“Essas situações configuram uma ameaça ao Estado de Direito Democrático do País, conquistado com tanta luta pelo povo brasileiro”, alerta a SBPC sobre as recentes notícias de violência contra estudantes secundaristas e universitários em manifestações públicas
Veja a nota abaixo:
NOTA DE REPÚDIO
A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) vem manifestar extrema preocupação com as recentes notícias de violência contra estudantes secundaristas e universitários em manifestações públicas pelo País.
Como uma Sociedade cuja trajetória histórica é marcada pela luta incessante pela educação, ciência, cidadania no Brasil, a SBPC repudia com veemência qualquer ato de violação aos direitos humanos e recrimina todo tipo de violência e uso desnecessário de força que cerceiem a liberdade de expressão e a manifestação cidadã.
Essas situações configuram uma ameaça ao Estado de Direito Democrático do País, conquistado com tanta luta pelo povo brasileiro. A SBPC considera fundamental e urgente a garantia dos princípios humanos fundamentais sobre os quais se edifica uma sociedade democrática.
Fonte: SBPC

O Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades (OCRC, da sigla em inglês), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) apoiados pela Fapesp, com sede na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), oferece uma oportunidade de Pós-Doutorado em Fisiologia Endócrina. O prazo de inscrição encerra em 29 de novembro.
O bolsista integrará a equipe do programa de investigação e estudos experimentais dos aspectos relacionados às Origens Desenvolvimentistas da Saúde e da Doença (Conceito DOHaD), especialmente focando fatores ambientais (nutricionais) que impactam no desenvolvimento da obesidade e resistência à insulina em miócitos, hepatócitos e principalmente na disfunção da tireoide e células beta-pancreáticas.
O contato para submissão das aplicações deve ser feito por e-mail, no endereço [email protected].
Mais informações sobre a bolsa de pós-doutorado da Fapesp estão disponíveis em fapesp.br/bolsas/pd.
Fonte: Agência Fapesp
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) divulgou o resultado preliminar do Edital nº 21/2016, referente ao Programa de Apoio a Eventos no País (Paep), que seleciona propostas para apoio financeiro à realização de eventos científicos, tecnológicos e culturais de curta duração no país, com envolvimento de pesquisadores, docentes e discentes dos programas de pós-graduação.
A lista contém os nomes de proponentes aprovados na etapa de análise de mérito. Será aberto prazo de 10 dias, a contar da publicação do resultado, para a interposição de recursos. Este procedimento deve ser feito somente por meio do sistema Linha Direta. Após a análise e julgamento dos recursos, as propostas recomendadas serão priorizadas e classificadas, e, então, será publicado o resultado final do Edital.
Veja os resultados aqui: https://www.capes.gov.br/images/stories/download/editais/resultados/18112016-Resultado-Preliminar-PAEP.pdf
Fonte: CAPES
Em recente colaboração para o debate crítico da Nação Hip Hop Brasil, organização de origem periférica a qual tenho orgulho de pertencer, escrevi um ensaio sobre a eleição estadunidense, apontei alguns caminhos para a compreensão do efeito Trump, e suas correlações mundiais, a direitização do mundo ocidental, o endurecimento na lida com as Maiorias Minorizadas e o retrocesso das políticas progressistas conseguidas nos últimos anos, especialmente para a gente base da pirâmide aqui da América Latina. Neste texto, “Sobre Hip Hop, Globalização e Eleições” (http://ujs.org.br/index.php/noticias/sobre-hip-hop-globalizacao-e-eleicoes-por-richard-santos/ ) aponto contribuições intelectuais do historiador e cientista político Moniz Bandeira que em seus escritos, denuncia uma articulação internacional para a retomada do poder de grupos suscetíveis a ceder para projetos e demandas progressistas vindas das minorias, como exemplo, veja seu último livro “A desordem mundial”. Esses processos por que passamos e que é muito bem analisado pelo professor, é responsável direto pelo recrudescimento da política no Brasil e retrocesso dos direitos sociais conquistados, concluo no texto para a Nação. Porém, também, é desse processo que passamos no momento atual que temos visto aumentar o encarceramento, assassinato e exclusão social das populações afrodescendentes nas Américas.
O pensador camaronês Achille Mbembe classifica como um devir-negro do mundo o processo que estamos vivendo, ou seja, mais pessoas estarão enquadradas naquele signo de exclusão e ressignificação opressora por que historicamente passam as populações “negras”, povos considerados inferiores estão sendo exterminados e demonizados pela mídia ocidental e seus seguidores na formação do imaginário da maioria populacional mundial sem acesso a formas diversificadas de informação, ficando restritos ao que é oferecido pela indústria hegemônica para o consumo diário.
Desde os grupos rebeldes opositores sírios, passando pelos povos do Magrebe em conflito estimulado pelo ocidente para o controle do Petróleo, caso do Sudão e da Líbia, chegando ao continente americano, nos EUA com o assassínio de jovens negros e hispanos, à guerra entre os cartéis de drogas mexicanos e, com isso a expulsão de grande número de grupos originários de suas terras tradicionais, à situação da Colombia e as populações afrodescendentes e indígenas vitimas da “Guerra às drogas”, chegando ao Brasil, país com o maior número de jovens negros mortos no mundo, superando até mesmo países com conflitos bélicos, existe um interesse geopolítico que permite um maior ou menor número de barbaridades cometidas contra esses grupos de Maiorias Minorizadas, interesse esse mediado pela potência unipolar que é o EUA e sua indústria cultural que constrói e/ou destrói subsistemas dependentes e associados aos seus interesses. E por que é importante associar este processo político do sistema mundo atual com o bem viver das populações negras e indígenas no Brasil de hoje? Simples, ou quase simples, é esse sistema que permite e secunda nossas vulnerabilidades sociais: é esse sistema atrelado aos interesses hegemônicos que manipula o sistema político nacional, permite o golpe e secunda a atuação das forças do Estado no aniquilamento da população negra, no não oferecimento de um sistema educacional que atenda à todos, veja o projeto da PEC 55, ou que ignora a situação das mulheres negras quando buscam acesso aos serviços públicos de saúde. Por fim, esse sistema político, supostamente invisível, é que articula a construção do imaginário popular através de seus sistemas comunicacionais, e objetifíca o ser humano negro em suas demandas diárias. O sistema de comunicação que hoje usufruímos e que nos faz vitima, é o que contribui para a naturalização dos corpos negros espancados e pendurados nos postes do Brasil, quiçá das Américas, e nos faz vitimas e algozes de nós mesmos.
Enfim, retomando o pensador camaronês Achille Mbembe, citado no inicio deste texto, em seu livro seminal “Critica da Razão Negra, dirá que o capitalismo do século XXI tem profundas raízes no que ele chama de primeira fase do capitalismo europeu iniciado no século XV, e, que, para se justificar, justificar a exploração estruturada do homem pelo homem, se aproveitou da luta de raças, que viria antes mesmo da luta de classes, para a opressão de uns muitos e o domínio de poucos, e que isso se daria a partir do avanços das técnicas. Dirá ele que, hoje em dia, com os novos meios comunicacionais, o neoliberalismo, ode ao consumo e exclusão de muitos para o benéfico de uns poucos, estamos vivendo um devir-negro do mundo.
Ao observar o alto número de desempregados, trabalhadores precarizados, mulheres negras que, por serem negras, recebem menos atenção e anestesia nos hospitais públicos, aumento das denuncias de racismo e preconceito, impedimento do acesso de alguns a serviços que era para todos, e repito: o alto número de morte da juventude negra no Brasil, não concordaremos com Mbembe que estamos retornando, de modo novo, a um período cunhado como de “trevas”?
Destarte, acredito que só a organização político-social comunitária, esforço para superação dos obstáculos pessoais, com muita luta e obstinação, e visão crítica do mundo, capacitação para a luta diária, mas, também, intelectual, que permita a intervenção comunal ou individual nos espaços de poder constituídos, nos permitirá sobreviver e ultrapassar o destino que teimam em nos determinar.
Richard Santos, também conhecido como Big Richard, é doutorando em Ciências Sociais no CEPPAC-UNB, mestre em comunicação pela Universidade Católica de Brasília, especialista em História e Cultura no Brasil pela Universidade Gama-Filho e graduado em Ciências Sociais pela Universidade Metodista de São Paulo. Membro da Intercom, Sociedade brasileira de estudos interdisciplinares da comunicação, Membro do Observatório Latino-americano da Indústria de Conteúdos Digitais na Universidade Católica de Brasília, diretor da Nação Hip Hop Brasil e presidente da Associação de pós-graduandos da UNB, APG-UNB.
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Na alfabetização Gabriel queria mesmo é ser empresário. Falava sempre isso com Tia Dene (Adenilce Passos), sua alfabetizadora. “Tia, quando a senhora tiver velha e se aposentar, eu vou ser um empresário rico e vou te ajudar”. Gabriel queria mesmo era ser empresário porque ser empresário era a única forma de triunfar. Na adolescência Gabriel deu uma ajuda voluntária à professora Celinha na pré-escola, escreveu uns poemas e tomou gosto pelo professorar. Na verdade, e diga-se de passagem, Gabriel ia também ser amigo da escola para comer a merenda no recreio, mas não vem ao caso mencionar aqui esses motivos todos. Fato é que ele chegou à universidade, num curso de licenciatura e se tornou professor. Foi lá também que conheceu a ciência. Conheceu, para não mais esquecer, sob a batuta de uma preta, a doutora pela Universidade Alcalá de Henares, Maria D’ajuda, tudo sobre ciência.
O que Gabriel pensava ser ciência? Uma série de gente branca, presa num laboratório fazendo pesquisa experimental. Era o que ele via no Fantástico e no Globo Repórter da TV Globo. Ele viu aquilo a vida toda. Mas a ciência que veria dali em diante não era nada igual o que passava na telinha. Maria D’Ajuda era muito exigente e criteriosa, publicava muito em periódicos e tinha relação com meio mundo das sociedades científicas. Era uma das únicas pesquisadoras negras daquela universidade a ser doutora. Ela nunca falou de racismo explicitamente ou do racismo que sofreu na Espanha, mas aquilo foi sendo arrancado pouco a pouco. Competente, profissional dedicada, ela e Gabriel choraram juntos muitas vezes descobrindo como a vida consegue juntar dois negros numa universidade que no passado pertencia à elite cacaueira. (Parêntesis importante: Uma amiga negra dia desses me contou que foi esperar a ex-ministra negra Nilma Lino num aeroporto e ficou apreensiva porque não portava nenhum papel identificando que ela era a pessoa que esperava a ex-ministra. Ao sair do embarque, sem conhecê-la, a ex-ministra foi ao seu encontro, única negra ali, e lhe abraçou, dizendo: “Pra a gente se ver, a gente só precisa se enxergar”). A professora Maria D’Ajuda, a que enxergou Gabriel, era uma grande cientista e Gabriel queria ser que nem ela. Consta que ela o ajudou até demais: presentes, dinheiro para ir a congresso e uma bolsa de iniciação científica do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e da universidade. Foi ali que Gabriel descobriu de verdade a ciência e pelas mãos de sua igual. Foi ali que Gabriel descobriu que a ciência não tem uma cor só, a dos brancos presos pesquisando em seus laboratórios de pesquisa experimental, mas tem várias cores e a sua cor também ia embelezar a ciência.
No início nem consta que soubesse que a pós-graduação poderia ser seu futuro até conhecer aquela pesquisadora negra. Dali em diante foi um pulo para querer sair publicando em periódicos, resumos e artigos completos em eventos técnico-científicos. Dali foi um pulo para sua entrada na pós-graduação.
Foi dali que Gabriel partiu para refletir a cor da ciência. Os objetos científicos majoritários, ainda acomodados e conformados pelo positivismo, pela racionalidade técnica e pelo angloeurocentrismo, ainda são brancos, mas não precisam ser a vida toda. E não poderão ser com a luta que se firma dia após dia. A superação do racismo não é um desafio para a sociedade em geral só no sentido de combater a discriminação (sua forma manifesta), mas todos os seus elementos em geral. Uma forma de racismo preponderante na ciência é o racismo epistêmico ou científico. No Brasil ele é representado pela teorização do brasileiro cordial, passando por Gilberto Freyre, e sua ideia de harmonia no cruzamento das raças, e por Sérgio Buarque no seu brasileiro cordial. O racismo no Brasil adquire essa faceta cordial e a identidade do povo brasileiro, 52% de negros (pardos e pretos) segundo o último censo geográfico do IBGE, vai sendo subrepresentada, ora pela teoria do brasileiro cordial, negando o racismo e narrando uma suposta democracia racial, ora pela ideia falsamente maculada de miscigenação do povo brasileiro, desde Gilberto Freyre, e interpretada como identidade una. A intelectualidade branca, disfarçando um cânone branco, ainda tentou por vezes chamar nossa identidade de bricolage ou pastiche como gêneros, tentando usar palavras bonitas para tratar a mistura do povo brasileiro rumo ao embranquecimento. O “nem brancos nem negros, todos somos humanos” e o “você não é negra, é morena” são filhos desse movimento. São séculos de brancos intelectuais falando por negros no Brasil e, não que estivessem mal intencionados, chegou a hora de negros falarem por negros. Vozes como Clóvis Moura, Milton Santos e tantas pesquisadoras e pesquisadores negros e negras vieram para dar um basta nessa forma de subrepresentação.
A cor da ciência está mudando. Em mais de uma década de governos populares de Lula e Dilma, a ciência vem tomando outras cores. Pretos e pretas olham para a ciência com outros olhares e questionam cada vez mais a própria ciência. O habitat natural do cientista não é mais só o laboratório ou a universidade, é a vida, onde a teoria passa a existir nas e das práticas, quebrando pouco a pouco a branca epistemologia ocidental que vem promovendo o maior genocídio cultural da história: o silenciamento. A nossa voz, rouca, firme e contundente brota e não quer mais calar e é o cientista que conta que Gabriel, que queria ser empresário para ajudar tia Dene, vem aprendendo a ler de verdade, tia Dene, vem aprendendo a ler a vida.
Gabriel Nascimento é doutorando em Letras pela USP, mestre em Linguística Aplicada pela UnB, secretário geral da ANPG.

Os bolsistas da modalidade Doutorado Pleno levantaram uma discussão sobre os assuntos relacionados ao estado atual dos regulamentos que interferem na conduta do programa.
Segundo os bolsistas, os pontos levantados forem recolhidos em formulário aberto e dizem respeito a todas as fases do programa e as questões discutidas pretendem aperfeiçoar a gestão do programa e facilitar o processo para todos os envolvidos.
Entre as questões levantadas está o pedido de maior clareza nos critérios envolvidos para a avaliação das entrevistas; datas limites de respostas; um sistema de comunicação direto entre bolsistas e técnicos, um melhor sistema de reembolso entre outros.
A carta também pede soluções e sugere medidas para o auxílio saúde, auxílio adicional de localidade, auxilio adicional de dependente e das atividades de campo.
Leia a carta completa: cartacapes

De acordo com o Jornal da Ciência, o tema escolhido para a 69a Reunião Anual da SBPC será “Inovação – Diversidade – Transformações”. O evento será realizado de 16 a 22 de julho de 2017, na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte (MG).
A publicação trouxe o depoimento da presidente da Comissão Local da 69a RA, Sandra Regina Goulart Almeida, que explicou a importância do tema do evento, durante a reunião da Comissão de Programação Científica, realizada no dia 30 de setembro, em São Paulo. “A questão da inovação é muito importante, porque ela traz transformação para a sociedade. E este é o papel que a universidade tem para todo o País. A inovação está relacionada à diversidade para transformações”, disse.
“A questão da inovação, no tema vai além do produto, pois há também uma inovação social. Quando a gente fala de diversidade, é no sentido de tolerância, dentre elas, religiosa, étnica. E tudo isso leva a transformações”, também comentou a secretária-geral da SBPC, Claudia Masini d’Avila-Levy.
Levy explica que já nesta reunião de setembro, que contou com a participação de um grupo de professores de diversas áreas da educação, os participantes elencaram assuntos importantes e que estarão presentes nas discussões da 69a RA. “Têm assuntos que não podem ficar de fora, como, por exemplo, a Reforma da Educação e a Escola Sem Partido. Também foi abordado que é necessário discutir a Ciência Básica para alimentar a inovação”, explica.
A secretária-geral da SBPC disse ainda que a importância dos aquíferos também foi citada e deve fazer parte das discussões da 69a RA, já que a crise hídrica é um problema que vem crescendo em todas as regiões do País. “As reservas de gás xisto e o petróleo também foram citados e devem ancorar discussões no evento. Biodiversidade, associada à discussão de legislação (regulamentação do patrimônio genético) e a questão do Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), também estarão presentes na programação do evento”.
Para ler a reportagem completa: http://www.jornaldaciencia.org.br/edicoes/?url=http://jcnoticias.jornaldaciencia.org.br/1-sbpc-define-tema-da-proxima-reuniao-anual/

No dia 29 de novembro de 2016 será votada no Senado Brasileiro a PEC 55 (antiga 241/16), essa proposta põe teto nos gastos públicos com questões sociais, tais como, educação, saúde e previdência social.
Além da PEC, o governo também propõe a MP 746/16 que visa reformular o ensino médio de forma extremamente unilateral, sem diálogo com estudantes, trabalhadores da educação, e dá prosseguimento ao projeto de “Lei da Mordaça” que visa extinguir o papel crítico da escola.
As milhares de ocupações pelo país lutam contra todos esses retrocessos de forma combativa. Os estudantes não abrem mão do futuro e não aceitam tantos assaltos aos direitos do povo. Os trabalhadores da educação, também resistem com greves e paralisações.
Por isso, dia 29 de novembro é dia de ocupar as ruas de Brasília e lutar contra a PEC 55, contra a MP 746 e o projeto de lei da Mordaça. Seremos milhares por nenhum direito a menos!
Entidades que convocam o ato:
UNE
UBES
ANPG
FASUBRA
ANDES
PROIFES
CONTEE
ANPAE
UBM
CNTE
ANEL
SINASEFE
FENET
FORUN BRASIL EJA
CONTAG
CUT
CTB
CSP CONLUTAS
ANDES
FAÇA SUA DOAÇÃO!
🔴 Confirme presença no evento -> https://www.facebook.com/events/996282440515947/
🔴 Quer ir na caravana? -> http://bit.ly/caravanapec55
🔴 Quer ajudar financeiramente? -> http://bit.ly/contabbune
OU deposite na conta:
Banco do Brasil
Agência: 7067-X
Conta Corrente: 6635-4
União Nacional dos Estudantes
CNPJ: 29.258.597/0001-50

“O filho teu não foge à luta”
Desde a posse do governo ilegítimo de Michel Temer, os novos desafios estão postos para a nossa geração. A história desta resistência é escrita por milhares de estudantes que ocupam suas escolas e universidades contra os retrocessos.
A aprovação do projeto de lei que tira a obrigatoriedade da Petrobrás como exploradora única do pré-sal significa ao Brasil entregar suas riquezas para os estrangeiros e vender nossa soberania de maneira perversa. De forma acelerada, Temer ataca a educação e põe fim aos royalties do pré-sal para a educação.
A PEC 241 (agora 55 no Senado), a chamada “PEC do fim do mundo” – que visa congelar por 20 anos os gastos públicos primários e limita investimentos em áreas estratégicas para o desenvolvimento social, como a previdência, a ciência, a saúde e a educação – junto com a “lei da mordaça” e a MP 746/16 que reformula o ensino médio nas escolas, são o assassinato do futuro e da esperança do nosso país. Regado a banquete, Temer tenta garantir a governabilidade em um mandato ilegítimo e o que está em risco é a dignidade do nosso povo.
A nova agenda econômica que o governo tenta impor se contrapõe ao Plano Nacional de Educação (PNE), que contém conquistas históricas dos estudantes. Enquanto o PNE propõe a meta de 10% do PIB para a educação com a finalidade de erradicar o analfabetismo no país, universalizar o acesso à creche, reestruturar o ensino médio em tempo integral, expandir o ensino superior público e o número de mestres e doutores no país, a PEC diminui os investimentos em educação, condenando o ensino público à falência. A intenção é destinar ainda mais o orçamento público para os bancos.
“Ocupar e resistir”
As e os estudantes não se conformaram e a indignação tomou conta dos corações e mentes que clamam por dignidade. Quase duas mil escolas e universidades foram ocupadas nos quatros cantos do país. Milhares de jovens saíram de suas casas para ocupar e resistir contra a usurpação dos nossos direitos. Se identificam e reconhecem aquele espaço como seu, transformam a escola e a universidade no modelo dos nossos sonhos. As doações e a solidariedade regam as flores da primavera da resistência. Não nos curvamos, contamos para o mundo o perigo da “PEC da maldade” e da reforma do ensino médio. Nada que se refira aos nossos direitos pode ser decidido sem a nossa opinião ser ouvida.
A criminalização dos movimentos sociais será a tônica desse novo governo. As desocupações de forma truculenta, sem mandado de reintegração de posse e com prisões arbitrárias, em especial nas escolas, são recorrentes em muitos estados. A operação desencadeada pela Polícia contra o MST, agentes das forças armadas infiltrados em manifestações e o anúncio do ministro Mendonça Filho em cobrar financeiramente das entidades estudantis o adiamento do ENEM são algumas das ações que repudiamos. Enquanto querem cobrar das e dos estudantes o prejuízo da prova do ENEM, os gastos com cartões corporativos da equipe de Temer já ultrapassam 25 milhões. Essa é a face da perseguição, da criminalização, e a tentativa de sufocar os movimentos socais, beirando o estado de exceção.
Todas e todos à Brasília!
Vamos aquecer a luta nos quatros cantos do Brasil no dia 25 de novembro, com mobilizações nas capitais em conjunto com os trabalhadores e movimentos sociais. Este será um preparativo para chegarmos até a capital do nosso país em 29 de novembro, dia da votação da PEC 55 (241) no Senado.
Pela derrubada da PEC, pela retirada da MP 746/16, e contra a “lei da mordaça”, as e os estudantes junto com todo movimento educacional estarão a postos para resistir contra o assalto do nosso futuro. Em Brasília, em conjunto com os estudantes brasileiros, vamos discutir sobre os nossos próximos passos. A nossa luta não será coagida, vive em nós a coragem e sede por um amanhã melhor. A PEC da maldade não nos amedrontará, nem a truculência da PM, muito menos as declarações de Mendonça e Temer. Transformaremos Brasília na capital da Ocupação!
União Nacional dos Estudantes
União Brasileira dos Estudantes Secundaristas
Associação Nacional de Pós-graduandos

Professor emérito da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), diretor executivo da Comissão de Relações Internacionais (CRInt) da FMUSP, presidente do Conselho de Gestão e Estudos Estratégicos ( CGEE) e membro do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia, Krieger ocupa a vice-presidência da Fapesp desde 2010, já tendo sido reconduzido ao cargo por meio de decreto publicado em 31 de agosto de 2013.
Formado em medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Krieger foi presidente da Academia Brasileira de Ciências de 1993 a 2007 e diretor da Unidade de Hipertensão do InCor de 1985 a 2010.
Entre os prêmios e condecorações que recebeu estão a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico, 1994; Comenda da Legião do Mérito do Engenheiro Militar, 1999; TWAS Medal Lectures – Academia de Ciências para o Mundo em Desenvolvimento, 2005; Prêmio Anísio Teixeira – Capes/MEC – 2001; Prêmio Almirante Álvaro Alberto (Medicina e Saúde Pública) – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, 1998; prêmio Lifetime Achievement – Interamerican Society of Hypertension, 1997; Mühlbock Award 2007 – Laboratory Animal Science-ICLAS; prêmio SBC de Dedicação à Pesquisa – Sociedade Brasileira de Cardiologia, 2005.