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Jornalista ANPG

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Quando as pesquisas indicam
rejeição da população brasileira à Reforma da Previdência de Jair Bolsonaro, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e sindicatos de todo o país lançam a campanha “QUERO VIVER DEPOIS DE TRABALHAR”

Principal tema do debate público atualmente no Brasil, a proposta
de Reforma da Previdência do governo
Jair Bolsonaro está sendo negada pela maioria dos brasileiros
e brasileiras, como atestam as últimas pesquisas de opinião de institutos como o Datafolha e o Vox Populi. Representando esse sentimento e mobilizando a população a se manifestar contra essa reforma, a
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras
do Brasil (CTB) lança nesta sexta (12) a campanha “QUERO VIVER DEPOIS DE TRABALHAR – NÃO MEXA NA MINHA APOSENTADORIA”,
um movimento que busca alertar o público em geral sobre os riscos dessa reforma e a ameaça do fim das aposentadorias.

Em um contexto de envelhecimento da população e de graves ataques
aos direitos sociais básicos, a campanha catalisa a expectativa de milhões de pessoas trabalhadoras, principalmente as mais pobres, de poderem viver com dignidade após todos os seus anos de atividade. Segundo o
presidente da CTB, Adilson Araújo,
o movimento sindical tem a responsabilidade de mostrar, à maioria da população com menos renda e recursos, que ela é a principal prejudicada com as mudanças na Previdência que serão votadas pelo Congresso Nacional.

“É um retrocesso que joga o ônus da crise sobre a classe trabalhadora.
Não vai tirar o Brasil dessa situação financeira e sim preservar os privilégios de alguns setores, enquanto ignora a dívida de empresas privadas com a Previdência. O projeto do governo é promover um desmonte da seguridade social”, denuncia.

De acordo com o próprio texto da Proposta de Emenda Constitucional
6/2019, que é o projeto da reforma em andamento, mais de 90% dos valores que o governo espera cortar do sistema previdenciário são do chamado Regime Geral de Previdência Social, ou seja, o que reúne a imensa maioria dos trabalhadores pobres e que recebem aposentadorias
de um ou dois salários mínimos.

REDES, SITE E CARTILHA

A campanha
“QUERO VIVER DEPOIS DE TRABALHAR”
será composta de peças gráficas como cartazes, folhetos e uma cartilha com pontos explicativos sobre de que forma o trabalhador brasileiro será prejudicado com a reforma. A campanha também terá vídeos, ações nas redes sociais e um site para tirar dúvidas sobre
o tema, auxiliando as pessoas, com uma calculadora online, a medirem as diferenças do atual sistema e do novo em relação ao tempo de aposentadoria.

OS PERIGOS DA REFORMA

Entre os perigos do projeto de reforma da previdência, a CTB
e as centrais sindicais também denunciam o enfraquecimento da aposentadoria rural, o desmonte do Benefício de Prestação Continuada (BPC), que promove o apoio a indivíduos em situação de pobreza extrema, o fim da aposentadoria por tempo de contribuição e a
proposta de capitalização da previdência pública no Brasil, que já se mostrou desastrosa em outros países como o Chile e contribui para a degradação das condições sociais da população idosa.

A CTB e o movimento sindical também combatem o falso argumento
do governo federal e do ministro da economia, Paulo Guedes, de que há um déficit na Previdência, reivindicando que ela seja contemplada devidamente como parte do sistema de seguridade social brasileiro e que seja garantida como prevê a Constituição Federal
para a proteção da vida e da dignidade dos milhões de brasileiros e brasileiras.

Saiba mais em:

www.viverdepoisdetrabalhar.com.br

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twitter.com/campanhactb

Foi realizado nesta terça-feira, 9/4, na UFAM, em Manaus, o primeiro encontro de pós-graduandos e pós-graduandas do Amazonas. O evento reuniu mais de 100 estudantes e contou com as presenças dos presidentes de APGs Cristiano da Silva Paiva (UFAM) e Paulo César Marques (UEA), do reitor da universidade federal, Professor Sylvio Mário Puga Ferreira, e da pró-reitora de pesquisa e pós-graduação, Professora Selma Suely Oliveira. Nos debates, foram abordados os desafios nacionais da ciência e tecnologia e as também lutas locais contra a perda de conquistas. Um tema que hoje mobiliza a Universidade Federal do Amazonas é a luta contra o fim do subsídio no restaurante universitário (R.U) para os estudantes da pós-graduação, que está sob ameaça de corte. A atuação da APG já obteve uma primeira conquista com a prorrogação do subsídio, que, conforme informou a reitoria no dia do encontro, irá até o dia 31 de julho. Tempo para novas ações para garantir a permanência do direito. “Nossa ideia é trabalhar pela construção de um edital que atenda critérios justos para que, após o fim do prazo, os estudantes possam continuar utilizando o R.U. Outra questão que estamos propondo é a busca de uma emenda parlamentar que mantenha o subsídio do R.U a todos os pós-graduandos”, afirma Cristiano. Além dessa questão, também foi incorporada às reivindicações do encontro a assistência psicológica aos estudantes, uma vez que têm crescido os casos de adoecimento por assédio moral entre os pós-graduandos. A ANPG tem contribuído nessa luta ao disponibilizar o atendimento da Ouvidoria para que os estudantes possam endereçar suas queixas. Por mais investimentos, contra os cortes na Ciência e na Educação Karen Castelli, tesoureira da ANPG, expôs os desafios dos pós-graduandos no país e criticou os profundos cortes orçamentários que afetaram diretamente os ministérios de Ciência e Tecnologia e da Educação. Atualmente, o MCTIC tem seu pior orçamento dos últimos anos e teve 43% de contingenciamento; na Educação, os cortes chegam a R$ 6 bilhões. Órgãos fundamentais para a pesquisa científica, como o CNPQ, já admitem que só devem ter recursos para pagar os bolsistas até setembro. A diretora apresentou as campanhas nacionais da ANPG pela valorização da ciência e dos pesquisadores, através do imediato reajuste das bolsas de estudo, congeladas desde 2013, e da destinação de recursos oriundos do fundo do pré-sal para a ciência e tecnologia. “O papel do conjunto dos pós-graduandos e da organização estudantil dentro das universidades é alavancar essas lutas para que possamos ter nossos direitos preservados, que a pesquisa e os pesquisadores sejam valorizados”, destacou Karen. O encontro aprovou uma moção em defesa da soberania brasileira sobre a Amazônia e contra a exploração das riquezas locais pelos Estados Unidos, acordo que tem sido aventado pelo governo Bolsonaro.

Diante das informações já divulgadas pela ASSIBGE-SN sobre a reunião com a Presidente Susana Guerra, ocorrida em 28 de março, a Executiva Nacional reafirma que a situação do IBGE é muito grave. A Direção relatou estar se movimentando para obter recursos que viabilizem o Censo 2020, não havendo, portanto, garantias para realização da operação censitária até o momento.
Guerra destacou que a próxima semana será decisiva para o Censo 2020, quando estará em Brasília para negociar o orçamento da operação censitária. Já o diretor da DPE, Claudio Crespo, confirmou que o Censo deve passar por um “ajuste operacional”, o que poderá afetar, inclusive, o questionário. Além disso, de acordo com Susana Guerra “tudo está sobre a mesa”, podendo inclusive ocorrer redução da amostra ou do questionário.
A Executiva Nacional entende que qualquer alteração na operação censitária deve respeitar a avaliação dos técnicos da instituição, que possuem total competência para definir tanto o questionário quanto a amostra, conforme demonstrado em longa e reconhecida experiência internacional na realização de censos. Esses elementos são importantes, em razão do estágio avançado do planejamento da operação. Ainda assim, há um complicador já existente: a proposta inicial de orçamento do Censo foi reduzida pelo IBGE em 25%, de R$ 3,1 bilhões para R$ 2,3 bilhões.
A Presidente confirmou que não haverá concurso em 2019. Ao mesmo tempo, a Direção não colocou em pauta a necessidade de concurso em 2020, trabalhando, sob orientação do Ministério da Economia, com a busca de formas alternativas para recompor o quadro de pessoal de modo a cortar “custos”.
O IBGE pretende suprir a falta de pessoal com remanejamento de servidores de órgãos extintos e estatais privatizadas, valendo-se para tanto da Portaria 193/2018, ainda que não tenha apresentado detalhes práticos e legais da proposta. Outro meio para isso é a terceirização, que depois de alterações normativas recentes (Lei 13.429/2017, Decreto 9507/2018 e a Portaria 443/2018), passou a ser praticamente irrestrita no serviço público.
Entretanto, a maior mobilidade de servidores entre os órgãos pode ter efeito contrário ao desejado para a instituição. O IBGE, inclusive, pode perder trabalhadores, como aconteceu em tempos passados. Já a terceirização pode enfraquecer a capacidade de pressão por melhores condições salariais das carreiras existentes, além da possibilidade de criar quadros em extinção, condenando os aposentados ao congelamento salarial.
Sobre o Plano de Carreira a Direção afirmou que pretende manter as discussões da reestruturação no grupo tripartite (IBGE, ASSIBGE-SN e Ministério), através de um novo método, a ser apresentado na próxima reunião com o Sindicato.
Assim, a situação do IBGE é de muitas incertezas. Isso demonstra que é fundamental o envolvimento dos trabalhadores do IBGE em suas diversas áreas, para lutarmos pelas nossas reivindicações.
. Concurso público!
. Censo 2020 sem cortes, que reflita a realidade do país!
. Reestruturação da Carreira!

Executiva Nacional da ASSIBGE-SN
29/3/2019

Em menos de 100 dias de governo, o Ministro da Educação, Ricardo Vélez, foi demitido. É nítida a fragilidade e o amadorismo do governo de Bolsonaro para comandar o Brasil. O próprio assume isso ao afirmar que não nasceu para ser presidente da República.

A curta passagem do ex-ministro Vélez combinou a falta de experiência administrativa a um nefasto projeto educacional, o que trouxe um resultado explosivo. A lista dos estudantes do FIES não enviadas para as universidades, R$170 mil desperdiçados com demissões, atraso na elaboração da prova do ENEM, ameaças de alterações das questões do ENEM com critérios ideológicos, carta enviada para as escolas com o slogan político da campanha eleitoral foram alguns dos descalabros protagonizados pelo ex-ministro. Num último esforço para se manter no posto, Véles fez a absurda proposta de alterar os livros didáticos que contam sobre a assassina ditadura que tivemos no Brasil, além de se omitir diante dos quase 6 bilhões de reais em cortes realizados pelo titular da Fazenda, Paulo Guedes.

Vélez foi sabatinado pelo congresso nacional e demonstrou, para quem tinha dúvida, sua total incapacidade de dirigir o Mistério da Educação.

Porém, ao indicar para o cargo o ministro Abraham Weimtraub, o governo reafirma a mesma linha para o MEC – ou seja, trata-se de um projeto.

O conteúdo vai ficando claro: transformar esse instrumento fundamental de estruturação da educação brasileira em uma máquina de perseguição política e ideológica e agravar o processo de submissão aos setores financeiros ligados à educação privada. O objetivo destes é o sucateamento da universidade pública, visando assegurar espaço para a expansão desregulamentada do ensino privado, a exemplo da abertura ao mercado do ensino à distância.

Abraham possui registradas declarações em que afirma que é preciso combater o “marxismo-cultural” nas universidades e diz ser necessário vencer o “comunismo” existente no Brasil, reproduzindo o discurso do autointitulado filósofo Olavo de Carvalho. O novo ministro fez parte da equipe que elaborou a desastrosa proposta de Reforma da Previdência, em trâmite no Congresso Nacional, que tem por objetivo impedir a aposentadoria da população mais carente do nosso país.

A quem interessa colocar um ministro da educação ligado ao sistema financeiro? Abraham, apesar de ser professor universitário, tem experiência vasta com bancos e especulação financeira, mas nenhum histórico como gestor na educação. Aliás, não possui doutorado, pré-requisito para ser Reitor em sua universidade.

Precisamos continuar atentos. Caiu um ministro incompetente, mas o projeto que representava permanece. Por isso, as entidades estudantis UNE, UBES e ANPG vêm publicamente apresentar nossa pauta para a educação brasileira, contribuindo para um verdadeiro projeto para o MEC:

1) A defesa intransigente da gratuidade e da autonomia universitária, assegurando o caráter público, gratuito, laico e de qualidades das nossas instituições, conforme a Constituição Brasileira;

2) A defesa da escola pública democrática e sem mordaça, em conjunto com a defesa da carreira de professor, que se encontra cada vez mais desvalorizada;

3) O fim da EC do Teto de gastos e dos contingenciamentos na Educação e na Ciência. Queremos 10% do PIB investidos em Educação Pública;

4) Em defesa do FUNDEB permanente;

5) A manutenção do Plano Nacional de Assistência Estudantil;

6) A continuidade das políticas de democratização do acesso à educação superior, como PROUNI, ENEM-SISU, Cotas Raciais e investimentos na expansão da universidade pública;

7) A defesa das bolsas de pesquisa e seu reajuste imediato;

8) Modernização dos equipamentos escolares e acompanhamento psicológico para levar paz ao ambiente educacional. Mais armas não!;

9) Em defesa do Plano Nacional de Educação e do Plano Nacional de Pós-Graduação.

A audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais, nessa quarta-feira, para tratar do colapso financeiro que ameaça a FAPEMIG e a produção científica mineira, mobilizou centenas de estudantes, pesquisadores, reitores de universidades, entidades científicas e estudantis, além de 16 deputados estaduais.

Apesar de o legislativo indicar importantes iniciativas visando recuperar os investimentos na pesquisa científica local, a falta de soluções a curto e médio prazos e a insensibilidade do governo estadual frustraram as expectativas de estudantes e pesquisadores.

Para Mariana Bicalho, diretora da ANPG, o governo não trata a questão como uma obrigação legal e nem prioriza a ciência para impulsionar a economia local. “Precisamos investir no futuro e recuperar o crescimento por meio da ciência e da tecnologia. No caso da FAPEMIG, não se tratam de números ou opções de governo, mas de direito. O governo precisa cumprir a constituição estadual e repassar um por cento da receita orçamentária do estado à entidade”, declarou.

A destacada presença de reitores demonstra que os cortes na Fapemig se propagam na rede de universidades mineiras. Compareceram à audiência pública a reitora da Universidade Federal de Minas Gerais, Sandra Almeida; Walder Steffen, reitor da Universidade Federal de Uberlândia; Claudia Aparecida de Lima, reitora da Universidade Federal de Ouro Preto; Marcus Vinicius David, reitor da Universidade Federal de Juiz de Fora; Lavínia Rodrigues, reitora da Universidade Estadual de Minas Gerais; Antônio Alvimar, reitor da Universidade Estadual de Montes Claros; e Claudio Eduardo Rodrigues, vice-reitor da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. A professora Sandra frisou que, na UFMG, “o impacto dos cortes provenientes da Fapemig, na UFMG, já chega a 15 milhões”.

A ampla mobilização em solidariedade à FAPEMIG não foi suficiente para que o governo se comprometesse a normalizar os repasses constitucionais para a instituição, que perfazem cerca de R$ 300 milhões ao ano, divididos em 12 parcelas. Deputados da base governista disseram que a administração só pode assegurar o repasse de 20% do valor.

Indignados com a falta de resposta à altura das necessidades, parlamentares da ALMG já trabalham a proposta de transformar em crime de responsabilidade a retenção de recursos para a entidade, prática iniciada em 2016 e que agora tem causado cortes de bolsas e suspensão de programas de apoio realizados por ela.

Outra proposta, sugerida pela ANPG e encampada por parlamentares na audiência pública, é a destinação de recursos para pesquisa e produção científica através da criação do Fundo Social do Minério. Na Assembleia Legislativa, os debates e a pressão pela normalização dos repasses e valorização da FAPEMIG devem prosseguir por meio da Frente Parlamentar em Defesa da Pesquisa, proposta aprovada na audiência pública.

Da redação, com informações de almg.gov.br

 

Foto: G1 MG

 

A ANPG denuncia mais um ataque contra a Ciência e a Educação brasileiras, desferido na última sexta-feira, quando o governo federal anunciou o decreto de contingenciamento de verbas dos ministérios.

No que diz respeito ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e Comunicação (MCTIC), o congelamento é de 42,2% do orçamento previsto para 2019, representando redução de 2,13 bilhões no orçamento. Proporcionalmente, trata-se de um dos maiores cortes em comparação a outros ministérios, sendo que este já é o pior orçamento da década para a pasta.

Em relação ao Ministério da Educação, o bloqueio chega a 5,83 bilhões, atingindo as universidades, a assistência estudantil, colocando em risco todo sistema nacional de ciência e tecnologia e de educação do país.

Serão diretamente prejudicados o funcionamento do CNPQ, que terá verbas para realização de suas atividades e compromissos assegurados apenas até o mês de julho, projetando prejuízo para pagamentos de projetos e bolsas de estudos, política pública necessária para o fomento científico. Essa mesma realidade pode atingir a Capes, que já teve revogado recentemente o Programa de Demandas Espontâneas e Induzidas.

Isso significa a paralisação de pesquisas, interrupção dos trabalhos de bolsistas no Brasil e no exterior e uma realidade ainda mais dura para as universidades públicas brasileiras, que estão à mingua. Algo que compromete projetos e pesquisas das mais diversas áreas do conhecimento, como saúde pública, por exemplo, que responde pela busca de cura e tratamentos para doenças que assolam a população.

Em nome do cumprimento das metas do superávit primário, projetado em 139 bilhões para este ano, são retirados recursos indispensáveis para a vida de pessoas, destinando-os à banca financeira nacional e internacional. Esse é o reflexo do projeto político em curso no Brasil, representado por Bolsonaro, com seu caráter profundamente antinacional e que tem no desmonte da ciência e da educação suas expressões mais perversas.

Em épocas de crise é necessário o investimento na ciência e na educação para retomada do crescimento e desenvolvimento econômico do país. Sem recursos para essas áreas, não se consegue dar respostas para os dilemas diários que a população vem enfrentando. As experiências no mundo comprovam que países que não investem em ciência e educação abrem mão da soberania, da independência e do desenvolvimento.

A ANPG convoca a todos os pós-graduandos no Brasil e todas as entidades científicas, acadêmicas, movimento social e sociedade civil a marcharem contra essas medidas que solapam as oportunidades de voltarmos a crescer e melhorar a qualidade de vida do povo. Estaremos vigilantes e na luta em defesa do orçamento da ciência e da educação e da possibilidade de fazer ciência no país.

São Paulo, 2 de Abril de 2018
ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PÓS-GRADUANDOS

ANPG acaba de lançar um novo site para melhorar o relacionamento e a comunicação com os pós-graduandos de todo o país. Aqui, você terá todas as informações sobre a entidade e as campanhas que temos desenvolvido pelo reajuste das bolsas de estudo e pela valorização dos pesquisadores e da ciência. Precisamos do seu engajamento nessas causas!
Para impulsionar essa nova ferramenta de diálogo, estamos realizando um sorteio de lançamento do seu novo site. A campanha tem como prêmio a formatação de trabalhos de monografia, dissertação ou tese com no máximo 150 páginas. O sorteio acontecerá no dia 12/04 (sexta-feira) e já está mobilizando centenas de pessoas.
Para participar é fácil:
1) Você precisa ter o documento nacional do estudante da ANPG (carteira de estudante).
Se você ainda não tem, pode pedir pelo site que dá tempo! É só entrar no: documentodoestudante.com.br
2) Agora, siga o perfil da @anpgoficial no Instagram e marque mais 3 amigos no post.

3) Pronto! É só torcer para ser sorteado.

Se você também quer concorrer, clique aqui!

 

Confira – O que é ABNT  /  Como fazer uma capa ABNT

 

por Alana de Moraes Leite[1] e Paulinho Coelho[2].

Na historiografia brasileira existem muitas vertentes de interpretação acerca do Golpe Militar de 1964, ou Ditadura Civil-Militar. Essas vertentes variam tanto em interpretação quanto em datas, e buscam (re) escrever a história do Brasil a partir de diferentes perspectivas. Adotamos aqui, o recorte temporal que estende o evento no período compreendido entre 1964 e 1985. Nesse texto, o qual, antes de seguir regras acadêmicas, possui a intenção de ser um texto militante, buscaremos abordar como as “leis punitivas”, ou suas ausências, impactaram o longo processo de redemocratização do Estado Brasileiro.

A violência, em forma de tortura e morte, ocorrida durante a Ditadura Civil-Militar insere o evento no campo da História de “Eventos Traumáticos e Traumas Coletivos”. Diferente da grande maioria dos regimes ditatoriais, ocorridos na América Latina, contemporâneos à Ditadura brasileira de 1964, como o caso da Argentina, a violência do Regime no Brasil, não foi exposta a sociedade como um todo. O historiador Carlos Fico, mostra-nos que “a Guerrilha do Araguaia foi censurada, as ações armadas urbanas eram vistas pela sociedade como terrorismo, a tortura era negada e ocultada do grande público[3]. E mesmo após a abertura política, “lenta, gradual e segura”, como queriam os militares, os documentos da ditadura, enquadrados como “documentos sensíveis”, continuaram fechados para historiadores, cidadãos comuns e mesmo vítimas.

A compreensão desse processo, de maneira resumida, é perpassada pela Lei da Anistia de 1979 e, mais recentemente, pela Lei de Acesso à Informação (LAI – 12.527/2011) e diversas comissões da “Memória, Verdade e Justiça”, instituídas durante o primeiro governo Dilma Rousself (2011-2014). A Lei da Anistia aprovada no Brasil em 1979 garantiu, para além do retorno dos oposicionistas ao regime e liberação dos presos políticos, o “perdão aos torturadores”, fato que, ao abrir mão de uma política verdadeiramente punitiva contra aqueles que cometeram atos de violência, consagrou a impunidade e permitiu a continuidade dos torturadores na política nacional, bem como, a segurança dos documentos que comprovam a realização de tais atos. Essa impunidade gerada pela Lei da Anistia, somada a outros fatores, fez com que Carlos Fico classificasse a Ditadura brasileira e a redemocratização como eventos sem ruptura, o que faz o tema ser amplamente discutido na sociedade do presente.

Mais recentemente, a Lei de Acesso à Informação[4] (LAI – 2011), representou um avanço nos estudos do período, faz-se necessário ressaltar, ainda, que a Lei foi fruto de um amplo processo de leis que versavam acerca da visibilidade desses documentos. A LAI, determina em seu art. 21, parágrafo único, que “As informações ou documentos que versem sobre condutas que impliquem violação dos direitos humanos praticada por agentes públicos ou a mando de autoridades públicas não poderão ser objeto de restrição de acesso”, e ainda, em seu art. 31, parágrafo quatro, que “a restrição de acesso à informação relativa à vida privada, honra e imagem de pessoa não poderá ser invocada com o intuito de prejudicar processo de apuração de irregularidades em que o titular das informações estiver envolvido, bem como em ações voltadas para a recuperação de fatos históricos de maior relevância”.

Dando um salto para eventos mais recentes, notamos que a “memória”, ou a memória que se queira, acerca da Ditadura continua a ser evocada. O presidente eleito em 2018, Jair Bolsonaro (PSL), que em seus mandatos legislativos já havia ido à tribuna diversas vezes evocar a memória da Ditadura como um tempo de prosperidade e glória no nosso país e homenagear a figura de torturadores, determinou a “comemoração” do Regime Militar.

Em comparação, é comum encontrar em cidades argentinas, referências a pessoas e locais ligados à tortura sistematizada do período da Ditadura Militar (1976-1983). Por vezes isto é feito pelo Estado, outras por militantes que identificam os locais de tortura ou residências de torturadores e “sinalizam”. Também é comum a manifestação de instituições, como clubes de futebol, empresas e personalidades, quanto à memória da Ditadura Militar, das torturas, das prisões injustas e assassinatos. Essas manifestações não são vistas por lá como um posicionamento ideológico. As palavras-chave são “memória, verdade e justiça”.

No Brasil, as diversas Comissões da Memória, Verdade e Justiça, buscam (re) memorar e historicizar o evento traumático. Esbarram, contudo, no quesito justiça. A Lei do Acesso à Informação representa um avanço no que concerne aos estudos históricos acerca do período, determinar a superioridade dos “fatos históricos de maior relevância” em relação “à vida privada”, é, indubitavelmente, um avanço. No entanto, a Lei da Anistia de 1979 impede que o trabalho desenvolvido pelas Comissões tenha caráter punitivo. Nos faltou documentação para resgatar a verdade durante muito tempo, hoje, os entraves existem para fazer justiça.

Os argentinos encontraram seu caminho no conhecimento do próprio passado por meio da política. Política de memória, de verdade e de justiça. Para que nunca se esqueça, para que nunca mais aconteça. O Brasil negligencia seu próprio passado há muito tempo. Com isso, vemos uma relativização de tudo o que o nosso país passou nos 21 anos em que perdurou o Regime Militar. Ainda tratamos esta história como tendo dois lados dotados de relativa justiça. Houve pouca reparação às vítimas e quase nenhuma justiça para quem usurpou o poder, quem torturou, quem matou, quem roubou os sonhos de toda uma geração. Ainda é possível encontrar estações de trem e metrô, rodovias, prédios, que homenageiam a figura de torturadores, sem que sequer a sociedade tenha conhecimento disto, podendo citar como exemplo, as Rodovias Castelo Branco e Costa e Silva, em São Paulo, e ainda, um bairro chamado Presidente Médici, em Campina Grande, cidade do estado da Paraíba. Em contraponto, no estado do Maranhão, na gestão do governador Flávio Dino (2015 – atual), os prédios públicos com nomes de torturadores tiveram seus nomes alterados.

Mais do que lembrar o passado e repudiar o regime no plano do discurso, faz-se necessário construir, a partir do importante papel das comissões, uma política que permita e exija punição. É inconcebível que criminosos sejam tratados como heróis, que se celebre as grandes vergonhas do nosso passado. É uma luta real. A história não pode ser escrita de acordo com os interesses de quem está no poder, de quem quer chegar ao poder. É de responsabilidade do Estado Brasileiro, mostrar ao nosso povo e ao mundo as feridas abertas na nossa história. As instituições da Sociedade Civil, incluindo aqui a Associação Nacional de Pós-Graduandos e Pós-Graduandas, colocam-se como “sentinelas”, como soldados armados guardiões da memória, para garantir que o brado do Nunca Mais, de fato, nunca mais se repita.

[1] Doutoranda em História pela Universidade Federal Rural de Pernambuco. Militante do Partido Comunista do Brasil. Foi vice regional da União Nacional dos Estudantes no estado de PE. É integrante da Associação Nacional de Pós-graduandos e Pós-graduandas. E-mail: [email protected]

[2] Discente no curso de Jornalismo pela Universidade Estadual da Paraíba. Presidente do Partido Comunista do Brasil – Diretório Municipal de Santa Cruz do Capibaribe – Pernambuco. E-mail: [email protected]

[3] FICO, Carlos. História do Tempo Presente, eventos traumáticos e documentos sensíveis – o caso brasileiro. VARIA HISTORIA, Belo Horizonte, vol. 28, nº 47, p.43-59, jan/jun 2012. Pág. 8.

[4] Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/lei/l12527.htm

 

*As opiniões aqui reproduzidas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião da entidade.

O II Encontro de Jovens Cientistas Negros da Associação Nacional de Pós-graduandos já tem data marcada: nos dias 19, 20 e 21 de abril de 2019 na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói (RJ). O Evento será realizado em conjunto com o 6º Encontro de Negros e Negras da UNE.

Os eventos têm como objetivo principal debater o papel do negro na ciência, as realidades dos cientistas negros, desde a graduação, e as formas de estímulo e democratização, tanto do acesso quanto dos objetos científicos, para a presença de negros cientistas na comunidade científica brasileira. O I Encontro aconteceu durante a entre os dias 30 e 31 de janeiro de 2016, na cidade de Fortaleza, e culminou na atualização das pautas da ANPG para o movimento e na posterior conquista da Portaria do Ministério da Educação para Ações Afirmativas na Pós-Graduação.

Nesta edição, os eventos trarão o tema “Meu quilombo, meu lugar: nas ruas, nas periferias e nas universidades” e busca reforçar a necessidade da auto-organização para resistência do povo negro dentro dos espaços universitários, na ciência e na sociedade.

Os eventos promoverão o debate sobre a democratização da universidade brasileira a partir da pós-graduação; estreitará as relações com os movimentos sociais que buscam fomentar mais democratização e diversificação étnica no ensino superior e debaterá e aprofundará a opinião do movimento nacional de pós-graduandos e do movimento negro sobre os desafios de descolonização dos objetos científicos, através do combate às diversas formas de racismo na Academia.

Na programação do encontro estão previstos debates, mesas de discussão com convidados, Grupos de Trabalho e uma Plenária Geral. As inscrições para participar podem ser feitas AQUI.

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Este ano o encontro também realiza uma Mostra Científica que tem o mote “Epistemicídio e a Circulação do Conhecimento”. Um dos principais objetivos da Mostra será a circulação de conhecimento, o fortalecimento dos espaços de pesquisa e a ampliação do diálogo da produção de pesquisadores negros e negras.

A inscrição de trabalhos pode ser feita pelos links abaixo, mas antes de enviar é preciso ler com atenção o EDITAL. Podem participar jovens negros graduandos e pós-graduandos de todas as áreas do conhecimento.  O prazo de submissão de trabalhos foi prorrogado até às 23h59 da próxima quarta-feira (3), conforme o cronograma do evento. Os lista de trabalhos aceitos e os respectivos Gt’s serão divulgados na próxima dia 6 de abril. A participação de ouvintes e inscrições para todos os participantes, internos e externos à instituição, às palestras, mesas, minicursos e oficinas terão o mesmo prazo seguirá de acordo com o cronograma oficial dos eventos.

Acesse o EDITAL

Faça sua INSCRIÇÃO:

Está marcada para o dia 03 de abril, na próxima quarta-feira, a audiência pública a ser promovida pela Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais para debater as dificuldades orçamentárias que obrigaram a Fapemig (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais) a suspender bolsas de programas de iniciação científica BIC e BIC Junior, além de não lançar novos editais de apoio à pesquisa.

A Fapemig, segunda maior agência de fomento à pesquisa do país, comunicou a necessidade de cortes e readequações no último dia 22 de fevereiro, em virtude da crise fiscal que assola as contas do estado, o que tem feito o governo mineiro atrasar os repasses constitucionais que compõem o orçamento da fundação.

A audiência pública será mais um momento para debater e pressionar o governo a rever o contingenciamento de 40% feito sobre o repasse constitucional de 1% da receita ordinária do estado (artigo 212 da Constituição Estadual), modelo que tem estrangulado o financiamento da pesquisa em Minas.

Segundo a mestranda Marianna Ribeiro, diretora da Associação de Pós-Graduandos da Universidade Federal de Viçosa, na audiência será encaminhada a proposta de constituição de um grupo de trabalho da ciência para discutir de maneira permanente o problema do financiamento. “Estamos articulando um grupo de trabalho que deve ser composto pelo Fórum Mineiro de Instituições Públicas Superiores, a FAPEMIG, o governo de Minas, através da Secretaria de Fazenda e Planejamento. Estamos formando também um Fórum de APGs, que seria dirigido pela ANPG e que teria cadeira nesse grupo”, afirma Marianna.

Outra alternativa que o movimento estudantil mineiro levanta, através das entidades UEE-MG e UCMG, é a destinação de recursos do fundo social do minério para a educação, incrementando também os investimentos na área de ciência e tecnologia.

Da Redação