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Jornalista ANPG

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Foto: Natasha Ramos

A deputada Alice Portugal apresentou projeto de lei na Câmara dos Deputados que prevê mais proteção às pós-graduandas em caso de gravidez e parto. A ideia da matéria é prorrogar os prazos de vigência das bolsas de estudo concedidas por agências de fomento para proteção às mulheres bolsistas em função de maternidade.

Durante audiência pública, realizada por Alice na Comissão de Educação, no dia 11 de agosto, a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) apresentou sua pauta de reivindicações e um dos temas discutidos foi a questão da licença maternidade. Na ocasião, a presidente da ANPG, Tamara Naiz, afirmou que hoje uma mulher ainda tem que decidir se ela quer ser pesquisadora ou se ela quer ter um filho.

Por meio da Portaria nº 248, de 19 de dezembro de 2011, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC) prevê a possibilidade de extensão da bolsa de estudos por quatro meses, se comprovado o afastamento temporário em virtude de parto durante a vigência da bolsa. O projeto pretende institucionalizar esta portaria em lei federal. “Creio que é medida justa e mais do que pertinente para salvaguardar os direitos das mulheres bolsistas da pós-graduação brasileira”, justifica Alice.

Da Assessoria de Comunicação – Deputada Alice Portugal

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O deputado Orlando Silva (PCdoB/SP) apresentou o Projeto de Lei 1270/15, para modernizar e tornar política de Estado o Plano Nacional de Assistência Estudantil (PNAES). O PL apresentado institucionaliza a assistência, de maneira que sejam garantidos direitos como alimentação, moradia, transporte e creche. O PNAES existe desde 2010 e, com sua regulamentação, serão atendidos, prioritariamente, estudantes oriundos da rede pública de educação básica ou com renda familiar de até um salário mínimo e meio. Além destes casos, terão direito ao benefício os estudantes inscritos em programas de acesso à educação superior por meio de cotas, especialmente negros e indígenas. A principal novidade desse PL é a inclusão dos pós-graduandos como beneficiários do PNAES, proposta defendida pela ANPG.

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A presidenta da Associação Nacional de Pós-Graduandos, Tamara Naiz, participou da audiência e destacou, entre outras coisas, a importância da educação com foco nas políticas de assitência para a superação das desigualdades sociais. Além disso, Tamara afirmou que “a política de assistência estudantil começou de fato com o PNAES, um programa muito reivindicado pelos movimentos educacionais. Esse PL sobre assistência apresentado pelo deputado Orlando Silva é  muito importante na medida em que torna a assistência estudantil um dever de Estado, não condicionada as vontades do governo em exercício, além de incluir os pós-graduandos como beneficiários das políticas de assistência estudantil”.

Também participaram, como debatedores a prof. Myrian Thereza de Moura Serra, presidente do Fonaprace, Vicente de Paula Almeida Jr, representando o MEC e Carina Vitral, presidente da UNE. Também esteve presente o diretor da ANPG, Gabriel Nascimento, e outros pós-graduandos de todo o Brasil.

Confira a  PL 1270/15 na íntegra clicando aqui

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Da redação com informações da Liderança PCdoB

Presidente Dilma Rousseff e ministros do governo participaram do evento. Prêmio é dado para pesquisas inovadoras do ensino médio ao doutorado

Em cerimônia no Palácio do Planalto, que contou com a presença da presidente Dilma Rousseff, os vencedores do Prêmio Jovem Cientista receberam as premiações da 28ª edição. O tema do prêmio deste ano foi “Segurança Alimentar a Nutricional”.
O Jovem Cientista foi criado em 1981 para estimular a produção de pesquisas inovadoras, do ensino médio ao doutorado. O Prêmio é promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e conta com a parceria da Fundação Roberto Marinho e o patricínio da Gerdau e BG Brasil.
Entre as pesquisas premiadas está o trabalho de uma aluna de uma escola de Ensino Médio do Rio Grande do Sul que desenvolveu um produto capaz de auxiliar o consumidor a identificar fraudes no leite.
Também foi premiado um estudo sobre a castanha-do-brasil como fonte de suplementação de selênio para idosos. O selênio é um mineral que pode ajudar a combater o Mal de Alzheimer.
Para o prêmio deste ano foram analisadas 1.920 pesquisas, sendo 341 da categoria mestre e doutor, 274 do ensino superior e 1.305 do ensino médio.
Participaram da cerimônia, além de Dilma, o ministro de Ciência e Tecnologia, Aldo Rebelo, o presidente do CNPq, Hernan Chaimovich, o presidente da Fundação Roberto Marinho e vice-presidente de Responsabilidade Social do Grupo Globo, José Roberto Marinho, a vice-presidente do Conselho do Instituto Gerdau, Beatriz Gerdau, e o vice-presidente para assuntos corportativos da BG Brasil, Paulo Macedo.
Na cerimônia, a presidente Dilma Rousseff disse que pesquisa científica é necessária para o desenvolvimento do país.
“Essa cerimônia é o 28º prêmio Jovem Aprendiz, que se transforma mais uma vez numa homenagem aos jovens, professores e instituições que se dedicam a essa questão tão importante, que é a questão da ciência. Acredito que foi a Bárbara Cardoso [uma das premiadas] que usou a expressão, a ciência transforma um país pacífico como o nosso num país que pretende cada vez mais se desenvolver”, disse a presidente.
José Roberto Marinho, em seu discurso, ressaltou a importância da pesquisa na busca por “soluções para os desafios cotidianos”. Ele lembrou ainda que o direito a uma alimentação adequada e saudável está assegurado na Constituição Federal.
“Em 2014, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura excluiu o Brasil do mapa da fome do mundo. Uma conquista que nos motiva a continuar avançando rumo a uma alimentação cada vez mais farta e saudável, tendo como base práticas alimentares que respeitem a diversidade cultural e que sejam sustentáveis”, disse.
Veja os premiados:
Categoria mestre e doutor
1º Lugar: Bárbara Rita Cardoso
Instituição: Universidade de São Paulo (USP) – São Paulo, SP;
Título da pesquisa: Efeitos do consumo de castanha-do-brasil (Bertholetia excelsa H.B.K.) sobre a cognição e o estresse oxidativo em pacientes com comprometimento cognitivo leve e a relação com variações em genes de selenoproteínas
2º Lugar: Camila Maranha Paes de Carvalho
Instituição: Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) – Rio de Janeiro, RJ;
Título da pesquisa: Proposta de avaliação do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) para municípios do estado do Rio de Janeiro
3º Lugar: Fernanda Garcia dos Santos
Instituição: Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) – Santos, SP;
Título da pesquisa: Nutrição nas enfermidades agudas, crônicas e degenerativas: o uso de recursos dietéticos na prevenção e tratamento de doenças;
Categoria Estudante do Ensino Superior
1º Lugar: Deloan Edberto Mattos Perini
Instituição: Universidade Federal da Fronteira do Sul (UFFS) – Erechim, RS;
Título da pesquisa: Modelo de agricultura urbana como inovação no processo de abastecimento de alimentos em cidades de pequeno porte;
2º Lugar: Davi Benedito Oliveira
Instituição: Universidade Federal de Itajubá (Unifei) – Itajubá, MG;
Título da pesquisa: Biossensores nano estruturados para a monitoração da qualidade do pescado.
3º Lugar: Kamila Ramponi Rodrigues de Godoi
Instituição: Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) – Campinas, SP;
Título da pesquisa: Avaliação da incorporação de fitoesteróis livres e esterificados como agentes estruturantes em bases lipídicas para aplicação em alimentos;
Categoria Estudante do Ensino Médio
1º Lugar: Joana Meneguzzo Pasquali
Instituição: Colégio Mutirão de São Marcos – São Marcos, RS;
Título da pesquisa: Detectox – Kit detector de substâncias tóxicas no leite UHT;
2º Lugar: Moises Lopes Rodrigues
Instituição: Escola Estadual de Ensino Médio Rui Barbosa- Tucuruí, PA;
Título da pesquisa: Uso de resíduos de peixe como fertilizante na agricultura familiar;
3º Lugar: Bruna Marchesan Maran
Instituição: Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) – São Miguel do Oeste, SC;
Título da pesquisa: Avaliação das propriedades funcionais tecnológicas do okara desidratado e aplicação em biscoito tipo cookie.
Fonte: G1

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Richard Santos, doutorando do Centro de Pesquisa e Pós-graduação sobre as Américas (CEPPAC), da Universidade de Brasília (UnB), é candidato a uma cadeira no Conselho Nacional de Políticas Culturais.

O estudante se diz comprometido com a inserção “do debate das maiorias minorizadas para o centro das decisões dentro desse conselho, aumentar a visibilidade da juventude negra, assim como das comunidades tradicionais”.
Além de doutorando da UnB, Richard é rapper e jornalista, tendo trabalhado na Rede Globo, na MTV e em diversas programações culturais.
Para votar, basta seguir as instruções a seguir:
Clique no link + Escolha o Distrito Federal+Vá no setor Cultura Afro-brasileira+ Veja os Candidatos e confirme Big Richard. Valeu! http://cultura.gov.br/votacultura/foruns/DF-afro-brasileiro/

Fonte: APG Ieda Delgado

*Por Iberê Marti

O Guarani Kaiowá, Semião Vilhalva, 24 anos, foi alvejado com tiro na cabeça, de maneira covarde, enquanto bebia água em um córrego, no tekohaÑanderuMarangatu, em Mato Grosso do Sul, no dia 29 de Agosto de 2015. Semião deixa mulher e filho. Entretanto,Semião não representa um caso esporádico, isolado, uma exceção. Ao contrário, é a regra. De acordo com a CPT (Comissão Pastoral da Terra), somente no ano de 2014, foi registrada 36 mortes de ativistas, em causas da terra ou do meio ambiente. Em tempos de instabilidade política, a tensão aumenta. Em 2015, Semião jáé a 26ª vítimaa compor a estatística,do autoritarismo e da violência dos “coronéis” do País. Até quando?

A construção do Estado brasileiro foisangrenta, 50 % dos negros morreram nos porões dos navios negreiros durante a travessia, e aproximadamente,90 % dos indígenas foram exterminados durante os últimos 500 anos. Na história recente, os indígenas foram os maiores vítimas da ditaduracivilmilitar, no “integrar para não entregar”. De acordo com dados da Comissão da Verdade, foram assassinados mais de 8 mil índios durante o período.

A morte no campo é uma constante, é a regra no Brasil. Durante o período de 1985 à 2011, de acordo com a CPT, foram registrados 1580 assassinatos na luta pela terra no Brasil. Destes, menos de 10 % de casos foi julgado, e apenas 6 % (94 casos) com condenação. É a certeza da impunidade que fomenta e alimenta a violência.

Semião, antes de ser covardemente assassinado, bebia água. Os fazendeiros (“coronéis”), após reunião no Sindicato, avisaram que iriam até o local para tomar a terra na “marra”. Este fato foi relatado pela própria polícia local. Que fica a pergunta, sabendo as autoridades competentes da intenção dos assassinos e do porte de armas (legal?), porque não tomaram providências? É a justiça, seguirá este caso a maioria e sequer será julgado? Ou o axioma continuará por estas terras, sendo o “progresso” sinônimo de morte e a “ordem” certeza de impunidade e injustiça – aos mais fracos!

Na organização do País, em um passado recente, o coronel dono da “Casa Grande”,mantinha a seu poder, olhos, boca e carne, referendando seus atos, a presença de um delegado e de um padre. No comercio de escravos, do século XVIII e XIX, os bancos financiavam as viagens; o estado regulamentava, distribuía e garantia segurança nas rotas; e o negro não tinha alma. Em Mato Grosso do Sul, há pouco tempo, acusavam o “urucum” (corante e condimento) de ser “bosta do capeta”, “coisa de índio”. (Será que o chocolate, feito de cacau, também é?).

A certeza de impunidade, aos “novos coronéis”, que é responsável pela liderança brasileira, no feio ranking de homicídios de ativistas. Que é amordaçada e escondida pela grande mídia, que negligencia tais fatos, e no máximo coloca em notas de rodapé, vida humana em condição de número. “Morreu mais um índio de morte morrida ou talvez matada”.

Como nós podemos repousartranquilos, em nossos travesseiros,conscientes da barbárie, do medo, da força bruta e da violência e da violação dos direitos e dignidade humana por qual passam, dia a dia, os povos de nossas terra – indígenas, quilombolas, camponeses? É preciso superar essas amarras e estruturas que garantem a conivência, a esta que não é uma guerra. Pois em uma guerra, esperasse que os dois lados tenham forças equivalentes. Aqui estamos convivendo é com o genocídio, morticínio. Onde a pólvora e a bala fingem duelar com o arco e a flecha. O estado democrático de direito não pode permitir que as coisas se resolvam na “lei da bala”, na lei do mais forte. Será Natimorto também o filho do neto de Semião?

Esperamos que o Estado brasileiro, o poder executivo, através do Ministério da Justiça, o Exército Brasileiro, a Polícia Federal continuem a atuar e garantir a segurança no local, para que não tenhamos que carregar a vergonha de enterrar outros. Mas que em especial, o Poder Judiciário, atue no sentido de julgar os crimes contra os direitos humanos e os assassinatos de ativistas no Brasil. (É a certeza da impunidade o principal agente dessas “assassinaturas”). Para que no futuro, tenhamos um País que se possa horar de civilizado, que permita aos seus filhos viver com dignidade, com respeito a vida, com direito a terra, trabalho e ao pão e em paz.

Neste contexto, a Ciência Brasileira –alunos de pós-graduação, graduação, professores, técnicos, pesquisadores, etc.-, tem que assumir seu papel de vanguarda, se posicionar, e não silenciar a conivência de assistir tais absurdos quieta. É preciso exigir o mínimo, para o momento, do Estado.

E o mínimo é dizer, em alto e bom som, para que todo coronel ouça, de sua respectiva “Casa Grande”:

– Perdão, Semião!

*Iberê Martí, Engenheiro Florestal, doutorando na UFLA, e diretor de Instituições Públicas na ANPG

Os artigos publicados não expressam necessariamente a opinião da ANPG e são de total responsabilidade dos autores.

A ANPG tem recebido relatos de atraso no pagamento das bolsas de pós-graduação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul – FAPERGS. Por esse motivo, a Associação entrou em contato com a agência que afirma que, devido à crise que o Rio Grande do Sul atravessa, soltou a seguinte nota:

“A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS) esclarece que o atraso no pagamento das bolsas de iniciação científica (BIC), de iniciação tecnológica (BITI), DTI, PVSRS, DOCFIX (editais 09/2012 e 05/2013), Complementação Pós-DOC e Pós-Doutorado em Inovação Tecnológica se deve ao contingenciamento financeiro que afeta as contas públicas estaduais. 

A FAPERGS está ciente dos transtornos causados aos bolsistas e concentra esforços para que a situação se normalize o mais rápido possível. Os bolsistas serão comunicados tão logo haja deliberação sobre novo prazo de pagamento. 
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul”

A ANPG está entrando em contato com as APGs para organizar o movimento em busca de resolução.

A Associação pede que todos os atingidos pelos atrasos nos mantenham informados.

Da redação

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Solicitada pelo deputado federal Orlando Silva (PCdoB/SP), no próximo dia 15 de setembro, às 14h, ocorrerá no Plenário 10 da Câmara dos Deputados audiência pública para debater debater as políticas de assistência estudantil e permanência do estudante na universidade.

A iniciativa responde às demandas do movimento estudantil, que foram acolhidas pelo deputado Orlando Silva que apresentou um Projeto de Lei que moderniza o Plano Nacional de Assistência Estudantil (PNAES).Acesse íntegra do Projeto de Lei aqui.

A proposta pretende atender às necessidades de um novo perfil socioeconômico do estudante de Graduação e Pós­-Graduação. O projeto institucionaliza a assistência estudantil, para que saia do papel direitos como moradia estudantil de qualidade, alimentação, transporte escolar e creches.

Entre os convidados confirmados, participarão representantes do Ministério da Educação (MEC); da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES); Da Associação Nacional de Pós-Graduandos e a União Nacional dos estudantes (UNE).

Fonte: Assessoria de Comunicação do Gabinete do Deputado Orlando Silva (PCdoB/SP)

A Universidade Federal da Bahia (UFBA) e a Universidade de Brasília (UnB) conseguiram, recentemente, liberação para o recebimento da verba do Programa de Apoio à Pós-Graduação (PROAP), da CAPES.

Através da Coordenação Geral de Desenvolvimento Setorial e Institucional, a Pró-Reitoria de Pesquisa, Criação e Inovação (PROPCI) da UFBA entrou em entendimento com a CAPES e garantiu que a posição anterior da agência, que faz referência aos cortes orçamentários que seriam sofridos pelo PROAP, foi revista, o que traz o retorno à integralidade dos valores estabelecidos no início de 2015 para o Programa.

O mesmo acontece com a UnB, que também teria um corte de cerca de 75% no orçamento para o programa. Segundo os decanatos de Pesquisa e Pós-Graduação (DPP) e de Planejamento e Orçamento (DPO) da universidade, os créditos do PROAP para a instituição serão, também, repassados de maneira integral.

Tal atitude da CAPES trará nova chance de estabilização, consolidação e ampliação da pós nas universidades.

Utilizando como exemplo o sucesso da UFBA e da UnB, a ANPG pede que o movimento de pós-graduandos do Brasil procure suas respectivas reitorias com o intuito de impulsioná-las a pressionar o governo em busca de liberação de toda a verba inicialmente combinada.

A diretoria da Associação Nacional de Pós-Graduandos enviou, novamente, ofício para a CAPES, exigindo transparência e aplicação de todos os recursos. Confira o ofício Oficio 113 CAPES PROAP

Da redação com informações da Agência UFBA e da UnB Agência

A Comissão de Educação e Cultura da Assembeia Legislativa de São Paulo, recebeu nesta terça-feira (8) entidades estudantis que apresentaram aos deputados críticas e contribuições referentes ao Plano Estadual de Educação (PEE). Tramitando em regime de urgência, o plano contém as metas e estratégias da educação no Estado de São Paulo para os próximos dez anos e sua aprovação está proposta no Projeto de Lei 1.083/2015.

O seminário que discutiu o PEE foi realizado por proposta da União Estadual dos Estudantes do Estado de São Paulo (UEE), acompanhada pela ANPG e pela UPES.

A Associação Nacional de Pós-Graduandos, representada pelo Diretor de Comunicação Marcelo Arias, propôs a ampliação da proposta de financiamento. “Se educação é prioridade, é preciso que isso esteja expresso na prática, no orçamento da Educação”, considerou. Assim como as outras entidades, ele propõem a taxação sobre a propriedade hoje isentas: IPVA sobre barcos e aviões, por exemplo. Além disso, apresentamos emendas ao plano que envolvem assistência estudantil aos pós-graduandos, cotas na pós-graduação e aumento na exigência de Mestres e Doutores nas universidades particulares.

A presidente da UEE, Flávia Oliveira, destacou a necessidade de políticas públicas que possam apoiar estudantes da classe trabalhadora que hoje podem acessar a universidade por meio de cotas ou do Programa Universidade para Todos (Prouni), além de frisar que é preciso incluir nos currículos educacionais a história dos indígenas e negros, bem como a discussão de gênero, para que seja, assim, possível combater o racismo, a homofobia e outras formas de discriminação.

Angela Meyer, da União Paulista dos Estudantes Secundaristas, considerou que para a discussão do PEE é preciso pensar a educação no Estado de São Paulo. Segundo ela, “a escola precisa formar cidadãos para a liberdade e não mais ensinar e reproduzir os processos repressivos da sociedade”.

Sobre a elaboração do PEE, falou Marilena Malvesi, representando a Secretaria de Educação. Ela tratou da encomenda feita pelo responsável pela pasta ao Fórum Estadual de Educação de São Paulo e do trabalho desenvolvido pelo Conselho Estadual de Educação e pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação.

Henrique Domingues, do Diretório Central dos Estudantes das Faculdadedes de Tecnologia de São Paulo (Fatecs), reivindicou metas mais ousadas para o ensino das escolas tecnológicas.

Também palestrante do seminário, João Palma, do Fórum Estadual de Educação, lembrou que há hoje na Assembleia três planos de educação: o PL de autoria do Executivo; a proposta original da entidade que ele representa entregue à Secretaria de Educação em março de 2015; e a proposta pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp). Segundo ele, entre estes documentos há 70% de consenso, no entanto, os 30% restantes, em que há incompatibilidades, diz respeito ao financiamento do sistema. Destacou, ainda, como importante divergência, o fato de que a proposta do Fórum acompanha o Plano Nacional da Educação quanto à universalização da educação e que, ao contrário, “os formuladores no governo do Estado, assim como as universidades estaduais, são contra as cotas”.

Além dos deputados mencionados, participaram da reunião os deputados membros da Comissão de Educação e Cultura Rodrigo Moraes (PSC) e Welson Gasparini (PSDB), e a deputada Leci Brandão (PCdoB).

Da redação com informações da Agência de Notícias da Alesp

No último domingo (6), mais de 500 lideranças estudantis secundaristas de 300 entidades brasileiras estiveram reunidas na Universidade Nove de Julho (UNINOVE), em São Paulo, para a plenária final do 15º Conselho Nacional de Entidades Gerais da UBES (CONEG).

Os delegados do 15º CONEG convocaram a realização do 41º Congresso Nacional da UBES (CONUBES), que será de 5 a 8 de novembro, em Brasília. Na ocasião, foi ainda aprovada a formação do Conselho Nacional de Eleição, Credenciamento e Organização (Cneco), que inicia o processo eleitoral do CONUBES e é aberto a todos os estudantes do ensino fundamental ao pré-vestibular e, até novembro, serão eleitos os que irão participar do Congresso. Os delegados são os que votam na eleição da nova diretoria da UBES e definem os rumos da entidade para o próximo período.

O CONEG deliberou as resoluções de Conjuntura, Movimento Estudantil e Educação que determinarão as políticas da entidade para os próximos meses. Além disso, deliberou também o resultado de ciclos de debates, conferências livres de juventude, atos políticos e intervenções.

A Secretária Geral da ANPG, Gabrielle Paulanti, participou da abertura do evento, momento em que foi destacado o papel da UBES na história do movimento estudantil e do Brasil, além da difícil organização política dos estudantes nas escolas e os desafios da educação brasileira. “Os estudantes já defenderam o petróleo brasileiro em muitos momentos da nossa história e continuarão defendendo. Além disso, o movimento estudantil tem história e memória, não aceitará golpe de nenhuma natureza, muito menos que vendam nossas riquezas em favor de interesses estrangeiros”, disse a Secretária, na ocasião.

No encontro também foi aprovada, após dois dias de debates e discussões, a carta do 3º Encontro de Mulheres (EME) da UBES, além de uma nota pelo fim da violência contra as mulheres.  Gabrielle Paulanti também participou do EME, em uma mesa que destacou a histórica luta das mulheres brasileiras, os desafios que ainda se apresentam, como a violência, a falta de direitos reprodutivos e a necessidade de uma reforma política que garanta paridade no Congresso Nacional.

“A maior parte do eleitorado brasileiro é composto por mulheres. Defender a democracia é defender o voto e a vontade das mulheres brasileiras. A maior parte de estudantes no Brasil é de mulheres, em todos os níveis educacionais. Dizer não aos cortes na educação é uma luta das mulheres”, disse.

Na ocasião, a diretora de Mulheres da UBES, Rose Nascimento, afirmou que “Os meninos precisam aprender a abrir mão de seus privilégios, porque quando uma mulher avança nenhum homem retrocede”, ao ler os textos aprovados.

O encontro se deu em meio a palavras de ordem, cartazes, bandeiras, música e comemoração.

Da redação, com informações da UBES