Author

anpg

Browsing

O evento será realizado de 7 a 11 de novembro, com o tema "Ciência e Sociedade: a contribuição da ciência para o desenvolvimento social".

A Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) está com inscrições abertas para submissão de trabalhos para a 2ª Semana de Ciência & Tecnologia. O evento será realizado de 7 a 11 de novembro, na Universidade, com o tema central "Ciência e Sociedade: a contribuição da ciência para o desenvolvimento social". A Semana busca socializar a produção do conhecimento, seja do ensino, da pesquisa ou da extensão. O prazo para submissão de trabalhos se encerra dia 8 de agosto.

O evento contará com palestras, workshops, minicursos, oficinas e apresentações de trabalhos (oral e painéis), além de atrações culturais, relatos de experiências, feira do inventor, exposição dos grupos de pesquisa, extensão e ensino, exibição de filmes e atividades que permeiam a prática pedagógica. Neste ano a Semana vai abranger o 11º Seminário de Iniciação Científica, o 3º Salão de Extensão, o 1º Salão de Ensino e a 1ª Feira do Inventor.

Confirma mais informações: www.unesc.net/post/213/11/15441

Link para submissão de trabalhos: elis2.univali.br/elis2/usuario/web/index.php/

 

Fonte: Jornal da Ciência com informações da Ascom da Unesc



Evento acontece nesta quarta-feira(27), às 14h30, na sede da Finep. O endereço é Praia do Flamengo, 200, Rio de Janeiro e a entrada é gratuita.

As recentes mudanças no ensino superior e as relações entre universidade, pesquisa e sociedade serão o foco do próximo evento da série Debate Finep, nesta quarta-feira (27), às 14h30, com entrada franca. O palestrante será o professor Jaïrton Dupont, do Departamento de Química Orgânica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e o debatedor será o professor Sidney Lianza, da Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Dupont defende a ideia de que a formação deve se dar sempre por meio da pesquisa, que, segundo ele, deve ser multidisciplinar e incluir atividades como a graduação e a pós-graduação, estágios, inovação, interação com a comunidade, extensão e formação continuada. Desta forma, alunos, professores e pesquisadores exerceriam plenamente o papel de construir conhecimento e participar da formação da sociedade. Para o palestrante, essa abordagem pode oferecer contribuições muito mais ricas para a produção de inovações em diversos âmbitos.

A iniciativa da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) visa a criar um espaço aberto e permanente de debate com a sociedade, para subsidiar a construção de ações de apoio à inovação de forma democrática, transparente e eficiente. Participam do Debate Finep interlocutores internos e externos à financiadora, que contribuam para o acúmulo de conhecimento sobre políticas de fomento a Ciência, Tecnologia e Inovação.

Há mais informações sobre os participantes na matéria original, no site da Finep.

Serviço

Debates Finep – "O papel das universidades da pesquisa no mundo do conhecimento"

Data: 27 de julho de 2011

Horário: 14h30

Local: Espaço Cultural Finep – Praia do Flamengo, 200, pilotis, Rio de Janeiro.

Entrada franca. Não é necessário realizar inscrição prévia.

Informações: [email protected]

 

Fonte: MCT

 O carioca Daniel Iliescu, 26 anos, torcedor do Flamengo e aluno de Ciências Sociais da UFRJ, foi eleito em Goiânia ao final de um processo que envolveu mais de 1,5 milhão de estudantes

 

A União Nacional dos Estudantes (UNE) finalizou o maior Congresso de sua história no domingo (17), elegendo o jovem Daniel Iliescu, do Rio de Janeiro, como seu novo presidente. Oito mil estudantes de todo o Brasil participaram do Congresso em Goiânia, que em sua etapa preparatória nos estados reuniu os votos de mais de 1,5 milhão de alunos de universidades públicas e particulares. Houve, no total, votação em 97% das universidades de todo o país. O encontro marcou um novo recorde de participação dos jovens neste que é o maior e mais importante fórum do movimento estudantil brasileiro.

A chapa de Iliescu, "Movimento estudantil unificado para as mudanças do Brasil", foi eleita com 2,369 mil votos, o que representa 75,4% dos votos dos 3.138 delegados credenciados que votaram no 52º Congresso. Concorreram também as chapas, "Oposição de Esquerda" (18,5% – 581 votos), "MUDE – Movimento UNE democrático" (5,8% 183 votos) e "Por uma nova UNE" (0,1% – 5 votos).

A partir de agora ele ocupará o mesmo cargo que já foi de importantes nomes da vida pública brasileira como José Serra (ex-governador de São Paulo), Orlando Silva (ministro dos Esportes), Aldo Rebelo (deputado federal) e Lindbergh Farias (senador).

Quem se depara com o novo presidente da UNE em uma roda informal de bate papo ou na tranquilidade carioca de um chopp para o happy hour, não encontra ali discursos insuflados ou debates calorosos de ideias. De natureza calma, óculos no rosto e sorriso leve, o estudante Daniel Iliescu, de 26 anos, é do tipo que prefere sempre ouvir antes de falar, e faz questão de que todos falem.

Estudante de Ciências Sociais na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), está encerrando o bacharelado –onde desenvolveu gosto pela pesquisa e foi bolsista– para iniciar a licenciatura, preparando-se para ser professor. Entre seus grandes sonhos, está o de trabalhar nas salas de aula do país: "Espero ver o fim do analfabetismo no Brasil em breve, se todos se empenharem", afirma. Nascido na capital carioca e criado em Petrópolis, é filho de uma mãe psicóloga e um pai engenheiro que, apesar de suas formações, decidiram também virar professores.

O jeito afável e manso, no entanto, não é o mesmo quando tira os óculos e pega o microfone, liderando os estudantes nas ruas, em protestos e lutas difíceis do movimento estudantil. Foi o lado enérgico e capaz de contagiar milhares de jovens que levaram Daniel Iliescu, enquanto foi presidente da União dos Estudantes do Rio de Janeiro, a conquistar vitórias históricas no estado como a aprovação do meio passe nos transportes para estudantes do Prouni e cotistas de universidades da capital.

A energia também é muito bem gasta no Maracanã ou em frente à TV assistindo aos jogos do Flamengo, por quem se permite ser alienavelmente apaixonado. Filiado ao Partido Comunista do Brasil (PC do B) e defensor do projeto de transformação social iniciado pelo governo Lula, Daniel confessa que não ergue o ex-presidente ao pedestal de maior ídolo da sua vida: "Se eu colocar o Lula lá, qual lugar vai sobrar para o Zico?", brinca.

Quando volta a falar sério, diz que espera incluir o Flamengo e outros grandes times do país em uma campanha pela educação brasileira: "Quero convidar o Ronaldinho Gaúcho e outros grandes jogadores camisa 10 a utilizarem o número de suas camisas em uma campanha pelo investimento de 10% do PIB em educação, para melhorar as escolas e pagar melhor os professores do país". A UNE critica a proposta do governo Dilma Rousseff, no projeto do Plano Nacional de Educação, de investir somente 7% do PIB nesse setor até 2020. Atualmente os investimentos são de cerca de 5%. Iliescu defende um grande pacto pela educação nacional, que seja maior do que as divergências entre os partidos e grupos políticos, reunindo estudantes e outros setores da sociedade.

Unindo o lado sociólogo ao lado militante, Iliescu teoriza sobre o modelo histórico de exploração das riquezas naturais no país, para defender também o projeto que destina 50% do fundo social do Pré-Sal somente para a educação. Seria uma forma de transformar um recurso não renovável em benefício social direto, como não foi feito durante os ciclos do pau-brasil, do ouro ou do café.

Daniel não se enquadra nem ao estereótipo do estudante bicho-grilo – apesar de confessar um passado de dread locks no cabelo – nem de moderninho – apesar de se lembrar que a cabeça também já foi pintada de azul. Fã de samba e de rock progressivo, de mochila nas costas e tênis batidos, acompanha as últimas notícias pelo smartphone, um Motorola Atrix, de onde acessa o Twitter e o Facebook, sempre postando ou repassando alguma coisa. Monitora os blogs de política pela internet, mas afirma que não abre mão também dos jornais de papel: "Leio a Folha de S. Paulo e o Globo todos os dias".

O novo presidente da UNE se diz satisfeito com a recente onda de marchas e movimentos independentes, muitas vezes iniciados na internet, que têm ocupado as ruas do país. Iliescu espera, em sua gestão, melhorar a participação da UNE na rede digital e ampliar os temas em discussão dentro da entidade, como por exemplo a questão das drogas. Pessoalmente, se diz contra a política proibicionista do estado e defende que o debate a favor e contra a legalização da maconha também tenha espaço, democraticamente, dentro do movimento estudantil.

Durante os próximos dois anos, Daniel Iliescu será o representante dos milhões de universitários brasileiros, sustentando seus direitos e amplificando seus anseios. Sabe que a agenda é grande e os compromissos são muitos. Já chega a admitir que terá um pouco menos de tempo para a namorada Bianca, de quem está sempre junto, mas não se preocupa: "De dia, estarei estudando ou militando pela UNE. De noite, seja em casa ou na balada, estarei sempre do lado dela", promete o presidente, que sonha em casar e ter filhos.

Fonte: Estudantenet

Um ato político marcou as comemorações pelos 25 anos da Associação Nacional de Pós-Graduandos, durante a 63ª Reunião Anual da SBPC, em Goiânia.

Na última quinta-feira reuniram-se no Auditório da Biblioteca  do Campus Samambaia da UFG os ex-presidentes e ex-diretores Paolo Livotto (1986-1987), José Adolfo de Almeida Neto (1987-1988), Harrison Alexandre Targino (1992-1993), Roberto Muniz Barreto de Carvalho (1993-1994), Roberto Germano Costa (1994-1995), Fábio Palácio de Azevedo (1998), Antônio Francisco Cruz Arapiraca (2004-2005), Elisa de Campos Borges (2005-2006), Allan Aroni (2007-2008) e Amália Catharina Santos Cruz (2008-2010). Diversas instituições enviaram representantes como o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), a Agência Espacial Brasileira (AEB), a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), o Centro de Estudos e Memória da Juventude (CEMJ), a Fundação Maurício Grabois (FMG), a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e a Comissão Executiva Nacional do Programa de Educação Tutorial (CENAPET). A presidente da ANPG, Elisangela Lizardo, foi saudada pela presidente da SBPC, Helena Nader, que se disse “muito feliz em receber a ANPG como 99ª entidade científica filiada à SBPC.  E ainda por cima sob a gestão de uma mulher.” 

Helena Nader, presidente da SBPC, fala no Ato em comemoração aos 25 anos da ANPG. Ao seu lado o 2º Diretor de Relações Institucionais da ANPG, João Azuma. Foto: Eleonora Rigotti.

Outras entidades e insituições, diretores e ex-diretores que não puderam estar presentes enviaram felicitações que foram lidas no plenário. As entidades foram : Fórum de Pró-Reitores de Pós-Graduação e Pesquisa – (FOPROP), Central Única dos Trabalhadores  (CUT), Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis(ANP) e o Ministério da Saúde. E os ex-diretores, Denise Maria Zancan (sócia- fundadora), Thereza Galvão da Silva (1986-1987), Carlos Alberto Saraiva Gonçalves (1988), Soraya Soubhi Smaili (1989), José Medeiros da Silva (1995), Divinomar Severino (1998), Maria Luiza Nogueira Rangel (2006-2007) e Hugo Valadares (2008-2010).

 Entre elas, a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e a União Nacional dos Estudantes (UNE), que no mesmo momento, em ocasião do 52º Congresso da UNE que também acontecia em Goiânia, participavam de ato com a presença do ex-presidente Lula.

Os diretores da atual gestão tiveram a oportunidade de conhecer mais da história da entidade através das pessoas que construíram a ANPG desde a sua fundação. Foi, sem dúvida, uma experiência única de podermos conhecer e conversar com pessoas tão importantes para a história da ANPG e do país, declararam os diretores.

Momentos marcantes foram lembrados, como o envio de milhares de aerogramas à presidência da República em 1999, exigindo a saída do então  Ministro da Ciência e Tecnologia  Luiz Carlos Gonçalves Bresser-Pereira. Paolo Livotto também recordou o debate que se instalava à época acerca do caráter profissional, mas não sindical, da defesa dos pós-graduandos pela ANPG.

Harrisson Alexandre Targino (gestão 1992-1993), Elisângela Lizardo (atual presidente da ANPG) e Paolo Livotto (gestão 1986-1987). Foto: Eleonora Rigotti.

Roberto Muniz Barreto de Carvalho, que hoje  é chefe do Serviço de Documentação e Acervo do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), reafirmou que seu compromisso, como ex-diretor da ANPG continua firme em relação à vaga da ANPG no Conselho Deliberativo do CNPq, conquistada na gestão do Ministro Sérgio Cardoso mas que não foi mantida por Aloisio Mercadante.

“Comemorar os 25 anos da ANPG na presença de pessoas tão importantes para a ANPG não poderia ter sido melhor. Foi também uma maneira de recuperar a memória da entidade. São nesses momentos que olhamos para o lado e vemos que não estamos sós”, disse Elisângela ao final do ato.

Elisângela Lizardo, José Adolfo de Almeida Neto (gestão 1987-1988) e Paolo Livotto. Foto: Eleonora Rigotti.

Uma confraternização com direito a bolo e velinha de 25 anos encerrou a atividade e a participação da ANPG na 63ª RA da SBPC.

 

Leia mais sobre a participação da ANPG na 63ª RA da SBPC

Veja aqui as fotos do Ato de 25 anos da ANPG

 

 Da Redação.

Interessados têm até 12 de agosto para participar do processo seletivo.

A Universidade Federal do ABC (UFABC) está com inscrições abertas para o processo seletivo para pós-graduação em Engenharia Elétrica. O curso é ministrado pelo Laboratório da Pós-Graduação em Engenharia Elétrica, que possui um enfoque multidisciplinar, dispondo de área dedicada à pesquisa computacional e também à pesquisa aplicada ao desenvolvimento de dispositivos elétricos e eletrônicos. O curso se concentra nas áreas de Sistemas de Energia Elétrica e as linhas de pesquisa são de Sistemas Elétricos e Eletrônicos e Modelagem e Simulação Computacionais.

As inscrições podem ser feitas até o dia 12 de agosto. As aulas começarão em setembro. Mais informações: www.ppgee.ufabc.edu.br

Fonte: Jornal da Ciência

De 18 a 21 de agosto, Recife (PE) sediará o 38° Conselho Nacional de Associações de Pós-Graduandos (Conap), reunindo APGs e comissões pró-APG de todo o país para debater a proposta do Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG) 2011-2020.

 

Com o tema “A Formação de Recursos Humanos e o Desenvolvimento do Brasil”, além do PNPG 2011-2020, estão na pauta a Campanha de Bolsas da ANPG e também a convocação do próximo congresso da entidade.

 

Como participar

 

Para participar, cada APG ou comissão pró-APG deve eleger um(a) delegado(a), que terá direito a voto no fórum. O(a) delegado(a) tem direito a um(a) suplente e os pós-graduandos que quiserem participar como observadores também podem se inscrever.

 

Associações nacionais e estaduais de pós-graduandos de uma determinada área – como a Associação de Médicos Residentes de SP (Ameresp) ou a Federação dos Pós-Graduandos em Direito (Fepodi) – também podem eleger delegados.

 

A eleição do(a) delegado(a) é simples. Basta realizar uma reunião da APG ou comissão pró-APG e definir quem será o(a) delegado(a) e o(a) suplente. Esta reunião deve ser registrada em ata, que deve ser assinada pelo(a) presidente da entidade.

 

Para se credenciar, o delegado deve comparecer ao credenciamento que será instalado em Recife nos dias do evento com a ata de fundação da entidade, a ata de posse da gestão atual, a ata da reunião que elegeu o(a) delegado(a) e o(a) suplente, além do comprovante de matrícula destes dois. No caso de haver mais de uma APG na universidade, será considerada a APG geral. Caso não haja APG geral, todas as APGs podem se credenciar normalmente, conforme o Regimento do 38º CONAP.

 

Não tem APG? Monte uma!

 

Caso na sua Universidade ainda não exista APG, construa uma! Basta divulgar a proposta de montar a APG, reunir os interessados e debater o Estatuto, as eleições, etc. Outras informações, podem ser obtidas aqui.

 

Baixe agora modelos de:

Ata de Fundação da Comissão pró-APG;

Ata de Fundação, Eleição e Posse da APG;

Ata de Reunião;

Estatuto da APG.

 

 Participe do CONAP e ajude a continuar a construção da história da ANPG, que já acumula 25 anos em defesa da ciência e do Brasil! 

 

<p>A Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de P&oacute;s-Graduandos &ndash; ANPG realiza ato de comemora&ccedil;&atilde;o dos 25 anos, no dia 14 de julho, durante reuni&atilde;o anual da SBPC. No evento, haver&aacute; uma homenagem aos ex-presidentes e ex-dirigentes que participaram da entidade. A atividade &eacute; a primeiro de uma s&eacute;rie de comemora&ccedil;&otilde;es dos 25 anos da ANPG que ser&atilde;o realizados ao longo da gest&atilde;o atual.</p>
<table border="0" cellspacing="2" cellpadding="1" width="200" align="right">
<tbody>
<tr>
<td><img alt="" width="350" height="328" src="https://www.anpg.org.br/userfiles/image/imagem/Convite_ato_25_anos_grande3.jpg" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nascida a partir de articula&ccedil;&otilde;es organizadas durante reuni&otilde;es anuais da SBPC e fundada no dia 12 de julho de 1986 durante a 38&ordf; edi&ccedil;&atilde;o do evento, realizado em Curitiba (PR), a ANPG volta ao principal espa&ccedil;o de debate dos cientistas brasileiros para comemorar seus 25 anos de exist&ecirc;ncia.</p>
<p>Contando com a presen&ccedil;a de ex-presidentes e ex-dirigentes que participaram das primeiras gest&otilde;es da entidade e tamb&eacute;m das diretorias mais recentes, haver&aacute; homenageados da estatura de Roberto Muniz Barreto de Carvalho (CNPq) e Roberto Germano Costa (Instituto Nacional do Semi-&aacute;rido &ndash; INSA), por exemplo. A solenidade ser&aacute; prestigiada ainda pelo vice-presidente da SBPC, professor Enio Candotti, pelo ministro da Educa&ccedil;&atilde;o Fernando Haddad e por representante do Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, alem, &eacute; claro, de p&oacute;s-graduandos de diversas partes do pais.&nbsp;</p>
<p><strong>Hist&oacute;rico</strong></p>
<p>Mesmo antes da funda&ccedil;&atilde;o da ANPG o movimento nacional de p&oacute;s-graduandos j&aacute; se organizava, defendendo o desenvolvimento de um sistema de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s e combatendo a repress&atilde;o do Regime Militar.</p>
<p>De 86 para c&aacute;, o movimento nacional de p&oacute;s-graduandos se estruturou, tendo constru&iacute;do uma rede de APGs em todo o pais, e acumulou conquistas que contribu&iacute;ram para o desenvolvimento do sistema nacional de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o, como as conquistas de aumento do numero de bolsas de pesquisa e a valoriza&ccedil;&atilde;o dessas, por meio de reajustes batalhados ano a ano e direitos como a licen&ccedil;a-maternidade.</p>
<p>Desde os primeiros passos, a ANPG luta por uma pol&iacute;tica permanente de valoriza&ccedil;&atilde;o das bolsas, sintetizado no PL dos P&oacute;s-Graduandos, ainda em debate no Congresso Nacional. Em 1992, a entidade n&atilde;o se furtou e, ao lado das entidades do movimento estudantil, esteve presente nas manifesta&ccedil;&otilde;es do Fora Collor. A d&eacute;cada de 90 foi marcada tamb&eacute;m pelo embate entre os defensores do investimento em ci&ecirc;ncia b&aacute;sica e os defensores do aporte em pesquisa aplicada e pelas mobiliza&ccedil;&otilde;es que impediram a extin&ccedil;&atilde;o da CAPES, proposta pelo governo federal. O desafio atual &eacute; garantir esses dois investimentos ao mesmo tempo, favorecendo assim o desenvolvimento cientifico do pa&iacute;s com inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica.</p>
<p>Ao longo dos anos a ANPG conquistou espa&ccedil;os no Conselho Superior e no Conselho T&eacute;cnico-Cient&iacute;fico da CAPES, no Conselho Nacional de Juventude, no Conselho Nacional de Sa&uacute;de, e reivindica uma vaga tamb&eacute;m no Conselho Deliberativo do CNPq, importante espa&ccedil;o de debate da ci&ecirc;ncia nacional.</p>
<p>Na ultima d&eacute;cada o movimento cresceu e se estruturou, foi inaugurado o Sal&atilde;o Nacional de Divulga&ccedil;&atilde;o Cientifica e foi realizada a maior parte das 12 edi&ccedil;&otilde;es do Encontro Nacional de Jovens Cientistas.&nbsp;</p>
<p>A 63&ordf; Reuni&atilde;o Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci&ecirc;ncia (SBPC) acontece entre 10 e 15 de julho, em Goi&acirc;nia (GO). A reuni&atilde;o anual &eacute; um espa&ccedil;o importante para ci&ecirc;ncia brasileira e tradicionalmente Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de P&oacute;s-Graduandos (ANPG) realiza atividades e participa de forma ativa da programa&ccedil;&atilde;o geral.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Al&eacute;m do ato de comemora&ccedil;&atilde;o dos 25 anos, a ANPG tamb&eacute;m participa de outras atividades durante a 63&ordf; SBPC. Confira abaixo:</p>
<p><strong>Espa&ccedil;os da ANPG na reuni&atilde;o da SBPC </strong></p>
<p>*10 de julho &ndash; Abertura da 63&ordf; Reuni&atilde;o Anual da SBPC<br />
*12 de julho &ndash; Ato de 60 anos do CNPq<br />
*13 de julho &ndash; Ato de 60 anos da CAPES<br />
*14 de julho &ndash; Ato de 25 anos da ANPG e 13&deg; Encontro Nacional de Jovens Cientistas (13h) <br />
*14 de julho &ndash; Assembleia Geral Ordin&aacute;ria dos S&oacute;cios da SBPC (18h)<br />
*15 de julho &ndash; Mesa composta pela ANPG na programa&ccedil;&atilde;o da SBPC:<br />
PRODU&Ccedil;&Atilde;O ACAD&Ecirc;MICA: PL&Aacute;GIO E ACUSA&Ccedil;&Otilde;ES DE PL&Aacute;GIO<br />
IME &ndash; Audit&oacute;rio<br />
Coordenador: Rute M. Gon&ccedil;alves de Andrade (SBPC)<br />
Participantes: Paulo S&eacute;rgio Lacerda Beir&atilde;o (UFMG), Elisangela Lizardo (ANPG), Vladmir Silveira (CONPEDI)</p>
<p><strong>Venha comemorar conosco!</strong></p>
<p>Da reda&ccedil;&atilde;o da ANPG</p>

Pró-reitores discutiram assuntos como passagens e diárias para universidades federais e o acúmulo de bolsas com vínculo empregatício.

O presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Jorge Almeida Guimarães, se reuniu nesta quarta-feira (29), com o diretório do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação (Foprop). O encontro aconteceu em Brasília e contou com a presença do diretor de Programas e Bolsas no País, Emídio Cantídio de Oliveira, do diretor de Avaliação, Lívio Amaral, e do chefe de Gabinete, Geraldo Nunes.

Além do atendimento individual feito pelos representantes da Capes, os componentes do diretório puderam discutir assuntos como o limite de passagens e diárias para as universidades federais; a possibilidade de formação de uma comissão de análise e avaliação da situação atual da Portaria Conjunta Capes-CNPq n° 01/2010, que trata sobre o acúmulo de bolsa com vínculo empregatício; e a representação do fórum na missão de trabalho da Diretoria de Relações Internacionais (DRI) da Capes aos EUA.

Na ocasião, Guimarães ressaltou a importância da atuação do Foprop especialmente em dois aspectos: no trabalho conjunto entre a Capes e as instituições, no intuito de acelerar e desburocratizar o reconhecimento de diplomas, e na implementação de ações por parte das universidades, que visem à diminuição das discrepâncias entre a produção científica das regiões Sul e Sudeste em relação às Norte e Centro-Oeste.

Segundo a presidente do Foprop e pró-reitora de pós-graduação da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Marilza Vieira Cunha Rudge, um dos objetivos do encontro foi agradecer à Capes o modo transparente como vem trabalhando com as universidades. Para ela, a reunião teve um balanço totalmente positivo. "A visita foi muito produtiva. Especialmente porque apresentamos sugestões e também recebemos demandas por parte da Capes", explicou.

A ANPG está acompanhando as movimentações junto às agências e já reivindicou participação no debate sobre as novas regras a serem divulgadas a respeito da Portaria Conjunta.

(Ascom da Capes)

<p>A C&acirc;mara analisa a Medida Provis&oacute;ria 536/11, que reajusta o valor da bolsa para m&eacute;dicos residentes de R$ 1.916,45 para R$ 2.338,06 a partir de 1&ordm; de janeiro de 2011. O benef&iacute;cio vale para quem tem jornada de 60 horas semanais e tamb&eacute;m &eacute; estendido aos residentes das demais profiss&otilde;es da sa&uacute;de &ndash; psic&oacute;logos, enfermeiros, nutricionistas, entre outros.<br />
<br />
O texto repete a maior parte da MP 521/10, que perdeu a efic&aacute;cia em 1&ordm; de junho, por n&atilde;o ter sido votada pelo Senado. A prorroga&ccedil;&atilde;o da gratifica&ccedil;&atilde;o paga pela Advocacia-Geral da Uni&atilde;o (AGU), parte da MP que expirou, n&atilde;o foi inclu&iacute;da nessa nova proposta, que atende uma sugest&atilde;o aprovada pela C&acirc;mara.<br />
<br />
Moradia<br />
A MP 536 incorpora uma mudan&ccedil;a sugerida pelo texto aprovado na C&acirc;mara (PLV 11/11), ao retomar a obrigatoriedade de se oferecer moradia &agrave; institui&ccedil;&atilde;o respons&aacute;vel pela resid&ecirc;ncia, nos termos do regulamento, ponto n&atilde;o previsto na MP 521. Esse novo texto, no entanto, acrescenta na lei que esse direito s&oacute; vale para quem comprovar a necessidade.<br />
<br />
Al&eacute;m da moradia, as institui&ccedil;&otilde;es s&atilde;o obrigadas a garantir ao m&eacute;dico residente alimenta&ccedil;&atilde;o e condi&ccedil;&otilde;es adequadas para repouso e higiene pessoal durante os plant&otilde;es.<br />
<br />
O texto tamb&eacute;m d&aacute; aos m&eacute;dicos residentes o direito &agrave; licen&ccedil;a paternidade de cinco dias e maternidade de 120 dias, com direito &agrave; prorroga&ccedil;&atilde;o por mais 60 dias, com a garantia de amplia&ccedil;&atilde;o do final do est&aacute;gio pelo prazo do afastamento. As demais categorias j&aacute; tiveram a licen&ccedil;a regulamentada por uma resolu&ccedil;&atilde;o da Comiss&atilde;o Nacional de Resid&ecirc;ncia Multiprofissional em Sa&uacute;de, de fevereiro deste ano.<br />
<br />
Expans&atilde;o<br />
Segundo o governo, atualmente h&aacute; cerca de 23 mil m&eacute;dicos residentes em 53 especialidades e 54 &aacute;reas de atua&ccedil;&atilde;o reconhecidas pela Comiss&atilde;o Nacional de Resid&ecirc;ncia M&eacute;dica (CNRM). Os programas t&ecirc;m dura&ccedil;&atilde;o de dois a cinco anos e carga de 60 horas semanais.<br />
<br />
A meta do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o para 2011 &eacute; ofertar 7.270 bolsas no total. Atualmente, ele concede 5.610 bolsas para m&eacute;dicos e 483 para outros profissionais.<br />
<br />
J&aacute; o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de pretende expandir o programa de resid&ecirc;ncia m&eacute;dica em suas unidades e nas vinculadas aos estados, munic&iacute;pios e hospitais filantr&oacute;picos, com previs&atilde;o de financiar um total de 1.862 bolsas em 2011.<br />
<br />
Tumulto<br />
A MP 521 perdeu a validade durante uma sess&atilde;o tumultuada no Senado, que durou at&eacute; a meia-noite de 1&ordm; de junho, prazo final de validade do tema. Embora houvesse acordo entre governo e oposi&ccedil;&atilde;o para votar o aumento dos residentes, a oposi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o concordou com o item anterior da pauta, que previa a cria&ccedil;&atilde;o de uma empresa para administrar hospitais universit&aacute;rios (MP 520/11). Por isso, obstruiu os trabalhos at&eacute; que as duas medidas perdessem a validade.<br />
<br />
Tramita&ccedil;&atilde;o<br />
A MP ser&aacute; analisada pelo Plen&aacute;rio. O texto passa a trancar a pauta da Casa em que estiver tramitando, C&acirc;mara ou Senado, a partir de 21 de agosto. <br />
<br />
(Portal Correio do Brasil)</p>

<table width="200" border="0" align="left" cellpadding="1" cellspacing="5">
<tbody>
<tr>
<td><img width="200" height="129" alt="" src="https://www.anpg.org.br/userfiles/image/imagem/Personalidades/josuedecastro2.jpg" /></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-size: x-small; ">Josu&eacute; de Castro.</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><em>A elei&ccedil;&atilde;o de Jos&eacute; Graziano para a dire&ccedil;&atilde;o da FAO &nbsp;(Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para Agricultura e Alimenta&ccedil;&atilde;o) coloca outra vez um brasileiro &agrave; frente daquela ag&ecirc;ncia internacional. Com ele, o combate &agrave; fome e o apoio &agrave; agricultura familiar voltam a ser a prioridade daquela ag&ecirc;ncia da ONU. Antes dele, Josu&eacute; de Castro j&aacute; havia ocupado tal posto.</em></p>
<div>&nbsp;</div>
<div>Por Jos&eacute; Carlos Ruy*</div>
<div>&nbsp;</div>
<div style="text-align: right; "><em>&quot;Denunciei a fome como flagelo fabricado pelos homens, </em></div>
<div style="text-align: right; "><em>contra outros homens&quot;.</em></div>
<div style="text-align: right; ">Josu&eacute; de Castro (1908-1973)</div>
<div style="text-align: right; ">&nbsp;</div>
<div>A presen&ccedil;a do agr&ocirc;nomo brasileiro Jos&eacute; Graziano da Silva &agrave; frente da FAO (Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para Agricultura e Alimenta&ccedil;&atilde;o – em ingl&ecirc;s Food and Agriculture Organization) a partir do dia 1&ordm; de janeiro de 2012 tem um antecessor ilustre, cujas ideias e atividades precisam ser recordadas neste momento de refor&ccedil;o &agrave; luta contra a fome e de reconhecimento internacional das pol&iacute;ticas brasileiras adotadas desde 2003, ap&oacute;s a posse de Lula na presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica, e do importante papel desempenhado nelas pelo novo dirigente da FAO, eleito no &uacute;ltimo dia 26. E que recoloca a FAO na linha de vanguarda do combate &agrave; fome que aflige quase um bilh&atilde;o de seres humanos.</div>
<div>&nbsp;</div>
<div>Esse antecessor &eacute; o humanista e cientista Josu&eacute; de Castro que, na d&eacute;cada de 1950, foi o primeiro brasileiro a dirigir aquela ag&ecirc;ncia da ONU, levado a ela pelo pioneirismo de seu estudo, registrado no cl&aacute;ssico Geografia da Fome, que lhe valeu a cassa&ccedil;&atilde;o dos direitos pol&iacute;ticos pela ditadura militar de 1964 e o ex&iacute;lio na Fran&ccedil;a, onde morreu em 1973.</div>
<div>&nbsp;</div>
<div>Ap&oacute;s a ditadura militar a fome, como quest&atilde;o de pol&iacute;tica p&uacute;blica, foi relegada a um plano subalterno, condi&ccedil;&atilde;o acentuada na d&eacute;cada de 1990, sob Collor e Fernando Henrique Cardoso, s&oacute; voltando &agrave;s preocupa&ccedil;&otilde;es do governo brasileiro ap&oacute;s a elei&ccedil;&atilde;o de Lula, em 2002, e aos cuidados justamente de Jos&eacute; Graziano da Silva.&nbsp;</div>
<div>&nbsp;</div>
<div>Mas havia sido uma preocupa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica importante at&eacute; a primeira metade da d&eacute;cada de 1960, cuja express&atilde;o mais alta e definida ficou registrada na obra de Josu&eacute; de Castro, autor daquele cl&aacute;ssico publicado originalmente em 1946, e que foi traduzido em 25 idiomas.</div>
<div>&nbsp;</div>
<div>Josu&eacute; de Castro morreu no ex&iacute;lio em 24 de setembro de 1973, no limiar da velhice: tinha 65 anos. Desde a juventude dedicou-se ao problema em que se transformou autoridade mundial. Formado em medicina pela Universidade do Brasil, em 1929 (com 21 anos de idade), exerceu uma extensa lista de atividades, iniciada como professor de fisiologia na Faculdade de Medicina do Recife, em 1932, e conclu&iacute;da como professor de Geografia Humana da Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil (atual Universidade Federal do Rio de Janeiro), de 1940 a 1964.</div>
<div>&nbsp;</div>
<table width="480" border="0" align="center" cellpadding="1" cellspacing="5">
<tbody>
<tr>
<td><img width="300" height="250" alt="" src="https://www.anpg.org.br/userfiles/image/imagem/Personalidades/josuedecastro.jpg" /></td>
<td><img width="180" height="250" alt="" src="https://www.anpg.org.br/userfiles/image/imagem/Personalidades/josuedecastro3.jpg" /></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-size: x-small; ">Imagem do acampamento Josu&eacute; de Castro, do movimento por moradia, em Recife (PE).</span></td>
<td><span style="font-size: x-small; ">Josu&eacute; de Castro.</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div>&nbsp;</div>
<div>&nbsp;</div>
<div>Entre outras atividades, coordenou tamb&eacute;m, em 1933, o inqu&eacute;rito sobre as Condi&ccedil;&otilde;es de Vida das Classes Oper&aacute;rias do Recife (o primeiro feito no pa&iacute;s). Em 1936, foi membro da Comiss&atilde;o de Inqu&eacute;rito para Estudo da Alimenta&ccedil;&atilde;o do Povo Brasileiro, do governo federal; idealizou e dirigiu o Servi&ccedil;o Central de Alimenta&ccedil;&atilde;o, depois transformado no Servi&ccedil;o de Alimenta&ccedil;&atilde;o da Previd&ecirc;ncia Social (SAPS ), de 1939 a 1941</div>
<div>&nbsp;</div>
<div>Em 1947, representou o Brasil na &quot;Confer&ecirc;ncia de Alimenta&ccedil;&atilde;o e Agricultura das Na&ccedil;&otilde;es Unidas&quot;, da FAO. Sua interven&ccedil;&atilde;o teve tanta repercuss&atilde;o que foi indicado como membro do Comit&ecirc; Consultivo Permanente de Nutri&ccedil;&atilde;o, da FAO e, de 1952 a 1956, foi presidente dessa organiza&ccedil;&atilde;o da ONU. Em 1960, foi presidente do Comit&ecirc; Governamental da Campanha de Luta Contra a Fome, da ONU.</div>
<div>&nbsp;</div>
<div>No Brasil, foi deputado federal pelo PTB de Pernambuco, de 1954 a 1962 e, depois, embaixador do Brasil na ONU, em Genebra, 1962 a 1964. Estava nesse cargo quando o golpe militar de 1964 interrompeu a fr&aacute;gil democracia da Constitui&ccedil;&atilde;o de 1946; teve seus direitos pol&iacute;ticos cassados j&aacute; na primeira lista de punidos, divulgada em 9 de abril daquele ano. Tinha 56 anos de idade e sabia que j&aacute; n&atilde;o podia voltar ao Brasil. Exilou-se ent&atilde;o na Fran&ccedil;a, onde fundou e dirigiu o Centro Internacional para o Desenvolvimento (CID), e lecionou Geografia Humana na Universidade de Paris, at&eacute; 1973, quando morreu.</div>
<div>&nbsp;</div>
<div><strong>Estudo cient&iacute;fico da fome</strong></div>
<div>&nbsp;</div>
<table width="250" border="0" align="right" cellpadding="1" cellspacing="5">
<tbody>
<tr>
<td><img width="250" height="361" alt="" src="https://www.anpg.org.br/userfiles/image/imagem/Documentos/geografiadafome.jpg" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div>No ex&iacute;lio, n&atilde;o parou. A ditadura militar tentou apagar seu nome do horizonte pol&iacute;tico e intelectual brasileiro, mas o reconhecimento de sua atividade cient&iacute;fica, no exterior, foi crescente. Foi um pensador e cientista revolucion&aacute;rio – da&iacute; a intensa repercuss&atilde;o internacional e o prest&iacute;gio de sua obra, pioneira no estudo cient&iacute;fico da fome como um problema sobretudo social, como seu primeiro livro, O Problema da Alimenta&ccedil;&atilde;o no Brasil, de 1933, j&aacute; registrara. Ano e d&eacute;cada emblem&aacute;ticos, que viram surgir as obras de autores como Gilberto Freire, S&eacute;rgio Buarque de Holanda e Caio Prado Jr. Josu&eacute; de Castro revela preocupa&ccedil;&otilde;es semelhantes &agrave; deles, de aprofundar a vis&atilde;o da sociedade e do homem brasileiro. Elas amadureceram no cl&aacute;ssico Geografia da Fome, publicado em outro ano emblem&aacute;tico, 1946, quando o Brasil vivia intensamente outra esquina de sua hist&oacute;ria.</div>
<div>&nbsp;</div>
<div>Josu&eacute; de Castro n&atilde;o era marxista, e seu diagn&oacute;stico da fome como problema social decorre do profundo humanismo daqueles brasileiros que, nas d&eacute;cadas de 1930 a 1960, geraram explica&ccedil;&otilde;es criativas e inovadoras para os problemas do pa&iacute;s, enfatizando a necessidade de consolidar a democracia atrav&eacute;s de reformas profundas cujo resultado seria a reconcilia&ccedil;&atilde;o da na&ccedil;&atilde;o com seu pr&oacute;prio povo, defendendo um desenvolvimento aut&ocirc;nomo que eliminasse privil&eacute;gios elitistas sobreviventes do passado colonial e fortalecesse a independ&ecirc;ncia e a soberania de nosso pa&iacute;s. Nesse sentido, mais que revolucion&aacute;rio, o pensamento de Josu&eacute; de Castro foi subversivo.</div>
<div>&nbsp;</div>
<div><strong>Sil&ecirc;ncio premeditado</strong></div>
<div>&nbsp;</div>
<div>&quot;Quais s&atilde;o os fatores ocultos desta verdadeira conspira&ccedil;&atilde;o de sil&ecirc;ncio em torno da fome?&quot;, perguntou em Geografia da Fome. E respondeu: &quot;Trata-se de um sil&ecirc;ncio premeditado pela pr&oacute;pria alma da cultura: foram os interesses e os preconceitos de ordem moral e de ordem pol&iacute;tica e econ&ocirc;mica de nossa chamada civiliza&ccedil;&atilde;o ocidental que tomaram a fome um tema proibido&quot;.&nbsp;</div>
<div>&nbsp;</div>
<div>Ele tinha uma vis&atilde;o aguda sobre a quest&atilde;o: &quot;Ao lado dos preconceitos morais, os interesses econ&ocirc;micos das minorias dominantes tamb&eacute;m trabalhavam para escamotear o fen&ocirc;meno da fome do panorama espiritual moderno&quot;.</div>
<div>&nbsp;</div>
<div>Josu&eacute; de Castro colocava no centro da an&aacute;lise o problema, ainda atual, da depend&ecirc;ncia externa: &quot;&Eacute; que ao imperialismo econ&ocirc;mico e ao com&eacute;rcio internacional a servi&ccedil;o do mesmo interessava que a produ&ccedil;&atilde;o, a distribui&ccedil;&atilde;o e o consumo dos produtos alimentares continuassem a se processar indefinidamente como fen&ocirc;menos exclusivamente econ&ocirc;micos – dirigidos e estimulados dentro de seus interesses econ&ocirc;micos – e n&atilde;o como fatos intimamente ligados aos interesses da sa&uacute;de p&uacute;blica&quot;.</div>
<div>&nbsp;</div>
<div>O monop&oacute;lio da posse da terra e as rela&ccedil;&otilde;es de domina&ccedil;&atilde;o decorrentes que, empregando o jarg&atilde;o da &eacute;poca, Josu&eacute; de Castro identificava como &quot;feudais&quot;, tamb&eacute;m compunham sua explica&ccedil;&atilde;o para o problema da fome.&nbsp;</div>
<div>&nbsp;</div>
<div>Nenhum outro fator &quot;&eacute; mais negativo para a situa&ccedil;&atilde;o de abastecimento alimentar do pa&iacute;s do que a sua estrutura agr&aacute;ria feudal, com um regime inadequado de propriedade, com rela&ccedil;&otilde;es de trabalho socialmente superadas e com a n&atilde;o utiliza&ccedil;&atilde;o da riqueza potencial dos solos&quot;.&nbsp;</div>
<div>&nbsp;</div>
<div>Isto &eacute;, ele via a reforma agr&aacute;ria como &quot;uma necessidade hist&oacute;rica nesta hora de transforma&ccedil;&atilde;o social que atravessamos como um imperativo nacional&quot;. Isto em 1946, h&aacute; mais de sessenta anos. &quot;Do latif&uacute;ndio decorre tamb&eacute;m a exist&ecirc;ncia das grandes massas dos sem-terra, dos que trabalham na terra alheia, como assalariados ou como servos explorados por esta engrenagem econ&ocirc;mica de tipo feudal&quot;, escreveu. &quot;Por sua vez, o minif&uacute;ndio significa a explora&ccedil;&atilde;o antiecon&ocirc;mica da terra, a mis&eacute;ria cr&ocirc;nica das culturas de subsist&ecirc;ncia que n&atilde;o d&atilde;o para matar a fome da fam&iacute;lia.&quot;</div>
<div>&nbsp;</div>
<div><strong>A fome &eacute; um assunto pol&iacute;tico</strong></div>
<div>&nbsp;</div>
<div>Castro combatia os argumentos de que a fome &eacute; um fen&ocirc;meno natural, fruto da superpopula&ccedil;&atilde;o ou da produ&ccedil;&atilde;o insuficiente de alimentos, que servem para os privilegiados culparem as pr&oacute;prias v&iacute;timas pelos males que sofrem. &quot;A fome n&atilde;o &eacute; um produto da superpopula&ccedil;&atilde;o&quot;, mas &quot;j&aacute; existia em massa antes do fen&ocirc;meno da explos&atilde;o demogr&aacute;fica do ap&oacute;s-guerra&quot;, escreveu num artigo de 1968. Realidade cruel que oprimia (e continua oprimindo) os povos dos pa&iacute;ses pobres, ela &quot;era escamoteada, era abafada, era escondida. N&atilde;o se falava do assunto que era vergonhoso: a fome era tabu.&quot;</div>
<div>&nbsp;</div>
<div>E demolia aquelas teses: &quot;Querer justificar a fome do mundo como um fen&ocirc;meno natural e inevit&aacute;vel n&atilde;o passa de uma t&eacute;cnica de mistifica&ccedil;&atilde;o para ocultar as suas verdadeiras causas que foram, no passado, o tipo de explora&ccedil;&atilde;o colonial imposto &agrave; maioria dos povos do mundo, e, no presente, o neocolonialismo econ&ocirc;mico a que est&atilde;o submetidos os pa&iacute;ses de economia prim&aacute;ria, dependentes, subdesenvolvidos, que s&atilde;o tamb&eacute;m pa&iacute;ses de fome&quot;.&nbsp;</div>
<div>&nbsp;</div>
<div>Antimalthusianamente, n&atilde;o aceitava que a fome fosse &quot;apenas um problema de produ&ccedil;&atilde;o insuficiente de alimentos&quot;. Os alimentos existem, dizia, mas havia fome porque o poder de compra da popula&ccedil;&atilde;o era insuficiente para adquirir os alimentos necess&aacute;rios.</div>
<div>&nbsp;</div>
<div>Para Josu&eacute; de Castro, a fome n&atilde;o podia ser reduzida a um assunto acad&ecirc;mico, parte do card&aacute;pio das universidades. No livro Homens e Caranguejos, publicado em 1966, em Portugal, recordou que &quot;n&atilde;o foi na Sorbonne, nem em qualquer outra universidade s&aacute;bia que travei conhecimento com o fen&ocirc;meno da fome&quot;, mas &quot;nos mangues do Capiberibe, nos bairros miser&aacute;veis do Recife – Afogados, Pina, Santo Amaro, Ilha do Leite. Esta foi a minha Sorbonne&quot;. Era um assunto pol&iacute;tico, e cabia aos governos progressistas intervirem para resolv&ecirc;-lo.</div>
<div>&nbsp;</div>
<div>Nesta &eacute;poca em que os brasileiros redescobrem a fome como um problema nacional, &eacute; preciso redescobrir tamb&eacute;m Josu&eacute; de Castro para demolir mitos que ele j&aacute; havia enfrentado, mas persistem. E reconhecer, como ele ensinou, que esse drama tem causas mais profundas, decorrentes da uma estrutura social deformada pela persist&ecirc;ncia de privil&eacute;gios seculares e de uma depend&ecirc;ncia externa que ainda est&aacute; longe de ser superada.</div>
<div>&nbsp;</div>
<div><strong>Algumas obras de Josu&eacute; de Castro</strong></div>
<div>&nbsp;</div>
<ul>
<li>O Problema da Alimenta&ccedil;&atilde;o no Brasil. S&atilde;o Paulo, Cia Editora Nacional, 1933&nbsp;</li>
<li>Condi&ccedil;&otilde;es de Vida das Classes Oper&aacute;rias do Recife. Recife, Depto. de Sa&uacute;de P&uacute;blica, 1935</li>
<li>Geografia da Fome. Rio de Janeiro, Ed. O Cruzeiro, 1946.</li>
<li>Geopol&iacute;tica da Fome. Rio de Janeiro, Casa do Estudante do Brasil, 1951</li>
<li>Homens e Caranguejos. Porto, 1967</li>
<li>&quot;A explos&atilde;o demogr&aacute;fica e a fome no mundo&quot;. In revista Civilit&agrave; delle Machine, It&aacute;lia, 1968 (reproduzido no livro Fome, tema proibido – &uacute;ltimos escritos de Josu&eacute; de Castro. Castro, Anna Maria de (org), Rio de Janeiro, Vozes, 1984)</li>
</ul>
<table width="50" border="0" align="left" cellpadding="1" cellspacing="5">
<tbody>
<tr>
<td><img width="50" height="50" alt="" src="https://www.anpg.org.br/userfiles/image/imagem/ruy2.jpg" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong><br />
* Jos&eacute; Carlos Ruy </strong><em>&eacute; jornalista e historiador. &Eacute; editor do jornal Classe Oper&aacute;ria, da equipe do portal Vermelho e da Comiss&atilde;o Editorial da revista Princ&iacute;pios.</em></p>
<p>&nbsp;</p>