Author

anpg

Browsing







O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) promoveu nesta quarta-feira (11), o seminário Doutores 2010: Estudos sobre demografia da base técnico-científica brasileira e Descentralização do Fomento à C,T&I no Brasil.

Um dos autores do estudo do CGEE, o consultor legislativo do Senado Federal licenciado Eduardo Baumgratz Viotti, professor adjunto da School of International and Public Affairs, da Universidade de Columbia (Estados Unidos), mostrou as características demográficas dos doutores no país.

Em 2008, o número de doutores correspondia a apenas 0,07% da população. De acordo com Viotti, apesar de constituírem uma pequena parcela da população, os doutores têm importância estratégica. "Eles compõem a parcela dos recursos humanos treinada para gerar novos conhecimentos e tecnologias", disse.

O estudo mostra que o número de doutores cresceu 278% entre 1996 e 2008, o que corresponde a uma taxa média de 11,9% de crescimento ao ano. Cerca de 87 mil pessoas obtiveram títulos de doutorado no país nesse período. Por área de conhecimento, a multidisciplinar, línguas, letras e artes foram as que tiveram maior incidência. A área de ciências exatas e da terra foi a que apresentou menor taxa de crescimento.

O levantamento revela ainda que a quantidade de doutores titulados em instituições públicas estaduais cresceu 170% entre 1996 e 2008, enquanto que os de instituições particulares, 396%. E os das públicas federais 416%.

Outra observação de Viotti foi sobre a distribuição dos doutores por sexo. A partir de 2004, as mulheres deixaram de ser a minoria, quando 4.085 delas concluíram o doutorado contra 3.991 homens. Segundo ele, o Brasil é pioneiro da igualdade de gênero no nível mais elevado da formação educacional. Em 2008, 51,2% dos doutores titulados eram mulheres, enquanto 48,2% eram homens (sobre 0,6% dos titulados, não havia informação).

O ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, destacou a necessidade de desconcentrar a formação de mestres e doutores, aumentando o número de cursos de pós-graduação em regiões menos desenvolvidas. O ministro disse que é necessário criar mecanismos para estimular a formação de mestres e doutores nas áreas de engenharia nuclear e espacial, ciências do mar e Amazônia. "O Brasil está formando um percentual relativamente pequeno, em vista das nossas necessidades nessas áreas", frisou Rezende.

Da redação com informações do Jornal da Ciência

Leia mais: 27/07/2010 Doutores 2010: um mapa da formação de doutores no Brasil

Os dois estudos estão disponíveis no site do CGEE. Para as versões impressas, solicitar pelo e-mail [email protected]




O programa Institutos Europeus para Estudos Avançados (Eurias, na sigla em inglês) oferece, para candidatos de todo o mundo, 33 bolsas de pesquisas em diversas áreas do conhecimento, em instituições da Europa, para o ano acadêmico 2011-2012. As inscrições, que devem ser realizadas pela internet, estarão abertas até o dia 11 de setembro.

O Eurias é um consórcio de 14 institutos de estudos avançados coordenado pela Rede Francesa de Institutos de Estudos Avançados. As bolsas são oferecidas principalmente para as áreas de Ciências Humanas e Sociais, mas candidatos das áreas de Ciências Exatas e Naturais também podem ser contemplados, caso seus projetos não exijam o uso de instalações laboratoriais.

No ano acadêmico 2011-2012, o programa oferece 33 bolsas, sendo 18 para pesquisadores juniores e 15 para pesquisadores seniores. Os programas de pesquisa nos 14 institutos têm duração de dez meses.

As bolsas totalizam 26 mil euros para candidatos juniores e 30 mil euros para candidatos seniores. Os candidatos selecionados também terão alojamento à disposição, uma ajuda de custo para pesquisas e para despesas de viagem.

Os candidatos serão avaliados por dois especialistas internacionais, e pré-selecionados por um conselho científico internacional e interdisciplinar do programa Eurias. A seleção final será feita pelos conselhos científicos dos institutos. Os resultados da seleção serão publicados em dezembro.

Mais informações: www.eurias-fp.eu

 

Fonte:  Agência FAPESP

"Dom Pedro Primeiro, por graça de Deus e unânime aclamação dos Povos, Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil.

Fazemos saber a todos os nossos súditos que a Assembléia Geral Decretou e nós queremos a lei seguinte: Art. 1º – Crear-se-hão dous cursos de Ciências Jurídicas e Sociais, um na cidade de São Paulo e outro na de Olinda e neles no espaço de cinco anos e em nove Cadeiras, se ensinarão as matérias seguintes.

Dada no Palácio do Rio de Janeiro aos onze dias do mês de agosto de mil oitocentos e vinte e sete, Sexto da Independência. (a) Imperador Pedro Primeiro".

Com a assinatura deste decreto, no dia 11 de agosto de 1827, D. Pedro I instituiu no Brasil os dois primeiros cursos de ciências jurídicas e sociais do país: um em São Paulo e o outro em Olinda, este último mais tarde transferido para Recife. Até então, todos os interessados em entender melhor o universo das leis tinham de ir a Coimbra, em Portugal, que abrigava a faculdade mais próxima.

Na capital paulista, o curso acabou sendo acolhido pelo Convento São Francisco, um edifício de taipa construído por volta do século XVII. As primeiras turmas formadas continham apenas 40 alunos. De lá para cá, nove Presidentes da República e outros inúmeros escritores, poetas e artistas já passaram pela escola do Largo São Francisco, incorporada à USP em 1934.

No entanto, apenas em 1927 – cem anos após o surgimento dos cursos de Ciências Jurídicas e Sociais em terras brasileiras – se passou a dedicar, no calendário, o dia onze de agosto a todos os estudantes. A sugestão, acolhida com entusiasmo durante as comemorações do centenário de criação dos cursos jurídicos no país, partiu de Celso Gand Ley, um dos participantes do evento.

Historicamente, vale lembrar que, mais tarde, seguidos exatamente dez anos, em 11 de agosto de 1937, foi fundada a União Nacional dos Estudantes (UNE), afinal, se o movimento estudantil, naquele período, era já peça importante no cenário político nacional, onde participava das lutas abolicionistas, da independência, da república, ele não dispunha ainda de uma entidade que o representasse.

Praia do Flamengo, 132. A UNE teve sua sede incendiada durante a ditadura e reconquistou a posse do terreno em 2007.

Na ocasião, na Casa do Estudante do Brasil no Rio de Janeiro, o então Conselho Nacional de Estudantes conseguiu consolidar o que já havia sido tentado diversas vezes sem sucesso: a unificação dos estudantes na criação de uma entidade máxima e legítima. Desde então, a UNE começou a se organizar em congressos anuais e a buscar articulação com outras forças progressistas da sociedade.

Concebida pelo esforço coletivo de centenas de jovens pesquisadores, cientistas e intelectuais e do acúmulo de tantas experiências de lutas e reivindicações em defesa da ciência e da pós-graduação nacional, através do Movimento Nacional de Pós-Graduandos (MNPG), a ANPG foi fundada em 12 de julho de 1986, referendada como a entidade nacional representativa de todos os pós-graduandos brasileiros.

Elisangela Lizardo, presidente da ANPG, durante 11º Encontro Nacional de Escolas Técnicas da UBES, realizado em julho de 2010, em Natal (RN). Foto: Vanessa Stropp

Hoje

A data é para comemorações e muita luta cotidiana. O movimento estudantil mostra que está a todo vapor com atividades que acontecem durante a semana por todo o Brasil.

A União Estadual dos Estudantes de Pernambuco(UEP) realiza o Trote Legal, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), colhendo donativos para os desabrigados pelas chuvas da Mata Sul. À noite, em parceria com a Prefeitura de Olinda, haverá shows gratuitos da Academia da Berlinda e Jorge Riba, a partir das 20h, em frente à sede da Prefeitura Municipal de Olinda (Rua São Bento, Varadouro).

A União Estadual dos Estudantes do Rio de Janeiro (UEE-RJ) e a União Estadual de Estudantes Secundaristas (UEES) apresentaram, na manhã de hoje, a Plataforma Eleitoral dos estudantes do Rio de Janeiro ao candidato ao governo do Estado, Sérgio Cabral.

Durante o Encontro Estadual de Educação realizado no sábado (7), foi a vez da União Estadual dos Estudantes de São Paulo entregar sua Plataforma dos Estudantes ao candidato do PT ao governo do estado, Aloizio Mercadante.

Plenária Final do XXII Congresso Nacional de Pós – Graduandos. Rio de Janeiro, abril e 2010. Foto: Vitor Vogel

E os pós-graduandos também não param.

A ANPG esteve reunida ontem, em Brasília, com Jorge Guimarães, presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), para cobrar a portaria da licença-maternidade e debater a portaria que permite o acúmulo de bolsas com atividade remunerada, lançada no último dia 16 de julho, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico Tecnológico (CNPq) .

Em São Paulo, a APG-Unifesp realiza Assembléia Geral nesta sexta feira,13, para tratar do Bandejão e da Eleição dos Representantes Discentes para os Conselhos Superiores.

 

 

Da redação.







No dia do estudante, a ANPG divulga resultado da reunião com o presidente da Capes, Jorge Guimarães, ocorrida nesta terça-feira (10/8). A presidente da ANPG, Elisangela Lizardo, e a vice-presidente Centro-Oeste, Tamara Naiz, cobraram da Capes uma portaria sobre a questão da licença maternidade e apresentaram demandas relativas à recente portaria editada pela Capes e pelo CNPq que permite o acúmulo de bolsas com atividade remunerada relacionada à pesquisa.

Leia também: 11 de agosto é Dia do Estudante!

Foto: Luana Bonone
Durante Caravana da ANPG pelos Direitos dos Pós-Graduandos, em maio, Anne (loira, à esq.) cobrou do representante da Capes o direito à licença-maternidade

Licença Maternidade para as bolsistas

As diretoras da ANPG cobraram a edição de portaria que permita as pós-graduandas se licenciar para maternidade sem prejuízos das suas bolsas. O presidente da Capes informou que está sendo redigida uma portaria nos moldes da licença-maternidade hoje oferecida pelo CNPq.

As normas do CNPq estabelecem que “no caso de parto ocorrido durante o período da bolsa, formalmente comunicado pelo coordenador ao CNPq, a vigência da bolsa será prorrogada por até 3 (três) meses, garantidas as mensalidades à parturiente”. Ou seja, para que a parturiente tenha direito a uma licença com extensão de três meses da bolsa, o orientador ou a orientadora é quem deve enviar o comunicado à instituição.

A diretora de mulheres da ANPG, Anne Benevides, reivindica que as pós-graduandas brasileiras, na qualidade de pesquisadoras, devem ter garantido o direito que já vigora para trabalhadoras de todos os ramos, ou seja, licença-maternidade de pelo menos 4 meses. Anne defendeu que este direito deve ser garantido a todas as pós-graduandas, independente da instituição de fomento que forneça a bolsa e completou: “temos que conquistar também licença paternidade para os pós-graduandos. Agora, o direito só o será de fato à medida que a estudante puder informar sua condição diretamente a Capes, ao CNPq ou a qualquer que seja a instituição de fomento que lhe conceda bolsa, sem depender do orientador para isso”.

Acúmulo de bolsas com atividade remunerada

No dia 16 de julho de 2010, foi publicada a Portaria Conjunta nº 1, redigida pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico Tecnológico (CNPq), que trata do acúmulo de bolsas com rendimentos de atividades remuneradas.

A nova portaria vem envolta em polêmicas sobre sua pertinência e sobre o impacto nos reajustes de bolsas. A própria diretoria da ANPG está em fase de debates sobre o seu conteúdo, e tem buscado ouvir entidades acadêmicas, pesquisadores de todo o país e, claro, os pós-graduandos. Por um lado, no 22º Congresso Nacional de Pós-Graduandos, houve uma resolução que apresentava a demanda dos pós-graduandos brasileiros pela “rediscussão da obrigatoriedade de assinatura do termo de compromisso que impede os bolsistas de trabalharem, pelo menos até que os valores das bolsas sejam recuperados”.

Por outro lado, existe uma preocupação por parte da diretoria da ANPG que a possibilidade de acúmulo da bolsa com atividade remunerada não seja uma justificativa para que não sejam realizados reajustes, assim como uma preocupação com a qualidade da pesquisa do pós-graduando que tiver vínculo empregatício.

Já na semana da posse, em maio, a diretoria da ANPG reuniu-se com a Capes para apresentar sua pauta relativa às bolsas de pesquisas

Resposta da Capes

Jorge Guimarães assegurou que o motivo da Capes e do CNPq mudarem a orientação sobre acúmulo de bolsa com atividade remunerada – que era proibido antes da assinatura da portaria – foi, entre outros, o fato de que muitas exceções vinham sendo ratificadas judicialmente nos últimos anos. Os estudantes recorriam e conseguiam justificar o seu direito e capacidade de conciliar a pesquisa com o trabalho remunerado.

Outra questão levantada pelo presidente da Capes foi a constatação de que na prática o acúmulo já vinha ocorrendo com frequência, sobretudo no magistério. Os estudantes de pós-graduação usavam empregar-se em escolas e universidades particulares, porém sem a garantia dos direitos trabalhistas, pois não podiam apresentar vínculos empregatícios, sob o risco de perder a bolsa. Por fim, foi pautado o esforço do governo federal para melhorar a qualificação dos professores de nível básico, facilitando-lhes o acesso à pós-graduação. Como estes professores já possuem vínculo empregatício, antes não podiam concorrer a bolsas de pesquisa.

Sobre o valor das bolsas, o Professor Jorge fez um compromisso de que a portaria não será, “em hipótese alguma” um impeditivo para reajustes. A presidente da ANPG, Elisangela Lizardo, afirmou que, diante da portaria e da resposta do presidente da Capes às cobranças apresentadas, “este é um momento crucial, em que temos que continuar lutando pelo aumento das bolsas e pelas condições adequadas de pesquisa”. Sobre a qualidade da pesquisa desenvolvida pelo pós-graduando que possui atividade remunerada, o presidente da Capes argumentou que o Brasil cresce em quantidade e qualidade em suas pesquisas em comparação aos países mais desenvolvidos, e disse ainda confiar que “o orientador saberá mediar essa situação”.

A bola está com o orientador

Quem define quem poderá acumular a bolsa e a atividade remunerada é o orientador. Segundo o professor Jorge Guimarães, a Capes e o CNPq escolheram o orientador porque ele já é responsável por muitas das ações e atividades dos cursos junto aos alunos e a Capes. Na pós-graduação, cada um dos orientadores tem cerca de quatro estudantes – raramente mais do que isso.  Assim, o orientador tem capacidade de saber quais estudantes estão em condição de assumir compromissos de emprego, sem prejuízo do seu trabalho de pesquisa, observando a obrigatoriedade dos prazos para conclusão do mestrado e do doutorado. “O orientador é a melhor pessoa para fazer isso. Na pós-graduação, atualmente, são aproximadamente 45 mil professores que orientam 180 mil alunos. Então, nós preferimos atribuir ao orientador essa decisão” disse.

Quando questionado sobre a possibilidade de o orientador permitir o acúmulo e a coordenação do curso ou a instituição não permitir, disse que a instituição tem autonomia para decidir, mas que Capes acha isso improvável e querem que a decisão seja uniforme, ou dentro do curso como um todo, ou dentro da instituição como um todo.

Informações importantes:

– A portaria permite o acúmulo em todas as áreas desde que as áreas sejam as da sua formação.

– A informação sobre o acúmulo da bolsa e a atividade remunerada será encaminhada a Capes pelo Cadastro de Discente, que está instituído desde 2006. É um instrumento gerencial que deve ser de acompanhamento e deve conter os fatos que ocorrem com os estudantes, bolsistas ou não.

– O que vale na seleção dos bolsistas é o mérito do candidato.

– O Cadastro é preenchido nas coordenações dos cursos.

– A seleção de candidatos à pós-graduação, bolsistas ou não, é feita pelos cursos com total independência, a Capes não interfere nisso.

– A seleção dos bolsistas é com base no mérito dos candidatos e não pode levar em consideração se ele já possui vinculo empregatício ou não.

– Essa portaria atende basicamente aos futuros bolsistas, mas eventualmente os casos que já existem podem ser reconsiderados, caso o orientador concorde.

– Segundo Jorge Guimarães “O que em hipótese alguma está cogitado é que quem tem vínculo e não tem bolsa vai ganhar bolsa”.

– Alunos de programas como Demanda Social, que há regulamento específico no qual impede o acúmulo de bolsa, poderão ser contemplados com a nova portaria.

 

De Brasília, Elisangela Lizardo e Tamara Naiz 




A Lei nº 11.340 de 7 de agosto de 2006, mais conhecida como Lei Maria da Penha, completou nesta semana quatro anos. A norma estabelece regras mais rígidas aos agressores. A celeridade na prisão e instrumentos que criam formas de proteção das vítimas e de seus filhos são apontados como principais avanços.



Por Tamara Naiz*
 
Sem sombra de dúvidas, a criação desta lei foi uma importante conquista para as mulheres brasileiras. No âmbito legal, é a primeira iniciativa de proteção às mulheres. Antes da Lei Maria da Penha, não havia nada especifico de rede de proteção às mulheres.

A lei preconiza a criação de novas estruturas, como os juizados especializados na violência contra a mulher. Essas estruturas não existiam antes. Assim, a lei não e estritamente penal vai além da questão da punição, pois também prevê medidas protetivas às mulheres.

A partir disso, temos um aumento significativo no número de serviços especializados que vão desde a delegacia especializada, passando pelo centro de referência, que presta serviços psicológicos e de assistência social para resgatar a autoestima e a autonomia.
 

Lideranças feministas, delegadas, promotoras e gestores em atividade comemorativa dos 4 anos da Lei Maria da Penha, em Goiânia. Foto: Edlaine Farias

A violência contra a mulher: um debate público

A lei trouxe para o debate público o tema da violência contra a mulher. A existência da lei por si não decreta o fim da violência, mas a torna tema de debate público, deixando de ser um tema privado das mulheres e passando a ser um problema público e político, diante do qual o Estado e as autoridades precisam se posicionar. É um instrumento ao qual as mulheres podem recorrer, devem recorrer e têm recorrido. Isso é muito importante.

A violência contra a mulher não é uma violência é diferenciada, pois se baseia na desigualdade entre homens e mulheres e precisa ser olhada segundo uma nova perspectiva. Inicialmente havia uma dificuldade de aceitação da lei no judiciário, em juizados de primeira instância, com juízes que alegavam a inconstitucionalidade da lei. Mas isso vem diminuindo graças ao trabalho feito com os sistemas de justiça. À medida que as políticas avançam, vão sendo quebradas as resistências relativas especificamente à Lei Maria da Penha, que se devem ao machismo e à cultura de desigualdade existentes na sociedade brasileira, e também presentes no judiciário.
 

Da esquerda para a direita: Ana Carolina (presidente do Centro Popular da Mulher de Goiás), Eline Jonas (Presidenta da União Brasileira de Mulheres), Denise Carvalho (Secretaria Estadual da Mulher e da Promoção da Igualdade Racial de Goiás) e Tamara Naiz (Vice-Presidenta da ANPG e diretora do CPM). Foto: Edlaine Farias

Muito ainda para ser feito

A implantação dos serviços de proteção às mulheres propostos na lei não é suficiente para tornar a mulher menos vulnerável, embora contribua para coibir crimes de violência contra as mulheres.

Nós, do movimento de mulheres, acreditamos que não basta a legislação, há de se ter um uma política de Estado. Queremos um projeto para o país que inclua políticas para as mulheres, com garantia de emprego, financiamento para as mulheres no campo, enfim, que possibilite que elas tenham autonomia financeira. Isso é fundamental para que as mulheres deixem de ser vitimas em suas casas. Quando não têm emprego, quando não há política econômica específica, as mulheres ficam dependentes dos agressores e acabam não denunciando a violência pela dependência econômica.

A redução da vulnerabilidade depende também de uma mudança de mentalidade na sociedade. Para isso, precisamos que as escolas desenvolvam propostas pedagógicas que incluam a educação para os direitos humanos das mulheres. É preciso também que os diversos segmentos sociais façam a sua parte.

A implantação da lei possibilitou que as mulheres tivessem a quem recorrer em caso de violência. Precisamos que os serviços de proteção sejam mais bem divulgados. Não basta que os serviços sejam implantados, é necessário que eles sejam de qualidade, que tenham equipe multiprofissional devidamente capacitada.
 

Secretária Estadual da Políticas para Mulheres e Promoção da Igualdade Racial de Goiás, (Semira), Denise Carvalho, exibindo e comemorando premiação da secretaria pela melhor iniciativa de implementação da Lei Maria da Penha no país. A Semira se inscreveu no prêmio "Boas Práticas na Aplicação, Divulgação ou Implementação da Lei Maria da Penha”, lançado pela Secretaria Especial de Políticas para Mulheres (SPM) do Governo Federal e concorreu com outras 181 instituições de todo o país. Foto: Edlaine Farias  

Uma conquista das mulheres brasileiras

Há poucos anos atrás os casos de violência passavam despercebidos. Hoje, as pessoas têm auxiliado as mulheres a procurar apoio. A existência da lei "desnaturaliza" a violência e, com isso, as pessoas se tornam mais ativas ajudando as mulheres a pedir proteção. 

Outro dos grandes feitos da Lei Maria da Penha é o seu amplo conhecimento na sociedade e a compreensão das mulheres de que seus direitos são humanos. Quer dizer, elas têm direito a uma vida sem violência, digna e independente. Essa convicção faz com que as mulheres possam buscar ajuda e romper com uma história de violência, por mais difícil que isso possa parecer. Elas entendem que a Lei Maria da Penha pode ser a sua salvação para a construção de uma nova história de vida.

Na Biblioteca Digital da Câmara dos Deputados podemos ter acesso ao texto da Lei nº 11.340/06. É uma boa leitura para celebrar a lei, conhecê-la na íntegra e lutar pela sua efetiva implementação.

Ligue 180

Dados da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 –, da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) confirmam que as pessoas estão denunciando e procurando mais informações sobre a violência doméstica. De acordo com informações da Central, o Ligue 180 registrou 343.063 atendimentos entre janeiro e junho deste ano, 112% a mais que o mesmo período de 2009.

Ameaças e lesões corporais foram os principais crimes denunciados pelas pessoas que ligaram para o serviço. Segundo a Central, juntos, os dois crimes representaram cerca de 70% das ligações. No total, o Ligue 180 registrou 62.301 casos de violência. Desses, 36.059 eram referentes a violência física; 16.071, a psicológica; 7.597 a violência moral; e 1.280, a sexual. Violência patrimonial, situações de tráfico e casos de privado, juntos, somaram 1.294.

O serviço também prestou informações sobre a Lei Maria da Penha. Em quatro anos de atividade, a Central atendeu 371.537 pedidos de informações sobre a Lei, sendo que, desses, 67.040 somente nos seis primeiros meses deste ano.
                                                 
Saudações emancipacionistas!

 

*Tamara Naiz Silva é Vice-Presidenta Regional Centro-Oeste da ANPG e diretora do Centro Popular da Mulher de Goiás













Para quem imagina que a alta tecnologia, que pode ser associada ao
conhecimento matemático, à lógica ou à computação tem sempre uma
utilização funcional como um exame médico de ultrassom ou o
desenvolvimento de sistemas de telefonia, por exemplo, é obrigatória a
visita ao Salão de Arte Tecnológica, que apresenta os projetos
aprovados no Edital 009/2009 (Arte Tecnológica), da Fundação de Apoio
à Pesquisa do Rio Grande do Norte (Fapern).

Com abertura programada para o dia 19/8, na Pinacoteca do Estado, que
funciona no Palácio Potengi, o Salão de Arte Tecnológica será composto
por quatro projetos que utilizam novos suportes tecnológicos para a
produção de artes visuais. Também estarão à visitação pública as obras
vencedoras das três edições anuais do Salão Abraham Palatnik de artes
visuais. No mesmo período, os coordenadores de cada projeto
ministrarão oficinas para os interessados em aprender e em desenvolver
trabalhos semelhantes. As oficinas serão realizadas no Departamento de
Artes (DEART) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN),
no campus universitário.

Projetos

O projeto Captas (foto) foi um dos selecionados.

Dos R$ 100 mil, disponibilizados pelo Governo do Estado para o Edital
Arte Tecnológica, os projetos aprovados utilizarão aproximadamente R$
45,5 mil. Foram classificados pela comissão de avaliação os projetos
“Biofeedart”, “CAPTAS – intervenção artística móvel-urbana” e “Arte e
Movimento interativo para o controle de vídeos”, desenvolvidos na UFRN
e “Objetos artísticos interativos com arduíno”, desenvolvido no
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do
Norte (IFRN).

As inscrições para as oficinas são gratuitas e estão abertas até 18/8.
Poderão participar alunos das artes ou das engenharias e também
pessoas interessadas nessas áreas. A Ficha de Inscrição está
disponível para download no sítio da FAPERN,
devendo ser entregue no DEART. Para mais informações, os interessados
podem ligar para 3215 3550, 8872 9187 ou 9451 6182.

No texto do Edital, a Fapern explica que o objetivo é apoiar a
produção e a divulgação das artes visuais em novos suportes
tecnológicos no RN, através da concessão de apoio financeiro a
projetos de pesquisa, ações educativas, realização de cursos e
oficinas que fomentem a discussão, a compreensão e a pesquisa acerca
de novos suportes tecnológicos, bem como estimulem o artista potiguar
a desenvolver artes visuais mediante a utilização destas novas
tecnologias.

OFICINAS

Inscrições abertas até 18/02. Informações (84) 3215 3550 / 8872 9187 / 9451 6182.

Ficha de inscrição disponível aqui.

EXPOSIÇÃO

Período: 20 de agosto a 02 de setembro

Local: Palácio Potengi. Praça Sete de Setembro, Centro.

Horário: 8h30 às 17h30, de terça a domingo.

ENTRADA FRANCA

 

Fonte: Assessoria de Comunicação da FAPERN

 

 







A popularização da ciência é tema de grande importância para a ANPG. Reconhecer a ciência presente no cotidiano das pessoas também é tarefa diária de dois importantes personagens do cenário científico nacional: Miguel Nicolelis e Ildeu de Castro Moreira.

Nicolelis é uma das personalidades mais influentes no mundo da neurociência. Responsável por pesquisas que buscam soluções para o mal de Parkinson e para pessoas com paralisia,é ferrenho defensor da popularização da ciência, de novas estratégias de educação e da tese de que a democratização do conhecimento é crucial para a redução das desigualdades. É idealizador do Instituto Internacional de Neurociências de Natal. Já o prof. Ildeu de Castro Moreira é diretor do Departamento de Popularização e Difusão de C&T do Ministério da Ciência e Tecnologia. Sob sua coordenação acontece, anualmente, a Semana Nacional de C&T, quando diversas atividades visam aproximar a sociedade dos conhecimentos científicos.

Reconhecemos a intrínseca relação entre educação e ciência. Contribuir para que a separação que existe entre essas áreas diminua e fazer com que a ciência esteja presente no cotidiano das pessoas são desafios a que se propõe a ANPG, disse Elisangela Lizardo, presidente da ANPG.

 Popularização da ciência também é o mote de um grupo canadense que realiza atividades científicas para crianças. Confira a entrevista do grupo Mad Science ao portal IG.


 




Quem quer ser cientista?

Grupo criado no Canadá em 1986 ensina ciência para as crianças de forma divertida. Leia entrevista

Foto: Tricia Vieira / Fotoarena

Kelly Cosmos, integrante do grupo: ciência aliada à diversão

O grupo Mad Science surgiu em 1986, no Canadá, e leva experimentos científicos divertidos para as crianças. Presente em 29 países, o grupo dá cursos para escolas e apresenta shows em festas de aniversários e outros eventos. A trupe de São Paulo falou ao Delas sobre os pontos altos, as recompensas e as ideias envolvidas em seu divertido trabalho de cientista maluco.
iG: Como nasceu a Mad Science?
Dany Artel, da Mad Science: Dois irmãos canadenses de Montreal, Ariel e Ron Shlien, tinham um grande interesse na realização de experiências científicas para crianças. Eles acabaram desenvolvendo programas e oficinas na escola local e centros comunitários e, com o tempo, isso tornou-se uma franquia que hoje está presente em 29 países.
iG: Qual mensagem vocês querem passar para as crianças?
Dany: Acho que a maior mensagem é desenvolver o pensamento crítico. Em todas nossas apresentações, falamos sobre coisas simples que as crianças encontram no seu dia a dia, e usamos os princípios da metodologia científica, que consiste em observação, hipótese, experimentação e conclusão. Claro que isso é adaptado a cada faixa etária e se traduz em participação: muitas perguntas, mão na massa e novas descobertas. O importante é que cada criança faça a sua descoberta e leve para a sua realidade algumas respostas de como algumas coisas funcionam e fiquem muito mais curiosas para realizarem ainda mais perguntas. Claro, tudo isso envolto num clima descontraído e muito divertido.
iG: Quantas pessoas formam o grupo de cientistas malucos e qual a formação delas?
Dany: Os cientistas malucos da Mad Science São Paulo possuem formações diversas. Há atrizes e atores, economista, jornalista, administrador de empresas, publicitário e até cientista mesmo.
Jéssica Warzea Lima, a Jessi Júpiter do Mad Science: Sou formada em artes cênicas. Encontrei a Mad Science e já estou aqui há dois anos.
iG: O que um cientista maluco faz?
Jéssica Lima:
Eu apresento os shows. Mas todos nós somos um pouco ator, recreador… Seguimos um roteiro, fazemos experiências, brincamos e mantemos as crianças interagindo.
iG: No que vocês se baseiam para criar suas experiências?
Dany:
Vamos mudando os eventos conforme as reações das crianças. Buscamos um humor simples e que dá certo. Em tudo que fazemos procuramos trazer experiências positivas para as crianças. Criamos um ambiente de respeito mútuo e que dá segurança para elas se exporem e aproveitarem ao máximo esta experiência de vida.

Foto: Tricia Vieira / Fotoarena

Jessi Júpiter, uma das cientistas malucas do Mad Science

iG: Vocês se lembram de algumas reações marcantes das crianças?
Kelly Guidotty, a Kelly Kosmos do Mad Science:
Uma menininha veio no final da festa e falou que aquele era o dia mais feliz da vida dela. Escutar isso de uma criança de seis anos foi gratificante.
Jéssica: Uma vez, depois de uma peça de teatro chamada “Uma viagem pela ciência”, todas as crianças saíram suadas, emanando uma energia muito boa. Outra vez, em uma festa de aniversário, o pequeno disse para mim: “Vou ser cientista quando crescer”. Algumas ligam aqui e pedem pra falar com o cientista que fez a festa, pedem experiências pra fazer em casa…
iG: Que tipo de experiências as mães podem pegar como exemplo para entreter a criançada?
Jéssica:
O vulcão de espuma é fácil e divertido. Basta misturar vinagre com bicarbonato para criar uma reação. Nós acrescentamos corante alimentício e detergente, para liberar uma espuma colorida. Os pequenos adoram, pedem para tocar a espuma.
Dany: Acho que simplicidade é a chave do sucesso. A experiência mais divertida é aquela em que pais e filhos passam o tempo juntos de verdade. Agora há centenas de experiências divertidas e seguras para fazer em casa. Uma coisa que nós aprendemos com o tempo é que, às vezes, elas parecem simples demais (como o próprio vulcão de espuma), mas só sentimos o verdadeiro impacto depois de realiza-lá junto com uma criança. Elas possuem uma admiração e entusiasmo por muitas coisas que infelizmente, nós adultos já perdemos.
iG: O que é mais legal em levar a "ciência maluca" para os pequenos?
Dany:
Recentemente realizamos um evento que durou o dia inteiro. As crianças passaram toda a manhã em oficinas científicas, realizando diversos experimentos. Na hora do almoço, quando os pais estavam junto, ouvi coisas do tipo: “mãe, vou colocar um pouco de ‘ácido acético na minha salada’ e “pai, quando chegar em casa, vou usar este vinagre pra te mostrar uma coisa muito legal”. Este tipo de retorno não tem preço.
iG: Vocês recrutam novos cientistas?
Dany:
Sempre. Estamos sempre à procura de novos cientistas. Temos até um e-mail [email protected] para receber e analisar CV´s de candidatos.
iG: O que é necessário para ser um cientista maluco do Mad Science?
Dany:
Na verdade há duas condições fundamentais para ser um de nossos cientistas malucos: ter disposição para estudar e pesquisar muito e gostar de crianças. Depois de selecionados, os cientistas malucos passam por um processo de seleção e treinamento.
iG: Como essa brincadeira pode influenciar na personalidade da criança? Já apareceram crianças dizendo que queriam ser cientistas?
Dany:
Várias. Recebemos e-mails, desenhos e depoimentos de pais e mães falando que o filho agora quer ser cientista. Já teve até professor que falou que as crianças estavam mais interessadas nas aulas de ciências. Para nós, divertimento e aprendizado são palavras que caminham sempre juntas e incentivar as crianças a estudarem mais por meio de experiências divertidas é muito gratificante.

 

Fonte: Portal IG

 

Leia mais: Arte e Tecnologia juntas no Salão de Arte Tecnológica da FAPERN









Grupos de Portugal e do Brasil participam, de 12 a 15 de agosto, em Fortaleza, do IV Ciência em Cena – Encontro Nacional de Teatro Científico, promovido pela Seara da Ciência – espaço de divulgação científica e tecnológica- da Universidade Federal do Ceará (UFC).

A mostra acontecerá no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura e, além das apresentações teatrais, promoverá também oficinas. Toda a programação é aberta ao público em geral e gratuita.

Serão apresentados 13 espetáculos oriundos de museus de ciências e outras instituições de divulgação científica do País. Participam grupos do Ceará (3), Pernambuco (1), Rio Grande do Norte (2), Rio de Janeiro (1) e São Paulo (3), além de dois de Portugal, um de Aveiro e outro de Coimbra.

No palco vão estar os mais variados tópicos científicos, todos com linguagem acessível ao público leigo em ciências. "Queremos encantar os jovens pela ciência e por meio do teatro achamos que é possível tirar o ranço de ciência como coisa complicada", diz o Diretor da Seara da Ciência, Prof. Marcus Vale.

A programação começa no dia 12, às 10h, com cadastramento na Secretaria do Evento (Espaço Mix do Dragão do Mar – em frente ao Planetário). Às 15h, no Planetário, acontece a apresentação "Explorando o Universo". Às 16h, a Seara da Ciência lança o DVD "Ficando por Dentro", sobre a Química da Vida, no Teatro do Dragão do Mar.

A abertura oficial do evento acontece às 17h, seguida da apresentação do espetáculo “Cearense por opção – uma desbiografia de Rodolfo Teófilo”, pelo Grupo de Teatro Científico da Seara da Ciência/UFC (CE), e apresentação do Coral da UFC. Às 20h30min, o Grupo Ciência em Cena/Fiocruz (RJ) apresenta “Pergunte a Wallace”.

Mais informações aqui.

 

Fonte: Seara de Ciência da UFC.

 







Dia 11 de agosto é dia do estudante. Para comemorar a data, o movimento estudantil do Rio de Janeiro entregará nesta quarta-feira sua Plataforma Eleitoral para o governador do Estado, Sérgio Cabral, candidato à reeleição.

 

Segundo a presidenta da União Estadual dos Estudantes do Rio de Janeiro, Flávia Calé, “a plataforma aponta para a necessidade do governo do estado investir pesadamente em educação sob pena de não desenvolvermos nossa economia de acordo com as possibilidades que estão abertas com o Pré-sal, com a Copa e com as Olimpíadas”, disse.

Além do governador, estarão presentes na atividade o prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, o candidato ao senado, Lindberg Farias e o ex-Coordenador de Juventude da prefeitura do Rio de Janeiro, Igor Bruno.

A ANPG, a UNE e a UBES também estarão presentes na atividade. “O movimento estudantil se articula em rede. Comprometer os candidatos com a plataforma formulada e debatida pelos estudantes é tarefa de cada entidade. Neste momento de eleições, queremos debater com todos àqueles que estiverem dispostos”, disseo diretor de Políticas Educacionais da ANPG, Júlio Neto.

 

A atividade acontecerá às 11 horas, no Clube Democráticos.

 

Da redação com informações do Blog da UEE e do Blog Fatos Sociais.

 

De 27 de setembro a 1º de outubro ocorre Reunião Regional da SBPC em Lavras (MG), no campus da Universidade Federal de Lavras (UFLA), com o objetivo de discutir políticas públicas de ciência e tecnologia (C&T) e disponibilizar conhecimentos que possam ajudar a promover o desenvolvimento econômico e social da região. Em conjunto com a reunião, ocorre o 19º Congresso de Pós-Graduação da UFLA.

 
A reunião contará com dezenas de conferências e mesas-redondas, das quais participarão pesquisadores renomados em diversas áreas de especialidade e gestores do sistema de C&T municipal e estadual. O evento, cujo tema central será “Ciência, Tecnologia, Inovação e o Município”, também contará com dezenas de minicursos, com vistas à formação complementar de estudantes de graduação, do ensino médio e de pós-graduação, professores do ensino básico; além de atividades dirigidas para crianças, jovens, produtores rurais e a comunidade em geral.
 
Voltada para docentes, pesquisadores, gestores de C&T, estudantes e profissionais e diversas áreas, a Reunião Regional da SBPC em Lavras é o 33º evento de caráter regional que a entidade realiza no país, com o objetivo de promover o desenvolvimento científico e tecnológico de uma região específica. O evento é aberto ao público e a inscrição é obrigatória apenas para aqueles que desejam participar de minicursos.
 
Inscrição de trabalhos
 
As inscrições com submissão de trabalho devem ser feitas por meio do sitewww.sbpcnet.org.br/lavras, no período de 15 de junho a 18 de agosto. O valor da inscrição é de R$15,00 para estudantes de ensino médio, graduação e pós-graduação.
Serviço:
 
XIX Congresso de Pós-Graduação da UFLA:
Contatos: [email protected] e (35) 3829-1216
 
Da redação, com SBPC e APG-UFLA