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Jornalista ANPG

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No início deste ano, em 18 de janeiro, mais de 40 organizações da sociedade civil, movimentos sociais, coletivos, entidades sindicais e organizações populares lançaram o Comitê Sergipano contra a Intervenção e em Defesa da Autonomia e da Democracia na Universidade Federal de Sergipe.

O Comitê é uma resposta da sociedade sergipana em rejeição à intervenção do MEC que, em novembro de 2020, nomeou uma reitora pró-tempore para a administração da UFS.

Leia abaixo a Carta de fundação do Comitê.

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Carta de apresentação e lançamento do Comitê Sergipano contra a Intervenção e em Defesa da Autonomia e da Democracia na Universidade Federal de Sergipe

A formação do Comitê Sergipano contra a Intervenção e em defesa da Autonomia e da Democracia na UFS, representado pelas entidades abaixo relacionadas, constitui um ato político de rejeição da intervenção federal que nomeou, em novembro de 2020, uma reitora pró-tempore para a administração da Universidade Federal de Sergipe.

Como entidades representativas de diversas categorias de trabalhadores, movimentos e organizações sociais do estado de Sergipe, esse cenário nos obriga a somar esforços em defesa da AUTONOMIA da única Universidade pública do estado, que se consolida como patrimônio do povo sergipano, servindo-lhe e assegurando condições de desenvolvimento social e econômico ao seu território.

O constrangimento à autonomia universitária prevista no Art. 207 da Constituição Federal/88, assim como dos princípios da pluralidade de ideias e de concepções pedagógicas e da gestão democrática do ensino (Art. 206, incisos II e VI, CF/88), com a nomeação de Reitora pró-tempore pelo Ministro da Educação, através da Portaria nº 995, de 20 de novembro de 2020, indica o robustecimento do desmonte das Universidades públicas, autorizado pelos diversos cortes à pasta da educação pública em geral e da educação superior.

A presença de uma interventora em nossa Universidade, integrada a outros atos autoritários nas instituições congêneres, é estratégia que visa também dificultar a resistência contra a Reforma Administrativa, através dos meios institucionais, atingindo diretamente seus servidores.

Além disso, é preciso denunciar a possibilidade de, mesmo num curto prazo, atos administrativos pela interventora que representem o agravamento de medidas antidemocráticas na Universidade. Nesse sentido, a presença da interventora é ainda mais perigosa.

Há, por parte do governo Bolsonaro, uma intenção de esvaziar e descaracterizar a democracia como pressuposto teórico e prático, a partir do controle das instituições, bem como por meio de uma retórica coordenada contrária aos valores democráticos na vida social do país.

A luta contra os ataques à educação pública nesse país está na ordem do dia. A defesa de um projeto de mercantilização e financeirização, que aponta para a privatização e até desnacionalização do ensino, objetiva responder interesses de ruptura das insuficientes políticas públicas educacionais, dos direitos sociais fundamentais e do próprio Estado Democrático de Direito. A educação aparece na fronte dos impactos da catástrofe anunciada que é o ajuste fiscal. Estamos experimentando o mais sistemático ataque à educação pública no Brasil, do ensino básico ao ensino superior, com rebatimentos na negação do acesso ao conhecimento e à cidadania.

No âmbito da educação superior, acompanhamos desde o início desse governo uma opção declarada em considerar estudantes e profissionais da educação como inimigos da nação, nessa direção manifestando sua defesa por um projeto de país que não quer garantir o acesso de todas e todos à educação gratuita, laica e de qualidade. Sua compreensão da ausência de relevância do conhecimento científico expõe o negacionismo e obscurantismo como conteúdos do seu projeto político, cujas intencionalidades indicam o fim do Estado de direitos.

Não fossem suficientes as outras frentes já em curso, como o desfinanciamento da Universidade, o enfrentamento ao Future-se, o ensino remoto e os prejuízos à aprendizagem, ao trabalho e à saúde, além das diversas perdas pela COVID-19, cerca de 20 instituições federais de ensino entre universidades, institutos e centros federais encontram-se sob intervenção no país, um quadro que desrespeita as decisões sobre a escolha de reitores no âmbito das instituições. Os interventores, representantes diretos do governo federal, flertam taticamente com movimentos autoritários, que intencionam macular os processos democráticos experimentados na Rede Federal de Educação Superior, Profissional e Tecnológica.

Nesse esforço, constituímos no dia 18 de janeiro de 2021, o COMITÊ SERGIPANO CONTRA A INTERVENÇÃO E EM DEFESA DA AUTONOMIA E DA DEMOCRACIA NA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE.

A defesa dos valores democráticos e da autonomia política e pedagógica, o que inclui o direito de escolha do seu gestor, no âmbito da Universidade Federal de Sergipe, dá unidade e centralidade à luta e às ações que serão desenvolvidas por nós entidades, movimentos e organizações sociais que assinamos esse documento.

Cidade universitária, Prof. José Aloísio de Campos.

São Cristóvão, 18 de janeiro de 2021.

Integram o Comitê as seguintes entidades, movimentos e organizações sociais:

  1. ADUFS – Associação dos Docentes da Universidade Federal de Sergipe
  2. SINTUFS – Sindicato dos Trabalhadres Técnico-administrativos em Educação da Universidade Federal de Sergipe
  3. DCE UFS – Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de Sergipe
  4. APG UFS – Associação de pós-graduandos e pós-graduandas da Universidade Federal de Sergipe
  5. AAU UFS – Associação Atlética Universitária da UFS
  6. ABJD – Associação Brasileira de Juristas pela Democracia/Núcleo Sergipe
  7. Afronte – Juventude sem medo
  8. AGB – Associação dos Geógrafos Brasileiros
  9. ANFOPE – Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação
  10. ASSIBGE – Sindicato dos Trabalhadores do IBGE de Sergipe
  11. CASSMAGA – Centro Acadêmico de Serviço Social da UFS
  12. Coletivo Quilombo
  13. CRESS Sergipe – Conselho Regional de Serviço Social da 18ª Região
  14. CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil
  15. CUT – Central Única dos Trabalhadores de Sergipe
  16. GPEHI – Grupo de Pesquisa Educação, História e Interculturalidade
  17. Levante Popular da Juventude
  18. Mandato de Iran Barbosa, Deputado Estadual (PT)
  19. Mandato de Isac, vereador de Aracaju (PDT)
  20. Mandata de Linda Brasil, vereadora de Aracaju (PSOL)
  21. Mandato da Professora Ângela Melo, vereadora de Aracaju (PT)
  22. MOTU – Movimento Organizado dos Trabalhadores Urbanos de Sergipe
  23. MPA – Movimento dos Pequenos Agricultores de Sergipe
  24. MST – Movimento dos Trabalhadores Sem Terra de Sergipe
  25. MTST – Movimento dos Trabalhadores Sem Teto de Sergipe
  26. NEABI/UFS – Núcleo de Estudos Afrobrasileiros e Indígenas da UFS
  27. OAB/SE – Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Sergipe
  28. PSOL – Partido Socialismo e Liberdade/Sergipe
  29. PSTU – Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado/Sergipe
  30. PT – Partido dos Trabalhadores/Sergipe
  31. SINASEFE Sergipe – Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica
  32. SINDASSE – Sindicato dos Assistentes Sociais do Estado de Sergipe
  33. SINDICAGESE – Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Cimento, Cal e Gesso de Sergipe
  34. SINDIFISCO – Sindicato do Fisco do Estado de Sergipe
  35. SINDIJUF/SE – Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal no Estado de Sergipe
  36. SINDIPEMA – Sindicato dos Profissionais do Ensino do Município de Aracaju
  37. SINDIPETRO AL/SE – Sindicato Unificado dos Trabalhadores Petroleiros, Petroquímicos, Químicos e Plásticos nos Estados de Alagoas e Sergipe
  38. SINDIPREV – Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho e Previdência de Sergipe
  39. SINDISAN – Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgotos do Estado de Sergipe
  40. SINDISCOSE – Sindicato dos Servidores em Conselhos e Ordens de Fiscalização Profissional do Estado de Sergipe
  41. SINDMARKETING – Sindicato dos Trabalhadores em Telemarketing e Empregados de Empresas de Telemarketing do Estado de Sergipe
  42. SINTESE – Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica do Estado de Sergipe
  43. UGT – União Geral dos Trabalhaores de Sergipe

Em carta aberta, reitoras, reitores e diretores eleitos e não empossados nas instituições federais de ensino superior cobram das autoridades respeito à autonomia universitária, cuja expressão máxima se dá nas votações realizadas pelas comunidades para a escolha de seus dirigentes.

Os signatários, que lutam contra as intervenções antidemocráticas realizadas pelo governo Bolsonaro nas IFES, querem que se faça valer o voto do Ministro Edson Fachin na ADIN 6565, que vincula a nomeação do dirigente à ordem da lista tríplice.

“As escolhas dos dirigentes máximos das universidades e institutos federais devem seguir os seguintes requisitos: “(I) se ater aos nomes que figurem na respectiva lista tríplice; (II) respeitar integralmente o procedimento e a forma da organização da lista pela instituição universitária; e (III) recaia sobre o docente indicado em primeiro lugar na lista”, apontam, ao conclamar a mobilização em defesa da democracia e da autonomia universitária.

Os estudantes, pós-graduandos, bolsistas da FACEPE estão reivindicando que a prorrogação das bolsas contemple também os mais de 450 bolsistas que iriam terminar suas pesquisas e projetos agora em fevereiro, e que não conseguirão devido ao impacto da pandemia no andamento de seus projetos. Para isso, queremos seu apoio nessa mobilização. Vamos mobilizar os deputados estaduais e o governo do estado de Pernambuco para suplementar o orçamento da FACEPE e permitir a prorrogação das bolsas por, pelo menos, 90 dias.

O que fazer? Mobilização Virtual

Pressão nas redes sociais e e-mails dos políticos do dia 18 a 27 de janeiro.
Importante fazer todos os passos todos os dias da mobilização virtual.

1. Mandar email padrão para todos os deputados e governo do estado. Lista de email aqui.  (Baixe o modelo do e-mail aqui)

2. Comentar nas primeiras duas ou mais fotos de cada deputado estadual e do governo do estado. Lista dos perfis aqui 
Comentário:
Deputad@ ajude os mais de mil estudantes bolsistas da FACEPE a conseguir a prorrogação das bolsas dos pós-graduandos que iriam terminar suas pesquisas agora em fevereiro de 2021, mas que não poderão devido ao impacto da pandemia do coronavírus. Para isso, a FACEPE necessita de uma suplementação orçamentária, sem isso milhares de projetos de pesquisas de interesse público serão paralisadas. Precisamos dar condições temporais e financeiras para esses trabalhadores da ciência terminarem seus projetos. #ProrrogaFACEPE. Veja o abaixo assinado virtual, que conta com mais de 1400 assinaturas, e a carta aberta de mais de 50 representantes discentes de programas de pós-graduação de todas as universidades pernambucanas, públicas e privadas. http://chng.it/DtMV6mVRYh

3. Mandar o mesmo comentário acima para o direct dos deputados e do governo do estado.

4. Postar no seu feed e stories das redes sociais uma foto com uma plaquinha #ProrrogaFacepe com um texto do porquê prorrogar as bolsas, texto de sua autoria. Marque a @anpgoficial e desafie mais 5 amigos a fazerem isso também em suas redes sociais. Baixa aqui sua plaquinha

5. Assinar e divulgar o abaixo assinado online pelo #ProrrogaFACEPE  http://chng.it/DtMV6mVRYh

6. Postar os cards para mobilização de todos os pesquisadores pernambucanos.

7. Convidar 5 amigos para entrarem no roteiro de mobilização em defesa do #ProrrogaFACEPE
Terminou? Amanhã repete todos os passos até o dia 28 de janeiro. Com nossa pressão social, conseguiremos prorrogar as bolsas.

 

Vamos pressionar virtualmente durante todos esses dias de janeiro.

O Brasil continua a exibir um quadro de enorme tragédia humanitária. Hoje, ultrapassamos 200 mil mortes por Covid-19 em dez meses, uma média de 20 mil mortes por mês.

Somos o segundo país com o maior número de mortes em todo o mundo. São quase 10 milhões de pessoas com infecção confirmadas; e a maioria destas, assim como a maioria das mortes, concentram-se entre os mais pobres, que sempre tiveram acesso precário à saúde, à educação, ao saneamento básico e à moradia digna

Nossas entidades manifestam o seu mais profundo pesar pelas vidas perdidas, muitas das quais evitáveis e resultado da inação e da irresponsabilidade dos mandatários da nação para o enfrentamento da pandemia. Sentimo-nos entristecidos pelo sofrimento incalculável dos milhões de brasileiras e brasileiros infectados e mortos pela Covid-19 e de seus familiares.

Estes números da pandemia resultam de escolhas irresponsáveis, anticientíficas e insensíveis, oriundas principalmente do presidente da República. Mais de 50 países já iniciaram a vacinação, enquanto a nossa população continua insegura e sofrendo sem uma resposta firme e transparente de como e quando poderá ser vacinada.

Continuamos solidários com todas as trabalhadoras e os trabalhadores da saúde e dos serviços essenciais que se mantêm em condições de risco na linha de frente assistindo aos doentes e garantindo o funcionamento da vida cotidiana.

Voltamos a alertar à sociedade brasileira que ainda persiste a ausência de um plano nacional de enfrentamento desta pandemia, bem como faltam atitudes concretas e responsáveis quanto à vacinação. A imunização é um dever do Estado e direito de todas as brasileiras e os brasileiros. Os efeitos do agravamento da crise sanitária, social e econômica hoje em curso atingirão todos os segmentos de nossa população e, de forma mais grave, as populações vulnerabilizadas.

É fundamental que a sociedade brasileira e as instituições democráticas se unam em defesa da vida e se mobilizem não só em solidariedade, como também na exigência de que o governo cumpra seu dever em garantir vacina para todas e todos, imediatamente, com toda a logística e recursos necessários. Precisamos de mais investimentos no SUS, tendo a saúde como direito de todas as pessoas e a manutenção da ajuda financeira emergencial com sua transformação em renda básica universal.

Frente Pela Vida e entidades signatárias:

Associação Brasileira de Economia da Saúde – AbrES

Associação Brasileira de Médicos e Médicas pela Democracia – ABMMD

Associação Brasileira de Educação Médica – Abem

Associação Brasileira de Imprensa – ABI

Associação Brasileira de Saúde Coletiva – Abrasco

Associação Brasileira de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora – ABRASTT

Associação Brasileira dos Terapeutas Ocupacionais – Abrato

Associação Brasileira Rede Unida – Rede Unida

Associação Nacional de Pós-Graduandos – ANPG

Centro Brasileiro de Estudos de Saúde – Cebes

Conselho Nacional de Saúde – CNS

Federação Nacional dos Farmacêuticos – Fenafar

Frente Ampla em Defesa da Saúde dos Trabalhadores

Instituto Brasilidade

Instituto de Direito Sanitário Aplicado – Idisa

Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares – RNMMP

Sindicato dos Servidores de Ciência, Tecnologia, Produção e Inovação em Saúde Pública – Asfoc-SN

Sociedade Brasileira de Bioética – SBB

Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade – SBMFC

Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC

União Brasileira de Mulheres – UBM

União Brasileira de Estudantes Secundaristas – UBES

União Nacional dos Estudantes – UNE

 

Acesse a planilha e veja a lista de deputados que você pode mobilizar!

 

Acesse a planilha e veja a lista de deputados que você pode mobilizar!

A ANPG, em iniciativa conjunta com outras entidades nacionais vinculadas à Educação e Ciência e Tecnologia, enviou ao Congresso Nacional uma carta aberta com reivindicações dos setores a serem incluídas na Lei Orçamentária Anual de 2021.

A comunidade acadêmica e científica se movimenta para impedir a aprovação da proposta original do governo, que traz os níveis mais baixos de receitas para o MEC e o MCTIC no último período, além de cortes de 28% no orçamento da Capes para o ano que vem, afetando inclusive bolsas de estudo da pós-graduação, queda de 8,3% nas verbas do CNPq e apenas 22 milhões para fomento à pesquisa.

A dimensão dos cortes fica clara quando analisadas as propostas de receitas discricionárias dos ministérios. A proposta do governo é que caiba ao Ministério da Educação R$ 18 bilhões quando em 2014 o valor era de 42,9 bi. Para a Ciência e Tecnologia, a previsão é de apenas R$ 2,7 bilhões, ante aos R$ 8,7 bi de 2014. “No momento crítico de pandemia que o País vive, recursos para pesquisa básica e aplicada, para a inovação tecnológica são essenciais para o enfrentamento da Covid-19, além de permitir a recuperação econômica do País, como mostram as ações adotadas nos países desenvolvidos”, aponta o texto.

Antevendo o colapso dos setores, a iniciativa da ANPG e entidades parceiras é sensibilizar o Congresso para recompor esses recursos ao menos para os níveis da LOA/2017, no caso dos ministérios. Para o CNPq, reivindica-se a cifra de ao menos R$ 1,5 bilhão, assim como a recomposição das verbas da Capes e da Embrapa aos patamares de 2019.

As entidades sugerem iniciativas legislativas como a proibição de contingenciamento dos recursos do FNDCT, a destinação de 25% dos recursos do fundo social do Pré-Sal para a Ciência e Tecnologia e a exclusão dos recursos próprios das universidades da Lei do Teto de Gastos, todos projetos que já se encontram em tramitação no Congresso.

Além da ANPG, assinam o texto entidades como a ABC e a SBPC, a Iniciativa para a Ciência e Tecnologia no Parlamento, Andifes, Confap, ProIfes, SindGCT, dentre outras.

Leia a carta completa aqui

A Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG) solicitou uma reunião à presidência da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe) para apresentar as demandas de centenas de bolsistas afetados pelo prolongamento do isolamento social e outras medidas de combate à Covid-19 que impactam nos projetos de pesquisa.

A entidade elogia a Facepe por ter prorrogado prazos e bolsas por 90 dias durante a pandemia, mas considera que muitos estudantes têm reclamado o benefício no último período. “Temos recebido a demanda das centenas de pós-graduandos bolsistas da agência que não foram contemplados com a medida, especialmente os mais de 300 que finalizariam seus projetos até fevereiro de 2021”, alega.

Segundo a ANPG, são muito diversas as condições econômicas dos pós-graduandos do país e, em muitos casos, as bolsas representam parte fundamental da renda familiar, sendo que o corte poderá acarretar em prejuízos aos próprios projetos.

“É preciso considerarmos a ampliação dos prazos e das bolsas concedidas para todos os bolsistas, mas principalmente aqueles que finalizariam seus projetos em fevereiro de 2021, de modo a conseguirmos criar condições isonômicas temporais e financeiras para todos continuarem o desenvolvimento de suas pesquisas e não serem prejudicados por fatores alheios a suas vontades”, aponta em ofício endereçado à Facepe.

Hoje, dia 02/12/2020, foi publicado no Diário Oficial da União uma portaria do Ministério da Educação determinando a retomada das atividades presenciais de ensino nas instituições de educação superior que integram o sistema federal de ensino, o que abrange universidades e institutos federais, mas também as instituições privadas. Apenas algumas horas depois, após a pressão das entidades educacionais e a rejeição das universidades a portaria foi revogada.
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A UNE, UBES e ANPG defendem a vida, a educação, a ciência e a Autonomia Universitária, e contrariamente ao que faz Bolsonaro politizando a vacina e dificultando a superação da pandemia, acreditamos que é necessário a construção de uma grande campanha em defesa da vacina, exigindo agilidade em sua conclusão e a preparação urgente de um plano nacional de imunização, para que assim possa ser construído um processo que permita a retomada no tempo correto e com os investimentos e as medidas sanitárias necessárias.

 

A Associação de Pós-Graduandos e Pós-Graduandas da Universidade Federal de Sergipe (APG-UFS), no exercício de representação legal dos estudantes de Pós-Graduação (strictu sensu e lato sensu) da UFS, na pessoa de seus representantes legais, vem através desta nota manifestar repúdio à Portaria n.º 995, de 20 de novembro de 2020, do Ministério da Educação, assinada pelo atual Ministro Milton Ribeiro, publicada no Diário Oficial da União em 23 de novembro de 2020, que nomeia a Professora Liliádia da Silva Oliveira Barreto, do Departamento de Serviço Social, como Reitora Pro Tempore para a Universidade Federal de Sergipe. Em 25 de novembro de 2020, também foi nomeado o Vice-Reitor Pro Tempore, o Professor Pedro Durão, do Departamento de Direito.
A atual intervenção federal em Sergipe não é um fato isolado. Desde 2019 até a presente data, o atual Presidente da República não respeitou em outras 14 (quatorze) entidades educacionais públicas a prática de escolher a primeira colocação da listra tríplice ou mesmo nomeou pessoas fora dela, a saber: na Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB), Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) e Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri (UFVJM), além dos Institutos Federais de Santa Catarina e do Rio Grande do Norte.
Por conta desse panorama e como prova de prática recorrente do atual governo federal, está em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF) a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 6565) que pede a declaração de inconstitucionalidade de dispositivos da Lei n.º 9.192/1995 que permite a nomeação a partir da lista tríplice. E mais recentemente, o que também comprova a recorrência dos atos arbitrários praticados pelo Presidente da República, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) ajuizou Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF 759) no Supremo Tribunal Federal, requerendo que, na nomeação dos reitores das universidades federais e dos diretores das instituições federais de ensino superior, o Presidente Jair Bolsonaro seja obrigado a observar os nomes mais votados nas listas tríplices enviadas por essas entidades.
Ainda que as ações tenham objetivos diferentes e não tenham sido julgadas definitivamente, elas demonstram que politicamente há um modus operandi que tenta minar a autonomia das universidades e instituições federais. Modo esse que se alinha à lógica de declarações proferidas pelo governo seja no campo ideológico religioso ou político que circularam amplamente na imprensa e que tentavam configurar as universidades federais como locais de uso de drogas ou de balbúrdia, dentre outros ataques. O modus operandi aponta também alinhamento com a lógica do Programa “Future-se”, lançado pelo atual governo federal em 2019, e que liberava a captação de recursos para as universidades por meio de empresas privadas, mudando completamente o caráter com o qual atuam hoje. Esses ataques foram realizados sob a gestão do ex-Ministro da Educação Abraham Weintraub que teve como último ato, no dia 18 de junho de 2029, a tentativa de revogação de uma portaria de 2016 que previa a inclusão de negros, indígenas e pessoas com deficiência nos cursos de Pós-graduação. Na data de 23 do mesmo mês, sob duras críticas de entidades e da população, o MEC revogou o ato do ex-Ministro. Assim, o que se percebe, no entanto, é a continuidade da lógica de ataques e de deslegitimação, nesse momento, sob a prática de intervenção.
No caso específico da UFS, é de conhecimento da comunidade acadêmica que o processo eleitoral foi e está sendo conturbado. Três processos já foram ajuizados colocando o pleito em questão: um mandado de segurança coletivo, já julgado e que não obteve êxito; um requerimento de tutela provisória de urgência antecipada (em andamento) e uma ação popular (em andamento). Além dessas ações judiciais, também foi aberto o inquérito civil (n.º 1.35.000.000178/2020-31, em 8 de outubro de 2020) pelo Ministério Público Federal com o objetivo de apurar denúncia de ilegalidade do pleito, fato que interrompeu a nomeação do ex-Vice-Reitor Valter Joviniano de Santana Filho, o mais votado da lista tríplice do Colégio Eleitoral Especial, convocado pelo ex-Reitor Ângelo Roberto Antoniolli. Ocorre que na quarta-feira, 25 de novembro de 2020, o MPF decidiu pelo arquivamento deste inquérito por entender que “[…] a suposta ausência de uma legislação infraconstitucional não pode se sobrepor à autonomia universitária, no sentido de embaraçar processo democrático realizado por meio até então atípico, mas previamente autorizado em legislação federal”. Com esta decisão, o Ministério Público Federal afasta os supostos motivos que haviam ensejado a intervenção na Universidade Federal de Sergipe.
Diante do exposto, a APG UFS, assim como as demais entidades da mesma instituição, pede respeito à Comunidade Acadêmica e à Consulta Pública, bem como à legitimidade da lista resultante dela. É inadmissível que nossa Universidade, considerada a melhor da região Nordeste e a oitava do país (segundo a World University Ranking, divulgado pelo Times Higher Education) seja conduzida por uma pessoa empossada de forma antidemocrática e sem as qualificações necessárias para um cargo desse porte. Sendo assim, e por entender que as intervenções do governo federal abarcam motivos que extrapolam os fatos ocorridos em Sergipe, não reconhecemos a legitimidade da Interventora e de seu atual Vice (Reitora e Vice-Reitor Pro Tempore) então empossados e nos posicionamos pela defesa da autonomia universitária e do processo eleitoral democrático.

APG UFS
ANPG

26 de novembro de 2020

Confira nosso último post aqui

Todo o apoio da ANPG à carta aberta de pesquisadores e pesquisadoras das Universidades Federais pela efetiva prorrogação das bolsas de estudos em virtude da pandemia. Capes, CNPq e agência estaduais, como a Fapemig, assumiram o compromisso de estender os prazos das bolsas, contudo, apenas as bolsas CNPq que venceriam em dezembro foram efetivamente prorrogadas até o momento, o que tem gerado justificada apreensão e insegurança na comunidade acadêmica. Vamos manter a pressão para que nenhum pesquisador seja prejudicado!

 

Leia abaixo a carta na integra e acesse o abaixo assinado!