comentou.

Ela criticou a maneira como os jornais tratam os fatos relacionados à violência nas escolas e defendeu uma abordagem científica em matérias também de educação. "A mídia nos ajuda, mas se torna um complicador quando trata a violência escolar de maneira sensacionalista, sem responsabilidade, espalhando medo", afirmou. "É importante que o jornalista se preocupe sempre em falar com base em pesquisas, ver qual o referencial científico. No caso do bullying, é importante mostrar como acontece e os efeitos que o provoca
e, fundamentalmente, insistir na prevenção", argumentou.

O jornalista Denis Burgierman, que trabalhou por dez anos na revista Super Interessante e atualmente tem um projeto de divulgação científica pela internet, o Webcitizen, enfatizou que a ciência não é apenas um tema de cobertura jornalística. "A ciência é um método e está em todos os lugares, na economia, na política, na saúde, na educação. É possível divulgar ciência em qualquer área do jornalismo", explicou. "A ciência está em tudo. Sem a ciência e a tecnologia não teríamos acesso a simples serviços", completou Alicia Ivanissevich, da Ciência Hoje.

Ela destacou as dificuldades de se divulgar ciência no Brasil e defendeu a difusão do conhecimento. "No Brasil temos uma missão redobrada quando falamos em divulgação científica, porque não temos tradição de leitura, faltam professores capacitados, poucos cientistas valorizam a divulgação de seus trabalhos e a mídia não vê a ciência como um tema lucrativo", explicou. "Se levarmos a ciência para as escolas de ensino infantil, criaríamos um pensamento crítico que dispensaria em série de esforços futuros que hoje estamos discutindo", concluiu.

Fonte: UnB Agência

 

 




O Ministério da Educação (MEC) publicou hoje,19 de agosto, no Diário Oficial, a relação de novos cursos de mestrado e doutorado aprovados nas últimas reuniões do conselho técnico-científico da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Ao todo, foram 215 em todo o País.  Os cursos estão divididos em nove grandes áreas do conhecimento: Ciências Agrárias, Ciências Biológicas, Ciências da Saúde, Ciências Exatas e da Terra, Ciências Humanas, Ciências Sociais Aplicadas, Engenharias, Lingüística, Letras e Artes e Multidisciplinar. E nas seguintes modalidades: Mestrado Acadêmico, Doutorado, Mestrado Profissional e Mestrado Acadêmico/Doutorado.

A relação completa de cursos autorizados pode ser acessada aqui.

 

Da redação.