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Ao longo dos últimos meses, diversos pesquisadores vêm se debruçando sobre os resultados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2013), que trouxe dados inéditos sobre as condições de saúde, riscos e acesso a serviços pela população brasileira, ao longo de quatro volumes editados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As análises realizadas foram publicadas em novembro, no suplemento “A Panorama of Health Inequalities in Brazil”, do periódico International Journal for Equity in Health.
É um abrangente panorama das desigualdades em saúde no Brasil, que traz 14 artigos inéditos, avaliados e publicados por um dos periódicos internacionais mais importantes nessa área. O suplemento foi editado por James Macinko, professor dos departamentos de Ciências da Saúde Comunitária e Gestão e Políticas de Saúde da Universidade da Califórnia em Los Angelas (UCLA), e Célia Landmann Szwarcwald, pesquisadora titular do Icict/Fiocruz, e também uma das responsáveis pela coordenação técnica do estudo da PNS 2013.
Dentre os temas abordados nos artigos estão os hábitos de saúde, desigualdades econômicas e limitações funcionais entre a população brasileira, desigualdades na expectativa de vida saudável entre os brasileiros, cobertura e acesso na saúde reprodutiva e maternal, doenças crônicas, acidentes e violências, e desigualdades no acesso a serviços no Brasil. Participam do suplemento pesquisadores de instituições nacionais e internacionais.
O lançamento do suplemento será realizado no dia 07 de dezembro, em seminário do Centro de Estudos do Icict/Fiocruz, no Rio de Janeiro. Durante a atividade, pelo menos um dos autores de cada artigo irá participar de debate sobre os resultados encontrados. Os resumos de cada artigo serão apresentados pelos editores do suplemento, Célia Landmann Szwarcwald e James Macinko. Ao final da atividade, também haverá uma conversa com o pesquisador Paulo Buss, do Centro de Relações Internacionais da Fiocruz e colaborador da Organização Mundial de Saúde, tendo sido vice-presidente do Comitê Executivo entre 2010 e 2011. Ele irá discutir implicações nas políticas públicas, dentre avanços e desafios a serem enfrentados pelo Estado no campo da saúde.
Seminário do Centro de Estudos
Um panorama das desigualdades em saúde no Brasil: resultados da Pesquisa Nacional de Saúde – 2013
Quarta-feira, 7 de dezembro de 2016, 9h30 às 12h30
Salão de Leitura Henrique Leonel Lenzi – Biblioteca de Manguinhos – Campus Fiocruz
Av. Brasil 4.365 – Rio de Janeiro
Inscrições: eventos.icict.fiocruz.br
Vagas limitadas. Certi­cados de participação disponíveis mediante cadastro no site.

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Crédito: visual.hunt

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) divulgou o resultado do Prêmio Capes-Interfarma de Inovação e Pesquisa, outorgado às duas melhores teses de doutorado defendidas em 2015 relacionadas à Inovação e Pesquisa na Área de Saúde Humana ou Ética/Bioética no Brasil, nas áreas e subáreas de avaliação Medicina, Odontologia, Farmácia, Enfermagem ou de Ciências Biomédicas (que inclui Genética; Fisiologia, Bioquímica, Farmacologia; Imunologia, Microbiologia, Parasitologia e Biologia Celular).
Os trabalhos selecionados foram “Ativação da heme oxigenase-1 e via da necroptose como mecanismos imunopatogênicos na infecção de macrófagos por Leishmania Infantum”, escrita por Nívea Farias Luz, para o Programa de Pós Graduação em Patologia Humana da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e “Patógenos emergentes no gênero Sporothrix e a evolução global da patogenicidade” de autoria de Anderson Messias Rodrigues, defendida no Programa de Pós Graduação em Microbiologia e Imunologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).
Os vencedores receberão troféu, prêmio no valor bruto de R$ 31.045,24 e bolsa de até 12 meses para realização de estágio pós-doutoral em instituição nacional. Além disso, autores, orientador(es), coorientador(es) e programa(s) em que foram defendidas as teses receberão certificado de premiação. Autores e orientadores também receberão passagem aérea e diária para comparecerem à cerimônia de premiação, que acontecerá no dia 14 de dezembro. O orientador receberá, ainda, prêmio de R$ 3 mil para participação em congresso nacional.
Confira os detalhes dos trabalhos vencedores:
Autor: Nívea Farias Luz
Orientador: Valéria de Matos Borges
Tese: Ativação da heme oxigenase-1 e via da necroptose como mecanismos imunopatogênicos na infecção de macrófagos por Leishmania Infantum
Área: Medicina II
Programa de Pós Graduação: Patologia Humana
IES: Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Autor: Anderson Messias Rodrigues
Orientador: Zoilo Pires de Camargo
Coorientador: G. Sybren de Hoog
Tese: Patógenos emergentes no gênero Sporothrix e a evolução global da patogenicidade.
Área: Ciências Biológicas III
Programa de Pós Graduação: Microbiologia e Imunologia
IES: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
 
Fonte: (CCS/Capes)

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Cerimônia de entrega de prêmios no Congresso “La modernidad en cuestión: confluencias y divergencias entre América Latina y Europa, siglos XIX y XX”.

O artigo “A Ressonância Subvertida: Conexões americanas e História na aula de Sérgio Buarque aos militares do Brasil” do doutorando em História da UFF André Furtado lhe garantiu o Prêmio Internacional de História Intelectual da América Latina 2016. O estudante recebeu o prêmio em outubro na cidade de Quito, Equador.
O estudo de Furtado aborda um convite feito ao historiador Sérgio Buarque de Holanda (1902-1982) pelos oficiais do Exército Brasileiro em 1967 – plena vigência do regime militar – para ministrar uma palestra na Escola Superior de Guerra (ESG), no Rio de Janeiro. O artigo fará parte de sua tese de doutorado sobre a trajetória desse destacado historiador brasileiro, sob orientação da professora da UFF Giselle Martins Venâncio.
Como o próprio Furtado explica, o diferencial do trabalho se dá porque, de maneira geral, é mais comum que as pesquisas se limitem ao estudo das obras, e não abordem tanto a vida e o contexto histórico do personagem escolhido, como é o caso dessa tese. “Seria mais correto dizer que minha pesquisa não é sobre o intelectual Sérgio Buarque em si, mas por intermédio dele, analisando seu contexto histórico para melhor entender suas obras”, completa André.
Os intelectuais que manifestaram luto ao historiador se referiam ao Sérgio Buarque dos anos 60”, analisa André Furtado.
O interesse do doutorando pela obra de Buarque surgiu ainda na graduação, levando o aluno a escrever sua monografia com base na obra Raízes do Brasil (1936). O livro, inovador no que diz respeito à busca da identidade nacional, interpreta a decomposição da sociedade tradicional brasileira da época e a emergência de novas estruturas políticas e econômicas.
Na década de 60, o mesmo livro foi prefaciado pelo estudioso da literatura brasileira e estrangeira Antônio Cândido. No texto, o crítico literário criou o “tripé” da historiografia brasileira moderna, formado por Casa Grande e Senzala (1933) de Gilberto Freire, Raízes do Brasil (1936) e Formação do Brasil Contemporâneo (1942) de Caio Prado Jr. Tal fato recolocou a obra de Buarque de Holanda em evidência. Tanto que ao fazer um levantamento sobre as homenagens póstumas feitas a Buarque de Holanda, André percebeu uma constante menção ao seguinte fato: “Os intelectuais que manifestaram luto ao historiador não se referiam a qualquer edição de seu livro Raízes do Brasil, e sim à que recebeu o prefácio. Logo, eles se referiam ao Sérgio Buarque dos anos 60”.
Em 1958, Buarque de Holanda se tornara professor catedrático da Universidade de São Paulo (USP), defendendo a tese “Visão do Paraíso”, um estudo do período relacionado aos primeiros contatos realizados pelos colonizadores portugueses e espanhóis, abordando a questão do imaginário do colonizador. O trabalho logo viraria livro e, com o prestígio em alta no campo acadêmico, era requisitado com frequência para que realizasse palestras não só no país como no exterior.
Será que o Sérgio Buarque poderia recusar esse tipo de convite?”, indaga Furtado.
Assim, em maio de 1967, o historiador recebeu do então comandante da Escola Superior de Guerra (ESG) um convite para que fosse ao local proferir uma conferência sobre o tema “O Homem Brasileiro”, que faria parte do ciclo de palestras “Elementos Básicos da Nacionalidade”, promovido pelo exército.
Na época, o Brasil já passava por um momento de autoritarismo. Em janeiro do mesmo ano, entrara em vigor a sexta Constituição Brasileira, que buscou legalizar e institucionalizar o regime militar. “A questão teórica aqui é: quais são os limites e possibilidades de ação individual frente a uma conjuntura autoritária? Será que o Sérgio Buarque poderia recusar esse tipo de convite? E que consequências isso poderia ter em sua vida?”, questiona Furtado.
Convite aceito, Buarque ministrou aos militares da ESG uma aula de história sobre o homem brasileiro e suas conexões americanas. Nesse contexto, o palestrante fez comparações entre a história do Brasil e a de outros países latinos, a fim de entender o homem americano. Segundo Furtado, para isso, o historiador fez uma série de paralelos entre nossa história e a de outros países, como a do Chile e México. “Há características bem diferentes, mas também há outras que nos aproximam muito desses países e essa era a tônica do discurso de Buarque de Holanda”, ressalta o doutorando.
Entre as referências históricas abordadas na conferência estavam elogios direcionados ao golpe de Estado ocorrido em 1930 – que levou Getúlio Vargas ao poder – em uma sala repleta de militares responsáveis pelo golpe de 1964. Além disso, Buarque de Holanda fez comparações de sua própria atualidade, 1967, com o Brasil Imperial. A crítica era voltada ao baixo número de votantes no país, semelhante nos dois momentos. “Durante o Império, a porcentagem de pessoas que votavam chegava a 2% no máximo e, após 64, o número também era baixo. Os militares mantinham a ideia de que os analfabetos não podiam votar, excluindo assim uma parcela significativa da população, a mesma prática da época imperial. Já a ditadura Vargas, apesar de originada de um golpe, permitiu com a promulgação da constituição de 1934, por exemplo, que as mulheres votassem, aumentando sensivelmente o número de votantes naquele período”.
Apesar de não haver um áudio, o que dificulta a compreensão exata do que aconteceu durante a palestra, existe o registro escrito, onde é possível perceber eventuais indícios de oralidade do historiador. “Utilizei a expressão ‘ressonâncias subvertidas’ no título do meu artigo sobre a aula de Buarque porque não sei exatamente o que foi dito por ele na ocasião, e nem tenho, de fato, como saber qual foi a reação dos militares. Mas acredito que eles certamente não gostaram de ouvir do palestrante uma série de exemplos históricos e elogios, mesmo que velados, a outros períodos políticos que não aquele que estava sendo vivido”, ressalta Furtado.
Prêmio Internacional de História Intelectual da América Latina
Esta foi a segunda edição da premiação que é promovida pelo Grupo de Trabalho da Associação Europeia de Historiadores Latino-americanos (AHILA), o corpo acadêmico “Historia y Cultura” do Instituto de Investigação Histórico-social da Universidade Veracruzana, a Academia Nacional de História do Equador e a Universidade Central do Equador. É um prêmio voltado para estudos sobre a América Latina, mas não exclusivo a pesquisadores latinos.
A cerimônia de entrega de prêmios foi realizada no Congresso “La modernidad en cuestión: confluencias y divergencias entre América Latina y Europa, siglos XIX y XX”, na cidade de Quito, entre 26 e 28 de outubro de 2016.
Texto: Jornalismo da Universidade Federal Fluminense

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É crescente o número de denúncias sobre a precarização do trabalho nas universidades brasileiras. Somente em São Paulo, em três universidades apresentam denúncias constantes sobre o recrudescimento da precarização do trabalho das trabalhadoras terceirizadas do setor de limpeza.
Na Unesp Marília, na USP, na UFSCar e na UFRJ foram registradas demissões com sobrecarga de trabalho para as trabalhadoras. E ainda, a política de crescente terceirização dos restaurantes universitários e dos serviços de transporte das universidades também representa uma preocupação, visto que é acompanhada de precarização do trabalho e piora na qualidade dos serviços, inevitável diante das condições de trabalhos impostas pelas empresas terceirizadas.
A retirada das atividades-meio, como parte dos serviços públicos essenciais, a consequente extinção dos cargos a eles correspondentes (serviços de limpeza, segurança, transporte e alimentação) e a adição do sistema de contratos de trabalho, via terceirização, retira o direito constitucional da autonomia universitária e é nefasta para o pleno funcionamento das instituições públicas de ensino.

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“Apesar de todos os esforços da comunidade acadêmica, científica, tecnológica e de inovação, o Congresso virou as costas para o desenvolvimento do País”, declarou a presidente da SBPC, Helena Nader, na manhã desta quarta-feira, 30 de novembro. Com 61 votos favoráveis, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, que limita os gastos públicos federais à taxa de inflação pelos próximos 20 anos, foi aprovada em primeiro turno no Senado Federal na noite desta terça-feira, 29 de novembro. Apenas 14 senadores votaram contra. Na mesma noite, a Câmara aprovou o projeto que cria as 10 medidas anticorrupção, mas excluiu pontos-chave do texto, mantendo apenas duas medidas com a versão original. A SBPC considera gravíssima tais decisões.
“As últimas decisões do Congresso Nacional impactarão negativamente, por um longo tempo, o futuro do País, comprometendo educação e CT&I”, declara a presidente da SBPC.
Nader ressaltou o empenho de toda a comunidade nos últimos meses para evitar a aprovação da PEC 55, desde documentos demonstrando os retrocessos para a economia e desenvolvimento social do País, até corpo-a-corpo com os parlamentares, na Câmara e no Senado. Segundo ela, os parlamentares tomaram uma decisão sem levar em conta a opinião pública. “Primeiro foi a Câmara. Agora o Senado, em primeira instância, que virou as costas para o povo brasileiro. Uma mudança desse porte na Constituição teria que ter uma constituinte, porque isso altera para sempre o futuro do País”, afirma.
Segundo a presidente da SBPC, o congelamento das despesas pelos próximos 20 anos vai na contramão do que todos os países que hoje estão entre os mais desenvolvidos do mundo colocaram em prática nos momentos de crise. “A Coreia, em 1999, no meio de uma crise econômica semelhante à brasileira, fez um estudo com várias alternativas e viu que a única solução de longo prazo para sair da crise era investindo em CT&I, além da educação. Hoje é um dos países cuja economia mais cresce no mundo”, destaca.
Esse é o momento de o Brasil copiar os modelos de países como Coreia, China, Estados Unidos e Europa, que para sair da crise, investiram mais nessas áreas. “Educação, ciência, tecnologia e inovação é investimento, não é gasto”, afirma.
Nader disse ainda que a mudança nas dez medidas do pacote anticorrupção também é chocante: “O Congresso virou as costas duas vezes essa noite. Primeiro com a PEC 55 e, depois, com o pacote anticorrupção”.
“A SBPC há 69 anos luta ao lado do povo brasileiro para o desenvolvimento do Brasil. A gente quer que o País dê certo. Estamos chocados”, disse Nader.
A votação em segundo turno da PEC do Teto de Gastos está programada para 13 de dezembro.
 
Fonte: Daniela Klebis – Jornal da Ciência

O site Brasil 247 trouxe hoje uma reportagem na qual apresenta o ofício enviado para o Senado pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais do Ensino Superior (Andifes), entidade que representa os reitores das 63 universidades federais, em que afirma que a PEC 55 “representa séria ameaça aos direitos e serviços sociais” e “pode inviabilizar o Plano Nacional de Educação”.
No ofício, a entidade, que manifesta “apreensão”, aponta ainda que a proposta “não é a solução almejada pela sociedade brasileira para o enfrentamento da atual crise econômica” e pede uma solução alternativa.
Leia o documento: andifes
Veja matéria completa:  http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/268034/Reitores-se-levantam-contra-a-PEC-55-e-pedem-outra-solu%C3%A7%C3%A3o.htm

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Universidade de Birmingham. Crédito: wikicommons

A Fapesp, a University of Birmingham e a University of Nottingham anunciam novo programa de colaboração para financiar pesquisa e intercâmbio de pesquisadores nos termos dos acordos de colaboração entre as instituições.
Por meio da nova chamada de propostas, pesquisadores vinculados à University of Birmingham e à University of Nottingham, no Reino Unido, e pesquisadores formalmente vinculados a instituições de ensino e pesquisa no Estado de São Paulo podem submeter propostas em qualquer área, para o avanço do conhecimento científico.
As instituições financiarão os projetos de pesquisa selecionados por até dois anos.
No Estado de São Paulo, as propostas deverão ser submetidas à Fapesp na modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular, por meio do SAGe.
A data-limite para envio de propostas é 20 de março de 2017.
A chamada está publicada em: www.fapesp.br/10609.
Fonte: Agência Fapesp

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Crédito: wikicommons

Nos últimos dez anos, a oferta de cursos de mestrado em Sergipe cresceu mais de 1.200%. Conforme dados da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em 2005, Sergipe tinha 102 mestres formados e 247 matriculados nas instituições de ensino e um doutor formado e 33 matriculados. Em 2015, os registros apontaram 3.226 mestres e 294 doutores. Esse salto no número de pesquisadores tem o apoio do Governo do Estado, por meio da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec/SE), com programas de fortalecimento e consolidação dos cursos de pós-graduação no estado.
No período de 2008 a 2015, foram ofertadas 384 bolsas de mestrado e 125 de doutorado com recursos do Governo do Estado. A partir de 2010, a Fapitec passou a contar com a parceria das agências federais, lançado mais editais de mestrado e doutorado. Até o ano de 2015, foram lançadas 288 bolsas de mestrado e 71 bolsas de doutorado.
O presidente da Fapitec, Heriberto Pinheiro, destaca que os programas de pós-graduação ajudam na qualificação profissional e avanço da produção científica. “Havia menos de dez cursos de pós-graduação em 2007 e hoje já contamos com mais de 60 cursos de mestrado e doutorado. Essa formação de recursos humanos é importante para gerar mão-de-obra qualificada para Sergipe, além de contribuir para o avanço da ciência em nosso estado. Estão sendo desenvolvidas pesquisas em todas as áreas do conhecimento, que no futuro podem trazer resultados promissores”, afirmou.
Universidades
O pró-reitor de pós-graduação e pesquisa da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Marcus Eugênio, explica que, houve um grande crescimento no número de pesquisadores doutores residindo em Sergipe. “O crescimento da pesquisa possibilitou o crescimento da pós-graduação stricto sensu em Sergipe. Com efeito, se em 2000 tínhamos apenas quatro cursos de mestrado, em 2014 passamos a ter 49 mestrados e 15 doutorados. Programas com cobertura temática de quase todas as áreas de conhecimento foram criados neste intervalo. Ou seja, crescemos mais de 1.200%”, afirma Marcus Eugênio sobre os programas de pós-graduação da UFS, acrescentando que a expectativa é o crescimento em algumas áreas para as quais Sergipe ainda não possui programas de pós-graduação, a exemplo de Saúde Coletiva, Engenharia Mecânica, Relações Internacionais e Política.
A diretora de Pesquisa da Universidade Tiradentes (Unit), Juliana Cordeiro Cardoso, conta que a Unit começou com um programa de pós-graduação stricto sensu em 2005 e hoje possui seis programas.
“Nos últimos dez anos, houve um investimento considerável na formação de recursos humanos em Sergipe. O número de mestres e doutores formados no estado aumentou e a Universidade Tiradentes, com apoio da Fapitec/SE, contribuiu positivamente para esse crescimento. Além do crescimento em quantidade, tivemos o reflexo positivo na qualidade. Todos os programas com mestrado e doutorado da IES [Instituição de Ensino Superior possuem nota 4, e a Renorbio nota 5”, pontuou Juliana.
A diretora de Pesquisa da Unit ainda destacou a importância dos investimentos da Fapitec em bolsas de mestrado, doutorado e programas de fortalecimento da pós-graduação.  “A Fapitec/SE aparece como peça fundamental na consolidação dos grupos de pesquisa, fomentando projetos estratégicos e dando apoio financeiro aos estudantes na forma de bolsa. Também possui destaque os projetos de mobilidade e cooperação nacional, que contribuem com o desenvolvimento dos PPGs [Programas de Pós-Graduação]”.
Fonte: Confap

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De acordo com notícia publicada no blog do jornalista Herton Escobar, do Estado de São Paulo, mesmo excluídos da PEC do Teto em 2017, os Ministérios da Educação (MEC) e da Saúde deverão ter seus orçamentos congelados pela inflação no ano que vem.
O jornalista explica que o aumento de recursos proposto para ambas as pastas no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA 2017) é da ordem de 7%, que é o mesmo índice de inflação previsto pelo Banco Central para este ano.
Assim, caso o PLOA 2017 seja aprovado sem modificações pelo Congresso, não haverá aumento real de orçamento disponível para Saúde ou Educação no próximo ano; apenas uma correção pela inflação — tal qual prevê a Proposta de Emenda Constitucional número 55 (popularmente conhecida como PEC do Teto, ou PEC 55), que deve ser votada em primeiro turno hoje (29/12) no Senado.
Entidades ligadas à Educação e à Saúde criticam a proposta, argumentando que ela engessa o orçamento e restringe a realização de investimentos essenciais ao desenvolvimento dessas duas áreas. Em resposta a essas preocupações, o governo determinou que as novas regras só se aplicariam à Saúde e à Educação a partir de 2018, tomando como base o ano de 2017 — em vez de 2016, como será o caso para todas as outras áreas.
Mas a medida deverá ser inócua, visto que os orçamentos propostos para as duas pastas em 2017 serão iguais aos de 2016, corrigidos apenas pela inflação — que, segundo o Banco Central, deverá fechar este ano em 7,3%.
Leia matéria na íntegra: http://ciencia.estadao.com.br/blogs/herton-escobar/mesmo-excluidos-da-pec-educacao-e-saude-deverao-ter-orcamentos-congelados-em-2017/