Mais de 60 entidades científicas, acadêmicas e sindicais de todo o País se manifestam pedindo que o Senado retire imediatamente de pauta a PEC 186, também chamada PEC Emergencial, que propõe a desvinculação dos recursos obrigatórios para saúde e educação do Orçamento Geral da União. Conforme afirmam as entidades, a medida prevista para ser votada nesta quinta-feira, 25 de fevereiro, fere a Constituição.
“Há normas pétreas na Constituição Federal que não podem ser abolidas por emenda constitucional, como as que garantem direitos e garantias individuais, incluídos os direitos sociais considerados fundamentais pelo Supremo Tribunal Federal. Assim, saúde e educação são direitos pétreos que não podem ser abolidos sob nenhum pretexto”, alertam no manifesto.
As entidades organizam também para esta quinta-feira um tuitaço para pressionar os senadores a retirar a PEC de pauta e discutir a questão com a sociedade. A manifestação virtual começará às 10h, com a #AuxilioSimDesmonteNão.
Veja abaixo o manifesto na íntegra:
A Associação de Bolsistas, Pós-Graduandos e Pós-Graduados (ABPG) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) vem, por meio desta nota, manifestar indignação pela suspensão do pagamento de bolsas PCI (Programa de Capacitação Institucional) no dia 1 de fevereiro de 2021, e solidariedade aos afetados. Estes pesquisadores são especialistas contratados pelo INPE para atuar nas mais diversas áreas do Instituto, cruciais para o avanço técnico-científico do país.
A notícia da suspensão é mais preocupante dado o déficit orçamentário do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), equivalente a 34% em relação a 2020. O diretor do INPE, Dr. Clézio Nardin, articula com o Ministério para que o orçamento seja estabilizado e as bolsas mantidas. Devido à pressão feita pela mídia e pelo Instituto, excepcionalmente bolsistas pertencentes ao projeto do primeiro satélite 100% brasileiro, Amazônia 1, a ser lançado no dia 28 deste mês na Índia, tiveram suas questões orçamentárias resolvidas. O mesmo não é verdade para os demais bolsistas, incluindo aqueles que participam do projeto de monitoramento de desmatamento de biomas brasileiros como Floresta Amazônica e Cerrado, assim como no monitoramento de desastres naturais e previsão do tempo.
A suspensão das bolsas afeta os pesquisadores de maneira substancial, dado que esses pesquisadores já são privados dos direitos de um trabalhador assalariado tradicional (13º salário, férias, folgas, seguros) e não podem manter nenhum outro vínculo empregatício, assinalando-os como dedicação exclusiva. Toda essa situação e o fato dos projetos, que têm contratos de mais de um ano, terem de ser renovados anualmente geram instabilidade das atividades.
Com a falta de investimento em ciência por parte do governo federal, as instituições e os institutos de ensino e pesquisa no país ficam defasados, afetando os pesquisadores em diferentes níveis. Atrasos em pagamentos, diminuição no número de contratados e de concursos e falta de transparência quanto ao processo de renovação das bolsas, que deve ser anual, são algumas das inseguranças vivenciadas por estes pesquisadores, desafiando a sua motivação de continuarem apostando na carreira científica ou acontecendo a denominada “fuga de cérebros”. Como efeito direto disso, a Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) do Brasil também são defasados. Os motivos dessas instabilidades recorrentes são, em geral, associados à falta de verba ou má gestão por parte do MCTI.
Com isso, a ABPG-INPE manifesta sua indignação em relação à atual suspensão das bolsas PCI e pede para que todas sejam retomadas, normalizando, assim, a situação dos bolsistas afetados e das pesquisas por eles conduzidas.
São José dos Campos, 05 de fevereiro de 2021.
Atenciosamente,
Diretoria ABPG-INPE
Gestão 2020-2021
No início deste ano, em 18 de janeiro, mais de 40 organizações da sociedade civil, movimentos sociais, coletivos, entidades sindicais e organizações populares lançaram o Comitê Sergipano contra a Intervenção e em Defesa da Autonomia e da Democracia na Universidade Federal de Sergipe.
O Comitê é uma resposta da sociedade sergipana em rejeição à intervenção do MEC que, em novembro de 2020, nomeou uma reitora pró-tempore para a administração da UFS.
Leia abaixo a Carta de fundação do Comitê.
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Carta de apresentação e lançamento do Comitê Sergipano contra a Intervenção e em Defesa da Autonomia e da Democracia na Universidade Federal de Sergipe
A formação do Comitê Sergipano contra a Intervenção e em defesa da Autonomia e da Democracia na UFS, representado pelas entidades abaixo relacionadas, constitui um ato político de rejeição da intervenção federal que nomeou, em novembro de 2020, uma reitora pró-tempore para a administração da Universidade Federal de Sergipe.
Como entidades representativas de diversas categorias de trabalhadores, movimentos e organizações sociais do estado de Sergipe, esse cenário nos obriga a somar esforços em defesa da AUTONOMIA da única Universidade pública do estado, que se consolida como patrimônio do povo sergipano, servindo-lhe e assegurando condições de desenvolvimento social e econômico ao seu território.
O constrangimento à autonomia universitária prevista no Art. 207 da Constituição Federal/88, assim como dos princípios da pluralidade de ideias e de concepções pedagógicas e da gestão democrática do ensino (Art. 206, incisos II e VI, CF/88), com a nomeação de Reitora pró-tempore pelo Ministro da Educação, através da Portaria nº 995, de 20 de novembro de 2020, indica o robustecimento do desmonte das Universidades públicas, autorizado pelos diversos cortes à pasta da educação pública em geral e da educação superior.
A presença de uma interventora em nossa Universidade, integrada a outros atos autoritários nas instituições congêneres, é estratégia que visa também dificultar a resistência contra a Reforma Administrativa, através dos meios institucionais, atingindo diretamente seus servidores.
Além disso, é preciso denunciar a possibilidade de, mesmo num curto prazo, atos administrativos pela interventora que representem o agravamento de medidas antidemocráticas na Universidade. Nesse sentido, a presença da interventora é ainda mais perigosa.
Há, por parte do governo Bolsonaro, uma intenção de esvaziar e descaracterizar a democracia como pressuposto teórico e prático, a partir do controle das instituições, bem como por meio de uma retórica coordenada contrária aos valores democráticos na vida social do país.
A luta contra os ataques à educação pública nesse país está na ordem do dia. A defesa de um projeto de mercantilização e financeirização, que aponta para a privatização e até desnacionalização do ensino, objetiva responder interesses de ruptura das insuficientes políticas públicas educacionais, dos direitos sociais fundamentais e do próprio Estado Democrático de Direito. A educação aparece na fronte dos impactos da catástrofe anunciada que é o ajuste fiscal. Estamos experimentando o mais sistemático ataque à educação pública no Brasil, do ensino básico ao ensino superior, com rebatimentos na negação do acesso ao conhecimento e à cidadania.
No âmbito da educação superior, acompanhamos desde o início desse governo uma opção declarada em considerar estudantes e profissionais da educação como inimigos da nação, nessa direção manifestando sua defesa por um projeto de país que não quer garantir o acesso de todas e todos à educação gratuita, laica e de qualidade. Sua compreensão da ausência de relevância do conhecimento científico expõe o negacionismo e obscurantismo como conteúdos do seu projeto político, cujas intencionalidades indicam o fim do Estado de direitos.
Não fossem suficientes as outras frentes já em curso, como o desfinanciamento da Universidade, o enfrentamento ao Future-se, o ensino remoto e os prejuízos à aprendizagem, ao trabalho e à saúde, além das diversas perdas pela COVID-19, cerca de 20 instituições federais de ensino entre universidades, institutos e centros federais encontram-se sob intervenção no país, um quadro que desrespeita as decisões sobre a escolha de reitores no âmbito das instituições. Os interventores, representantes diretos do governo federal, flertam taticamente com movimentos autoritários, que intencionam macular os processos democráticos experimentados na Rede Federal de Educação Superior, Profissional e Tecnológica.
Nesse esforço, constituímos no dia 18 de janeiro de 2021, o COMITÊ SERGIPANO CONTRA A INTERVENÇÃO E EM DEFESA DA AUTONOMIA E DA DEMOCRACIA NA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE.
A defesa dos valores democráticos e da autonomia política e pedagógica, o que inclui o direito de escolha do seu gestor, no âmbito da Universidade Federal de Sergipe, dá unidade e centralidade à luta e às ações que serão desenvolvidas por nós entidades, movimentos e organizações sociais que assinamos esse documento.
Cidade universitária, Prof. José Aloísio de Campos.
São Cristóvão, 18 de janeiro de 2021.
Integram o Comitê as seguintes entidades, movimentos e organizações sociais:
- ADUFS – Associação dos Docentes da Universidade Federal de Sergipe
- SINTUFS – Sindicato dos Trabalhadres Técnico-administrativos em Educação da Universidade Federal de Sergipe
- DCE UFS – Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de Sergipe
- APG UFS – Associação de pós-graduandos e pós-graduandas da Universidade Federal de Sergipe
- AAU UFS – Associação Atlética Universitária da UFS
- ABJD – Associação Brasileira de Juristas pela Democracia/Núcleo Sergipe
- Afronte – Juventude sem medo
- AGB – Associação dos Geógrafos Brasileiros
- ANFOPE – Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação
- ASSIBGE – Sindicato dos Trabalhadores do IBGE de Sergipe
- CASSMAGA – Centro Acadêmico de Serviço Social da UFS
- Coletivo Quilombo
- CRESS Sergipe – Conselho Regional de Serviço Social da 18ª Região
- CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil
- CUT – Central Única dos Trabalhadores de Sergipe
- GPEHI – Grupo de Pesquisa Educação, História e Interculturalidade
- Levante Popular da Juventude
- Mandato de Iran Barbosa, Deputado Estadual (PT)
- Mandato de Isac, vereador de Aracaju (PDT)
- Mandata de Linda Brasil, vereadora de Aracaju (PSOL)
- Mandato da Professora Ângela Melo, vereadora de Aracaju (PT)
- MOTU – Movimento Organizado dos Trabalhadores Urbanos de Sergipe
- MPA – Movimento dos Pequenos Agricultores de Sergipe
- MST – Movimento dos Trabalhadores Sem Terra de Sergipe
- MTST – Movimento dos Trabalhadores Sem Teto de Sergipe
- NEABI/UFS – Núcleo de Estudos Afrobrasileiros e Indígenas da UFS
- OAB/SE – Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Sergipe
- PSOL – Partido Socialismo e Liberdade/Sergipe
- PSTU – Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado/Sergipe
- PT – Partido dos Trabalhadores/Sergipe
- SINASEFE Sergipe – Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica
- SINDASSE – Sindicato dos Assistentes Sociais do Estado de Sergipe
- SINDICAGESE – Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Cimento, Cal e Gesso de Sergipe
- SINDIFISCO – Sindicato do Fisco do Estado de Sergipe
- SINDIJUF/SE – Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal no Estado de Sergipe
- SINDIPEMA – Sindicato dos Profissionais do Ensino do Município de Aracaju
- SINDIPETRO AL/SE – Sindicato Unificado dos Trabalhadores Petroleiros, Petroquímicos, Químicos e Plásticos nos Estados de Alagoas e Sergipe
- SINDIPREV – Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho e Previdência de Sergipe
- SINDISAN – Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgotos do Estado de Sergipe
- SINDISCOSE – Sindicato dos Servidores em Conselhos e Ordens de Fiscalização Profissional do Estado de Sergipe
- SINDMARKETING – Sindicato dos Trabalhadores em Telemarketing e Empregados de Empresas de Telemarketing do Estado de Sergipe
- SINTESE – Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica do Estado de Sergipe
- UGT – União Geral dos Trabalhaores de Sergipe
Em carta aberta, reitoras, reitores e diretores eleitos e não empossados nas instituições federais de ensino superior cobram das autoridades respeito à autonomia universitária, cuja expressão máxima se dá nas votações realizadas pelas comunidades para a escolha de seus dirigentes.
Os signatários, que lutam contra as intervenções antidemocráticas realizadas pelo governo Bolsonaro nas IFES, querem que se faça valer o voto do Ministro Edson Fachin na ADIN 6565, que vincula a nomeação do dirigente à ordem da lista tríplice.
“As escolhas dos dirigentes máximos das universidades e institutos federais devem seguir os seguintes requisitos: “(I) se ater aos nomes que figurem na respectiva lista tríplice; (II) respeitar integralmente o procedimento e a forma da organização da lista pela instituição universitária; e (III) recaia sobre o docente indicado em primeiro lugar na lista”, apontam, ao conclamar a mobilização em defesa da democracia e da autonomia universitária.
Os estudantes, pós-graduandos, bolsistas da FACEPE estão reivindicando que a prorrogação das bolsas contemple também os mais de 450 bolsistas que iriam terminar suas pesquisas e projetos agora em fevereiro, e que não conseguirão devido ao impacto da pandemia no andamento de seus projetos. Para isso, queremos seu apoio nessa mobilização. Vamos mobilizar os deputados estaduais e o governo do estado de Pernambuco para suplementar o orçamento da FACEPE e permitir a prorrogação das bolsas por, pelo menos, 90 dias.
O que fazer? Mobilização Virtual
Pressão nas redes sociais e e-mails dos políticos do dia 18 a 27 de janeiro.
Importante fazer todos os passos todos os dias da mobilização virtual.
1. Mandar email padrão para todos os deputados e governo do estado. Lista de email aqui. (Baixe o modelo do e-mail aqui)
2. Comentar nas primeiras duas ou mais fotos de cada deputado estadual e do governo do estado. Lista dos perfis aqui
Comentário:
Deputad@ ajude os mais de mil estudantes bolsistas da FACEPE a conseguir a prorrogação das bolsas dos pós-graduandos que iriam terminar suas pesquisas agora em fevereiro de 2021, mas que não poderão devido ao impacto da pandemia do coronavírus. Para isso, a FACEPE necessita de uma suplementação orçamentária, sem isso milhares de projetos de pesquisas de interesse público serão paralisadas. Precisamos dar condições temporais e financeiras para esses trabalhadores da ciência terminarem seus projetos. #ProrrogaFACEPE. Veja o abaixo assinado virtual, que conta com mais de 1400 assinaturas, e a carta aberta de mais de 50 representantes discentes de programas de pós-graduação de todas as universidades pernambucanas, públicas e privadas. http://chng.it/DtMV6mVRYh
3. Mandar o mesmo comentário acima para o direct dos deputados e do governo do estado.
4. Postar no seu feed e stories das redes sociais uma foto com uma plaquinha #ProrrogaFacepe com um texto do porquê prorrogar as bolsas, texto de sua autoria. Marque a @anpgoficial e desafie mais 5 amigos a fazerem isso também em suas redes sociais. Baixa aqui sua plaquinha
5. Assinar e divulgar o abaixo assinado online pelo #ProrrogaFACEPE http://chng.it/DtMV6mVRYh
6. Postar os cards para mobilização de todos os pesquisadores pernambucanos.
7. Convidar 5 amigos para entrarem no roteiro de mobilização em defesa do #ProrrogaFACEPE
Terminou? Amanhã repete todos os passos até o dia 28 de janeiro. Com nossa pressão social, conseguiremos prorrogar as bolsas.
Vamos pressionar virtualmente durante todos esses dias de janeiro.
O Brasil continua a exibir um quadro de enorme tragédia humanitária. Hoje, ultrapassamos 200 mil mortes por Covid-19 em dez meses, uma média de 20 mil mortes por mês.
Somos o segundo país com o maior número de mortes em todo o mundo. São quase 10 milhões de pessoas com infecção confirmadas; e a maioria destas, assim como a maioria das mortes, concentram-se entre os mais pobres, que sempre tiveram acesso precário à saúde, à educação, ao saneamento básico e à moradia digna
Nossas entidades manifestam o seu mais profundo pesar pelas vidas perdidas, muitas das quais evitáveis e resultado da inação e da irresponsabilidade dos mandatários da nação para o enfrentamento da pandemia. Sentimo-nos entristecidos pelo sofrimento incalculável dos milhões de brasileiras e brasileiros infectados e mortos pela Covid-19 e de seus familiares.
Estes números da pandemia resultam de escolhas irresponsáveis, anticientíficas e insensíveis, oriundas principalmente do presidente da República. Mais de 50 países já iniciaram a vacinação, enquanto a nossa população continua insegura e sofrendo sem uma resposta firme e transparente de como e quando poderá ser vacinada.
Continuamos solidários com todas as trabalhadoras e os trabalhadores da saúde e dos serviços essenciais que se mantêm em condições de risco na linha de frente assistindo aos doentes e garantindo o funcionamento da vida cotidiana.
Voltamos a alertar à sociedade brasileira que ainda persiste a ausência de um plano nacional de enfrentamento desta pandemia, bem como faltam atitudes concretas e responsáveis quanto à vacinação. A imunização é um dever do Estado e direito de todas as brasileiras e os brasileiros. Os efeitos do agravamento da crise sanitária, social e econômica hoje em curso atingirão todos os segmentos de nossa população e, de forma mais grave, as populações vulnerabilizadas.
É fundamental que a sociedade brasileira e as instituições democráticas se unam em defesa da vida e se mobilizem não só em solidariedade, como também na exigência de que o governo cumpra seu dever em garantir vacina para todas e todos, imediatamente, com toda a logística e recursos necessários. Precisamos de mais investimentos no SUS, tendo a saúde como direito de todas as pessoas e a manutenção da ajuda financeira emergencial com sua transformação em renda básica universal.
Frente Pela Vida e entidades signatárias:
Associação Brasileira de Economia da Saúde – AbrES
Associação Brasileira de Médicos e Médicas pela Democracia – ABMMD
Associação Brasileira de Educação Médica – Abem
Associação Brasileira de Imprensa – ABI
Associação Brasileira de Saúde Coletiva – Abrasco
Associação Brasileira de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora – ABRASTT
Associação Brasileira dos Terapeutas Ocupacionais – Abrato
Associação Brasileira Rede Unida – Rede Unida
Associação Nacional de Pós-Graduandos – ANPG
Centro Brasileiro de Estudos de Saúde – Cebes
Conselho Nacional de Saúde – CNS
Federação Nacional dos Farmacêuticos – Fenafar
Frente Ampla em Defesa da Saúde dos Trabalhadores
Instituto Brasilidade
Instituto de Direito Sanitário Aplicado – Idisa
Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares – RNMMP
Sindicato dos Servidores de Ciência, Tecnologia, Produção e Inovação em Saúde Pública – Asfoc-SN
Sociedade Brasileira de Bioética – SBB
Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade – SBMFC
Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC
União Brasileira de Mulheres – UBM
União Brasileira de Estudantes Secundaristas – UBES
União Nacional dos Estudantes – UNE
Acesse a planilha e veja a lista de deputados que você pode mobilizar!
Acesse a planilha e veja a lista de deputados que você pode mobilizar!
A ANPG, em iniciativa conjunta com outras entidades nacionais vinculadas à Educação e Ciência e Tecnologia, enviou ao Congresso Nacional uma carta aberta com reivindicações dos setores a serem incluídas na Lei Orçamentária Anual de 2021.
A comunidade acadêmica e científica se movimenta para impedir a aprovação da proposta original do governo, que traz os níveis mais baixos de receitas para o MEC e o MCTIC no último período, além de cortes de 28% no orçamento da Capes para o ano que vem, afetando inclusive bolsas de estudo da pós-graduação, queda de 8,3% nas verbas do CNPq e apenas 22 milhões para fomento à pesquisa.
A dimensão dos cortes fica clara quando analisadas as propostas de receitas discricionárias dos ministérios. A proposta do governo é que caiba ao Ministério da Educação R$ 18 bilhões quando em 2014 o valor era de 42,9 bi. Para a Ciência e Tecnologia, a previsão é de apenas R$ 2,7 bilhões, ante aos R$ 8,7 bi de 2014. “No momento crítico de pandemia que o País vive, recursos para pesquisa básica e aplicada, para a inovação tecnológica são essenciais para o enfrentamento da Covid-19, além de permitir a recuperação econômica do País, como mostram as ações adotadas nos países desenvolvidos”, aponta o texto.
Antevendo o colapso dos setores, a iniciativa da ANPG e entidades parceiras é sensibilizar o Congresso para recompor esses recursos ao menos para os níveis da LOA/2017, no caso dos ministérios. Para o CNPq, reivindica-se a cifra de ao menos R$ 1,5 bilhão, assim como a recomposição das verbas da Capes e da Embrapa aos patamares de 2019.
As entidades sugerem iniciativas legislativas como a proibição de contingenciamento dos recursos do FNDCT, a destinação de 25% dos recursos do fundo social do Pré-Sal para a Ciência e Tecnologia e a exclusão dos recursos próprios das universidades da Lei do Teto de Gastos, todos projetos que já se encontram em tramitação no Congresso.
Além da ANPG, assinam o texto entidades como a ABC e a SBPC, a Iniciativa para a Ciência e Tecnologia no Parlamento, Andifes, Confap, ProIfes, SindGCT, dentre outras.
Leia a carta completa aqui
A Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG) solicitou uma reunião à presidência da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe) para apresentar as demandas de centenas de bolsistas afetados pelo prolongamento do isolamento social e outras medidas de combate à Covid-19 que impactam nos projetos de pesquisa.
A entidade elogia a Facepe por ter prorrogado prazos e bolsas por 90 dias durante a pandemia, mas considera que muitos estudantes têm reclamado o benefício no último período. “Temos recebido a demanda das centenas de pós-graduandos bolsistas da agência que não foram contemplados com a medida, especialmente os mais de 300 que finalizariam seus projetos até fevereiro de 2021”, alega.
Segundo a ANPG, são muito diversas as condições econômicas dos pós-graduandos do país e, em muitos casos, as bolsas representam parte fundamental da renda familiar, sendo que o corte poderá acarretar em prejuízos aos próprios projetos.
“É preciso considerarmos a ampliação dos prazos e das bolsas concedidas para todos os bolsistas, mas principalmente aqueles que finalizariam seus projetos em fevereiro de 2021, de modo a conseguirmos criar condições isonômicas temporais e financeiras para todos continuarem o desenvolvimento de suas pesquisas e não serem prejudicados por fatores alheios a suas vontades”, aponta em ofício endereçado à Facepe.
Hoje, dia 02/12/2020, foi publicado no Diário Oficial da União uma portaria do Ministério da Educação determinando a retomada das atividades presenciais de ensino nas instituições de educação superior que integram o sistema federal de ensino, o que abrange universidades e institutos federais, mas também as instituições privadas. Apenas algumas horas depois, após a pressão das entidades educacionais e a rejeição das universidades a portaria foi revogada.
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A UNE, UBES e ANPG defendem a vida, a educação, a ciência e a Autonomia Universitária, e contrariamente ao que faz Bolsonaro politizando a vacina e dificultando a superação da pandemia, acreditamos que é necessário a construção de uma grande campanha em defesa da vacina, exigindo agilidade em sua conclusão e a preparação urgente de um plano nacional de imunização, para que assim possa ser construído um processo que permita a retomada no tempo correto e com os investimentos e as medidas sanitárias necessárias.