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Confira aqui o conjunto de resoluções aprovadas no XXII CNPG

 

Leia a moção de solidariedade ao Iuperj

 

Leia a Moção de Apelo pela Reforma da Lei de Direitos Autorais

 

Há mais de dois meses os jovens cientistas brasileiros já se organizavam para o XXII Congresso Nacional de Pós-Graduandos. Plenárias nas universidades, reuniões e construções de APG’s já diziam qual seria o tamanho e o grau de mobilização política da atividade.

 

Na última sexta-feira (16), quem passou pelo Centro de Ciências da Saúde (CCS) da UFRJ pode perceber cerca de 600 pessoas (entre estudantes, professores e pesquisadores) que lá estavam, participando da programação do Congresso.

 

Presidentes de importantes instituições prestigiaram o evento, entre eles o presidente da FINEP, Luis Fernandes e o presidente da SBPC, Marco Antonio Raupp.Ildeu de Castro Moreira, do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Sandoval Carneiro Junior da CAPES e Ana Estela Haddad do Ministério da Saúde também foram presenças importantes.

 

 

Mesas-redonda

 

O XXII Congresso da ANPG teve início na sexta-feira, 16 de abril, com rico debate sobre o papel da residência médica e do mestrado profissional no desenvolvimento do Brasil. A mesa contou com a participação da Diretora de Gestão em Educação na saúde, do Ministério da Saúde, a professora Ana Stela Haddad e do Diretor de Saúde da ANPG, o mestrando em Saúde Coletiva da Unicamp, Luis Carlos Jr.  Em pauta, alguns problemas enfrentados pelos residentes e algumas propostas para o desenvolvimento nacional, como a ampliação da residência em saúde da família.

 

A mesa de abertura contou também com a participação de  Augusto Chagas, presidente da União nacional dos Estudantes (UNE) e Yann Evanovick, presidente da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES),que saudaram os presentes e reafirmaram a parceria entre as entidades, e a defesa de bandeiras comuns, como a reivindicação do investimento de 50% do Pré-Sal para a Educação.

 

Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional – Desafios na Construção de uma Política de Estado foi tema da mesa de sábado à tarde. Segundo Marcelo André, da APG-Química da Unicamp, não foi só a mobilização que avançou neste congresso: “no congresso passado, em Campinas, debatemos muito os direitos sociais dos pós-graduandos. Agora, no Rio de Janeiro,além de crescermos numericamente, demos um passo a frente e falamos em avançar na pós-graduação para transformar o Brasil. A absorção de jovens mestres e doutores pelo mercado é uma preocupação do movimento e esse encontro nos proporcionou aprofundar ainda mais nossas bandeiras”, comemorou o estudante.

 

 

Ato do Iuperj

 

A ANPG, em conjunto com o Fórum de Estudantes do Iuperj, promoveu um ato de apoio à instituição. Houve a leitura de uma carta dos estudantes e aprovação de uma moção na Plenária Final. É notória e preocupante a crise pela qual o Iuperj passa e o apoio da ANPG vem no sentido de resguardar esse importante centro de pesquisas do país.

 

Mostra Científica

 

De acordo com o Coordenador da II Mostra Científica, Marney Cruz, 258 trabalhos foram submetidos para análise, dos quais 120 foram aprovados e 108 apresentados na tarde de sexta-feira e manhã de sábado.

 

“As nossas expectativas foram superadas e muito nos orgulha contribuir e incentivar com a produção de qualidade na pesquisa do nosso país. A troca de conhecimentos é o principal objetivo da Mostra, por isso mantivemos o caráter interdisciplinar das apresentações. Espero que mais pós-graduandos se sintam incentivados a apresentarem seus trabalhos na próxima edição da Mostra”, declarou Marney.

 

Grupos de Discussão

 

Na tarde de sábado, 5 grupos simultâneos foram realizados: Estatuto da ANPG; Movimento Nacional de Pós-Graduandos – Avanços e Perspectivas; Direitos dos Pós-Graduandos – Contribuições para a Construção do nosso PL; A Reforma da Lei de Direitos Autorais (LDA) e os Impactos na Educação ; O papel do pós-graduando da saúde no desenvolvimento da ciência e tecnologia no Brasil. Nesses espaços os pós-graduandos puderam debater suas ideias e propostas acerca dos temas. As propostas consensuais e divergentes foram apresentadas e votadas na Plenária Final.

 

Para Fernanda Bustamante, presidente da APG da UFLA, “esses espaços de discussão são de fundamental importância para que os pós-graduandos se inteirem sobre os temas e estreitem os laços com a rede do movimento estudantil. Não só com a ANPG, mas também com outras APG’s. A mobilização na UFLA foi intensa, 20 delegados e 2 observadores, e não foi em vão”.

 

O GD de Saúde contou com a participação do professor Emerson Merhy, da Unicamp. Já o grupo que discutiu a Reforma da Lei dos Direitos Autorais teve a participação do professor Bruno Lewicki, da UERJ, do diretor de cultura da UNE e coordenador geral do CUCA Fellipe Redó. Deste último, além das contribuições dos estudantes presentes, houve também a produção de uma moção de apoio à reforma da Lei 9610/98 (LDA), aprovada na Plenária Final.

 

Plenária Final

 

Reunindo quase 500 pessoas em um auditório, a plenária final seguiu com as propostas projetadas em um telão. À medida que iam sendo lidas pela mesa, podiam ser acompanhadas pelo presentes, que apresentavam destaques e faziam suas defesas frente ao plenário, que votava nas propostas.

 

Duas mudanças em relação ao estatuto da ANPG foram aprovadas: ampliação da diretoria de 20 para 31 membros e duração do mandato de 18 a 24 meses – antes era de 12 a 18 meses. Após a aprovação das moções, leitura e votação das propostas, houve a eleição da diretoria da ANPG.

 

Eleita para um mandato de até 2 anos, a chapa única foi encabeçada pela mestranda em Educação, Elisangela Lizardo, da PUC-SP. Reafirmando o compromisso da entidade na defesa de um Brasil soberano, no reconhecimento da Ciência e Tecnologia como setores estratégicos para o país e na defesa dos direitos dos pós-graduandos, Elisangela recebeu a aclamação do Plenário, lotado, ao lado de Hugo Valadares, agora ex-presidente da ANPG.

 

A Plenária Final também aprovou o envio de uma carta ao Ministro Fernando Haddad, na qual a ANPG cobra respostas acerca da última reunião realizada no dia 07 de abril.

 

Fábio Fernandes, da pós-graduação em Engenharia Mecânica e Ensino de Ciências pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), demonstrou seu entusiasmo durante a plenária: “está realmente emocionante. É o primeiro Congresso da ANPG que participo e estou surpreso com o grau de participação e comprometimento das pessoas. Apesar do credenciamento demorado, a Plenária está compensando a nossa vinda de tão longe.”

 

O XXII Congresso demonstrou a capilaridade e o grau de mobilização e politização dos pós-graduandos brasileiros, conduzidos pela gestão de Hugo Valadares à frente da entidade. Novos desafios se apresentam e a nova gestão parece ter tudo para avançar ainda mais na consolidação desse movimento.

 

Por Eleonora Rigotti, de São Paulo.

 

Propostas sobre a conjuntura nacional e internacional:

* Construção de um projeto nacional de desenvolvimento que amplie a democracia e diminua as desigualdades sociais e regionais e fortaleça as instituições estatais numa perspectiva contrária ao neoliberalismo;

* Por uma nova política macroeconômica: redução dos juros, introdução de mecanismos de controle do câmbio, visando ao aumento da competitividade do setor produtivo nacional;

* Defesa da paz! Implementação imediata dos dispositivos de desarmamento nuclear contidos no Tratado de Não-Proliferação (TNP);

* Defesa da autodeterminação dos povos;

* Fim da ocupação militar no Iraque;

* A Amazônia é nossa! Defesa da soberania brasileira sobre essa região estratégica, com ênfase na ocupação científica da Amazônia; contra a intervenção militar norte-americana na Colômbia e as provocações militares em regiões fronteiriças com o Brasil;

* Fortalecimento da integração econômica, social e cultural solidaria da America Latina,

* Denúncia do último reduto do colonialismo na América do Sul: fora Inglaterra das Malvinas!

* Fortalecimento dos organismos multilaterais e, sobretudo, daqueles que visam à preservação do meio-ambiente, à regulação do comércio e à redução das desigualdades sociais;

* Apoio às manifestações contra a globalização neoliberal;

* Ativa participação no calendário da Coordenação dos Movimentos Sociais;

* Preservação do meio-ambiente e uso racional dos recursos naturais; punição exemplar aos poluidores e aos que promovem desmatamentos ilegais; migração dos investimentos em energia para as fontes mais limpas e renováveis; Contra a tendência de flexibilização das normas de proteção ambiental tanto em nível federal com as afrontas ao código florestal quanto no âmbito dos estados e municípios.

* Apoio às iniciativas e campanhas visando à democratização dos meios de comunicação;

* Apoio às reformas agrária e urbana;

* Realização de uma reforma tributária progressiva, que taxe as grandes fortunas e não o consumo, e garanta o princípio segundo o qual quem tem mais deve pagar proporcionalmente mais;

* Continuidade da implementação de políticas públicas contra os preconceitos de raça/etnia, gênero, religião e orientação sexual;

* Redução da jornada de trabalho para 40 horas sem redução de salário!

* Não aceitamos pagar pela crise!

* Todo o petróleo para a nação! Apoio ao projeto da FUP: Monopólio do Petróleo para a Petrobras 100% Estatal!

* Pela intensificação da solidariedade do povo brasileiro ao Haiti. O governo brasileiro e os demais governos progressistas da América Latina devem exigir que os Organismos Internacionais financiem a reconstrução e o desenvolvimento econômico e social do país, permitindo a gradativa retirada das tropas da ONU. Perdão da dívida externa e participação da Jornada Internacional de apoio e solidariedade ao povo haitiano no dia 1 de junho de 2010.

* Atualização dos índices de produtividade da terra! Reforma Agrária já!

* Fim das bases militares na Colômbia e da Quarta Frota no litoral do Brasil!

* Abertura imediata dos arquivos da ditadura militar! Pela constituição da Comissão Verdade já!  Punição dos assassinos e torturadores!

*Pela unificação na luta contra a privatização do serviço público.

* Contra a tendência de flexibilização das normas de proteção ambiental, tanto em nível federal com as afrontas ao código florestal, quanto no âmbito dos estados e municípios.

* Reestatização da Vale e da Petrobras.

 

Educação

* Desenvolvimento do Sinaes e aumento do rigor na avaliação da educação superior, com punições exemplares às instituições privadas de baixa qualidade;

* Criação de um sistema de avaliação para a pós-graduacao lato sensu

* Padronizacao das nomenclaturas e conteúdos mínimos para os cursos Lato sensu

* Gratuidade da pós-graduacao latu sensu nas IES públicas.

* Reserva de 50% das vagas em instituições públicas para estudantes oriundos de escolas públicas;

* Apoio ao Prouni;

* Adoção de metas de crescimento quantitativo e qualitativo para todas as áreas de conhecimento.

 

Financiamento

* Criação de marco legal que garanta a continuidade da expansão e ampliação das vagas nas Universidades Federais. Cobrança nas metas de expansão e ampliação das vagas com garantia de qualidade e como política de estado e não de governo;

* Garantia de recursos adequados aos projetos de reestruturação aprovados nos órgãos colegiados das universidades;

* Retirada da meta de 90% de aprovação incluída no Reuni;

* Contra a utilização da bolsa tutor como maneira de utilizar estudantes de pós-graduação em substituição aos docentes;

* Apoio a projetos de reestruturação que sintonizem a vocação da universidade com as demandas regionais;

* Flexibilização dos projetos de reestruturação para que cursos de diferentes áreas operacionalizem de forma diferente a relação entre formação profissional e propedêutica.

* Ampliação dos investimentos públicos nas instituições de ensino superior; aumento gradativo das verbas para as universidades federais em 10% todos os anos (em valores presentes), até que quintupliquem de tamanho;

* Fim dos cortes e contingenciamentos de recursos destinados à educação e à C&T;

* Criação de marco legal que garanta a continuidade da expansão e ampliação das vagas nas Universidades Federais. Cobrança nas metas de expansão e ampliação das vagas com garantia de qualidade e como política de estado e não de governo.

* Engajamento da ANPG na campanha pelos 50% do Fundo Social do Pré-Sal para a educação, a ciência e a tecnologia.

 

Autonomia universitária

* Estruturação de novo modelo jurídico capaz de garantir maior autonomia técnica, patrimonial, pedagógica, administrativa e de gestão, principalmente financeira para as universidades e institutos de pesquisa federais;

* Realização de eleições diretas para todos os cargos da administração das instituições de ensino superior;

* Democratização da gestão nas IES.

* Realização de campanha contra a desnacionalização da educação

 

Plano Nacional de Pós-graduação

* Tratamento da pós-graduação como política de Estado, através da obrigatoriedade de aprovação e cumprimento dos Planos Nacionais de Pós-Graduação, tal como estabelece o Art 6º do PL 7200/06;

* Participação da ANPG na comissão responsável pela elaboração do Plano Nacional de Pós-Graduação 2011-2020;

 

PAPG – Ifes

* Apoio à expansão e interiorização dos cursos de pós-graduação; implementação imediata do PAPG-Ifes;

 

Mestrado Profissionalizante

 

* Distinção clara entre mestrados profissionais, voltados à inovação e ao desenvolvimento tecnológico, e especializações, voltadas à formação técnica em determinada subárea de atuação profissional, preparando profissionais para o uso de tecnologias já existentes;

* Mestrado profissional restrito às áreas e casos justificáveis (há áreas onde não há necessidade de distinção entre o perfil acadêmico e o profissional); definição de critérios claros e rigorosos para abertura e avaliação de mestrados profissionais;

* Percentual mínimo de 75% de doutores no corpo acadêmico dos mestrados profissionais;

* Retirada da “revisão bibliográfica” como produto aceitável do mestrado profissional;

* Estímulo à criação de novos mestrados profissionais a partir do incremento da densidade de pesquisa de boas especializações já existentes;

* Gratuidade dos mestrados profissionais, no caso das instituições públicas;

* Contra a proposta de “doutorados profissionais”;

 

Avaliação Institucional

* Participação de representantes discentes, indicados pela ANPG, nos comitês de avaliação de área;

* Contra o uso da sistemática de avaliação da Capes para forçar os programas a comprimirem de forma artificial o tempo de titulação de seus bolsistas;

* Contra o sistema pass/fail; atribuição de pelo menos três conceitos de avaliação às dissertações e teses;

* Reconhecimento, na avaliação da CAPES, das atividades de extensão com grande relevância social como critério complementar de pontuação;

* Reconhecimento, na avaliação da CAPES, do registro de patentes como critério complementar de pontuação, considerando a relevância social das invenções e evitando que esse critério seja usado para ranqueamento de instituições, o que estimularia a prática de registrar qualquer coisa, perdendo-se de vista a qualidade e a relevância daquilo que está sendo patenteado;

* Maior clareza nos critérios utilizados para elaborar os  Qualis;

* Continuidade da rediscussão do valor do livro nas diferentes áreas do conhecimento, ainda insuficientemente valorizados pela CAPES;

* Apoio à criação do qualis anais de congressos;

* Contra critérios que prejudiquem programas por reprovarem teses que não trazem contribuição original à área.

 

Ciência, tecnologia e sociedade

* Articulação da política de C&T com outras políticas setoriais – em particular a industrial – para fortalecer o desenvolvimento sócio-econômico e redefinir a posição do país na divisão internacional do trabalho e do conhecimento;

* Linhas de pesquisa das universidades públicas voltadas ao interesse público e coletivo;

* Não às limitações à realização de pesquisas na área de tecnologias sensíveis, como a nuclear, cujo desenvolvimento nos países do chamado “3º mundo” encontra-se cada vez mais sujeito a restrições, inibindo o desenvolvimento de setores inteiros da indústria nacional;

* Participação da ANPG na recém-fundada Frente Plurissetorial em Defesa da C&T;

* Fortalecimento das fundações estaduais de amparo à pesquisa, com cumprimento dos percentuais a elas destinados;

* Ampliação dos programas e linhas do BNDES voltados à inovação; mais recursos de subvenção econômica nas prioridades setoriais da política industrial, nas atividades de P&D de pequenas e médias empresas e na equalização das taxas de juros;

* Debate e aprovação de legislações estaduais que reflitam os princípios e fundamentos jurídicos da Lei de Inovação;

* Contra a aplicação dos recursos dos Fundos Setoriais em compra de equipamentos e tecnologia e/ou em atividades de baixo teor tecnológico, como serviços de engenharia e assistência técnica;

* Envolvimento, no processo de financiamento da inovação, de outras agências e bancos públicos para além da Finep e do BNDES (Banco do Brasil, CEF, bancos regionais, etc);

* Legislação para estimular o investimento de risco; criação de fundos de Venture Capital; criação de fundos para apoiar empresas de base tecnológica (EBTs) nascentes (fundos-semente);

* Mais incubadoras e arranjos produtivos locais (APLs) para desenvolver a inovação em pequenas e médias empresas;

* ampliação do conteúdo generalista dos programas de formação corporativa (in company);

* Investimento em tecnologias que permitam o acesso ao conhecimento, visando à geração de emprego e renda;

* Democratização ampla das instâncias de decisão em C&T; maior representação, no Conselho Nacional de Ciência & Tecnologia (CCT), da comunidade científica, dos trabalhadores, dos movimentos sociais e dos empresários ligados à C&T;

* Priorização dos investimentos em tecnologias menos poluentes ou que consomem menos recursos naturais;

* Defesa do Estado laico; contra a intromissão de princípios religiosos na prática científica e nas políticas públicas;

* Estabelecimento da obrigatoriedade de publicação de ementas e demais materiais didáticos on line, para livre acesso por qualquer internauta, reforçando o caráter público do conhecimento acadêmico;

* Apoio à ampliação do Portal de Periódicos da Capes; continuidade da política de tornar on-line os periódicos; implementação de políticas que tornem cada vez mais os periódicos, inclusive os estrangeiros, de consulta livre, sem custo, para os pesquisadores brasileiros; implementação de uma política que induza à ampliação dos periódicos nacionais indexados;

* Maior utilização das pesquisas pós-graduadas na elaboração de políticas públicas;

* Maior integração científico-tecnológica e cultural entre os países da América Latina;

 

Conferencia Nacional de C&T

* Defesa de uma política nacional de C&T como assunto de Estado e não apenas de Governo, com permanência e sólidos alicerces na sociedade;

* Participação dos pós-graduandos nos debates da 4º Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação.

 

Direitos dos pós-graduandos

* Implementação de licença-maternidade e paternidade para TODOS OS PÓS-GRADUANDOS; implementação em todas as agências de auxílio-maternidade e concessão de adiamento de prazo para as parturientes;

* Implementação imediata de políticas previdenciárias para os pós-graduandos; contagem do período da bolsa como tempo de trabalho para fins de aposentadoria, sem que haja descontos na bolsa para fins de contribuição previdenciária;

* Não à obrigatoriedade dos estágios em docência;

* Implementação de modalidades opcionais de estágio em docência, nas quais o estagiário complemente e auxilie o docente em suas atividades, sem jamais substituí-lo; acompanhamento dos estágios docência dos bolsistas pelo orientador,

* Melhoria das condições de segurança para os pós-graduandos nos laboratórios de pesquisa e maior rigor no controle do descarte de resíduos perigosos.

* Contra a cobrança de mensalidades e taxas de qualquer natureza nas universidades públicas;

* Discussão, elaboração e implementação de uma norma ética nacional que estabeleça os limites dos programas nas exigências que são feitas aos estudantes de pós-graduação, evitando que sejam utilizados como mão-de-obra barata;

* Denúncia dos casos de assédio moral na relação orientador-orientando.

 

Política de emprego para recém mestres e doutores

* Ampliação do financiamento pelos editais universais do CNPq, em particular para jovens talentos e grupos emergentes;

* Adoção de medidas de estímulo à capacidade institucional de absorção de jovens doutores; ampliação do valor das bolsas e do número de beneficiados pelos programas de fixação de doutores Profix (Programa de Fixação de Recém-Doutores/CNPq) e Prodoc (Programa de Absorção Temporária de Doutores/Capes); convênio Capes/CNPq para o aproveitamento, em programas de pesquisa nas universidades, dos jovens doutores não aprovados nos últimos editais Profix e Prodoc por falta de vagas;

* Regulamentação criteriosa do ensino à distância, de maneira a garantir o emprego de titulados como docentes efetivos;

* Implementação de planos de carreira que impeçam demissões arbitrárias nas particulares;

* Mais bolsas de produtividade em pesquisa para recém-doutores;

* Criação de indicadores atualizados que permitam conhecer o destino profissional de egressos da pós-graduação, bem como compreender as motivações, incentivos e barreiras ao emprego de pós-graduados em empresas;

* Fortalecimento do Programa Primeiros Projetos (PPP) para jovens pesquisadores;

 

Sistema de bolsas

* Reajuste imediato das bolsas de mestrado e doutorado (30%) e residentes (60%)

* Reajustes anuais para as bolsas de pesquisa e residência

* Aprovação imediata do Projeto de Lei dos Pós-Graduandos, que prevê uma política permanente de valorização e ampliação do sistema de formação de recursos humanos e preenche o vazio legal ocasionado pela extinção do Decreto 2370/97 (que desvinculou o valor das bolsas do salário dos docentes universitários);

* Implementação das recomendações do PNPG sobre valorização e reposição gradual da defasagem no valor das bolsas de formação; realização de novo reajuste das bolsas ainda em 2010;

* Isonomia nos valores das bolsas e taxas pagas pelas diversas agências;

* Expansão imediata do número de bolsas Capes e CNPq, buscando sua universalização; maior equilíbrio na concessão de bolsas por região;

* Aumento do número de bolsas de formação no exterior; mais programas de cooperação internacional, com destaque para as nações emergentes, países ibero-americanos e de língua portuguesa;

* Pagamento das bolsas Capes diretamente aos bolsistas, como é feito pelo CNPq;

* Retorno do auxílio tese para os bolsistas Capes e CNPq;

* Critérios transparentes na concessão de bolsas, sob a supervisão de representantes discentes eleitos;

* Elaboração de critérios mais qualitativos, por parte das agências, para os relatórios de bolsas (professores e alunos);

* Pagamento das taxas escolares e de bancada aos bolsistas Capes e CNPq; taxas de bancada também para bolsas parciais;

* Rediscussão da obrigatoriedade de assinatura do termo de compromisso que impede os bolsistas de trabalharem, pelo menos até que os valores das bolsas sejam recuperados;

* Vagas para todos os filhos de pós-graduandos nas creches das universidades!

* Retorno do Auxílio Tese e implementação da 13º bolsa.

* Meia-passagem intermunicipal para os pós-graduandos em todo o país.

* Em defesa dos diplomas!

 

C&T e Políticas de Saúde

* Defesa da saúde integral como direito de todos e dever do Estado tal como previsão constitucional;

* Imediata regulamentação da Emenda Constitucional 29;

* Contra a Desvinculação de Recursos da União (DRU) nas políticas sociais. Por um financiamento garantido e suficiente para a saúde pública;

* Aprofundamento no estudo dos impactos da Lei de Responsabilidade Fiscal e da atual estrutura tributária brasileira na implementação das políticas de saúde;

* Defesa de um sistema tributário progressivo que priorize o financiamento da seguridade social. Contra a Proposta de Reforma Tributária (PEC 233) em tramitação no Congresso Nacional;

* Defesa da formação em saúde através das pós-graduações de acordo com as necessidades sociais e em consonância com a efetiva implementação do SUS;

* Defesa da residência médica e das residências multiprofissionais em saúde como melhores maneiras de formar profissionais qualificados na área;

* Repúdio ao uso de residentes e demais pós-graduandos como “mão-de-obra barata”; combate ao trabalho não-remunerado ou mal-remunerado sob a forma de estágio/especialização;

* Adequação da formação em saúde às reais necessidades da população, com problematização dos determinantes sociais da saúde, em especial a questão do trabalho.

* Redução da jornada de trabalho sem redução de salários;

* Discutir a revogação da portaria no 1077 de 12 de novembro de 2009 que alterou a composição da Comissão Nacional de Residências Multiprofissionais em Saúde. Defesa da realização do IV Seminário Nacional das Residências Multiprofissionais em Saúde com a participação dos atores envolvidos no debate;

* Rever os critérios de avaliação da CAPES para compatibilizá-los com as reformas curriculares na área da saúde;

* Incentivo à participação efetiva dos pós-graduandos e das APGs nos espaços de controle social da saúde (conselhos e conferências);

* Contra a criação de fundações estatais de direito privado para os hospitais universitários (PLP 92/2007);

* Apoio ao movimento antimanicomial; defesa da real efetivação da reforma psiquiátrica; contra a psiquiatrização dos problemas sociais;

* Contra pesquisas que promovam a eugenia e a medicalização dos problemas sociais, beneficiando somente à indústria farmacêutica, através do mapeamento cerebral e da subsequente psiquiatrização dos infratores;

* Defesa das pesquisas com células-tronco, inclusive embrionárias, considerando seu potencial benefício à saúde humana;

* Defesa do direito de escolha da mulher em relação à interrupção voluntária da gravidez e da realização desse procedimento pelo SUS;

* Repúdio à indicação de representantes das empresas de biotecnologia como “representantes da sociedade civil” para órgãos públicos que regulam questões de interesse público tais como a dos transgênicos;

* Estímulo à patente das pesquisas brasileiras na área da saúde buscando a efetiva soberania nacional no desenvolvimento da ciência.

* Defesa incondicional da responsabilidade direta do Estado brasileiro pela gestão dos serviços públicos de saúde. Contra as Organizações Sociais (OSs) e Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPs) enquanto entidades gestoras de serviços do SUS.

*QUE A ANPG CONSTRUA ATÉ ABRIL DE 2011 SEMINÁRIO NACIONAL COM O INTUITO DE DISCUTIR AS ORGANIZAÇÕES SOCIAIS, OS’s.

 

Movimento nacional de pós-graduandos

 * Autonomia e independência da ANPG face a governos, partidos e empresas;

* Realização, durante a próxima gestão, de pelo menos dois Conaps e de uma ampla campanha de formação de APGs;

* Realização da II Caravana dos Pós-Graduandos pela Aprovação do PL 2.315/2003 (PL dos pós-graduandos);

* Promoção do II Salão Nacional de Divulgação Científica;

* Maior integração entre as APGs e a ANPG;

* Integração permanente com a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) 

* Maior divulgação da Cartilha da ANPG de construções de APGs.

* Liberdade de organização estudantil, com garantia de espaço físico para as entidades; proibição expressa de punições e perseguições aos líderes estudantis, em particular em instituições militares, confessionais e particulares;

* Maior espaço para o movimento de pós-graduandos em conselhos de órgãos de fomento estaduais;

* Maior divulgação e coletivização do debate sobre a participação da ANPG nos conselhos onde tem assento, bem como no processo recém-instituído de indicação, pela entidade, de nomes para o Conselho Nacional de Educação;

* Ampliação do Conselho Deliberativo (CD) do CNPq, em particular para jovens talentos e grupos emergentes;

* Adoção de medidas de estímulo à capacidade institucional de absorção de jovens doutores; ampliação do valor das bolsas e do número de beneficiados pelos programas de fixação de doutores Profix (Programa de Fixação de Recém-Doutores/CNPq) e Prodoc (Programa de Absorção Temporária de Doutores/Capes); convênio Capes/CNPq para o aproveitamento, em programas de pesquisa nas universidades, dos jovens doutores não aprovados nos últimos editais Profix e Prodoc por falta de vagas;

* Regulamentação criteriosa do ensino à distância, de maneira a garantir o emprego de titulados como docentes efetivos;

* Implementação de planos de carreira que impeçam demissões arbitrárias nas particulares;

* Mais bolsas de produtividade em pesquisa para recém-doutores;

* Criação de indicadores atualizados que permitam conhecer o destino profissional de egressos da pós-graduação, bem como compreender as motivações, incentivos e barreiras ao emprego de pós-graduados em empresas;

* Fortalecimento do Programa Primeiros Projetos (PPP) para jovens pesquisadores;

 

Sistema de bolsas

* Reajuste imediato das bolsas de mestrado e doutorado (30%) e residentes (60%)

* Reajustes anuais para as bolsas de pesquisa e residência

* Aprovação imediata do Projeto de Lei dos Pós-Graduandos, que prevê uma política permanente de valorização e ampliação do sistema de formação de recursos humanos e preenche o vazio legal ocasionado pela extinção do Decreto 2370/97 (que desvinculou o valor das bolsas do salário dos docentes universitários);

* Implementação das recomendações do PNPG sobre valorização e reposição gradual da defasagem no valor das bolsas de formação; realização de novo reajuste das bolsas ainda em 2010;

* Isonomia nos valores das bolsas e taxas pagas pelas diversas agências;

* Expansão imediata do número de bolsas Capes e CNPq, buscando sua universalização; maior equilíbrio na concessão de bolsas por região;

* Aumento do número de bolsas de formação no exterior; mais programas de cooperação internacional, com destaque para as nações emergentes, países ibero-americanos e de língua portuguesa;

* Pagamento das bolsas Capes diretamente aos bolsistas, como é feito pelo CNPq;

* Retorno do auxílio tese para os bolsistas Capes e CNPq;

* Critérios transparentes na concessão de bolsas, sob a supervisão de representantes discentes eleitos;

* Elaboração de critérios mais qualitativos, por parte das agências, para os relatórios de bolsas (professores e alunos);

* Pagamento das taxas escolares e de bancada aos bolsistas Capes e CNPq; taxas de bancada também para bolsas parciais;

* Rediscussão da obrigatoriedade de assinatura do termo de compromisso que impede os bolsistas de trabalharem, pelo menos até que os valores das bolsas sejam recuperados;

* Vagas para todos os filhos de pós-graduandos nas creches das universidades!

* Retorno do Auxílio Tese e implementação da 13º bolsa.

* Meia-passagem intermunicipal para os pós-graduandos em todo o país.

* Em defesa dos diplomas!

 

C&T e Políticas de Saúde

* Defesa da saúde integral como direito de todos e dever do Estado tal como previsão constitucional;

* Imediata regulamentação da Emenda Constitucional 29;

* Contra a Desvinculação de Recursos da União (DRU) nas políticas sociais. Por um financiamento garantido e suficiente para a saúde pública;

* Aprofundamento no estudo dos impactos da Lei de Responsabilidade Fiscal e da atual estrutura tributária brasileira na implementação das políticas de saúde;

* Defesa de um sistema tributário progressivo que priorize o financiamento da seguridade social. Contra a Proposta de Reforma Tributária (PEC 233) em tramitação no Congresso Nacional;

* Defesa da formação em saúde através das pós-graduações de acordo com as necessidades sociais e em consonância com a efetiva implementação do SUS;

* Defesa da residência médica e das residências multiprofissionais em saúde como melhores maneiras de formar profissionais qualificados na área;

* Repúdio ao uso de residentes e demais pós-graduandos como “mão-de-obra barata”; combate ao trabalho não-remunerado ou mal-remunerado sob a forma de estágio/especialização;

* Adequação da formação em saúde às reais necessidades da população, com problematização dos determinantes sociais da saúde, em especial a questão do trabalho.

* Redução da jornada de trabalho sem redução de salários;

* Discutir a revogação da portaria no 1077 de 12 de novembro de 2009 que alterou a composição da Comissão Nacional de Residências Multiprofissionais em Saúde. Defesa da realização do IV Seminário Nacional das Residências Multiprofissionais em Saúde com a participação dos atores envolvidos no debate;

* Rever os critérios de avaliação da CAPES para compatibilizá-los com as reformas curriculares na área da saúde;

* Incentivo à participação efetiva dos pós-graduandos e das APGs nos espaços de controle social da saúde (conselhos e conferências);

* Contra a criação de fundações estatais de direito privado para os hospitais universitários (PLP 92/2007);

* Apoio ao movimento antimanicomial; defesa da real efetivação da reforma psiquiátrica; contra a psiquiatrização dos problemas sociais;

* Contra pesquisas que promovam a eugenia e a medicalização dos problemas sociais, beneficiando somente à indústria farmacêutica, através do mapeamento cerebral e da subsequente psiquiatrização dos infratores;

* Defesa das pesquisas com células-tronco, inclusive embrionárias, considerando seu potencial benefício à saúde humana;

* Defesa do direito de escolha da mulher em relação à interrupção voluntária da gravidez e da realização desse procedimento pelo SUS;

* Repúdio à indicação de representantes das empresas de biotecnologia como “representantes da sociedade civil” para órgãos públicos que regulam questões de interesse público tais como a dos transgênicos;

* Estímulo à patente das pesquisas brasileiras na área da saúde buscando a efetiva soberania nacional no desenvolvimento da ciência.

* Defesa incondicional da responsabilidade direta do Estado brasileiro pela gestão dos serviços públicos de saúde. Contra as Organizações Sociais (OSs) e Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPs) enquanto entidades gestoras de serviços do SUS.

*QUE A ANPG CONSTRUA ATÉ ABRIL DE 2011 SEMINÁRIO NACIONAL COM O INTUITO DE DISCUTIR AS ORGANIZAÇÕES SOCIAIS, OS’s.

 

Movimento nacional de pós-graduandos

* Autonomia e independência da ANPG face a governos, partidos e empresas;

* Realização, durante a próxima gestão, de pelo menos dois Conaps e de uma ampla campanha de formação de APGs;

* Realização da II Caravana dos Pós-Graduandos pela Aprovação do PL 2.315/2003 (PL dos pós-graduandos);

* Promoção do II Salão Nacional de Divulgação Científica;

* Maior integração entre as APGs e a ANPG;

* Integração permanente com a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS);

* Maior divulgação da Cartilha da ANPG de construções de APGs.

* Liberdade de organização estudantil, com garantia de espaço físico para as entidades; proibição expressa de punições e perseguições aos líderes estudantis, em particular em instituições militares, confessionais e particulares;

* Maior espaço para o movimento de pós-graduandos em conselhos de órgãos de fomento estaduais;

* Maior divulgação e coletivização do debate sobre a participação da ANPG nos conselhos onde tem assento, bem como no processo recém-instituído de indicação, pela entidade, de nomes para o Conselho Nacional de Educação;

* Ampliação do Conselho Deliberativo (CD) do CNPq, com participação de todas as regiões do país e de representante dos estudantes de pós-graduação;

 

Continua…

 Moção

 

O Congresso Nacional de Pós-Graduandos e as entidades estudantis abaixo assinadas expressam sua solidariedade e preocupação com o futuro do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro, IUPERJ. Como é sabido, esta instituição atravessa grande dificuldade em função da crise vivida por sua mantenedora, a Universidade Cândido Mendes, e corre o risco de em um futuro próximo ter suas portas fechadas, o que acarretaria a interrupção abrupta de dois programas de pós-graduação líderes em suas áreas nas avaliações da Capes e a desestruturação de um conjunto valioso de pesquisas em curso.

 

A defesa da continuidade do IUPERJ faz-se com base em sua história e em seu futuro. Esta instituição cumpriu um papel determinante na estruturação da pós-graduação em Ciências Sociais no Brasil, formou inúmeros mestres e doutores, levou adiante projetos de pesquisa que se tornaram referência no debate acadêmico. Além disso, é notória a preocupação do IUPERJ com sua inserção na esfera pública, fazendo da produção do conhecimento um instrumento legítimo de fortalecimento da democracia e de animação da vida pública no país. Mas não é só por sua história, que já perfaz 40 anos de atividades, que o IUPERJ deve continuar existindo, é essencialmente por suas perspectivas, pela continuidade dos projetos que animam seus estudantes e professores, pela atualidade e imprescindibilidade da pesquisa em ciências sociais no Brasil.

 

Desta forma, manifestamos nossa solidariedade aos estudantes, professores e funcionários do IUPERJ, que lutam por manter suas portas abertas. Reivindicamos também do poder público e dos órgãos responsáveis pelo sistema de ciência e tecnologia do país uma solução que permita a continuidade deste importante Instituto.

 

Associação Nacional de Pós-Graduandos

 

Rio de Janeiro, 18 de abril de 2010.

Os delegados presentes ao XXII Congresso da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) ,realizado entre os dias 15  e 18 de abril de 2010, na cidade do Rio de Janeiro, vêm a público manifestar seu apoio a uma real reforma da Lei de Direitos Autorais (9610/98) em vigor no país.

Esta lei está caracterizada por um descompasso com a realidade. Entre outras razões, por não conter nenhum dispositivo que contemple as novas possibilidades surgidas com as inovações tecnológicas e com o uso cada vez mais expandido e cotidiano da internet. No campo da educação está entre as normas mais rígidas do mundo e apresenta restrições ao pleno desenvolvimento dos processos educativos.

Na busca por garantir o acesso pleno ao conhecimento, a democratização da cultura no país e um real equilíbrio entre o direito do autor e o interesse público, os delegados entendem que a proposta de reforma da atual legislação (em breve em fase de Consulta Pública) deve contemplar:

·        os novos usos de obras possibilitados pelas novas tecnologias;

·        a permissão plena do uso das obras para fins educacionais e científicos;

·        a reprodução das obras para fins de proteção do patrimônio cultural;

·        mecanismos que garantam a expansão do acervo em domínio público;

·         garantias reais de proteção aos autores, na sua relação com os intermediários culturais.

 

Por essas e outras razões, os delegados presentes ao XXII Congresso Nacional de Pós-Graduandos, apelam pela reforma da Lei dos Direitos Autorais, em nome da garantia da difusão do conhecimento, muitas vezes produzido dentro das Universidades e com incentivos públicos.

 

Rio de Janeiro, 18 de abril de 2010.

XXII Congresso Nacional de Pós-Graduandos.

 

Enquanto o número de delegados e delegadas do último congresso da ANPG – realizado em julho de 2008 em Campinas (SP) – somou 130, o 22º Congresso Nacional de Pós-Graduandos, que ocorreu entre 15 e 18 de abril no Rio de Janeiro (RJ), contou com a participação de quase 600 pessoas, sendo 322 delegados e delegadas ao congresso e cerca de 100 expositores na mostra científica. Além destes, muitos estudantes participaram como observadores e as mesas somaram ao menos 15 palestrantes. 20 estados mais o Distrito Federal participaram do congresso.

Foto: Vitor Vogel
Momento em que o então presidente da ANPG, Hugo Valadares, apresentou Elisangela Lizardo como candidata à presidência da entidade ao plenário

Estes números revelam a força do congresso que aprovou a reformulação do Estatuto da entidade e elegeu uma nova diretoria, com 31 membros, dentre os quais a nova presidente da entidade, Elisangela Lizardo. A nova presidente é bióloga, formada pela Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG) na cidade de Ituiutaba, mestranda em Educação na PUC-SP e ex-tesoureira da ANPG.

Foto: Vitor Vogel
Delegada da UFPR participa da votação no plenário lotado

300 por cento

Para o ex-presidente da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), Hugo Valadares, o crescimento da mobilização tem a ver com uma “maior inserção da ANPG nas universidades e também o crescimento de suas relações institucionais”. Na opinião de Hugo, esse processo ocorreu porque o momento político que vive o Brasil favoreceu uma atividade mais incisiva dos movimentos sociais brasileiros e a ANPG conseguiu aproveitar este momento para realizar atividades amplas, “como o 1º Salão Nacional de Divulgação Científica que realizamos em conjunto com outras entidades durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia e a própria participação da ANPG nas reuniões anuais da SBPC, sempre buscando envolver estudantes de todos os níveis de ensino e dialogando com a comunidade científica nacional”.

Fotos: Vitor Vogel
 
Da esquerda para a direita: o presidente da Ubes, Yann Evannovick, o presidente do CNPq, Carlos Aragão e o então presidente da ANPG, Hugo Valadares. Na foto à direita, o representante do MCT, Ildeu de Castro.

Além dos presidentes da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Carlos Aragão, também participou do congresso no Rio de Janeiro e nomes como o professor Ildeu de Castro, do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). Os presidentes da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) também figuraram nas mesas de debate, completando o rico rol de convidados. 

A 3ª Mostra Científica da ANPG, que ocorreu durante o congresso, teve 120 trabalhos selecionados, de universidades de todo o país e das diversas áreas de conhecimento. Cerca de 100 deles foram expostos nas 9 salas reservadas para a mostra.

Para a representante da Associação de Pós-Graduandos (APG) da Universidade Federal de Lavras (UFLA), Fernanda Bustamante, a plenária final refletiu que o debate feito hoje na ANPG "é ao mesmo tempo relevante e tem a ver com as pautas que interessam mais diretamente ao pós-graduando". A delegação da UFLA reuniu 22 pós-graduandos e pós-graduandas no congresso.

Nova gestão

O tema do congresso foi “Avançar na pós-graduação para transformar o Brasil” e, segundo a nova presidente eleita da ANPG, Elisangela Lizardo, a nova gestão deve refletir exatamente isso: “’tivemos muitos avanços, significativo crescimento mas é preciso ainda mais. Temos o desafio de atingir as metas do PNPG, na quantidade de vagas de pós-graduação e valores de bolsas. É preciso também nos preocuparmos com a absorção destes novos mestres e doutores no mercado de trabalho".

Não contente em pautar as bandeiras mais relacionadas ao cotidiano acadêmico, Elisangela pautou também as bandeiras da ANPG para o desenvolvimento do país: "A próxima gestão tem como desafio central conquistar os tão reivindicados direitos dos pós graduandos, listados e reivindicados a cada congresso. E para que haja de fato mais investimentos, nos somamos às outras entidades estudantis na reivindicação de 50% das verbas do pré-sal para educação, que inclui a pesquisa científica.” 

Foto: Vitor Vogel
Hugo emocionou-se ao apresentar a candidata Elisangela

O agora ex-presidente da ANPG, Hugo Valadares, emocionou-se ao passar a palavra para Elisangela ao apresentá-la como candidata. Ele parabenizou o conjunto dos diretores pelo sucesso da gestão e chamou à frente do plenário a então tesoureira da entidade, Elisangela Lizardo, utilizando adjetivos como “guerreira” e “forte”. Hugo também valorizou o fato de ser uma mulher negra a assumir a presidência da entidade dos pós-graduandos brasileiros.

Leia em breve a íntegra das resoluções aprovadas no congresso.

Do Rio de Janeiro, Luana Bonone

 


A enorme crise financeira pela qual passa o Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj) não passou em branco no XXII Congresso da ANPG.

Um grande Ato Público de apoio à instituição foi realizado na UFRJ no sábado, 17 de abril, para uma platéia com mais de 300 pós graduandos de todo o Brasil.

O ato que se iniciou com a leitura de uma carta feita pelo Fórum de Alunos do Iuperj contou ainda com a participação do presidente da Finep, professor Luis Fernandes e do Diretor do Instituto de Ciências Humanas e da Filosofia (ICHF) da UFF, professor Francisco de Assis Palharini.

O mestrando Josué Medeiros, representante do Fórum de Alunos do Iuperj, ressaltou o caráter público da casa, seja na sua gratuidade, na participação de seus formandos em instituições públicas ou no conteúdo socialmente referenciado de suas pesquisas.

Luis Fernandes, que realizou seu mestrado e doutorado no Iuperj, lembrou da importância do Instituto para a consolidação da democracia no Brasil. Segundo Fernandes, esse reconhecimento se dá graças ao “papel único e insubstituível que o Iuperj tem no desenvolvimento não só das ciências sociais, mas do pensamento que subsidia a formulação de políticas publicas no país. Esse reconhecimento parte da excelência do trabalho de formação e pesquisa que é realizado no Iuperj”.

Já o professor Francisco de Assis Palharini, deixou claro seu total apoio à resolução da crise do Iuperj. “Ou salvamos essa casa, ou a consolidação da ciência no Brasil sofrerá um grande revés”, finalizou Palharini.

A plenária final do Congresso também aprovou uma moção que pode ser lida aqui.

No sítio do Iuperj há um abaixo-assinado em defesa do Iuperj.

http://www.iuperj.br/abaixoassinado.php

 

Por Theófilo Rodrigues, do Rio de Janeiro.

 

 

Art. 25 – Compete ao Presidente da ANPG:

a) representar a ANPG junto aos pós-graduandos, às autoridades, a outras entidades e à população em geral;

b) representar a ANPG e os pós-graduandos junto a toda e qualquer autoridade, instância ou tribunal para defender os interesses da entidade ou dos pós-graduandos brasileiros, na forma do presente estatuto;

c) presidir as reuniões da diretoria e as sessões do CONAP e do Congresso Nacional de Pós-Graduandos;

d) convocar, sempre que necessário, a reunião da Diretoria;

e) apresentar ao Congresso Nacional dos Pós-Graduandos, por escrito, o Relatório de sua gestão;

f) assinar os editais de convocação do CONAP e do Congresso Nacional de Pós-Graduandos;

g) representar a ANPG administrativa, judicial ou extra-judicialmente;

h) firmar contratos e convênios, bem como fazer movimentação financeira em conjunto com o tesoureiro.

 

Art. 26 – Compete ao Vice-Presidente:

a) substituir o Presidente, em casos de ausência ou impedimentos temporários, exceto quanto à movimentação financeira;

b) auxiliar o Presidente em todo o seu trabalho.

 

Art. 27 – Compete ao Tesoureiro Geral:

a) ter sob seu controle direto os bens materiais da ANPG;

b) receber, juntamente com o Presidente, em nome da diretoria, as verbas, doações, contribuições ou legados que porventura sejam destinados à ANPG;

c) conservar em depósito os saldos de caixa da ANPG, que somente poderão ser movimentados com a sua assinatura e a do Presidente;

d) solver os débitos da ANPG mediante autorização da diretoria e/ou do Presidente;

e) ter sob sua guarda direta os livros contábeis, publicando semestralmente o balancete do movimento da tesouraria, aprovado pela Diretoria;

f) apresentar ao Congresso o balanço financeiro da ANPG.

 

Art. 28 – Compete ao Secretário Geral:

a) organizar e dirigir a Secretaria Geral;

b) secretariar as sessões do Congresso, do CONAP e da Diretoria;

c) expedir recomendações, informes e sugestões aos membros da ANPG;

d) proceder ao registro de filiação das entidades membros.

 

Art. 29 – Compete ao Diretor de Comunicação:

a) coordenar e dirigir, através de veículos de comunicação a propaganda das atividades da ANPG;

b) fazer publicar o Boletim Oficial da ANPG, bem como o jornal e as circulares;

c) fazer publicar o órgão oficial da ANPG;

d) fazer divulgar todas as atividades da ANPG.

 

Art. 30 – Compete aos Vice-Presidentes Regionais:

a) auxiliar o Presidente em todos os seus trabalhos nas respectivas regiões;

b) representar a ANPG, coordenar e dirigir as suas atividades, colaborando para o cumprimento das resoluções do Congresso, do CONAP e da diretoria junto aos pós-graduandos, autoridades, outras entidades e a população em geral de sua região;

c) estimular a criação de entidades do movimento em sua região e a criação de movimentos regionais de pós-graduandos.

 

Art. 31 – Compete aos Diretores de Políticas Institucionais;

a) representar a ANPG junto às instituições de Estado e dos governos;

b) coordenar a participação da ANPG nos conselhos de Estado da área educacional, podendo para isso tomar parte diretamente desses conselhos ou indicar, “ad referendum” da diretoria, outros pós-graduandos ou demais pessoais com notório acúmulo sobre o tema e compromissadas com o estatuto e as resoluções congressuais da ANPG;

c) fazer divulgar os resultados das reuniões institucionais.

 

Art. 32 – Compete ao Diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação:

a) manter a ANPG atualizada em sua elaboração sobre a política nacional de C, T &I;

b) coordenar a participação da ANPG nos conselhos de Estado da área de Ciência, Tecnologia & Inovação, podendo para isso tomar parte diretamente desses conselhos ou indicar, “ad referendum” da diretoria, outros pós-graduandos ou demais pessoas com notório acúmulo sobre o tema e compromissadas com o estatuto e as resoluções congressuais da ANPG;

c) fazer divulgar os resultados das reuniões institucionais.

 

Art. 33 – Compete ao Diretor de Movimentos Sociais:

a) auxiliar a Diretoria em suas tarefas no que diz respeito ao relacionamento com as demais entidades da sociedade civil;

b) representar, na ausência do presidente, a ANPG em encontros e congressos das demais entidades da sociedade civil, seguindo os princípios desse estatuto e as resoluções congressuais da ANPG.

 

Art. 34 – Compete ao Diretor de Relações Internacionais:

a) auxiliar a diretoria em suas tarefas no que diz respeito ao relacionamento com entidades congêneres de todo o mundo;

b) representar a ANPG em conclaves internacionais, de acordo com presente estatuto.

 

Art. 35 – Compete ao Diretor de Instituições Particulares:

a) manter a ANPG atualizada em suas políticas para as instituições particulares, confessionais e comunitárias;

b) organizar a luta dos pós-graduandos na busca de melhores condições de ensino e pesquisa nas instituições particulares.

 

Art. 36 – Compete ao Diretor de Instituições Públicas:

a) manter a ANPG atualizada em suas políticas para as instituições públicas;

b) organizar a luta dos pós-graduandos na busca de melhores condições de ensino e pesquisa nas instituições públicas.

 

Art. 37 – Compete ao Diretor de Saúde:

a)     articular a luta dos residentes médicos e de saúde em busca de melhores condições de ensino e pesquisa;

b)    fazer a interlocução da ANPG com entidades nacionais, estaduais, ou regionais que representem os residentes médicos e de saúde;

c)     auxiliar a ANPG em suas tarefas no que diz respeito a suas políticas para a área da saúde.

 

Art. 38 – Compete ao Diretor de Cultura e Eventos Científicos:

a) Organizar eventos esportivos, culturais e científicos.

 

Art. 39 – Compete ao Diretor de Políticas Educacionais:

a) auxiliar a ANPG em suas tarefas no que diz respeito a suas políticas educacionais.

 

Art. 40 – Compete ao Diretor de Pós-Graduação Lato Sensu:

a) auxiliar a ANPG em suas tarefas no que diz respeito a suas políticas para pós-graduação lato sensu.

 

Art. 41 – Compete ao Diretor de Mulheres:

a) auxiliar a ANPG em suas tarefas no que diz respeito a suas políticas para as mulheres, em especial as pós-graduandas.

 

Art. 42 – Compete ao Diretor de Políticas de Emprego:

a) auxiliar a ANPG em suas tarefas de elaboração e reivindicação no que diz respeito a suas políticas para o emprego dos pós-graduandos.

 

Art. 43 – Compete ao Diretor de Direitos dos Pós-Graduandos:

a) auxiliar a ANPG em suas tarefas no que diz respeito a suas políticas para os direitos dos pós-graduandos.

 

Art. 44 – Compete ao Diretor de Instituições Estaduais:

a) auxiliar a ANPG em suas tarefas no que diz respeito a suas políticas para as instituições estaduais.

 

Art. 45 – Compete ao Diretor de Ensino à Distância:

a) auxiliar a ANPG em suas tarefas no que diz respeito a suas políticas para o ensino à distância.

 

Art. 46 – Compete ao Diretor Acadêmico e Científico:

a) auxiliar a ANPG em suas tarefas no que diz respeito a suas políticas acadêmicas e científicas.

 

Art. 47 – Compete ao Diretor de Políticas de Juventude:

a) auxiliar a ANPG em suas tarefas no que diz respeito a suas políticas de, para e com a juventude.

 

Art. 48 – Compete ao Diretor de Tecnologia de Comunicação e Informação:

a) auxiliar a ANPG em suas tarefas no que diz respeito a suas políticas de tecnologia de comunicação e informação.

 

SEÇÃO IV

DA DIRETORIA EXECUTIVA DA ANPG

 

Art. 49 – A Diretoria Executiva da ANPG terá a tarefa de encaminhar as decisões dos fóruns deliberativos da ANPG, de administrar a entidade e de elaborar o Regimento Interno do CONAP, e reunir-se-á por convocação do Presidente e/ou do Secretário Geral, sendo composta pelos seguintes membros da Diretoria Nacional:

• Presidente;

• Vice-Presidente;

• Tesoureiro Geral;

• Secretário Geral;

• Diretor de Comunicação;

• Diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação;

• Diretor de Políticas Institucionais.

CAPITULO IV

DO PATRIMÔNIO E DOS RECURSOS

 

Art. 50 – Os recursos da ANPG são provenientes das receitas auferidas com a contribuição das APGs, de doações, da emissão da Carteira Nacional de Identificação do estudante de pós-graduação e da assinatura de convênios, dentre outras fontes.

Parágrafo único – Não deverá haver, em nenhum caso e a nenhum tempo, a distribuição de haveres, lucros ou dividendos a diretores e/ou membros da ANPG, pois sendo esta, de fato e de direito, uma associação civil sem fins lucrativos, fica também definido que não será permitida qualquer forma de remuneração à sua diretoria, ressalvando o reembolso de despesas feitas no cumprimento do mandato, cabendo à Diretoria Executiva definir os reembolsos a serem feitos.

 

Art. 51 – Constitui patrimônio da ANPG, que só poderá ser alienado através de decisão da maioria simples da Diretoria Executiva:

a) móveis e imóveis que venha a possuir;

b) subvenções, legados e doações recebidos;

c) juros e rendimentos de seu patrimônio;

d) contribuições das entidades afiliadas;

e) rendas provenientes das Carteiras de Identificação Estudantil que venha a fazer;

f) rendas provenientes de convênios;

g) contratos com empresas públicas, privadas e governos municipais, estaduais e Federal.

 

CAPITULO V

DA LIQUIDAÇÃO E/OU DISSOLUÇÃO

 

Art. 52 – A ANPG só poderá ser dissolvida por meio de CNPG especialmente convocado para esse fim com antecedência de no mínimo 30 dias, verificado sua inexequibilidade.

 

Art. 53 – Em caso de dissolução da ANPG, seu patrimônio caberá a entidade ou instituições congêneres.

 

CAPITULO VI

DAS DISPOSIÇÕES GERAIS, FINAIS E TRANSITÓRIAS

 

Art. 54 – A ANPG não se responsabiliza por obrigações contraídas por pós-graduandos ou APGs de cujas decisões e encaminhamentos não tenham participado, sem autorização expressa da Diretoria.

 

Art. 55 – Os diretores da ANPG não se responsabilizam pessoalmente pelas obrigações contraídas pela entidade.

 

Art. 56 – O presente estatuto entrará em vigor da nada de sua aprovação.

 

Art. 57 – A ANPG e suas entidades filiadas celebrarão comemorações alusivas ao “12 de julho”, aniversário de fundação de ANPG.

 

Art. 58 – A Diretoria da ANPG fica encarregada de difundir o presente estatuto, remetendo a todas as entidades filiadas, à imprensa e a quem solicitar.

 

Art. 59 – Os casos omissos do presente estatuto serão resolvidos nas instâncias deliberativas da ANPG.

 

Art. 60 – Revogam-se as disposições em contrário.

 

 

Rio de Janeiro/RJ, 18 de abril de 2010.

 

 

Hugo Valadares Siqueira

Presidente da ANPG

ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PÓS-GRADUANDOS

 

CNPJ: 30.117.154/0001-29

 

ESTATUTO

 

CAPITULO I

DA ANPG

 

Art. 1º – A Associação Nacional de Pós-Graduandos – ANPG – fundada em 12 de julho de 1986, é uma sociedade civil sem fins lucrativos, sem filiação político-partidária, independente de órgãos públicos e governamentais, e de duração por prazo indeterminado.

 

Art. 2º – A Associação Nacional de Pós-Graduandos é a entidade máxima de representação e coordenação dos pós-graduandos matriculados nas instituições de pesquisa, universidades ou estabelecimentos de ensino, públicos ou privados, do país.

Parágrafo único – Toda ação efetuada com base neste Estatuto e de conformidade com suas cláusulas provém do poder delegado pelos pós-graduandos, e em seu nome será exercido.

 

Art. 3º – A Associação Nacional de Pós-Graduandos tem sede jurídica na Rua Vergueiro, 2485, Vila Mariana, 04101-200, São Paulo, SP, e sede transitória onde se encontrar seu Presidente.

 

Art. 4º – São Finalidades da ANPG:

a) congregar e representar os pós-graduandos de todo o país, promovendo sua união em torno da solução de seus problemas;

b) defender os interesses gerais dos pós-graduandos e de cada um em particular;

c) manter relações e promover atividades com associações congêneres, sempre que necessário e conveniente aos interesses e aspirações dos pós-graduandos;

d) realizar debates, conferências, feiras, salões, congressos, de divulgação, promoção, e incentivo, em todos e quaisquer ramos da ciência, da tecnologia, da educação e da cultura, em prol da melhoria da pós-graduação e conseqüentemente do país;

e) realizar a divulgação e promoção de eventos artísticos, culturais e de entretenimento, incentivando a publicação e divulgação de obras relativas à ciência, cultura e tecnologia, visando o desenvolvimento contínuo dos pós-graduandos, inclusive no âmbito da saúde, da educação, do trabalho, do esporte, do lazer, e de todas as áreas que envolvem o aprendizado do ser humano, nas diversas formas do saber, tanto acadêmico quanto profissional.  

f) promover e incentivar todas as formas de organização dos pós-graduandos, tais como as Associações de Pós-Graduandos (APGs), as Federações de Cursos de Pós-Graduação, os movimentos regionais de pós-graduandos (MRPGs) ou qualquer outra forma de organização capaz de beneficiar os pós-graduandos em geral;

g) cooperar com as entidades representativas de estudantes universitários, secundaristas e também com todas as organizações de perfil científico e acadêmico, existentes em nosso país;

h) incentivar as relações amistosas entre as organizações afins democráticas e unitárias de todo o mundo;

i) pugnar pela gratuidade e pela melhoria da pós-graduação em todo o país;

j) pugnar pela contínua adequação da pós-graduação às reais necessidades científicas, culturais, sociais e econômicas de nosso povo;

k) pugnar pela democracia e pelo respeito às liberdades fundamentais do Homem, sem distinção de raça, cor, nacionalidade, sexo, convicção política ou religiosa.

 

CAPÍTULO II

DOS SEUS MEMBROS

 

Art. 5º – São membros da ANPG:

a) seus associados;

b) as entidades filiadas.

Parágrafo 1º – São considerados associados à ANPG todos os pós-graduandos matriculados nas Instituições de Ensino Superior ou de Pesquisa que mantenham programas de pós-graduação, lato sensu ou stricto sensu, presenciais ou à distância, públicos ou privados do país.

Parágrafo 2º – São filiadas à ANPG todas as entidades integrantes do movimento nacional de pós-graduandos, tais como as Associações de Pós-Graduandos (APGs), as Comissões Pró-APG, as Federações de Cursos de Pós-Graduação e as Associações de Médicos Residentes. Essas entidades são consideradas automaticamente integradas à estrutura da ANPG durante a vigência do cadastramento de que fala o parágrafo seguinte.

Parágrafo 3º – Para ter assegurado todos os direitos inerentes à filiação, inclusive a participação em todas as instâncias deliberativas previstas neste estatuto, as entidades filiadas deverão solicitar seu cadastramento junto à ANPG, respeitados os seguintes requisitos:

• Apresentação da ata de fundação e estatuto;

• Apresentação da ata de eleição e posse da atual diretoria;

• Contribuição semestral à ANPG de 10% da arrecadação da entidade.

Parágrafo 4º – O cadastramento à ANPG pode ser feito por ocasião da realização dos fóruns do movimento de pós-graduandos, ficando facultado às entidades o cadastro via correio ou pela internet, mediante apresentação dos documentos comprobatórios.

 

Art. 6º – São direitos dos seus membros:

a) participar, pela palavra oral ou escrita, em qualquer de suas reuniões, conselhos, comissões e instâncias deliberativas;

b) apresentar teses, moções, recomendações e programa de atividades;

c) em conformidade com o presente estatuto, votar e ser votado como delegado ao Congresso ou como membro da Diretoria.

 

Art. 7º – São deveres de seus membros:

a) respeitar e cumprir as disposições do presente estatuto;

b) acatar as decisões tomadas em todas as instâncias deliberativas da ANPG, bem como encaminhá-las junto ao conjunto de pós-graduandos;

c) tomar parte das atividades da ANPG para as quais venha a ser convocado;

d) lutar incessantemente pelo fortalecimento da ANPG.

 

CAPITULO III

DOS ORGÃOS DELIBERATIVOS E EXECUTIVOS DA ANPG

 

Art. 8º – São instâncias deliberativas da ANPG:

a) Congresso Nacional de Pós-Graduandos;

b) Conselho Nacional de Associações de Pós-Graduandos – CONAP;

c) Diretoria da Associação Nacional de Pós-Graduandos.

Parágrafo único – O Congresso e o CONAP reunir-se-ão em assembléia, convocada na forma deste estatuto, enquanto que a Diretoria Nacional se reunirá por convocação do Presidente da entidade e/ou do Secretário Geral.

 

Art. 9º – É órgão executivo da ANPG a Diretoria Executiva;

 

SEÇÃO I

DO CONGRESSO NACIONAL DE PÓS-GRADUANDOS

 

Art. 10 – O Congresso Nacional de Pós-Graduandos é a instância máxima de deliberação da ANPG e compõe-se de membros associados delegados, com direito a voto, e observadores não-votantes, em ambos os casos com direito a voz.

Parágrafo único – O Congresso Nacional de Pós-Graduandos realizar-se-á em caráter ordinário a cada período de 18 a 24 meses, ou, extraordinariamente, quando convocado por 2/3 do Conselho Nacional de Associações de Pós-Graduandos. Em qualquer caso, a convocação do Congresso deverá ser feita com, pelo menos, 30 (trinta) dias de antecedência e com discriminação completa e fundamentada dos assuntos a serem tratados.

 

Art. 11 – Os delegados ao Congresso Nacional de Pós-Graduandos são eleitos pelos estudantes pertencentes à instituição à qual está vinculada a APG ou Comissão Pró-APG, conforme os critérios estabelecidos neste estatuto.

Parágrafo único – Os diretores da ANPG são delegados natos ao Congresso Nacional de Pós-Graduandos.

 

Art. 12 – A forma de eleição dos delegados e suplentes ao Congresso Nacional de Pós-Graduandos será livremente determinada por cada APG ou Comissão Pró-APG local, respeitadas as seguintes proporções:

a) no caso dos estudantes de cursos stricto sensu: 3 (três) delegados para os primeiros 200 (duzentos) pós-graduandos, sendo acrescido 1 (um) delegado para cada porção posterior de 200 (duzentos) pós-graduandos ou fração;

b) no caso dos estudantes de cursos lato sensu: 3 (três) delegados para os primeiros 1000 (mil) pós-graduandos, sendo acrescido 1 (um) delegado para cada porção posterior de 2000 (dois mil) pós-graduandos ou fração.

Parágrafo único – No caso dos cursos lato sensu e à distância, a eleição dos delegados deverá ser comunicada 15 dias antes do Congresso à Diretoria da ANPG, que deverá dar acompanhamento ao processo de eleição desses delegados.

 

Art. 13 – São membros observadores ou colaboradores os pós-graduandos ou entidades afins indicados pela Diretoria da ANPG, bem como quaisquer pós-graduandos que desejem contribuir com sua palavra oral ou escrita.

 

Art. 14 – A sede e a data exata do Congresso Ordinário serão fixadas pelo Conselho Nacional de APGs que antecedê-lo.

 

Art. 15 – O Congresso, como assembléia soberana, adotará as suas próprias normas e processos através da aprovação do Regimento Interno. Uma vez definida a pauta, nenhum ponto poderá ser inserido até o final do Congresso.

Parágrafo único – Compete ao Conselho Nacional de APGs ou à Diretoria da ANPG a elaboração de uma proposta de Regimento Interno para o Congresso.

 

Art. 16 – Compete ao Congresso Nacional de Pós-Graduandos:

a) reconhecer seus membros;

b) discutir e votar as teses, recomendações, moções, adendos e propostas apresentadas por qualquer um de seus membros;

c) denunciar, suspender e destituir diretores da ANPG, de acordo com resultados de inquéritos procedidos, desde que comunicados e que lhes seja respeitado o direito de defesa, sendo essa decisão tomada por uma maioria de 2/3 dos votos;

d) receber e considerar os relatórios da Diretoria da ANPG e sua prestação de contas;

e) eleger a Diretoria da ANPG, mediante a inscrição de chapas, onde constarão, necessariamente, o nome completo e todos os demais dados dos candidatos;

f) alterar o presente estatuto, com o voto de pelo menos 2/3 dos delegados presentes.

 

Art. 17 – As decisões do Congresso serão tomadas por maioria simples dos votos dos membros delegados presentes, exceto as relativas à alteração do estatuto, que serão tomadas em conformidade com o disposto na cláusula anterior.

 

SEÇÃO II

DO CONSELHO NACIONAL DE ASSOCIAÇÕES DE PÓS-GRADUANDOS

 

Art. 18 – O Conselho Nacional de Associações de Pós-Graduandos – CONAP –, é constituído pelas diretorias da ANPG e de APGs, Pró-APGs, Federações de Cursos e Associações de Médicos Residentes cadastradas de cada Instituição de Ensino Superior ou Pesquisa que mantenham programa de pós-graduação, tendo cada diretoria o direito a um voto.

 

Art. 19 – O CONAP se reunirá em caráter ordinário pelo menos uma vez a cada gestão da ANPG, por convocação do Congresso ou do CONAP imediatamente anterior, ou extraordinariamente por convocação da Diretoria da ANPG ou por requerimento assinado pela maioria simples de suas entidades filiadas.

 

Art. 20 – Terá direito a voto naquele especifico CONAP toda entidade filiada que preencher os requisitos do parágrafo 3º do art 5º do estatuto e do Regimento Interno do CONAP, que deve ser elaborado pela Diretoria Executiva da ANPG até 30 dias antes da realização do mesmo.

 

Art. 21 – Compete ao CONAP:

a) encaminhar, conjuntamente com as diretorias Nacional e Executiva da ANPG, as deliberações do Congresso;

b) deliberar, em segunda instância, acerca das teses, moções, adendos e propostas, desde que não conflitantes com as deliberações do Congresso;

c) estudar e emitir pareceres sobre os trabalhos da Diretoria;

d) convocar, quando necessário, o Congresso extraordinário, devendo para isso contar com 2/3 do total de votos das entidades credenciadas ao Conselho;

e) marcar data exata e local do Congresso e elaborar o Regimento Interno;

f) convocar, quando necessário, o novo CONAP, marcando para isso local e data para o evento;

g) revogar o mandato dos diretores da ANPG, de acordo com os resultados de inquéritos procedidos, desde que comunicados e que lhes seja respeitado o direito de defesa, sendo esta decisão tomada por quorum mínimo de 2/3 das entidades presentes no CONAP.

 

SEÇÃO III

DA DIRETORIA NACIONAL

 

Art. 22 – A Diretoria Nacional da ANPG é eleita no Congresso pelos pós-graduandos delegados, através do critério da proporcionalidade qualificada, por maioria simples dos votos, exercendo o mandato através de um colegiado com presidente, e é composto por 31 membros, assim distribuído:

1.     Presidente;

2.     Vice-Presidente;

3.     Tesoureiro Geral;

4.     Secretário Geral;

5.     Diretor de Comunicação;

6.     Diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação;

7.     Diretor de Políticas Institucionais;

8.     1º Diretor de Políticas Institucionais;

9.     2º Diretor de Políticas Institucionais;

10.  Diretor de Relações Internacionais;

11.  Diretor de Instituições Particulares;

12.  Diretor de Instituições Públicas;

13.  Diretor de Movimentos Sociais;

14.  Vice-Presidente Regional Sul;

15.  Vice-Presidente Regional Sudeste;

16.  Vice-Presidente Regional São Paulo;

17.  Vice-Presidente Regional Centro-Oeste;

18.  Vice-Presidente Regional Nordeste;

19.  Vice-Presidente Regional Norte;

20.  Diretor de Saúde;

21.  Diretor de Cultura e Eventos Científicos

22.  Diretor de Políticas Educacionais;

23.  Diretor de Pós-Graduação Lato Sensu;

24.  Diretora de Mulheres;

25.  Diretor de Políticas de Emprego;

26.  Diretor de Direitos dos Pós-Graduandos;

27.  Diretor de Instituições Estaduais;

28.  Diretor de Ensino à Distância;

29.  Diretor Acadêmico e Científico;

30.  Diretor de Políticas de Juventude;

31.  Diretor de Tecnologia de Comunicação e Informação.

 

Art. 23 – A Diretoria eleita em Congresso terá mandato de 18 a 24 meses, cabendo a cada diretor um voto nas reuniões da Diretoria Nacional.

 

Art. 24 – Compete à Diretoria Nacional da ANPG

a) orientar e dirigir as atividades dos pós-graduandos de acordo com este estatuto e com as resoluções emanadas do Congresso e do CONAP;

b) deliberar, em terceira instância, acerca de teses, moções e propostas, desde que não conflitantes com as deliberações do Congresso e do CONAP;

c) criar e extinguir comissões, com fins determinados, convocando ou nomeando pós-graduandos para integrá-las, “ad referendum” do CONAP;

d) fazer-se representar em conclaves nacionais e internacionais, de acordo com a alínea “f” do artigo 4º.

e) apresentar a cada gestão seus relatórios de atividades e a prestação de contas;

f) convocar, nos termos deste estatuto, o CONAP extraordinário;

g) propor todas e quaisquer ações civis públicas, mandados de segurança, bem como qualquer outra medida processual de caráter coletivo que porventura venha a ser estabelecida no ordenamento jurídico nacional.

Parágrafo 1º – a movimentação financeira da ANPG será feita por dois de seus diretores, o Presidente e o Tesoureiro Geral, através de assinatura conjunta.

Parágrafo 2º – Em caso de ausência do Presidente, a representação judicial será feita pelo Vice-Presidente.

 

Parte II

 A imagem do Cristo de braços abertos convidava pós-graduandos de todo o país a participarem do prestigiado congresso na maravilhosa cidade do Rio de Janeiro. A ideia era também instigar a participação dos pós-graduandos na vida nacional com a frase de convocação do congresso: “A ciência não está de braços cruzados, e você?”. 
 
Os materiais de convocação do congresso traduziram o clima da sua preparação, pois enquanto a média de participantes dos congressos anteriores era de cerca de 100 pessoas, o 22º Congresso Nacional de Pós-Graduandos, que ocorreu entre 15 e 18 de abril, contou com a participação de quase 600 pessoas, sendo 322 delegados e delegadas ao congresso e mais de 100 expositores na mostra científica.  Além destes, muitos estudantes participaram como observadores e as mesas somaram ao menos 15 palestrantes. Estes números revelam a força do congresso que aprovou a reformulação do Estatuto da entidade e elegeu uma nova diretoria, com 31 membros, dentre os quais a nova presidente da entidade, Elisangela Lizardo, mestranda em Educação pela PUC-SP e ex-tesoureira da ANPG.

ANPG e o momento político do Brasil

Para o presidente da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), Hugo Valadares, o crescimento da mobilização tem a ver com uma “maior inserção da ANPG nas universidades e também o crescimento de suas relações institucionais”. Na opinião de Hugo, esse processo ocorreu porque o momento político que vive o Brasil favoreceu uma atividade mais incisiva dos movimentos sociais brasileiros e a ANPG conseguiu aproveitar este momento para realizar atividades amplas, “como o 1º Salão Nacional de Divulgação Científica que realizamos em conjunto com outras entidades durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia e a própria participação da ANPG nas reuniões anuais da SBPC, sempre buscando envolver estudantes de todos os níveis de ensino e dialogando com a comunidade científica nacional”.

Arquivo ANPG
Diretores da ANPG reuniram-se com o presidente da Finep, Luis Fernandes (de terno), em março deste ano, para debater ciência e tecnologia no Brasil

Além dos presidentes da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Carlos Aragão, também participou do congresso no Rio de Janeiro e nomes como o professor Ildeu de Castro, do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). O presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) também figurou nas mesas de debate, completando o rico rol de convidados. 

A 3ª Mostra Científica da ANPG, que ocorreu durante o congresso, teve 120 trabalhos selecionados, de universidades de todo o país e das diversas áreas de conhecimento. Mais de 100 deles foram expostos nas 9 salas reservadas para a mostra.

Desafios

O tema do congresso foi “Avançar na pós-graduação para transformar o Brasil” e, segundo a nova presidente da ANPG, Elisangela Lizardo, a nova gestão deve refletir exatamente isso: “’tivemos muitos avanços, significativo crescimento mas é preciso ainda mais. Temos o desafio de atingir as metas do PNPG, na quantidade de vagas de pós-graduação e valores de bolsas. É preciso também nos preocuparmos com a absorção destes novos mestres e doutores no mercado de trabalho".

Não contente em pautar as bandeiras mais relacionadas ao cotidiano acadêmico, Elisangela pautou também as bandeiras da ANPG para o desenvolvimento do país: "A próxima gestão tem como desafio central conquistar os tão reivindicados direitos dos pós graduandos, listados e reivindicados a cada congresso. E para que haja de fato mais investimentos, nos somamos às outras entidades estudantis na reivindicação de 50% das verbas do pré-sal para educação, que inclui a pesquisa científica.” 

 
 
Por Luana Bonone
 
 
 

O credenciamento do XXII CNPG será aberto às 12h de quinta-feira (15/4) no Hotel Arcos – Rua Mem de Sá, 117 – Lapa. A partir de sexta-feira (16/4) o credenciamento será realizado no Centro de Ciências da Saúde (CCS), no campus Fundão da UFRJ.

Atenção: a hospedagem só será realizada após o credenciamento, em qualquer hipótese.

 

Confira abaixo, a lista de apresentações de trabalhos, por dia e por sala:

 

SEXTA-FEIRA

Sala 1

Gleison Vieira
Jeniffer Martins
Ariana N R O
Thiago A de O C
Amanda M C G
Cleidelene Almeida
Alexandre P e Marciele
Daniel Mallmann V
 

Sala 2

Priscilla Queiroz
Aline Nery
Marcela F da P S
Alexandre B Fraga
Mateus Donato A
Matias López
Silvia P Xavier
Fernando Dreissig

Sala 3

Juliana Arruda
Barbara Gomes
Juliana D Corvino
Chiara di Axox
Paula S Diniz
Samantha Souza
Milena do Carmo
Thiago Vasconcellos Modenessi

Sala 4

Mariana S Pedroso
Monica C Santos
Altineia Maria Neves
Carolina Frade
Flavia F de Almeida
Marina Carvalho
Marília P Xavier
Rafael F Lameira
 

Sala 5

Rafael Valladão
Rita de C O Gomes
Marcio Renan Hamel
Maria Sandra
Luiz Antonio
Natalia S Figueiredo
Carolina M Bahia
Roberto Antunes

 

Sala 6

Antonio R F  Jr
Ivana D César
Miguel Silva
Alessandra Millezi
Alexandre Adão
Alexandre C S Jr
Fabio Fernandes Maia
Thales Speroni

 

Sala 7

Carolina Gusmão S
Cristiane de O Lopes
GISELLE P CARDOSO
Lisiane Zanela
Lucas C e Silva
Sindynara Ferreira
Amanda Lucchesi

 

Sala 8

Thiago O Custódio
Ana Paula Konrad
Benone da Silva
Patrícia Nogueira
VivianeCCarvalho
Josefa Leite
Bruno Freitas

 

Sala 9

Eduardo N Betoni
Emanuel Cristien Márcia Gl
Glaucinet Cristian Emanuel
Glaucineth C A L
Glaucineth Jaira A C P
Luciana P Xavier
Bianca de O Ruskow

 

SÁBADO

Sala 1

Tamara Naiz
Daniel M Ribeiro
Felipe M Bambirra
Gustavo S Siqueira
João Paulo M Araújo
Maria Clara Santos

 

Sala 2

Nara P Carvalho
Cláudio José S
Sabrina Alvernaz
Pedro Malina
Rafael C Morales
Victor Werner

 

Sala 3

Juliano/Manuel
JulianoSandroAdison
Luiz C O e Claudio
AdemirAnaClaudioRosea
Maira Gentil
Rebeca Cerqueira

 

Sala 4

Fernanda Testa
Ileana Camacho
Juliana Cristina
Rener Bde Martini
Thais B Passos
Vanessa Alves

 

Sala 5

Viviane Fernanda
Cristina / Juliano
Cristina / Juliano
Priscila Aizawa
Lívia Pequeno
Fabiana Costa

 

Sala 6

Ana Letícia p
Fabiano Basso dos S
Viviane Cardoso
Fabio Plut Fernades
SandraAdeOliveira
Tatiane Souza

 

Sala 7

Aline Segate
Dalcimar B Wangen
Janaina Fisher
Juliana Cardoso
Julio Cesar F C
Lúcia de Rezende J
Luciene O Bastos

 

Sala 8

Naara M de Sousa
Pablo Guilherme MP
Rui Carlo
Vanderléia de F C
Ariane Milani Lopes
Danielle P de Araujo

 

Sala 9

Gabrielle Gottlieb 

Edlene / Elisangela
Christianni Lacy S
FRANZ Z VILCA
Miguel Rodrigues Neto