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Jornalista ANPG

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Ao menos 32 cidades no Brasil devem receber, nesta quinta (20), manifestações convocadas por movimentos sociais que se opõem ao impeachment de Dilma Rousseff. Entre elas há 23 capitais e o Distrito Federal. Apesar de defenderem a permanência da presidente, os organizadores alegam que a mobilização criticará medidas tomadas pelo governo federal. Os principais alvos serão o ajuste fiscal promovido pelo ministro Joaquim Levy e a Agenda Brasil, pacote de medidas propostas pelo PMDB do Senado. O manifesto do ato, divulgado na semana passada por organizações como CUT (Central Única dos Trabalhadores), UNE (União Nacional dos Estudantes) e MTST, ainda defende a saída de Eduardo Cunha da presidência da Câmara e cita pautas tradicionais da esquerda, como as reformas tributária e agrária.

Segundo a presidente da UNE Carina Vitral, o principal objetivo da manifestação será criar “um contraponto à pauta conservadora” dos protestos do último domingo, que reuniram cerca de 600 mil pessoas em todas as capitais brasileiras e no Distrito Federal, segundo a PM.

Nesta segunda, Guilherme Boulos, presidente do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), disse as manifestações não serão de celebração à presidente Dilma. “Não podemos ter uma visão simplista que dia 16 foi fora Dilma e de que dia 20 é viva Dilma porque não é”, disse Boulos.

Apesar disso, o PT também convocou sua militância para ir às ruas nesta quinta e “defender a democracia”. Em São Paulo, a organização espera que cerca de 50 mil pessoas compareçam ao Largo da Batata, de onde marcharão até o Masp. Não há estimativas para outras cidades.

Leia a íntegra do manifesto:

“MANIFESTO – Contra o ajuste fiscal! Que os ricos paguem pela crise! A política econômica do governo joga a conta nas costas do povo. Ao invés de atacar direitos trabalhistas, cortar investimentos sociais e aumentar os juros, defendemos que o governo ajuste as contas em cima dos mais ricos, com taxação das grandes fortunas, dividendos e remessas de lucro, além de uma auditoria da dívida pública. Somos contra o aumento das tarifas de energia, água e outros serviços básicos, que inflacionam o custo de vida dos trabalhadores. Os direitos trabalhistas precisam ser assegurados: defendemos a redução da jornada de trabalho sem redução de salários e a valorização dos aposentados com uma previdência pública, universal e sem progressividade.

– Fora Cunha: Não às pautas conservadoras e ao ataque a direitos! Eduardo Cunha representa o retrocesso e um ataque à democracia. Transformou a Câmara dos deputados numa Casa da Intolerância e da retirada de direitos. Somos contra a pauta conservadora e antipopular imposta pelo Congresso: Terceirização, Redução da maioridade penal, Contrarreforma Política (com medidas como financiamento empresarial de campanha, restrição de participação em debates, etc.) e a Entrega do pré-sal às empresas estrangeiras. Defendemos uma Petrobrás 100% estatal. Além disso, estaremos nas ruas em defesa das liberdades: contra o racismo, a intolerância religiosa, o machismo, a LGBTfobia e a criminalização das lutas sociais.

– A saída é pela Esquerda, com o povo na rua, por Reformas Populares! É preciso enfrentar a estrutura de desigualdades da sociedade brasileira com uma plataforma popular. Diante dos ataques, a saída será pela mobilização nas ruas, defendendo o aprofundamento da democracia e as Reformas necessárias para o Brasil: Reforma Tributária, Urbana, Agrária, Educacional, Democratização das comunicações e Reforma democrática do sistema político para acabar com a corrupção e ampliar a participação popular.

A rua é do povo! 20 de Agosto em todo o Brasil!

ASSINAM: Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) / Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) / Central Única dos Trabalhadores (CUT) / Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) / Intersindical – Central da Classe Trabalhadora/ Federação Única dos Petroleiros (FUP) / União Nacional dos Estudantes (UNE) / União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) / Rua – Juventude Anticapitalista / Fora do Eixo / Mídia Ninja / União da Juventude Socialista (UJS) / Juntos / Juventude Socialismo e Liberdade (JSOL) / Associação Nacional de Pós Graduandos (ANPG) / Federação Nacional dos Estudantes do Ensino Técnico (Fenet) / União da Juventude Rebelião (UJR) / Uneafro / Unegro / Círculo Palmarino / União Brasileira das Mulheres (UBM) / Coletivo de Mulheres Rosas de Março / Coletivo Ação Crítica / Coletivo Cordel / Serviço Franciscano de Solidariedade (Sefras) / Igreja Povo de Deus em Movimento (IPDM)”

Fonte: Bruno Fávero/FolhaPress

Simpósio terá presença dos presidentes da ABC, da ANM e da SBPC

O simpósio “Financiamento à pesquisa e à pós-graduação: problemas e perspectivas face à nova realidade econômica” será realizado no dia 20 de agosto de 2015, às 18 horas, no Rio de Janeiro.

Organizado pela Academia Brasileira de Ciências (ABC), pela Academia Nacional de Medicina (ANM) e pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), o evento tem o objetivo de promover debates entre os membros da comunidade científica e definir uma agenda de propostas que apoiem a pesquisa e a pós-graduação.

Jacob Palis, da ABC, Francisco Sampaio, da ANM, e Helena Nader, da SBPC, estarão representando as entidades que dirigem e participando das sessões de debates. Um grupo de trabalho será designado para a redação do documento com conclusões da discussão.

O simpósio ocorrerá na sede da ANM, que fica na Av. General Justo, 365, no centro do Rio de Janeiro.

Para participar é necessário encaminhar e-mail para [email protected]. O evento é gratuito.

Mais informações: www.abc.org.br/article.php3?id_article=4324.

Fonte: Agência Fapesp

mesa gabrielle e debora foghel

Na segunda- feira (17), aconteceu, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o simpósio entitulado “O Pós-Graudando e a produção de conhecimento científico no Brasil”. O evento fez parte das comemorações de 70 anos do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (IBCCF), da própria Universidade e foi promovido pelo Programa de Biofísica Ambiental, localizada no Centro de Ciências da Saúde, na Ilha do Fundão. O objetivo do encontro foi discutir o papel do conjunto de pós-graduandos no desenvolvimento científico e tecnológico do Brasil.

A Prof. Débora Foguel, do Instituto de Bioquímica Médica Leopoldo De Meis e uma das convidadas do Simpósio, apresentou os resultados de sua pesquisa “Avaliação do perfil de Pós-graduando da UFRJ: Novos desafios para a Pós-graduação?”, que buscou traçar o perfil socioeconômico, acadêmico e profissional dos pós-graduandos da Universidade. Segundo os dados levantados pela Professora, a maior parte dos intercâmbistas da pós-graduação na instituição são provenientes de outros países da América Latina e mais de 70% é do próprio Rio de Janeiro. Além disso, por volta de 55% dos alunos de pós da UFRJ são oriundos da educação privada, não pública, o que prova o perfil elitista dos PGs. Segundo Débora, mais da metade dos pós-graduandos entrevistados acredita que é possível fazer pós e trabalhar concomitantemente.

A Secretária Geral da ANPG, Gabrielle Paulanti, também participou do simpósio, com o tema Documento de diretos e deveres dos Pós-graduandos: De onde veio? Onde estamos? Para onde queremos ir?”, e falou sobre o perfil dos pós-graduandos no Brasil, das questões sobre assistência estudantil e de todos os pontos da Campanha por Mais Direitos, além de dados da GEOCAPES, que mostra grande concentração de cursos e verbas de pós-graduação no Sudeste, o que demonstra enorme falta de simetria com relação ao resto do país.

O documento de Direitos e Deveres dos Pós-Graduandos, elaborado por pós-graduandos do Brasil inteiro e referendado no último Congresso da ANPG, também foi apresentado. “Continuaremos refinando o documento no CONAP desse ano”, disse Gabrielle.

“O debate foi muito importante e o questionário da Professora Débora ajudou a esclarecer muitas coisas. Tal pesquisa deveria ser feita em nível nacional, pois, mesmo que tenha sido feito somente baseado na Universidade Federal do Rio de Janeiro, trouxe dados reveladores e vários indicativos do elitismo da pós-graduação, além de mostrar que boa parte do pós-graduandos trabalham além das suas pesquisas. Esse tipo de estudo é importante para termos noção de como está a situação dos pós-graduandos, para que possamos avançar nas nossas pautas e poder propor melhores soluções para a pós-graduação no Brasil”, completou.

O simpósio teve como objetivo discutir a pós-graduação, a partir da perspectiva do pós-graduando, como elemento central na produção do conhecimento e no avanço da ciência brasileira, uma vez que a maior parte dos trabalhos científicos e publicações brasileiras é realizada ou passa pelas mãos de pós-graduandos e pós-doutorandos. “O simpósio foi fundamentado por dados publicados pela CAPES e por outros consultores internacionais, mostrando que a pós-graduaçao brasileira vem crescendo de maneira importante, variando de duas a três vezes o número de publicações e de formação de doutores e mestres em relação a outras épocas. Isso mostra que, sem dúvida, o pós-graduando é uma força motriz importante na produção de conhecimento e avanço da ciência brasileira. O objetivo é justamente mobilizar os pós-graduandos a discutirem seu papel, além da discussão do seu objeto de pesquisa, já que esquecemos muitas vezes de discutir o cenário em que se insere a produção da nossa pesquisa”, disse Felippe Mousovich, representante discente do programa de fisiologia e um dos responsáveis pela atividade.

As atividades em comemoração dos 70 anos do Instituto continuarão durante todo o semestre. A cada mês, um programa do IBCC estará responsável por um calendário de programação. Em agosto, o programa de biofísica e de fisiologia estão responsáveis pela programação, que acontece toda semana, sempre a partir das 12 horas, no Auditório Hertha Meyer, do IBCC.

Mais informações podem ser encontradas no site: http://www.biof.ufrj.br/pt-br/noticia-completa/1193

Da redação

Preocupada com as dificuldades enfrentadas pelos pós-graduandos, especialmente aqueles oriundos de famílias de baixa renda, a deputada Alice Portugal protocolou requerimento na presidência da Câmara dos Deputados, solicitando o envio de indicação ao ministro da Educação, Renato Janine, para a adoção de medidas a fim de ampliar os direitos dos pós-graduandos. Na última terça-feira (11), Alice realizou audiência pública, na Comissão de Educação da Câmara, que discutiu justamente a pauta de reivindicações dos pós-graduandos. O evento contou com a presença de alunos de 18 universidades brasileiras.

Nesta solicitação ao ministro da Educação, Alice destaca algumas reivindicações apresentadas pelos pós-graduandos na audiência pública, como a valorização das bolsas e estabelecimento de mecanismo de reajuste anual; a garantia de Assistência Estudantil para os pós-graduandos, com direito à moradia, restaurante universitário e passe-livre estudantil, resguardados os mesmos critérios adotados pelas instituições universitárias para a definição de quem deve receber tais benefícios; melhores condições de pesquisa, com a instituição da 13ª Bolsa de Pesquisa; direito a afastamento por razões de saúde; e licença maternidade remunerada de 180 dias e licença paternidade.

Além disso, a deputada protocolou um requerimento de informações ao ministro Janine sobre o corte de direitos de professores doutorandos e mestrandos. Na audiência, professores denunciaram o corte do direito às férias acrescidas de um terço.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Deputada Alice Portugal

A Associação Nacional de Pós Graduandos (ANPG)  manifesta-se contrário a qualquer tentativa de extinção ou privatização da Fundação Zoobotânica do Estado do Rio Grande do Sul (FZB/RS). Tal fundação possuí extrema importância na  pesquisa técnico-científica relacionados à manutenção e aprimoramento das coleções que tratam dos patrimônios biológicos e paleontológicos, bem como na permanência junto ao Jardim Botânico e ao Jardim Zoológico, como peças fundamentais para a educação e a conservação da biodiversidade do Estado. É importante lembrar que a Fundação desenvolve projetos científicos em colaboração com as  Universidades do Estado do Rio Grande do Sul, sendo parceira na formação de recursos humanos em nível de graduação e pós-graduação.
Da mesma forma, defendemos a Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde (FEPPS), que também está ameçada pela atual política do Governo do Estado do RS. A FEPPS executa serviços essenciais de saúde pública, atividades fins da Secretaria Estadual da Saúde. Possui em sua estrutura o Laboratório Central do Estado (Lacen) e 16 laboratórios regionais, seis hemocentros, Clínica de Hemofilia, Centro de Informações Toxicológicas (CIT) e o Centro Avançado de Diagnóstico em Saúde. Igualmente à FZB/RS, é parceira das Universidades na formação de recursos humanos em nível de graduação e pós-graduação.
Os pós-graduandos do RS não devem aceitar a extinção das fundações de pesquisa públicas. A ANPG solidariza-se com a causa, apoia todos os grupos e coletivos que se colocam em luta pela manutanção das Fundações e orienta todos pós graduandos à somarem-se às lutas.

No dia 11 de agosto, quando se comemora o Dia do Estudante no Brasil, a Associação Nacional de Pós-Graduandos esteve acampada em frente ao Ministério da Educação, onde ficou até quarta-feira (12), com o objetivo de pressionar o governo pela reversão dos cortes na Educação, Ciência e Tecnologia, especialmente, os cortes nas verbas de custeio da Capes e a paralisação da concessão de novas bolsas em algumas modalidades.

Como parte da mobilização, atos foram feitos em diversas universidades brasileiras. Os pós-graduandos de diversas mobilidades se reuniram em diferentes mobilizações para discutir a Campanha por Mais Direitos e a busca por melhorias.

Confira os relatos dos atos nas universidades brasileiras:

Pós-graduandos da UFBA se somam à entidades estudantis e realizam ato sobre os cortes orçamentários

UFSM promove Assembleia e elabora carta para Reitor

Pós-graduandos da UFS se mobilizam na universidade contra os cortes

Ato na UFPA demonstra descontentamento com política de cortes e denuncia golpe contra a democracia

Panfletagem na UESC chama a atenção para cortes orçamentários e audiência pública em defesa da pós-graduação

FiocruzRJ discute direitos dos pós-graduandos e cortes na educação

Pós-graduandos da USP Ribeirão Preto se mobilizam em discussões sobre a importância da pesquisa para e na sociedade

Intervenção da ANPG em assembléia do SINTUF destaca luta contra os cortes

Pós-graduandos da USP Capital se mobilizam em dois atos contra os cortes e por mais direitos

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O concurso de comunicação criativa EURAXESS Science Slam Brazil tem como objetivo fazer com que os pesquisadores, a partir do mestrado, apresentem suas pesquisas de maneira criativa para colegas e leigos em um ambiente descontraído. Todas as áreas do conhecimento, inclusive as ciências sociais e humanas, serão contempladas na competição.
Os cinco melhores candidatos serão convidados a participar da final no Rio de Janeiro, no dia 22 de outubro de 2015, e o vencedor ganha uma viagem para a Europa, onde se reunirá com representantes  da Comissão Europeia e financiadores, além de visitar o instituto europeu de pesquisa que quiser.
A candidatura deve ser feita até o dia 15 de setembro.
Mais informações no site do evento: https://scienceslambrasil.splashthat.com/
#SCIENCESLAMBRAZIL
Da redação

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Nesta quinta-feira (13), a Presidenta Dilma Roussef recebeu lideranças dos movimentos sociais no Salão Nobre do Palácio do Planalto. Representantes de mais de 50 entidades da sociedade civil se reuniram com a presidenta em um ato pela democracia e em apoio à sua gestão. O evento, batizado de “Diálogo com Movimentos Sociais Brasileiros”, teve cerca de 1500 inscritos. Proposto pelas centrais sindicais e demais movimentos, o ato faz parte de um processo de diálogo permanente entre governo e sociedade civil. É, também, uma resposta do Governo ao desgaste que tem enfrentado com medidas impopulares, como os cortes na educação e na ciência e Tecnologia.

Recebida por gritos de “Não vai ter golpe”, Dilma se encontrou pelo segundo dia consecutivo com os movimentos sociais. Na quarta-feira (12), o encontro foi no Estádio Mané Garrincha com o movimento rural no encerramento da Marcha das Margaridas. “Iremos para as ruas, entrincheirados, de armas na mão, se atentarem contra a democracia e contra o Mandato da Presidenta Dilma”, disse Wagner Freitas, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em apoio à permanência de Dilma no poder.

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O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo, também demonstrou repúdio aos pedidos de impeachment da presidenta: “Aqueles que perderam a eleição querem assumir de qualquer jeito. É hora de recompor nosso exército, um exército em defesa da democracia, da Petrobrás, da Educação pública.

Apesar do apoio da platéia, a política econômica do governo não foi poupada de críticas. Antes da descida de Dilma, diversas palavras de ordem como “Ô Levy, fala pra tu, volta para o Bradesco ou para o Banco Itaú” e “Fora já! Fora já daqui! O Eduardo Cunha junto com o Levy” foram entoadas.

Carina Vitral, presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), relembrou, já no diálogo, que a entidade foi uma das responsáveis pela derrubada do ex-presidente Fernando Collor, atual senador pelo PTB/AL. “Os amigos são aqueles que falam o que precisa ser dito. E nós estamos aqui para dizer que a educação deveria ser poupada dos ajustes fiscais”, disse Carina, em nome das entidades estudantis. Dilma, em resposta, afirmou que a entidade deu contribuição fundamental ao Brasil ao defenderem o Pré-Sal para a Educação.

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Guilherme Boulos, presidente do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST), utilizou sua fala para criticar o ajuste fiscal, assim como Carina, e que “essa turma Leblon, dos Jardins, do Lago Sul, não representam a sociedade brasileira”, como referência à bairros de elite do Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, respectivamente.  “Não aceitamos que o povo pague pela crise. Se é pra ajustar, ajuste sobre aqueles que nunca foram ajustados: que se taxe as grandes fortunas e o lucro dos bancos”, completou.

Dilma afirmou, já em seu discurso, que lutará com todas as forças para manter a Lei de Partilha em seu governo. “Faremos o possível para tirar o Brasil dessa situação rapidamente. Não só para evitar retrocessos, mas para avançar na conquista de direitos. Não me basta sermos a sétima economia. enquanto persistirem desigualdades, não seremos uma nação desenvolvida. para isso, precisamos ampliar a participação  do povo, distribuir renda e riqueza. Não tenham dúvidas de que sei que lado estou. Posso ter errado, melhorado, piorado. mas nunca mudei de lado “, afirmou.

No evento, estiveram presentes, além da ANPG, UNE, CUT, MTST e CTB, entidades como Contag, FETRAF, UJS e Federação Única dos Petroleiros, e diversos ministros.

Da redação, com informações d’O Globo e da EBC

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No dia 11 de agosto, quando se comemora o Dia do Estudante no Brasil, a Associação Nacional de Pós-Graduandos esteve acampada em frente ao Ministério da Educação, onde ficou até quarta-feira (12), com o objetivo de pressionar o governo pela reversão dos cortes na Educação, Ciência e Tecnologia, especialmente, os cortes nas verbas de custeio da Capes e a paralisação da concessão de novas bolsas em algumas modalidades.

Como parte da mobilização, atos foram feitos em diversas universidades brasileiras. Os pós-graduandos de diversas mobilidades se reuniram em diferentes mobilizações para discutir a Campanha por Mais Direitos e a busca por melhorias.

O comando de greve dos pós-graduandos da UFBA e a APG UFBA, somados à luta pela reversão dos cortes orçamentários orquestrados pelo ministro Levy e à defesa de mais verbas para o MEC e MCTI, se somaram ao chamado da ANPG e realizaram, no dia 11/08, panfletagem na praça do Campo Grande, no centro da cidade, somados às entidades estudantis DCE UFBA e UNE, ao comando de greve dos professores e a APUB (Associação dos Professores Universitários da Bahia), que também pautam a defesa da universidade pública, gratuita, de qualidade, laica e socialmente referenciada e a luta pela reversão dos cortes orçamentários.

Da redação com informações da APG UFBA

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O 4º Salão Nacional de Divulgação Científica da ANPG, realizado entre os dias 12 e 17 de julho, na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), contou com vasta programação, que incluíram debates acerca do Financiamento da Ciência Brasileira, duas conferências, uma mostra científica e atos políticos contra os cortes orçamentários na Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação, além de programação cultural diversificada e a comemoração dos 29 anos da entidade.

Com tão vasta programação, não poderia ser diferente que os ex-presidentes da Associação Nacional de Pós-Graduandos estivessem presentes nos debates, prestigiando o evento.

Elisangela Lizardo, doutora em Educação: História, Política, Sociedade pela PUC-SP, foi nossa presidenta durante a gestão 2010-2012, e esteve presente durante todos os dias do 4º Salão Nacional de Divulgação Científica. Em entrevista à nossa equipe, ele comenta as lutas de sua gestão, a situação do Brasil e a luta dos pós-graduandos. Confira:

Quais foram as principais lutas empreendidas durante a sua gestão? 

Nossa gestão enfrentou desafios importantes, dando continuidade a lutas e bandeiras históricas e ao mesmo tempo buscando um diálogo com pautas recentes do movimento nacional de pós-graduandos.

O Congresso em que fui eleita, já marcou um novo tempo da pós-graduação no Brasil. Com o tema” A ciência não está de braços cruzados,e você?” o congresso da ANPG saiu de um patamar de 100 delegados para 600 participantes com 322 delegados eleitos de todas as regiões do país e uma mostra científica com mais de 100 trabalhos pelos corredores da UFRJ. Foi um congresso estatutário que buscou conectar a ANPG e o Movimento Nacional de Pós-Graduandos (MNPG) a nova realidade da universidade e da pesquisa no país.

Logo nos primeiros meses aprovamos a licença maternidade para as pós-graduandas. Bandeira história do MNPG e de significativa relevância para a pós-graduação brasileira que conta com mais de 50% do seu público feminino.

Durante nossa gestão também enfrentamos batalhas importantes na garantia dos direitos dos pós-graduandos e pós-graduandas, além da aprovação da licença maternidade a ação da diretoria da ANPG frente aos cortes de bolas resultantes da portaria CAPES que previa o acumulo de vinculo empregatício foi fundamental. Nesse momento,muitos pós-graduandos de todo pais acordaram com a notícia do corte de suas bolsas, enfrentamos esse problema de frente,dialogando com a CAPES, com os programas, mas também tomando medidas legais e políticas para reverter qualquer abuso e danos aos andamento do trabalho destes jovens pesquisadores.

Integramos mais uma vez a comissão de elaboração e acompanhamento do Plano Nacional de Pós-Graduação.

Histórica também foi a conquista do assento da ANPG no Conselho Deliberativo do CNPq. Muitas outras gerações de dirigentes da ANPG reividicaram esse espaço como uma forma de aproximação entre os gestores da Politica nacional de pós-graduação e aqueles que estão na ponta de sua execução. Essa conquista é resultante do traabalho de todas essas gerações que nos antecederam.

Mas sem dúvida a maior vitória da nossa gestão foi a conquista do reajuste de bolsas  de mestrado e doutorado congeladas ha 4 anos. Digo que foi a maior vitória porque ela foi coletiva. A ANPG, as APGs e pós-graduandos de todos os países fizeram greve, paralisaram suas atividades em protesto aos baixos valores das bolsas de pós-graduação. Uma bonita campanha que com o vídeo ” A minha bolsa não aumentou” ( https://www.youtube.com/watch?v=KECaIJO9EPg  ) questionava a desvalorização do trabalho do pós-graduando e pós-graduanda e exigia #ReajusteJá!

Encerramos nossa gestão, apresentando nossa indignação aos presidentes da CAPES e CNPq no Congresso da ANPG em SP e ouvindo deles o compromisso de reajuste de 20% das bolsas, 10% imediatamente e os outros 10% no segundo semestre.

Comente a situação do país durante sua gestão? 

O País passava por um momento de consolidação da sua democracia participativa. Espaços de diálogo entre sociedade civil e governo se consolidando como por exemplo as conferências temáticas. Participamos das Conferências Nacionais de Ciência e Tecnologia, Educação e Juventude, nesta última contribuímos diretamente na organização. A comunidade acadêmica científica travou batalhas importantes como a discussão da destinação dos recursos do fundo social do pré–sal pra educação, ciência e tecnologia e inovação. A ANPG apresentou uma carta de propostas aos candidatos à presidência da república, defendendo maiores investimentos para a educação e c&T, destinação de 2% do PIB para C&T e recomposição do FNDC, assim com tantas outras pautas em defesa da educação, ciência e tecnologia para o desenvolvimento econômico e social do país.

Como você vê a ANPG antes e como enxerga agora?

O professor e Ex-Ministro Marco Antônio Raupp, costumava nos dizer que a ANPG é a SBPC do futuro. Isso muito nos lisonjeia, uma vez que a SBPC é a principal sociedade científica da América Latina, que agrega os “amigos da ciência”. Penso que a ANPG se consolida no cenário nacional, já se avizinhando dos seus 30 anos, de uma maneira singular.Comprometida com o desenvolvimento científico e tecnológico que promova o progresso e a inovação,a ANPG reivindica que esses avanços sejam destinados especialmente para um desenvolvimento mais justo de todas as classes sociais. Uma ciência inovadora carece de  pensamento questionador, revolucionário e os jovens da ANPG, mesmo com toda a responsabilidade para com suas pesquisas, mantem essa alegria e desejo de transformação. Costumamos dizer que a ANPG é uma entidade híbrida, científica e política, uma vez que avança significativamente em seus instrumentos científicos como as mostras e revista científica, mas na minha opinião a ANPG é sobretudo uma entidade política, representativa, que luta pelos direitos dos pós-graduandos do Brasil.Essa é sua principal missão e a atual gestão tem cumprido essa missão com maestria.

Na sua opinião , quais os principais avanços na luta dos pós-graduandos ao longo dos 29 anos da ANPG?

A concretização de uma política permanente  de valorização da pesquisa e dos pesquisadores brasileiros. Essa é a pauta que permeia toda a vida da entidade. Antes mesmo da fundação da ANPG, quando o Movimento de pós-graduandos se encontrava nas Reuniões Anuais da SBPC , esta pauta estava presente. É preciso enfrentar com ousadia  essa demanda. Toda a comunidade científica deveria se envolver na aprovação de um estatuto da pós-graduação brasileira que contemplasse a valorização dos pesquisadores, desde a iniciação científica até os pesquisadores seniores.

Comente a atual situação em que passa o Brasil e quais são os desafios que a ANPG precisará enfrentar nos próximos tempos na luta por mais direitos para os pós-graduandos?

Brecht compôs um poema, que gosto muito, “Aos que vieram depois de nós”, ele começa assim:

“Realmente, vivemos tempos muito sombrios!
A inocência é loucura. Uma fronte sem rugas
denota insensibilidade. Aquele que ri

ainda não recebeu a terrível notícia
que está para chegar (…)”

Esse poema era parte da crítica contumaz de Brecht ao nazismo. Realidade distante da sociedade democrática em que vive o Brasil neste começo de século. Apesar disso, me chama a atenção uma forte presença de posicionamentos nebulosos, um tanto quanto obscurantistas que questionam a consolidação da democracia, da liberdade de expressão, que difundem intolerância, preconceito e que distancia os cidadãos de uma consciência libertadora. Pensamento esse,que não coaduna com tempos de esclarecimento e progressos para os quais a ciência tanto tem contribuído. Me junto àqueles que consideram que a ciência, tal como a política não é neutra e que devemos sempre avançar, rumo ao pensamento livre, a uma formação emancipadora, a uma sociedade capaz de inovar na ciência, na tecnologia  e especialmente na sua própria organização social.

Como desafios para o próximo período, desejo à ANPG vida longa e muita ousadia para combater o bom combate!

“Não chores, meu filho; Não chores, que a vida É luta renhida: Viver é lutar. A vida é combate, Que os fracos abate, Que os fortes, os bravos Só pode exaltar”

(Canção do Tamoio – Gonçalves Dias)

Confira as entrevistas com outros ex-presidentes da ANPG:

Especial ex-presidentes no 4o Salão – Hugo Valadares

Especial ex-presidentes no 4o Salão – Luana Bonone

Da redação