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A Associação de Pós-Graduandos da UEM (APG) realiza assembleia para aprovar seu estatuto, no dia 18 de agosto, às 17 horas, no auditório do bloco C-67. A entidade foi criada em 17 de maio com o objetivo de garantir representatividade nos conselhos deliberativos. O público-alvo são os alunos de especialização, mestrado e doutorado.

Durante a assembleia, a diretoria provisória será legitimada. A presidente é a mestranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, Jéssica Adriele Teixeira Santos; o secretário geral é Maycon Seleghim, também mestrando do PSE; e o diretor de Comunicação é Gustavo Piovezan, doutorando do Programa de Pós-Graduação em Educação para a Ciência e a Matemática.

A sede da entidade fica no bloco 22, sala 15.

Outras informações pelo fone 3011-5278, das 13 às 17 horas, ou com Santos, 8825-5003, ou Seleghim, 8801-9447.

Fonte: APG UEM

A 7ª edição do Amazontech, evento realizado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Universidades e outras instituições atuantes na Amazônia Legal, ocorre em Palmas (TO), no período de 18 a 22 de outubro, reunindo nove estados.

O Amazontech propõe o estímulo à pesquisa aplicada de interesse dos pequenos negócios sustentáveis da Amazônia, busca articular e apoiar a implementação de políticas públicas para os negócios sustentáveis da região, como também promover a inovação nos pequenos negócios sustentáveis, conquistar e ampliar mercados. Os eixos temáticos abordam assuntos voltados às tecnologias para o manejo e sustentabilidade dos recursos naturais; bioindústria e bioenergia; extrativismo – exploração sustentável; desenvolvimento sustentável para os pequenos negócios; uso e conservação da água.

Como público-alvo visa alcançar empresas do setor privado como indústria, comércio, serviço e agronegócios; instituições financeiras; organizações governamentais, organizações não governamentais; instituições de ensino superior e comunidade acadêmica; instituições de ciência e tecnologia; organismos financiadores de Estudos, Pesquisas e Projetos e profissionais autônomos comprometidos com a sustentabilidade da Amazônia Legal.

Dentre as ações previstas estão exposição de produtos e serviços apropriados a negócios sustentáveis; vitrine tecnológica; dia de campo; seminários, reuniões, mesas redondas e fóruns; rodadas de negócios; exposição multimídia “Amazônia Sustentável”; seminário sobre grandes questões amazônicas; rodadas de projetos; Prêmio “Amazônia Sustentável”; painel de oportunidades de negócios e investimentos na Amazônia.

A última edição do Amazontech ocorreu em 2008, em São Luís. Na ocasião o volume de negócios gerados foi da ordem de R$ 7,5 milhões. Participaram 107 empresas em negociação diretas com os compradores, sendo 19 internacionais. O número de visitantes ultrapassou os 40 mil.

 

Fonte: MCT

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), por meio de sua Diretoria de Relações Internacionais, divulga  a seleção de projetos conjuntos de pesquisa nas áreas de Ciências Biológicas e Saúde e Engenharias, nas especialidades mecânica, transporte e logística, aeronáutica espacial, realizada em parceria com o Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), de Portugal. O objetivo é promover o intercâmbio científico entre instituições de ensino superior (IES) do Brasil e o IGC para a formação de recursos humanos de alto nível nos dois países.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas exclusivamente pela internet, até o dia 1º de setembro, mediante o preenchimento do formulário de inscrição. Os requisitos para candidatura e os documentos que devem ser anexados eletronicamente ao formulário de inscrição estão discriminados no edital.

A seleção será feita em quatro fases, sendo elas verificação da consistência documental, análise do mérito, priorização das propostas previamente aprovadas e reunião mista entre a Capes e o IGC, ou de seu representante, para decisão final. O resultado está previsto para ser divulgado em janeiro de 2012. Os projetos conjuntos de pesquisa aprovados iniciarão as atividades no ano de 2012.

Entre os benefícios previstos estão missões de trabalho, missões de estudo, recursos de custeio, seguro saúde, auxílio instalação e passagens aéreas, conforme regras da Capes.

Mais informações pelo e-mail [email protected] 

 

Fonte: UFRJ

 

O novo marco regulatório para incentivar os investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação (P,D&I), como a Lei de Inovação e a Lei do Bem, previram medidas que não se efetivaram ou tiveram uma eficácia limitada por causa da interpretação jurídica muito conservadora feita pelos órgãos de controle. A crítica foi feita pelo advogado Rubes Naves, do escritório RNSJ Advogados Associados, durante a conferência “Marcos Legais e Inseguranças Jurídicas”, apresentada na 63ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), no início deste mês.
 
Para ele, o grande desafio está no nível cultural, em que pesa a desconfiança dos órgãos controladores em relação aos servidores e empresas. “A lei, por si só, não resolve nossas questões, é preciso criar uma cultura efetiva para que as leis tenham impacto”, alertou. Para ele, a leitura enviesada da legislação gera uma proliferação de normas que acabam por provocar um quadro de insegurança na aplicação das mesmas, desestimulando os investimentos e comprometendo a eficácia do sistema como um todo. “As atividades de ciência e tecnologia estão entre as que mais sofrem com a burocracia estatal. Não surpreende o poder público se tornar inepto no financiamento de projetos de pesquisa e inovação”, completou.
 
Naves comentou que é muito comum haver um esforço para tornar leis mais flexíveis, mas na interpretação delas, o país acaba retornando para o nível burocrático que engessa a esfera pública. “Há um esforço legislativo, mas ele esbarra na burocracia de inúmeras agências, cujas ações e normas se sobrepõem muitas vezes”, apontou. Como exemplo, ele citou as autarquias, as fundações públicas e as sociedades de economias mistas. Criadas com o propósito de serem mais flexíveis e ágeis, acabaram enquadradas pelos órgãos de controle e perderam essa flexibilização.
 
Entre os maiores problemas em relação ao marco legal para ciência, tecnologia e inovação (C,T&I) hoje no Brasil, Naves reconheceu três como prementes, tendo em vista os impactos no sistema: o regime jurídico de compras, contratações e parcerias; as leis que regem o acesso a biodiversidade; e a importação de insumos para pesquisa. Esses pontos vão integrar uma proposta a ser enviada para o Congresso Nacional e o governo que está sendo montada por um grupo de trabalho do Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de Ciência e Tecnologia e Inovação e do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Consecti e Confap, respectivamente), iniciativa da qual a SBPC participa. Espera-se para final de agosto a conclusão do texto final da proposta.
 
“O aperfeiçoamento do regime nesses quesitos citados deve figurar no topo da agenda de prioridades. É papel da SBPC, da ABC (Academia Brasileira de Ciências) desenvolver um projeto, pensar em como fazer a articulação para termos novas normas e implementarmos uma nova cultura, a cultura da confiança”, recomendou. O advogado disse que a grande mudança cultural que precisa ser feita deve se encaminhar para a difusão da ideia de que as pessoas trabalham com boa fé, ou seja, da presunção de legitimidade. “Elas não podem trabalhar sob o manto da desconfiança que prevalece nos órgãos de controle”, prosseguiu.

Conforme explicou a presidente da SBPC, Helena Nader, apresentadora dessa conferência, Naves e os advogados de seu escritório estão trabalhando junto com a entidade nas discussões que a SBPC vem fazendo desde a gestão anterior, de Marco Antonio Raupp, a respeito dos problemas relacionados ao marco legal.

Naves explicou que, em termos de parcerias, contratações e compras, o grande problema para institutos e universidades públicos, onde estão concentradas as atividades de pesquisa no Brasil, é a obrigação de seguir a lei 8.666/1993, conhecida como Lei das Licitações nas compras. “Alguns dos critérios genéricos estabelecidos pela lei são incompatíveis com o processo de desenvolvimento científico e tecnológico. Os gestores precisam de autonomia científica, administrativa e de gestão financeira”, prosseguiu.

Outro problema são os prazos e valores fixos nos contratos, exigência não compatível com projetos científicos. “A ciência é muito dinâmica, é uma atividade que demanda regras flexíveis, não podemos fixar previamente prazos e valores, sob pena de tornar o projeto inexequível”, apontou. Ele também comentou que o foco nos procedimentos, e não nos resultados, é outro grande obstáculo colocado pelos órgãos de controle.
 
Sobre o acesso à biodiversidade, a regulamentação do acesso foi classificada por Naves como um desafio urgente. “A legislação é incompatível com a aceleração de produção de conhecimento necessária para que possamos conhecer e explorar e preservar nossa biodiversidade”, destacou. Para ele, a associação de atividades de pesquisa com o crime ambiental revela a incompreensão dos órgãos reguladores na aplicação das normas. No que tange aos obstáculos para importações, ele disse que é fundamental promover mudanças nas regras porque parte da infraestrutura  necessária para as atividades de C,T&I ainda é feita no exterior.
 
Por fim, o advogado alertou para o fenômeno da judicialização da política. Ele citou como exemplo que ilustra esse fenômeno uma ação civil pública de um órgão do Judiciário, o Ministério Público, contra um representante do Poder Executivo, no caso, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que não teria assegurado número de vagas suficientes para as crianças nas creches da cidade. “Esse fenômeno da judicialização da política é mundial, e já chegou à área de C&T, inclusive no Brasil. Não dá mais para ignorar essa variável”, concluiu.

Fonte: SBPC

 

Ao apresentar, na tarde desta terça-feira (26), as diretrizes do programa Ciência sem Fronteiras, que pretende conceder 100 mil bolsas de intercâmbio para brasileiros, a presidente Dilma Rousseff disse que a seleção dos estudantes não será baseada no critério do “quem indica”, mas sim no de quem tem mérito. Segundo ela, a distribuição das bolsas levará em conta a representação étnica, social e regional.

“Não estamos fazendo um programa baseado em quem indica. Estamos criando ações orientadas pelo mérito”, assinalou a presidenta. “Todos [os contemplados] vão ter de ter nota acima de 600 no Enem [Exame Nacional do Ensino Médio] e daremos especial atenção aos alunos ganhadores de olimpíadas, notadamente a da matemática”, acrescentou Dilma, no encerramento da reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).

De acordo com a presidenta, o governo quer que os estudantes brasileiros estudem nas melhores universidades e em cursos de ciências exatas, onde há maior deficiência de profissionais, como as áreas de engenharia e de tecnologia da informação.

Ao falar sobre o programa, o reitor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Naomar Monteiro, alertou para o risco de que o critério de seleção por mérito favoreça os estudantes que têm acesso à educação privada e que, por isso, ingressam nas melhores universidades. “Assim, o Estado brasileiro vai custear um programa justamente para a parcela representativa da camada que tem recursos e acesso e os estudantes das classes pobres ficarão fora”.

No discurso, a presidenta Dilma abordou o assunto. De acordo com ela, o critério por mérito é crucial e o Programa Universidade para Todos (Prouni) comprova que os estudantes de baixa renda têm bom desempenho. “Não há demérito em ter política por mérito. Está provado que política por mérito pode contemplar as classes menos privilegiadas. O Prouni mostrou que o desempenho no Enem para os selecionados para o programa era adequado para os parâmetros existentes.”

Dilma adiantou que a pré-seleção dos alunos que poderão ser beneficiados pelo programa será feita pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e pelo ProUni.

O Ciência sem Fronteiras dará bolsas para diferentes níveis de estudo, do ensino médio ao doutorado. As bolsas serão custeadas com parceria público-privada. Do total, 75 mil bolsas serão custeadas pelo governo federal e 25 mil com a colaboração de empresas privadas. O investimento total ultrapassa 3 bilhões de reais. As áreas estratégicas do programa são engenharias, ciências básicas e tecnológicas. A Bolsa inclui passagens aéreas, auxílio financeiro mensal, seguro-saúde, auxílio instalação e taxas de uso de infra-estrutura.

Mercadante

O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, explicou que Engenharia é a área prioritária do programa Ciência sem Fronteiras.


Atualmente, a maioria das bolsas no exterior é destinada à área de ciências humanas, enquanto o setor de engenharia representa a minoria dos estudantes. Para o ministro, esse déficit pode prejudicar o desenvolvimento econômico do país.

“O programa é um esforço do Estado brasileiro para dar um salto quântico na formação de uma elite científica, tecnológica e nas engenharias que permite ao Brasil avançar com sustentabilidade em direção à inovação, à competitividade e à liderança empresarial em setores estratégicos”, disse Mercadante na reunião, no Palácio do Planalto.

Os estudantes e pós-doutores serão treinados nas melhores instituições disponíveis, prioritariamente entre as 50 mais bem classificadas nos rankings da Times Higher Education e QS World UniversityRankings.

ANPG

Na opinião da presidenta da ANPG, Elisangela Lizardo, o Brasil reconheceu tarde o déficit educacional e científico com o país, mas sempre é tempo de recuperar o prejuízo. "Enviar estudantes para se qualificarem fora do país é uma iniciativa interessante, entretanto, os pesquisadores que ficam no Brasil estão com as bolsas sem reajuste há três anos. Esperamos que haja ações também nesse sentido", finalizou.

 

Da Redação com informações do MCT.

Estão abertas as inscrições de trabalhos para o I Seminário dos estudantes de pós-graduação em Ciências Sociais do estado do Rio de Janeiro. Com inscrições abertas até 15 de agosto, o I SEPOCS acontecerá entre os dias 28 de novembro e 2 de dezembro.

Para inscrever trabalho basta ser pós-graduando de qualquer programa da área de Ciências Sociais do estado do Rio de Janeiro. Cada dia de atividade será em uma universidade diferente do estado como UFRJ, UERJ e UFF.

Na programação, além das apresentações de trabalhos, estão planejadas mesas de debates com renomados pesquisadores do campo.

Para Juliana Athayde, organizadora do evento, o Seminário terá como objetivo fundamental o diálogo entre os programas de pós-graduação da área de Ciências Sociais. Mestranda em sociologia e antropologia pela UFRJ, Juliana ressalta que os altos incentivos que o Rio de Janeiro recebe obriga os pesquisadores a pensarem melhor sua produção científica. Segundo Juliana, “quando temos a oportunidade de divulgar o andamento das pesquisas desenvolvidas, são em jornadas internos ou em eventos de grande porte, em que os pós-graduandos não estão no centro do debate”.

Também organizadora do seminário, a mestranda em sociologia do IESP/UERJ Míriam Starosky ressalta que são esperados cerca de 200 apresentações de trabalhos para os 5 dias de evento.

Os organizadores destacam que antes de efetuar a inscrição os pós-graduandos devem ler atentamente o edital: http://sepocs.blogspot.com/p/edital.html

As inscrições devem ser feitas até o dia 15 de agosto no sítio do SEPOCS: http://sepocs.blogspot.com/

No perfil do twitter @sepocs é possível ter informações em tempo real.

 

Da Redação.

 Entre 1º e 9 de agosto, o Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da USP abre inscrições para curso de mestrado strictu sensu nas linhas de pesquisa Sociedade e Cultura na América Portuguesa e no Brasil e Brasil: A Realidade da Criação, a Criação da Realidade.


A prova escrita eliminatória metodológica acontece dia 16 de agosto, das 14 às 18 horas. O resultado final, após recursos e entrevistas, será divulgado dia 19 de dezembro.

O IEB fica na Avenida Professor Mello Moraes, travessa 8, 140, Cidade Universitária, São Paulo, e fica aberto de segunda à sexta-feira, das 10 às 12 horas e das 14 às 18 horas.

Mais informações: (11) 3091-3196, e-mail: [email protected], sítio: www.ieb.usp.br

Fonte: USP Online

Ato está marcado para às 9h do dia 24 de agosto na Esplanada dos Ministérios em Brasília.

Diversos movimentos sociais, em conjunto com entidades que participam da construção do Sistema Único de Saúde (SUS) lançaram em 11 de julho no Congresso do Conselho Nacional de Secretarias de Saúde (CONASEMS) o chamado para um ato público em defesa da regulamentação da Emenda Constitucional 29. O ato está marcado para o dia 24 de agosto a partir das 09h, na esplanada dos Ministérios em Brasília e ocorrerá concomitantemente com a reunião da Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados.

Segundo Jurema Werneck, representante do Movimento Negro e membro da mesa diretora do Conselho Nacional de Saúde, a regulamentação da emenda 29 é fundamental para garantir a efetivação do direito à saúde e a mobilização faz-se necessária devido ao fato de que existem propostas de regulamentação da EC 29 que, ao invés de aumentar significativamente os recursos para o SUS, propõem a redução de recursos ou a manutenção dos valores atualmente destinados. Para Jurema, aprovar a regulamentação da emenda 29 que não traga um montante adicional significatico para o SUS seria trair a emenda 29 e todo o movimento de reforma sanitária, que lutou arduamente pela sua aprovação, no ano 2000.

Para Lurdinha Rodrigues, representante da Liga Brasileira de Lésbicas no Conselho Nacional de Saúde, é fundamental a participação dos mais diversos movimentos no ato, em especial aqueles que representam os segmentos mais vulneráveis às iniquidades da nossa sociedade, como as mulheres, populações LGBT, povos do campo e floresta, população negra e pessoas com deficiência, pois um bom financiamento da saúde pode incidir fortemente na promoção da equidade e garantia do acesso com acolhimento e qualidade para estes segmentos.

Wanderley Gomes da Silva, representante da Confederação Nacional de Associações de Moradores (CONAM) , afirma que a aprovação da regulamentação da EC 29, se trouxer mais recursos para a saúde, fecha um ciclo da reforma sanitária brasileira, garantindo os meios para a efetiva prestação de serviços de saúde pelo Estado brasileiro. Wanderley conta que nos estados pelo Brasil afora companheiros da CONAM já estão atuando fortemente para a mobilização.

Com a mobilização os organizadores esperam pressionar o Congresso pela aprovação de um texto final para a regulamentação da EC 29 que, além de aumentar o montante de recursos para o SUS, consiga definir com precisão o que são as ações que podem ser financiadas com recursos da saúde, evitando os abusos realizados por vários estados e municípios, que ainda financiam atividades como pavimentação de vias e alimentação utilizando recursos da saúde.

 

Fonte: Blog Saúde com Dilma

Na segunda-feira (18) foi empossada a nova gestão da Associação de Pós-Graduandos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com mandato até 2012. A cerimônia realizou-se no Plenarinho da Reitoria da Universidade, contando com a presença de membros da comunidade universitária e entidades representativas dos segmentos acadêmicos. A nova diretoria representará mais de 16 mil pós-graduandos da UFRGS e pretende dar prosseguimento ao trabalho de reorganização da entidade.

Segundo Gabriele Gottlieb, que agora deixa a presidência da APG-UFRGS, “foi preciso dar um passo à frente para recriar a entidade, que estava desativada há mais de seis anos, e agora a nova gestão tem um desafio ainda maior: de consolidá-la para a defesa dos direitos dos pós-graduandos”. Cristiano Junta, um dos novos Coordenadores da APG, enfatiza a importância de uma representação mais autêntica: “enquanto Diretoria, não podemos tentar falar pelos estudantes, mas fazer a sua voz ter eco através da APG”.

A gestão “APG em movimento” pretende continuar a luta contra os cortes nas bolsas de mestrandos e doutorandos ocorridos após a divulgação de diretrizes contraditórias por parte dos órgãos que regulam a Pós-Graduação no país. Além disso, defendem um reajuste do valor atual, além da ampliação do número de bolsas.

Adriano Saraiva, mestrando em Administração, também Coordenador da entidade, ressalta que“é preciso também envolver os pós-graduandos nos debates sobre os rumos da Universidade pública e seus compromissos com a sociedade, buscando permanentemente a ampliação dos canais de participação e democracia, de forma igualitária e paritária entre toda a Comunidade Acadêmica”.

 

Fonte: Associação de Pós-Graduandos da UFRGS – Gestão “APG em Movimento”

Cerca de 70% dos funcionários do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais têm mais de 20 anos de casa; nº de servidores está em queda.

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) – responsável pelo desenvolvimento de satélites, monitoramento do desmatamento na Amazônia e das queimadas do País, além da elaboração da previsão do tempo – chega aos 50 anos com uma inquietação. Aproximadamente 70% dos pesquisadores e especialistas que trabalham ali têm mais de 20 e 30 anos de casa.

Para manter os serviços de qualidade, o Inpe necessita urgentemente renovar seu quadro de funcionários, com a abertura de pelo menos 400 vagas. "É uma bomba-relógio. Temos uma enorme carência de jovens", diz Gilberto Câmara, diretor do Inpe.

O plano diretor do Inpe para o período 2011 a 2015 dá a dimensão do problema: "A geração dos ‘cabelos brancos’, com mais de 50 anos, trabalha como nunca; realiza tanto as tarefas gerenciais e de planejamento típicas de sua idade quanto tarefas de bancada, desenvolvimento e montagem, que normalmente seriam atribuições de jovens cientistas e engenheiros."

Para completar, o número de servidores permanentes está em queda desde 2006. E nos próximos três anos, uma quantidade significativa de pessoas estará em condições de se aposentar. "Hoje, temos pesquisadores com experiência e produzindo muito, mas eles vão embora um dia e não há outros aprendendo com os mais velhos", afirma.

De acordo com o documento, em 1989 o instituto tinha 1,6 mil servidores, sendo somente 50 com mais de 20 anos de serviço. "Passados 20 anos, somos apenas 1.070 servidores, dos quais só 300 têm menos de 20 anos de casa", diz o plano diretor.

Se forem considerados apenas os engenheiros e tecnologistas (especialistas no desenvolvimento de novas tecnologias), a situação piora. Em 1989, 95% deles "tinham menos de 20 anos de serviço e, hoje, 72% têm mais de 20 anos de casa". O diretor afirma que há várias pessoas terceirizadas ou que fazem pós-doutorado no instituto. "Mas eles não têm estabilidade e não permitem garantir que o Inpe. A médio e longo prazo. Vai continuar", alerta.

Câmara ressalta que a abertura de vagas depende da Presidência da República. "O ministro Aloizio Mercadante é inteiramente favorável. Esperamos que a presidente (Dilma Rousseff) também seja sensível", diz. Ambiente. O Inpe começou focado nas pesquisas espaciais. Mas, ao longo do tempo, passou a ter um papel importante também na área ambiental. O instituto faz o monitoramento do desmatamento da Amazônia e das queimadas no País. Também realiza a previsão do tempo e estuda as mudanças climáticas.

Para o futuro, o diretor diz que o monitoramento deve ser ampliado para os demais biomas brasileiros, como a Mata Atlântica, o Cerrado e a Caatinga. O peruano José Antonio Marengo, chefe do Centro de Ciência do Sistema Terrestre do Inpe (que estuda as mudanças globais), afirma que um dos trabalhos em andamento tenta mostrar qual foi o custo da seca de 2005 na Amazônia.

"Há poucas avaliações econômicas. Se o estudo der certo, a metodologia depois poderá ser aplicada para a seca de 2010 e a enchente de 2009", afirma.

Visibilidade – O diretor Gilberto Câmara ressalta que o Inpe foi a instituição científica brasileira melhor classificada no ranking do Cybermetrics Lab, do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC), na Espanha, que mede os acessos na web. Obteve o 38.º lugar – os primeiros lugares são todos de instituições americanas: o Instituto Nacional de Saúde, a agência espacial (Nasa) e a agência de oceanos e atmosfera (Noaa).

Entre as brasileiras, aparecem a Embrapa (50.º lugar) e a Fiocruz (99.º lugar). "O Inpe é hoje o centro de pesquisa mais visível, com maior presença na vida das pessoas. Isso dá uma dimensão do bom papel que desempenha", diz Câmara.

Críticas – O fundador e primeiro diretor do Inpe foi o cearense Fernando de Mendonça, de 86 anos. Formado no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e com doutorado na Universidade de Stanford, ele conta que se inspirou na Nasa (lançada em 1958) para criar o instituto brasileiro. Mas os programas do País usavam cerca de 1% a 3% do valor gasto nos projetos americanos.

"Nunca tivemos a ambição de colocar alguém na Lua. A ambição era o progresso brasileiro." Em sua opinião, o Inpe segue atualmente por um caminho equivocado. Hoje em dia tem muitas áreas de serviço, como o meteorológico e a observação de queimadas. Acho que o instituto deveria se dedicar mais às pesquisas."

De acordo com ele, "uma vez que se chega ao ponto de serviço, ele deveria ser entregue para um setor adequado do governo cuidar". Mendonça critica a falta de criatividade e o fato de as linhas de pesquisa serem basicamente as mesmas que ele iniciou há 50 anos. Ele ainda aponta que o supercomputador adquirido pelo Inpe é subutilizado cientificamente e mais voltado para os serviços.

O ex-diretor do Inpe avalia que, ao gastar R$ 50 milhões para comprar o supercomputador, deveriam ter investido pelo menos R$ 5 milhões em formação de pessoas que "viessem a praticar ciência com aquela máquina". O que não foi feito. "No Brasil, é muito mais fácil construir prédio e comprar computador do que formar gente."

O atual diretor, porém, elogia "a visão inteligente" do antecessor e diz que o instituto nunca se afastou do objetivo inicial. "O Inpe não é apenas uma instituição que faz satélite. O grande diferencial são os benefícios concretos à população."

Governo estuda fundir instituto com agência espacial – Marco Antonio Raupp, presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), avalia que o programa espacial do País está muito pequeno para o tamanho do Brasil. Ele diz que a agência não tem um corpo técnico e, para melhorar a situação, uma das saídas é a fusão da AEB e do Inpe. Seria uma forma de dar mais eficiência ao programa sem aumentar tanto os gastos. Com a fusão, no entanto, a parte do Inpe que cuida do ambiente poderia ficar deslocada.

Raupp, que já foi diretor do Inpe e presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), lista os avanços que o programa espacial precisa fazer. Ele lembra que os satélites usados pelo Inpe para monitorar o desmatamento na Amazônia hoje não conseguem ver através das nuvens e seria importante o desenvolvimento de satélites com sensores de radar. A Agência Nacional de Águas (ANA) também precisa de satélites mais modernos para fazer a gestão de bacias – ela utiliza um de 18 anos atrás. "Também não temos satélite próprio para a área de meteorologia", diz.

O atual diretor do Inpe, Gilberto Câmara, aceita a ideia da fusão. Mas faz ressalvas. "Queremos uma fusão com a AEB com a perspectiva de fortalecer o Inpe. O órgão final deve se chamar Inpe." O debate sobre o futuro do programa espacial passa, diz ele, sobre quanto o País está disposto a investir. Para concretizar as missões previstas, como lançamento dos satélites em 2015 e 2016, será preciso dobrar o orçamento até 2014.

Fonte: O Estado de São Paulo – 24/7