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A ANPG vem a público se solidarizar com os professores e militantes da área de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) presos e/ou conduzidos coercitivamente para depoimento hoje na “operação Ph.D” sob a alegação de gestão indevida de recursos. Todos esses atores estiveram nas gestões do Ministério da Saúde nos governos Lula e Dilma e tiveram inegável protagonismo em importantes conquistas nas áreas de educação em saúde e na constituição de políticas públicas para o SUS. Também vinham denunciando incansavelmente os retrocessos do governo Temer nas áreas da saúde e social. Acreditamos que este fato se manifesta como ataque e tentativa de criminalização de movimentos sociais defensores do Sistema Único de Saúde e de intelectuais de referência na elaboração de políticas públicas para o SUS, único sistema de saúde mundial universal para mais de 100 milhões de pessoas. A ANPG vem a público repudiar o abuso de poder manifesto nas prisões preventivas sem julgamento e conduções coercitivas sem que haja solicitações prévias para depoimento, bem como a ação da mídia na espetacularização do acontecido que ajudem a criar consenso para a condenação prévia dos sujeitos pela opinião pública. Faz-se urgente que a sociedade se erga contra o estado de exceção que tem assombrado o Brasil. Pela restituição do estado democrático de direito, resistiremos!

Associação Nacional de Pós-graduandos, 09 de dezembro de 2016

Entre os dias 29 de janeiro e 1 de fevereiro acontece em Fortaleza, durante a Bienal da UNE, o II Seminário de Internacionalização da Ciência Brasileira – realidades e desafios, organizado pela ANPG.

O evento tem como objetivo ampliar e contribuir com o debate acerca das novas perspectivas da internacionalização da ciência brasileira, e qual o papel pertinente às politicas, instituições e comunidade acadêmica nesse processo, com a inclusão dos pós-graduandos nestas politicas, na perspectiva da formação ampliada, da produção de conhecimento e da melhoria do desempenho acadêmico e institucional.
Os temas debatidos durante o II Seminário serão: “Internacionalização do Ensino Superior e politicas de Mobilidade Internacional e Acadêmica: realidade, desafios e perspectivas”; “A Cooperação internacional Brasil e Agências Internacionais”; “A internacionalização das produções cientificas” entre outros assuntos. A programação será divulgada em breve.
Participaram do seminário agências governamentais, entidades estudantis e da ciência, além de convidados internacionais.

Clique aqui e se inscreva.

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Os valores de credenciamento variam de acordo com cada modalidade, com ou sem hospedagem. Para realizar o pagamento, clique no botão de pagamento a seguir.

Para concluir o credenciamento, o comprovante de pagamento deverá ser enviado para o email [email protected] até o dia 26 de janeiro de 2017, acompanhado dos dados de inscrição informados no formulário de inscrição (Nome, E-mail e telefone).

Com Hospedagem | R$ 150






Sem Hospedagem | R$ 20





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Em manifesto divulgado ontem, a SBF destaca efeito desastroso do quadro político, econômico e social do País para o desenvolvimento científico e tecnológico e para a educação no Brasil
Leia o manifesto abaixo:
Manifestação do Conselho da SBF
O Conselho da Sociedade Brasileira de Física – SBF, reunido em 25 de novembro de 2016, considera seu dever como órgão máximo da SBF manifestar-se publicamente em relação à grave situação do País, em particular nas áreas de ciência e tecnologia e de educação. A SBF é atualmente a maior sociedade científica do Brasil, com cerca de 13.000 associados entre pesquisadores, professores e estudantes de física. Ela comemora, neste ano, seu cinquentenário de criação e, ao longo de sua história, sempre agiu e se manifestou firme e construtivamente em prol do avanço da física e do desenvolvimento científico, tecnológico e educacional do País. Externamos, com esta manifestação, nossa profunda preocupação com o atual quadro político, econômico e social, e tecemos as seguintes considerações sobre pontos que julgamos críticos para o País:
1) Os recursos para a ciência e tecnologia atingiram um patamar crítico em 2016 (R$ 4,6 bilhões), o valor mais baixo dos últimos 10 anos, 52% menor do que aqueles investidos em 2010 (R$ 9,6 bilhões). A principal fonte de financiamento às atividades de CT&I, o orçamento do MCTIC, será ainda menor no próximo ano, como previsto no Projeto de Lei Orçamentária Anual – PLOA 2017. Esta redução drástica de recursos ocorre no final de um período em que a C&T cresceu significativamente no País, segundo diversos indicadores, como o número de pesquisadores, de artigos científicos publicados e patentes. Mesmo com o corte de bolsas de iniciação científica e de pós-graduação no País e a suspensão da concessão de bolsas de pós-graduação no exterior, quase todo orçamento do CNPq está comprometido com o pagamento de bolsas, restando muito pouco para outros investimentos. A citada redução gera dificuldades sérias e crescentes para o CNPq, para a Finep e para os institutos do MCTIC no atendimento do objetivo principal dessas instituições que é promover o desenvolvimento da ciência e tecnologia no País. Recursos adicionais recentes, que possibilitaram o pagamento de diversos compromissos em atraso, nem de longe resolveram a situação crítica do CNPq. Apenas 101 propostas de Institutos Nacionais de C&T (INCTs) serão financiadas, mas todas as 253 propostas aprovadas no mérito deveriam sê-lo, sob o risco de prejudicar significativamente a CT&I no Brasil o que, em consequência, terá um impacto muito negativo para a ciência brasileira e para sua maior e necessária internacionalização. O Programa INCT, pela grande relevância para o País, deveria ser considerado uma política de Estado prioritária, ainda mais que é realizado em parceria com as FAPs estaduais.
Por outro lado, o orçamento da Capes, uma agência fundamental para a pós-graduação e a pesquisa no País, atingirá em 2017 o seu nível mais baixo, desde 2013. O orçamento, que alcançou R$ 7,3 bilhões em 2015, terá no próximo ano cerca de R$ 4,8 bilhões.  Vários programas importantes do MEC para as escolas e para a formação de professores tiveram também seus recursos muito diminuídos, como os editais para feiras de ciência e olimpíadas de ciências (a SBF coordena as olimpíadas brasileiras de física), que, em 2016, atingiram os valores mais baixos dos últimos anos. Neste contexto deve-se também citar o corte de bolsas de mestrado e doutorado já realizado pela Capes ao longo deste ano.
2) Apesar dos protestos da comunidade científica brasileira, por meio de suas entidades representativas como a SBF, a SBPC, a ABC e outras, em relação à extinção/fusão do MCTI, o processo se concretizou com a criação do MCTIC. A sua recente estruturação, realizada sem que fosse cumprida a promessa do Ministro Kassab de consultar a comunidade científica, feita em reunião com entidades científicas em São Paulo, significou um grave retrocesso para a área de CT&I. Ela consolidou a criticada fusão com o Ministério das Comunicações, tendo promovido o rebaixamento das mais importantes agências financiadoras da pesquisa e da inovação, o CNPq e a Finep, e fez o mesmo com a AEB e CNEN, ao quarto nível hierárquico do ministério. Ocorreu, ainda, a extinção da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social – SECIS e o rebaixamento do Departamento de Popularização e Difusão da C&T à categoria de coordenação. A atitude do governo federal de conduzir tal modificação à revelia da comunidade científica brasileira, aliada aos acentuados cortes de recursos, evidenciam o descaso deste governo em relação ao desenvolvimento científico e tecnológico do País, e atestam, de fato, que a área não é uma prioridade nas atuais políticas governamentais.
3) Na área educacional, a reforma do Ensino Médio proposta pelo governo por intermédio da Medida Provisória 746/2016, encaminhada ao Congresso Nacional, constitui um procedimento totalmente inadequado para promover o debate e a mobilização nacional, que são necessários para enfrentar um desafio tão complexo e que envolve milhões de estudantes, professores, profissionais da educação, pais e outros atores. Como já manifestado anteriormente em nota da SBF,  a reforma proposta pelo governo, feita de forma açodada, significará um retrocesso e não atenderá às necessidades prementes de melhoria na qualidade de ensino e de redução da evasão escolar. Julgamos que a MP 746 deve ser revogada e que se proceda a discussões sobre a reformulação do Ensino Médio na forma de um Projeto de Lei que garanta a participação efetiva de todas as instituições, entidades e profissionais envolvidos. A SBF, assim como outras sociedades científicas vinha, desde 2015, participando das discussões sobre a educação básica, como a formulação de uma Base Nacional Comum Curricular; no entanto, as entidades científicas e educacionais foram colocadas à margem deste debate de políticas educacionais. Uma questão que traz grande preocupação à SBF, e que deve ser considerada com a devida responsabilidade, é a situação crítica do financiamento às universidades públicas.
4)  A aprovação da PEC 55 (antiga PEC 241), em trâmite no Senado Federal, terá um efeito desastroso para o desenvolvimento científico e tecnológico e para a educação no Brasil. Se aprovada ela limitará à taxa da inflação, pelos próximos 20 (vinte) anos, o crescimento dos gastos públicos. No caso da ciência e tecnologia, o orçamento do MCTIC ficará congelado no valor mais baixo dos últimos 15 anos, e que já é hoje claramente insuficiente. Tal emenda, que altera profundamente disposições constitucionais, está sendo levada à frente sem ter sido debatida com a sociedade ou submetida ao crivo democrático da população brasileira. Ao congelar por duas décadas os investimentos públicos para ciência e tecnologia, educação, saúde e outras áreas sociais, a PEC 55 coloca em sério risco o futuro da educação e da pesquisa nas universidades e instituições públicas de pesquisa, bem como afeta direitos sociais de grande parte da população brasileira.
O programa econômico e político, denominado “Uma Ponte para o Futuro”, que o governo atual busca implementar no País, e que não resultou de um processo de debate democrático com a sociedade brasileira, não menciona nem uma vez, em toda a sua extensão, a palavra “ciência”. É sabido que as medidas econômicas propostas, onde foram implantadas, levaram à contenção de investimentos e ao aumento da vulnerabilidade social.  Países mais desenvolvidos ou com desenvolvimento acelerado estão fazendo exatamente o oposto do que faz o governo federal: investem mais em ciência e tecnologia para fortalecer suas economias, gerar inovações e superar os momentos de crise e de recessão econômica.
5) A SBF considera essencial a garantia dos princípios humanos fundamentais sobre os quais se edifica uma sociedade democrática. Neste sentido, expressa sua preocupação com as recentes notícias de violência em manifestações públicas pelo País, particularmente em relação a professores e a estudantes secundaristas e universitários. A violência e uso desnecessário de força, que cerceiam a liberdade de expressão e a manifestação cidadã, não são compatíveis com a democracia.  Destacamos a importância de ser respeitado o estado de direito, e particularmente a Constituição Federal, bem como a diversidade e os deveres e direitos de cidadania dos brasileiros, e de fortalecer a democracia no País.
Ao apresentar publicamente sua posição em relação a estes cinco pontos, o Conselho da SBF o faz com a certeza de que Sociedade Brasileira de Física é uma entidade científica com responsabilidade diante de seus associados e da sociedade brasileira e comprometida com a construção de um futuro melhor para o Brasil. Reiteramos a importância e competência da SBF e de seus associados, em sua área de atuação, e nos manifestamos dispostos a participar dos debates sobre a situação atual do País, buscando contribuir com soluções e alternativas para o aprimoramento das políticas públicas nas áreas de ciência e tecnologia e de educação.”
FONTE: SBF

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Crédito: visual.hunt

O Laboratório Especial de Dor e Sinalização do Instituto Butantan oferece uma oportunidade de Pós-doutorado em Farmacologia com bolsa da FAPESP. O prazo de inscrição encerra em 15 de dezembro.
O bolsista integrará a equipe do subprojeto “Controle Epigenético na analgesia dependente da ativação de receptores opioides: papel dos miRNAs e metilação do DNA no efeito antinociceptivo da crotalfina”, desenvolvido no âmbito do Centro de Toxinas, Resposta Imune e Sinalização celular (CeTICs), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) apoiados pela FAPESP, com sede no Instituto Butantan.
O objetivo deste sub-projeto, sob a supervisão da pesquisadora Yara Cury, é avaliar as vias de sinalização intracelular e a participação de mecanismos epigenéticos no efeito analgésico de longa duração da crotalfina.
Os candidatos devem ter PhD, ou grau equivalente, em Biologia Molecular, Biologia Celular, Bioquímica, Farmacologia ou disciplinas afins e é desejável experiência em pelo menos uma das seguintes áreas é desejável: epigenética, análise da expressão gênica, sinalização celular e estudos da dor em modelos animais.
Os interessados devem enviar carta de motivação descrevendo realizações e interesse no tema do projeto, curriculum vitae completo e nomes de três referências para o e-mail [email protected] ou [email protected] identificando no assunto “PD- Dor/CEPID”.
 
A oportunidade está publicada em www.fapesp.br/oportunidades/1367/.

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O encontrou reuniu representantes do governo, agências de fomento, empresários e gestores da área de Ciência, Tecnologia e Inovação (Foto:Haydée Vieira – CCS/Capes)

O presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Abilio Baeta Neves, na abertura do Seminário “Lei do Bem – Como ampliar parcerias público-privadas para investimento em Ciência, Tecnologia e Inovação”, destacou a recuperação na capacidade de investimento da agência nesse segundo semestre de 2016, o que permite à Capes atuar em outras frentes para o desenvolvimento científico do país. “O engajamento da Coordenação – historicamente ligada ao fomento das universidades e da pós-graduação – na realização deste evento demonstra que percebemos que o debate sobre a inovação deve estar na agenda das políticas públicas de ciência e tecnologia. Debate que envolve, necessariamente, buscar estreitar os laços entre academia e setor produtivo”, ressalta.
O ministro da Educação, Mendonça Filho, acredita que o encontro fortalece a expansão de missões do MEC. “Não há nação próspera no mundo que tenha conseguido alcançar patamares elevados de desenvolvimento e de justiça social se porventura não tiver a educação como base e a ciência, tecnologia e inovação como fatores de alavancagem do lançamento de novos produtos e de inserção econômica no contexto interno e internacional. Temos exemplos de empresas nacionais muito bem-sucedidas criadas por meio da inovação, mas também temos um longo caminho a percorrer”, define.
O secretário de Inovação e Novos Negócios, do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Marcos Vinícius de Souza, considera o atual momento do país como propício para realização do seminário. “Nesse período de crise, das mais graves, toda comunidade de CT&I deve lutar para manter o orçamento. Toda literatura e experiências internacionais mostram que em momentos como esse é importante o investimento do governo em inovação. Esse tipo de política pública se mostra essencial no atual contexto, pois as empresas cortam [recursos] em inovação primeiro. Por outro lado, os investimentos feitos na crise podem maturar para trazer retornos no momento de retomada futuro. Esse investimento não é contraditório, é o que funciona em qualquer lugar do mundo. Por isso é hora de utilizar melhor os mecanismos que já existem, como o caso da Lei do Bem, e as medidas a serem tomadas pelos nossos ministérios devem ter no horizonte a redução de burocracia e da insegurança jurídica para tornar os incentivos fiscais para a inovação ainda mais atrativos e efetivos”, conclui.
Representantes do governo, agências de fomento, empresários e gestores da área de ciência, tecnologia e inovação participam do evento que é realizado no edifício-sede da Capes, em Brasília. O objetivo é debater os desafios da inovação e pesquisa no Brasil e promover reflexões sobre o marco regulatório atual da área além de debater oportunidades, desafios e perspectivas para aplicação dos incentivos fiscais para inovação. O seminário é promovido pela Capes com apoio dos ministérios da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII).
Para os debates foram estruturadas três mesas-redondas: “O Marco regulatório de incentivos fiscais para investimento na inovação científica e tecnológica”; “Experiências de projetos universidades-empresas em C,T&I com financiamento público-privado”; e “A visão do setor privado sobre o modelo atual de investimento privado em C,T&I”. Confira a programação completa.
Fonte: CAPES

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O XV Congresso RedPOP “Conexões, novas maneiras de popularizar a ciência”, será realizado de 21 a 25 de agosto de 2017, no Centro Cultural da Ciência, em Buenos Aires, Argentina.
A programação contará com diversas atividades, dentre elas, conferências, diálogos entre cientistas, artistas e representantes de diferentes áreas da cultura, sessões de apresentações de trabalho e novas ideias.
Veja mais: http://www.redpop.org/xv-congreso-redpop-en-buenos-aires/

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Crédito: Visual.hunt

O Ministério da Educação liberou R$ 563,62 milhões para as instituições federais do setor de ensino, incluindo hospitais universitários, institutos federais e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão que coordena os programas de bolsas de estudo. Entre os beneficiados estão 190 mil bolsistas de mestrado, doutorado, pós-doutorado, professor visitante e professor sênior.
“Com a liberação desses R$ 563,62 milhões, agora em dezembro, o MEC totaliza o repasse de mais de R$ 5 bilhões às instituições federais, incluindo o Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), o Instituto Benjamin Constant (IBC) e a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), desde o dia 13 de maio.”
O ministro explicou que, desse total liberado agora, R$ 244,43 milhões foram destinados a instituições federais de ensino vinculadas ao MEC. Os recursos serão aplicados em manutenção, custeio e investimento. Uma parcela desse valor – R$ 168,89 milhões – foi destinada a universidades federais, incluídos repasses a hospitais universitários. A Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica contará com R$ 73,7 milhões.
Já a Capes recebeu R$ 319,19 milhões. Desse total, a maior parte – R$ 172 milhões – será destinada ao pagamento de 90,3 mil bolsistas em diversas modalidades: mestrado, doutorado, pós-doutorado, professor visitante e professor sênior. Além disso, R$ 15,5 milhões serão destinados ao pagamento de despesas de custeio no âmbito do Programa de Apoio à Pós-Graduação (Proap) e do Programa de Excelência Acadêmica (Proex). Outros R$ 24,5 milhões servirão ao pagamento de despesas de capital no âmbito do Proex.
Segundo o diretor de Programas e Bolsas da Capes, Geraldo Nunes Sobrinho, “a Capes, com o apoio do MEC, termina o ano honrando todos os compromissos previstos no seu orçamento”. “A suplementação orçamentária concedida pelo Ministério permitiu que o sistema nacional de pós-graduação tivesse uma considerável recomposição dos seus orçamentos em pesquisa e formação de recursos humanos, inclusive na formação de professores da educação básica”, disse ele.
Outros R$ 47 milhões permitirão o pagamento de 71,8 mil bolsas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid); 5,9 mil bolsas do Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor); 1,04 mil bolsas do Observatório da Educação e 1,3 mil bolsas relativas à Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). Outros R$ 31 milhões serão repassados às instituições participantes da Universidade Aberta do Brasil (UAB).
Também estão garantidos R$ 16 milhões para pagamento de 17 mil bolsistas – incluindo mestrado profissional. Para o custeio de projetos de cooperação internacional foram liberados R$ 2,4 milhões. Despesas relacionadas ao Programa de Apoio à realização de Eventos Científicos (Paep), à realização de projetos de pesquisa e à capacitação de servidores, entre outros, contarão com R$ 10,8 milhões.
 
Fonte: MEC

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Crédito: capes

A Academia Brasileira de Ciências (ABC) divulgou o resultado das eleições para membros titulares, correspondentes e afiliados que serão empossados em 2017. Entre os eleitos, está a diretora de Relações Internacionais da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Concepta Margaret McManus Pimentel, agora membro titular da área de ciências agrárias. Os membros titulares da ABC são cientistas radicados no Brasil há mais de dez anos, com destacada atuação científica.
 
Biografia
Concepta possui formação no Reino Unido, com graduação em Bachelor Of Agricultural Science – University College Dublin, mestrado em Genetics and Animal Breeding – University of Edinburgh e Doctor In Philosophy – University of Oxford, com pós-doutorado na University of Sydney.
 
Desde 1992 atua na Universidade de Brasília, na área de Genética e Melhoramento dos Animais Domésticos bem como a Conservação de Recursos Genéticos Animais e Genética de Paisagem. Tem publicados mais de 300 artigos em jornais com corpo editorial, 24 capítulos de livro, mais de 550 resumos em congressos e mais de 200 orientações de alunos, incluindo 52 mestrados, 23 doutorados, 12 pós-doutorados e 90 de iniciação científica e TCC, além de mais de 20 orientações técnicas.
 
A diretora atua como membro do conselho do International Institute For Applied Systems Analysis (Austria). Tem atuado como consultora para o Food and Agricultural Organization of the United Nations e Basque Center for Climate Change no exterior e o Ministério da Agricultura no Brasil bem como o FAPDF, além de participar de projetos em conjunto com pesquisadores na USDA (Estados Unidos), Agricultural Reserach Council da África do Sul e INRA da França entre outros.
 
Concepta participou como avaliadora do programa “Mission 2018” do Massachusetts Institute of Technology (MIT) e do Comitê Técnico do Macroprograma 2 da Embrapa, além do Programa de Aceleração (PAC) e Monsanto/Embrapa. É revisora de 38 revistas nacionais e internacionais, e 11 agências de fomento. Tem uma rede de colaboradores de mais de 700 pessoas em publicações nacionais e internacionais. Desde 2016, é Diretora de Relações Internacionais da Capes.

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Mário Neto Borges fala sobre faz uma análise estrutural do setor de CT&I – Foto: MCTIC

Em entrevista exclusiva à Agência Gestão CT&I, Mário Neto também aborda quais são os planos para o montante de R$ 1,5 bilhão concedido pelo governo federal ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), fala sobre a queda do Brasil no ranking mundial de competitividade e também opina sobre a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) n° 55, que pode congelar o pior orçamento  público federal dos últimos sete anos: R$ 4,6 bilhões.
Quais os principais desafios que enfrentará na gestão do CNPq?
Eu nomearia três que considero mais importantes. O primeiro deles é a revitalização do CNPq. É a maior agência de fomento à pesquisa do Brasil de caráter nacional. Precisa ser revitalizado e nesse processo ter um olhar nacional e ver as dificuldades de cada estado. Dentro disso, construir programas para facilitar o desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação no Brasil como um todo.”
O segundo aspecto é a recuperação financeira. A instituição passou por vários anos de limitações orçamentárias e isso dificulta. E o terceiro é a internacionalização. O Confap está  participando desse projeto Incobra, mas certamente vou envolver o CNPq também porque a internacionalização é fundamental não apenas por aumentar a produção científica brasileira, mas principalmente pela melhora na qualidade da ciência produzida. E mais importante, nos momentos de crise é uma forma de você trazer recursos internacionais para se somar aos recursos nacionais e com isso oferecer ao pesquisador um volume de recursos mais robusto para desenvolverem suas pesquisas.
No início de novembro, o governo anunciou o repasse de R$ 1,5 bilhão ao orçamento do MCTIC proveniente do programa de repatriação. Como esse dinheiro será utilizado?
Parte desse recurso será utilizado para recompor todo esse passivo que o CNPq acumulou ao longo desses anos. Vamos fazer o pagamento de todos os projetos que ainda estão pendentes. Vamos pagar o passivo que ainda existe da chamada Universal de 2014. E Vamos soltar o de 2016 já com recursos assegurados. Fizemos a recomposição das bolsas. Não houve corte de bolsas PQ [Produtividade em Pesquisa]. Os programas com os estados, em parceria com as FAPs, todos eles serão regularizados para começar 2017 com um cenário mais positivo para a área científica no Brasil.
Como o senhor analisa as cooperações em CT&I entre Brasil e Europa?
O Brasil tem tido uma relação com a Europa bastante positiva. São vários programas em conjunto como o FP6, FP7 [Framework Programme for Researche and Technological Development] e agora, principalmente, o Horizonte 2020. Este último veio com uma dinâmica mais efetiva e com uma robustez maior, o que permite expandir este relacionamento.
O Confap mesmo assinou, em 2014, junto à Comissão Europeia um acordo para disseminar esses programas do Horizonte 2020 por todo o Brasil e aumentar esse relacionamento. Também temos programas como o Incobra, que são projetos específicos para fazer a relação direta e a articulação política, científica, tecnológica e de inovação do Brasil com os países europeus.
Vejo o Incobra como perspectivas muito boas para ampliar o que já existe, aperfeiçoar o que precisa ser aprimorado e criar novas oportunidades para colocar a ciência e tecnologia brasileira de mãos dadas com a C&T europeia. Isto será bom para ambas as partes.
Recentemente, o Brasil caiu 33 posições no ranking mundial de competitividade. Hoje estamos na 81ª posição. Em termos de publicação científica, no entanto, somos responsáveis por 2,5% da produção mundial. Como fazer para igualar a competitividade nacional com a publicação de papers, onde temos bom desempenho?
Esses indicadores são importantes justamente por nos mostrarem a fotografia do momento. O sinal de alerta realmente bateu. Temos perdido posições no ranking de inovação e competitividade. Na área de produção científica estamos bem, mas podemos melhorar. Podemos chegar entre os dez primeiros produtores de ciência no mundo.
Para melhorar a inovação tecnológica e, consequentemente, a competitividade dos produtos brasileiros, é muito importante melhorar o orçamento da Capes [Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior], do CNPq,  da Finep [Financiadora de Estudos e Projetos], e das próprias fundações estaduais de amparo à pesquisa (FAPs).
É preciso superar esse momento de crise econômica no Brasil, mas precisamos de articulação nacional. Se as partes trabalham fragmentadamente, os resultados não são muito efetivos. Essa sinergia deve ser também internaciona. Fora do país é onde estão as oportunidades para progredir mais rápido e atingir níveis mais elevados de produção científica.
Existe alguma área da CT&I que deve ser priorizada?
A Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (ENCTI) está sendo revista agora. Ela vai definir essas áreas. Está sendo trabalhada ainda. Mas, evidentemente, áreas tradicionalmente muito importantes, como energia, aeroespacial e biotecnologia, continuarão a serem apoiadas. O mapa final será definido na ENCTI que o CCT está cuidando agora para apresentar uma nova versão.
Quando a nova ENCTI deverá sair?
Avalio que na próxima reunião da CCT, no primeiro semestre de 2017, o presidente Temer deverá anunciar a nova ENCTI. Ela deve ser anunciada de forma oficial e transformada em uma política de Estado.
Texto: Leandro Duarte, da Agência Gestão CT&I/ABIPTI
Para ler a matéria na íntegra: http://www.agenciacti.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=10000:presidente-do-cnpq-elenca-desafios-da-ctai-brasileira&catid=1:latest-news

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Crédito: visual.hunt

O programa de pós-graduação em Bioquímica do IQ-USP de São Paulo criou uma página no Facebook para divulgar os trabalhos de seus alunos, de ex-alunos e de docentes e, de quebra, para atrair novos estudantes de universidades de todo o país.
Considerado uma referência nacional e internacionalmente, com quase meio século de história, o programa de Pós-Graduação em Bioquímica tem 40 laboratórios de pesquisa independentes, onde atuam aproximadamente 40 orientadores em oito linhas de pesquisa: Bioquímica de Doenças Humanas; Biologia de Processos Redox; Biologia Molecular e Celular; Bioquímica de Plantas e Bioenergia; Educação em Bioquímica; Estrutura e Função de Biomoléculas; Genômica, Proteômica e Bioinformática; e Membranas, Sinalização e Tráfego.
Hoje, a maioria dos alunos vem de áreas como química, biologia, farmácia e ciências moleculares, mas também há estudantes de áreas como fisioterapia e gestão ambiental. Há estudantes de todo o país e uma grande participação de estrangeiros, de países da América Latina e até da Rússia. “Queremos atrair os melhores alunos, independentemente da área do conhecimento e de onde ele esteja”, diz Frederico Gueiros, docente da Bioquímica.
O processo seletivo para o mestrado e doutorado deve abrir inscrições em dezembro. Acompanhe a página e divulgue! https://www.facebook.com/posbioquimica/