A Associação dos Pós-Graduandos da Universidade Federal de Goiás (APG/UFG) aprovou por unanimidade apoio à greve unificada da educação. Apoio não se dá apenas no campo das ideias. Os pós-graduandos estão construindo ações efetivas para se somar, ainda mais, na luta pela educação brasileira.
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Sancionada em 2006, a lei 11.340, conhecida popularmente como Lei Maria da Penha, completa hoje seu sexto aniversário. A cidadã Maria da Penha, representante e protagonista do enfrentamento à violência contra a mulher foi a figura central na construção dessa conquista. Hoje, segundo dados da Secretaria de Políticas para Mulheres, 329 mil denúncias – feitas pelo Disque – foram registradas de 2006 a 2012. A quantidade expressiva de ligações mostra quão importante foi a entrada em vigor da Lei.
A Diretora de Mulheres da Associação Nacion
al de Pós Graduandos (ANPG), Hercília Melo, comemora a data, mas, pontua os avanços necessários para seu real cumprimento. “A Lei é um forte instrumento de enfrentamento à violência contra a mulher, que vem acarretando mudanças nas relações atuais de gênero. Nesse sentido, o sexto aniversário nos traz muitos motivos a comemorar e, ao mesmo tempo, nos impulsiona a continuar lutando pela efetivação dessa conquista, pois ainda há descumprimento de medidas protetivas e demora nos julgamentos”.
O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação em exercício, Luiz Antonio Elias, pediu, sexta-feira (3), à Associação Brasileira das Universidades Comunitárias (Abruc) apoio ao movimento em favor da destinação de 50% do fundo social arrecadado com o pagamento dos royalties do petróleo na camada pré-sal às áreas de Educação e de Ciência e Tecnologia.
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A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) elegeu na quarta-feira (01), a nova mesa diretora que será presidida pelo reitor da Universidade Federal do Pará (UFPA), Carlos Edilson Maneschy. A eleição e posse aconteceram durante a 103ª reunião extraordinária do Conselho Pleno e contou com a participação de 56 reitores associados à Andifes.
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O Conselho de Representantes Discentes da APG UFBA deliberou em assembleia realizada dia 27 de Julho, reinvindicações que visam melhorias para a universidade e pautas prioritárias para a pós-graduação da instituição. A entidade já se reuniu com o pró-reitor de pós-graduação, Antônio Alberto Lopes, e agora busca apresentar o documento para a reitoria da universidade. Acesse aqui e conheça as reinvindicações.
Seguindo o calendário de mobilizações, o conselho convoca os estudantes:
A Associação de Pós-Graduandos da Universidade Federal da Bahia (APG/UFBA) convoca:
CONSELHO DE REPRESENTANTES ESTUDANTIS
(Stricto e lato-sensu)
Pauta:
1. Informes;
2. Resposta da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação ao ofício sobre as reivindicações aprovadas na Assembleia Geral da APG/UFBA;
3. Estado de Mobilização;
4. Caravana à Brasília – 40% de reajuste já́!
SERVIÇO
Data: 07/08 (terça-feira) -16h
Local: ISC – Instituto de Saúde Coletiva (Campus Canela – sala a confirmar)
Para mais informações, entre em contato pelos e-mails:
Da redação, com informações da APG/UFBA
*As opiniões aqui reproduzidas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião da entidade. Artigos podem ser enviados para [email protected]
Mozart Neves Ramos é professor da Universidade Federal de Pernambuco, é membro do Conselho de Governança do Todos Pela Educação e do Conselho Nacional de Educação.
Artigo publicado no Correio Braziliense.
Para um país que tem hoje o sexto Produto Interno Bruto (PIB) do mundo, é preocupante verificar que, no ranking da produtividade, segundo levantamento da instituição de pesquisa americana The Conference Board, o Brasil ocupa apenas a 75ª posição. Quando comparado com os países da América Latina, fica em 15º lugar, à frente apenas da Bolívia e do Equador. A situação não é diferente se levarmos em conta o ranking de outros indicadores, como de inovação e de competitividade. De acordo com alguns especialistas, apesar dessa importante colocação no ranking mundial do PIB, o crescimento econômico brasileiro está em xeque, por conta de fatores como a baixa produtividade, ausência de uma educação de qualidade e infraestrutura limitada.
Porém, entre todos os fatores que possam contribuir para a sustentabilidade econômica, um deles é crucial: a educação de boa qualidade. Há uma clara relação entre anos de estudo e o crescimento do PIB per capita, mesmo sem considerar explicitamente o fator da oferta com qualidade. Quanto maior o número de anos de estudo, maior o PIB per capita; é o impacto da educação na distribuição de renda. No Brasil, um ano a mais de estudo impacta, em média, 15% na renda de uma pessoa, mas, se ela tiver o ensino superior completo, esse impacto é de 47%.
Tomando como referência o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o País fez um progresso importante em termos de anos de escolaridade da população, que atualmente é de 7,2 anos. Apesar disso, o percentual significa que a média da população brasileira não tem sequer o ensino fundamental completo. É muito pouco quando comparamos com a situação de países vizinhos, como Chile, Uruguai, México e Argentina. Isso é mais grave quando levamos em conta que esses 7,2 anos se realizam com uma baixa qualidade de ensino.
Nesse campo, o da qualidade, o Brasil tem melhorado nas séries iniciais do ensino fundamental, mas há 10 anos encontra-se estagnado nas séries finais do ensino fundamental e do ensino médio. O grave é que estagnamos num patamar muito baixo. Nas séries finais do fundamental, o percentual de alunos que completa essa etapa com aprendizado adequado em matemática não chega a 15%; no médio, o percentual é ainda menor, apenas 11%. Aí está o grande gargalo para o desenvolvimento sustentável.
Uma das consequências disso é a baixa produtividade do trabalhador. Os dados da The Conference Board também revelam que a produtividade média do trabalhador brasileiro é cerca de 20% da do trabalhador americano. Para mudar esse quadro, o país precisa não só ampliar os investimentos em educação, mas fazer com que os recursos cheguem, de fato, à escola, por exemplo, promovendo melhoria nos salários dos professores, nas condições de trabalho, na infraestrutura.
O currículo precisa dialogar mais com o cotidiano das crianças, adolescentes e jovens, dando sentido ao que se ensina e aprende. Estimular mais as habilidades de cada um dos nossos alunos, pois hoje tratamos como se todos fossem absolutamente iguais. A escola "empurra" conteúdos e não é capaz de promover um processo de ensino-aprendizagem mais motivador.
Os últimos números do Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf) também mostram que estamos perdendo a corrida. Entre outras coisas, os resultados evidenciam que o Brasil avançou nos níveis iniciais do alfabetismo, mas não conseguiu progressos visíveis no alcance do pleno domínio de habilidades que são hoje condição imprescindível para a inserção plena numa sociedade moderna. Somente 62% das pessoas com ensino superior completo e 35% das pessoas com o ensino médio completo são classificadas como alfabetizadas em nível pleno. São percentuais muito baixos para um país que tem o 6º PIB mundial. Mais: esses percentuais há 10 anos eram melhores – respectivamente 76% e 49%.
Por
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O departamento de Ciência Política da FFLCH-USP divulgou a programação do seminário da Pós-Graduação do segundo semestre. Participam nesta edição, pesquisadores nacionais e internacionais, com objetivo de estabelecer laços e tornar mais viva a dinâmica acadêmica no departamento. Para participar, não há necessidade de inscrição prévia.
Os Seminários objetivam estreitar laços com pesquisadores nacionais e estrangeiros e constituem uma das principais atividades de formação dos alunos de Mestrado e Doutorado em Ciência Política da USP. A programação é dividida em Seminários de Departamento (DCP) e Seminários de Área. Os primeiros se destinam a conferências de caráter abrangente e os segundos à produção de ponta no interior das áreas de Instituições Políticas (IP), Teoria Política (TP) e Relações Internacionais (RI).
SERVIÇO
Local: Prédio de Filosofia/Ciências Sociais da Cidade Universitária, Av.
Professor Luciano Gualberto, 315 São Paulo – SP
Mais informações: 3091 3754 ou http://www.fflch.usp.br/dcp/
Fonte: USP online
Os presidentes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Glaucius Oliva, e do Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI), Jorge Ávila, participaram da mesa-redonda "Open Innovation INPI e CNPq", realizada durante a 64ª Reunião Anual da SBPC, em São Luís, que foi conduzida pelo presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (Capes), Jorge Guimarães.
Os principais temas tratados na mesa foram cenários nacionais e internacionais da ciência e tecnologia, avanços e fragilidade no campo da inovação, propriedade intelectual e desafios para superar as novas contingências da economia globalizada com alta competitividade.
Oliva começou apresentando o cenário de crescimento da ciência na última década, com o aumento no número de pesquisas e de artigos científicos no país, além do crescimento no número de professores com doutorado nas instituições de ensino superior e elevação nos quantitativos de ingressos na graduação e de currículos na Plataforma Lattes. Em contraponto, apresentou informações que demonstram situação oposta na área tecnológica, citando como indicadores o baixo número de patentes brasileiras registradas no Escritório Americano e o comparativo da capacidade de investimento em ciência e tecnologia do Brasil com a Coréia do Sul, o Japão, a Alemanha e os EUA.
"Na última década, dados apontam que estamos aprofundando nossa dependência tecnológica. Temos dificuldades na balança comercial brasileira em cinco setores considerados de média e de alta intensidade tecnológica, como farmacêutico, tecnologias da informação e comunicação, complexo industrial da saúde, química e máquinas e equipamentos", completou Oliva.
Open innovation – De acordo com o presidente do CNPq, os desafios a serem enfrentados são gerar inovação e patentes, qualificar pessoal para inovação nas empresas, promover o investimento em inovação pelas empresas, atrair talentos para a ciência, melhorar a educação básica e melhorar a percepção da sociedade sobre o valor e a importância da ciência. "A ciência brasileira não pode se abster de olhar de frente para esses desafios e enfrentá-los. Para que seja rico e sem pobreza o país precisa inovar efetivamente", disse Oliva.
Para isso, há necessidade de estimular a open innovation, que significa procurar competências complementares fora do ambiente institucional ou empresarias e desenvolver projetos conjuntos. "Quero inovar, não sei fazer sozinho e vou procurar fora de onde estou outro ator para desenvolver projetos conjuntos, por meio de licenciamento de opção, acordos de financiamento de pesquisa, criação de empresas dentro de centros universitários, realização de chamadas de projetos por empresas, estágios, consultorias, doações por empresas, entre outras", disse.
Leia a continuação da matéria aqui.
Fonte: Jornal da Ciência
A família Nachbin é velha conhecida da ciência brasileira. No início dos anos 1950, Leopoldo Nachbin tornou-se o primeiro brasileiro mestre em matemática reconhecido internacionalmente. Na mesma década, foi um dos fundadores, junto com o também engenheiro Maurício Peixoto, do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), hoje ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O objetivo era promover o conhecimento matemático, base do desenvolvimento tecnológico que começava a ser alavancado no país, com a criação também do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em 1951, e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), em 1960, entre outras instituições.
Passados 19 anos da morte de Leopoldo, a tradição da pesquisa matemática na família é mantida pelo filho, André Nachbin. Pesquisador do IMPA, André enfatiza, contudo, que sua linha de pesquisa é totalmente diferente da do pai. Enquanto Leopoldo se esbaldava com holomorfia em espaços infinitos, análise matemática e espaços vetoriais topológicos, André trabalho com conceitos não menos abstratos, mas mais voltados para a realidade, como ondas em regiões costeiras, prestando contribuições à oceanografia.
Em entrevista ao Brasilianas.org, André Nachbin explicou porque é tão difícil divulgar as teorias do pai ao público leigo e falou da boa fase da matemática brasileira no exterior, reflexo, em parte, dos trabalho de Leopoldo no IMPA. E revelou, ainda, qual o trabalho do instituto para atrair novos cérebros, como essa estratégia foi ampliada para o programa Ciência sem Fronteiras, do governo federal, e qual o andamento da coletanea de artigos de Leopoldo Nachbin, que será lançada em breve. Confira.
Brasilianas.org – Os conceitos com os quais Leopoldo Nachbin trabalhou na matemática, como a topologia abstrata, são poucos difundidos e acessíveis. Qual a explicação para esse afastamento entre a obra de Leopoldo e a sociedade em geral?
André Nachbin – Topologia é uma área da matemática, que é bastante abstrata e fundamental para o estudo das estruturas e dos conjuntos, abertos e fechados. Na pesquisa do meu pai é uma coisa muito avançada, e eu mesmo, como matemático, não consigo botar as mãos nos detalhes. E mais difícil ainda é colocar isso numa linguagem para o leigo, o não-matemático. Já vi tentativas, no jornalismo, de se fazer isso, mas acaba que o público não entende direito e o matemático lê aquela coisa meio torna, com gafes técnicas. Mas a contribuição dele foi muito grande em várias áreas, como na topologia, análise funcional, análise complexa, holomorfia.
Leia a continuação da entrevista aqui.
Fonte: Brasilianas.org





