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Jornalista ANPG

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Iniciativa: Reunião Especializada em Ciência e Tecnologia do Mercosul (RECyT) e dos organismos de ciência e tecnologia dos países membros e associados ao MERCOSUL.

Organização: Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) em conjunto com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq),

Objetivos: Destinado a contemplar aqueles que, por suas atividades, contribuem para o desenvolvimento científico e tecnológico dos países membros do MERCOSUL, e tem como objetivos incentivar a pesquisa científica e a inovação nos países do bloco, além de contribuir para o processo de integração regional.

Categorias: Iniciação Científica, Estudante Universitário, Jovem Pesquisador, Pesquisador Sênior e Integração.

Premiação: US$ 25,5 mil (total), troféus, placas e certificados. Além disso, todos os trabalhos agraciados serão publicados em livro.

Inscrições: devem ser efetuadas exclusivamente via site do Prêmio, até o dia 31/mai/2019 (até as 18 horas – horário de Brasília).

No endereço www.premiomercosul.cnpq.br encontram-se todas as informações sobre o Prêmio: Inscrições, regulamento, linhas de pesquisa relacionadas ao tema e formatação dos trabalhos.

Em uma atualização publicada hoje da nota em que comunicou a suspensão dos programas BIC e BIC-Júnior, a Fapemig garantiu que não haverá cortes ou cancelamentos nas bolsas de pós-graduação já em andamento – permitindo, inclusive, a substituição do bolsista com a manutenção da cota de cada programa de pós-graduação.

O comunicado, que também informou a suspensão de novos editais para concessão de bolsas de estudo, causou pesar e apreensão em toda a comunidade científica e acadêmica pelos impactos negativos que acarreta para a pesquisa científica. A instituição alega atraso nos repasses constitucionais de recursos que devem ser feitos pelo governo, em virtude da crise fiscal que afeta o estado de Minas Gerais.

Para Flávia Calé, presidenta da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), embora os cortes não atinjam os estudantes da pós imediatamente, é preciso lutar para a normalização dos repasses para a Fundação. “É muito grave contingenciar esse recurso, que é uma das mais importantes fontes de custeio da pesquisa científica no estado. A suspensão de programas como o BIC e o BIC-Júnior é um desestímulo a estudantes que estão fazendo a iniciação e podem ter que largar seus projetos”, afirmou. “A ANPG vai lutar para solucionar o problema e para que o governo normalize os repasses, que são dever constitucional”.

O cobertor está curto há tempos

A situação, que agora chega a paralisar programas essenciais, é o ponto crítico de uma crise financeira que se prolonga e foi agravada com o bloqueio judicial de quase R$450 milhões das contas do governo mineiro com a União, em 2018.

Na ocasião, quando as dificuldades de caixa já afetavam desde os salários de servidores estaduais até os repasses à Fapemig, a ANPG e APGs locais conquistaram o compromisso da administração anterior de incluir a manutenção das bolsas de estudos entre as prioridades de pagamentos, na liberação dos primeiros recursos.

Em 7 de janeiro de 2019, o bloqueio do recurso foi levantado pelo Supremo Tribunal Federal. O ministro Dias Tofolli observou em sua decisão à época que a manutenção do bloqueio “impactará drasticamente a prestação de serviços públicos elementares que dependem das receitas decorrentes de recursos constitucionais”, segundo noticiou o jornal “O Tempo”.

Thiago Dias, vice-presidente Sudeste da ANPG, entende que é necessário cobrar prioridade aos gestores. “Quase a totalidade da pesquisa científica no Brasil se produz dentro da Universidade. É preciso, portanto, o comprometimento do poder público com o financiamento e incentivo à produção científica”, disse.

Diante do exposto, a ANPG espera que o governo de Minas Gerais seja sensível ao enorme impacto que tal situação causa à continuidade dos programas de pesquisa científica e regularize os repasses constitucionais à Fapemig.

Falta de financiamento é problema nacional

Esse episódio se inscreve no quadro geral de agonia financeira que atravessam a maioria das Fundações de Amparo à Pesquisa no país, o que, por sua vez, é reflexo da desvalorização da ciência e tecnologia como elemento estratégico para o desenvolvimento econômico e a geração de riquezas no país.

A ANPG vê urgência no incremento dos investimentos em ciência, tecnologia e inovação e lançou como campanhas nacionais da entidade a destinação de parte dos recursos do fundo social do pré-sal para a área, assim como o reajuste imediato para as bolsas de mestrado e doutorado.

“Não há desenvolvimento e soberania sem incentivo à pesquisa e sem o comprometimento do Estado com seus pesquisadores”, argumenta Mariana Bicalho, diretora de políticas de emprego da ANPG.

De São Paulo, Fernando Borgonovi

Em nota, a Associação Nacional dos Pesquisadores e Professores de História das Américas (ANPHLAC) condena a atitude do Ministério das Relações Exteriores que retirou a disciplina de História dos Países da América Latina do currículo do Instituto Rio Branco. 
Ao adotar tal medida, o Brasil dá mais um passo em sentido contrário à história de sua política externa, que manteve a busca de relações amistosas e de cooperação com os países do subcontinente como uma de suas balizas.
A ANPG se solidariza com a ANPHLAC e ressalta a importância estratégica para um país das dimensões do Brasil em aproximar as relações políticas e diplomáticas com as nações vizinhas.

Leia na íntegra:

http://anphlac.fflch.usp.br/http%3A/%252Fanphlac.fflch.usp.br/noticia_110

A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), consequente com a diretriz de valorização da ciência e tecnologia como área estratégica para o desenvolvimento nacional, tem procurado sensibilizar o poder público para a necessidade de reajuste das bolsas de estudo ofertadas para mestrado e doutorado. Os valores, de R$ 1500 para mestrado e R$ 2200 para doutorado, são incompatíveis com a exigência de dedicação exclusiva do bolsista, pois além de insuficientes diante do custo de vida, estão defasados por seis anos sem reajustes.

Neste sentido, na última semana, a ANPG manteve reuniões institucionais com o presidente da CAPES, sr. Anderson Correia, o presidente do CNPq, João Luiz Filgueiras de Azevedo, e o secretário-executivo do Ministério da Educação, Luiz Antônio Tozi. Nessas oportunidades, a presidenta Flávia Calé apresentou a campanha nacional pelo reajuste de bolsas, aprovada no 8º Encontro Nacional de Pós-Graduandos, como uma necessidade urgente para a produção científica nacional, uma vez que 90% da pesquisa brasileira é realizada na pós-graduação.

O Congresso Nacional também tem sido procurado para viabilizar apoio político às pautas da entidade. O senador Izalci Lucas (PSDB-DF), que acompanhou a audiência com o MEC e a CAPES, levou o pleito dos estudantes para a tribuna do Senado. “Como esse país pode ir para frente, se não valoriza a educação e os pesquisadores?”, questionou o parlamentar. “A gente precisa priorizar com ações e não com discurso. Educação e Ciência e Tecnologia não se faz com discurso, se faz com recurso”, apontou.

Izalci Lucas também se somou à defesa de que parte dos recursos do Fundo Social do Pré-Sal seja destinado à Ciência e Tecnologia, bandeira defendida pela ANPG. “Precisamos destinar parte (dos recursos) para Ciência, Tecnologia e Inovação, até porque o pré-sal existe em função das pesquisas, em função da inovação”, disse, defendendo a aprovação de projeto de lei que trata do tema e já tramita no Senado.

Segundo Flávia Calé, a ideia é que a ANPG intensifique a luta para que as campanhas ganhem apoios cada vez mais amplos. “As campanhas pelo reajuste de bolsas e pela destinação de recursos do pré-sal são estratégicas para a valorização da pesquisa científica e da Ciência e Tecnologia, por isso, vamos continuar buscando apoio, mobilizando a comunidade acadêmica, dialogando e pressionando os órgãos governamentais e o parlamento. Nessas questões, a vitória dos pós-granduandos será uma conquista para o país”, disse.


A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) participou, no dia 19 de fevereiro, em Brasília, da primeira reunião do Conselho Superior da CAPES em 2019. Na ocasião, em que quatro conselheiros foram empossados e teve as presenças dos ministros Marcos Pontes (MCTIC) e Ricardo Vélez (Educação), o novo presidente Anderson Ribeiro Correia apresentou como metas de sua gestão a aproximação com o setor privado, a integração do trabalho das agências de pesquisa e maior correspondência entre os investimentos e os resultados avaliados.

Flávia Calé, presidenta da ANPG, resgatou a história da CAPES como instituição de fomento fundamental ao Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia, sem o qual torna-se débil qualquer projeto de desenvolvimento do país. “Para pavimentar os caminhos de inserção soberana do Brasil no cenário econômico mundo, combater as desigualdades estruturais do país e assegurar o desenvolvimento econômico e social, é preciso desenvolver a ciência nacional e preservar suas instituições”, argumentou.

Defendendo a valorização da pesquisa, Flávia apontou que 90% da produção científica brasileira se deve aos estudantes de pós-graduação, embora estes sejam cada vez mais impactados pela falta de investimentos à altura das necessidades e com o não reajuste de bolsas de estudos desde 2013. “Apenas com a correção inflacionária, as bolsas de mestrado e doutorado, que hoje valem 1500 e 2200 reais, chegariam a 2063 e 3026 reais”.

A presidenta ainda lembrou que pós-graduandos enfrentam o obstáculo da falta de direitos estudantis e trabalhistas, como décimo terceiro e férias, mesmo sendo profissionais de caráter híbrido – estudante e trabalhador da pesquisa. Além disso, os pós-graduandos atrasam, em média, seis anos a entrada no mercado de trabalho formal e têm dificuldades para encontrar vagas compatíveis com as especialidades de suas formações. “Esse cenário, muitas vezes, desestimula a ciência como alternativa de carreira para os jovens, acarretando em desperdício de capital humano e na “fuga de cérebros” para outras nações”.

Ao lado da campanha de valorização e reajuste das bolsas, Flávia Calé apresentou que a ANPG terá como uma das principais pautas de sua gestão a aprovação da destinação de 25% dos recursos do Fundo Social do Pré-Sal para o investimento em ciência e tecnologia, dando nova perspectiva orçamentária ao MCTIC e elevando o setor à condição de política estratégica de Estado. “A enorme riqueza representada pelo pré-sal só é conhecida e existe tecnologia para sua exploração graças ao desenvolvimento científico e à pesquisa dedicada. Portanto, dinheiro para pesquisa não é gasto. Ao contrário, é investimento que dá retorno”.

REUNIÃO CAPESPosse dos novos integrantes do Conselho Superior da CAPES. (Foto: Haydée Vieira - CCS/CAPES)

Boaventura de Souza Santos é diretor do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e Coordenador Científico do Observatório Permanente da Justiça Portuguesa. Na 11 Bienal da Une ele foi homenageado na categoria Projetos de Extensão. Em sua aula na Conferência falou abertamente do pensamento reacionário que atingiu o Brasil e de saídas para mudar a Educação.

Boaventura também se dirigiu ao Ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodrigues: “Senhor Ministro é um ignorante. Há 100 os estudantes de Córdoba fizeram uma grande reforma com o objetivo que a Universidade deixasse de ser das “elites do atraso” e se tornassem do povo. Não ao contrario como o senhor propõe”.

Jogo rápido com o professor Boaventura

Batemos um papo rápido com Boventura de Souza Santos. Confira!

O mundo, especialmente a América Latina está sendo atingido por uma onda conservadora. Vamos falar um pouco sobre isso?

Esse conservadorismo esteve sempre latente e nunca foi totalmente derrotado na América Latina. São países com heranças colonialistas e muito dependentes de economias mundiais. O conservadorismo está intrinsicamente ligado as “fábricas” de ódio, medo e mentira que são as bases do pensamento reacionário. Esse pensamento atinge uma população fragilizada e temos como resultado o que estamos vivendo agora.

E qual é o papel do estudante na luta contra esse conservadorismo?

Os estudantes têm que assumir realmente sua responsabilidade. São sujeitos históricos semelhantes aos estudantes de Córdoba e os de maio de 68. Agora, vocês estudantes de 2019 vão assumir o papel de manter a educação independente. Não vão se deixar intimidar e vão assumir uma ofensiva contra esta avalanche conservadora e reacionária.

Está é uma grande Bienal, com uma diversidade imensa e o espaço ideal para traçar estratégias de debates sobre a Educação no Brasil.

Na sua opinião, como os estudantes podem transformar suas Universidades?
Há 100 anos os estudantes de Córdoba lutavam  pela Universidade Pública e gratuita. Os estudantes de agora precisam, além desta pauta, avançar em outras questões: trazer mais diversidade e o conhecimento de fora para dentro. Abrir mesmo as portas da Instituição para as comunidades.

O que temos que ficar atentos com o modelo atual de Universidade?

A Universidade foi tomada pelo capitalismo universitário, no sentido de transformar a Universidade em uma empresa. A Reforma de Córdoba é oposto de tudo isso. A proposta é uma universidade aberta e não apenas para uma elite. Atualmente as Universidades estão seguindo em duas direções: uma do movimento em transforma-la em empresa e a outra dos que sabem que o conhecimento produzido é bem comum.

A Associação Nacional de Pós-Graduandos vem por meio desta repudiar as declarações de Carlos Bolsonaro sobre pesquisa realizada por um estudante de pós-graduação da FURG e prestar sua solidariedade a este estudante.
Desde o dia 9 de fevereiro, o pós-graduando Diego Miranda Nunes – vinculado ao mestrado do Programa de Pós-Graduação em Geografia da FURG – tem sido alvo de perseguição e assédio moral pelas redes sociais em decorrência de uma manifestação do vereador Carlos Bolsonaro (PSL – Rio de Janeiro). Em seu twitter, Carlos publicou:
Meu Deus! Isso é uma *dissertação de mestrado! Este senhor recebeu dos cofres públicos, nos últimos 2 anos, uma bolsa de R$1.500, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Nota-se porque o Brasil está no nível de educação que está. Tire suas conclusões!
A razão para tal perseguição é a temática da pesquisa, a qual situa-se no campo dos estudos de gênero e sexualidades.  Nos últimos anos, têm sido crescentes as tentativas de criminalização e constrangimento de pós-graduandos, professores e pesquisadores que realizam seus trabalhos sob uma perspectiva crítica ao pensamento hegemônico/tradicional da sociedade.
Entendemos que a Universidade é um espaço democrático e aberto à pluralidade de ideias e que seus membros devem possuem total liberdade para exercer o ato de realizar pesquisa. A cerca dos estudos de gênero e sexualidades, há uma vasta produção científica que demonstra a importância das pesquisas na área, sobretudo devido às violências cotidianas sofridas pela população de Lésbicas Gays Bissexuais e Travesti e Trans.
Não suficiente, Carlos Bolsonaro e os demais seguidores que têm perseguido Diego estão, ao mesmo tempo, questionando os critérios de avaliação das/dos professores da FURG. Nesse aspecto, ressaltamos que as dissertações e teses são analisadas a partir de métodos científicos de análise, reconhecidos internacionalmente no universo acadêmico e avaliada pelos seus pares com membros internos e externos à Instituição do estudante, exatamente como esclarecido pela professora Susana Maria Veleda da Silva*, orientadora de Diego, em nota veiculada pela instituição.
Ademais, repudiamos também a tentativa sorrateira do vereador carioca em questionar os critérios de concessão de bolsas da CAPES por meio do tema de pesquisa. Nesse momento, o que há de se questionar não são temas de pesquisa, cerceando a liberdade de didático-cientifica proclamada em nossa Carta Magna, mas, sim, os valores das bolsas de estudo que os pós-graduandos recebem e que não são reajustadas há seis anos, tornando-se absolutamente insuficientes para cobrir as necessidades básicas de cada estudante nesse país. Há de se destacar que a pós-graduação brasileira é responsável diretamente por quase 90% da ciência produzida no país. Somos o pilar fundamental desse setor estratégico ao desenvolvimento Nacional.
A Educação no país tem passado por sucessivos cortes e contingenciamento em seu orçamento, atingindo em cheio as Universidades públicas. Diversos Estados brasileiros passam por períodos graves de sucateamento das escolas da rede pública, como o Rio Grande Sul, com parcelamento de salário dos professores e fechamento de dezenas de unidades. Portanto, evidentemente, há inúmeros problemas na educação pública brasileira, mas por certo não têm relação com a temática pesquisada pelos pesquisadores brasileiros.
Além disso, em tempo no qual notícias falsas de WhatsApp chegam com maior facilidade à população do que trabalhos científicos, os quais são produzidos com rigor metodológico, cautela da pesquisa, submetidos à revisão por pares e avaliados pelo debate razoável, os pesquisadores estão sendo criminalizados pelo seu fazer científico, tão necessário ao desenvolvimento social. É preciso reconhecer que existem campos de conhecimento que estão sob ataque, no intento de enfrentar o dito “Marxismo Cultural”, dentre eles os estudos sobre gênero e diversidade, os quais devem ser compreendidos como campos de investigação sobre a vida em sociedade e, também, desfrutar do livre pensar para seu desenvolvimento. A fala do vereador do PSL-RJ, se aliadas às notícias de possíveis mudanças nos critérios de concessão e cortes de bolsas, mostram claramente a tentativa de perseguição e intimidação à comunidade dos espaços de produção de conhecimento em universidades e institutos de pesquisa. Outrossim, devem ser compreendidas não apenas como tentativa de inibição da autonomia universitária e de cátedra, mas também como intenção de renascer as ideias obscurantistas a respeito das relações humanas de convívio social e para com a natureza.
A ANPG coloca-se ao lado de todos os estudantes de pós-graduação que, como Diego, tem sido alvo de perseguição pela realização das suas pesquisas. Não daremos nenhum passo atrás na defesa das Universidades públicas e demais instituições de financiamento público de pesquisa, e lutaremos diariamente pela sua ampliação e popularização!
 
Associação Nacional de Pós-Graduandos
São Paulo, 12 de fevereiro de 2019.
Leia na íntegra a nota de esclarecimento: https://www.furg.br/reitoria/informes-da-reitoria/nota-de-esclarecimento

A ANPG lançou a campanha 25% dos roylats do Pré-sal para CTI. Para isso, a entidade escreveu uma cartilha na qual comenta as razões da importância deste movimento.
O movimento é apoia o Projeto de Lei 5876/2016 (de autoria do Deputado Celso Pansera – PT/RJ) que prevê a destinação de 25% para Ciência, tecnologia e inovação. O que abre  perspectivas de ampliação do orçamento anual para Ciência e Tecnologia no país. Apenas o montante destinado ao Fundo Social no último trimestre de 20171, permitiria a aplicação de cerca de 550 milhões na área. Um valor que significa em termos atuais em torno de 20% do orçamento anual do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e Comunicações (MCTIC) ou um pouco mais de 50% do CNPq.
Em um cenário de desmonte do Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia, capitaneados pela
Emenda Constitucional 95 (EC do Teto dos Gastos) associado aos sucessivos cortes e contingenciamentos nos orçamentos anuais, que ameaçam paralisar atividades e projetos
científicos importantes, e vendas de empresas públicas que atuam diretamente em investimento no setor, torna-se imperativo que as entidades cientificas construam uma grande frente ampla em defesa de mais investimentos para a área. A garantia de recursos mínimos do pré-sal joga luz no atual horizonte obscuro da nossa ciência, e garante que o Brasil tome para si os ganhos da exploração dessa riqueza para reverter em um projeto de desenvolvimento nacional que traga soberania e independência tecnológica, construindo assim um caminho de mitigação das desigualdades sociais que assolam a dignidade de nosso povo.
 
Faça o Download de nossa Cartilha com a Campanha do Pré-sal:
cartilha pre sal (1)

Atualmente há seis anos sem reajuste, a bolsa de mestrado e doutorado concedidas pela CAPES e CNPq no país custam R$ 1.500,00 e R$ 2.200,00 respectivamente. Esses valores ao longo desse tempo já perderam um pouco mais de um terço do seu valor em relação ao poder de consumo desde o último reajuste, março de 2013, pois a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e divulgada pelo IBGE chegou a 37,17%. Isto significa que, caso as bolsas fossem reajustadas hoje, para corrigir as perdas inflacionárias do período, uma bolsa de mestrado estaria valendo R$ 2.063,55 e doutorado R$ 3.026,7633. Esses valores reajustados seriam próximos aos que são pagos, desde setembro de 2018, pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo: R$ 2.043,00, para mestrado I e R$ 3.010,80 para doutorado I.
Por não possuir seu valor atrelado a algum mecanismo de reajuste anual as bolsas de estudo vêm acumulando uma desvalorização histórica frente a um aumento brutal dos preços de alimentos, moradia e transporte.
Por tudo isso, a ANPG lançou a campanha Reajuste Já! Confira a nossa cartilha::
cartilha reajuste (2)

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