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Você sabe as diferenças entre currículo vitae e currículo lattes? Sabe em quais situações um ou o outro são indicados? É isso o que vamos esclarecer neste artigo.

Na realidade, ambos currículos buscam servir como um mapa da trajetória profissional do especialista. No entanto, são produzidos de maneiras bem diferentes!

CNPq Currículo Lattes

Todo currículo Lattes é feito na plataforma Lattes do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). É um site intuitivo e que possibilita ao pesquisador colocar todos os detalhes de sua trajetória profissional. Ele também é mais longo que o currículo vitae.

O currículo Lattes, visa a construção da imagem da vida e trajetória profissional do cadastrado, dando especial ênfase à vida acadêmica deste. Dessa forma, esse currículo não é focado em experiências profissionais e suas habilidades, mas sim nas as produções; áreas de atuação e experiência no sentido do âmbito de pesquisa em áreas de ciência e tecnologia.

A diferença mais gritante entre o currículo Vitae e Lattes é o objetivo principal de cada um.. O primeiro é o currículo profissional que é geralmente solicitado no mercado de trabalho. Já o segundo é mais direcionado para pesquisadores e profissionais da área acadêmica.

Quanto ao tamanho final de um Lattes depende muito da experiência do profissional. Para aqueles que estão ingressando na pesquisa e tem pouca experiência, o ideal é um Lattes de duas a quatro páginas. Já para um profissional bastante experiente e com uma produção acadêmica mais robusta, o comum é que seu Lattes contenha até sete páginas, lembrando que não deve exceder dez páginas.

Apesar de ser um currículo indicado para profissionais na área de pesquisa acadêmica, nada impede que possa ser feito por qualquer pessoa mesmo porque muitas empresas vêm solicitando este tipo de currículo.

Para que serve o Currículo Lattes

O currículo Lattes é necessário também para possibilitar a concessão de bolsas de pesquisa, participação em projetos acadêmicos e participação em eventos científicos. Ele é  a porta para a avaliação que precede a concessão desses benefícios no meio acadêmico, além disso, os órgãos de fomento de maneira geral costumam consultar o Lattes do candidato para avaliar sua produção científica, um passo essencial para esse processo.

O sistema Lattes é referência em armazenamento de dados, cruzamento de informações e de cadastrados e se tornou parte cotidiana do trabalho de quem se envolve com agências de fomento à pesquisa e daqueles que estão engajados em pesquisa e docência em instituições de ciência e tecnologia.

A plataforma Lattes possibilita consultas de qualquer localidades e faz com que a produção do docente tenha mais visibilidade, promovendo um maior intercâmbio entre pesquisadores e grupos de pesquisa. Pela razão de que no Lattes é possível registrar outros pesquisadores que fazem parte de algum projeto e construir um comunidade científica.

Programas como os de pós-graduação e os de iniciação científica e tecnológica podem contar com a eficiência do sistema lattes para avaliar docentes e discentes no âmbito de currículo, avaliando produtividade e relevância a fim de direcionar seus subsídios a determinados projetos e instituições.

Por exemplo, é possível traçar uma imagem institucional através do conhecimento sobre o volume de produções, pesquisas, projetos, instituições e orientações em andamento na mesma.

O currículo Vitae e sua inerente importância no mercado

O termo “curriculum vitae” é proveniente do latim e tem como significado “trajetória de vida”. Dessa forma, é um documento de estilo histórico que relata o caminho educacional e/ou acadêmico e as experiências profissionais da pessoa.

Também conhecido como “CV” ou simplesmente “currículo”, o documento visa apresentar o perfil do candidato às empresas. Portanto é uma síntese de qualificações e aptidões onde o profissional descreve suas vivências profissionais, sua formação acadêmica, dados pessoais e até mesmo suas qualidades. Atualmente, o currículo é o mais pedido entre as empresas e funciona como um cartão de visita entre o empregado e o empregador.

Como fazer um Currículo Vitae notável

Não há uma modelo certo para um currículo e nem mesmo uma plataforma oficial como é o caso do currículo lattes. Entretanto, alguns elementos são essenciais como: dados para contato, experiências profissionais do candidato, formação acadêmica, cursos realizados (exemplo; cursos de idiomas, de informática, programas de computador que domina, entre outros).

O currículo vitae é o ideal para profissionais que desejam encontrar um emprego, e isso independentemente da quantidade de experiência ou capacitação do profissional. Um currículo é sempre bem vindo e obrigatório em todo processo seletivo.

Visualmente, o currículo deve ser simples e clean, portanto, nesse momento tenha em mente que menos é mais. O ideal é papel branco, fonte comum (como Arial ou Times New Roman), margens fixas e tamanho bem legível  de letra. Evite cores, floreios e fontes de difícil leitura.

A estrutura do currículo deve ser:

  • Objetivo
  • Formação
  • Experiência
  • Outras Atividades
  • Referências.

Entretanto, no caso de um profissional que esteja há mais tempo no mercado, é interessante que as experiências profissionais venham antes da formação acadêmica.

Isso porque o foco principal do entrevistador será na experiência prévia do candidato. Já para candidatos no começo de carreira, é aconselhado que sua formação esteja em primeiro lugar, isso porque as vivências são majoritariamente acadêmicas e merecem destaque.

  • Objetivo

O primeiro espaço relevante do seu currículo deve contar com seu objetivo de forma breve e clara. Não use adjetivos como por exemplo “analista de marketing com boas relações sociais” esse não é o momento de se auto-avaliar, quem fará isso é o entrevistador.

  • Formação

Este campo deve conter todas as suas informações educacionais como escolas, universidades, faculdade, mestrado e outros cursos acadêmicos como especialização, extensão e intercâmbios.

Nesse momento é bom ser sucinto, apenas incluindo nome da instituição, tipo de diploma, curso, cidade e ano de conclusão. Também é nesse espaço onde você deve colocar sua experiência com outros idiomas, Mas atenção, assim como em todo o currículo, não minta o seu nível de proficiência ou o exagere.

Lembre-se de que tudo o que você colocar no currículo pode e irá ser conferido e testado, não apenas no momento da entrevista como na sua trajetória dentro da empresa.

  • Experiência

A ordem cronológica deve ser inversa, ou seja, do seu emprego mais recente (ou atual) até o mais antigo. Coloque nesse espaço uma breve síntese das suas ações dentro das empresas em que trabalhou e como você contribuiu para o crescimento da mesma. Se tiver números que atestam isso é melhor ainda!

É bom ter em mente que as empresas só contratam alguém porque estão com algum problema para resolver. E quem irá resolver esse problema? Sim, você mesmo! Pesquise antes sobre a empresa, o que ela faz eo que você pode contribuir para ela. Guie suas falas na entrevista de modo a mostrar a diferença que você pode fazer dentro da empresa e como pode ajudá-la no seu desenvolvimento.

Para quem está em busca do primeiro emprego ou ainda está no comecinho da carreira, esse tópico de “experiência” pode parecer assustador. Afinal, são muitas vagas que estampam na primeira chamada o pré requisito “com experiência” e isso acaba por intimidar o candidato ao construir o seu currículo.

A fim de contornar isso, é interessante acrescentar à “experiência” atividades como voluntariado, estágio de férias, ou mesmo projetos pessoais que de alguma forma colaboraram para o seu desenvolvimento. É essencial mostrar que, mesmo sem um emprego, você teve uma postura proativa e foi atrás de conhecimento, bem como os que colocou em prática.

Se tiver números que mensuram a diferença que você fez nesses projetos, será ainda mais interessante. Como você fez a diferença? Quais metas atingiu? Lembre-se de que é mais importante descrever suas conquistas do que suas responsabilidades. São as conquistas que irão mostrar do que você é capaz e como, assim, fará diferença na empresa.

  • Outras atividades

Nesse campo você deve colocar experiências que colaboraram para a sua formação. Você pode citar algum evento que tenha organizado ou vivências esportivas e acadêmicas. Por exemplo, se você fez um documentário no YouTube e ele teve um bom engajamento, é interessante citá-lo no currículo. Se você foi líder do time de basquete da faculdade, por exemplo, fale sobre isso e sobre como a sua postura de liderança e de motivação à equipe ajudou a todos.

Essa seção não é obrigatória mas é interessante para mostrar a sua personalidade e postura em outros aspectos. É especialmente útil se você não tem experiência para adicionar ao currículo.

  • Habilidades

Dependendo do cargo almejado, talvez seja interessante um espaço exclusivo para as suas habilidades. Ou seja, para os programas que você domina (exemplo: Photoshop e Excel), as línguas que domina (bem como exames de proficiência ou diploma). Coloque itens que sejam úteis e façam a diferença dentro do cargo pretendido.

  • Referências

Antes de preencher esse campo com o contato do seu orientador, primeiro peça permissão e o deixe ciente de para qual empresa e cargo você está aplicando e talvez precise de uma recomendação.

Esse espaço serve como uma carta de recomendação, você deve colocar pessoas relevantes e que realmente conheçam a sua produção profissional e possam atestar sua competência caso seja necessário. Deve conter portanto, um ou mais contatos com nome, cargo, telefone e e-mail de cada um. Caso não tenha quem possa te referenciar não se desespere, esse é apenas um campo opcional.

Agora você já sabe como montar um currículo vitae e um currículo lattes e qual a diferença entre ambos. Chegou a hora de agir rumo ao seu sucesso profissional. Comece com o seu currículo!

Confira

CNPq Currículo Lattes

O currículo Lattes é indicado principalmente para profissionais acadêmicos,ou seja que estão na pós graduação ou que já sejam docentes. Ele é feito na plataforma Lattes do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). A plataforma é intuitiva e possibilita ao pesquisador colocar todos os detalhes de sua trajetória acadêmica.

O currículo Lattes, visa a construção da imagem da vida e trajetória profissional do cadastrado, dando especial ênfase à vida acadêmica deste. Dessa forma, o Lattes é focado nas produções, áreas de atuação e experiência de pesquisa em ciência e tecnologia.

Para quem o Lattes é indicado?

Apesar de ser um currículo indicado para profissionais na área de pesquisa acadêmica, nada impede que possa ser feito por qualquer pessoa. Até mesmo porque, muitas empresas vêm solicitando este tipo de currículo.

Quanto ao tamanho final de um Lattes depende muito da experiência do profissional. Para aqueles que estão ingressando na pesquisa e tem pouca experiência, o ideal é um Lattes de duas a quatro páginas. Já para um profissional bastante experiente e com uma produção acadêmica mais robusta, o comum é que seu Lattes contenha até sete páginas.

Para que serve o Currículo Lattes

O Lattes é a porta para a avaliação que precede a concessão de benefícios no meio acadêmico, além disso, os órgãos de fomento de maneira geral costumam consultar o Lattes do candidato para avaliar sua produção científica, um passo essencial para esse processo.

O currículo Lattes é necessário também para possibilitar a concessão de bolsas de pesquisa, participação em projetos acadêmicos e participação em eventos científicos.

A plataforma Lattes possibilita consultas de qualquer localidade e faz com que a produção do docente tenha mais visibilidade. Isso promove um maior intercâmbio entre pesquisadores e grupos de pesquisa. No Lattes é possível registrar outros pesquisadores que fazem parte de algum projeto, bem como orientadores e colegas da área que tenham trabalhado juntos.

Programas como os de pós-graduação e os de iniciação científica e tecnológica podem contar com a eficiência do sistema lattes para avaliar docentes e discentes no âmbito de currículo, avaliando produtividade e relevância a fim de direcionar seus subsídios a determinados projetos e instituições.

O sistema Lattes é referência em armazenamento de dados, cruzamento de informações e de cadastrados. O sistema se tornou parte cotidiana do trabalho de quem se envolve com agências de fomento à pesquisa. Como também, daqueles que estão engajados em pesquisa e docência em instituições de ciência e tecnologia.

É uma ferramenta importante também para que se possa avaliar o trabalho da pessoa cadastrada enquanto pesquisador, já que todas as informações relevantes sobre sua carreira e suas produções devem estar constando nesse sistema.

Agora que você já sabe da importância do Lattes, vamos te ensinar como fazer um currículo lattes!

Passo a passo de como fazer seu Currículo Lattes

  • Acesse a plataforma lattes e clique em “cadastrar novo currículo”.
  • Na página seguinte insira a nacionalidade e o e-mail. Crie uma senha e digite os caracteres que vê na imagem.
  • O cadastro é feito por meio do CPF. Isso torna todo o processo mais seguro, pois evita duplicatas e garante sua legitimidade. Dados pessoais e profissionais devem ser incluídos assim como uma foto de perfil.
  • Será solicitado: Nome e Sobrenome; data e país de nascimento, sexo e cor, CPF, número de identidade e informações correspondentes, nome e sobrenome do pai e da mãe.

Atenção para a foto: por se tratar de um currículo é interessante colocar uma foto mais formal que condiga com o documento.

  • Apresentação: O texto inicial pode ser gerado automaticamente e de forma simples pelo sistema Lattes. Ou você mesmo, o autor, pode incluir sua apresentação. Como é personalizável, use esse espaço para destacar suas principais produções  e conquistas acadêmicas, assim como sua área de atuação.
  • Formação acadêmica: insira o nome da instituição, curso, ano de início e conclusão. No caso de já possuir uma graduação, mestrado ou doutorado, é preciso ainda informar o título da dissertação/tese e o nome completo do orientador.
  • Atuação profissional: neste campo insira suas informações profissionais caso já esteja atuando na área.
  • Por fim é necessário inserir a área de atuação e as habilidades linguísticas. Em cada idioma que cadastrar, insira também fluência na leitura, escrita, compreensão e fala.
  • Na confirmação dos dados realize uma leitura atenta a fim de conferir cada informação. Caso encontre algum erro é só editar. Após analisar todos os dados, clique em “enviar ao CNPq” que seu currículo estará no banco de dados em até 24 horas.

Tenha qualidade no texto

Cuide do texto do seu currículo Lattes e não deixe a plataforma preencher todas as informações de forma automática. Preste atenção para não cometer erros de gramática e concordância ao longo do seu texto. Lembre-se de que ele pode ser o elemento que definirá seu futuro em uma pós-graduação ou em um evento acadêmico.

Outro ponto importante é sempre manter atualizado o seu texto. Sempre que participar de alguma banca, seminário, conferência, titulação, projeto de pesquisa, congresso, seminário, apresentação de trabalho, cursos complementares ou demais eventos acadêmicos e projetos de extensão, acrescente-os em seu currículo Lattes.

Para atualizar seu currículo lattes é apenas necessário acessar o endereço da plataforma Lattes e clicar no lado direito em “atualizar currículo”. Vai ser pedido CPF e senha para logar e então poder acrescentar informações. Não se esqueça de salvar e clicar em “enviar ao CNPq” quando terminar suas alterações.

Como colocar Iniciação Científica no currículo Lattes

Não existe ainda um campo específico para colocar iniciação científica no currículo Lattes. Portanto você pode colocar essa produção bibliográfica em “formação acadêmica” e “graduação”. Em “detalhamento” basta incluir o título do trabalho e o nome completo do orientador (mesmo o sistema denominado “monografia” esse é o campo mais indicado para colocar IC).

Esperamos que este artigo tenha sido esclarecedor e tenha te ajudado a fazer seu currículo Lattes!

O doutorado é uma titulação que exige mais do que outras pós-graduações como; mestrado, MBA ou especialização. No entanto, um curso de doutorado vai muito além da obtenção do diploma de doutor em determinada área. Vamos te explicar neste artigo como o doutorado funciona, em quais situações ele é uma pós vantajosa e também os benefícios que ele traz a quem o conclui.

Como o doutorado funciona?

O curso oferece um conhecimento extremamente aprofundado e ainda dá ferramentas para que o aluno desenvolva coisas novas. É nessa fase em que  o pesquisador se encontra mais maduro e apto para conduzir seus projetos com mais independência.

Ele é voltado para quem quer desenvolver conhecimento científico, inovação e tecnologia. Também para aqueles que desejam lecionar em universidades, sendo portanto, um intelectual altamente capacitado e especializado.

No mestrado, que normalmente foi feito anteriormente ao doutorado, o aluno teve contato com os caminhos teóricos e as principais produções intelectuais de sua área de pesquisa. No doutorado, por sua vez, o profissional deve apresentar conhecimentos inovadores adicionando mais conhecimento ao que será discutido na academia.

Quanto tempo dura um curso de doutorado?

O curso dura de 4 a 5 anos e possui uma carga horária bem reduzida nas salas de aula. Entretanto a maior parte do trabalho é feito em casa e isoladamente. Este consiste majoritariamente na leitura dos textos, pesquisa e dissertação da tese.

Como é o processo para entrar no doutorado?

Apesar de ser raro, alguns profissionais acabam entrando para o doutorado sem passar pelo mestrado. Mas são ocasiões mais isoladas, já que as próprias instituições não costumam aceitar.

Em parte isso acontece devido ao principal requisito. O aluno deve apresentar logo no começo uma tese original que será desenvolvida no doutoramento, além de contar também com um orientador. Isso pressupõe uma grande intimidade com a pesquisa acadêmica e maturidade para conduzir os estudos.

Entre os requisitos para o doutorado estão: ter um currículo exemplar mostrando claro interesse em seu objeto de pesquisa, além de comprovar ser um exímio pesquisador. Também é necessário comprovar proficiência em pelo menos dois idiomas fora sua língua mãe. Isso pode ser comprovado através de certificados ou provas aplicadas na instituição.

Como saber se o doutorado é indicado para você?

Não adianta fazer um doutorado apenas para ter o título de doutor. Esse é um curso muito aprofundado, complexo e que tomará grande parte do seu tempo, talvez até impedindo que você continue a trabalhar fora da pesquisa.

  • Determinação e foco

Essas são duas palavrinhas essenciais e que irão te acompanhar ao longo do curso. Afinal, você passará, no mínimo, quatro anos lendo sobre o mesmo assunto. Por isso é essencial que você realmente goste de sua pesquisa e tenha interesse em desenvolvê-la mais ainda pelos próximos anos.

  • Aptidão para a ciência

Se você logo no mestrado teve ideias originais sobre o tema e quer apresentá-las ao mundo, ou se quer lançar uma nova perspectiva sobre o seu objeto de pesquisa, então o doutorado é o curso certo para você.

  • Visa lecionar

Todas as universidades devem ter em sua maioria do corpo docente, professores doutores. Tendo a titulação, é mais fácil se destacar nos processos seletivos e conseguir a cadeira na faculdade pretendida

Como é o trabalho de conclusão?

O trabalho final que será avaliado é a tese. Ela é submetida a uma banca examinadora e deve conter um ponto de vista inédito, que também contribua para o avanço do conhecimento. O pós-graduando é submetido a uma sabatina por especialistas da banca. Se aprovado, o aluno recebe o título de doutor.

Por que fazer um doutorado?

Além das vantagens claras apresentadas anteriormente, algumas oportunidades são mais viáveis dentro de um doutorado, são elas:

  • Oportunidades de intercâmbio

Muitas universidades, sobretudo as públicas, oferece intercâmbios para que o pesquisador passe um tempo no exterior, são os chamados “bolsas sanduíches”. Além de morar alguns anos no exterior, você ainda irá receber uma ajuda de custo e poder ter novas vivências e entrar em contato com pessoas de outros países que estão desenvolvendo projetos semelhantes ao seu.

  • Aumento salarial

De acordo com o estudo Mestre e Doutores, realizado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações e Comunicações (MCTIC) os doutores ganham em média, por mês, R$ 13.861,00 isso é bem mais que média daqueles que não possuem pós-graduação, que é de R$ 2.449,00.

  • Desenvolver o pensamento crítico

Todo estudo desenvolve a capacidade analítica e intelectual do ser humano, formando pessoas com uma compreensão de mundo mais apurada e ampla. Com o doutorado é a mesma coisa, ele abre a visão para novas perspectivas e ideias.

  • Melhorar o domínio em línguas estrangeiras

Ao entrar em contato com, no mínimo, 2 idiomas estrangeiros, o profissional tem a oportunidade de desenvolver cada vez mais o domínio no idioma. Isso é ainda mais relevante caso o doutorado inclua intercâmbio para fora do país.

O governo incentivava o doutoramento

Um estudo foi feito em 2010 pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), o chamado “Doutores 2010” e mostrou que existia no Brasil menos de dois doutores para cada mil habitantes. Essa proporção era muito baixa se comparada com países desenvolvidos, como Canadá (6,5), EUA (8,4), Alemanha (15,4) e Suíça (23).

Por esse motivo, uma meta do Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG) 2011-2020 era o de duplicar o número de doutores para que o Brasil viesse a exercer um papel de maior destaque na produção global do conhecimento científico e no desenvolvimento de tecnologia de ponta. Para aumentar esse índice foi distribuída mais bolsas de doutorado. Entretanto atualmente, no ano de 2019,  as bolsas tem sofrido vários ataques do governo atual e sido drasticamente cortadas, como vemos nos noticiários.

O Mestrado Profissional é ideal para profissionais que querem continuar os estudos mas não desejam necessariamente dar aula no ensino superior ou ficar restrito a um laboratório. Além disso, é uma pós-graduação que vem sendo muito valorizada no mercado de trabalho. Isso porque o curso prepara mestres para atuar em diferentes áreas e não somente em contexto acadêmico.

O mestrado profissional é diferente do mestrado “tradicional”. Apesar de manter a mesma estrutura de tempo, metodologia de pesquisa e avaliação, o mestrado profissional se difere do tradicional em sua abrangência e aplicação.

Sua abordagem vai além do aspecto acadêmico e inclui estudos, técnicas e conceitos que podem ser inseridas no mercado de trabalho. Desta forma, ao concluir o mestrado acadêmico, o profissional pode tanto se dedicar à docência quanto se capacitar profissionalmente para atuar em empresas públicas ou privadas.

A CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) emitiu um artigo esclarecedor sobre o mestrado profissional, do qual destacamos o seguintes trecho:

“Antes de mais nada, o mestrado profissional (MP) é um título terminal, que se distingue do acadêmico porque este último prepara um pesquisador, que deverá continuar sua carreira com o doutorado, enquanto no MP o que se pretende é imergir um pós-graduando na pesquisa, fazer que ele a conheça bem, mas não necessariamente que ele depois continue a pesquisar. O que importa é que ele (1) conheça por experiência própria o que é pesquisar, (2) saiba onde localizar, no futuro, a pesquisa que interesse a sua profissão, (3) aprenda como incluir a pesquisa existente e a futura no seu trabalho profissional. Nada disso é trivial. O terceiro ponto é, por sinal, razoavelmente difícil. Por isso, o MP não pode ser entendido como um mestrado facilitado.”

Os profissionais que cursam mestrado profissional não ficam restritos à atuação numa universidade. Do contrário, eles são estimulados a levar todo o conhecimento científico adquirido para o mercado, a fim de melhorar a qualidade de produtos, serviços e processos.

“Seu objetivo é contribuir com o setor produtivo nacional no sentido de agregar um nível maior de competitividade e produtividade a empresas e organizações, sejam elas públicas ou privadas. Consequentemente, as propostas de cursos novos na modalidade Mestrado Profissional devem apresentar uma estrutura curricular que enfatize a articulação entre conhecimento atualizado, domínio da metodologia pertinente e aplicação orientada para o campo de atuação profissional específico.”

Como funciona a admissão no Mestrado Profissional?

Ingressar no mestrado profissional é bem mais fácil do que em um acadêmico porque o número de candidatos disputando uma vaga é bem menor se comparado com o acadêmico. Além disso, grande parte das instituições de ensino não exigem a apresentação de um pré projeto de pesquisa.

Apesar de ser mais fácil de ingressar, o mestrado profissional é tão rigoroso quanto o mestrado acadêmico. É necessário muita dedicação e estudo para desenvolver  projeto e dar conta das atividades e em alguns casos, os alunos precisam abrir mão de seu final de semana para se dedicar ao curso.

Qual a desvantagem dessa pós-graduação?

Ao contrário do mestrado tradicional, o mestrado profissional não possui bolsas de estudo de instituições públicas nem de privadas para esse tipo de pós-graduação. Isso acontece porque as instituições de fomento entendem que o mestrando já está no mercado de trabalho e, portanto, possui condições financeiras para bancar o curso.

Além disso, a formação do mestre profissional é muito mais cara do que a do mestre acadêmico. O curso pode custar em média R$ 67 mil e até ultrapassar os R$ 100 mil. A Capes até oferece uma bolsa de pouco mais de R$ 2 mil por aluno, porém essa oferta vem sendo direcionada apenas para programas voltados para a formação de professores da rede pública.

Optar por um mestrado profissional tem sido uma decisão cada vez mais frequente entre quem pretende fazer uma pós-graduação. Esperamos que este artigo tenha sanado suas dúvidas quanto ao mestrado profissional!

A CIE (Carteira de Identificação Estudantil) é o documento oficial que garante o direito à meia entrada em eventos culturais, esportivos e de lazer em todo o Brasil. Ela existe em duas versões: física (cartão) e digital (Certificado de Atributo), usando certificado digital ICP-Brasil. Em resumo, a famosa carteirinha de estudante é a mesma coisa que a CIE, prevista na Lei da Meia-Entrada nº 12.933.

Qual a diferença entre o CIE e o DNE?

Muitos estudantes ainda têm dúvidas sobre a diferença entre o CIE (Carteira de Identificação Estudantil) e o DNE (Documento Nacional do Estudante). Apesar de ambos servirem para garantir o direito à meia entrada, eles possuem características distintas:

  • CIE (Carteira de Identificação Estudantil):
  • Documento oficial reconhecido pela Lei da Meia-Entrada.
  • Emitido por entidades estudantis como UNE, UBES e ANPG.
  • Pode ser físico (cartão) ou digital (Certificado de Atributo com assinatura ICP-Brasil).
  • Permite acesso a eventos culturais, esportivos e de lazer, com validação via QR-Code.
  • Tem validade nacional e oferece segurança contra fraudes.
  • DNE (Documento Nacional do Estudante):
  • Opção alternativa de carteirinha estudantil, emitida por plataforma online.
  • Disponibilizado digitalmente imediatamente e enviado físico pelos Correios.
  • Não é emitido diretamente pelas entidades nacionais de estudantes, mas ainda garante o direito à meia entrada.
  • Ideal para quem busca praticidade e rapidez na emissão.

Em resumo, a CIE é o documento oficial da lei, enquanto o DNE é uma alternativa prática e reconhecida. Ambos permite

O que diz a lei sobre a CIE?

Segundo o Artigo 4º da lei:

… e entidades estudantis filiadas devem manter um banco de dados com o nome e registro dos estudantes portadores da CIE. Esse banco deve ser acessível a estabelecimentos e ao Poder Público.

Isso significa que a CIE oficial é emitida e reconhecida por UNE, UBES e ANPG. Mesmo com nomes diferentes, é o documento que permite aos estudantes aproveitar os benefícios da meia entrada em cinemas, shows, teatros e eventos esportivos em todo o Brasil.

QR-Code: segurança e praticidade

Cada CIE possui um QR-Code único que leva a um banco de dados oficial. Ele permite verificar se o estudante está regularmente matriculado e se tem direito à meia entrada em eventos.

O QR-Code contém uma URL segura com chave de acesso exclusiva. Isso garante que cada estudante tenha um registro único e evita fraudes. Essa tecnologia agiliza a entrada em shows, cinemas e teatros, protegendo estudantes e organizadores.

Certificado de Atributo: CIE Digital

Antes da Lei da Meia-Entrada, a comprovação de estudante era feita em papel, o que aumentava o risco de fraudes. Hoje, apenas a UNE, UBES e ANPG podem declarar oficialmente que alguém é estudante.

O Certificado de Atributo é eletrônico, assinado digitalmente e possui validade jurídica em todo o Brasil. Ele reúne todas as informações da CIE de forma segura e individual. Assim, apenas estudantes regularmente matriculados podem acessar a meia entrada.

A versão digital também permite consultar os dados rapidamente em qualquer lugar, evitando filas e conferências manuais. A emissão é eficiente e leva apenas alguns dias úteis.

Quem pode solicitar a CIE?

A CIE é destinada a estudantes de todos os níveis:

  • Fundamental
  • Médio
  • Técnico
  • Graduação
  • Pós-graduação

Inclui também estudantes secundaristas UBES e jovens de baixa renda inscritos em programas sociais.

O processo é simples:

  1. Fornecer documentos que comprovem matrícula ativa.
  2. Preencher o formulário de solicitação.
  3. Escolher a versão física ou digital.

O documento é válido por um ano e pode ser renovado. Além da meia entrada, permite descontos em transporte, museus, cursos culturais e atividades extracurriculares.

Carteira de Identificação Estudantil CIE

Em janeiro de 2020, foi lançada uma nova versão da CIE, com visual moderno e tecnologias de segurança aprimoradas. Ela é válida em todo o Brasil e garante o direito à meia entrada em eventos culturais, esportivos e de lazer.

A CIE é mais que uma carteirinha: é um documento que protege os direitos do estudante, facilita o acesso à cultura e educação e previne fraudes. Com ela, estudantes podem aproveitar oportunidades culturais e sociais, fortalecendo sua formação acadêmica e social.

Dicas de uso da CIE

  • Sempre apresente a CIE ou o certificado digital junto com documento com foto.
  • Em caso de perda ou dano da versão física, utilize a versão digital temporariamente.
  • Renove a carteira antes do vencimento para continuar usufruindo do benefício.

Portanto, a CIE Carteira de Identificação Estudantil CIE é o único documento oficial reconhecido pela Lei da Meia-Entrada, essencial para estudantes em todo o país, garantindo segurança, autenticidade e acesso a diversos benefícios.

Reunimos neste artigo órgãos de incentivo à pesquisa e instituições que dão bolsas de estudos para que você possa fazer uma pós-graduação gratuita.

Se você pensa em fazer uma pós-graduação saiba que não está sozinho nessa jornada. A concorrência tem aumentado no mercado de trabalho e isso somado à busca por promoções fez a procura por pós-graduação aumentar bastante. Entretanto, os custos de uma pós-graduação são bem altos e cada vez mais os estudantes têm procurado instituições públicas para concluir os estudos.

Na última década o Brasil teve um aumento de 80% de concluintes do Ensino Médio. Com mais gente se qualificando, mais competitividade e mais necessidade de se destacar no mercado de trabalho. Dessa forma, se tornou essencial ter mais de um diploma.

Além do destaque no mercado que se ganha fazendo uma Pós-graduação, ela te dá oportunidades de melhoria no salário, te ajuda a criar uma rede a mais de networking e conhecimento mais aprofundado sobre o assunto estudado

  • CAPES: Sigla para Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. É uma fomentadora governamental da pós graduação gratuita exclusivamente para stricto sensu. Pelo CAPES é possível conseguir bolsas de estudos para desenvolver pesquisas e fazer mestrado e doutorado. As bolsas de estudo da CAPES para mestrado parte dos R$ 1.400 ao mês, para doutorado R$ 1.800 e para pós doutorado R$ 3.200.
  • CNPq: Significa Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Também é uma via do governo para o desenvolvimento científico. As bolsas de estudo do CNPq para pós-graduação gratuita tem valores parecidos com os da Capes, mas para doutorado e pós-doutorado incluem mais um valor de R$ 400 por mês para compra de livros e viagens para congressos.
  • FINEP: A Financiadora de Estudos e Projetos, a FINEP, fomenta o desenvolvimentos tecnológico, científico e empresarial e realiza o financiamento para instituições e para estudantes em diversas modalidades.
  • FAPESP: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo também tem o propósito de amparo à pesquisa como as demais instituições supracitadas. No entanto, se limita ao estado de São Paulo.
  • NEORA: essa é uma empresa privada que oferece bolsas de estudos parciais. Não permite a pós-graduação inteiramente grátis mas financia parte dos estudos. Ela estabelece parcerias com faculdades e universidades particulares. Ela completa as vagas ociosas nos bancos das universidades de forma a ampliar a receita da instituição e a diminuir o custo para o aluno.
  • Bancos: a grande maioria dos bancos tem programas de financiamento estudantil. Funciona da seguinte forma: eles pagam parte ou toda a pós-graduação do aluno, que ao final devolve o dinheiro com juros quando já estiver exercendo a profissão.

Posso fazer pós-graduação em qualquer área?

Você pode fazer uma pós graduação em uma área completamente diferente da sua formação, ou mesmo semelhante. Os cursos feitos após a faculdade são uma boa opção para quem deseja mudar de área sem precisar fazer uma nova faculdade.

De acordo com o Ministério da Educação na resolução CNE/CES 1/2007:

“3° Os cursos de pós-graduação lato sensu são abertos a candidatos diplomados em cursos de graduação ou demais cursos superiores e que atendam às exigências das instituições de ensino.”

Note que pessoas formadas em cursos tecnólogos também estão aptas para fazer pós graduação, seja qual for o curso de pós escolhido, ou seja, qualquer pessoa que seja graduada está apta a fazer uma pós. E isso, independentemente da área original escolhida e da opção para pós graduação ser MBA, mestrado, mestrado profissional ou doutorado.

Vale se ater ao fato de que a pós-graduação em um outra área não dá direito ao exercício de profissões regulamentadas como: engenharia, nutrição e  medicina por exemplo.

A pós-graduação em outra área também é uma ótima opção para expandir seus horizontes e enriquecer seu trabalho. Isso porquê ter conhecimento de outras áreas e uma visão mais abrangente pode te ajudar muito a resolver problemas e a traçar novas estratégias no âmbito profissional. Apesar de a pós-graduação como um todo ter sofrido cortes em 2019, ainda é possível conseguir uma bolsa de pós-graduação para que você possa se dedicar plenamente à pesquisa e ao desenvolvimento.

A pós-graduação é dividida em dois grandes grupos. Neste artigo você vai entender a diferença entre pós graduação lato sensu e stricto sensu. As diferenças englobam variáveis como carga horária, competências a serem desenvolvidas ao longo do curso e objetivo profissional do discente. Preparado para alavancar sua carreira? Então vamos lá!

Lato sensu

São cursos focados no ganho de prática e no estudo de técnicas que ajudarão o profissional no dia a dia de trabalho. Portanto, são indicados para quem busca desenvolver suas experiências e conhecimentos e enriquecer o currículo.

Também são cursos que promovem a atualização do aluno no mercado de trabalho, tornando-o assim, mais atraente para as empresas que estão contratando.

Por concentrar alunos que já estão trabalhando inseridos em diferentes cargos do ambiente corporativo, cursos de lato sensu possuem uma carga horária mais flexível e que não sobrecarrega o profissional.

  • MBA

Sigla para “Master of Business Administration” é indicado para os profissionais que já estão há algum tempo no mercado e que estão objetivando a promoção a altos cargos. Aliando network a aquisição de know-how sobre gestão de pessoas, projetos e negócios, o aluno se desenvolve ao ponto de poder atuar em cargos vitais dentro de uma empresa. O aluno formando com MBA também se torna capacitado a ser o responsável por tomadas de decisão dentro do trabalho.

  • Especialização

É um curso onde o aluno aprimora seus conhecimentos dentro de uma área específica do seu campo de atuação. Ele possibilita que o profissional alcance domínios ante as mais distintas abordagens, interpretações e resoluções de problemas, além de buscar soluções práticas relacionadas ao conteúdo estudado.

Stricto Sensu

Quem busca esses cursos busca ingressar na carreira acadêmica e desenvolver conhecimentos e produções científicas. São cursos que tem como objetivo aprofundar os conhecimentos teóricos de forma que o aluno consiga desenvolver ideias originais e assim, ter o status de pesquisador.

Todas as opções de cursos stricto sensu ajudam o aluno a se desenvolver em diferentes abordagens metodológicas e científicas. Ele aprende assim,  a traçar linhas de investigação para o objeto de estudo que possui.

No stricto sensu, as discussões e análise de conceito, as teorias e os conhecimentos plurais de diferentes perspectivas e momentos históricos, servem de base para os estudos do aluno.

 

  • Mestrado Acadêmico

 

O mestrado mais conhecido é o mestrado acadêmico. Indicado para profissionais que queiram se tornar professores e lecionar, tanto em escola quanto em faculdade. Isso porque ao longo do programa do curso, o aluno se dedica a um assunto de seu interesse e aprende sobre práticas educativas.

Ele também desenvolve competências necessárias para transmitir um conhecimento de grande complexidade intelectual em classe.

 

  • Mestrado Profissional

 

Apesar de manter, em sua maioria, a mesma estrutura de tempo; metodologia de pesquisa e avaliação, o mestrado profissional difere do tradicional em sua abrangência e aplicação.

Sua abordagem vai além do aspecto acadêmico e inclui estudos, técnicas e conceitos que podem ser inseridas no mercado de trabalho. Assim, ao concluir o mestrado acadêmico, o profissional pode tanto se dedicar à docência quanto se capacitar profissionalmente para atuar em empresas públicas ou privadas.

A CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) emitiu um artigo esclarecedor sobre o mestrado profissional, do qual destacamos o seguintes trecho:

“Antes de mais nada, o mestrado profissional (MP) é um título terminal, que se distingue do acadêmico porque este último prepara um pesquisador, que deverá continuar sua carreira com o doutorado, enquanto no MP o que se pretende é imergir um pós-graduando na pesquisa, fazer que ele a conheça bem, mas não necessariamente que ele depois continue a pesquisar. O que importa é que ele (1) conheça por experiência própria o que é pesquisar, (2) saiba onde localizar, no futuro, a pesquisa que interesse a sua profissão, (3) aprenda como incluir a pesquisa existente e a futura no seu trabalho profissional. Nada disso é trivial. O terceiro ponto é, por sinal, razoavelmente difícil. Por isso, o MP não pode ser entendido como um mestrado facilitado.”

Assim, o formado em mestrado profissional tem a autonomia necessária para continuar sua pesquisa caso queira mas não tem tanto esse compromisso. Seus esforços são direcionados ao conhecimento prático de sua área e seus estudos miram na aplicação do saber.

  • Doutorado

O doutorado exige que o pesquisador já tenha um certo amadurecimento de ideias e métodos de pesquisa. Isso porque, o curso exige a defesa de uma tese de doutorado e não apenas uma dissertação de mestrado. A defesa de tese é feita para uma banca altamente refinada de profissionais docentes da instituição de ensino. É um momento importante para a carreira acadêmica e que normalmente deixa o pesquisador em uma posição difícil, porém necessária, de julgamento.

A tese envolve intimidade com o mundo acadêmico e um avanço considerável no desenvolvimento, produção, adequação e experimentação da pesquisa que será expandida durante essa pós-graduação. Por esse motivo, é comum os alunos fazerem mestrado para só então caminharem ao doutorado. Isso permite ao profissional crescer academicamente, assim como, suas ideias de pesquisa.

No entanto, essa não é uma exigência pois não existe ordem para se fazer pós graduação, sendo esse inclusive, um conhecimento equivocado entre os alunos. Mas é relevante que, ao seguir essa sequência, o aluno pesquisador se sente mais     seguro em elaborar seus conhecimentos e mais pronto para ofertar à comunidade acadêmica e social a sua tese e suas aplicações.

Qual o próximo passo?

Agora você já deve ter uma noção melhor da diferença entre pós graduação lato sensu e stricto sensu. Deve já saber mais ou menos qual caminho seguir a partir de agora. Mas atenção, por mais ansioso que você esteja para se aperfeiçoar profissionalmente e estudar, é preciso calma e planejamento.

Nos cursos de mestrado, mestrado profissional e doutorado é perfeitamente possível emendar um após o outro depois de terminada a graduação. Dessa forma sua formação está sendo feita de forma ascendente, da graduação até o doutorado.. Assim, não é preciso uma vivência prévia em docência e pesquisa, já que é justamente isso que você aprenderá a fazer.

Porém, para os cursos de MBA e especialização, é aconselhado que você tenha uma vivência no mercado de trabalho antes. Isso porque a cada aula serão levados cases para serem debatidos entre os alunos e professores. Se você ainda não teve essas vivências no cotidiano de trabalho será difícil compartilhar da mesma visão lógica e do mesmo raciocínio crítico de quem passar pelos casos de mercado no dia a dia. É necessário que você desenvolva um entendimento de noções e termos ligados ao meio empresarial para estar apto a discutir os problemas e buscar soluções.

Esperamos que este artigo tenha esclarecido suas dúvidas sobre pós-graduação lato sensu e stricto sensu!

Se você está pensando em fazer uma pós-graduação saiba que não está sozinho nessa jornada. Afinal o grande motivo para os cursos de pós terem aumentado nos últimos tempos é a alta concorrência dentro do mercado de trabalho.

Porém, antes de fazer sua matrícula na primeira pós-graduação que encontrar, você precisa saber alguns pontos. Entre eles as vantagens e as desvantagens de uma pós, bem como as diferenças entre elas.

Na última década o Brasil teve um aumento de 80% de concluintes do Ensino Médio. Com mais gente se qualificando, mais competitividade e mais necessidade de se destacar no mercado de trabalho. Dessa forma, se tornou essencial ter mais de um diploma.

Além do destaque no mercado que se ganha fazendo uma Pós-graduação, ela te dá oportunidades de melhoria no salário, te ajuda a criar uma rede a mais de networking e conhecimento mais aprofundado sobre o assunto estudado

No entanto, algumas dúvidas são frequentes. Qual modalidade de pós graduação é a melhor pra você? Qual é a dinâmica dos cursos? E ainda: qual deles é de fato o que atende às suas necessidades? São essas questões que iremos responder neste artigo para te ajudar a trilhar o rumo da sua carreira profissional.

Como funciona uma pós-graduação?

Quando se trata de pós-graduação muitas suposições são tidas como verdades que acabam, por consequências, confundindo a todos.. Há quem acredite que MBA é a mesma coisa que mestrado e doutorado, ou ainda, que não há diferença nenhuma entre ambos. Outros diferem MBA de especialização como se fossem coisas diametralmente opostas.

Antes de mais nada é importante deixar claro que todo curso feito depois de concluir a graduação, é, como o próprio nome já diz, uma pós-graduação.

As diferenças que ocorrem são os segmentos em que ela é dividida. Stricto sensu e Lato sensu são os dois grandes grupos que dividem os cursos feitos após se formar.

Resumidamente, agora vamos te explicar as diferenças práticas entre os cursos e posteriormente, dar informações mais detalhadas sobre cada um.

Qual a carga horária de uma pós?

Diferentemente das aulas da graduação, as aulas da pós não costumam ser diárias. Elas são realizadas em alguns dias úteis e em alguns casos têm uma carga horária mais intensa nos finais de semana.

Para as modalidades MBA e especialização a carga horária é de, no mínimo, 360 horas. Isso porque nos cursos Lato Sensu as aulas são desenhadas pensando nos profissionais que vão conciliar os estudos com o trabalho. Assim as atividades da pós graduação podem ser feitas nas horas livres sem comprometer a vida profissional.  Para ser aprovado no final do curso, o aluno deve elaborar uma monografia semelhante ao tcc da graduação. Ele receberá enfim, um certificado de conclusão e não um diploma.

Já para os cursos de mestrado e doutorado é diferente. A duração é de 18 a 24 meses para o mestrado e de 25 a 42 meses para doutorado. No entanto, no caso do mestrado profissional, a duração muda e vai de 12 a 18 meses.  Em todo caso, cursos Stricto Sensu exigem uma dedicação integral a princípio, Mas também não é impossível cursar juntamente do trabalho.

Nesse caso é indicado que você tenha uma maior flexibilidade no horário de trabalho a fim de participar de congressos, palestras e aulas.

Ao final dos cursos de mestrado, o aluno deve entregar uma dissertação. Não obstante, para o doutorado, o aluno desenvolverá uma tese original para a sua conclusão. Nesses dois casos, o aluno recebe um diploma de mestre ou de doutor.

Qual é o método de ingresso?

Para cursos de especialização, o processo seletivo é mais simples. Consistindo em análise do currículo do candidato e ocasionalmente carta de apresentação. Isso acontece porque a especialização tem uma maior oferta de cursos e é mais popularizada entre as opções de pós graduação.

Para os cursos de MBA, a seleção é mais minuciosa e prioriza profissionais relevantes dentro de suas áreas de atuação ou que ao menos tenham afinidade com as matérias do curso. Por conseguinte, a ´presença desses profissionais enriquecerá o curso. A escolha é feita por análise de currículo com especial atenção à carreira do profissional dentro do mercado de trabalho. A seleção também pode conter debates de cases onde se utiliza situações reais do mercado de trabalho.

A conversa muda para os cursos de mestrado e doutorado, em que a concorrência é acirrada. Assim, o processo seletivo envolve análise de currículo, prova escrita sobre a área de conhecimento do curso, prova de língua estrangeira, apresentação do projeto de pesquisa que será desenvolvida ao longo do curso e por fim, entrevista com uma banca de docentes da instituição de ensino.

Como é a dinâmica das aulas?

Contando com um modelo de aulas mais tradicional e semelhante ao da graduação, cursos de especialização costumam contar com seminários e aulas expositivas. Além disso eles também contam com aulas práticas como parte da carga horária obrigatória. Isso porque um dos focos do curso é a aplicação do conteúdo aprendido no cotidiano laboral.

Nas aulas do MBA os orientadores lançam mão de ferramentas de gestão, junto aos alunos, a fim de buscar soluções para problemas reais das empresas.

O cenário é completamente diferente nos cursos Stricto Sensu (mestrado, mestrado profissional e doutorado). Os alunos estudam ferramentas de pesquisa e seus esforços são direcionados a um aprofundamento teórico e desenvolvimento de ideias originais. Debates sobre novos artigos e bibliografia básica, bem como discussões que elevem e fortaleçam o pensamento crítico, são essenciais.

Quais são os métodos de avaliação?

Dentro de um curso de pós-graduação, os métodos avaliativos podem variar bastante de acordo com a área de estudo e com a instituição. Entre as opções de aplicação estão provas orais e discursivas; debates, seminários, provas práticas, produção de artigos entre uma infinidade de métodos avaliativos que são escolhidos visando o melhor aproveitamento dos alunos.

Pode fazer pós graduação em qualquer área?

Você pode fazer uma pós graduação em uma área completamente diferente da sua formação, ou mesmo semelhante. Inclusive, os cursos feitos após a faculdade são uma boa opção para quem deseja mudar de área sem precisar fazer uma nova faculdade.

De acordo com o Ministério da Educação na resolução CNE/CES 1/2007:

“3° Os cursos de pós-graduação lato sensu são abertos a candidatos diplomados em cursos de graduação ou demais cursos superiores e que atendam às exigências das instituições de ensino.”

Ou seja, qualquer pessoa que seja graduada está apta a fazer uma pós E isso, independentemente da área original escolhida e da opção para pós graduação ser MBA, mestrado, mestrado profissional ou doutorado. Note também que pessoas formadas em cursos tecnólogos também estão aptas para fazer pós graduação, seja qual for o curso de pós escolhido.

No entanto, vale notar que, a faculdade de ingresso à pós é quem vai determinar os requisitos, como por exemplo quais aulas o aluno deverá frequentar. Assim como, os termos a serem seguidos para a matrícula e o acompanhamento das aulas.

Vale se ater ao fato de que a pós-graduação em uma outra área não dá direito ao exercício de profissões regulamentadas como: engenharia, nutrição, e  medicina por exemplo.

A pós graduação em outra área também é uma ótima opção para expandir seus horizontes e enriquecer seu trabalho. Isso porquê ter conhecimento de outras áreas e uma visão mais abrangente pode te ajudar muito a resolver problemas e a traçar novas estratégias no âmbito profissional.

Quais os tipos de pós-graduação?

Como dito anteriormente, a pós-graduação tem dois segmentos, o Lato Sensu e a Stricto Sensu. Elas diferem em quesitos como competências desenvolvidas ao longo do curso, carga horária e também o foco profissional do aluno.

Lato sensu

São cursos centrados no ganho de prática e no estudo de técnicas que ajudarão o profissional no cotidiano de trabalho. Dessa forma, são indicados para quem busca desenvolver suas experiências e conhecimentos e enriquecer o currículo.

Por concentrar alunos que já estão trabalhando inseridos em diferentes cargos do ambiente corporativo, cursos de lato sensu possuem uma carga horária mais flexível que não sobrecarrega o profissional.

  • MBA

Sigla para “Master of Business Administration” é indicado para os profissionais que já estão há algum tempo no mercado e que estejam visando a promoção a altos cargos. Aliando network a aquisição de know-how acerca da gestão de pessoas, projetos e negócios, o aluno se desenvolve ao ponto de poder atuar em cargos vitais dentro de uma empresa e também, ser o responsável por tomadas de decisão dentro do trabalho.

  • Especialização

É um curso onde o aluno aprimora seus conhecimentos dentro de uma área específica do seu campo de atuação. Ele possibilita que o profissional alcance domínios ante as mais distintas abordagens, interpretações e execuções de problemas e soluções relacionadas ao conteúdo estudado.

Stricto Sensu

São cursos que tem como objetivo aprofundar os conhecimentos teóricos de maneira que o aluno consiga desenvolver ideias originais e assim, ter o status de pesquisador. No stricto sensu, as discussões e análise de conceito, as teorias e os conhecimentos plurais de diferentes perspectivas e momentos históricos, servem de base para os estudos do aluno. Quem busca esses cursos busca ingressar na carreira acadêmica e desenvolver conhecimentos e produções científicas.

Todas as opções de cursos stricto sensu ajudam o aluno a se desenvolver em diferentes abordagens metodológicas e científicas. Ele aprende assim,  a traçar linhas de investigação para o objeto de estudo que possui.

  • Mestrado Acadêmico

Este mestrado é indicado para profissionais que queiram se tornar professores e lecionar, tanto em escola quanto em faculdade. Isso porque ao longo do programa do curso, o aluno se dedica a um assunto de seu interesse e aprende sobre práticas educativas. Ele também desenvolve competências necessárias para transmitir um conhecimento de grande complexidade intelectual dentro de sala.

  • Mestrado Profissional

Apesar de manter a mesma estrutura de tempo, metodologia de pesquisa e avaliação, o mestrado profissional se difere do tradicional em sua abrangência e aplicação. Sua abordagem vai além do aspecto acadêmico e inclui estudos, técnicas e conceitos que podem ser inseridas no mercado de trabalho. Assim, ao concluir o mestrado acadêmico, o profissional pode tanto se dedicar à docência quanto se capacitar profissionalmente para atuar em empresas públicas ou privadas.

A CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) emitiu um artigo esclarecedor sobre o mestrado profissional, do qual destacamos o seguintes trecho:

“Antes de mais nada, o mestrado profissional (MP) é um título terminal, que se distingue do acadêmico porque este último prepara um pesquisador, que deverá continuar sua carreira com o doutorado, enquanto no MP o que se pretende é imergir um pós-graduando na pesquisa, fazer que ele a conheça bem, mas não necessariamente que ele depois continue a pesquisar. O que importa é que ele (1) conheça por experiência própria o que é pesquisar, (2) saiba onde localizar, no futuro, a pesquisa que interesse a sua profissão, (3) aprenda como incluir a pesquisa existente e a futura no seu trabalho profissional. Nada disso é trivial. O terceiro ponto é, por sinal, razoavelmente difícil. Por isso, o MP não pode ser entendido como um mestrado facilitado.”

  • Doutorado

O doutorado exige que o pesquisador já tenha um grande amadurecimento de ideias e métodos de pesquisa. Isso porque, o curso exige a defesa de uma tese de doutorado e não apenas uma dissertação de mestrado.

A tese envolve intimidade com o mundo acadêmico e um avanço considerável no desenvolvimento, produção, adequação e experimentação da pesquisa que será desenvolvida durante essa pós-graduação. Por esse motivo, é comum os alunos fazerem mestrado para só então caminharem ao doutorado. Isso permite ao profissional crescer academicamente, assim como suas ideias de pesquisa.

No entanto, essa não é uma exigència pois não existe ordem para se fazer pós graduação, sendo esse inclusive, um conhecimento equivocado entre os alunos. Mas é relevante que, ao seguir essa sequência, o aluno pesquisador se sente mais seguro em elaborar seus conhecimentos e mais pronto para ofertar à comunidade acadêmica e social a sua tese e suas aplicações.

Qual o impacto da pós-graduação na sua carreira?

Agora você já tem conhecimentos macro e micro sobre a pós-graduação e está apto para escolher com propriedade qual o melhor curso para a sua carreira. Chegou o momento de entender qual vai ser a relevância da pós-graduação na sua vida!

Destaque em processos seletivos

Uma das mais relevantes vantagens da pós, é o ganho que comentamos lá no começo do artigo. O profissional ganha mais destaque em processos seletivos e sai à frente de seus concorrentes, podendo conseguir mais facilmente o cargo que almeja.

Ademais, qualificação é exatamente o que as companhias tem procurado. Um diploma de graduação é considerado o básico aceitável para um profissional atuante. Mas quase nunca é o suficiente para que as empresas o queiram como parte do quadro de funcionários. Um currículo mais completa vai além de experiências anteriores e dos tradicionais cursos de informáticas e idiomas.

As companhias buscam profissionais que estejam em constante aprendizado e desenvolvimento. Para que estejam preparados em superar os desafios da empresa e entender a importância da atualização de conhecimentos.

Mais chances de promoções e de conquistar cargos de gestão

Ao fazer uma pós-graduação você se destaca no meio profissional por estar mais preparado para lidar com os desafios da profissão e aprende a atrelar o conhecimento prático ao conhecimento teórico. Desta forma você passa a imagem de um especialista e não de um funcionário regular. Tal mudança te permite mais chances de bonificações e de promoções.

Já para alçar cargos de gestão, um MBA por exemplo é o melhor caminho. A formação te ensinará a lidar com situações que envolvem liderança e grandes decisões, formando você um gestor orientado a resultados.

  • Quanto uma pós aumenta o salário?

O aumento salarial não se dá apenas pelo  que está escrito no currículo, mas também no desenvolvimento do profissional e em sua capacidade de aplicar no trabalho que foi aprendido em sala de aula. Mas pragmaticamente, alguns dados interessantes podem ser apresentados. Uma pesquisa feita pela empresa de recrutamento Catho em 2018, mostrou que no caso de profissionais em cargos de coordenação tiveram os salários aumentados em até 53,7% e 47,4% após concluir mestrado e doutorado, respectivamente. No cargo de analista, o mestrado ou doutorado pode aumentar o salário em 118%. A 54º edição da Pesquisa Salarial Catho foi feita com 2 milhões de profissional, de mais de 25 mil empresas em 4.063 cidades de todo país.

Network mais amplo e desenvolvido

Ao estar em contato com profissionais de sua área você faz mais contatos e incrementa seu network. Principalmente em cursos lato sensu, o aluno tem a oportunidade de ter colegas de outras áreas e cargos, das mais variadas empresas e negócios, e que podem te instruir e trocar experiências sobre o mercado e sobre as empresas.

Isso também é um ponto muito relevante pois te permite saber de antemão quando algumas empresas estão contratando e também, orientações de profissionais que já trabalham nelas, te dando mais chances de contratação.

Atualização constante dos conhecimentos e das habilidades

Como já dissemos, as companhias buscam profissionais que estejam em constante movimento de ascensão profissional, ou seja, que busquem capacitação e desenvolvimento, que busquem inovação. Assim, sair de sua zona de conforto e se “reciclar” é essencial para lidar com problemas corriqueiros da sua profissão, e também, para ter mais chances de promoção.

Formação contínua necessária para lecionar

Para lecionar, é necessário no mínimo uma graduação de licenciatura (ou pedagogia, no caso da educação básica conforme a Lei nº 12014/09) de acordo com o MEC. Mas a realidade é mais complexa, as escolas têm buscado profissionais cada vez mais capacitados e com pós-graduação para integrar o corpo docente.

No caso de faculdades isso é ainda mais relevante visto que, de acordo com a Lei nº 9.394/96 exige que pelo meno um terço de todos os que lecionam em ambiente acadêmico tenham titulação de mestre e/ou de doutor.

A razão para isso é que tanto o mestrado como o doutorado, têm a função de ampliar sua visão crítica e te possibilitar se aprofundar em questões mais complexas para serem abordadas em sala de aula. A pós stricto sensu ainda te fornece meios de se tornar um pesquisador com produção científica ativa e constante.

Qual o melhor momento para iniciar uma pós graduação?

Por mais ansioso que você esteja para se aperfeiçoar profissionalmente e estudar, é preciso calma e planejamento. Nos cursos de mestrado, mestrado profissional e doutorado é perfeitamente possível emendar um após o outro depois de finalizar a graduação. Isso porque você será formado de modo ascendente na carreira acadêmica. Posto a isso, não é preciso uma vivência prévia em ambas áreas de docência e pesquisa, já que é justamente isso que você aprenderá a fazer.

No entanto para os cursos de MBA, é aconselhado que você tenha uma vivência no mercado de trabalho antes. Isso porque a cada aula serão levados cases para serem debatidos entre os alunos e professores. Se você ainda não teve essas vivências no cotidiano de trabalho será difícil compartilhar da mesma visão lógica e do mesmo raciocínio crítico de quem passar pelos casos de mercado no dia a dia. É necessário que você desenvolva um entendimento de noções e termos ligados ao meio empresarial para estar apto a discutir os problemas e buscar soluções.

Qual o investimento numa pós?

Com tantas vantagens em se fazer uma pós-graduação, é de se prever que o investimento não será dos menores. No entanto os valores variam muito entre as instituições. Em universidades públicas por exemplo, o MBA é pago, porém muito abaixo da variação particular que é de R$ 4.400 a R$ 19.800 no valor total.

Já em universidades públicas, o mestrado costuma ser gratuito assim como graduação. E em instituições privadas vão de R$ 33.937 a R$ 54.574. Você também pode buscar bolsas de estudos ou planos de financiamento estudantil.

Qual é o valor de uma bolsa de estudo na Pós-Graduação?

Em universidades públicas, órgãos de amparo a pesquisa como a Capes e a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo)

  • Mestrado: R$ 1.500,00
  • Doutorado: R$ 2.200,00
  • Pós-Doutorado: R$ 4.100,00

Mas também é possível conseguir bolsa de estudos em instituições privadas que podem chegar até 100%

Como são avaliados os cursos de pós-graduação.

Curso de pós-graduação a distância (EAD) tem a mesma validade do presencial?

O diploma de pós não contém indicação de que o curso foi feito à distância ou presencial e deve valer da mesma forma. No entanto, apenas cursos de especialização são autorizados pelo MEC para a modalidade à distância.

O que é Qualis?

É um levantamento realizado pela Capes na intenção de mensurar a qualidade produção científica dos programas de pós-graduação. Trata-se no entanto, de uma classificação indireta, já que não avalia a qualidade das pesquisas ou dos artigos produzidos, somente dos periódicos científicos e que eles estão inseridos.

O que significa o conceito Capes?

A Capes faz uma avaliação dos cursos de mestrado e doutorado e atribui notas que variam de 3 a 5 para programas que possuem apenas o mestrado e, de 3 a 7 para os que incluem o doutorado. Programas que possuem nota igual ou superior a 3 são autorizados pelo Ministério da Educação (MEC) para emitir diplomas com validade nacional.Agora sim você já sabe tudo sobre a pós-graduação e pode escolher com propriedade qual caminho vai percorrer. Te desejamos sorte nos estudos!

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Concluir a graduação é apenas o primeiro passo para uma carreira de sucesso. O próximo é a grande escolha entre MBA, especialização e mestrado. Nesse artigo você vai entender a diferença entre as três modalidades e saber a qual a mais indicada para o seu momento profissional

O que é MBA?

Sigla para Master of Business Administration é uma pós-graduação voltada a área de Administração e perfeita para profissionais com bastante experiência e que estão se preparando para assumir cargos de liderança na empresa em que trabalham ou que almejam altos cargos. São indicados para quem gosta de tomar decisões e de trocar experiências. Um ponto muito valioso da pós-graduação MBA é a troca de conhecimento e consolidação de um network. As aulas também envolvem trocas de experiências e resolução de cases reais orientados pelos professores.

Qual a carga horária?

Para ser reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC), o curso deve ter duração mínima de 360 horas-aula. A Associação Nacional de MBA (Anamba) classifica os cursos com 360 horas-aula como “padrão Brasil” e os de 480 horas-aula como “padrão global”.

A fim de não atrapalhar a rotina de trabalho, as aulas costumam acontecer aos sábados ou em alguns dias úteis à noite. Além disso, as aulas à distância no curso presencial não devem exceder 20% da carga horária.

Especialização

Assim como o MBA é um curso de pós graduação latu sensu, ou seja, tem sentido mais amplo e costuma durar menos que cursos stricto sensu, a especialização é indicada para alunos que queiram um conhecimento mais abrangente mas que o possibilitem a inserção em um nicho de sua área.

A especialização possibilita que o profissional alcance domínios ante as mais distintas abordagens, interpretações e execuções de problemas e soluções relacionadas ao conteúdo estudado. Assim, o aluno aprimora seus conhecimentos dentro de sua área e se torna, portanto, um especialista.

Atualização constante dos conhecimentos e das habilidades

As companhias buscam profissionais que estejam em constante movimento de ascensão profissional, ou seja, que busquem capacitação,desenvolvimento, e inovação. Por isso, sair de sua zona de conforto e se “reciclar” é essencial para lidar com problemas corriqueiros da sua profissão, e também, para ter mais chances de receber uma possível promoção. A especialização entra nesse quadro como uma grande aliada, principalmente para o profissional que tem um pouco de experiência e que quer se destacar no mercado.

Mestrado

O mestrado é uma pós-graduação stricto sensu.Ou seja, é um curso que tem como objetivo aprofundar os conhecimentos teóricos do aluno de forma que ele consiga desenvolver ideias originais e posteriormente passá-las adiante. Isso porque o mestrado é perfeito para aqueles que querem lecionar em faculdades por exemplo. No mestrado, as discussões e as análises de conceitos e teorias enriquecem os conhecimentos prévios do aluno e lhe dão visões plurais do seu elemento de pesquisa. É um curso indicado para quem busca ingressar na carreira acadêmica e desenvolver conhecimentos, além de ter sua própria produção científica.

Todas as opções de cursos stricto sensu ajudam o aluno a se desenvolver em diferentes abordagens metodológicas e científicas e Ele aprende assim, a traçar linhas de investigação para o objeto de estudo que possui.

 

  • Mestrado Profissional

 

Além do mestrado tradicional, também existe o mestrado profissional. Ele tem a mesma estrutura de tempo, metodologia de pesquisa e avaliação O que difere o mestrado profissional do tradicional é sua abrangência e aplicação. Sua abordagem vai além do aspecto acadêmico e inclui estudos, técnicas e conceitos que podem ser inseridos no mercado de trabalho.

Assim, ao concluir o mestrado acadêmico, o profissional pode tanto se dedicar à docência quanto se capacitar profissionalmente para atuar em empresas públicas ou privadas.

A CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) emitiu um artigo esclarecedor sobre o mestrado profissional, do qual destacamos o seguintes trecho:

“Antes de mais nada, o mestrado profissional (MP) é um título terminal, que se distingue do acadêmico porque este último prepara um pesquisador, que deverá continuar sua carreira com o doutorado, enquanto no MP o que se pretende é imergir um pós-graduando na pesquisa, fazer que ele a conheça bem, mas não necessariamente que ele depois continue a pesquisar. O que importa é que ele (1) conheça por experiência própria o que é pesquisar, (2) saiba onde localizar, no futuro, a pesquisa que interesse a sua profissão, (3) aprenda como incluir a pesquisa existente e a futura no seu trabalho profissional. Nada disso é trivial. O terceiro ponto é, por sinal, razoavelmente difícil. Por isso, o MP não pode ser entendido como um mestrado facilitado.”

Formação contínua necessária para lecionar

Para aqueles que buscam ser professores, é essencial o mestrado. Uma graduação de licenciatura é o mínimo exigido para lecionar (ou pedagogia, no caso da educação básica conforme a Lei nº 12014/09 de acordo com o MEC). Mas a realidade é mais complexa, pois até as escolas de ensino básico têm buscado profissionais cada vez mais capacitados e com pós-graduação para integrar o corpo docente.

No caso de faculdades isso é ainda mais relevante visto que, de acordo com a Lei nº 9.394/96 pelo meno um terço de todos os que lecionam em ambiente acadêmico deve ter titulação de mestre e/ou de doutor.

A razão para isso é que tanto o mestrado como o doutorado, tem a função de ampliar a visão crítica do aluno. E te possibilitar se aprofundar em questões mais complexas para serem abordadas em sala de aula. A pós-graduação stricto sensu ainda te fornece meios de se tornar um pesquisador com produção científica ativa e constante.

Agora você já sabe as diferenças entre MBA, especialização e mestrado e pode escolher sabiamente qual dessas pós-graduação seguir.