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Confira as matérias publicadas na página da ANPG durante o Salão: 

 

Último dia de apresentações da Mostra Científica

Último dia do 2º Salão Nacional de Divulgação Científica da UBES, UNE e ANPG

Papel das universidades estaduais é discutido na SBPC

Educação à distância é um dos temas polêmicos discutidos na SBPC

Defender, Desenvolver e Fortalecer : Ministro da defesa participa da 62ª Reunião Anual da SBPC

Plano Nacional de Pós-Graduação e o desenvolvimento do país

ExpoT&C : stands ocupam 6 mil m² durante 62ª Reunião Anual da SBPC

Conferência debate Integração latino-americana

Fundos Setoriais em debate

ANPG entrega documento com resoluções a Dilma durante reunião da SBPC

Wrana Panizzi e Ildeu de Castro Moreira discutem a relação ciência-sociedade com jovens cientistas

Doutores 2010: um mapa da formação de doutores no Brasil

Jovens estudantes premiados são saudados pelo Secretário-geral da SBPC

ANPG participa da abertura do 11º ENET da UBES

REUNI em discussão durante 62ª Reunião Anual da SBPC

Editais do CNPq e da FINEP são assinados na 62ª Reunião Anual da SBPC

Cuca Natal fará intervenções artísticas durante o 2º Salão Nacional de Divulgação Científica

Entrevista: Aldo Malavasi, secretário geral da SBPC

Aziz Ab’Saber é o grande destaque no ato de abertura da 62ª Reunião anual da SBPC







Na manhã desta sexta-feira, 30 de julho,  ocorreram as últimas apresentações da Mostra Científica do 2º Salão Nacional de Divulgação Científica da ANPG, evento concomitante à 62ª Reunião Anual da SBPC, visando à integração dos diversos níveis de ensino e promoção da divulgação científica em todas as áreas do conhecimento.

Nesta segunda edição do Salão, foram selecionados 126 trabalhos para apresentação oral, nas diferentes áreas temáticas. Diariamente, de 27 de julho até hoje (30), foram apresentados trabalhos científicos divididos em eixos temáticos correlatos abrangentes, possibilitando uma discussão interdisciplinar dos assuntos abordados e estimulando a interação das áreas.

 

Estudantes apresentam trabalhos. Foto: Vanessa Stropp

Além do grande número de submissões de trabalhos, oriundos de diversos estados brasileiros, o sucesso desta edição tem se evidenciado tanto pelo alto nível das apresentações quanto pelos qualificados debates estabelecidos entres os estudantes.

Nesta oportunidade, o 2º Salão alcançou seu objetivo fundamental de divulgação e interação, tendo como participantes estudantes dos diferentes níveis de pós-graduação, graduação e ensino médio.

A ANPG considera estratégico este tipo de ação. Estimulando a participação e colaboração dos níveis mais fundamentais de ensino por meio da ampla divulgação científica propicia-se a devida apropriação destes conhecimentos produzidos pela comunidade acadêmica, para que assim possam ser usados efetivamente no desenvolvimento cultural e tecnológico brasileiros, atuando na diminuição dos contrastes sociais e como ferramenta fundamental do progresso de nossa nação.

 

De Natal, André Cardoso(Tato).

Presidente da APG UNIFESP e Vice-Presidente SP da ANPG.

 




A Conferência Ciência e Tecnologia na Redução das Desigualdades Regionais, que conta com a presença do reitor da UFRN, José Ivonildo do Rêgo é a atividade que encerra, nesta sexta-feira, 30, o 2º Salão Nacional de Divulgação Científica da UNE,UBES e ANPG. Ao mesmo tempo, encerra-se a 62ª Reunião Anual da SBPC, em Natal – RN.

Entre Mostra Científica, Stand na ExpoT&C, Conferências e Oficinas, a programação do 2º Salão pôde oferecer aos estudantes, professores e pesquisadores, diversas oportunidades de debate e troca de experiências acerca da Integração Científica e Tecnológica na América Latina, que foi o tema geral norteador de toda a programação.

Para Vasco Rodrigo, diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da ANPG e Coordenador-Geral do 2º Salão, a atividade alcançou seu objetivo principal,“congregamos estudantes do ensino médio, graduação e pós-graduação em torno de um tema tão caro para nós que é a integração do continente, em especial da América Latina. O papel da ciência como fator estratégico para o desenvolvimento do país precisa ser debatido e a ANPG fez isso com êxito durante o 2º Salão”, disse.

 

De Natal, Eleonora Rigotti.

 

 




O segundo volume da 1ª edição da Revista da ANPG é marca indelével do acúmulo em participação política e elaboração teórica ao longo de duas gestões da entidade.Falamos de um dispendioso desafio, que colocou à prova o conjunto de diretoras e diretores de nossa entidade. A resposta ao desafio encontrou-se no laborioso compromisso com um sentido estratégico e mais amplo de nossa intervenção. Se faz a hora em que os pós-graduandos pensem o Brasil, em suas indissociáveis dimensões política e intelectual, e apresentem seus resultados à comunidade científica.

Nossa revista científica passa a ser também uma revista dos Pós-Graduandos. Tendo em mente o amplo diálogo democrático, entre a construção de um pensamento científico nacional e o progressivo desenvolvimento da pós-graduação brasileira, a Associação Nacional de Pós-Graduandos obteve êxito ao lançar sua revista na 62º Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência(SBPC).

 

de cima para baixo, da esq. p dir: Joao Azuma, Thiago Custódio, Vasco Rodrigo e Carolina Pinho foto 2: André Cardoso (Tato), Felipe, Carliana Rabelo e Hugo Valadares. Fotos: Vanessa Stropp

O lançamento do volume 2 da 1ª edição da Revista da ANPG aconteceu na manhã da quinta-feira, 29, durante o 2º Salão Nacional de Divulgação Científica.

 

De Natal, Thiago Custódio.




Diretor de Tecnologias da Informação e da Comunicação da ANPG.

 

 

 



Formar mão de obra qualificada é apenas uma das funções das universidades estaduais. O papel dessas instituições foi debatido nesta quinta-feira (29) na 62ª reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), por exemplo, tem maneiras alternativas para selecionar os estudantes da graduação. Uma delas é por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). De acordo com chefe de gabinete da reitoria da Unicamp, professor Ricardo Anido, os melhores alunos de cada escola pública do município e os 28 melhores segundo colocados ganham a chance de estudar na universidade.

“É uma maneira alternativa que foi desenhada com a Secretaria de Educação de São Paulo. Dessa forma possibilitamos mais acesso aos alunos de escolas públicas sem enfrentarmos a discussão de cotas”, avaliou Anido.

A disseminação do conhecimento para municípios menores também é destaque na prestação de serviços da universidades estaduais. Em 2009, cerca de 10,1 mil alunos foram matriculados na Universidade do Ceará (Uece).

O reitor da instituição, Assis Araripe, afirmou que a discussão do futuro da ciência e do desenvolvimento do País não pode deixar as universidades de fora. “O papel das universidades estudais e interiorizar o conhecimento. Ciência e tecnologia é prioridade das universidades e estamos recebendo a atenção que sempre merecemos”, disse.

A reunião anual da SBPC acontece na Universidade Federal do Rio grande do Norte (UFRN). O encontro que começou segunda (25) e termina amanhã (26).

 

Fonte: Assessoria de Comunicação do MCT.

A ANPG se fez presente na mesa-redonda com o tema “O que a Educação à Distância pode fazer hoje para a Educação”, com a participação do Secretário Geral Rodrigo Cavalcanti e do diretor de Tecnologias da Informação e da Comunicação, Thiago Custódio. A mesa aconteceu na segunda-feira,26, como parte da programação da 62ª Reunião Anual da SBPC, em Natal.

Fredric Litto, presidente da Associação Brasileira de Educação a Distância, explicou a diferença entre educação formal (institucionalmente regrada e de rígido currículo disciplinar), educação informal (aquela sem fixo formato, retirada do dia a dia, das experiências e do aprendizado diário) e educação não-formal (em que se inclui a educação continuada, com regramento acadêmico mais flexível). Também falou do termo andregogia, relativo à educação de adultos, e do termo heutgogia, que diz respeito à autoaprendizagem, tão em voga hoje, tendo em vista, entre outros, o crescimento da internet e suas infinitas possibilidades.

Tema considerado de grande importância pelos membros da mesa, destacado pelo representante da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Professor Marcos Formiga, foi a Educação Aberta, movimento iniciado em 1969 na Inglaterra, sobre a educação de baixo custo focada principalmente naqueles cuja faixa etária não se encontra na média dos que normalmente frequentam determinado grau de ensino.

Mauro Pequeno Cavalcante, da Universidade Federal do Ceará(UFC), abriu sua fala contando sobre a experiência que teve na Amazônia, no que diz respeito à precariedade do ensino formal em diversas localidades e à possibilidade do ensino à distância como garantidor da educação da sociedade em amplo espectro, podendo esta dialogar com educadores e conteúdos de múltiplos âmbitos da ciência.

Wilson Correa, da Universidade Católica de Pelotas(UCPEL), definiu a vida contemporânea como “semi-presencial”, à medida que as relações virtuais adquirem importância ímpar, tornando-se um elemento adicional de interação interpessoal, ao promover o encontro e o desenvolvimento da autonomia e do contato humano para além do presencial. Correa entende que a Educação à Distancia tem grande valia ao possibilitar e agregar à realidade atual da internet e da virtualidade o processo educacional, exaltando qualidades do aluno que este não poderia desenvolver se não fosse por esse caminho, como o autoaprendizado exaltado por Fredric Litto.

Houve consenso na mesa no que diz respeito à importância do EAD para o desenvolvimento da educação e também no que diz respeito ao problema da regulação externa, pelo poder público, de tal vertente de ensino, já que formatar um ensino que diverge da formatação que é atrelada ao ensino formal é uma contradição que deve ser evitada, trazendo a mesa, como solução, a possibilidade da autorregulação pelo próprio sistema de ensino.

A ANPG se fez presente neste debate, sempre preocupada com as diversas formas de difusão do conhecimento que surgem constantemente com a renovação tecnológica da comunicação, fato este que pode e muito favorecer a plena universalização do ensino em todos os níveis, e para todos.

Os diretores da ANPG Rodrigo Cavalcanti e Thiago Custódio viram o debate e as questões levantadas como extremamente salutares, no sentido de que se direcionaram para alguns pontos que entendemos primordiais ao avanço da Ciência e da Tecnologia no país: para a autonomia do Ensino à Distância mediante a autorregulação; para a adequação do ensino às novas formas de comunicação que se configuram na sociedade atual; para a atenção especial à autoaprendizagem, como paradigma que enfrentamos hodiernamente, na diferença e necessária conciliação entre a educação convencional e seus métodos contemporâneos; e para a exponencial possibilidade atual de universalidade do ensino, colocando-o como o aspecto referencial para o desenvolvimento do ser humano e de toda a sociedade.

De Natal, Rodrigo Cavalcanti e Thiago Custódio.




Na manhã da terça-feira, 27/07/10, em conferência na 62ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), o Ministro da Defesa Nelson Jobim discursou sobre as atuais ações do ministério e o relevante papel da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) para o fortalecimento brasileiro.

Em mesa presidida pelo presidente da SBPC, Marco Antônio Raupp, o ministro abriu sua conferência traçando um breve painel do tema “Defesa” na academia. Nelson Jobim destacou a dificuldade de abordar o tema dentro das instituições e justificou: “O professor que quer discutir ‘Defesa’ dentro da academia sofre com o isolamento e preconceito de seus colegas”. Usando a expressão “Brasil Forte”, Nelson Jobim procurou demonstrar a íntima relação da estratégia nacional de desenvolvimento e a estratégia nacional de defesa, atuando conjuntamente como instrumentos primordiais para se alcançar a independência e garantir a soberania de nosso território.

Avançando para o setor de infraestrutura, o ministro chamou de “infraestrutura crítica brasileira” toda a matriz de produção energética, vias de transporte e rede de telecomunicações, destacando como a lógica de desenvolvido e tarifação de produtos favorece a concentração dessas nas regiões sul e sudeste do país. Dessa maneira, foi abordada a questão da infraestrutura nacional e regional e a profunda interdependência de ambas nas diversas áreas de defesa propriamente dita, apresentando as estruturas militares do Exército, Aeronáutica e Marinha brasileiros. Usando o trinômio Defender, Desenvolver e Fortalecer o ministro abordou alguns dos planos para as forças armadas, sobretudo os planos para as regiões fronteiriças terrestres, marinhas e aéreas brasileiras através da priorização de estruturas para a otimização dos serviços de logística propiciando o estabelecimento de bases multitarefas, incluindo a atuação de pesquisadores nessas áreas.

Ministro da Defesa, Nelson Jobim.  Foto: Vanessa Stropp.
André Cardoso(Tato), Vice-presidente SP da ANPG, durante a conferência. Foto: Vanessa Stropp.

Entre as principais ações no setor de Ciência, Tecnologia e Inovação aplicadas para Defesa, foram mencionadas a elevação no nível de capacitação científica e tecnológica de recursos humanos para a área, integração de iniciativas conduzidas nos Institutos de Tecnologia e universidades, aprimoramento da infraestrutura de apoio e implantação de créditos específicos para a área.

O ministro Nelson Jobim encerrou sua fala mostrando um quebra-cabeça no qual as peças sugeridas eram: BID, Defesa, Academia e CT&I e frisou:

Todo mundo acha que é mais importante que o outro, quando, na verdade, são todos dependentes uns do outros (…). Nesse sentido os esforços do Ministério da Defesa se concentram tentando juntar essas frentes”.

Para finalizar a sessão, Marco Antônio Raupp concordou com a posição do ministro em relação ao papel estratégico da CT&I, mas salientou ainda a importância do setor privado neste cenário e sua contribuição para a superação dos gargalos e embargos impostos.

 

De Natal, André Cardoso (Tato).

Presidente da APG UNIFESP  e Vice-Presidente SP da ANPG.

 




O Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG) 2011-2020 terá novidades em relação ao projeto dos anos anteriores. A primeira delas é a integração ao Programa Nacional de Educação do Ministério da Educação (PNE/MEC), que na edição 2001-2010 não contemplou a pós-graduação.

De acordo com o diretor de Programas e Bolsas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC), Emídio de Oliveira Filho, o PNPG será mais estratégico e mais amplo. “Pela primeira vez desde que foi instituído o programa ficará em vigor por dez anos. Temos um desafio maior para deixar tudo bem costurado”, disse.

Prof José Ivonildo do Rêgo, reitor da UFRN, assiste a mesa sobre o PNPG. Foto: Vanessa Stropp

Elisangela Lizardo, presidente da ANPG, ressaltou a necessidade de regulamentação da pós lato sensu e sugeriu que o PNPG seja colocado em Consulta Pública, para que toda a sociedade possa opinar sobre o assunto. “A pós graduação brasileira precisa responder aos anseios da sociedade. Para tanto, precisa estar conectada com o projeto de desenvolvimento do país”, disse. A pós-graduação foi tema de uma mesa-redonda na 62ª reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). O encontro acontece na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) em Natal. Também estiveram presentes na atividade a vice-presidente da ANPG, Carolina Pinho, o diretor Júlio Neto e eu ex-presidente Hugo Valadares, membro da comissão de elaboração do PNPG.

Carolina Pinho, vice-presidente da ANPG. Foto: Eleonora Rigotti

O PNPG

O Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG) é um documento que sintetiza as diretrizes que norteiam as políticas públicas de qualificação de pessoal em nível de mestrado e doutorado. Editado a cada seis anos, o Plano faz um diagnóstico da pós-graduação nacional. A partir desta avaliação, apresentam-se propostas de diretrizes, cenários de crescimento do sistema, metas e orçamento para a execução de ações. A versão atual do PNPG compreende o período de 2005 a 2010.

Mais informações sobre o PNPG aqui.

 

Eleonora Rigotti, de Natal com Assessoria de Comunicação do MCT.

 




A ExpoT&C é uma mostra de ciência, tecnologia e inovação (C,T&I) que integra as atividades do maior evento científico do país, a 62ª Reunião Anual da SBPC, que acontece de 25 a 30 de julho no campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)

A exposição reúne 120 expositores, entre universidades, institutos de pesquisa, agências de fomento e órgãos governamentais, além de outras organizações de todo o país, interessadas em apresentar novas tecnologias, produtos e serviços. Entre elas estão o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep); o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e a ANPG.

de cima para baixo: Stand da ANPG na ExpoT&C; diretores da ANPG; estudantes leem a programação do 2º Salão.

No stand da ANPG os visitantes podem conhecer a entidade, retirar materiais como a Cartilha de construção de APG e a Revista Científica. Além disso podem assistir vídeos da gestão, fazer sua carteira de estudante (UNE, UBES e ANPG) e ainda bater um papo sobre ciência e movimento estudantil com os diretores.

"A ExpoT&C é uma vitrine do que está sendo feito nas grandes universidades e centros de pesquisa do Brasil em termos de pesquisa, desenvolvimento, educação e inovação", afirma a coordenadora do evento, Simone Santana Franco. "Ela está se fortalecendo, a cada ano, como uma exposição sênior de projetos de pesquisa e desenvolvimento realizados por instituições de C&T consolidadas no panorama nacional", avalia.

Os expositores da mostra ocupam uma área de 6 mil m2, em tendas climatizadas, que estão localizadas no estacionamento do campus da UFRN, ao lado do campo de futebol.

Eleonora Rigotti, de Natal com Assessoria de Imprensa da SBPC.

 




A oportunidade da América Latina se tornar um pólo de opinião contra-hegemônica foi destacada pela Prof. Iole Ilíada Lopes, da Fundação Perseu Abramo,em conferência proferida hoje (28), durante o 2º Salão Nacional de Divulgação Científica, na 62ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Natal (RN).

Nunca antes na história deste continente esta oportunidade foi tão grande. Tanto para construir uma nova ordem mundial como para reforçar um desenvolvimento de cunho social é preciso fortalecer a integração latino-americana,” disse.

 
 Iole Ilíada (Fundação Perseu Abramo) e José Monserrat Filho (MCT). Foto: Vanessa Stropp

Embora a integração seja um principio constitucional, acredito que precisamos de um PAC da América Latina. Pensado num viés de solidariedade e justiça, com desenvolvimento social e ambientalmente sustentável”, ressaltou.

Ronaldo Carmona, da Fundação Mauricio Grabois, ressaltou que a América do Sul possui uma característica singular: suas enormes riquezas naturais. Grande volume de água doce, de terras agricultáveis e uma das poucas regiões do mundo que possui auto-suficiência energética.

Essa singularidade potencializa a possibilidade de desenvolvimento, uma vez que energia é pré-requisito para tanto.

A grande identidade cultural entre os povos da América Latina também foi lembrada por todos os palestrantes.

José Monserrat Filho,chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais do Ministério da Ciência e Tecnologia, citou Câmara Cascudo, folclorista natalense, para ilustrar o sentido principal de sua fala: “O homem moderno tem que ter um olho no microscópio e outro no telescópio" , disse ele referindo-se à necessidade de discussão sobre as questões internacionais. “Política externa deve ser tema recorrente em nossas atividades. Precisamos integrar a América Latina sem perder de vista as questões mundiais e a resolução dos problemas internos de cada país”, destacou.

 

De Natal, Eleonora Rigotti.