Author

Jornalista ANPG

Browsing

img_diretasja.png
O Brasil tem passado por uma grave crise política e econômica provocada pelos ataques à democracia nacional desde 2016. O governo de Michel Temer tem implementado um programa de forte arrocho e retirada de direitos do povo brasileiro, levando a Ciência brasileira ao pior orçamento das últimas décadas.
As medidas adotadas pelo governo de Michel Temer são o oposto da opinião expressa nas urnas pela população brasileira e jamais passariam pelo crivo popular, além de estarem sendo fortemente recusadas pela sociedade. Prova disso é o alto índice de rejeição ao governo e às suas propostas, sobretudo as Reformas Trabalhista e Previdenciária e a PEC 55 (atual EM 95), que paralisa os investimentos nas áreas sociais pelos próximos 20 anos.
Além desse retrocesso, os recentes escândalos de corrupção envolvendo o presidente e seus aliados deixaram ainda mais evidente que o atual governo não tem condições de conduzir reformas e medidas tão impactantes da vida da população, de forma que é preciso repactuar o projeto de democracia brasileira nas urnas, com participação popular.
Como cientistas e pesquisadores, compreendemos a importância da ciência para a soberania e desenvolvimento do país. É fundamental que mesmo em momentos de crise se invista em CTI para provocar um novo ciclo de desenvolvimento em áreas estratégicas, pavimentando a estrada para a diminuição de desigualdades sociais, com trabalho, distribuição de renda, educação e saúde de qualidade para a população.

Nesse sentido, nós, cientistas e pesquisadores brasileiros e outros defensores da ciência e do desenvolvimento nacional, nos posicionamos na defesa da campanha por Diretas Já, acompanhada da luta contra as propostas das Reformas Trabalhista e da Previdência, contra a retirada dos direitos sociais, assim como pela defesa da soberania e da ciência nacional, da universidade pública e das políticas sociais.
Por Diretas Já!
Abaixo as Reformas Trabalhista e Previdenciária.

Assine AQUI você também!
ASSINATURAS DO MANIFESTO DE CIENTISTAS E PESQUISADORES PELAS DIRETAS

Ildeu de Castro Moreira UFRJ/ Presidente eleito da SBPC
Ennio Candotti, Museu da Amazônia, presidente de honra da SBPC
Tamara Naiz – UFG/ ANPG – Presidente da ANPG
Márcio Silbeira – Reitor da UFT no exercício de 2014-2016
Pedro Henrique Falcão – UPE
Guedes Rangel Junior Reitor da UEPB.
Adélia Maria Carvalho de Melo – Reitora da UESC / ABRUEM
Gastão Wagner de Sousa Campos – FCM/ Unicamp e presidente da Abrasco
Armando Bonito Júnior, IFCH /  UNICAMP
Elisangela Lizardo  IFSP Sec Regional SBPC Sao Paulo 2
Florestan Fernandes Júnior, jornalista
Marcio Pochmann – UNICAMP
Arquimedes Diógenes Ciloni – UFU
Jorge Luiz Souto Maior – FD/ USP
Eleonora Menicucci – Unifesp
Igor Fuser, UFABC
Luís Fernandes PUC /Rio
Carlos Eduardo Martins UFRJ
João Quartim de Moraes, Unicamp
Mary Garcia Castro,  UFBA / FLACSO-Brasil
Aécio Oliveira de Miranda – Diretor geral do IFNMG
Rosana Teresa Onoko Campos – FCM Unicamp
Maria Tereza Cartaxo – UPE/FOPROP
Lúcia Rincon – PUC/Goiás
Olival Freire – UFBA
Antonia Aranha – FAE /UFMG
Tarcísio Vago – Professor EFFTO/ UFMG
Robson Sávio Reis Souza, PUC /MG
Tânia Margarida Lima Costa –  Museu Itinerante /UFMG
Maria Amélia Dalvi – UFES
Clisthenis Ponce Constantinidis – Departamento de Física / UFES
Gabriel Luchini – Departamento de Física / UFES
Silvio Costa – PUC /Goiás.
Maria Beatriz Oliveira da Silva , UFSM
Paula Marcelino -USP
Sávio Machado Cavalcante – IFCH/Unicamp
Marlise Matos, DCP/UFMG
Flávia Millena Biroli, UNB
Gislene Alves Amaral, UFU
Luiz Eduardo Motta, Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, UFRJ
Jimi Naoki Nakajima –  Instituto de Biologia/ UFU
Edilson José Graciolli, UFU
Georgia Cristina Amitrano, Instituto de Filosofia, UFU
Maria Socorro Ramos Militão,  Instituto de Filosofia, UFU
Jorgetania da Silva  Ferreira, Instituto de História, UFU
Jairo Dias Carvalho, Instituto de Filosofia, UFU
Marcelo Xavier de Oliveira, UFAC
Eduardo Fleury Mortimer – FAE / UFMG
Maria Gorete Neto – UFMG
José Antônio Galo, Instituto de Ciências Biomédicas, UFU,
Elias Marco Kalil Jabbour, UERJ
Rute Magalhães Brito, Instituto de Genética e Bioquímica, UFU
Telma Ferreira do Nascimento Durães, UFG
Israel Pereira Dias de Souza, IFAC
Edna Maria de Jesus – Instituto Aphonsiano de Ensino Superior
Maria Cristina Dutra Mesquita – PUC/GO
Gilberto Cunha Franca – UFSCAR
Monica Jones Costa – – UFSCAR
André Cordeiro Alves dos Santos – UFSCAR
Marcionila Fernandes – UEPB
Helio de Mattos Alves  – UFRJ
Ricardo Santos – UERG
Juliana Alves de Araujo Bottechia – UEG
Cássia Damiani – UFRGS
Wenceslau Augusto Junior- UESC
Cristiano Capovilla,  UFMA
Robson S. Camara Silva, EAPE-DF
Lilian Reichert Coelho  – UFSB
Romualdo Pessoa – Professor  IESA/UFG
Christianne Benatti Rochebois – Decana / UFSB
Nelson Pretto, FE /  UFBA / SBPC
Malvina Tuttman, ex-presidenta do INEP (2011-2012), ex-reitores da Unirio
Cezar Britto, advogado, ex-presidente da OAB
Sérgio Galdino – Professor   UPE / UNICAMP
Francisco Wellington Duarte, departamento de Economia da UFRN
Antônio Carlos Miranda – Departamento de Física, UFRPE.
Wellington Pinheiro dos Santos – Departamento de Engenharia Biomédica, UFPE
Luana Bonone, secretária-regional adjunta da SBPC RJ/ES
Marcio  Rodrigues Lambais Esalq USP
Leandro Luiz Giatti – Faculdade de Saúde Pública, USP
Maria Caramez Carlotto – UFABC
Anielli Fabiula Gavioli Lemes – Professora Assistente UFVJM
Sônia Selene Baçal de Oliveira – Faculdade de Educação/UFAM
Andréa Mara Macedo – Diretora Instituto de Ciências Biológicas – UFMG
Renata Medeiros Paoliello. Departamento de Antropologia, Política e Filosofia. Faculdade de Ciências e Letras. UNESP.
André Rodrigo Rech – UFVJM /Seara da Ciência
Marcus Raimundo Vale – Professor da UFC
Ricardo Petersen  – UFRGS.
Nilson Weisheimer -PPGCS/UFRB
Meire Rose, Depto de Geografia – UFMTHaroldo de Mayo Bernardes – Depto Eng. Civil Unesp
Marilane Costa – Diretora de Graduação do IFMT
Patrícia Nogueira – UFMT
Hugo Valadares Siqueira  UTFP
Fábio Palacio de Azevedo  UFMA
Francisco Eduardo Torres Cancela – UNEB
Ana maria Fernandes Pitta, WAPR, ABRASME
Neusa Valadares, PUC-GO
André de Barros Borges, UFRJ.
Virgilio Roma,  UFRRJ
Luanda Dias Schramm, Escola de Comunicação da UFRJ
Angela Medeiros Santi, UFRJ
Maria da Graça Costa Val – Faculdade de Letras da UFMG
José Ricardo Moreno Pinho – Do curso de Historia da UNEB.
Jonildo Viana dos Santos – Instituto Insikiran / UFRR
Ilka Dias Bichara – Instituto de Psicologia UFBA
Profa Celi Taffarel – Faculdade de Educação da UFBA.
Maria das Graças Martins da Silva – UFMT
Paulo Rogério Melo Rodrigues – UFMT
Paulo Bretas Vilarinho Junior – FAETERJ Duque de Caxias/RJ
Selma Suely Baçal de Oliveira – FACED-UFAM/AM
Marcos Dantas, Escola de Comunicação da UFRJ
Alline Cristina de Campos (FMRP-USP) prêmio Loreál de Mulheres na Ciência
Heloísa da Silva Borges-  Faculdade de Educação UFAM
CARLOS ALBERTO FERREIRA MARTINS – USP/São Carlos
Prof. Dr. Maurício Cardoso – FFLCH- USP
Prof. Dr. Maurício Cardoso – FFLCH- USP
Jader Cruz, Prof -Ufmg
Rafaela Scardino Lima Pizzol -Centro de Ciências Humanas e Naturais / UFES
Wellington de Oliveira- UfVJM
Paulo Gracino de Souza Júnior – IUPERJ
Fábio Fonseca de Castro – Naea UFPA
MARCO AKERMA, USP
Paulo Buss, Fiocruz; membro da Academia Nacional de Medicina
Valéria Cristina Lopes Wilke, Faculdade de Filosofia/UNIRIO
Menalton Braff, escritor
Manoel de Almeida Neto, coordenador do curso de Ciências Sociais – PUC MG.
Flávio Alves Martins – diretor da Faculdade Nacional de Direito – UFRJ.
Eduardo Magrone – Universidade Federal de Juiz de Fora, Faculdade de Educação, Departamento de Educação.
Luciana Mandelli – Historiadora – Diretoria Fundação Perseu Abramo
Olivier Piguet – Dep. de Física / UFV
Por favor, pode incluir meu nome também. José Luís Simões/ UFPE.
Marilyn Dione de Sena Leal – Universidade de Pernambuco (UPE)
Antonia Márcia Duarte Queiroz – UFT Campus Araguaína
Adriana Maria Cancella Duarte – FaE/]UFMG
José Francisco Ribeiro, UFU
Prof. Dr. Christian Lindberg, UFS
Fátima Antunes da Silva (Yaska Antunes), UFU
Elizabeth Lannes Bernardes, UFU
Newton Dangelo, UFU
Elsieni Coelho da Silva, UFU
Clarice Barreto Linhares, Faminas BH
Filipe Almeida do Prado Mendonça, UFU
Luciane Maria Schlindwein – UFSC
Roberto Daud, UFU
Marisa Silva Amaral, UFU
Gercina Santana Novais, UFU
Angélica Borges dos Santos, IFNMG Campus Januária.
Paulo Irineu Barreto Fernandes, IFTM – Campus Uberlândia
Rita de Cássia Martins de Souza, UFU
Romualdo Pessoa Campos Filho, UFG
Carlos Alexandre Leão Bordalo, UFPA
Márcia Aparecida da Silva Pimentel, UFPA
João Osvaldo Rodrigues Nunes, UNESP
Ivanise Maria Rizzatti, UERR/RORAIMA
Laís Naiara Gonçalves dos Reis, UEG campus Itapuranga
Marisa Lomônaco de Paula Nave, UFU
Paulo Roberto de Almeida, UFU
Sérgio Inácio Nunes, UFU
Ana Maria Said, Instituto Filosofia, UFU.
José Flores Fernandes Filho, UFU
Niemeyer Almeida Filho, UFU.
Marlene Teresinha Muno Colesanti, UFU
Prof. Helvécio Damis de Oliveira Cunha, UFU
Dalva Maria de Oliveira Silva, UFU
Carmem Lúcia Costa UEA/UFG Regional Catalão
Camila Lima Coimbra, UFU
Thales Prado Fontes IF Goiano, Campus Catalão
Tulio Barbosa, UFU
Beatriz Ribeiro Soares, UFU
Beatriz Corrêa Camargo, UFU
Nélton Miguel Friedrich
Fernando Antonio, UFU
Carlos Alexandre Leão Bordalo, UFPA
Flavio Rodrigues, UFC
Rui Jacinto, Universidade de Coimbra
Lúcio José Sobral da Cunha, Universidade de Coimbra
Quintino Reis de Araujo, CEPLAC
Adriano S. Figueiró, UFSM
Francisco da Silva Costa, Universidade de Coimbra
Roberto Bueno, UFU
Joelma Lúcia Vieira Pires, UFU
Alexandre Garrido da Silva, UFU
Armando Gallo Yahn Filho, UFU
Wilson Shimizu, UFU
Gilda Carneiro Ferreira , UNESP/Rio Claro
Antonio Cezar Leal, UNESP
Eduardo Salinas Chávez, UFGD
Rose Maria Adami, UNIBAVE/SC
José Irivaldo Alves Oliveira Silva, UFCG
Josiane Paula da Luz, IFSUL
Inaê Soares de Vasconcellos, IFTM
Jeanny Joana Rodrigues Alves de Santana, UFU
Marcos César Seneda, UFU
Eduardo Nunes Guimarães UFU
Pedro Henrique Evangelista Duarte, UFU
Célia Rocha Calvo, UFU
Luiz André Ribeiro Zarco, UFTM
Anderson Soares de Oliveira, UFMT
George Félix Cabral de Souza, UFPE
André Luis Mitidieri Pereira, UESC
Inara de Oliveira Rodrigues, UESC
Kenneth Rochel de Camargo Jr. UERJ.
Marcos Lucena Sec SBPC PE
Tatiana Roque – prof. Da UFRJ
Eduardo Lopes Piris  –  UESC
Paulo Roberto Alves Santos – UESC
Maria do Carmo Leal, Pesquisadora da Fiocruz
Rosany Piccolotto Carvalho / UFAM, secretária regional da SBPC
Simone Paulon – PPGPsiGS
Willame Carvalho UEMA /SBPC
Tamara Tania Cohen Egler- IPPUR/ UFRJ
Alberto Brum Novaes, Instituto de Física da UFBA.
Joaquim Campelo SBPC/PI
Isaías Francisco de Carvalho – UESC
Gerson Luiz Roani – UFV
Marco Moriconi, UFF/SBPC
Maria Bernardete Cordeiro de Sousa/UFRN
Sônia Maria Ribeiro dos Santos – PUC GO.
Paulo Pereira Martins Junior, UFOP
Jaime Sardi, UFOP
Cristiano Guedes, UnB.
Marco Moriconi, UFF/SBPC
Márcio Sales Santiago,  UFRN
Weber Mendes de Paula – IFG/Campus Uruaçu
Sandra Sassetti Fernandes Erickson, UFRN
Hugo Barros Silva, Instituto Federal do Amazonas
Marcos Antonio Costa,  CCHLA, UFRN
Maria do Socorro Gondim Teixeira, UFRN
Fatima Maria Leite Cruz – UFPE
Vilde Menezes, UFPE
Fabia Pottes enfermagem ufpe
Hercilia Melo do Nascimento, UFPE
Cláudia Sampaio de Andrade Lima- UFPE
Ricardo Yara- UFPE
Adla Betsaida Martins Teixeira, UFMG
Wellington Pinheiro dos Santos – UFPE
Delma Josefa da Silva – UFPE
Paulette Cavalcanti de Albuquerque, UPE
Prof. Dr. Fábio da Silva Paiva – UFPE
Tereza Luiz de França – UFPE
Fernando Antônio Madeira.  utramig.
Lucineudo Machado Irineu, UECE.
Marcos Falchero Falleiros – UFRN.
Hulda Vale, UFPE
Ana Santana Souza UFRN, professora do Departamento de Educação
Alexandro Teixeira Gomes – UFRN – Professor Doutor do Departamento de Letras.
Edilson Fernandes de Souza, UFPE
Inez Maria Tenório, UFPE
Sérgio Franco Brandão, Analista de Sistemas do Governo do Estado de Pernambuco.
Joselma Cordeiro, UPE.
Marcelo Rodrigues Mendonça, UFG
Lucidio Rocha Santos – FEFF/UFAM
Silvio Costa, PUC Goiás.
Marilyn Dione Sena Leal, UPE
José Luís Simões, UFPE
Leonardo Barbosa e Silva, Instituto de Ciências Sociais, UFU
Luiz Carlos Avelino da Silva,  Instituto de Psicologia, UFU
Renata Bittencourt Meira, Instituto de Artes, UFU
Alexandre Guimarães Tadeu de Soares, Instituto de Filosofia, UFU
Patrícia Vieira Tropia, Instituto de Ciências Sociais, UFU
Olavo Calábria Pimenta, Instituto de Filosofia, UFU
Claudio Antônio Di Mauro, Instituto de Geografia, UFU
Antônio Cláudio Moreira Costa. Faculdade de Educação, UFU
Sidiney Ruocco Junior, Instituto de Ciências Biomédicas, UFU
Flavia do Bonsucesso Teixeira, Faculdade de Medicina, UFU
Antônio de Almeida, Instituto de História, UFU
Elenita Pinheiro de Queiroz Silva, Faculdade de Educação, UFU
Marcelo Soares Pereira da Silva, Faculdade de Educação,
UFU
Eduardo Fraga Tullio, Instituto de Artes, UFU
Francisco Aquino, Instituto de Química, UFU
Sandra Morelli, Instituto de Genética e Bioquímica, UFU
Ricardo Reis Soares, Faculdade de Engenharia Química, UFU

Pós-graduandos de todas as regiões do Brasil e estrangeiros de países como Argentina e até o Paquistão estiveram presentes na Universidade Federal de Minas Gerais nesta segunda-feira, nas atividades da 69ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. Dentro da programação do evento, a Associação Nacional de Pós-Graduandos realiza, de terça a sexta-feira (dias 18 a 21), seu 5º Salão Nacional de Divulgação Científica.
Presente na mesa Os Desafios da Pós Graduação – em que palestraram o presidente da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), Abilio Baeta Neves, e a presidente da SBPC, Helena B. Nader –, a paquistanesa Naheed Bibi, de 28 anos, disse que quer acompanhar as discussões sobre a democratização da universidade brasileira.
Na
“Eu entendo que a luta por educação e pesquisa de qualidade, pela manutenção das bolsas, a luta pelos direitos da população negra e pelo seu espaço na academia, são todas muito importantes”, afirmou a doutoranda em Química Inorgânica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Vinda da capital federal, a paulista Luciana M. Nolli, de 35 anos, mestranda em Neurofármacos na UNB e pesquisadora do Laboratório de Toxicologia da Universidade, disse que vai assistir a um debate sobre o uso medicinal de cannabis e que também pretende acompanhar as atividades da ANPG na UFMG.
luciana
Para ela, a ciência pode ajudar o Brasil a sair da crise. “Na área da Saúde, o primeiro passo é colocar em prática o que é pesquisado. Implementando políticas públicas, testando novos tratamentos e medicamentos. E claro, precisamos de estrutura para produzir ciência”, sustenta.
A estudante em Licenciatura Intercultural Indígena da UFMG, Suyhê Pataxó, de 21 anos, aproveitou o encontro no campus aonde estuda e pretende estar presente todos os dias. “A discussão sobre o lugar dos afrodescendentes e indígenas na universidade é fundamental. Há um certo tabu sobre ela. Muitas vezes vemos o branco falando sobre a história dos índios, há pouco espaço para o indígena dizer o que pensa.”
Suyhe
Rômulo Silva, 34, mestrando em Educação da UFMG, também passeou pelas instalações no gramado da reitoria. Ele quer aproveitar o espaço para fazer novos contatos e buscar novas perspectivas para seu trabalho de pesquisa. “Acredito que o esforço para descolonizar o conhecimento no Brasil é central para o desenvolvimento do país”, avaliou.
romulo
TEXTO: Felipe Canêdo
 

Em sua fala, Tamara Naiz critica governo ilegítimo, chama Diretas Já! e é ovacionada pelo público
photo5145671803782408128
A cerimônia de abertura da 69ª Reunião Anual da SBPC, realizada na noite deste domingo (16) na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), foi um misto de homenagens a cientistas e críticas às políticas do atual governo golpista. A ANPG, que realiza seu 5º Salão Nacional de Divulgação Científica paralela à programação da RA, esteve presente à mesa, representada por sua presidenta, Tamara Naiz.
“Neste momento e nesse espaço tão importante, eu não poderia deixar de fazer um balanço de que os últimos dois anos, sobretudo o último, têm sido muito difíceis para o Brasil e para a Ciência Brasileira. Nós tivemos uma política de corte de financiamento, estrangulamento das universidades federais, reformas de arrocho que nos colocam na contramão da retomada do desenvolvimento”, disse Tamara.

“É preciso registrar que, para nós da ANPG, esse governo é ilegítimo, incompetente e corrupto e não tem condições de conduzir reformas que são tão impactantes na vida do nosso povo”, criticou Tamara.

A fala da pós-graduanda em História pela UFG foi ovacionada e momentaneamente interrompida por palmas e um coro de “Fora Temer!” vindo do público.
Tamara ainda falou da sensação de grande incerteza sobre o futuro que é sentida pelo conjunto dos pós-graduandos brasileiros hoje. “Nós temos medo das placas de ‘não há vagas’. Temos medo de não conseguir seguir o sonho de ajudar a desenvolver a nossa ciência e o nosso país. Acreditamos no Brasil e queremos mais para o nosso povo”.
E apontou que a saída para a crise profunda que o país atravessa deve ser devolver ao povo o poder de decidir os rumos do Brasil. “Nós temos que recorrer e confiar na sabedoria e soberania popular. E é por isso que eu digo: Diretas Já!”, acrescenta Tamara.
8X em Minas Gerais
photo5145671803782408132
A presidenta da SBPC, Helena Nader, lembrou que é a oitava vez que Minas Gerais sedia uma reunião anual da entidade. “É motivo de orgulho retornar a essa universidade, patrimônio da CTI desse país, e que nesse momento completa 90 anos de existência”, salienta.
Além disso, a professora também destacou a crise política por que passa o país: “A crise política e a descoberta de um sistema organizado de corrupção que envolve o meio empresarial e político dividiu a sociedade de uma maneira negativa. Esse cenário de nada contribui para buscar saídas que levem o pais ao crescimento, à educação universal e qualidade, e ao desenvolvimento científico e tecnológico em prol de uma sociedade mais justa e inclusiva que busca o bem-estar de todos”.
A presidenta da SBPC lembrou ainda a longa luta da entidade pela Democracia e pelo Estado de Direito, e salientou que o momento atual requer posicionamento firme da SBPC. “Não podemos ter retrocessos, pois acreditamos que somente com Ciência  e Tecnologia fortes, associados à educação de qualidade, poderemos conquistar o país que queremos, justo e igualitário, com forte desenvolvimento econômico, sustentável e social”.
A cerimônia solene contou com apresentação do coral Ars Nova, da UFMG, e homenagens ao médico e farmacologista Sérgio Henrique Ferreira e ao médico e entomólogo Angelo Barbosa Machado.
Também estiveram presentes à mesa de abertura: o reitor da UFMG, Jaime Artur Ramires, a vice-reitora de UFMG e coordenadora local da SBPC, Sandra Goulart Almeida, o secretário executivo do MCTIC, Elton Santafé Zacarias, representando o ministro  Gilberto Kassab, o diretor-geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha do Brasil,  almirante Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Jr., a presidente da CONFAP, Maria Zaira Turchi, o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCTIC, Jailson Bittencourt de Andrade, o presidente do CNPq, Mario Neto Borges, e o presidente da ABC, Luiz Davidovich.
Com público esperado de 10 mil pessoas, a 69ª RA da SBPC segue com debates sobre temas científicos e atividades para toda a família até 22 de julho. O 5º Salão da ANPG também segue com programação até sábado.
photo5145671803782408183
Texto: Natasha Ramos, de Belo Horizonte
 

ANPG_POST_FB_31ANOS2
A Associação Nacional de Pós-graduandos, ANPG, nasceu no dia 12 de julho em 1986, durante o 1º Congresso Nacional de Pós-graduandos, evento que aconteceu na 38ª reunião anual da SBPC, em Curitiba. Na época, o documento de criação contava com 16 objetivos, entre eles: lutar por mais melhorias de bolsas, elaborar uma estratégia de lutas e prioridades, lançar um jornal oficial e tornar a ANPG influente junto aos demais setores acadêmicos e ao conjunto da sociedade.
Hoje, 31 anos depois, muitos desses objetivos foram conquistados. Atualmente a entidade tem transito junto aos diversos setores da sociedade e das agência de fomento e uma opinião que se faz presente.
A ANPG também conquistou este ano a aprovação do Plenário da Câmara do Projeto de Lei Nº 3.012/15 que prevê mais proteção às pós-graduandas em caso de gravidez e parto. O projeto prorroga os prazos de vigência das bolsas de estudo concedidas por agências de fomento para proteção às mulheres bolsistas em função de maternidade. Esta foi uma pauta apresentada pela entidade para Deputada Alice Portugal, que abraçou a causa junto com os pós-graduandos.
Ainda este ano, as cotas raciais foram aprovadas na USP e na UNICAMP e esta vitória reforça uma luta histórica da ANPG que vem se tornando realidade nas Universidades.
A luta para melhoria das bolsas continua constante e também foram adicionadas outras pautas como:
– Universalização e valorização das bolsas de pesquisa com o estabelecimento de um mecanismo de reajuste anual;
– Assistência Estudantil: direito à moradia universitária, bandejão, atenção à saúde, passe-livre estudantil;
– Melhores condições de Pesquisa: licença maternidade garantida em lei, direitos previdenciários, 13ª Bolsa, Taxa de Bancada, Financiamento para eventos científicos, Tradução e Publicação, Auxílio Defesa, Direito a afastamento por razões de saúde, Férias, Equipamento de proteção individual (EPI), Adicional insalubridade;
– Melhoria nas relações acadêmicas: Combate ao assédio moral e sexual, orientação e atenção periódica, direito à representação discente;
– Regulamentação da pós-graduação lato sensu: Educação é direito e não mercadoria.
– Mais verbas para Ciência e Tecnologia: Investimento de 2% do PIB brasileiro em C,T&I, Não aos cortes na área – que o FNDCT se torne um fundo NÃO contingenciável, Aporte de recursos a cada novo projeto e programa para que as ações correntes não sejam prejudicadas, Recursos do petróleo para CT&I. Destinação dos royalties do minério para CT&I no novo Código Mineral.
“A ANPG nasceu com a redemocratização do país, pois antes os pós-graduandos, que já se organizavam politicamente, eram impedidos de terem uma entidade nacional que os representasse. Por tanto, a luta pela existência da ANPG perpassa, obrigatoriamente, pela luta em defesa da democracia e das instituições democráticas. A ANPG é jovem, como nossa democracia, por isso continuaremos a fortalecê-las, sabemos que sem democracia e sem organização nenhum direito é possível! A luta agora é, novamente, por Diretas, devemos devolver a população o poder de decidir sobre os rumos do país  e a ANPG se engrandece como entidade que nunca se furtou à luta e não se furtará”, diz a presidenta da entidade, Tamara Naiz.”, diz a presidenta da entidade Tamara Naiz.
Para saber mais da história da ANPG faça o download do livro de 30 anos neste link

Darcy Ribeiro uma vez nos falou que “O mais importante é inventar o Brasil que nós queremos”. E com e por causa desse sonho, há exatamente 31 anos, aos doze dias de julho de 1986, a sociedade brasileira testemunhava a fundação da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) durante a 38° reunião da Sociedade Brasileira pelo Progresso da Ciência, ocorrida na Universidade Federal do Paraná.
Uma invenção do movimento de pós-graduandos que resistia bravamente as repressões, coerções e cerceamento de direitos da ditadura civil-militar, lutando pela democracia e por mais direitos para a categoria. Assim, em meio a redemocratização do país e do debate sobre o 3° Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG), a ANPG nascia para dar voz nacionalmente aos pós-graduandos (PG), congregar e fortalecer uma rede de entidades e colaboradores que desde meados dos anos 70 lutavam por melhores condições de pesquisa além do desenvolvimento econômico, cientifico e tecnológico do país.
E como não poderia ser diferente, ao longo de sua história, a ANPG vem travando lutas por mais direitos para os pós-graduandos, além da defesa intransigente de um projeto nacional que valorize a Ciência e Tecnologia (C &T) no país. Em seus primeiros anos de vida, mesmo com as dificuldades iniciais, a entidade já se articulava com a Assembleia Nacional Constituinte para aprovar o reconhecimento da C & T na Carta Magna de 88, e com Congresso Nacional para aprovação do Projeto de Lei (PL) dos Pós-Graduandos (PL 2405/89), já encampando a bandeira dos direitos previdenciários para os PG, valorização da bolsa e licença maternidade.
A cada ano que passava, a entidade se fortalecia e se consolidava na comunidade acadêmica, no movimento social e no âmbito institucional, jogando papel decisivo para as lutas que se avizinhavam na década de 90. Embora tenha sofrido derrota com o arquivamento do PL 2405, a ANPG logrou algumas vitórias na última década do século XX, derrotando grandes pautas do Governo Collor que ameaçavam a pesquisa brasileira, participando do movimento Caras-pintadas, juntamente com a UNE e UBES, e conquistando uma vaga no então Comitê Técnico- Científico da Capes. Essa última, deu oportunidade concreta dos pós-graduandos atuarem na disputa das políticas públicas de desenvolvimento da pós-graduação no Brasil assim como da pesquisa no país. Além disso, a entidade também protagonizou uma grande resistência na era FHC contra o desmonte da Universidade Pública e do sistema de C&T.
Embora tenha vivido um de seus momentos mais difíceis, com a renúncia de mais da metade de sua diretoria em 1998, em meio a grave crise econômica e social que assolava o país, a entidade chegava ao novo milênio renovada e com novos desafios. Além de ter um papel mais ativo na Frente Nacional em Defesa da C&T, foi protagonista no debate sobre o 4° Plano Nacional de Educação, defendendo uma de suas mais antigas bandeiras, a da educação pública e de qualidade.
Com a eleição do primeiro operário para presidência da República, abriu-se o caminho do diálogo do governo com a entidade, que foi recebida pela primeira vez pelo Ministro da Ciência e Tecnologia para discutir as perspectivas para o setor de C&T, a Lei de Inovação e a revisão dos critérios de avaliação da Capes. Nesse sentido de maior diálogo, a ANPG consegue suas primeiras conquistas dos anos 2000: a retomada da discussão do PL dos pós-graduandos e um reajuste da bolsa após nove anos de congelamento. Não obstante, a entidade conquistou mais espaços participando da Conferência Mundial sobre Educação Superior promovida pela UNESCO, um assento no Conselho Nacional de Juventude e a aprovação do 4° PNPG.
As conquistas dos anos 2000 não pararam por aí. Pela primeira vez em sua história, a ANPG participava ativamente da construção das políticas públicas para a expansão da universidade pública e da pós-graduação além do sistema de C, T e Inovação, com a implementação de projetos, tais como o Programa do Governo Federal de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais Brasileiras (REUNI) e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da C&T que entre outras coisas permitiram novamente o reajuste das bolsas da Capes e um investimento massivo para o setor.
O fim da primeira década desse novo milênio trouxe novos desafios para a entidade uma vez que o Brasil tinha experimentado diversas conquistas sociais, desde o combate à extrema pobreza até o incremento de investimento na Educação, Ciência e Tecnologia que refletiu no aumento da produção cientifica e da pós-graduação no Brasil. Desafios que tinha como carro chefe a busca por políticas públicas que conseguissem aparar socialmente aqueles que estavam no meio entre estudantes e profissionais formados.
E é nesse sentido, em meio a ampliação do Sistema Nacional de Pós-Graduação e representando cada vez mais pós-graduandos, que a entidade teve sua combatividade refletida na conquista de uma bandeira histórica: uma vaga no Conselho deliberativo do CNPq, fazendo valer a voz dos pós-graduandos nesse órgão. Além disso, o seu poder de liderança e mobilização permitiram a criação de uma campanha pela valorização da bolsa que já atingia quase 1500 dias sem reajuste. A massiva campanha pelo reajuste mobilizou nas universidades e nas redes os pós-graduandos de todo o Brasil que pararam suas atividades por um dia. Após a conquista do reajuste, chegava a hora de retomar a luta pela valorização do pós-graduando, com a garantia de mais direitos!
Nessa mobilização por mais direitos, a ANPG aprovou em seu 24º Congresso Nacional de Pós-Graduandos, um documento de direitos e deveres do Pós-Graduandos que devem balizar as discussões para construção dos instrumentos normativos. Participou ainda, ativamente na articulação para aprovação do Estatuto da Juventude e do Plano Nacional de Educação (2014/2024) que entre suas metas destaca atingir a titulação anual de 60 mil mestres e 25 mil doutores.
Metas que correm risco de não serem cumpridas assim como as estabelecidas no Plano Nacional de Pós-Graduação (2010/2020) devido ao agravamento da crise econômica e aprofundamento da crise política que se alastra desde o último quartel de 2014. Crise provocada por forças políticas inconsequentes que surrupiaram o voto popular, afastando uma presidenta democraticamente eleita que não possuía contra si crimes de responsabilidade que justificasse tão processo. E o fizeram, atacando gravemente as instituições democráticas do país no intuito de colocar novamente em voga um projeto anti-democrático, impopular e entreguista que vem desmontando o Estado brasileiro, tolhendo direitos sociais e trabalhistas e abrindo portas para retrocessos que atentam ao estado de bem-estar social que aos poucos viemos construindo em nossa história.
Diante desse cenário nebuloso, no início de uma quarta década de vida, novos desafios se descortinam para ANPG e os pós-graduandos que embora situados em uma conjuntura difícil não perdem as esperanças de inventar um Brasil novo. E é esse desejo insistente que não permite nos furtarmos da responsabilidade histórica que temos com a sociedade brasileira na defesa intransigente da soberania do país e de nossas instituições. E que fazem com que mais uma vez na história da ANPG, a entidade filha da abertura democrática, se vê tendo que defender a democracia, tão cara para o povo brasileiro, encampando a campanha por Diretas Já! Ao mesmo tempo que cerra as fileiras na resistência aos retrocessos diários impostos por um governo e um Congresso Nacional que possui um projeto político de voltar ao passado, tolhendo direitos sociais e trabalhistas, desmontando as universidades e centros de pesquisas públicas e todo o sistema de C, T & I, solapando qualquer oportunidade de retomada do desenvolvimento econômico soberano do país e de justiça social. Ademais, como não poderia ser de outra forma, erguer-se mais uma vez o desafio constante de mobilizarmos cada vez mais pós-graduandos, a comunidade cientifica e os demais setores da sociedade para a luta política na defesa daqueles que são elemento fundamental no processo de produção cientifica: os estudantes de pós-graduação.
Foi esse desejo e sonho de inventar o Brasil que permitiram que a nossa história se confunda com a história da defesa do povo brasileiro. E que mesmo após 31 anos de existência continuemos a lutar por um Brasil democrático, justo, com uma pós-graduação democrática, uma ciência valorizada e uma universidade cada vez mais popularizada.
Parabéns a ANPG e todos os pó-graduandos. Vida longa à Associação Nacional de Pós-Graduandos!
 

Vinícius Soares – Biólogo pelo ICB/UPE, mestrando em Biologia Celular e Molecular Aplicada pela UPE, coordenador geral da Associação de Pós-Graduando da UPE e Vice-Presidente Regional Nordeste da Associação Nacional de Pós-Graduandos

ANPG_FB_POST_COTAS2_USP-01
O Conselho Universitário aprovou, em sessão realizada no dia 4 de julho, a reserva de vagas para alunos oriundos de escolas públicas e autodeclarados pretos, pardos e indígenas (PPI) nos cursos de graduação da Universidade a partir do próximo ano. Esta é a primeira vez que a USP irá adotar uma política institucional de cotas sociais e raciais.
Esta é uma luta histórica da ANPG, mas foi no 24 Congresso Nacional de Pós-graduandos, em 2014, que esta pauta foi definida como uma das bandeiras para o período que se seguiu e desde 2016 ela vem se tornando realidade nas Universidades.  “Essa é uma conquista cheia de simbolismos, pois a Universidade de São Paulo é uma das mais antigas e consolidadas do país e também uma das mais resistentes a instituição de políticas afirmativas, se tornando uma das últimas universidades públicas a aprovar cotas no âmbito seleção para a graduação! A luta por cotas é atualmente uma das principais bandeiras da ANPG e se fortalece a cada conquista, acreditamos que o estabelecimento de cotas e medidas afirmativas na graduação e na pós-graduação é um passo fundamental para a democratização do acesso à universidade e da produção de conhecimento. A sociedade precisa de mais oportunidades e a universidade precisa de novos olhares, conhecimentos e saberes, todos ganham. Cotas sim, enquanto forem necessárias! Os filhos do povo também vão estudar nas melhores universidades desse país!”, comemorou Tamara Naiz, presidenta da ANPG.
Gabrielle Paulanti, coordenadora geral da APG-USP Capital e conselheira no Conselho Universitário, também comentou a vitória: “A conquista de cotas na USP, incluindo o recorte de classe e étnico-racial é fruto de uma luta árdua e histórica do movimento negro e do estudantil. Ainda não é o percentual desejado, mas representa uma mudança significativa pra essa universidade que sempre foi um lugar de privilégio e símbolo da elite. A USP ainda tem percentuais vergonhosos de estudantes negras e negros e oriundos da escola pública. A expectativa agora é que possamos mudar um pouco o perfil dos estudantes, mas sabemos que não será automaticamente que vamos popularizar a universidade. Precisamos implementar cotas também na pós-graduação e nos concursos técnicos da Universidade. A luta continua e a APG Helenira Preta Rezende da USP Capital tem compromisso com a transformação da Universidade para ser de fato um patrimônio do povo brasileiro”.
A reserva na USP será feita de forma escalonada a partir de 2018: no ingresso de 2018, serão reservadas 37% das vagas de cada Unidade de Ensino e Pesquisa; em 2019, a porcentagem deverá ser de 40% de vagas reservadas de cada curso de graduação; para 2020, a reserva das vagas em cada curso e turno deverá ser de 45%; e no ingresso de 2021 e nos anos subsequentes, a reserva de vagas deverá atingir os 50% por curso e turno.
A reserva de vagas considerará, conjuntamente, os dois processos de seleção da Universidade: o vestibular da Fuvest e o Sistema de Seleção Unificada (Sisu).
 
 

 
7ac70238-8cab-4d60-a107-9c11ff849419
 
O pós-graduando da UFOP, Marcelo Silva, ganhou o 5º Prêmio Gerdau Germinar.
O projeto de Marcelo foi escolhido entre outras 93 alternativas de inovação e será desenvolvido na APAE de Itabirito, referencia para região dos Inconfidentes no cuidado e promoção da saúde das pessoas especiais.  “O projeto visa a aquisição de materiais de laboratório para realização de aulas práticas investigativas sobre Microbiologia para possibilitar aos alunos uma melhor compreensão da ação dos microrganismos no nosso corpo relacionados à falta de higiene corporal. Estou muitíssimo feliz por essa vitória”, contou.

Na vizinha Argentina a ciência e tecnologia também estão passando por uma crise. O governo Macri decidiu prosseguir com os cortes no Ministério de Ciência e Tecnologia argentino e interrompeu o plano de crescimento de 10% ao ano que vinha sendo implementado.

ARGENTINA-1

Em vez de aumentar as vagas anuais aberta para pesquisadores pelo Ministério diminuiram pela metade este ano. A socióloga Dora Barrancos afirmou em entrevista ao site argentino Página 12 “ A decisão de abrir metade dos cargos para concursos em temas estratégicos e tecnológicos altera o equilíbrio que deve primar pela sustentabilidade do sistema científico nacional”.

A organização “Científicos y Universitarios Autoconvocados – Buenos Aires” decidiu convocar uma série de protesto, e dentre eles, gravaram um vídeo com um “protesto” cantando a música “Despaciencia”. Confira o protesto bem humorado dos pesquisadores argentinos: https://player.vimeo.com/video/223033146

videoAs similaridade com a situação do nosso Ministério de Ciência e Tecnologia são grandes. Aqui também o governo cortou verbas (cerca de 44%) o que está colocando sob ameaça centenas de bolsas de pesquisa, em especial do CNPq.

A Associação Nacional de Pós-Graduandos está na luta para reverter esse cortes e irá promover manifestações em julho, durante a 69° Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência sobre essa situação. Certamente, também, os colegas argentinos podem contar com a nossa solidariedade nessa luta!

Cristiano Junta
Vice-Presidente da Associação Nacional de Pós-Graduandos

Em 2017, a China receberá a 9º Cúpula dos BRICS e a Federação Juvenil da China 9ACYF, (sigla em inglês) organizará o BRICS YOUTH FORUM, de 24 a 28 d julho de 2017, em Pequim.
Assim, através de sua participação destacada nos diversos momentos da história da pós- graduação brasileira, por sua postura de defesa incondicional da educação, ciência, tecnologia e inovação, a ANPG compõe a Direção do Fórum das Juventudes dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), na qual somos signatários do Estatuto de Juventude dos BRICS e compomos o GT de Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação.
Nesta perspectiva, O Fórum das Juventudes dos BRICS se constitui enquanto um espaço de promoção do empoderamento das juventudes dos BRICS, tendo como proposta a discussão da plataforma de juventude dos grupo BRICS, através de diferentes debates referentes às realidades, perspectivas e desafios dos países membros, bem como a troca de intercâmbios, de experiências em políticas públicas para juventude, parcerias, e convênios, no âmbito cooperativo cultural, social, educacional e geopolítico internacional.
Neste ano, a Federação da Juventude da China (ACYF, sigla em inglês) organizará o segundo Concurso de fotografia sobre os BRICS, tendo como tema “BRICS Youth Image”.  Esta coleção tem como proposta a seleção de fotografia de jovens dos países BRICS, nos diferentes tipos de engajamento cultural, social, econômico, político, ambiental.
PARTICIPE! Conheça as regras
Apenas fotos originais serão aceitas no concurso. Series fotográficas (2 no máximo 5),  trabalhos em grupo e artes visuais são permitidos, desde que especifique ao Comitê Organizador. Colagens e imagens geradas por equipamentos baseados em computação gráfica não serão permitidos; Enviar fotos com boa qualidade de imagem;
– O tamanho do arquivo de cada foto tem que obedecer: 2 a 8 MB, o comprimento de 16 a 30
– Pixels e resolução 300dpi de arquivos coloridos, preto e branco. As fotografias só podem ser editadas com o objetivo de ajustar o brilho, Contraste e saturação de cores. Processamento técnico, como síntese, adição de elementos e correção de cor é proibido. As imagens geradas por computadores ou fotografias alteradas são proibidas.
– As fotografias devem ser originais. O conteúdo não deve ser ilegal ou envolvendo difamação, pornografia ou violência, ou em violação das leis.
– O autor (es) será responsável pelos direitos autorais, direito de publicidade e outros direitos legais.
– O participante deve ser o autor original da fotografia enviada, tendo os direitos autorais independentes, intactos, específicos e não contestados em todo o conjunto de sua obra. Além disso, o participante deve garantir não violar o direito legal de terceiros, que inclui direito autoral, direito de retrato, reputação e privacidade.
– O (s) autor (es) devem estar de acordo com  a responsabilidade legal e todos os resultados da participação deste concurso.
– Fotografias anteriormente premiadas por concursos de fotografia renomados não serão aceitas;
-As fotografias enviadas não serão devolvidas aos participantes. Assim sendo, mantenha uma cópia das fotografias. Os autores possuem direito autorais e direito de Autoria das fotografias submetidas ao Concurso.
– É concedido ao Comitê o direito de uso em perpetuidade (incluindo para o álbum, exposição, Publicação, mídia e publicidade na Internet, etc.) sem pagamentos de royalties.
– As decisões da comissão julgadora são finalísticas, e não estão abertas a qualquer tipo de queixa. A ACYF reserva-se o direito final de interpretação do Concurso.
O envio das fotos deve conter as seguintes informações:

  1. Nome completo
  2. Data de nascimento
  3. Gênero
  4. Cidadania
  5. País de residência
  6. Cidade de residência (endereço)
  7. Telefone
  8. Email
  9. Ocupação
  10. Consentimento para o processamento de dados pessoais para o Concurso. Todas as obras submetidas ao Concurso devem ter uma descrição que deve especificar:
  11. Nome da foto
  12. Lugar da foto (país, localização ou nome de um lugar)
  13. Tempo da foto
  14. Informações adicionais: perfil do fotógrafo, esclarecendo o local, a dscrição das circunstâncias do evento da foto, etc.

 
Enviar as fotos até o dia 08 de julho de 2017 até ás 23:59h para o e-mail: [email protected]
(Flávio Franco, Diretor de Relações Internacionais da Associação Nacional de Pós-Graduandos).

19260602_1510686262326785_2903793968821387478_n

O Projeto de Lei Nº 3.012/15 que prevê mais proteção às pós-graduandas em caso de gravidez e parto foi aprovado pelo Plenário da Câmara nesta terça-feira (20/06), o projeto prorroga os prazos de vigência das bolsas de estudo concedidas por agências de fomento para proteção às mulheres bolsistas em função de maternidade.
A proposta abrange bolsas de estudo com duração mínima de 12 meses, beneficiando as bolsistas de mestrado, doutorado, graduação sanduíche, pós-doutorado ou estágio sênior. Ficará garantida a prorrogação da bolsa por um período de até 120 dias a estudantes que derem à luz, adotarem ou obtiverem a guarda judicial de crianças durante o período de vigência da bolsa original.
O projeto garante que a bolsista ficará dispensada das atividades acadêmicas durante o afastamento temporário em virtude de parto, adoção ou obtenção de guarda judicial. O texto proíbe a suspensão do pagamento da bolsa nesse período.
A ANPG apresentou as reenvicações e a deputada Alice Portugal abraçou a causa. “É uma reivindicação das pós-graduandas do Brasil inteiro, que têm suas bolsas reduzidas do tempo da licença maternidade, sem o direito de usufruir dos primeiros momentos com seus filhos. O tempo de apresentação dos seus trabalhos finais também é reduzido. Por isso, a aprovação da matéria é uma grande vitória, pois estende direitos para um universo maior de mulheres. Quero parabenizar a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) que foi a grande inspiradora desta proposta, e a todas as mulheres pós-graduandas brasileiras, que são parte da inteligência nacional”, afirma Alice.
Para Tamara Naiz, presidenta da ANPG essa é uma conquista que precisa ser comemorada. “As mulheres têm sido fundamentais para os avanços e para o bom desempenho da Ciência brasileira, nós sabemos que 90% das pesquisas realizadas no Brasil são feitas no âmbito da pós-graduação e metade destes pós-graduandos são mulheres. Essas mulheres superam e lutam contra todos os empecilhos de uma sociedade machista, inclusive no acadêmico, e por vezes elas têm que optar entre ser mãe e pesquisadora. A ANPG acredita que essa escolha é absurda e um tremendo atraso e é por isso que lutamos para garantir que existam mecanismos  de proteção para que a mulher exerça plenamente todos os seus direitos em um ambiente seguro”, comemora Tamara Naíz, presidenta da ANPG.
Agora, a matéria segue para ser votada no Senado Federal.