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Proposta em tramitação na Câmara altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/96) para aumentar o percentual mínimo de mestres e doutores nas universidades brasileiras. O texto também aumenta o percentual mínimo de professores que atuam em tempo integral.
 
A medida está prevista no Projeto de Lei 4533/12, do Senado. De acordo com a proposta, pelo menos 1/4 do corpo docente de cada instituição deverá ser composto por doutores. Outra exigência acrescenta que no mínimo metade do total de docentes tenha ao menos mestrado. Por fim, a proposta exige um mínimo 2/5 dos professores com atuação em tempo integral.
 
Pelas regras atuais, segundo a LDB, 1/3 do corpo docente, pelo menos, deve ter titulação acadêmica de mestrado ou doutorado. A LDB exige ainda que no mínimo 1/3 dos professores trabalhe em regime de tempo integral.
 
Tramitação 
 
A proposta tramita apensada ao PL 4212/04, que trata da reforma universitária. As duas propostas serão analisadas por uma comissão especial. Elas tramitam em regime de prioridade.
Íntegra da proposta: 
 
Fonte: Jornal da Ciência 

A Associação Nacional de Pós-Graduandos, juntamente com a organização da 8° Bienal da UNE, divulga a programação das apresentações de trabalhos da Mostra de Ciência e Tecnologia. Durante os dias  23 a 25 de Janeiro, sempre no período da manhã – 10h às 22h – os resumos poderão ser assistidos pelos participantes da 8° Bienal da UNE – A VOLTA DA ASA BRANCA, na Faculdade de Olinda. Clique aqui

 
Ao todo, 178 resumos foram analisados, sendo que 97 foram aprovados. Veja a lista aqui
 
Os autores que tiveram seus trabalhos aprovados nas modalidades discussão temática e sessão coordenada não necessitam enviar antecipadamente seus arquivos de apresentação como assinalado inicialmente no edital. Todavia, devem seguir as normas do edital para elaboração dos mesmos e chegar com antecedência mínima de dez minutos do horário assinalado para o início da sessão a que o mesmo foi designado.
 
Já os autores na modalidade pôster devem produzi-los seguindo as seguintes especificações: medidas de 120 cm de altura e 90 cm de largura, em lona ou papel.
 
Os trabalhos aprovados com ressalvas na  formatação devem enviar os resumos reformulados para o email [email protected] até às 18 horas do dia 14 de Janeiro de 2013,  sob penalidade de não ter seus resumos incluídos nos anais.
 
ANPG na 8° Bienal da UNE
 
A ANPG está elaborando uma série de atividades conectadas à 8° Bienal da UNE. Na programação da entidade constam atividades que enriqueceram o debate sobre CT&I,  aliadas aos temas arte, ciência e cultura.  Nos próximos dias, a relação completa das atividades serão divulgadas no site.  
 
Da redação
Médicos de todo o país poderão se inscrever na segunda edição do Programa de Valorização do Profissional na Atenção Básica (Provab). O programa oferece bolsa de R$ 8 mil para atuação na atenção básica por um ano, em localidades com carência de profissionais, como periferias de grandes cidades, municípios do interior ou áreas remotas.
 
Podem participar médicos que não tenham vínculo empregatício com a atenção básica e não constem no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, na condição de profissional com vínculo ativo em Unidade Básica de Saúde. Os profissionais também deverão participar de uma pós-graduação em Saúde da Família para receber a bolsa, que será custeada pelo Ministério da Saúde.  No total, são 32 horas semanais de atividades nas unidades de saúde e oito horas semanais de atividades acadêmicas.
 
Todas as atividades serão supervisionadas por instituições de ensino superior (IES). Os profissionais bem avaliados pela IES receberão pontuação adicional de 10% nos exames de ingresso em residência médica.  
 
Para o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Mozart Sales, a expectativa é que esta nova edição desperte mais interesse dos profissionais, já que agora a bolsa vai ser custeada pelo Ministério da Saúde e aliar a formação supervisionada nas unidades básicas de Saúde a um curso de especialização.
 
A adesão dos médicos deve ser feita pela internet, com o preenchimento de formulário eletrônico e o envio dos documentos exigidos no edital. Em outra fase, os profissionais deverão escolher a localidade onde desejam atuar, no âmbito dos municípios que aderirem ao programa.
 
A lista final dos médicos e seus respectivos municípios será divulgada até o dia 28 do próximo mês. O início das atividades está previsto para 1º de março.
 
Fonte: Agência Brasil 
As inscrições para o programa Ciência sem Fronteiras (CsF), do governo federal, foram prorrogadas. Os interessados em se candidatar a bolsas nas novas chamadas de graduação-sanduíche em instituições de 15 países têm até o dia 25 para se inscrever.
 
Os destinos são Suécia, Hungria, Noruega, Austrália, Alemanha, Canadá, Coreia do Sul, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Itália, Japão, Portugal e Reino Unido. Originalmente, o prazo se encerraria na segunda-feira (14).
 
Até o momento, mais de 40 mil pessoas são candidatas a participar da seleção do programa, parceria dos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Educação (MEC). Lançado em dezembro de 2011, o CsF já concedeu cerca de 18 mil bolsas. A meta é oferecer 101 mil até 2015 – 75 mil por parte do governo federal e as demais com ajuda da iniciativa privada.
 
Pelo programa, estudantes de graduação e de pós-graduação podem fazer estágio no exterior para manter contato com sistemas educacionais competitivos em relação à tecnologia e inovação. Além disso, o Ciência sem Fronteiras tenta atrair pesquisadores do exterior que queiram se fixar, por tempo determinado, no Brasil.

Integrantes de diversos movimentos de juventude reuniram-se na sede da UNE, na primeira semana de Janeiro, dia 8, para uma nova reunião de organização da próxima Jornada de Lutas, programada para o mês de março.

O evento contou com a presença do presidente da UNE, Daniel Iliescu, Luana Bonone, presidenta da Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG), do Coletivo de Juventude do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Levante Popular da Juventude, entre outras entidades dos movimentos sociais.
 
As pautas definidas na reunião anterior, em 19 de dezembro, foram reafirmadas. A reforma política, o fim da violência contra a juventude, o financiamento público da educação, melhores condições de trabalho e a democratização dos meios de comunicação permanecem como temas centrais. A semana de 25 de março a 01 de abril foi a escolhida para a realização das manifestações Brasil afora.
 
Para o presidente da UNE, Daniel Iliescu, 2013 promete ser o ano em que a juventude brasileira fará grandiosas manifestações. ‘’Nós iremos para as ruas e também nas redes digitais conquistar mais direitos e avanços para o Brasil, como os 10% do PIB para a educação, o fim da violência contra a juventude negra, melhores condições de trabalho no campo e na cidades, e claro, mais democracia na mídia e na política’’, afirmou.
 
No dia 23 de fevereiro será realizada uma plenária nacional da jornada, aberta a todos os coletivos e organizações. O local ainda será definido.

Sobre a Jornada
 
A Jornada Nacional de Lutas, organizada pela UNE, UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas) e ANPG (Associação Nacional dos Pós Graduandos) ocorre anualmente no mês de março, em homenagem ao estudante secundarista Edson Luis. Paraense radicado no Rio de Janeiro, Edson foi morto pela ditadura militar com um tiro no peito dia 28 de março de 1968 quando protestava no restaurante universitário Calabouço contra o aumento no preço da refeição. Todos os anos os estudantes promovem uma série de intervenções em diversas regiões do país para apresentar suas reivindicações e, assim, dialogar com os setores da sociedade
 
Fonte: UNE
A organização da 8ª Bienal da União Nacional dos Estudantes (UNE) divulga abaixo os aprovados no processo de seleção dos trabalhos de estudantes inscritos para a edição 2013 do festival, no quesito ciência e tecnologia. Inicialmente, o resultado seria divulgado no dia 9/01, porém, em virtude de problemas técnicos, houve alteração no prazo divulgado.
 
Os resumos passaram por análise quanto ao conteúdo (clareza, coerência e concisão) e quanto à forma (atendimento as normas do edital).
 
Nesta etapa, 178 trabalhos foram avaliados por mestrandos e doutorandos da diretoria da Associação Nacional dos Pós Graduandos (ANPG), pertencentes a diversas áreas do conhecimento. Desse total, 97 foram aprovados.
 
A presidente da ANPG, Luana Bonone, afirmou que esta foi uma mobilização de grande sucesso. ‘’ Tivemos trabalhos de muita qualidade, de muita criatividade. Isso só demonstra a capacidade dos estudantes brasileiros em contribuir com a consecução do projeto de nação que queremos. Eles conseguiram expressar a criatividade do nosso povo, propondo entre outras coisas, mudanças efetivas para as políticas públicas do Brasil’’, avaliou.
 
A programação da mostra por dia e modalidade será publicada nos sites da UNE e ANPG no dia 14 de janeiro.
 
Os trabalhos sinalizados em negrito foram aprovados com ressalva em virtude da formatação apresentada não ser a requerida no edital. Os autores destes trabalhos devem enviar os resumos reformulados com os critérios do edital em até 48h para o e-mail [email protected]
 
Todos os autores com trabalhos aprovados devem enviar até o dia 14 de janeiro seus resumos no formato doc. para o e-mail [email protected] sob pena de exclusão do trabalho da mostra e atraso na confecção do mesmos.Dúvidas ou pedidos de esclarecimento também devem ser enviados ao e-mail [email protected].
 
Os aprovados terão direito a alojamento específico durante a Bienal (que será feito em escolas e clubes de Recife e Olinda) e não precisam efetuar o pagamento da inscrição.
 
Os trabalhos selecionados nas as áreas de literatura, artes visuais, projetos de extensão, audiovisual, artes cênicas e música foram divulgados no início da semana.
 
Confira a relação dos trabalhos selecionados aqui 
 
 
 
*As opiniões aqui reproduzidas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião da entidade. Artigos podem ser enviados para [email protected] 
 
Hyllo Nader é vice-presidente da ANPG e mestrando em História pela UFJF
 
clique na imagem para ampliar
No dia 20 de dezembro, ocorreu na Universidade Federal Fluminense uma assembleia dos pós-graduandos em Física para debaterem o acúmulo de bolsa e o vínculo empregatício. A assembleia, com cerca de trinta pós-graduandos, contou com a participação do vice-presidente da ANPG, Hyllo Nader. 
A assembleia foi convocada pela representação discente do programa de pós-graduação em Física da UFF, pois, na última reunião do colegiado do programa, foi colocada a possibilidade de cancelar a bolsa dos estudantes que possuem vínculo empregatício.
 
O debate na assembleia foi unânime, uma vez que a CAPES e o CNPq permitem o acúmulo. Nesse caso, o que cabe ao colegiado do programa é aplicar as portarias, tanto a portaria 76, que instituiu a bolsa CAPES Demanda Social, e a portaria conjunta número 1 de 15 de julho de 2010, que regulamenta o acúmulo de bolsa e vínculo empregatício. Esse é o teor do documento que foi elaborado na assembleia para ser entregue ao colegiado do programa.
 
É preciso salientar que o limite da autonomia do programa são as regulamentações expressas nas portarias e editais das agências. Dessa forma, os programas não possuem  autonomia para interpretar as portarias das agências de fomento.
 
Por fim, esse problema é derivado do fato de nós, pós-graduandos, pesquisadores que somos, ainda não termos nossa profissão regulamentada. É preciso que nossos direitos e deveres estejam inscritos em um marco regulatório, afinal trabalhamos em média seis anos de nossas vidas na pós-graduação, e não temos esse tempo de serviço contado para a previdência social, não temos 1/3 de férias, nem décimo terceiro, tão pouco adicional de insalubridade e/ou periculosidade, sem contar que muitos de nós ainda sofrem com o assédio moral a começar pela interpretação de muitos programas de que as bolsas são dádivas e, por isso, podem ser revogadas a qualquer momento.
 
 
Estão abertas até 21/2 as inscrições para a seleção do curso de especialização lato sensu em Informação Científica e Tecnológica em Saúde (ICTS/Icict/Fiocruz). Este ano, o curso terá como tema "Repositórios Institucionais", com foco nos quatro eixos que compõem o curso: "acesso", "organização", "comunicação e usos" e "aplicações da informação científica e tecnológica".
 
Com periodicidade anual, o curso tem como objetivo contribuir para o aprimoramento do desempenho das instituições integrantes do SUS e daquelas voltadas para a ciência e tecnologia em saúde, por meio da capacitação dos profissionais que atuam nas diversas atividades ligadas à produção, organização, análise e disponibilização da informação científica e tecnológica. Serão oferecidas 15 vagas
 
O curso terá uma carga horária total de 360 horas e será ministrado durante uma semana a cada mês, às segundas, terças, quartas e quintas-feiras, em período integral (das 9h às 17h). Excepcionalmente, poderão ocorrer duas semanas de aula no mesmo mês ou em dias diferentes dos especificados. As aulas terão início em 8 abril de 2013, com término e encerramento do curso em dezembro de 2013.
 
As inscrições devem ser feitas na Plataforma SIGA (www.sigals.fiocruz.br), seguindo os links: inscrição >presencial > especialização > Icict > Informação Científica e Tecnológica em Saúde – 2013/Sede. O candidato deverá seguir as orientações disponíveis no link e efetuar sua inscrição.
 
Para outras informações, acesse a página do Icict: http://www.fiocruz.br/icict/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=2322&sid=18
 
 
Fonte: Icict 
Crédito: Augusto Coelho/Ascom MCTI
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) está preparando um novo programa com o objetivo de despertar o interesse dos estudantes universitários pelo empreendedorismo ainda no ambiente acadêmico. A proposta está em fase inicial de elaboração, mas poderá ser executada como uma das vertentes do programa Ciência Inovadora Brasil, ainda sem data para lançamento. Apoiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), essa linha do programa prevê o fomento aos alunos para a abertura de empresas iniciantes, que posteriormente poderão se beneficiar de outros programas federais.
 
Em entrevista exclusiva a Inovação Unicamp, Álvaro Prata, titular da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (SETEC), afirmou que o MCTI está buscando uma maior integração entre seus programas e unidades de pesquisa para estimular o setor da inovação no Brasil. "Queremos cada vez mais poder atuar em sinergia para poder amplificar e multiplicar os resultados", explicou o engenheiro e ex-reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
 
No cargo desde maio de 2012, Prata disse também que a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) — projeto em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) — deverá estar em pleno funcionamento no segundo semestre de 2013, com novos institutos agregados, além dos três atuais no programa piloto — Instituto de Pesquisa Tecnológica (IPT), em São Paulo, Instituto Nacional de Tecnologia (INT), no Rio de Janeiro, e Centro Integrado de Manufatura e Tecnologia (Cimatec), em Salvador.
 
Nas próximas semanas, o MCTI deverá definir qual será o modelo institucional da Embrapii, mas Prata já adianta que essa estrutura deverá permitir a velocidade de ação que o sistema de inovação exige. "Esse modelo administrativo, jurídico e estrutural está sendo pensado para que a Embrapii tenha muita independência e agilidade." Até agora, já existem 126 projetos vinculados aos três institutos, entre consolidados, em negociação, em elaboração de plano de trabalho e em prospecção. "O conjunto dos três pilares [academia, indústria e institutos de pesquisa] é que vai gerar o desenvolvimento tecnológico, com benefícios social e econômico, que alavancará essa potência inovadora em que nós queremos transformar o Brasil", destacou o secretário.
 
Como vai funcionar o programa Ciência Inovadora Brasil?
Esse é um programa que se apoia muito no CNPq [Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico] e que busca focar alguns segmentos que podem ser apoiados pelos programas existentes. Nós ainda estamos desenhando o programa, mas nossa intenção é incluir no Ciência Inovadora Brasil alguma linha que possa apoiar também o empreendedorismo nas instituições acadêmicas. Ainda não temos o formato final do programa. Além de se apoiar muito no CNPq, uma parte importante desse programa consiste em também imaginar que os alunos do Ciência Sem Fronteiras [programa que oferece bolsas no exterior para alunos de graduação e pós-graduação] começam a retornar e que nós precisamos estimular para que continuem influenciados e contaminados por essa onda de trabalhar não só a questão científica, mas também as questões tecnológicas e de inovação.
 
Serão oferecidas bolsas para doutores e pesquisadores trabalharem em parcerias com as empresas?
Hoje há três vertentes, uma delas é essa a que você se referiu, para os jovens pesquisadores; outra é focar nas áreas novas e nos campi universitários novos associados à expansão. Imaginando esse pessoal que vai para as novas unidades, que não estão estabelecidas, nós precisamos dar segurança a eles, para que possam ser pesquisadores e, sobretudo, possam atuar em parceria com o setor industrial. A terceira vertente é a do empreendedorismo inovador, onde o foco maior será na atividade do próprio aluno, para que o estudante possa pensar no seu próprio negócio, uma atividade mais empreendedora; e essa vertente é a que nós ainda estamos desenhando.
 
O objetivo principal dessa vertente será estimular a percepção dos estudantes para a importância do empreendedorismo, com o apoio do governo?
Exato, para que eles possam se sentir cada vez mais motivados e possam abrir seus próprios negócios, para então serem abrigados por outros programas, como de incubadoras, entre outros.
 
Qual será o orçamento destinado ao Ciência Inovadora Brasil e quando deverá ser lançado?
Ainda não fechamos os valores do programa. Sobre essa terceira vertente, nós ainda temos dúvidas se a manteremos dentro do Ciência Inovadora Brasil ou se criaremos um programa à parte. A vertente do empreendedorismo inovador está ainda em um estágio mais prematuro que as outras duas. Poderemos aguardar um pouco mais para lançarmos as três juntas ou podemos antecipar apenas as outras duas, que já estão mais estabelecidas, e faremos a do empreendedorismo inovador mais para frente. Nas próximas semanas isso vai ser definido. Em janeiro, sem dúvida.
 
O Ciência Inovadora Brasil terá um sentido complementar em relação à Embrapii, que será mais focada nos institutos de pesquisa? A necessidade de participação nos aportes dos projetos de pesquisa da Embrapii vai inviabilizar a participação das universidades?
Não está descartada na Embrapii a possibilidade de termos laboratórios de universidades, que atuem em parceria com o setor industrial e que disponham de recursos. Hoje, há uma determinação muito grande dentro do MCTI para que todos os nossos programas possam trabalhar mais em sinergia, não só os que estão sendo criados, mas também os já existentes. Por exemplo, os 126 Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia [INCTs], em áreas estratégicas para o País, e as unidades de pesquisa do Ministério, como INPE [Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais], INPA [Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia], LNCC [Laboratório Nacional de Computação Científica], CBPF [Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas], CNPEM [Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais], INT [Instituto Nacional de Tecnologia] e CETENE [Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste]. Temos nos reunido com esses institutos para que possam se juntar a nós no esforço de trabalhar nessas áreas estruturantes. Queremos cada vez mais poder atuar em sinergia para poder amplificar e multiplicar os resultados. O conjunto dos três pilares [academia, indústria e institutos de pesquisa] é que vai gerar o desenvolvimento tecnológico, com benefícios social e econômico, que alavancará essa potência inovadora em que nós queremos transformar o Brasil, um País que caminha para ser a quinta economia do mundo. Com esse impacto científico que nós já temos no mundo, nós não podemos aceitar com conformismo que nossos resultados do ponto de vista tecnológico e de inovação http://www.inovacao.unicamp.br/destaques/ensino-superior-comercio-e-credito-fazem-brasil-cair-em-ranking-mundial-de-inovacao não sejam mais expressivos.
 
Já houve a definição do modelo institucional da Embrapii?
Nós estamos bem próximos da fase final. No dia 13 de dezembro nós tivemos a última reunião do ano [do grupo de trabalho da Embrapii, reunindo MCTI, CNI e institutos], em que avaliamos os projetos que estão sendo contratados junto às três intuições que fazem parte desse projeto piloto. É surpreendente como tem crescido o número de projetos e como as iniciativas têm sido bem sucedidas. Esse projeto piloto tem nos alimentado tanto na parte operacional, sobre qual a melhor maneira de funcionar, como no modelo mais formal, jurídico e administrativo. Não temos encerrado isso ainda, mas nossa expectativa é de que nos próximos dias teremos isso concluído, queremos virar o ano com isso resolvido. Esse modelo administrativo, jurídico e estrutural está sendo pensado para que a Embrapii tenha muita independência e agilidade, para que, quando as empresas procurarem as unidades da Embrapii para contratar projetos de pesquisa, possam fazê-lo com muita rapidez. Quando nós falamos de inovação, a velocidade e a rapidez são ingredientes importantes. Queremos reduzir ao máximo a burocracia, dar disponibilidade financeira para que os recursos possam ser investidos e então cobrar os resultados dos projetos.
 
Quais os próximos passos da Embrapii a partir de junho de 2013, quando se encerram os 18 meses iniciais do projeto piloto, em que foram contratados os primeiros projetos?
A partir do primeiro semestre de 2013, queremos já abrir novas unidades da empresa e contratar novos projetos. Quando nós terminarmos esse desenho [do modelo institucional], já poderemos colocar isso no papel e começar a procurar novos parceiros. Nossa expectativa é de que, no segundo semestre de 2013, a Embrapii esteja funcionando a pleno vapor, implantada e com outras unidades, além das três associadas ao projeto piloto. Ainda estamos discutindo se a melhor maneira será convidar instituições ou se isso será feito por meio de editais. Nesse último caso, as regras são estabelecidas, se aceita espontaneamente as iniciativas de novas unidades e, a partir de um julgamento, concede-se autorização para que as novas unidades possam se incorporar à Embrapii.
 
Recentemente o ministro Marco Antonio Raupp destacou a importância do aprimoramento do marco legal para favorecer a cooperação entre os setores público e privado. O que falta ser feito na prática para superar esse problema?
A Lei do Bem, por exemplo, trabalha com empresas que fazem uso do lucro real. Atualmente há uma demanda muito grande para que empresas que trabalham com lucro presumido, ou que fazem uso do Simples, possam se beneficiar de incentivos adicionais. O governo tem se preocupado com isso, porque se existe uma empresa que possui um faturamento pequeno, que se enquadra no Simples, e por alguma razão cresce, sai do Simples e vai trabalhar com lucro presumido, há uma descontinuidade muito grande em relação aos impostos que se tem que pagar. O governo tem se preocupado com isso, para fazer essa transição de uma maneira mais suave. Outra coisa é que temos interagido muito com as empresas, temos ouvido muito suas demandas, com o objetivo de aperfeiçoar esse modelo de incentivos e benefícios. Há uma predisposição do governo em fazer isso e estamos trabalhando para que continuemos oferecendo e melhorando nosso leque de incentivos.
 
O Código Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação terá um papel essencial nesse processo?
O Código Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação é uma ferramenta importante, é um marco regulatório mais ampliado, mas é complexo. Isso está no Congresso Nacional e é complexo para que possamos pensar no sistema da maneira ampliada como estamos. Temos que trabalhar nessa questão mais ampliada, mas devemos seguir focando em áreas específicas e dando permeabilidade às ações, para que tenhamos um grande número de ações e cada uma delas beneficie determinado setor e determinado tipo de empresa, para que possamos olhar com cuidado para micro, pequenas e médias empresas, mas também para as grandes empresas, e para que estimulemos também o surgimento de start-ups. O sistema é enxergado hoje de uma maneira muito distribuída, e a intenção do governo é de oferecer ações específicas para cada setor e para cada área temática.
 
Fonte: Inovação Unicamp 


Cartaz de Divulgação (clique na imagem para ampliar)
Estão abertas as inscrições para o curso de extensão “Cinema etnográfico, imagem e pesquisa qualitativa em saúde”, oferecido pelo Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict)/Fiocruz, que ocorrerá entre os dias 31/01 e 1º de fevereiro de 2013.
 
O curso, ministrado pelo doutor e pesquisador Carlos Eduardo Estellita-Lins, visa apresentar alguns aspectos centrais da pesquisa qualitativa envolvendo imagens (fotografia, vídeo, cinema, dispositivos digitais). Além disto, pretende fomentar reflexão em ambiente de pós-graduação acerca da utilização de
metodologias de coleta de dados através da imagem. Pretende-se motivar para a discussão de práticas etnográficas em sentido amplo envolvendo questões de saúde–doença, vida e morte, cuidado e vulnerabilidade em diferentes culturas e múltiplas práticas sociais. O resultado esperado é incentivar atividades correlatas de pesquisa. O autor-realizador privilegiado será Jean Rouch.
 
O curso, que é gratuito, estará com inscrições abertas até 23/01. Os interessados deverão preencher formulário eletrônico de inscrição (solicitado pelo e-mail [email protected]) e enviar currículo abreviado e carta de intenção expondo importância do curso para as atividades profissionais do candidato.
 
A matrícula será feita no setor de Gestão Acadêmica, entre os dias 20 e 31 janeiro de 2013.
 
A chamada pública e a Ficha de Inscrição podem ser conferidas no site do Icict: www.icict.fiocruz.br
 
Outras informações podem ser obtidas na Gestão Acadêmica, pelos telefones 3882-9063, 3882-9033, e-mail [email protected]
 
Serviço:
Curso de Extensão: “Cinema etnográfico, imagem e pesquisa qualitativa em saúde”
Público-alvo: Alunos de pós-graduação ou que estejam interessados no tema
Número de Vagas: 35
Aulas: 9h as 18h
Local: Fiocruz – Prédio da Expansão – Av. Brasil, 4.036, Manguinhos, no Rio de
Janeiro.
 
Fonte: Ascom Icict