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Grupo de trabalho sobre financiamento adequado do SUS, com Dalmare Sá ao centro

Foto: Eduardo Paulanti

Nesta quarta-feira (04), durante a 9ª Bienal da UNE, aconteceram discussões sobre saúde pública no Brasil, parte do seminário coordenado pela ANPG, “Educação, saúde e desenvolvimento: a juventude por mudanças na saúde do Brasil para cuidar bem das pessoas”, que ocorreu no dia anterior (03), na Fundição Progresso, Rio de Janeiro.

Os grupos de trabalho temático (GTT) deveriam discutir e levantar três propostas para a saúde pública brasileira, a partir de um embasamento teórico. Coordenados pelo Diretor de Saúde da Associação Nacional de Pós-Graduandos, Dalmare Sá, que também esteve presente em um dos grupos, os quatro GTTs  foram divididos entre os temas ‘Financiamento adequado do Sistema Único de Saúde’; ‘Valorização do Trabalho e Educação em Saúde, Ciência, Tecnologia e Inovação no SUS’; ‘Fortalecimento da participação e controle social na saúde’ e ‘Direito à saúde com ampliação do acesso e atendimento de qualidade’.

As propostas debatidas pelo grupo de Dalmare, que também é residente em Saúde Mental da UFS, tinha como tema o financiamento adequado do SUS, e passam pelo aumento do investimento do Produto Interno Bruto brasileiro de cerca de 4% para 10%. “Nossa proposta traz necessidade de uma auditoria da dívida pública, pois essa pode comprometer o financiamento adequado do Sistema Único de Saúde”, afirma. Segundo ele, os países desenvolvidos que teriam sistemas universais de saúde de qualidade chegam a investir de 10 a 15% em saúde pública. As outras propostas permeiam a participação dos jovens na saúde, buscando ideias novas para rejuvenescer a militância. “Trabalhamos em propostas que atenderiam a maioria e aumentariam as formas de participação juvenil nos espaços”, completa Dalmare.

O segundo grupo debateu pensamentos relativos ao controle e participação social na saúde. Segundo uma das coordenadoras, Manoela Mathias, as propostas dos presentes consistiam em estimular a participação da sociedade geral, mas principalmente a dos pós-graduandos, o que influenciaria diretamente nas políticas de saúde. “Apresentamos a proposta de uma conferência livre de estudantes, unindo UNE e ANPG, para podemos pensar em maneiras que ajudariam no debate da 15ª Conferência Nacional de Saúde”, afirma a mestranda da UERJ. Para ela, a sociedade estaria distante dos mecanismos de participação social na área de saúde. “Acreditamos que o SUS foi uma conquista do povo brasileiro e que devemos tensionar as bases para efetivamente construir políticas maiores”, finaliza.

Já o grupo relativo a discussões da valorização do trabalho e educação em saúde criaram propostas baseadas em formação dentro do próprio SUS, percorrendo todos os níveis de ensino dos profissionais da área. “Trabalharíamos com a questão da interdisciplinaridade em processos ativamente ligados à sociedade e que entrem em contato com o SUS na realidade”, afirma Claudimar Amaro, pós-graduando da USP Ribeirão Preto e um dos coordenadores do grupo, “com as discussões, percebemos que existe um déficit na formação quando se fala do que é ensinado teoricamente e a verdadeira prática do SUS, portanto acreditamos que desde os primeiros anos da graduação, o estudante tenha essa vivência, mesmo que não em toda sua complexidade”, diz. Segundo ele, tal ação traria uma ressignificação do futuro profissional e  combateria o impulso da especialização precoce. “É a relação de saúde que vai além do biológico e se torna uma intervenção da pessoa no seu contexto dentro da sociedade”, completa Claudimar.

O último grupo de trabalho tinha como tema o direito à saúde e a ampliação do acesso, e trouxe pautas que buscam garantir o acesso universal ao cuidado. “Consideraríamos os coletivos da sociedade, como os moradores de rua, a população LGBT, os soropositivos, entre outros”, diz Marianne Rocha, da APG FIOCRUZ . Segundo ela, a proposta traria a criação de estratégias que garantiriam um atendimento médico mais humanizado e diferenciado, “mas respeitando a questão da universalização do sistema”, completa. Além disso, o grupo também discutiu propostas acerca da melhor capacitação do profissional e uma melhora na informação. “A ideia é introduzir nas escolas de ensino médio a questão da saúde, para que os mais jovens passassem a entender mais cedo a importância da participação do cidadão na sua construção”, finaliza Marianne.

As ideias surgidas nos debates entre os presentes irão compor uma carta à sociedade, com propostas de diretrizes da juventude para a juventude e a construção de conferências futuras, além de criar um documento de orientação às diversas entidades estudantis para a 15ª CNS, sendo, também, um possível estopim para a criação de novas políticas públicas.

Por Magdalena Bertola, do Rio de Janeiro

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04/02/2015 – Primeiro dia do seminário “Educação, Saúde e Desenvolvimento” traz debates sobre a universalização da saúde

Dia 01/02: Domingo
14h – Abertura do credenciamento
Dia 02/02: Segunda
9h – Continuação do credenciamento
9h30m –  Mesa-tema: “A internacionalização da Ciência brasileira: Realidades e desafios”
Convidados: Armando Zeferino Milioni – Paulo Sérgio Lacerda Beirão – Diretor de Cooperação Institucional do CNPq; Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI.
Dia 03/02: Terça – feira
9h30m – Mesa: “Internacionalização, formação e contratação de recursos humanos e questão das Organizações Sociais na política nacional de desenvolvimento científico”
Convidados: Igor Barros Cavalcante – Coordenação de Ações Internacionais do Programa Ciência sem Fronteiras; Hélio de Mattos Alves – Professor da UFRJ; Olgaíses Cabral Maués – Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES); Representante da Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Educação*
14h – Reunião de lideranças estudantis na América Latina e da Frente Afro-Latina de Estudantes no Brasil.
Dia 04/02: Quarta – feira
9h30m –  Mesa: “Impactos sociais e econômicos da cooperação e do desenvolvimento cientifico e tecnológico no cenário internacional”
Convidados: Ildeu de Castro – Conselheiro da SBPC; Manuel Marcos Maciel Formiga – Chefe de Assessoria de Assuntos Internacionais do MCTI; Jerson Lima Silva – Academia Brasileira de Ciência; Omar Andrés Gomez Orduz – Representante da Asociación Colombiana de Estudiantes Universitários (ACEU)
Dia 05/02: Quinta – feira
9h30m –  Mesa: “Integração, internacionalização e mobilidade cientifica e acadêmica na educação superior”
Convidados: Álvaro Maglia – Secretário Executivo da Asociación de Universidades Grupo Montevideo (AUGM); Ricardo Guardia Lugo – Organización Continental Latinoamericana y Caribeña de Estudiantes (OCLAE); Alfredo M Gomes; Alfredo M. Gomes* – ANPED; Luiz Cláudio Costa* – Secretário Executivo do MEC; Roberto Kant de Lima* – Pró-Reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação da UFF (Proppi); Antonio Claudio Lucas da Nóbrega* – Vice-Reitor da UFF.
Dia 06/02: Sexta – feira
9:30h – Encerramento do Seminário e Culturata da 9°Bienal de Arte, Ciência e Cultura.
*Palestrantes a confirmar
 
Todos os dias das 15h às 17h haverá grupos de discussão sobre a mesa do dia.
Local: Escola Superior de Desenho Industrial da UERJ: Rua Evaristo Veiga, 95 – Lapa / Rio de Janeiro

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Tamara Naiz, presidenta da ANPG, na abertura do Seminário “Educação, Saúde e Desenvolvimento: a juventude por mudanças na saúde para cuidar bem das pessoas”

Fotos por Eduardo Paulanti

Na manhã dessa terça-feira (03) teve início o seminário “Educação, saúde e desenvolvimento: a juventude por mudanças na saúde para cuidar bem das pessoas”, organizado pela ANPG e pelo Fórum Nacional de Pós-Graduandos em Saúde durante a 9ª Bienal da UNE. O seminário, seguido de debate com o público, foi realizado na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro, e terá continuação hoje (04) a partir das 10 horas.

Com o debate acerca da qualidade do serviço público no Brasil e a reforma sanitária que trouxe o Sistema Único de Saúde (SUS), o evento contou com a presença da Presidenta do Conselho Nacional de Saúde, Maria do Socorro de Souza, a professora da UFRJ e representante da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO), Ligia Bahia, e com o Secretário de Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde, Hêider Aurélio Pinto. O seminário foi dirigido por Dalmare Sá, diretor de Saúde da ANPG.

Abrindo as discussões, Maria do Socorro afirmou que o tema da mesa dialoga com o tema da Bienal, ‘Vozes do Brasil’ e evidencia duas políticas públicas fundamentais para o desenvolvimento do país. Reconheceu falhas do movimento de saúde em politizar a sociedade para suas pautas e destacou a necessidade de fazer a disputa simbólica resistindo aos ataques à educação pública e ao SUS. Além disso, a presidenta do CNS defende a ampliação da concepção da saúde, abrangendo discussões sobre drogas, aborto, violência, discriminação, preconceito, sexualidade, reforma agrária, alimentação saudável e passando a enxergar a saúde como promoção da vida. Reforça a importância de realizar esta defesa frente a uma ideologia que vê a saúde como negócio e desestabiliza o papel do estado na garantia desse direito. Ao final, reclamou da ausência da juventude nos espaços de representação do movimento de saúde e convocou os estudantes a estarem dentro destes movimentos para lutar por essas mudanças.

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Da esquerda para a direita: Ligia Bahia, Dalmare Sá e Heider Aurélio Pinto

Continuando o seminário, Hêider Aurélio afirmou que existe um conjunto de questões simbólicas em disputa no momento atual, com o avanço de forças conservadoras. Defendeu reforma política e do fim do financiamento empresarial de campanhas, mudanças no sistema tributário com impostos regressivos e taxação do capital e o fim dos monopólios das comunicações. Destacou os resultados do programa ‘Mais Médicos’, que teria levado a atenção básica a 50 milhões de brasileiros, e afirmou que um de seus legados seria o de mudar a representação social do que é ser médico. “Ser médico não é ser distante das pessoas. Ser médico é construir um cuidado com o outro em função das necessidades do outro”, diz. Adicionalmente, ressaltou que a lei amplia a perspectiva de mudanças na formação dos médicos, orientado-a para a atenção básica. Enfatizou a importância do debate sobre a formação da graduação com a UNE e a dos residentes com a ANPG, principalmente com o início do programa ‘Mais Especialidades’. Sobre este último, afirmou a necessidade de alterar a lógica de pagamento por procedimentos, não respeitando os cidadãos como sujeitos no seu contexto.

Danto sequência às falas, Ligia Bahia convidou os estudantes a participarem do seminário da ABRASCO e fez severas críticas ao governo, que teria aberto o SUS ao capital estrangeiro. Afirmou que não é preciso estar alinhado com o governo para ser a favor do SUS. Falou de pautas ligadas à juventude, defendendo a legalização do uso da maconha, mas criticando o patrocínio de festas estudantis por cervejarias, que estimulariam o alcoolismo. Também enalteceu a luta pela diversidade sexual nas universidades, que hoje tem grupos que discutem a convivência e rituais de passagem. Sobre a formação do profissional em saúde, criticou o programa ‘Mais Médicos’, pois seria insuficiente e não discute a carreira do profissional. “Carreira não é dinheiro, carreira é identidade, é gostar de ser da saúde. Em seguida, teceu críticas à Conferência Nacional de Saúde, que teria membros cooptados pelo governo, que não reconheceria os empresários da saúde como inimigos e sim setores da sociedade. Ressaltou que a energia das pessoas deve ser colocada a favor da transformação da sociedade brasileira, reconhecendo avanços na área da saúde como a liberação da maconha para uso medicinal. Ao final, declara acreditar que a sociedade brasileira não é conservadora e não é inimiga do público.

Após as intervenções dos convidados, Dalmare faz algumas considerações, ressaltando a importância do debate neste ano em que ocorre a Conferência Nacional e que determina o plano de saúde para os próximos quatro anos. Reconhece a precarização do trabalho no SUS, mas acredita no potencial e nos trabalhadores da rede pública, que lutam para elevar a qualidade dos serviços.

Passando ao público, seguiu-se um debate polarizado entre os presentes, com polêmicas acerca da representação estudantil nos conselhos e das políticas do governo federal. Houve consenso no repúdio a entrada do capital estrangeiro no SUS e a falta de estrutura das universidades públicas para o ensino das áreas ligadas à saúde. Também foi discutida a falta de reconhecimento e a falta de direitos dos pós-graduandos das áreas médicas. A falta de comunicação entre profissionais e entre os órgãos do SUS, com setores fragilizados e de excelência, também foi lembrada pelos debatentes.

Por Phillipe Pessoa e Magdalena Bertola, do Rio de Janeiro

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Fotos por Eduardo Paulanti

Na manhã dessa segunda-feira (02), teve início o seminário “A Internacionalização da Ciência Brasileira: Realidade e Desafios”, realizado pela ANPG durante a 9ª Bienal da UNE, que está acontecendo no Rio de Janeiro entre hoje e sexta-feira (06/02).

O seminário contou com a presença do Secretário Nacional de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, Armando Zeferino Milioni, e do Diretor de Cooperação Institucional do CNPq, Prof. Dr. Paulo Sérgio Lacerda Beirão, e foi mediado pela presidenta da ANPG, Tamara Naiz. Ela  apresentou o tema, frisando a importância dos pós-graduandos para a ciência brasileira e contextualizou essa fala a partir do crescimento, tanto em quantidade, quanto em qualidade, do estudo científico no Brasil.

Logo no início do seminário, Armando Zeferino afirmou que sentia que os pós-graduandos que lutam por mais direitos são seus “netos de movimento estudantil”: “é uma satisfação estar aqui”, diz. O Secretário começou o debate levantando questões sobre a educação, indagando a seguinte questão: “o que faz com que somente cerca de 50% dos jovens brasileiros entrem no ensino superior?”, e comparou a educação pública e privada, que prepara, proporcionalmente, menos cientistas do que a primeira. “Na rede pública, são formados 24 bacharéis em Direito para cada bacharel em Física. Enquanto na privada, essa proporção passa a ser de 01 para 2.214, respectivamente”, afirma.

“Números como esse geraram o REUNI, o plano de expansão das vagas de ensino das universidades federais no Brasil, posto em prática em 2007. Em cinco anos, o número de vagas no ensino superior público cresceu a taxa média de 3,3% ao ano”, completa.

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A fala de Zeferino também trouxe outro tema para debate: a expansão da oferta de pós-graduação nas universidades federais brasileiras. Para ele, a expressão que mais descreve o Brasil é “variância muito grande” (sic): “quando falamos de internacionalização da ciência brasileira, é preciso explicar de qual ciência se está referindo”, afirma.

Já o professor Paulo Sérgio Beirão iniciou sua fala com a questão “Por que internacionalizar?”, apontando que pensar políticas de internacionalização atualizaria o país em relação aos programas científicos e tecnológicos mundiais, além de detectar desafios e oportunidades nas áreas de Ciência e Tecnologia, cotejar a qualidade da nossa produção científica e adquirir capacitação em áreas as quais ainda somos carentes. Beirão também afirmou que o Brasil está atrasado em relação a outros países quando o assunto é número de pesquisadores: “apesar de termos bastante doutorandos e mestrandos, devemos investir na formação de pessoas qualificadas, focando nos grandes desafios nacionais”, afirma.

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Beirão ainda citou o programa Ciência sem Fronteiras, criado para estimular a relação com o exterior. Segundo ele, dos alunos brasileiros que participaram de programas de pós-graduação no exterior, 82% foi avaliado com desempenho bom ou ótimo pelos institutos estrangeiros: “universidades de fora do país pedem para que continuemos enviando mais estudantes, pois são considerados esforçados e muito interessados” afirma.

Paulo Sérgio diz que é necessário e importante desenvolver a tecnologia no Brasil para que não seja preciso sua importação. Além disso, diz que a melhora das universidades, que as qualificaria como referência mundial, aumentam, inclusive, a busca de empresas estrangeiras pelo país. “Mais do que um privilégio, é um encargo. As universidades serão cobradas para a criação de pesquisa de fronteira, para ter um corpo docente, técnico e administrativo qualificado e atrair estudantes estrangeiros a partir de aulas ministradas em inglês”, disse o professor.

Segundo ele, a meta do Ciência sem Fronteiras é abrir mais 100 mil bolsas, trazendo estudos em segunda língua para os pós-graduandos, ênfase em estudos técnicos e atração de pesquisadores estrangeiros. Ao fim do encontro, o professor se emocionou ao pedir aos pós-graduandos que estudassem e trabalhassem pelo nosso país.

No final do debate, os pontos levantados pelos pós-graduandos foram críticas como a falta de direitos da categoria, a falta de diálogo entre universidades brasileiras, sul-americanas e africanas, o projeto de lei que limita o acesso a periódicos, e o despertar do interesse pela pesquisa nos estudantes. A questão levantada pela presidenta da ANPG, Tamara, foi como ter mais doutores em um país onde a maioria dos jovens não termina o ensino médio e qual o papel do Brasil na ajuda a outros países em desenvolvimento.

Os dois palestrantes expressaram satisfação em participar do seminário. “Sinceramente gostei muito. Vi preocupação genuína dos presentes e suas questões foram pertinentes. Só tenho aplausos”, finaliza Zeferino. Beirão concordou com o colega, “foi excelente. As perguntas mostraram envolvimento muito grande dos pós-graduandos nas questões nacionais. A iniciativa da ANPG foi muito oportuna em promover esse debate, o que mostra que a Associação está bastante engajada na questão nacional”, diz.

O seminário “A Internacionalização da Ciência Brasileira” continua na amanhã (03), a partir das 10 horas, com o tema “Internacionalização, formação e contratação de recursos humanos e questão das Organizações Sociais na política nacional de desenvolvimento científico”, e vai até quinta (05), no campus ESDI (Escola Superior de Desenho Industrial), da UERJ, na rua Evaristo da Veiga, 95, Lapa, Rio de Janeiro.

Por Magdalena Bertola, do Rio de Janeiro

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O maior festival estudantil da América Latina irá acontecer entre os dias 01 e 06 de fevereiro, no Rio de Janeiro

Abrindo as comemorações dos 450 anos da capital do Rio de Janeiro, a 9ª Bienal da União Nacional dos Estudantes (UNE) será realizada de 01 a 06 de fevereiro. Os seis dias de evento contarão com shows, atividades culturais e esportivas, mostras científicas, oficinas e debates espalhados, principalmente, pela Lapa e Fundição Progresso. E deve receber cerca de 15 mil estudantes do Brasil e da América Latina.

Dentre as mostras que serão realizadas durante a Bienal está a Mostra de Ciência e Tecnologia, coordenada pela Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG). Segundo Phillipe Pessoa, diretor da ANPG e coordenador geral da mostra, foram cerca de 300 trabalhos inscritos, dos quais 100 serão selecionados.

“Está sendo feita uma seleção bastante apurada dos trabalhos, pois alguns deles, embora tenham mérito, terão de ser apresentados em uma outra oportunidade, pois temos uma limitação física mesmo”, diz Phillipe.

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Além dessa atividade, a ANPG irá realizar dois Seminários de fundamental importância para o movimento nacional dos pós-graduandos. O Seminário “A Internacionalização da Ciência Brasileira: Realidades e Desafios” traz o tema da internacionalização, presente nas principais Universidades brasileiras e fortemente impulsionado pelo programa “Ciência sem Fronteiras”. Entretanto, qual tem sido o rumo e a prática dessa internacionalização? Esse seminário pretende debater os caminhos para o avanço da Ciência brasileira na relação com outros países, do Norte e do Sul.

“A internacionalização da ciência e da pesquisa brasileira é, de um modo, fato em alguns programas de pós-graduação e em algumas universidades. Passos importantes como o Ciência sem Fronteiras do governo federal contribuem para um intercâmbio de pesquisadores e de temas de pesquisa. Mas a internacionalização ainda é um desafio, seja porque precisa ser discutido sua forma, seja porque esse processo ainda têm gargalos importantes”, comenta o diretor de relações internacionais da ANPG, Gabriel Mendoza.

O Seminário será realizado em quatro dias, cada dia com temas distintos: “A internacionalização da Ciência brasileira: Realidades e desafios”, “Internacionalização, formação e contratação de recursos humanos e a questão das Organizações Sociais na política nacional de desenvolvimento científico”, “Impactos sociais e econômicos da cooperação e do desenvolvimento científico e tecnológico no cenário internacional”, e “Integração, internacionalização e mobilidade científica e acadêmica na educação superior”.

A entidade promoverá, também, o Seminário “Educação, Saúde e Desenvolvimento: A juventude por mudança na Saúde do Brasil para cuidar bem das pessoas”, dando sequência às atividades do Fórum de Saúde da ANPG. Esse seminário, que terá como como coordenador Dalmare Sá, e como debatedores a presidente do CNS, Maria do Socorro, Luis Eugenio de Souza, da ABRASCO e um representante do CONJUVE, pretende abordar um dos temas mais centrais na preocupação do povo brasileiro, que é a qualidade do serviço público de saúde.

“O debate de saúde nos cerceia em todos os grandes temas da atualidade, isso porque saúde não é apenas o contrário de doença, mas sim um conceito ampliado, que leva em conta diversos fatores que nos proporcionam qualidade de vida. Assim, debater saúde é debater a qualidade e o acesso à educação que o país oferece, bem como debater quais são as necessidades estratégicas para o desenvolvimento de uma nação soberana”, afirma o diretor de Saúde da ANPG, Dalmare Sá.

Segundo a presidenta da ANPG, Tamara Naiz, o esforço da ANPG, na Bienal e em outros meios, é organizar eventos de interesse direto no cotidiano do pós-graduando e que dialoguem com o projeto de uma Universidade Pública e de qualidade. “Tudo isso para que o pós-graduando e a pós-graduanda de qualquer lugar do Brasil possa participar e se tornar multiplicador desse Movimento que cresce numericamente e que quer crescer com qualidade, para poder influir realmente nos rumos de nosso país”, completa.

>>Inscreva-se no Seminário “Internacionalização da Ciência Brasileira: Realidades e Desafios”

>>Inscreva-se no Seminário “Educação, Saúde e Desenvolvimento: A juventude por mudança na Saúde do Brasil para cuidar bem das pessoas”

SOBRE A BIENAL

A Bienal da UNE já passou por Salvador (1999 e 2009); Recife e Olinda (2003, 2013); São Paulo (2005); e Rio de Janeiro (2001, 2007 e 2011). O festival tem como principal proposta valorizar a identidade nacional e conectar as produções juvenis de todas as regiões do país. É considerada um instrumento de mapeamento e difusão da produção desenvolvida por jovens brasileiros, apresentando também um qualificado rol de convidados entre pensadores, artistas, ativistas e outras figuras públicas em debates, grandes shows, exposições e atos públicos.

Já participaram da Bienal personagens como Gilberto Gil, Oscar Niemeyer, Aleida Guevara, Ariano Suassuna, Augusto Boal, José Leite Lopes, Ziraldo, Jorge Mautner, Alberto da Costa e Silva, Mino Carta, Serginho Groisman, Abdias do Nascimento, Ondjaki, Jards Macalé, Alceu Valença, Marcelo D2, Martinho da Vila, Racionais MCs, Beth Carvalho, Lenine, O Rappa, Tom Zé, Mr Catra e Naná Vasconcelos.

SERVIÇO:

O quê? 9ª Bienal da UNE

Quando? 01 a 06 de fevereiro de 2015

Quanto? R$ 60

Onde? Rio de Janeiro

http://bienaldaune.org.br/

DA Redação

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A ANPG participou, representada por sua diretora de Comunicação, Gabrielle Paulanti, da 1ª Reunião de Organização do 8 de março, que ocorreu na Casa do Professor, no centro de São Paulo. Essa reunião tem como objetivo organizar o ato que acontecerá no Dia Internacional da Mulher, unificando as pautas dos diversos movimentos de mulheres.
“O comando da Jornada Nacional de Lutas da Juventude dará a largada para Jornada da Juventude também no dia 8 de março, o que dá mais visibilidade para a necessidade de se pensar políticas públicas para as jovens mulheres e de renovar, através da juventude, a centralidade das pautas do feminismo e do movimento de mulheres”, diz Gabrielle.

Além de mulheres de diversos movimentos e organizações, também estiveram presentes na reunião representantes de outras entidades estudantis, como UPES, UBES e UEE-SP. “Tendo em vista o acirramento da luta política em curso, a disputa dos rumos do governo da presidenta Dilma, o avanço da onda conservadora no Congresso Nacional e o enfrentamento ao governo tucano, o ‘8 de março SP’ ganha grandes dimensões” diz Maria das Neves, também presente na reunião.

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Durante a reunião, muitas falas ressaltaram a importância da análise de conjuntura política nos âmbitos municipal, estadual e federal, tendo em foco a última eleição, cujo papel militante e eleitoral das mulheres foi definidor. As pautas das reformas estruturais, como a política e a urbana, foram ressaltadas, como de fundamental importância para a emancipação das mulheres, visto que essas são as mais prejudicadas pelos serviços públicos precários e são a esmagadora minoria nos espaços políticos representativos, como no Congresso e no Senado, representando menos de 10%.

As questões políticas tiveram centralidade nas falas, expondo a necessidade de mais representantes comprometidos com as pautas das mulheres, afim de aprofundar avanços, como a Lei Maria da Penha e o agravante de feminicídio no Código Penal, mas que evidenciam ainda um longo caminho no combate à violência contra as mulheres. Avanços nos direitos civis, como o aborto legal e a universalização do direito à creche, figuraram na reunião como prioridade das bandeiras feministas na atualidade.

Recentes atos foram lembrados como emblemáticos do momento atual, de maior elevação da consciência política das mulheres, como o Fora Bolsonaro, que revelam a urgente desnaturalização da violência e do estupro. Com o consenso de que a verdadeira luta é nas ruas, há o indicativo que essa reunião aconteça todas as quintas, até o 8 de março e a próxima já está marcada para dia 29.

Da redação

Nós, pós-graduandas e pós-graduandos que constituímos o Fórum Nacional de Pós-Graduandos em Saúde, vinculados à Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), vimos manifestar publicamente nosso repúdio à aprovação, sem vetos presidenciais, da Medida Provisória 656/15 (transformada na Lei 13.097/15). Tal MP versava, inicialmente, sobre a atualização da tabela do imposto de renda, porém foi utilizada por parlamentares para alterar o Artigo 23 da Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, possibilitando, assim, a participação de capital estrangeiro na gestão de serviços de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS).
A nova redação permite que empresas de fora do país possam instalar ou operar hospitais (inclusive filantrópicos), policlínicas, ações e pesquisas de planejamento familiar e outros serviços de saúde, tais como aqueles desenvolvidos pelos laboratórios de genética humana, produção e fornecimento de medicamentos e produtos para saúde, laboratórios de análises clínicas, anatomia patológica e de diagnóstico por imagem.
Consideramos ser este mais um grave ataque ao SUS e ao direito universal à saúde, pois permite-se, dessa forma, que parte da responsabilidade da oferta de serviços de saúde de forma universal a toda a população seja repassada a outras empresas e/ou ao capital estrangeiro. Isso define que a gerência sobre os serviços poderá ser diretamente influenciada pelos interesses do mercado e não necessariamente pelas necessidades de saúde da população. O SUS, conforme o concebemos no texto constitucional de 1988, foi construído e conquistado a partir de intensas mobilizações dos Movimentos Sociais, como o Movimento da Reforma Sanitária, e foram autores de uma importante conquista do povo brasileiro. Não aceitamos retrocessos nessas conquistas sociais, também não concordamos que a saúde seja tratada como MERCADORIA! Saúde não se compra e não se vende, Saúde é um direito social garantido pelo Estado Brasileiro!
Por tudo isso, nós, participantes do Fórum Nacional de Pós-Graduandos em Saúde, juntamente com a ANPG e a APG-FIOCRUZ, repudiamos quaisquer formas de internacionalização da Saúde com finalidade de atender aos interesses dos donos do Capital. Saúde é direito de todos e dever do Estado!
Dito isto, reivindicamos a imediata revisão dessa medida que agride tanto o SUS como a todos brasileiros e brasileiras.
Assinam a Nota:
Manuelle Maria Marques Matias – Mestranda em Saúde Coletiva do IMS/UERJ e Membro do FNPGS.
Lenilton Silva da Silveira Júnior – Mestre em Ciências pela Fiocruz/RJ
Mariana Lopes Borges- Mestranda em Enfermagem em Saúde Pública da EERP-USP
Dalmare Anderson Bezerra de Oliveira Sá – Residente em Saúde Mental da Universidade Federal de Sergipe
Mariana Bertol Leal – Sanitarista, Mestre em Saúde Coletiva e Doutoranda de Saúde Pública pela FSP/USP e e Membro do FNPGS
Marianne Rocha Simões Silva, Mestranda em Biologia Celular e Molecular no Instituto Oswaldo Cruz (IOC-FIOCRUZ) e Membro do FNPGS
Lúcia Dias da Silva Guerra – Nutricionista, Mestre em Saúde Coletiva, Doutoranda em Nutrição em Saúde Pública/FSP-USP
Hercília Melo – Secretária Geral da ANPG, Doutoranda em Educação pela UFPE
 
Entidades: 
APG – FIOCRUZ
ANPG

Ato para pagamento e reajuste de bolsas e transparência nos programas de pós-graduação ocorre em São Carlos e recebe apoio verbal de representantes administrativos

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As APGs da UFSCar e USP São Carlos promoveram um ato pelo pagamento e reajuste das bolsas de pesquisa no último dia 15. Os pós-graduandos buscaram apoio da reitoria, como parte da mobilização nacional contra o atraso no pagamento das bolsas e da luta por mais direitos. “A administração disse não possuir informações sobre o motivo do adiamento. Solicitamos ao Prof Dr. Targino Filho, reitor da UFSCar e presidente da ANDIFES, que defenda as demandas dos pós-graduandos”, disse o Diretor da ANPG, Leonardo Ferreira Reis. Estiveram presentes na reunião com os pós-graduandos o Vice-Reitor Adilson Jesus Aparecido de Oliveira, o Pró-Reitor de Pós-Graduação Adjunto Guillermo Antonio Lobos Villagra, o Pró-Reitor da Pesquisa Adjunto Ronaldo Censi Faria.

Os pesquisadores apresentaram uma nota pública de repúdio aos atrasos, além de solicitar mais direitos, que incluem o reajuste e a universalização das bolsas, sendo verbalmente apoiada pelos três representantes administrativos presentes. Tal nota circula nacionalmente para o recolhimento de assinaturas, em forma de petição, e será encaminhada para o próximo Conselho Universitário (CONSUNI), para receber apoio institucional.

ATO UFSCAR 3

Durante o encontro, a transparência dos critérios de atribuição de bolsa dos diversos departamentos da UFSCar entrou em pauta. “Para isso, foi acordado que a cobrança dos coordenadores dos programas de pós-graduação seria uma ação unificada das APGs e da Reitoria”, continua Leonardo. O professor Guillermo Villagra sugeriu idéias para levantar verbas para programas que estão com déficit, como o caso de doutorandos no exterior. A cada nove meses ou mais, o programa desses alunos receberia uma nova bolsa de auxílio à pesquisa. Tal medida seria incentivadora para a permanência e a pesquisa em âmbito internacional. “Os diretores presentes se dispuseram a auxiliar a maior divulgação destes programas federais, dentro de suas respectivas universidades”, completa Leonardo.

Além dos assuntos citados, houve solicitação da liberação de um ônibus para o transporte de pós-graduandos para a Caravana por mais direitos, que ocorrerá em abril, em Brasília. Foi informado que a verificação do orçamento da instituição é necessária, mas há grandes chances de liberação.

DA Redação

Deputado apresentou no fim de 2014 parecer favorável ao PL 7841 que prevê agilidade e qualidade nos parâmetros de revalidação de títulos obtidos no exterior
Após três anos de tramitação no Congresso Nacional, a proposta de lei que simplifica os processos de revalidação e o reconhecimento dos diplomas de mestres, doutores e graduados, obtidos em universidades estrangeiras, apresentou avanços significativos na despedida de 2014, acolhendo sugestões da comunidade científica.
Exemplo disso é o parecer do deputado  federal Zeca Dirceu (PT/PR), encaminhado  no dia 16 de dezembro à Comissão de Seguridade Social e Familiar, pedindo aprovação do Projeto de Lei nº  7841/2014, que prevê agilidade e, ao mesmo tempo, qualidade nos parâmetros de revalidação e de reconhecimento dos títulos obtidos no exterior.
Em carta, a presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader, expressou agradecimento ao esforço do deputado.
“Temos a convicção de que o parecer de Vossa Excelência que aprova o PL nº 7841/2014 e rejeita todos os PLs apensados irá permitir que a revalidação de diplomas no Brasil se torne mais célere sem abrir mão dos parâmetros de qualidade”, destaca Helena na carta encaminhada ao parlamentar.
No texto a SBPC destaca que o PL nº 7841 propõe tramitação simplificada de títulos quando expedidos por instituições, cursos ou programas estrangeiros de excelência quando atestada e declarada pelo órgão responsável pela coordenação da política nacional de educação.
Originário do Senado Federal, o projeto inicialmente previa a revalidação e o reconhecimento automático de diplomas obtidos em universidades estrangeiras, a fim de agilizar o processo para reduzir a fila de espera, estimada em mais de 20 mil títulos. Diante das recomendações principalmente da comunidade científica, porém, o texto da proposta (originalmente PLS 399/2011) adquiriu aperfeiçoamento ao longo do tempo.
Para Zeca Dirceu, a aprovação do PL nº 7841/2014  evitará “uma série de problemas que existem hoje”. Dentre os quais, ele cita a dificuldade de validar os diplomas de brasileiros que estudam no exterior. Sem a validação do título, por exemplo, aqueles que estudaram no exterior não podem dar aulas ou fazer pesquisas que exijam o título.
“Acho justo, importante e necessário que as pessoas que farão graduação e pós-graduação no exterior saiam do Brasil sabendo que existem instituições de alto conceito e alto padrão de qualidade e que estão previamente credenciadas e que os diplomas serão reconhecidos no retorno ao Brasil”, analisou. Zeca Dirceu se refere ao credenciamento prévio das universidades estrangeiras de excelência previsto do PL.
Tramitação
Tal proposta foi apresentada ao Senado em 06 de julho 2011. Na ocasião, foi aprovado um termo para que o projeto tramitasse conclusivamente nas comissões e não precisasse passar pelo crivo do Plenário. Assim, essa fase foi concluída no Senado em julho do ano passado e encaminhada à Câmara dos Deputados, no mesmo mês, dando origem ao PL nº 7841/2014.
A tendência é de que o critério adotado no Senado (de tramitar nas comissões de forma conclusiva) seja mantido na Câmara, conforme especialistas da casa. Além da Comissão de Seguridade Social e Familiar, o PL nº 7841/2014 deve ser analisado pelas comissões da Educação e de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Ao final desse processo, será aberto um espaço para que os deputados possam avaliar se o projeto precisará ou não passar pelo crivo do Plenário da casa. Caso não haja essa necessidade e o texto não receber nenhuma emenda, o projeto seguirá para avaliação do Palácio do Planalto, onde a presidente Dilma poderá sancioná-lo ou não.
Otimismo na tramitação
Zeca Dirceu demostra otimismo em relação aos próximos passos do projeto. “Acho que o parecer terá a aprovação da Comissão de Seguridade social e Família e tramitará em outras comissões. Inclusive, estou comprometido a continuar articulando e vou procurar sensibilizar outros deputados para que entendam a importância desse projeto de lei e o quanto o credenciamento prévio das instituições facilitará o processo de revalidação de diplomas.”
Do partido do governo, o parlamentar também está otimista no âmbito do Palácio do Planalto. “O governo já deu sinais no passado de que também entende ser necessário uma regulação mais clara para quem faz cursos no exterior”,  declarou o parlamentar.
Fonte: Viviane Monteiro/ Jornal da Ciência – http://www.jornaldaciencia.org.br/projeto-de-lei-que-revalida-diplomas-estrangeiros-avanca-congresso/

No lançamento oficial do evento, que terá como tema “Luz, Ciência e Ação”, a trajetória particular de São Carlos na produção e disseminação do conhecimento foi destacada por todos os presentes

Cerimônia de lançamento oficial da 67ª Reunião Anual da SBPC. Foto: Enzo Kuratomi -CCS/UFSCar

Foi realizado na manhã desta segunda-feira (22/12), na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), o lançamento oficial da 67ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que acontecerá em São Carlos de 12 a 18 de julho de 2015. Participaram da cerimônia a presidente da SBPC, Helena Bonciani Nader; o presidente de honra da Sociedade, Sérgio Mascarenhas; a secretária geral da SBPC e coordenadora geral da Reunião, Regina Pekelmann Markus; o reitor da UFSCar, Targino de Araújo Filho; o vice-Reitor da Universidade e coordenador da Comissão Executiva Local da Reunião Anual, Adilson de Oliveira; e o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Glaucius Oliva.

No evento foram anunciados oficialmente o tema da 67ª Reunião, que será “Luz, Ciência e Ação”, e a identidade visual adotada, que pode ser conferida no site da Reunião, em www.sbpcnet.org.br/saocarlos. Ambos fazem alusão ao Ano Internacional da Luz, que será celebrado em 2015. Durante o lançamento, foi recorrente a menção à grande expectativa em relação à Reunião Anual em São Carlos, considerando o fato da cidade sediar duas grandes universidades – UFSCar e Universidade de São Paulo (USP), duas unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), dois parques tecnológicos e diversas empresas de base tecnológica. “Quando incluímos “ação” no tema da Reunião, estávamos pensando especialmente na inovação, que é tão presente em São Carlos. Essa reunião certamente terá um grande diferencial, já que, em São Carlos, inovação e empreendedorismo não são apenas palavras, metas, mas sim uma realidade. Nós vamos, assim, poder mostrar ao País e, também, internacionalmente, essa realidade, os caminhos seguidos até aqui e, em suma, como a universidade brasileira vem cumprindo seu papel no desenvolvimento do nosso País”, declarou a presidente da SBPC.

O presidente do CNPq também destacou a trajetória que, iniciada na década de 1950, trouxe São Carlos até o lugar particular que ocupa no cenário do ensino, da pesquisa e da extensão no Brasil. Oliva ressaltou o papel central de Sérgio Mascarenhas nessa história, relacionando sua presença na 67ª Reunião Anual desde o momento do lançamento, com o diferencial que se espera com a realização do encontro na cidade. “Em São Carlos é nítida a relação entre o desenvolvimento do conhecimento científico e tecnológico e o progresso da qualidade de vida das pessoas. Vamos gostar muito de poder compartilhar essa nossa experiência com nossos colegas cientistas de todo o Brasil”, afirmou o dirigente do CNPq, que é professor titular do Instituto de Física de São Carlos (USP).

Já o reitor da UFSCar agradeceu, inicialmente, a confiança depositada pela SBPC na Universidade e em São Carlos. “Realizar a Reunião Anual da SBPC em 2015 será um grande desafio, mas não haveria melhor comemoração para os 45 anos da UFSCar pela importância do evento. Além disso, será uma oportunidade ímpar para que possamos mostrar ao País o papel de nossas universidades, em um momento muito importante de sua história, em que pleiteiam a continuidade de sua expansão e identificam a persistência da necessidade de diminuir as diferenças regionais que ainda existem no Brasil, o que deve ser feito levando-se a pós-graduação e a pesquisa às instituições onde elas ainda não estão presentes”, declarou Araújo Filho. “Estou muito feliz de termos conseguido reunir, neste lançamento, dirigentes da USP e das Embrapas, pois nossa expectativa é que trabalhemos em conjunto e, com a colaboração também das nossas comunidades, possamos ter, em julho de 2015, uma bela vitrine de São Carlos para todo o Brasil”, reiterou o reitor.

A secretária-geral da SBPC, Regina Markus, ressaltou que a SBPC tem um imenso prazer em estar na cidade de São Carlos, cujo desenvolvimento em inovação e tecnologia é pujante. “Aonde existe ciência e tecnologia, existe educação de alto nível, e sei que aqui acontece isso. Temos certeza de que essa reunião será uma das melhores”, disse. “Para realizar uma Reunião da SBPC precisamos de muito trabalho e tenho certeza que iremos contar com o desempenho de todos aqui, tanto da UFSCar quanto da cidade de São Carlos”, finalizou.

Reunião Anual

A SBPC, criada em 1948, é uma entidade voltada à defesa do avanço científico e tecnológico e do desenvolvimento educacional e cultural do Brasil. Atualmente, mais de 100 sociedades científicas de todas as áreas do conhecimento são associadas à SBPC, que conta com cerca de 5 mil sócios ativos.

As reuniões anuais da SBPC têm, concomitantemente, os objetivos de debater políticas públicas nas áreas de Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação e de difundir os avanços da Ciência nas diversas áreas do conhecimento. Para tanto, além da programação científica – composta por simpósios, mesas-redondas, conferências, minicursos, encontros, assembleias, sessões especiais e comunicações científicas em sessões de pôsteres –, o evento tem também atividades reunidas em programações paralelas intituladas SBPC Jovem, SBPC Cultural e ExpoT&C, além de programações específicas para cada região, como, por exemplo, a SBPC Indígena, que foi realizada pela primeira vez na última reunião, no Acre, e voltará a acontecer na UFSCar. Os números dessas diferentes atividades impressionam. Na 65ª Reunião Anual, que aconteceu em Recife e é considerada a maior edição do evento, foram 23 mil inscritos, 87 mesas-redondas, 82 conferências, 60 minicursos e quase 5 mil pôsteres apresentados.

São Carlos será a segunda cidade de São Paulo, com exceção da capital, a receber o evento. “Campinas sediou duas edições. Sendo a 1ª e a 60ª edição, essa última, comemorando os 60 anos da entidade”, lembrou Helena Nader.

Mais informações sobre a SBPC e suas reuniões anuais podem ser conferidas no site da Sociedade (em http://www.sbpcnet.org.br/site/eventos/reunioes-anuais.php) e, também, no site específico da 67ª Reunião Anual, em www.sbpcnet.org.br/saocarlos.

Ascom da UFSCar e SBPC

Fonte: http://www.jornaldaciencia.org.br/sbpc-e-ufscar-lancam-oficialmente-67a-reuniao-anual-da-sbpc/