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Sobre o impacto dos Fundos Setoriais, a avaliação foi positiva, embora se reconheça a necessidade de criar um Fundo Setorial específico para o mercado financeiro, com rebatimento dos resultados na área social.

 
Luiz Antonio Elias (MCT). Foto: Eleonora Rigotti.

Na conferência Avaliação dos Impactos dos Fundos Setoriais para a Ciência Brasileira, Luiz Antonio Elias, secretário executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) , falou dos desafios a serem enfrentados para dar prosseguimento das atividades inseridas no Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação (PAC,T&I – 2007-2010) e aproximar o país da fronteira do conhecimento.
O secretário lembrou ainda o crescimento constante de aporte financeiro dos Fundos Setoriais – criados em 1998 e hoje em número de 18 – para projetos de pesquisa, aparelhamento da infraestrutura acadêmica e incremento em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) no segmento empresarial.




Entre os desafios relacionados para serem enfrentados está a necessidade de expandir fornecedores para Petróleo e Gás, o fortalecimento das cadeias produtivas voltadas para o mercado interno e fomentar cadeias associadas aos investimentos de infraestrutura. Um dos próximos passos é a criação de um Fundo Setorial voltado para a área de inclusão social, um dos quatro eixos do PAC,T&I 2007-2010.

 

De Natal, Eleonora Rigotti com Assessoria de Comunicação do MCT.

 

Nesta quarta-feira (28/7), diretores da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) participaram do encontro com a candidata Dilma Rousseff, promovido pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Após o encontro, a presidente da ANPG, Elisangela Lizardo, participou, em conjunto com outras entidades estudantis, de reunião em que entregou documento com suas resoluções congressuais à candidata do PT.

 Em discurso bastante direcionado, a candidata do PT pautou temas caros à comunidade científica, como a ampliação de número de mestres e doutores a serem formados no Brasil, o financiamento de pesquisas em inovação,a ampliação dos investimentos em ciência, tecnologia e inovação, e o que chamou de “casamento entre educação, e políticas de ciência e tecnologia”, segundo ela, “uma das questões mais importantes para o nosso país dar um passo decisivo para ser desenvolvido, inclusivo e soberano de acordo com os nossos padrões, nossos critérios, nossos valores”.

 Ciência na pauta

Marco Antonio Raupp (SBPC), Dilma Roussef e Jacob Palis (ABC). Foto:Roberto Stuckert Filho.

Dilma assinou carta com propostas e reivindicações que recebeu da SBPC e da Academia Brasileira de Ciência (ABC), representadas pelos seus presidentes, Marco Antônio Raupp e Jacob Palis, respectivamente.

O auditório da reitoria da UFRN foi pequeno para a quantidade de participantes da 62ª Reunião Anual da SBPC que se mobilizaram para participar do encontro da sociedade científica com a candidata à presidência da república Dilma Rousseff. O encontro ocorreu nesta quarta-feira (28/7) como parte da programação oficial da Reunião, que ocorre em Natal até sexta-feira (30/7).

A diretoria da ANPG se fez presente no debate e, em conjunto com as demais entidades estudantis nacionais, apresentou-se com disposição no encontro, pautando bandeiras como a reserva de 50% do fundo social do pré-sal para a educação, ciência e tecnologia. Dilma Rousseff saudou os estudantes, disse que já fez parte da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e repetiu algumas vezes a concepção de que não há dicotomia entre investimento em educação básica e investimento em educação superior: “fazemos política de educação da creche à pós-graduação”.

Elisangela Lizardo (ANPG) e Yann Evanovick (UBES), durante atividade com a candidata Dilma Rousseff na 62ª Reunião Anual da SBPC. Foto: Eleonora Rigotti.

Após o encontro, a candidata Dilma Rousseff reuniu-se com a presidente da ANPG, Elisangela Lizardo, com o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Augusto Chagas e com o presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Yann Evanovick. Os estudantes apresentaram suas respectivas pautas. Elisangela entregou uma pasta com materiais da ANPG que continha o leque com 10 pautas distribuídas na reunião da SBPC e reforçou que entre os materiais seguia a cartilha com o conjunto das Resoluções do XXII Congresso da entidade.

Combate à desigualdade

Para a presidente da ANPG, Elisangela Lizardo, quem for eleito ou eleita à presidência deve ter como desafio central a “implementação de políticas ousadas, especialmente em educação e ciência, tecnologia e inovação, que efetivamente contribuam no avanço às desigualdades sociais, para a construção de uma sociedade justa”.

Entretanto, o grito “Olê, olê , olê, olá, Dilma, Dilma” veio quando a candidata disse que o governo Lula voltou a investir nas universidades federais. Em seguida, emendou: “podem ter certeza que eu vou expandir ainda mais”. Ainda sobre educação, Dilma pautou também a importância dos investimentos feitos em ensino técnico, sempre pautando a necessidade de expandir ainda mais e também a importância de integrar o ensino médio com o técnico.

Sobre a expansão das universidades, a petista destacou que, para que haja qualidade, é preciso mudar o status social do professor, o que se faz com “salário digno”.

Diretrizes e metas

Rousseff falou também das diretrizes para Ciência e Tecnologia do seu programa, quando destacou a importância da educação básica; o papel do Estado no estabelecimento dos objetivos prioritários da pesquisa; a difusão do conhecimento de forma equilibrada pelo Brasil; a transferência de tecnologia como contrapartida de empresas estrangeiras que entram no mercado brasileiro. Dilma estabeleceu ainda algumas metas que norteiam sua proposta, dentre as quais, ampliar os investimentos em políticas de desenvolvimento tecnológico e inovação para 1,8% a 2% do PIB (atualmente esta porcentagem está em 1,34%, segundo a própria Dilma) e a formação de 220 mil mestres e doutores por ano (a candidata informou que hoje o Brasil forma 50 mil por ano). Sobre o último ponto, Dilma destacou que tal meta exige o investimento em bolsas de pesquisa e também o envio de estudantes pesquisadores para intercâmbios no exterior.

No início do debate, estudantes da própria UFRN levantaram cartazes e gritaram palavras de ordem cobrando professores no curso de Medicina. Raupp passou a palavra ao reitor da universidade, professor José Ivonildo do Rêgo, que afirmou que a pendência é de dois professores e que o processo de seleção está em curso. O reitor garantiu que até o reinício das aulas, em 9 de agosto, a questão estará resolvida.

De Natal, Luana Bonone, Diretora de Comunicação da ANPG.

 







Popularização da Ciência sempre foi uma bandeira levantada pela ANPG. Não por acaso este foi o tema do 1º Salão Nacional de Divulgação Científica ocorrido em 2009 na PUC-SP. Este ano o tema é “Integração Científica e Tecnológica na América Latina”, entretanto, a discussão da relação ciência-sociedade continua presente. O XII Encontro de Jovens Cientistas, atividade que a ANPG tradicionalmente realiza nas Reuniões Anuais da SBPC, agora é parte da programação do 2º Salão.

A Prof. da UFRGS , Wrana Panizzi, foi recebida calorosamente por cerca de 70 estudantes e pesquisadores, na escola de C& T da UFRN na manhã desta terça-feira. A professora fez um retrospecto da política nacional de C&T, pontuando que , atualmente,ela vem sendo desenvolvida de forma contínua e articulada. Não apenas com o aumento de investimentos financeiros mas também com uma equilibrada distribuição dos recursos entre as várias áreas do conhecimento. Para a vice-presidente do CNPq, os cientistas devem ser preservadores, mediadores e antecipadores, “é necessário preservar o conhecimento já produzido, mediar a relação entre ciência e sociedade e antecipar as descobertas. Acredito que só unindo razão e sensibilidade podemos fazer as coisas de forma adequada”, disse.

Prof Wrana Panizzi (CNPq), Elisangela Lizardo (ANPG) e prof. Ildeu de Castro Moreira (MCT). Foto: Vanessa Stropp

Popularização da Ciência é a especialidade do Prof. Ildeu de Castro Moreira, diretor do Departamento de Popularização e Difusão de C&T do Ministério da Ciência e Tecnologia. Sob sua coordenação acontece, anualmente, a Semana Nacional de C&T, quando diversas atividades visam aproximar a sociedade dos conhecimentos científicos. Dias de portas abertas em instituições de pesquisa e ensino; tendas da ciência em praças públicas; feiras de ciência e concurso são algumas das atividades promovidas durante a Semana.

Ildeu destacou para a platéia, majoritariamente composta por jovens, que a inquietação é característica comum aos cientistas, “manter vivo o seu lado criança é fundamental. Nossas perguntas não podem acabar”, finalizou.

De Natal, Eleonora Rigotti.

 

 

 

 

No fim da tarde de ontem,segunda-feira, 26, o Diretor de Cultura e Eventos Científicos da ANPG, Marcelo Ramos, esteve presente no Simpósio: Absorção e Mobilidade dos Doutores. Na ocasião, Eduardo Baumgratz Viotti (Columbia University) e Rosana Baeninger (UNICAMP) comentaram detalhes do livro Doutores 2010: estudos da demografia da base técnico-científica brasileira. O simpósio é parte da programação da 62ª Reunião Anual da SBPC .

O livro se dedica a aprofundar e divulgar conhecimentos sobre a formação, o emprego e as características demográficas dos doutores. Nele são apresentadas informações detalhadas e na sua maior parte originais sobre a formação de doutores titulados no Brasil no período 1996-2008 e sobre o emprego destes no ano de 2008. A essas informações foi adicionada uma análise demográfica que buscou situar essa população específica na dinâmica populacional brasileira mais ampla.

Para Marcelo, tão importante quanto possuir os dados em mãos, é interpretá-los. “Entender as razões e desdobramentos da concentração da formação de doutores em determinadas regiões do país e em determinadas classes sociais é uma tarefa que está posta a todos os interessados nos rumos da pós-graduação brasileira”, disse.

A expectativa dos autores é a de que esses registros possam vir a constituir-se em importante fonte de informações sobre carências do mercado de trabalho brasileiro.

De Natal, Eleonora Rigotti e Marcelo Ramos.

Confira nosso artigo sobre mapa-múndi






Os jovens premiados na Intel ISEF 2010 (International Science and Engineering Fair) também estiveram presentes no ato de abertura da 62ª Reunião Anual da SBPC, em Natal. O secretário geral da SBPC e mestre de cerimônias da solenidade, Aldo Malavasi, saudou os jovens pela presença e vitoriosa participação na feira.

William Lopes, autor do trabalho "Utilização do Fungo Aspergillus Niger no Tratamento de Esgotos II" e Karoline Elis Lopes Martins "Construindo um Sistema SODIS de Fluxo Contínuo com Garrafas PET Integrados ao Sistema de Tratamento de Água e Esgoto" foram premiados na categoria "Agente Secreto da Mudança: transformando o nosso mundo em um lugar melhor através de mudanças inovadoras".
William, de 20 anos é do Rio Grande do Sul e Karoline, de 18 , é estudante do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, de Belo Horizonte (MG).

 

A maior do mundo



O Brasil quebrou seu recorde de prêmios na Intel ISEF 2010, considerada a maior feira de ciência e engenharia do mundo para estudantes. O evento ocorreu nos Estados Unidos em maio deste ano.



Delegação brasileira na Intel ISEF 2010.



Os brasileiros competiram com outros 1500 estudantes e levaram 19 prêmios e duas menções honrosas, o que levou a delegação brasileira à 3ª posição. O evento contou com a participação de 50 nações de todo o mundo.

 

 

De Natal, Eleonora Rigotti.

 

 




Sou estudante, não abro mão. Quero Pré-Sal pra Educação!”. Aqueles que passaram pelos arredores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte(IFRN) na manhã desta segunda-feira certamente ouviram esse refrão. Ele era cantado por cerca de 300 estudantes que reuniram-se no ginásio do Instituto para o Ato de Abertura do 11º Encontro Nacional de Escolas Técnicas da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas(UBES).

 

 
Ato de Abertura do 11º ENET da UBES. Foto: Vanessa Stropp

O reitor do IFRN, Prof. Belchior de Oliveira Rocha, deu as boas-vindas aos participantes e ressaltou em sua fala um avanço conquistado pelos Institutos Federais que as Universidades ainda não possuem, em relação à autonomia. Sua observação se referiu à eliminação da lista tríplice para escolha do reitor dos Institutos, diferentemente das Universidades, onde é feita uma consulta aos estudantes, docentes e técnicos. A lista dos três mais votados é então enviada ao Presidente da República para nomeação. Não necessariamente o mais votado é o indicado a ocupar o cargo.

O orgulho que o IFRN sente em sediar uma atividade da UBES também foi nítida em sua fala.

 

 

 

Foto: Vanessa Stropp
Foto: Vanessa Stropp

Elisangela Lizardo, presidente da ANPG, também esteve presente. Única mulher a compor a mesa, além de saudar as estudantes presentes ela também usou sua fala para convocar os jovens estudantes secundaristas a tornarem-se jovens cientistas. “A UBES é a principal entidade do movimento estudantil. Ela se preocupa com a arte, com a cultura e com a ciência, está claramente comprometida com o futuro do país" destacou. Ao encerrar sua fala no Ato de Abertura do 11º ENET, Elisangela aproveitou para convidar os estudantes a participarem do 2º Salão Nacional de Divulgação Científica, realizado pela ANPG, em parceria com a UNE, a UBES e a Comissão Executiva Nacional do Programa de Educação Tutorial (CENAPET), "os cientistas devem estar comprometidos com o seu povo", disse.




Para Yann Evanovick, presidente da UBES, a julgar pelo Ato de Abertura o 11º ENET já é um sucesso, “os estudantes das escolas técnicas sabem a responsabilidade que têm na condução do futuro do país”, finalizou.

 

Mais sobre o 11º ENET da UBES.

Mais sobre o 2º Salão.

 De Natal, Eleonora Rigotti. 

 

Implantado em 2007 através do Decreto nº 6.096, de 24 de abril de 2007 , o Programa de Apoio ao Plano de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais – REUNI , foi o tema da mesa redonda da tarde desta segunda-feira,no Anfiteatro F, da Escola de C&T da Universidade Federal do Rio Grande do Norte(UFRN).

A mesa foi proposta pela ANPG e pela UNE e faz parte das atividades da 62ª Reunião Anual da SBPC e reuniu professores, estudantes e gestores de Educação em torno de exposições e discussões acerca do tema.

Gustavo Balduíno, Secretário – Executivo da ANDIFES, abriu a mesa com uma exposição sobre os detalhes do programa e sua evolução nesses três anos.



Prof Murilo Silva, Elisangela Lizardo, Prof. Edna, Augusto Chagas e Gustavo Balduíno. Foto: Vanessa Stropp


Representando o Ministério da Educação, o Prof. Murilo Silva de Camargo, Coordenador Geral de Expansão usou a Universidade Federal do ABC como exemplo da expansão ocorrida nas universidades federais desde a adesão ao REUNI. "A UFABC é um ótimo exemplo quando se fala de expansão através do REUNI não só pelo recorte das áreas do conhecimento dos cursos ali criados, mas também pela cultura acadêmica que foi implementada", destacou.

"Educação é direito, não é serviço!”

Embora garantida como direito na Constituição Federal de 1988, a Educação brasileira ainda está longe de ser o ideal desejado pelos estudantes.Elisangela Lizardo e Augusto Chagas deixaram claro em suas intervenções o reconhecimento pelos avanços na expansão da rede federal de ensino superior. Entretanto, Augusto colocou que a exclusão ainda é marca do ensino superior público no país. Por isso a necessidade de se colocar em prática políticas afirmativas, como as cotas nas Universidades. Para o presidente da UNE, novos desafios estão postos. Entre eles a disputa de opinião no interior da universidade, “muitos ainda acham que a Universidade Pública é para poucos. Essa opinião conservadora é forte e estamos prontos a combatê-la. A busca por uma universidade cada vez mais popular deve ser mantida”, disse.

Elisangela destacou uma bandeira histórica da ANPG, a ampliação não apenas do número de vagas nas universidades, mas também a ampliação da absorção dos mestres e doutores, tanto pelo setor do conhecimento, como pelo setor produtivo. “Reconhecemos os vários avanços recentes na área de C&T, contudo, esses avanços vieram suprir uma lacuna resultante de anos de estagnação. Ainda há muito que avançar”.



Foto: Vanessa Stropp


Relembrando que na última Conferência Nacional de Educação(Conae), uma das grandes preocupações levantadas foi a necessidade de articulação dos sistemas municipais, estaduais e federal de educação, ela encerrou sua fala dizendo que “ a universidade pública deve ser para todos que nela queiram estar. Defendo isso não só pela minha origem, mas pela minha maneira de observar a realidade".

Acompanhe a cobertura da 62ª Reunião anual da SBPC e do 2º Salão Nacional de Divulgação Científica, siga @salaonacional.

De Natal, Eleonora Rigotti.



Valor total do investimento deve chegar a 865 milhões de reais

O documento que autoriza o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Financiadora de Estudos e Projetos(Finep) a lançarem editais na área de Ciência e Tecnologia foi assinado pelos representantes das entidades, respectivamente, e também pelo presidente da SBPC, Marco Antonio Raupp e pelo Ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende.

O principal deles é o novo edital nacional de subvenção econômica, que vai destinar R$ 500 milhões para projetos de inovação desenvolvidos por empresas nas áreas estratégicas da Política de Desenvolvimento Produtivo e do Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação.

Em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Mobilização Empresarial para Inovação (Mei) também será disponibilizada uma chamada pública no valor de R$ 100 milhões para estruturação de núcleos de gestão de inovação nas empresas brasileiras.

O restante dos recursos é para pesquisas em universidades e instituições de ciência e tecnologia.

Os momentos difíceis ficaram para trás”

A frase é do Ministro de Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende. Ao referir-se ao valor dos editais, ele destacou que o montante é quase cinco vezes maior que o orçamento do Ministério em 2002 . Ele destacou os avanços não só na área de C&T, mas também na Educação, o que só foi possível, segundo o ministro, graças à valorização dessas áreas durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lula, inclusive, cobrou do ministro, em entrevistas concedidas no início do ano, que até o final de 2010 fossem investidos os R$ 41 bilhões que foram destinados para a área.

 

De Natal, Eleonora Rigotti.

  O Centro Universitário de Cultura e Arte da UNE – Cuca Natal-RN – terá uma programação especial durante a 62ª Reunião Anual da SBPC, que acontecerá de 25 a 30 de julho de 2010. No Centro de Biociências da UFRN – CB, o Cuca montará sua estrutura em parceria com a Associação Nacional de Pós-Graduandos – ANPG, e estará promovendo intervenções artísticas no decorrer do 2º Salão Nacional de Divulgação Científica, resignificando o espaço do CB, com ações que pretendem provocar uma reflexão acerca da relação da ciência com a arte e a cultura.

           Entre Mostras Científicas, Mesas Redondas e Conferências, indo além do seu espaço de concentração, os cuca-personagens intervirão com arte o vai-e-vem nos corredores do circuito praça cívica – campus. Fomentando a participação de todos, qualquer pessoa terá acesso à cola, papel e tesoura para fazer a sua própria interferência artística em todo o espaço que engloba o evento.

Na sua sala de emergência cultural, o Cuca apresentará ao público no dia 27, a instalação multimídia Halterofilismo Mental de Igor Lucena. Na quarta (28) teremos o ensaio fotográfico “Um olhar nostálgico sob a cidade do sol”, de Nathália Santana. E na quinta (29) entra em cena a exposição fotográfica Disperso Olhar, do jornalista Alexandre Santos, que irá poetizar o cotidiano potiguar.

De 26 a 30 a “SBPC Semana Boa para Produção de Charges: ciências do mar e sátiras do cartunista” será o registro gráfico das apresentações e discussões científicas, que proporcionará uma exposição final dos participantes no último dia, 30. As charges deverão ter seu processo produtivo baseado no contexto do 2ª Salão Nacional de Divulgação Científica.

Nos dias 28 e 29, o Cuca fará atividades de cunho didático, como a oficina Danças Populares Nordestinas (ciranda e coco) sob a orientação de Jordana Lucena, que acontecerá na Sala dos Epitélios ST – 1/Térreo do CB; e a oficina Construção Rítmica com Danúbio Gomes, coordenador do projeto de extensão Pau e Lata, na Sala dos Embriões ST – 2/Térreo do CB. As oficinas acontecerão no horário de 10h às 12h.

Destacamos no dia 29 o Lançamento da 7ª Bienal de Cultura, Ciência e Arte da UNE, às 13h30min no CB – Anfiteatro de Fisiologia, Sala 1 DFS-2º Andar. O tema será “Cordel Digital: imaginário popular em rede”.

Durante todo o momento do 2º Salão Nacional de Divulgação Científica o Cuca estará como a raiz artística do evento, proporcionando momentos de observação e participação da relação da arte com a ciência, fomentando uma erudição reflexiva. Aguardamos a participação de todos!

 

Fonte: CUCA da UNE.

 







A ANPG reproduz na íntegra a entrevista do secretário geral da SBPC, Aldo Malavasi, ao Diário de Natal. Nela, ele fala principalmente sobre o tema da reunião deste ano.

O tema desta 62ª Reunião Anual da SBPC é Ciências do Mar: herança para o futuro, que vem ao encontro da campanha da UNE, UBES e ANPG em defesa de que 50 % dos recursos do Fundo Social do Pré-Sal sejam destinados à Educação.

RN se afirma como polo de ciência
Andrielle Mendes //
[email protected] especial para o Diário de Natal

Para conhecer um pouco mais sobre o maior evento científico do país, o Diário de Natal entrevistou o secretário geral da SBPC, Aldo Malavasi. Ele conta a ideia de escolher Natal partiu dele. Na escolha, levou em consideração o fato de a cidade ser atraente e contar com uma universidade federal atuante no cenário nacional. Ele ressaltou o papel das pesquisas para o país e disse que o estado que investe em ciência e tecnologia se desenvolve mais rápido.

Já se conhecia o tema central da 62ª Reunião Anual da SBPC, quando Natal foi escolhida como sede? A escolha da cidade-sede e do tema central tem alguma relação?

Tudo é pensado junto. Eu lembro exatamente quando nós pensamos em Natal. Eu lembro até o dia e a hora. Veja que interessante. Estávamos em Tabatinga, no Oeste Amazônico, lá na fronteira com a Colômbia, quando vimos todas as dificuldades que estávamos enfrentando no Amazonas. Eu disse ‘olha pessoal, quem tem interesse em sediar o evento e tem uma estrutura fantástica é a UFRN. Eu vou ligar para Ivonildo (Ivonildo Rêgo, reitor da UFRN)’. Liguei na hora e disse ‘Ivonildo, porque você não faz uma reunião da SBPC ano que vem (2010)?’. Estávamos em março de 2009. Ele perguntou ‘tem candidatos? Eu disse: tem, mas estamos querendo Natal, porque a universidade tem uma estrutura boa’. Ele disse ‘eu vou falar com meu pessoal e te dou um retorno’. No dia seguinte, ele retornou e disse: ‘Aldo, vamos fazer’. De fato existe uma indução nossa na escolha da sede.Nós já sabemos as cidades que podem sediar o evento nos próximos dois anos. Mas o fato de existir uma universidade muito ativa no Rio Grande do Norte nos dava uma tranquilidade enorme. Então, quando nós decidimos fazer o evento aqui, começamos a pensar ‘o que interessa o Rio Grande do Norte?’. E aí conversando com o pessoal, surgiu o tema ‘o mar’. Então, vamos discutir o mar. Discutimos a ideia com a administração da UFRN e a SBPC e chegamos a este tema. Uma coisa que é rara e que não conseguíamos há muitos anos era realizar um concurso para confeccionar o cartaz da reunião. Esse cartaz foi feito aqui, através de um concurso. Aqui (na UFRN) as coisas acontecem de forma muito mais tranquila devido ao compromisso do pessoal. O pessoal é muito compromissado, o que dá muito tranquilidade.

O compromisso da UFRN lhe surpreendeu?

Não, não me surpreendeu. Eu já esperava. Por isso, nós já induzimos. Quando entrei em contato com Ivonildo, eu já sabia que o pessoal era muito dedicado. Agora eu digo uma coisa: está melhor do que eu esperava.

O senhor foi eleito secretário geral da SBPC em 2007. Que temas foram tratados nestes três anos?

Durante as Reuniões Anuais da SBPC, tentamos tratar os assuntos que mais afetam o Brasil na atualidade. Abordamos Ciência e Cultura em 2009, no Amazonas. Antes disso, tratamos da energia elétrica, em Campinas (SP). E este ano estamos tratando da questão do mar, que é uma questão, que para nós, ainda é muito relegada ao segundo plano. É muito difícil fazer pesquisa relacionada ao mar, em função das dificuldades operacionais. Algo que nos interessa muito é tentar desenvolver os estudos relacionados a este tema. Essa é uma diferença muito grande em relação às edições passadas, porque a questão da energia e a questão da Amazônia são muito estudadas no Brasil. Enquanto que a questão do mar não.

Qual o diferencial desta reunião em relação à anterior?

A última reunião foi realizada numa cidade (Manaus) que ficava muito isolada do ponto de vista do transporte. Para chegar ao Amazonas é muito difícil. As pessoas chegam lá ou de barco a partir de Belém ou de avião. A vantagem desta reunião é que Natal tem uma característica marcante, que é o apelo turístico. Por isso, nós estamos com mais de nove mil inscrições até o momento, o dobro de inscrições do ano passado. Com a realização da reunião em Natal, a gente está querendo que os participantes vejam ciência, mas também vejam a cidade. Este ano, temos o dobro de pessoas inscritas, o que é muito importante. Para mostrar um pouco mais da cidade, nós vamos fazer uma excursão com professores da universidade orientada por uma turismóloga. Mas não é só o turismo. Na verdade, os participantes da excursão vão entender o que são as dunas, a vida, a biodiversidade do ambiente que estão conhecendo. Um turismo orientado, com respeito ao meio ambiente e conhecendo a própria biodiversidade. Essas são características importantes desta reunião.

Como cientista e secretário geral da SBPC, o senhor deve ter tido oportunidade de conhecer várias regiões do país. Nasua avaliação, as pesquisas científicas tecnológicas ainda estão muito concentradas no eixo Rio-São Paulo?

Infelizmente, as pesquisas ainda estão muito concentradas no Sudeste. Só que o Nordeste, como um todo, oferece uma condição muito maior de você fazer pesquisa científica e tecnológica do que há duas décadas. E essa minha percepção é muito clara, porque eu próprio sou exemplo disso. Eu sou professor titular aposentado da Universidade de São Paulo (USP) e me mudei para o Nordeste. Por quê? Porque hoje há muito mais condições aqui. Têm muito mais transportes, mais comunicações. Hoje, a internet é rápida tanto aqui quanto em São Paulo. Não há uma diferença grande em relação a isso. Então, aquilo que assustava um pouco as pessoas, não existe mais. Cito um exemplo. A UFRN é líder na área das engenharias, na área da saúde no Brasil. As universidades federais de Campina Grande, Recife, Ceará são referências nacionais. Vários professores do sul e do Sudeste vieram para o Nordeste, atraídos pelas novas condições de pesquisa que surgiram. Hoje existe uma política brasileira de apoio às regiões menos aquinhoadas com recursos, como a região Norte e Nordeste. Antigamente a gente achava que o Nordeste tinha problemas ou poucos recursos. Hoje não. É a região Norte. Nós não estamos preocupados com o desenvolvimento do Nordeste. O Nordeste está numa linha de desenvolvimento tão grande que ninguém para mais. Agora não tem como parar. O desenvolvimento do Nordeste já é absolutamente sustentável. Então cada vez mais vai ter recursos no Nordeste. Quando você vai para o Norte, a situação está um pouco mais complicada. A região Norte ainda tem um segmento de pesquisa muito pequeno. Você tem poucos recursos lá. Então a nossa preocupação, e por isso fizemos uma reunião lá e faremos outra em Boa Vista, é tentar mostrar que a Amazônia precisa de mais pesquisas. Nós precisamos fazer pesquisas sobre a Amazônia dentro da Amazônia. Então, eu diria que essa concentração de pesquisas científicas e tecnológicas no Sudeste ainda existe, infelizmente, mas a situação muda a cada ano. Você percebe nitidamente que existe uma quantidade, uma massa crítica de pesquisadores, cada vez maior na região Nordeste, o que é o ideal.

Nos últimos anos, o Rio Grande do Norte deu alguns passos no que diz respeito à realização de pesquisas científicas e tecnológicas. Hoje, por exemplo, temos o Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra e o Instituto Internacional de Física. Com a implantação desses institutos, o RN entra na rota da ciência?

Na realidade, o RN já faz parte da rota. Outro dia saiu na Folha de São Paulo o número de doutores existentes no Brasil e a concentração por universidade. Em primeiro lugar, ficou a Universidade de São Paulo, a USP. Fiquei feliz porque no gráfico publicado na Folha, você vê que hoje a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) é a terceira mais produtiva do Nordeste. A primeira é a federal da Bahia. A segunda é a de Pernambuco e a terceira é a do RN. Então quando você pega esses índices de trabalhos e doutorados defendidos, vê que a UFRN cada vez mais se destaca, a ponto de aparecer num gráfico nacional. Isso é bastante significativo. Isso mostra que a UFRN está no caminho certo.

Na sua avaliação, qual o legado que a 62ª SBPC deixa para o estado? Qual o impacto de uma reunião como essa?

Eu acho que a interação dos estudantes desta universidade com mais de 300 pesquisadores de fora vai impactar de forma significativa as pesquisas que aqui são feitas.

 

Fonte: Diário de Natal.