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A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) realiza o 3º Salão Nacional de Divulgação Científica ‘Inovação, Desenvolvimento Sustentável e Soberania Nacional’, entre os dias 15 a 19 de outubro na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)
 
Está aberto o edital para inscrição de trabalhos na Mostra Cientifica do 3º Salão Nacional da ANPG.  Poderão apresentar trabalhos estudantes de graduação, pós-graduação e pesquisadores vinculados à instituição de ensino no país. As inscrições serão aceitas até 23 de Setembro. 
 
O objetivo da mostra é difundir a diversidade da produção científica de todos os cantos do país em uma mostra que contemple trabalhos relacionados ao fomento da inovação científica, social, artística e cultural.
 
A programação completa do 3º Salão Nacional de Divulgação Científica será divulgada nos próximos dias.
 
 
 

Poucas são, na sociedade civil brasileira, as organizações com o legado e a importância da União Nacional dos Estudantes (UNE), que alcança seus três quartos de século no próximo dia 11 (sábado). O aniversário de 75 anos da UNE será comemorado no Rio de Janeiro, a partir das 14h, em um grande ato reunindo políticos, artistas, intelectuais e diversos ex-presidentes da entidade.

 
O aniversário da UNE será celebrado no terreno da Praia do Flamengo 132, inaugurando oficialmente as obras da nova sede da entidade naquele espaço. O prédio foi incendiado e demolido pelo regime militar, retomado pelos jovens há cinco anos, e será reerguido com a indenização do Estado Brasileiro aos estudantes perseguidos, torturados e mortos durante a ditadura. O projeto é do arquiteto Oscar Niemeyer.
 
Entre os presentes estarão o fundador da UNE, Irum Sant’Ana; o senador Lindberg Farias (RJ); o secretário nacional de Justiça, Paulo Abraão; o cineasta Cacá Dieqgues; e o ex-ministro do Esporte e ex-presidente da UNE, Orlando Silva. O arquiteto Oscar Nimeyer também deve comparecer.
 
EXPOSIÇÃO: MEMÓRIA, JUSTIÇA, VERDADE
 
A UNE, que já enfrentou a perseguição de ditaduras e outras oposições, que se manteve firme nos momentos mais decisivos da história brasileira e que prossegue atuante, lembrará os seus militantes mortos e desaparecidos durante esse tempo. Em sintonia com o atual movimento pela memória, justiça e a verdade no Brasil, será lançada, durante o evento, uma exposição em homenagem aos estudantes vítimas do regime militar entre 1964 e 1985.
 
Dois jovens serão especialmente homenageados durante o ato: Honestino Guimarães, presidente da UNE que foi preso e desapareceu nos anos 70, e Edson Luís, jovem que foi morto em manifestação no ano de 1968, levando os estudantes e a sociedade a mobilizações históricas como a Marcha dos Cem Mil. 
 
Durante o evento de aniversário, também será lançado o livro "Praia do Flamengo 132 – Histórias e Memórias", das historiadoras Angélica Muller e Tatiana Rezende.
 
SOBRE A NOVA SEDE DA UNE
A nova sede da UNE na Praia do Flamengo 132 será um Centro Cultural que inclui um teatro, dois cinemas, um espaço multiuso, um museu, uma livraria e um café. Durante o ato de 75 anos, será exibido um vídeo com um "tour virtual" pela nova sede. A ideia é que o espaço seja ocupado pela classe artística e intelectual do Rio de Janeiro e do Brasil, resgatando a experiência do Centro Popular de Cultura da UNE (CPC), que nos anos 60 reuniu figuras como Vinícius de Morais, Arnaldo Jabour, Cacá Diegues (que estará presente ao ato) e Carlos Lyra.
 
O novo prédio da UNE terá a certificação ambiental LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), a ferramenta de maior reconhecimento mundial quanto ao grau de sustentabilidade e eficiência. A construção terá cobertura verde, bicicletário, ar condicionado com a tecnologia VRV – que possibilita economia elétrica de até 40% – sistema de água reutilizada para irrigação do jardim e do telhado verde, sistema de esgoto a vácuo reduzindo o consumo, e vidros de controle solar seletivos, temperáveis, com baixo fator solar e alta transmissão luminosa.
 
BREVE HISTÓRICO DO ESPAÇO
 
Em 1942, em meio à Segunda Guerra Mundial, a UNE conquistou o direito de usar o prédio da Praia do Flamengo 132 como sua sede. Os estudantes haviam ocupado o espaço, que pertencia a grupos apoiadores da Alemanha nazista de Hitler.
 
Em 1964, um dos primeiros atos da ditadura militar recém-instaurada foi invadir e incendiar a sede da UNE. Nos anos seguintes, estudantes foram perseguidos, torturados e assassinados.
 
Em 1981, ainda durante o regime, os militares demoliram o prédio, que nos anos seguintes foi ocupado irregularmente por um estacionamento clandestino.
 
Em 2007, os estudantes realizaram uma passeata e reocuparam o espaço, recuperando, depois, a posse legal pela Justiça.
 
Em 2008, o presidente Lula esteve no terreno e anunciou que enviaria projeto ao Congresso Nacional propondo indenização do estado brasileiro aos estudantes pela demolição de sua sede, perseguição política, torturas e mortes.
 
Em 2010, o projeto foi aprovado por unanimidade pelo Congresso, com votos de parlamentares de todos os partidos políticos. O presidente Lula e o arquiteto Oscar Niemeyer estiveram no terreno para o lançamento da pedra fundamental da nova sede.
 
Em agosto de 2012, a UNE inicia as obras e a expectativa é a de que sejam concluídas dentro de dois anos.
 
SERVIÇO
 
Data: 11 de agosto – sábado
Horário: 14h
Local: Praia do Flamengo, 132
 
Fonte: UNE

O Festival do Minuto, em parceria com a FAPESP, abriu inscrições para o concurso de vídeo com o tema “Ciência”. Vale filme de animação ou captados com câmeras digitais, com duração de, no máximo, 60”. O concurso é aberto e as inscrições podem ser feitas até dia 27 de Outubro. O ganhador leva até 06 laptops.

Criado em 1991, o Festival do Minuto consolidou-se como permanente e online, inspirando a criação em mais de 50 países.  Além do incentivo a novos talentos, o público em geral, pode assistir as produções online ou presencial, em pontos específicos. 
 
Neste ano, diversos novos editais foram incorporados à edição; Ciência, Saúde, Rios, Família, Cores, Espelho e outros.  A curadoria é formada pelo júri do festival e público online que avaliam, especialmente, a criatividade para tratar do tema proposto.
 
 
 
Para participar, clique aqui.
 
Da redação, com informações do Festival do Minuto.
 
As Associações de Pós-Graduandos, espalhadas por vários estados, seguem em mobilização nas universidades. As pautas são muitas e o calendário de atividade das APGs só fortalecem a reinvindicação prioritária pelo reajuste das bolsas de pesquisa. 
 
Foto: Correio do Povo
A exemplo disso em meados de Julho, a APG/UFRGS participou do I Encontro Gaúcho de Pós-Graduandos e o II Salão da Pós-Graduação da Ufrgs, promovido pela Universidade.  Segundo Glauco Araújo, integrante da entidade, o encontro permitiu um contato importante voltado ao crescimento da pós-graduação nacional, além de debater e refletir sobre os rumos, tratar temas importantes da área, como o Plano Nacional de Pós-Graduação 2011 – 2022 e a criação de mais associações. 
 
O professor da Ufrgs Jorge Quillfeldt, palestrante no Encontro Gaúcho de Pós-Graduandos, explicou, no evento, que o Brasil vive momento de apogeu no setor, com ampliação de financiamento, mas ainda necessitando de maior infraestrutura para desenvolver pesquisa.
 
Os avanços necessários para uma política permanente de valorização das bolsas, conta com uma forte movimentação em todo Brasil e, no dia 28, culminará com a chegada dos Pós- Graduandos em Brasília exigindo mais investimentos para as áreas de ciência e tecnologia. 
 
Mobilize-se! Saiba mais sobre a Caravana aqui
 
Da redação, com informações do Correio do Povo
 
Pesquisadores, universitários e estudantes do ensino médio de todo o Brasil podem participar do concurso Jovem Cientista que, em sua 26ª edição, distribuirá R$ 600 mil em premiações, incluindo bolsas do CNPq. O prazo de inscrição termina em 31 de agosto.
 
O tema para 2012 é Inovação Tecnológica nos Esportes, escolhido com o intuito de estimular pesquisadores e estudantes a voltarem suas atenções para o setor esportivo e se alinharem com as demandas governamentais de incentivo para a área, diante da realização da Copa e das Olimpíadas no Brasil.
 
Para concorrer, pesquisadores e estudantes universitários devem se inscrever pela internet. Alunos do ensino médio, além de poder utilizar a web, têm também a opção de enviar suas pesquisas pelos Correios. O regulamento completo e a ficha de inscrição estão disponíveis em www.jovemcientista.cnpq.br
 
 
Nesta 26ª edição, graduados e estudantes de nível superior poderão inscrever trabalhos relacionados a uma das seguintes linhas:
 
– Gestão esportiva empreendedora e inovadora;
 
– Gestão e desenvolvimento de ferramentas em marketing do esporte;
 
– Tecnologias da Informação e Comunicação aplicadas ao Esporte;
 
– Gestão de instalações e equipamentos esportivos e desenvolvimento de ferramentas essenciais para a sustentabilidade dos espaços esportivos;
 
– Materiais sustentáveis, eficientes e duráveis para a infraestrutura e edificações esportivas;
 
– Tecnologias têxteis com a geração de “tecidos inteligentes” aplicados aos esportes;
 
– Produtos inovadores em tecnologia e design de vestuários esportivos;
 
– Inovações em nutrição de atletas e desportistas;
 
– Recursos tecnológicos para diagnóstico, tratamento e reabilitação de lesões esportivas em atletas de alto desempenho;
 
– Relações dos megaeventos esportivos com a educação, o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável.
 
– Já os alunos do ensino médio podem pesquisar uma das seguintes diretrizes:
 
– Educação e cidadania para os esportes;
 
– Cuidados com a saúde e nutrição nos esportes;
 
– Aplicação e desenvolvimento de materiais esportivos;
 
– Gestão e instalação de infraestruturas esportivas;
 
– Tecnologia da informação para os esportes.
 
 
Para mais informações, clique aqui

O Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA/USP) acaba de lançar o 75º número da revista Estudos Avançados, que destaca os trabalhos apresentados no Seminário Internacional sobre Sociologia e Esperança, realizado pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) com patrocínio da FAPESP.

O evento foi organizado pelo sociólogo José de Souza Martins, conselheiro da FAPESP, que assina o artigo “A crise da esperança na crise da sociologia”. Contou ainda com a participação de Alfredo Bosi, autor do texto “Economia e humanismo”, e Peter Burke, autor de “A esperança tem história?”.
 
Outro destaque da edição é o dossiê sobre Novo Desenvolvimentismo, expressão cunhada por Bresser-Pereira para se referir a uma teoria que reelabora ideias da macroeconomia estruturalista.
 
Além de Bresser-Pereira, que assina o texto A taxa de câmbio no centro da teoria do desenvolvimento, a revista traz artigos de pesquisadores como José Luis da Costa Oreiro (Novo-desenvolvimentismo, crescimento econômico e regimes de política macroeconômica) e Vera Alves Cepêda (Inclusão, democracia e novo-desenvolvimentismo: um balanço histórico).
 
A edição também traz artigos sobre ciência: Do estilo em ciência e em história das ciências, de Michel Paty; O compartilhamento de obras científicas na internet, de Luiz Gonzaga da Silva Adolfo, Ieda Rocha e Laura Luce Maisonnave; e Ciência e consciência, conhecimento e liberdade, de Luiz Roberto Alves.
 
A íntegra da edição já está disponível aqui 
 
Mais informações: www.iea.usp.br 
 
Fonte: Agência FAPESP 
 

A matéria “Pesquisas acadêmicas têm continuidade durante greve das universidades federais”, publicada pela Agência Brasil no dia 02 de agosto, trouxe a notícia de que a CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) enviou um comunicado aos programas de pós-graduação, informando que não prolongará o calendário de prazos para as pesquisas, em função dos calendários acadêmicos terem sofrido alterações por consequência da greve em curso nas universidades federais. Na mesma matéria, há uma declaração do presidente do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) dizendo que não há motivo para alteração de prazos, visto que o contrato do CNPq é com indivíduos e não com instituições.

A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) considera que tal posição das agências de fomento não reflete a realidade vivida nos campi das universidades federais brasileiras. Nos últimos meses, as universidades e centros de pesquisa de todo o Brasil entraram em uma greve nacional que paralisou atividades acadêmicas e científicas e que contou com adesão em cerca de 80% das instituições. Entendemos que se trata de uma mobilização legítima. Aliás, é justo e necessário que a sociedade brasileira se mobilize e pressione por mais verbas para educação, para ciência e tecnologia e pela qualidade da educação pública brasileira. Ao mesmo tempo, essa greve não pode ter por consequência prejuízos àqueles que de forma justa buscam mais recursos e pleiteiam direitos para os produtores de conhecimento e por melhores condições de trabalho e estudo.

Considerando que a mobilização de greve é diferente em cada universidade; considerando que o desenvolvimento de muitas pesquisas depende de acesso a laboratórios, bibliotecas, equipamentos, documentos e outros instrumentos cujo acesso pode estar inviabilizado em determinadas universidades, por conta da situação de greve, considerando que a greve nacional dos técnicos administrativos influencia reforça a necessidade do prolongamento dos prazos e considerando que há, sim, estudantes de graduação e pós-graduação, técnicos administrativos e professores em greve, os quais devem ter seu direito de greve respeitados, reforçamos a solicitação formalmente encaminhada para a Capes e para o CNPq de que sejam considerados os pedidos de extensão de prazo, caso a caso, a fim de garantir o bom andamento da pesquisa de cada pós-graduando e pós-graduanda, ao mesmo tempo em que se garante o democrático direito à greve.

A ANPG solicita uma rápida resposta da CAPES e do CNPq em relação às solicitações já encaminhadas por ofício no dia 21 de junho, ora reforçada por meio desta nota pública. A ANPG se coloca ao lado da luta dos estudantes de pós-graduação que em diversas universidades do país estão mobilizados em defesa de melhores condições de estudo e pesquisa, em defesa de assistência estudantil para os pós-graduandos, em defesa de mais e melhores bolsas. A ANPG reafirma seu apoio a luta dos professores e técnicos administrativos que lutam por melhores condições de trabalho.

Por fim, informamos que a ANPG realizará uma caravana nos dias 28 e 29 de agosto cuja pauta é a garantia de mais recursos para educação, ciência, tecnologia e inovação; garantia de uma política permanente de reajuste das bolsas de pesquisa e reajuste de 40%, já. Seguimos em defesa da valorização da pesquisa e dos pesquisadores no Brasil.

 

9 de agosto de 2012

Associação Nacional de Pós-Graduandos

Os senadores aprovaram, na noite de hoje (7), projeto que regulamenta o sistema de cotas raciais e sociais nas universidades públicas federais em todo o país. Pela matéria, relatada pela senadora Ana Rita (PT-ES), metade das vagas nas universidades deve ser separada para cotas.
 
A reserva será dividida meio a meio. Metade das cotas, ou 25% do total de vagas, será destinada aos estudantes negros, pardos ou indígenas de acordo com a proporção dessas populações em cada estado, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
 
A outra metade das cotas será destinada aos estudantes que tenham feito todo o segundo grau em escolas públicas e cujas famílias tenham renda per capita até um salário mínimo e meio. Para os defensores da proposta, esse modelo que combina cotas raciais e sociais é o mais amplo e uniformiza as políticas de reserva de vagas que existem nas diversas universidades federais.
 
O projeto de regulamentação da política de cotas é aprovado depois que o Supremo Tribunal Federal declarou ser constitucional esse tipo de ação afirmativa nas universidades. A aprovação da matéria foi em votação simbólica, pela maioria dos senadores presentes. O projeto já passou pela Câmara dos Deputados e segue agora para sanção presidencial.
 
Fonte: Agência Brasil
 
 
*As opiniões aqui reproduzidas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião da entidade. Artigos podem ser enviados para [email protected]
 
Carlos Orsi é editor assistente do site ‘Inovação Unicamp’
 
Artigo Publicado no Brasilianas.org
 
Relatório da NBS sobre pesquisa
Embora mais de 70% de todas as atividades de pesquisa e desenvolvimento realizadas nos Estados Unidos sejam feitas em empresas privadas, apenas 13% deste trabalho é voltado para pesquisa básica, setor onde se encontra o maior potencial para inovações radicais e que segue precisando de forte apoio estatal, diz o relatório “Research, Development, Innovation and the Science and Engeneering Workforce”, publicado pela National Science Board (NSB). A NSB é o órgão dirigente da Fundação Nacional de Ciências dos EUA e atua em capacidade consultiva para o presidente e o Congresso. 
Para exemplificar a importância da pesquisa acadêmica financiada com verbas federais para o processo de inovação tecnológica do país, o trabalho se vale dos números de citações de artigos científicos em patentes concedidas nos EUA. “Citações de artigos de autoria da indústria (…) perderam participação nas citações de capa das patentes, principalmente por conta do aumento dos artigos da academia, que cresceram de 58% para 64%”, no período de 1998 a 2010.
 
As áreas em que houve crescimento mais expressivo foram engenharia – onde a academia respondia por 46% das citações na capa das patentes em 1998, chegando a 63% em 2010 – e física, com salto de 43% para 66%. 
 
Além de servir de base para uma parcela cada vez maior das patentes registradas, as pesquisas acadêmicas também geram cada vez mais patentes próprias: dados da Associação de Gerentes de Tecnologia Universitária (AUTM, na sigla em inglês) indicam que o número de pedidos de patente feitos por universidades praticamente dobrou em menos de uma década, indo de 6.500 em 2001 para 11.300 em 2009. E a maior parte da pesquisa acadêmica é financiada pelo governo federal: em 2009, as atividades de pesquisa e desenvolvimento realizadas em universidades consumiram US$ 54,9 bilhões (cerca de R$ 110 bilhões) em 2009, sendo que 58% desse valor veio do erário.
 
Setor privado
 
Apenas 3% das empresas americanas conduzem atividades de pesquisa e desenvolvimento, mas essa pequena parcela respondeu por 71% de todo P&D realizado no país em 2009, diz o relatório, e por mais de 60% de todo o investimento. No entanto, 80% dos recursos privados de P&D são voltados para o “desenvolvimento”. Do restante, 13,9% são investidos em pesquisa aplicada e 5%, em pesquisa básica.
 
“O financiamento de desenvolvimento geralmente apoia inovação incremental, em vez da transformativa”, destaca o relatório. “Inovações transformativas tornam-se mais prováveis quando a pesquisa básica leva a passos quânticos na expansão do conhecimento”, prossegue o texto. “Aqui, o governo federal desempenha um papel fundamental, arcando com 53% de todo o financiamento de pesquisa básica nos EUA,comparado com 22% do setor de negócios”.
 
“Estes investimentos em pesquisa básica criam os tijolos da inovação, criando a base de conhecimento transformativo de que o setor privado lança mão”, afirma a NSB.
O relatório nota que, a despeito da crise internacional, o investimento dos EUA em P&D segue “forte”, mas que a recente redução do apoio do setor privado e os cortes de gastos públicos são motivo de preocupação.
 
O trabalho encontra sinais de recuperação do investimento de capital de risco em ciência e tecnologia. Depois de atingir em pico em 2000 e de oscilar entre altos e baixos até 2007, esse tipo de investimento caiu por dois anos consecutivos – em 2008 e 2009 – mas voltou a subir em 2010.
 
Necessidade
 
“P&D básico e aplicado que o setor privado não tem probabilidade de sustentar em nível suficiente requer financiamento sustentado e direto do governo federal”, conclui o relatório. Isso é necessário “para criar a base de conhecimento de ideias de potencial transformativo” que gera inovação.
Além disso, em cenários de retração do investimento privado, é preciso que o Estado supra esse papel – algo que, de acordo com a NSB, ocorreu nos dois períodos de redução de atividade econômica verificados neste século. A despeito desse fato, o relatório adverte que o financiamento público para universidades de pesquisa vem caindo, ao mesmo tempo em que o número de estudantes e os custos aumentam.
 
“O financiamento público é essencial para sustentar a excelência das instituições públicas de pesquisa que desempenham um papel significativo no sistema de inovação dos EUA”, adverte o trabalho.
 
 
 

 

A Associação Nacional de Pós-Graduandos da Universidade Federal de Santa Catarina  (APG/UFSC) , elaborou um manifesto pedindo a Isonomia das Bolsas de Pesquisa. Além do documento – que reúne uma série de reinvindicações – uma petição pública foi disponibilizada na rede pedindo apoiadores ao movimento em favor do reajuste e da valorização permanente.

Seguindo o calendário de atividades da entidade, a APG/UFSC, convida a todos para a reunião ampliada que visa discutir atividades do próximo período.

Pautas:

1- Preparação da Assembleia da APG, prevista para dia 10/08;

2- Participação da APG nos órgãos Colegiados. 

Serviço

Quando: 06/08

Horário: 18h

Local: DCE

Da redação, com informações da APG/UFSC