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A União Nacional dos Estudantes comemorou, nesta quinta-feira (30/09), o compromisso público e oficial do Palácio do Planalto com a luta dos estudantes em defesa da destinação de 100% dos Royalties do petróleo e 50% do fundo social do Pré-sal para a educação. A declaração veio da presidenta da República, Dilma Rousseff, durante discurso na 39ª reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o chamado “Conselhão".
  
Foto: Divulgação
 
“Nós não temos dúvidas que temos que avançar ainda muito na educação. Para consolidar o desenvolvimento do Brasil no século 21 nós vamos precisar de educação”, disse Dilma, colocando o tema como uma prioridade do seu governo. Pela primeira vez, a presidenta assumiu, publicamente, o compromisso feito com a UNE, sinalizando a possibilidade do país chegar aos 10% de investimento do seu Produto Interno Bruto no setor.
 
“Nós concordamos com todas as políticas para viabilizar que o Brasil gaste mais em educação, podendo até manter um meta de dobrar até 2022 os investimentos, desde que tenha recursos para fazê-lo”, ressaltou. “Considero que seria muito oportuno que nós, no Congresso Nacional, aprovássemos o uso dos Royalties [do petróleo] e uma parte do fundo social [do pré-sal] para garantir que esse recursos existam”, disse a presidenta.
 
Para o presidente da UNE, Daniel Iliescu, membro do Conselho e presente ao encontro, é importante perceber que tanto Dilma quanto os diferentes segmentos que participaram da reunião “assumem a educação como eixo fundamental”.
 
Ao fim da reunião, Daniel procurou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que recentemente deu uma infeliz declaração dizendo que o investimento de 10% do PIB na educação quebraria o país. O presidente da UNE disse que a entidade saía entusiasmada da reunião com declaração de Dilma. Mantega afirmou que apoiava a questão dos royalties e também estaria comprometido com isso.
 
“Após a fala desproporcional do ministro, vamos agora trabalhar juntos para atingirmos nossos objetivos. O Brasil está unido nesta luta”, disse Daniel.
 
Segundo Daniel, a UNE convocará para as próximas semanas uma grande blitz ao lado do movimento educacional para intensificar a campanha pelos 10% do PIB. “Vamos mobilizar unir todos os DCEs e DAs do país em defesa de mais investimentos na educação via recursos do petróleo”, convocou.
 
Fonte: UNE

*As opiniões aqui reproduzidas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião da entidade. Artigos podem ser enviados para [email protected] 

 

Eloi S. Garcia é pesquisador e ex-presidente da Fundação Oswaldo Cruz. 

 
Não são surpresas nem novidades que quase todos os países da América Latina não fazem parte dos primeiros da lista em inovação, ou seja, a habilidade de inventar novos produtos ou processos, pois estamos ficando para trás na qualidade da educação, ciência, tecnologia e desenvolvimento tecnológico.
 
Em uma economia baseada principalmente em processos e produtos inovativos, onde as empresas utilizam a cultura do conhecimento para desenvolver novas tecnologias, a inovação é um fator de importância para o mercado brasileiro.
 
Infelizmente, o nosso país não se encontra em boa posição quando se faz o "ranking" global de inovação, onde entre os países com maior liderança se encontram a Suíça, Suécia, Singapura, Inglaterra, Holanda, Estados Unidos, Coréia do Sul e alguns outros países. Para se ter uma idéia, enquanto a Coréia do Sul registrou mais de 13 mil patentes nos Estado Unidos em 2011, o Brasil registrou um pouco mais de 200 e a Argentina cerca de 50 patentes.
 
Esta classificação é baseada no número de novas patentes realizadas por país mas também nos investimentos na ciência, tecnologia e desenvolvimento. Estes países estão avançando de maneira rápida, principalmente os países Asiáticos.
 
Na América Latina o país que possui destaque na área de inovação é o Chile seguido de longe pelo Brasil, Costa Rica, Colômbia, Uruguai, Argentina e outros países. Nesta classificação anual do "ranking" global de inovação, o Brasil caiu nove lugares se comparado com a classificação do ano passado.
 
Em um quadro global que se classifica os países entre os mais importantes para a inovação, o que estão aprendendo a inovar, ou aqueles que inovam pouco, o Brasil ainda se enquadra no último grupo, enquanto China, Índia e alguns outros poucos países estão "aprendendo" a fazer inovação.
 
Apesar do Brasil se destacar entre as 12 maiores economias do mundo, o baixo teor de inovação normalmente se deve ao ambiente político, regulatório e empresarial, bem como a qualidade da educação, principalmente em ciência e tecnologia. Estamos começando a reconhecer a importância da inovação para enfrentar o mundo comercial.
 
O Brasil, apesar da crise econômica mundial, vem reconhecendo e aumentando os recursos e isto é fundamental para o desenvolvimento tecnológico moderno. Nos próximos anos teremos maior destaque nos processos inovativos nas indústrias de todas as áreas.
 
Fonte: Jornal da Ciência 

A presidenta Dilma na quarta-feira (29 ) sancionou a lei que destina 50% das vagas em universidades federais para estudantes oriundos de escolas públicas. A Lei das Cotas Sociais contou com o engajamento diversos movimentos que lutam pela democratização da universidade. 

Foto: Divulgação

Para Luana Bonone, presidenta da ANPG, a sanção da Lei é o começo de uma importante transformação. "A democratização do acesso ao ensino superior é uma demanda levantada há anos pelos movimentos sociais. O Estado brasileiro assume uma postura justa e necessária, que deve ser acompanhada do fortalecimento do Ensino Médio público", afirmou.

 
Além disso, Luana enfatizou a importância de uma política estudantil que contribua com as mudanças: "A expansão da universidade pública precisa continuar em ritmo acelerado e com garantia de qualidade e políticas de permanência desses novos estudantes na instituição, o que significa assistência estudantil e ampliação do número de bolsas, em diversas modalidades, do ensino médio à pós-graduação."
 
Segundo o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, a Lei de Cotas Sociais vai ajudar os melhores alunos da rede pública a ingressar nas universidades federais. Ele afirmou que os dados da edição 2011 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) mostram que a média dos 150 mil melhores estudantes da rede pública foi superior à média dos estudantes do setor privado. “Estamos abrindo uma oportunidade para que esses bons alunos, os melhores alunos da rede pública, tenham uma melhor oportunidade de acesso às universidades federais (…) Agora, não podemos deixar de reconhecer que é um desafio, que é melhorar cada vez mais o ensino público, especialmente o ensino médio, e essas cotas vão motivar os alunos a estudarem cada vez mais”, disse.
 
Da redação, com informações do Blog do Planalto 
 

Cinco milhões de páginas digitalizadas à disposição dos interessados. Assim é a Hemeroteca Digital Brasileira, lançada oficialmente na última semana e disponível para consulta gratuita no endereço http://hemerotecadigital.bn.br/

 

A página virtual reúne jornais e revistas extintos ou raros publicados de 1808 ao século XX e pode ser acessada pela internet. O portal oferece a possibilidade de buscas por título, período, edição, local de publicação e palavras dentre o material disponibilizado. São exemplares de peças históricas como o Correio Braziliense, O Malho, Diário Carioca, Última Hora, Jornal do Brasil e ainda, periódicos científicos, como a Revista Médica Brasileira e a Rodriguesia: revista do Jardim Botânico do Rio de Janeiro – todos disponíveis para consuta e impressão. Visite!

A Hemeroteca Digital Brasileira
 
A Fundação Biblioteca Nacional oferece aos seus usuários a HEMEROTECA DIGITAL BRASILEIRA, portal de periódicos nacionais que proporciona ampla consulta, pela internet, ao seu acervo de periódicos – jornais, revistas, anuários, boletins etc. – e de publicações seriadas.
 
Na HEMEROTECA DIGITAL BRASILEIRA pesquisadores de qualquer parte do mundo passam a ter acesso, inteiramente livre e sem qualquer ônus, a títulos que incluem desde os primeiros jornais criados no país – como o Correio Braziliense e a Gazeta do Rio de Janeiro, ambos fundados em 1808 – a jornais extintos no século XX, como o Diário Carioca e Correio da Manhã, ou que não circulam mais na forma impressa, caso do Jornal do Brasil.
 
Entre as publicações mais antigas e mesmo raras do século XIX estão, por exemplo, O Espelho, Reverbero Constitucional Fluminense, O Jornal das Senhoras, O Homem de Cor, Marmota Fluminense, Semana Illustrada, A Vida Fluminense, O Mosquito, A República, Gazeta de Notícias, Revista Illustrada, O Besouro, O Abolicionista, Correio de S. Paulo, Correio do Povo, O Paiz, Diário de Notícias, e também os primeiros jornais das províncias do Império.
 
Quanto ao século XX, podem ser consultados revistas de grande importância como Careta, O Malho, O Gato, Revista da Semana, Klaxon, Revista Verde, Diretrizes e jornais que marcaram fortemente a história da imprensa no Brasil, como A Noite, Correio Paulistano, A Manha, A Manhã e Última Hora.
Periódicos de instituições científicas também compõem um segmento especial do acervo já disponível. São alguns deles os Annaes da Escola de Minas de Ouro Preto, O Progresso Médico, a Revista Médica Brasileira, os Annaes de Medicina Brasiliense, o Boletim da Sociedade de Geografia do Rio de Janeiro, a Revista do Instituto Polytechnico Brasileiro, a Rodriguesia: revista do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, o Jornal do Agricultor, entre muitos outros. O pesquisador pode consultar também outras modalidades de publicação, como o Boletim da Illustríssima Câmara Municipal da Corte, os Relatórios dos Presidentes das Províncias (no Império) o Boletim do Museu Paraense de História Natural e Ethnographia, a Revista do Archivo Público Mineiro, a Gazeta dos Tribunaes: dos juízes e factos judiciaes, do foro e da jurisprudência (Rio de Janeiro).
 
A consulta, possível a partir de qualquer aparelho conectado à internet, é plena e avançada. Pode ser realizada por título, período, edição, local de publicação e palavra(s). A busca por palavras é possível devido à utilização da tecnologia de Reconhecimento Ótico de Caracteres (Optical Character Recognition – OCR), que proporciona aos pesquisadores maior alcance na pesquisa textual em periódicos. Outra vantagem do portal é que o usuário pode também imprimir em casa as páginas desejadas.
 
Além da chancela do MINISTÉRIO DA CULTURA, a HEMEROTECA DIGITAL BRASILEIRA é reconhecida pelo MINISTÉRIO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA e tem o apoio financeiro da FINANCIADORA DE ESTUDOS E PROJETOS – FINEP, o que tornou possível a compra dos equipamentos necessários e a contratação de pessoal para a sua criação e manutenção. Neste momento do lançamento do portal – julho de 2012 –, são cinco milhões de páginas digitalizadas de periódicos raros ou extintos à disposição dos pesquisadores, número que se multiplicará com a continuidade da reprodução digital.
 

A Caravana dos Pós-Graduandos a Brasília foi marcada por uma intensa agenda de reuniões e atividades que buscam agregar apoiadores às reinvindicações dos pós-graduandos. Estiveram presentes alunos integrantes de 16 Associações de Pós-Graduandos (APGs), além de representantes de universidades e movimentos pró-APG. A Caravana a Brasília, além de reivindicar por uma política permanente de valorização das bolsas de pesquisa, visa concretizar apoiadores para a proposta de origem do legislativo, popularmente conhecida como PL dos Pós-Graduandos. 

Na reunião quarta-feira (28) os líderes estudantis foram recebidos pelo presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Glaucius Oliva. Na ocasião as pautas do movimento científico foram apresentadas com intuito de garantir o compromisso da agência de fomento na defesa de uma política de valorização e nos encaminhamentos para a consolidação do PL. O caráter estratégico dessa demanda foi reconhecido pelo presidente, que afirmou que atuará como interlocutor junto ao governo. 
 
Glaucius ressaltou o esforço que a agência tem feito no sentido de mudar a situação do quadro comprimido da pós-graduação brasileira e anunciou a criação de novos programas. Um deles é o “Ciência Inovadora” que pretende estimular a inovação tecnológica e social com vistas à interação com a comunidade e aos interesses locais. De acordo com o presidente, esses jovens beneficiados, serão daqui 10 anos a cara da ciência brasileira. Os programas foram apresentados no conselho deliberativo da agência e já percorrem o caminho para sua implementação.  
 
O presidente destacou o papel da ANPG na luta dos pesquisadores brasileiros. “Vocês possuem uma visão que vai muito além dos interesses imediatos. É um engajamento essencial para a ciência e tecnologia.”, afirmou.
 
Brasília com as cores dos pós-graduandos
 
Nem o sol forte que fez em Brasília na quinta-feira (29) desanimou os estudantes que pintaram o Ministério da Educação (MEC) com as cores do movimento. Enquanto os diretores e representantes das APGs seguiram para reunião com Aloízio Mercadante, ministro da Educação, parte dos estudantes permaneceram no entorno do prédio, panfletando, produzindo cartazes e dialogando com os transeuntes. Berenice, estudante da Escola Superior de Agricultura da USP, enquanto pintava o gramado da esplanada, contou sobre a expectativa para os resultados da Caravana. “Esperamos que o Ministro ouça as nossas reivindicações. A ciência já fez muita coisa pelo país, e é ela quem impulsiona o Brasil para frente.” 
 
Aloízio Mercadante ouviu as demandas da pós-graduação e garantiu que os 10% de reajuste nas bolsas de pesquisa para o primeiro trimestre de 2013 está confirmado e não há possibilidade de recuo.  
O ministro citou alguns dados para comparação: Diversas categorias estão em greve e, neste quadro, a 3º maior proposta de reajuste, até agora, é da ANPG que contabiliza pouco mais de 20% – considerando o reajuste de 10%, feito em Julho de 2012 e o 10% previsto para Janeiro de 2013. Outros setores receberam a proposta de 15,8%, divididos em três anos partir de 2013. 
 
De acordo com a ANPG garantir o reajuste é prioritário, mas construir uma política permanente de valorização é estratégico, por isso, a consolidação do PL dos pós-graduandos se faz tão necessário. “Voltaremos para as nossas universidades com a tarefa de ampliar o debater acerca dessa pauta, discutir o seu conteúdo e, principalmente, convencer a base parlamentar de sua importância”, afirmou Luana Bonone, presidenta da ANPG, na plenária final. 
 
Uma moção direcionada à presidenta Dilma foi elaborada nos dias que antecederam a caravana. A presidência não pode receber os pós-graduandos, mas direcionou o pedido ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI), que representado pelo  secretário executivo, Luiz Antônio Rodrigues Elias, reuniu-se com os universitários. 
 
Blitz no Congresso
 
Divididos em grupos, os estudantes percorreram os gabinetes da câmara e senado federal numa Blitz pelo Congresso. Com panfletos, adesivos e cartazes os deputados foram abordados e apresentados as pautas. Embora o movimento no congresso federal neste período seja menor, os estudantes consideraram a atividade positiva. André Vieira, estudante de Física na Unicamp, acredita que deste encontro com os parlamentares há de surgir efeito. “Precisamos encontrar deputados que incorporem a nossa causa e reconheçam legitimidade do nosso projeto. Somente realizando atividades como essa que fizemos hoje, conseguiremos dar bons rumos a pós-graduação brasileira.“
 
Próximos Passos
 
Os participantes voltaram com tarefas a serem cumpridas. Os saldos da caravana foram positivos e devem ser alinhados aos próximos passos. Trata-se da continuidade de uma jornada que deverá fortalecer a luta nas bases, convictos de que é preciso avançar nas conquistas e atender as necessidades dos pós-graduandos, possibilitanto uma pesquisa de qualidade voltada ao desenvolvimento do país. 
Pelo reajuste, pela valorização permanente e pela aprovação do PL dos Pós-Graduandos, os universitários seguem lutando.
 
Veja as fotos da Caravana aqui.
 
Da redação.
 
 
 
 
 
 

O Seminário Políticas Públicas, Direitos Fundamentais e Desenvolvimento, que acontecerá na Universidade Cândido Mendes – RJ, nos dias 19 e 20 de setembro de 2012, está com chamada aberta para submissão de trabalhos.

As inscrições seguem até 06 de Setembro e devem ser encaminhado para o e-mail [email protected].

Cada participante pode inscrever até 02 artigos, e sua aprovação depende da inscrição efetuada no evento. 
 
Leia edital completo aqui 
 

A ANPG e APGs de todo Brasil seguem mobilizadas para construir uma atividade significativa em Brasília nos dias 28, 29 e 30 de Agosto. Objetiva-se realizar uma série de reuniões e atos que reforcem a defesa de uma política permanente de valorização e do reajuste das bolsas de pesquisa. 

A caravana da ANPG reunirá pós-graduandos de todo o Brasil, para reivindicar uma bandeira histórica para o movimento nacional dos pós-graduandos: o estabelecimento de uma política permanente de valorização e isonomia das bolsas de pesquisa. A programação da caravana prevê atividades no congresso nacional, como a blitz na câmara dos deputados e no senado federal buscando agregar apoiadores à campanha dos estudantes pesquisadores. O Ministro da Educação, Aloizio Mercadante, já confirmou que receberá os líderes estudantis. A direção da ANPG solicitou audiência com os presidentes da Capes e CNPq, Jorge Guimarães e Glaucius Oliva, respectivamente.

 
É importante que todos os pós-graduandos sintam-se peça fundamental para garantir que a atividade seja vitoriosa. Além da presença no ato, é necessário que as APGs assinem a moção direcionada à presidenta Dilma disponível aqui. 
 
 
PROGRAMAÇÃO DA CARAVANA
 
DIA 29/08
 
8h- Concentração em frente ao Congresso Nacional (gramado) com Oficina de faixas e cartazes
 
10h- Blitz na câmara e no senado em defesa de uma política permanente de reajuste das bolas
 
12h Almoço
 
13h- Blitz na câmara e no senado em defesa de uma política permanente de reajuste das bolas
 
15h- Ato em frente aos Ministérios da Educação e do Planejamento.
 
18h- Plenária e avaliação do movimento
 
 
Para mais informações sobre a Caravana, entre em contato pelo telefone (11) 5082. 3691 ou [email protected]
 
 
 
 
Da redação. 

O movimento dos pós-graduandos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) realizou na última quarta-feira (22) uma palestra para debater o movimento estudantil com vistas a estruturar uma APG na universidade. Os diretores Caio Lara, vice-presidente da regional sudeste e Pedro Peixe, diretor de instituições públicas, ambos representando a ANPG, marcaram presença na atividade. O pró-reitor de Pós-Graduação, Prof. Ricardo Santiago Gomez, também prestigiou a mesa de debate.

 
Fotos: Caio Lara e Pedro Peixe
O professor convidado Luis Oswaldo Carneiro Rodrigues proferiu a palestra “Formação acadêmica versus produtividade estudantil: o Tamanduá Olímpico entrega o ouro” para o público formado pelos estudantes do movimento local e os representantes da Universidade Federal Ouro Preto (UFOP). 
 
A participação dos diretores da ANPG vem de encontro com o esforço da entidade em estimular a constituição de novas associações no país.  Os diretores ressaltaram a importância de fortalecer a representação estudantil em Minas Gerais, com a organização do movimento estudantil na universidade, que é a maior do Estado. 
 
O movimento pró-APG UFMG foi encabeçado pela estudante de pós-graduação Juliana Viegas. O próximo passo rumo à concretização da APG/UFMG é a eleição da futura diretoria, dia 22 de Setembro. 
 
Fique atento e participe!
 
Da redação, com informações de Caio Lara
 

 

A  SBPC encaminhou nesta quarta-feira (22) à excelentíssima senhora presidenta Dilma Rousseff, um manifesto sobre os recursos a serem destinados ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2013, em preparação pelo Poder Executivo para encaminhamento ao Congresso Nacional. Confira o texto na íntegra.

 

 
 
Senhora Presidenta,
 
A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e suas 105 Sociedades Científicas associadas, em reunião realizada neste mês de agosto, manifestam a preocupação com os recursos a serem destinados ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2013, em preparação pelo Poder Executivo para encaminhamento ao Congresso Nacional.
 
O Brasil ocupa hoje a 6ª posição na economia mundial e está entre os 13 países com maior produção científica, segundo ranking baseado nos artigos científicos publicados em revistas indexadas. No entanto, de acordo com dados internacionais, ocupa a 57ª  posição em educação básica, e o 58º lugar em inovação. Essas posições refletem a necessidade de aumento nos investimentos voltados para o desenvolvimento educacional, científico e tecnológico nacional, necessários para a consolidação de uma política de Estado estruturada de ciência, tecnologia e inovação.
 
 
As sociedades científicas reconhecem as iniciativas ousadas de V.Exa. em prol da educação e da CT&I, claramente demonstradas com a criação do programa Ciência Sem Fronteiras. Porém, não podemos negligenciar o fato de que durante dois anos consecutivos houve cortes importantes no orçamento da área de Ciência, Tecnologia e Inovação. 
 
As nações mais desenvolvidas investem em ciência e tecnologia para ampliar sua base de conhecimento e aumentar seu potencial de inovação, de modo a gerar mais emprego e melhorar a distribuição de renda. É esse o conceito da economia baseada no conhecimento propagado pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). A falta de recursos adequados não somente impossibilita a necessária expansão da infraestrutura para a pesquisa científica e tecnológica, como põe em risco a infraestrutura já existente. 
 
A SBPC reconhece parte importante do esforço quanto às dotações recebidas à conta de instrumentos como os fundos, sobretudo o Fundo Setorial do Petróleo e Gás Natural, que tem apoiado uma gama extensa de atividades de C,T&I pelo seu caráter transversal, envolvendo diversas áreas do conhecimento.
 
No entanto, a despeito do muito que se realizou com esse fundo, o novo marco regulatório do setor de petróleo e gás natural, que se encontra em discussão no Congresso Nacional, por meio do Projeto de Lei nº 2565/2011, prejudica consideravelmente o esforço do MCTI. O PL propõe a redução de grande parte dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – FNDCT, especificamente aqueles destinados ao CT-PETRO, que são voltados para o financiamento da pesquisa científica e do desenvolvimento tecnológico aplicados ao setor. 
 
A legislação em vigor (Lei nº 9.478/1997) destina ao CT-PETRO a parcela de 25% dos royalties excedentes do regime de concessão. A gravidade da extinção dos recursos dos royalties do CT-PETRO está no prejuízo causado ao esforço do MCTI de ampliar e tornar mais estáveis os recursos disponíveis para a pesquisa e o fomento tecnológico no País. Solicitamos que no futuro 50% dos royalties do petróleo sejam destinados a C,T&I.
 
Senhora Presidenta, ao invés de se cortar recursos destinados ao MCTI, apelamos ao governo que recomponha o orçamento do Ministério na LOA referente a 2013, de forma a assegurar ao Brasil uma posição de constante desenvolvimento da ciência e tecnologia em busca da prosperidade e da justiça social.
 
 
Atenciosamente,
 
HELENA BONCIANI NADER
Presidente
 
 
 
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançou, nesta segunda-feira (20), em São Paulo, o Programa Estratégico de Software e Serviços de TI, o TI Maior, com a finalidade de fomentar a indústria de software e serviços na área de tecnologia da informação (TI).
 
Com investimentos de aproximadamente R$ 500 milhões para o período de 2012-2015, o TI Maior está estruturado em cinco pilares: desenvolvimento econômico e social, posicionamento internacional, inovação e empreendedorismo, produção científica, tecnológica e inovação, e competitividade. Os recursos serão subvencionados por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
 
O TI Maior prevê ações, como: aceleração de empresas com base tecnológica, a consolidação de ecossistemas digitais; a preferência nas compras governamentais para softwares com tecnologia nacional; capacitação de jovens para atuar na área de TI e atração de centros de pesquisa globais.
 
"Queremos que a produção de softwares cresça no Brasil a uma taxa muito alta e que esse crescimento represente divisas para o País, geração de renda para as empresas e criação de postos de trabalho qualificados para os brasileiros. O software brasileiro deve fazer frente ao produzido no exterior", disse o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp.
 
O secretário de Política de Informática do MCTI, Virgilio Almeida, destacou que um dos maiores desafios do programa será a redução da defasagem científica e tecnológica que separa o Brasil das nações mais desenvolvidas. "O setor de TI já tem 73 mil empresas no Brasil e faturou US$ 37 bilhões apenas em 2011, ou seja, nossa indústria é qualificada. O TI Maior chega para fomentar esse campo portador de inovação, acelerando os demais setores econômicos do País", ressaltou Virgilio.
 
Fomento
 
Um dos principais motores do Programa TI Maior será o fomento às start-ups, aceleradoras de pesquisa e desenvolvimento na área de softwares e serviços. As start-ups serão estruturadas em uma rede de mentores e investidores, por meio de consultorias tecnológicas, institutos de pesquisa e incubadoras, parcerias com universidades, articulação com grandes empresas nacionais e internacionais, além de programas de acesso a mercado e compras públicas.
 
 
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Fonte: Jornal da Ciência