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Nos dias 11, 12 e 13 de junho ocorrerá, em Porto Alegre, o IX CLIOA – Congresso Latino-Americano interdisciplinar do Adolescente. O evento, que acontece a c ada dois anos e em 2015 tem como tema “Adolescentes e Jovens: múltiplas realidades, múltiplos olhares” contará com mesas redondas, apresentações de trabalhos (oral e em pôster), conferências e sessões culturais e relatos de adolescentes e jovens das mais diversas áreas, bem como de alunos da educação básica, graduação e, também, pós-graduandos.

No mesmo evento haverá a Mostra Educacional de Tecnologias Educacionais para o Adolescente (META), que tem como focos temáticas de pesquisa e discussões sobre jovens e adolescentes em perspectivas trans, inter e multidisciplinares, e a mostra científica do CLIOA. O envio dos resumos e artigos completos pode ser feitos até o dia 10/04 e cada autor pode inscrever até três trabalhos através do endereço http://inf.ufrgs.br/clioa/.

As inscrições estão com valor promocional até o dia 30/04. Mais informações podem ser encontradas no site http://inf.ufrgs.br/clioa/inscricoes.php .

Da Redação

Por Rafaela M. Rocha*

A educação paranaense passa por um período de muitos protestos e de resistência nesse início de 2015. Desde o dia 9 de fevereiro, os e as professore/as da rede estadual de ensino estão em greve para barrar uma série de medidas formuladas pelo governador Beto Richa (PSDB). Medidas estas que tem a intensão de retirar direitos dos trabalhadores da educação – como a não contratação de aprovados em concurso, o atraso de pagamento de subsídios aos professores e a superlotação de salas de aula – além de prejudicar diversos trabalhadores temporários em regime de PSS (Processo Seletivo Simplificado) e ainda negligenciar a situação dos estudantes em sala de aula.

Os movimentos sociais da educação paranaense se unificaram em favor da qualidade do ensino no estado e por melhorias nas condições de trabalho dos professores, e na tarde do dia 10/ocuparam a Assembleia Legislativa para pressionar os deputados estaduais a votarem contra essa medida antipopular. Dois dias depois, o pacote de medidas criado por Richa teve sua votação retirada de pauta pela Casa Civil do Estado do Paraná,devido a grande mobilização popular promovida pelo sindicato dos trabalhadores estaduais da educação (APP-Sindicato) e por todos os setores do movimento estudantil.

Os e as trabalhadores/as da educação estadual seguem acampados em frente à Assembleia Legislativa e ao Palácio Iguaçu (sede do governo paranaense) desde o dia 10 de fevereiro. Em reunião na tarde deste sábado (21/2), os trabalhadores da educação decidiram permanecer em greve e promover uma grande mobilização para segunda-feira, dia 23/2, que tem como objetivo pressionar novamente os parlamentares para que reprovem as medidas que prejudicam a educação; além de lançar pautas que tirem este setor da precariedade em que se encontra atualmente – salários de férias atrasados; superlotação das salas de aula; defasagem na contratação dos aprovados em concurso – e recupere a boa qualidade do ensino, marca que o estado já teve e que se destruiu devido aos governos neoliberais no Paraná.

(*) Rafaela M. Rocha é cientista social pela UFPR, mestranda em Sociologia pela mesma instituição e Vice-Presidente Sul da ANPG.

Os artigos publicados não expressam necessariamente a opinião da ANPG e são de total responsabilidade dos autores.

Emenda concede maior liberdade na administração de recursos destinados a pesquisas

O Congresso Nacional realizará sessão solene nesta quinta-feira (26), às 11 horas, para promulgar a Emenda Constitucional (EC) 85, que estimula o desenvolvimento científico, tecnológico e a inovação. A sessão ocorrerá no plenário do Senado.

Aprovada em abril pela Câmara e em dezembro pelo Senado, a emenda é proveniente da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 290/13, da deputada Margarida Salomão (PT-MG), que muda vários dispositivos constitucionais para melhorar a articulação entre o Estado e as instituições de pesquisa públicas e privadas.

A intenção é impulsionar a pesquisa nacional e a criação de soluções tecnológicas que melhorem a atuação do setor produtivo.

Uma das novidades é a ampliação das entidades que poderão receber apoio financeiro do poder público. Atualmente, apenas as atividades universitárias de pesquisa e extensão podem receber esse apoio. Com a emenda, além das universidades, poderão ser apoiadas as instituições de educação profissional e tecnológica.

A emenda também estabelece, como nova função do Estado, o estímulo à articulação entre os entes do setor, tanto públicos quanto privados, na execução das atividades de pesquisa, capacitação científica e tecnológica e inovação. O Estado promoverá também a atuação no exterior dessas instituições.
Para melhorar o intercâmbio de conhecimentos, o texto permite a cooperação das esferas de governo (União, estados, Distrito Federal e municípios) com órgãos e entidades públicas e privadas.
Com o objetivo de tornar mais maleável a busca das metas científicas estabelecidas, a emenda concede maior liberdade na administração dos recursos destinados a pesquisas, ao permitir seu remanejamento ou transferência de uma categoria de programação para outra sem a necessidade da autorização legislativa prévia.

A PEC surgiu dos debates em torno do PL 2177/11, o Código Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. Os parlamentares perceberam que seriam necessárias atualizações na Constituição para amparar melhor as mudanças previstas no projeto. O PL foi aprovado em comissão especial, no ano passado, e aguarda votação no Plenário.

Íntegra da proposta:

 
Fonte: Agência Câmara Notícias

Nos últimos dias, a ANPG tem recebido relatos de atraso no pagamento das bolsas de pesquisa concedidas pela FUNCAP e pela FAPEG. A entidade representativa dos pós-graduandos entrou em contato com a Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico e com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás para buscar mais informações sobre o atraso e pressionar para que o pagamento seja feito o quanto antes.

Segundo nota oficial enviada à ANPG, a FUNCAP, juntamente com a SECITECE (Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Estado do Ceará), está “tomando as devidas providências burocráticas no sentido de agilizar o pagamento dos bolsistas, tendo em vista que um novo presidente da Instituição ainda não foi nomeado”. Ao serem questionados sobre uma previsão de pagamento, tanto a FUNCAP quanto a SECITECE informaram que não tinham uma data prevista.

A ANPG procurou também a FAPEG para ter um posicionamento quanto ao pagamento das bolsas. Segundo a presidência da Fundação, “não há atraso no pagamento do conjunto das bolsas”. A presidência ainda afirmou que, caso algum aluno não seja contemplado, este deve entrar em contato diretamente com a fundação, uma vez que algumas bolsas são pagas pelas pelo CNPq e pela CAPES.

A ANPG pede que os pós-graduandos com suas bolsas de pesquisa em atraso enviem o relato de seus casos para [email protected], para que, a partir disso, a entidade entre em contato com as respectivas agências para cobrar um posicionamento.

Importante: Diante da grande quantidade de reclamações de bolsas em atrasos que a ANPG tem recebido desde dezembro (muitos já solucionados), criamos o e-mail [email protected] para facilitar a organização desses  relatos e o retorno da entidade aos respectivos pós-graduandos.

Da redação

ANPG vêm à público manifestar sua posição contrária às duas Medidas Provisórias do Governo Federal (MP 664 e MP 665). Estas MPs foram publicadas na virada do ano passado sem qualquer discussão prévia com as entidades de representação sindical dos trabalhadores e trabalhadoras.

As MPs 664 e 665 foram publicadas em nome de, supostamente, “corrigir distorções e fraudes” no pagamento de diversos benefícios sociais dos trabalhos. Porém, de fato, elas representam uma redução de direitos aos trabalhadores, em particular, restringindo as regras para o pagamento do seguro-desemprego, abono salarial (PIS-Pasep), seguro-defeso, auxílio-reclusão, pensões, auxílio-doença e, ainda, estabelece a terceirização da perícia médica para o âmbito das empresas privadas.

Essas medidas, em particular em relação ao seguro-desemprego, atingem em cheios os jovens trabalhadores, que serão os maiores prejudicados por essas medidas. Por tudo isso nos unimos as centrais sindicais em rechaçar essas medidas e a pedir a Dilma que volte atrás e revogue as duas MPs.

Diretoria da ANPG,

Brasil, 13 de fevereiro de 2015.

O Conselho Nacional de Juventude acompanhou com apreensão os acontecimentos da última sexta-feira, dia 6 de fevereiro, em Salvador, Bahia.

Enquanto não é concluído o inquérito policial, pairam dúvidas na sociedade e particularmente nos movimentos negros e de juventude, sobre o que realmente aconteceu na ação que resultou na morte de 13 jovens e no ferimento por arma de fogo de outras cinco pessoas, incluindo um soldado da PM da Bahia.

O CONJUVE se soma aos movimentos de juventude e à sociedade para exigir a apuração rigorosa desse grave acontecimento. A investigação deve ser transparente e independente, com o acompanhamento do Conselho Nacional de Justiça e do Ministério Público.

Seguiremos demandando a implementação de políticas públicas que diminuam os altos índices de homicídio que afetam a juventude negra, o respeito ao mais elementar dos direitos que é o direito à vida e priorização de uma política de segurança pública preventiva. Dessa forma, fazemos um apelo à Câmara Federal e aos parlamentares desta casa para que aprovem imediatamente o PL 4471/12, pelo fim dos “Autos de Resistência”, instrumento criado na Ditadura Militar que visa coibir a investigação de crimes de homicídio cometidos por autoridades policiais.

Conselho Nacional da Juventude

Brasília, 11 de fevereiro de 2015.

 
protesto creche usp
 

Mães, pais e funcionários realizaram nesta quarta-feira (11) o bloco carnavalesco “Oh abre vagas, que eu quero entrar” em protesto contra o fechamento de vagas na creche da USP (Universidade de São Paulo). O ato aconteceu no campus Butantã, na zona oeste de São Paulo. Estiveram presentes no ato as representantes da APG USP-Capital, Mariana Moura e Natalia Dias, e o diretor da ANPG, Philipe Pessoa.

Para Mariana, o protesto foi válido para mostrar à USP a importância das creches: “[as creches] além de atender aos filhos dos funcionários, dos estudantes e da comunidade, são, hoje, centros de pesquisa e referência nas áreas de educação, fonoaudiologia e nutrição infantil”, diz.

Segundo os pais, cinco unidades da creche informaram que não vão receber novos alunos para o ano letivo de 2015. Eles foram informados de que o corte foi necessário depois que 19 funcionários das creches aderiram ao PIDV (Programa de Incentivo à Demissão Voluntária).

“A não abertura de novas vagas, em função da redução do quadro de funcionários, afeta também a permanência estudantil de pós-graduandas e pós-graduandos que dependem deste serviço para dedicar-se às atividades de suas áreas”, afirma Natalia Dias.

Em alguns casos, o processo seletivo chegou a ser realizado, mas em janeiro as famílias foram informadas de que cinco unidades da creche não abririam vagas este ano. São elas: a central, a oeste, a da Saúde Pública, a do campus São Carlos e a do campus Ribeirão Preto.

“Eu participei de um processo, levei toda a documentação, mas, faltando quatro dias para a divulgação do resultado, a gente recebeu um e-mail dizendo que não ia ter profissional para atender as crianças por causa do plano de demissão voluntária”, afirma Antonio Glaudstone Pereira, que tem um filho de quatro anos e é funcionário do Cepeusp (Centro de Práticas Esportivas da Universidade de São Paulo).

“Estou pagando uma creche, enquanto não tem vaga. O problema é que o auxílio-creche que eles oferecem não é suficiente, não cobre o que o mercado está pedindo”, diz.

Vivian Castro, chefe do serviço da comissão de cooperação internacional da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas), também inscreveu o seu filho de dois anos e foi informada pela SAS (Superintendência de Assistência Social) que as creches da USP não teriam novas vagas.

“É muito frustrante, a gente cria uma expectativa, não vai atrás de outras creches, porque sabe que a creche da USP é muito boa, é um modelo”, diz. “Agora o meu filho está ficando com a minha mãe, mas ela mora em Cotia e eu em Pinheiros. Fico indo e vindo todos os dias”, afirma.

O PIDV começou em novembro do ano passado e tinha por objetivo uma redução na folha de pagamento de 3,25% a 6,5%. A medida foi tomada depois que a USP anunciou que gasta 105% do orçamento com o pagamento dos funcionários.

“A não abertura de vagas é reflexo do plano de demissões e de uma visão de que a assistência estudantil não compete à universidade. É preciso combater essa ideia”, finaliza Pessoa.

Da redação com informações do UOL Educação

alesp

A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou, na noite desta quarta-feira (11), o Projeto de Lei 1/15, que dá aos estudantes da rede pública ou de baixa renda passe livre nos transportes do Metrô, da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos). A ANPG esteve presente durante a votação, representada por seu Diretor de Juventude, Marcelo Arias.

“Acompanhamos essa importante campanha dos estudantes de São Paulo, que começou com a vigília em frente a prefeitura e passou por algumas reuniões. Conquistamos a isenção do pagamento de tarifa nos transportes públicos no ônibus, trem e metrô para os estudantes com renda familiar per capita inferior a 1,5 salários mínimos. Mas a luta continua, pois defendemos o passe livre amplo, geral e irrestrito para todos os estudantes, inclusive na pós-graduação” – Marcelo Arias

Terão isenção na tarifa os estudantes do ensino fundamental e médio da rede pública, bem como os estudantes de universidades públicas, de cursos técnicos, tecnológicos e profissionalizantes com baixa renda comprovada. Quanto aos estudantes das universidades privadas, serão contemplados os que comprovem baixa renda ou sejam bolsistas.

Da redação com informações da Alesp.

Confira as atividades da ANPG na 9a Bienal da UNE
Cobertura jornalística durante a 9a Bienal da UNE:
09/02/2015 – ANPG participa de Culturata da 9a Bienal da UNE
09/02/2015 – Mostra de Ciência e Tecnologia tem saldo positivo e trabalhos inovadores
06/02/2015 – ANPG debate integração, internacionalização e mobilidade científica em quarto dia de seminário
06/02/2015 – Grupos de trabalho coordenados pela ANPG criam possíveis diretrizes para a melhora do SUS
05/02/2015 – ANPG debate os Impactos Sociais e Econômicos da Cooperação Internacional no terceiro dia do Seminário de Internacionalização
04/02/2015 – “O reconhecimento é um fator importante que nos move”, diz Ildeu de Castro, homenageado da Mostra de C&T
04/02/2015 – Programação da ANPG na 9a Bienal da UNE
04/02/2015 – Primeiro dia do seminário “Educação, Saúde e Desenvolvimento” traz debates sobre a universalização da saúde
04/02/2015 – ANPG debate a situação dos estudantes estrangeiros no Brasil
04/02/2015 – ANPG discute formação e contratação de recursos humanos no segundo dia do seminário de Internacionalização
03/02/2015 – Reunião da diretoria plena da ANPG discute calendário da Campanha por Mais Direitos aos pós-graduandos e Caravana à Brasília
02/02/2015 – Seminário de Internacionalização da Ciência Brasileira abre as atividades da ANPG na 9a Bienal da UNE
 
Matérias publicadas antes do evento:
28/01/2015 – ANPG promove Seminário de Saúde na 9a Bienal da UNE
26/01/2015 – ANPG na 9a Bienal da UNE
16/01/2015 – Participe das atividades da ANPG na 9a Bienal da UNE
07/01/2015 – Prorrogado o prazo para inscrição na Mostra Científica da Bienal da UNE
23/12/2014 – ANPG promove seminário sobre Internacionalização na 9a Bienal da UNE
23/12/2014 – Confira a errata do edital da Mostra de Ciência e Tecnologia da 9a Bienal da UNE
11/12/2014 – Passo a Passo: Inscreva seu trabalho na 9a Bienal da UNE
04/12/2014 – 9a Bienal da UNE: Abertas inscrições de trabalhos para mostra científica
17/11/2014 – 9a Bienal da UNE volta ao Rio de Janeiro em 2015 com o tema “Vozes do Brasil”

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Erica Pereira de Morais apresentando seu trabalho, na Mostra de Ciência e Tecnologia

Foto: Eduardo Paulanti

Na tarde da última quinta-feira (05), aconteceu a última sessão da Mostra de Ciência e Tecnologia, organizada e coordenada pela ANPG durante a 9ª Bienal da UNE. O evento contou com a apresentação de trabalhos, nos formatos comunicação oral e paineis gráficos, que abordaram diversas áreas da Ciência, e tiveram dentre os autores alunos da graduação e da pós-graduação.

Cem trabalhos foram selecionados para apresentação após apreciação dos resumos, anterior ao evento. Os estudantes se apresentaram na segunda (2), terça (3) e quinta-feira (5), na Fundição Progresso, Lapa, Rio de Janeiro.

Os painéis são apresentados diretamente aos interessados, mas deve independer do interlocutor “quem está lendo deve conseguir entender o trabalho através das informações textuais e gráficas contidas no painel, ou seja, deve ser uma forma de comunicação efetiva per si”. diz Phillipe Pessoa, Diretor de Cultura e Eventos Científicos e coordenador Geral da mostra científica da ANPG.

Nas sessões de comunicação oral, o estudante não apenas traz instrumentos visuais, como apresentações de slide, mas precisa apresentar e explicar o conteúdo e a ideia de sua pesquisa para o público. Além do conteúdo do trabalho, são observados a clareza dos slides, a postura e domínio do objeto de pesquisa. Os avaliadores trocam experiências, dicas e dão sugestões nos trabalhos ao longo da arguição.

Um dos trabalhos de comunicação oral da Mostra foi o de Felipe Almeida, graduando de engenharia civil da Universidade Federal de Uberlândia (MG), com o tema “Viabilidade técnica dos solos das regiões sul e sudeste de Uberlândia para aplicação em pavimentos rodoviários”, uma pesquisa de geotecnia que, segundo o próprio Felipe, tem mais relevância do que ele imaginava. “Eu não sabia que podia ser assim tão importante. Por isso é bom participar desse tipo de evento, pois a partir das críticas dos avaliadores, descobri que posso continuar aprimorando minha pesquisa”, conta o rapaz que, agora, pretende seguir para o mestrado com seu trabalho, que consiste em avaliar como o solo da região reage nos mais diversos testes, como de plasticidade, para possível uso da construção civil de maneira mais barata e com qualidade.

Já o trabalho de Érica Pereira de Morais consistia em uma avaliação do lixo proveniente de áreas ligadas à saúde. Com o tema “Diagnóstico de resíduos de saúde em Barreiras-Bahia”, a graduanda de Engenharia Sanitária Ambiental da Universidade Federal do Oeste da Bahia percorreu 100 estabelecimentos na cidade para descobrir como o lixo tóxico e de saúde estava sendo descartado e quais impactos este poderia ter na população e na vida de quem vive e trabalha a partir do lixão instalado no local.

“A cidade não tem nenhum plano municipal que gerencie os resíduos em geral e nem os de saúde”, diz Erica. Segundo ela, a maior dificuldade para a realização da pesquisa teria sido o fato de que não haveria nenhum tipo de bibliografia sobre o assunto e o local. Apesar disso, a Mostra de Ciência e Tecnologia não foi o primeiro evento no qual o trabalho foi apresentado. “Fomos para o Congresso Baiano de Engenharia Sanitária, em Feira de Santana e em outras cidades. É trabalhoso, mas vale a pena ”, afirma.

A pesquisa do doutorando em Geotecnia e Recursos Naturais, Pedro Luis Teixeira de Camargo, da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), teve como tema “A Utilização do Mapeamento Pedológico e do Banco de Sementes na área da Região de Proteção Ambiental do Rio Pandeiros, no Vale do Jequitinhonha”; e como intuito gerar mapas de futuro para projetos de preservação ambiental que poderiam identificar o banco de sementes do bioma proposto, além do zoneamento socioeconômico da região. Segundo Camargo, que é formado em Biologia, o tema foi escolhido pois ele acredita que a ciência deve ter não somente uma contribuição acadêmica, mas também social.

“Essa é uma das regiões mais pobres do Brasil e os financiamentos para áreas como essa são menores, tendo em vista a falta de políticas públicas em Minas Gerais ao longo dos últimos doze anos”, completa o doutorando. Segundo ele, esse trabalho poderia contribuir para a preservação de um bioma e ajudaria na melhora de vida das pessoas residentes na área.

Finalizando a Mostra de Ciência e Tecnologia, que homenageou, na terça-feira, um dos grandes nomes da ciência nacional, o físico e professor Ildeu de Castro Moreira, o evento contou com cerca de 20 apresentações em painel e cerca de 10 comunicações orais por dia, trazendo uma maior aproximação dos pesquisadores com o público estudantil. “Sempre é muito produtivo acompanhar os trabalhos dos estudantes. A mostra científica cumpre esse papel de permitir a interação entre esses jovens pesquisadores e o intercâmbio de diferentes experiências cientificas. Em suma, é um evento que contribui para o avanço científico e tecnológico, incentivando a jornada de novos cientistas”, finaliza o coordenador geral, Phillipe Pessoa.

Por Magdalena Bertola, do Rio de Janeiro