
“A SBPC Jovem é uma maneira legal de entender o que a gente estuda. É mais divertido ver as experiências do que ficar em sala de aula com a cara nos livros”, afirma Vitória Luíza Ferreira, aluna do 7º ano da Escola Municipal Acidália Lott, de Belo Horizonte. Presente na Tenda Jovem do 69º Encontro Anual da Sociedade Brasileira para o Pregresso da Ciência, ela gostou particularmente do estande organizado pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Vivenciando a Biologia, que propõe uma viagem pelo interior de uma célula gigante e em três dimensões.
O SBPC Jovem é um programa criado em 1993, que busca levar saberes científicos para estudantes do ensino básico através de atividades lúdicas e interativas. Com mais de 20 estandes de diferentes universidades e organizações, a Tenda Jovem recebeu centenas de estudantes desde segunda-feira (17) e fica aberta até sexta, dia 21. “Em Angola nós temos poucos eventos como este. É uma oportunidade de as crianças terem contato com a ciência desde muito cedo, isso é bom porque quando crescerem já saberão o que podem fazer. É uma iniciativa louvável”, avaliou Eliseu de Oliveira Afonso, estudante de Metereologia da Universidade Federal do Alagoas (UFAL). Nascido em Luanda, o jovem pesquisador apresentou resultados de uma pesquisa sobre fenômenos metereológicos do nordeste brasileiro no encontro da SBPC.
Idealizador do estande O Rádio Como Ferramenta de Divulgação Científica, o professor de Veterinária da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), Matheus Ramirez, comemora o sucesso do espaço: “Em dois dias e meio, gravamos 135 programas de rádio.” Um dos lugares mais movimentados da Tenda Jovem, ele busca familiarizar as pessoas com a linguagem do rádio e da ciência. “Gravamos um programa com um haitiano, sobre preconceito, com indígenas, com crianças sobre mensagens de whatsapp e troca de afeto, foram muitos os temas. Já tínhamos experiência de fazer programas de rádio para divulgação científica, mas nesse estande só tem gente da veterinária, ninguém é profissional do rádio”, comemorou. As gravações podem ser ouvidas no site do estande.
Estudante de Engenharia de Agrimensura e Cartográfica da Universidade Federal de Viçosa, Laís Rosa Oliveira, de 24 anos, trabalhou como expositora do Museu de Ciência da Terra na tarde desta quarta-feira. “Nós usamos tinta de solo, as crianças chamam de tinta de terra. Elas vêm aqui e dependendo da idade a gente fala de questões mais complexas, ou conversa de um jeito que vão entender, de acordo com o que elas estudam na escola. É um público bem amplo, de escolas técnicas, escolas públicas e privadas”, explicou. O professor de Engenharia Mecânica do Instituto Técnico de Goiás, Rodrigo Camargo, passou a tarde trabalhando no estande da Agência Espacial Brasileira, que ensina crianças a fazer carros com propulsão de balão de ar, tem um espaço que simula a transmissão de dados para um veículo em missão espacial, e um planetário. “Nós buscamos desmistificar o estudo aeroespacial”, afirmou.

Texto: Felipe Canêdo

Presidente do CNS quer três milhões de assinaturas em apoio a ação de inconstitucionalidade no STF
“Nós estamos nos propondo, com todos os movimentos que queiram aderir, a fazer um processo nacional e um grande ato em todas as cidades que têm Conselho Regional de Saúde, e apresentar pelo menos três milhões de assinaturas ao Supremo Tribunal Federal contra a Emenda Constitucional 95, do Teto de Gastos”, conclamou Ronald Ferreira, presidente do Conselho Nacional de Saúde, na abertura do Encontro Nacional de Jovens em Defesa do Sistema Único de Saúde, em Belo Horizonte. O evento é parte da programação do V Salão Nacional de Divulgação Científica da Associação Nacional de Pós Graduandos, e se encerra na tarde desta sexta-feira (21).
Segundo Ronald, há uma Ação Direta de Inconstitucionalidade apresentada pelo Ministério Público, Associação dos Juízes Federais, PDT e Associação dos Juízes do Trabalho, contra a Emenda Constitucional 95. “Nós vamos entrar como amigos da causa, uma figura jurídica comum nesses casos, com todas essas assinaturas, em 7 de abril do ano que vem, Dia Mundial da Saúde”, explicou. Várias entidades já estão articuladas para a mobilização, ele afirma. Entre elas, a Frente Nacional de Prefeitos, as centrais sindicais que compõem o conselho (CUT, CTB, Força Sindical, Nova Central), e a Federação Nacional dos Farmacêuticos.
Presentes na mesa de abertura, as presidentas da ANPG, Tamara Naiz, e da UNE (União Nacional dos Estudantes), Marianna Dias, e o presidente da Denem (Direção Executiva Nacional dos Estudantes de Medicina), Douglas Vinícius, aplaudiram a proposta. Todos foram categóricos em relação à importância de reverter o quadro de cortes de investimentos em Saúde.
“A PEC 55 (Proposta de Emenda Constitucional) foi feita para cortar verbas da Saúde e da Educação. Essa é a razão de existir dela”, discursou Tamara. “Essa Emenda Constitucional vai matar o SUS e a Educação Pública nesse país. O Plano Nacional de Educação, conquistado com muita luta, está sendo desmontado”, lamentou Marianna. “Vivemos um momento de exceção. Jamais imaginamos que seria permitido que mulheres grávidas trabalhassem em ambiente insalubre, se alguém nos falasse que todos esses desmandos aconteceriam há alguns anos atrás, seria tachado de louco”, completou ela.
O vice-presidente do Conselho Estadual de Saúde, Ederson Alves da Silva, lembrou o exemplo do projeto de lei de iniciativa popular, Saúde + 10, que arrecadou mais assinaturas que o do Ficha Limpa. “Foram mais de 2,2 milhões de assinaturas, o que mostra a força de aglutinação que a pauta da Saúde tem“, ponderou.
É preciso desenvolver no continente uma universidade mais igualitária e com a cara de seu povo
O ensino superior no Brasil e na América Latina tem à sua frente grandes desafios. “A universidade precisa ter mais preocupação com a produção de conhecimento do que só coma expansão da instituição”, disse Luiz Roberto Curi, presidente da câmara de educação superior do Conselho Nacional de Educação, durante o debate realizado no 5º Salão Nacional de Divulgação Científica, na tarde desta quarta-feira (19), na UFMG.
O atual modelo de avaliação da Educação Superior, diz Curi, serviu muito bem para os propósitos da década de 1990, para combater os cursos ruins, mas, agora, “precisamos organizar a avaliação para outros desafios, mais consistentes, para desenvolver o país”.
“A universidade tem que estar atrelada à noção de produção de conhecimento científico. A perspectiva de desenvolvimento está vinculado com isso. Países que não apostam em ciência e tecnologia não prosperam”, concorda Nuria Giniger, do Científicos Autoconvocados de Buenos Aires, entidade que tem atuado fortemente contra as políticas do governo de Macri que ameaçam os direitos dos trabalhadores e do povo.
Vivian Urquidi, vice-coordenadora do Programa de Pós-graduação Integração da América Latina (PROLAM) da USP, apresentou que nos últimos anos, cada vez mais, têm surgido grupos de estudos com diferentes perspectivas sobre a América Latina. “Estudar América Latina nos impõe não só um projeto de pesquisa, mas um projeto de vida”, diz.
Frente aos desafios da educação superior na América Latina é fundamental estabelecer metas e prioridades a partir da construção de uma agenda estratégica para a região. “Essa agenda deve considerar as condições, necessidades e imperativos local, nacional e regional”, disse Álvaro Maglia, diretor executivo da Asociación de Universidades Grupo Montevideo (AUGM).
Esse plano de ações, diz Maglia, será amplamente debatido na 3ª Conferência Regional de Educação Superior (CRES), que será realizada de 11 a 15 de junho de 2018, em Córdoba (Argentina), na ocasião do centenário da Reforma Universitária.
“Em 1918, os estudantes se rebelaram contra o sistema de educação, aqueles jovens foram os primeiros a dizer que a nossa universidade deve ter a cara da América Latina”, disse Francisco Tamarit, da Universidade de Córdoba e coordenador geral do CRES 2018.
Segundo o argentino, quase 100 anos depois da revolta de Córdoba, ainda é preciso se fazer uma reforma do sistema de educação superior, que é extremamente elitista. “A educação superior é um direito universal e um dever do Estado. Tornar esse direito disponível para todos é um dos desafios que será discutido na CRES”, diz Tamarit.
“É importante construirmos uma unidade dos currículos, no sentido de criar uma proximidade acadêmico-científica das universidades no âmbito de um projeto de integração latino-americano, para que consigamos nos enxergar na geopolítica internacional enquanto pólo científico na perspectiva da emancipação dos povos da América Latina”, conclui Flávio Franco, diretor de relações internacionais da ANPG.
Texto: Natasha Ramos

“Um, dois, três, quatro, cinco mil, se corta na ciência não avança o Brasil”, gritaram as centenas de pessoas na Escola de Engenharia da UFMG durante ato pelas eleições diretas da ANPG
“O conselho da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) já se manifestou em favor das eleições diretas”. A afirmação é do presidente de honra da SBPC, Ennio Candotti, durante o ato “Cientistas e Pesquisadores pelas Diretas Já”, agenda do V Salão de Divulgação Científica da ANPG (Associação Nacional de Pós-Graduandos). A associação de pós-graduandos havia cobrado um posicionamento da SBPC por meio de uma moção que, segundo Ennio, será aprovada nesta quinta-feira em Assembleia da entidade na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).
O ato também teve representações de diversas entidades e personalidades, como a Tamara Naiz, presidenta da ANPG, a deputada federal Jô Moraes (PCdoB-MG); Marianna Dias, presidenta da UNE (União Nacional dos Estudantes); Ronald Santos, presidente do CNS (Conselho Nacional de Saúde); Jhonatan Almada, Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação do Maranhão; Sandra Regina, vice-reitora da UFMG; o professor Paulo Sérgio Lacerda Beirão, diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação; Valéria Morato, CTB/MG (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil); Sabrina Teixeira, CUT/MG (Central Única dos Trabalhadores); e Carlos Wagner, ABCMC (Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência).
Em maio deste ano o Governo Federal reduziu o orçamento da ciência em 44%, um corte de R$ 2,2 bilhões no financiamento de R$ 5 bilhões que o governo havia proposto originalmente para 2017. Os cortes e as políticas conservadoras na educação, previdência e trabalhista se unificam para a luta das eleições diretas. “Nós concluímos neste semestre um momento em que sofremos os mais duros golpes de perda de direitos e da democracia. Terceirização, sanção da reforma trabalhista, ataque a democracia e corte financeiro. (…) Israel investe 4,3% do PIB em inovação ciência e tecnologia. O Brasil em 2016 investiu 1,3% e neste ano a tendência é a mais absurda ameaça à ciência com o contingenciamento de investimentos”, explica Jô Moraes, sobre a urgência do Brasil ter eleições diretas.
Os cortes nos investimentos da ciência e tecnologia vão na contramão do progresso através de novas descobertas feitas a partir de pós-graduandos, mestrandos, doutorandos, cientistas e pesquisadores, como explica Beirão. “Não há nenhum país desenvolvido sem uma base sólida de investimento em educação na ciência e tecnologia. O Brasil estava construindo uma base na ciência e não podemos perder isso. Na década de 50 o Brasil tinha muita desnutrição e foi acabando através de ciência e tecnologia e hoje a gente exporta comida. O Brasil conseguiu algo único, explorar nossa plataforma e achar petróleo no fundo do mar há mais de 7 km de profundidade, o pré-sal. Isso é ciência e tecnologia”, pontua o professor. “Tudo isso está sendo jogado no lixo por causa de uma gangue de assaltantes”, finaliza.
Segundo os convidados, só há um antídoto para superar todo o retrocesso, que é através da democracia e da soberania popular através do voto direto. A ideia também é compartilhada pela UNE. “Junto com a UNE e UBES, a ANPG é a entidade que defende os estudantes e tem o dever de se posicionar para tirar Michel Temer e a política de retirada de direitos. Podemos sim ter um Brasil melhor e a gente conclama que essa bandeira de Diretas Já seja de prioridade. Queremos defender o povo. A saída é o povo decidir os rumos do país e decidir uma nova política que respeita os trabalhadores, estudantes e sociedade em geral”, diz Marianna Dias, reforçando o coro pelas Diretas Já.
Texto: Mateus Marotta Silva
A popularização da Ciência foi um assuntos abordados no Encontro, realizado durante o V Salão Nacional de Divulgação Científico
Como atrair jovens talentos para Ciência brasileira? Este foi o tema do 17º Encontro Nacional de Jovens Cientistas da ANPG, realizado na manhã desta quinta-feira (20), na Universidade Federal de Minas Gerais. O debate contou com um gestor, um pesquisador, um divulgador da ciência e uma estudante secundarista para tentar responder essa e outras questões.
“Muito importante esse evento para pensarmos a aproximação da Ciência com a realidade”, disse Richard Santos, doutorando da UnB, também conhecido como Big Richard da Nação Hip Hop. O grupo abriu o encontro com um sarau de rimas, que cativou o público.
“Quando começamos aqui com os membros da nação hip hop dialogando com o que temos lido em teses e dissertações, nós estamos fazendo ciência, ainda que a partir de uma expressão popular”, diz Big Richard.
Segundo o presidente da Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência (ABCMC), José Ribamar Ferreira, “a Ciência em conjunto com a sociedade nos levará adiante com novas visões de mundo”.
Ribamar lembrou do sociólogo Bruno Latour quando disse que o objetivo da ciência é não produzir verdades indiscutíveis, mas discutíveis. E salientou a importância de se popularizar a Ciência. “Socializar o conhecimento é fortalecer a democracia”, disse.
A estudante Késsia Teixeira, presidenta da União Colegial de Minas Gerais (UCMG), concordou com essa ideia: “É preciso que a Ciência e Tecnologia chegue às camadas mais populares sociedade”, disse.
O secretário da SECTEC-MA e reitor do Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia-IEMA, Jhonatan Almada, trouxe para o debate a experiência do Maranhão, que tem implementado políticas públicas que valorizam a formação científica do jovem. “Temos atraído os jovens para a Ciência brasileira com iniciativas como a implementação do Centro de Educação Científica e do Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia, que formam estudantes da educação básica”, disse Jhonatan.
“Esses são investimentos fundamentais que nos mostram que o caminho para desenvolver o Maranhão é através da Ciência e Tecnologia”, complementa o secretário.
Para que e para quem serve a Ciência?
É inegável a contribuição que a Ciência tem para a humanidade. Mas, para que e para quem serve a ciência? Esses foram outros questionamentos durante o Encontro de Jovens Cientistas. “A Ciência pode criar riquezas, mas também pode perpetuar desigualdades”, diz Tamara Naiz, presidenta da ANPG.
A Ciência precisa ter diversidade de todas as formas. “É preciso pensarmos como incluir sem excluir: como valorizar culturas, identidades, saberes, sem excluir, sem colocar em patamares de melhor ou pior”, disse Big Richard.
A ciência deve olhar para a sociedade. “Todos nós podemos fazer ciência. A ciência deve ser apropriada pelo povo e para o bem-estar do povo”, conclui Tamara.
Por Natasha Ramos
Não se pode avaliar situações desiguais da mesma maneira, foi um dos pontos abordados em debate no Salão da ANPG
As desigualdades regionais e socioeconômicas do Brasil se refletem também na pós-graduação. Isso foi assunto da mesa “O papel da avaliação na redução das assimetrias no SNPG e na Ciência brasileira”, realizado na manhã desta quarta-feira (19), no 5º Salão Nacional de Divulgação Científica, na Universidade Federal de Minas Gerais.
“Há uma grande diferença na distribuição do número de programas de pós-graduação pelo Brasil”, diz Isac Medeiros, da Universidade Federal da Paraíba, durante o debate. “A maior concentração de cursos de pós-graduação estão no sudeste, enquanto as regiões centro-oeste e norte são as menos contempladas”, acrescentou o professor, que apresentou um verdadeiro diagnóstico das assimetrias na pós-graduação.
Além do número de cursos, as desigualdades também se refletem quando observamos as notas recebidas pelos programas avaliados pela CAPES. “De cada 100 programas de pós-graduação com nota 7 [a maior nota], 80% estão na região sudeste”, afirmou Isac.
A distribuição de recursos (bolsas e fomento) para pós-graduação por região, explicou o professor, também se mostra extremamente desigual: enquanto a região sudeste tem a maior fatia, quase 50% dos recursos, as regiões norte, nordeste e centro-oeste juntas recebem apenas 29% dos recursos. E lembrou que o Brasil investe hoje apenas 0,05% de seu PIB em Ciência e Tecnologia, enquanto, por exemplo, a Coreia do Sul investe 5%. “Não podemos resolver assimetrias sem recurso”, disse.
Leia também: “É preciso repensar a avaliação da pós-graduação brasileira”, sobre a mesa realizada ontem (18) no Salão
Situações desiguais X avaliação igual
“Não podemos tratar situações desiguais de uma mesma maneira. Isso em nada contribuiu para a correção das assimetrias”, disse a pró-reitora de pós-graduação e pesquisa da Universidade Federal de Goiânia e representante da ANDIFES, Maria Clorinda Soares Fioravanti, criticando o atual modelo de avaliação da CAPES.
“Ao longo dos anos, a única mudança na avaliação feita pela CAPES foi o aumento dos anos para a avaliação, pois houve um aumento no número de programas: em 1976, quando foi criado o sistema de avaliação, era anual, em 1984 passou a ser bianual, a partir de 1998, trienal e se incluiu o qualis, e, recentemente, em 2014, passou a ser quadrienal”, acrescentou a professora.
No atual modelo de avaliação, diz Maria Clorinda, são gerados efeitos colaterais, como o não encorajamento de projetos de pesquisa, dissertações e teses que foquem na solução de problemas práticos e de relevância local. Além disso, “a avaliação atual não induz os programas a preparar seus estudantes para a cultura da inovação, pois estamos fazendo ciência para atender aos critérios da CAPES”.
A Ciência a serviço do povo
Os palestrantes lembraram que a Ciência produzida deve estar a serviço do povo. “Nós devemos fazer Ciência para gerar melhorias sociais e melhores condições de vida para o povo”, afirmou o professor Isac. Segundo Nágyla Maria Galdino Drumond, da SECITE-CE, a Ciência e Tecnologia é a melhor estratégia como política pública para combater a pobreza.
Um dos fatores para que isso aconteça, uma vez que os pós-graduandos estão presentes em 90% das pesquisas realizadas no país (dados da CAPES), é a mudança de alguns critérios de avaliação, que reflete e reforça as assimetrias regionais.
“A gente consegue mudar, se você insistir e brigar para mudar a regra. Vamos aliar o discurso de qualidade e mérito, que todo mundo quer, mas vamos mudar o que é preciso, como a lógica produtivista”, afirmou a professora Clorinda.
“Nós estamos muito comportados, a Ciência não se faz com bom comportamento. A Ciência é para deflagrar que não estamos aqui para ser seguidores do senso comum”, concluiu a representante da SECITE-CE.
Por Natasha Ramos
O resultado da avaliação do Sistema Nacional de Pós-Graduação no quadriênio 2012-2016 será publicado no final deste ano
“Falar da avaliação da CAPES é falar de um tema extremamente importante para a pós-graduação brasileira”, afirmou Geraldo Nunes Sobrinho, representante da CAPES, durante debate no 5º Salão Nacional de Divulgação Científica, realizado nesta terça-feira (18), na UFMG.
A avaliação da CAPES dos programas de pós-graduação brasileiros é muito importante, pois determina a excelência dos cursos, que serve de referência para as agências realizarem o fomento, além de interferir na distribuição das bolsas e diagnosticar as assimetrias regionais.
“É óbvio que o princípio do mérito deve ser sempre considerado em qualquer processo de avaliação. Mas, é possível se colocar outros critérios além do mérito na avaliação?”, questiona o professor Geraldo.
Segundo Joviles Vitório Trevisol, representante do FOPROP e também presente à mesa, houve um aumento na oferta de cursos de pós-graduação nos últimos anos. Em 2017, estão sendo avaliados aproximadamente 4.200 programas no quadriênio 2012-2016. No entanto, como ela é feita hoje, a avaliação dá sinais de esgotamento. “É preciso repensar e avaliar a própria avaliação”.
“O atual sistema de avaliação é extremamente quantitativo e pouco qualitativo”, pontua Cristiano Junta, vice-presidente da ANPG. “No meu entendimento, isso gera uma distorção na avaliação, e um dos reflexos disso é que acaba sendo mais importante publicar uma pesquisa, qualquer que ela seja, do que o conteúdo da pesquisa em si”.
O peso da avaliação centrada na quantidade, diz Joviles, estimula os programas a uma prática produtivista exagerada que, na maior parte das vezes, resulta na produção de baixa qualidade e impacto. “Não só de paper devem existir os programas de pós-graduação. É preciso avaliar o impacto social dos programas de pós-graduação”.
A avaliação, acrescenta Hercília Mello, doutoranda da UFPE e representante da ANPG no CTC da CAPES, deve servir para orientar as instituições, os pró-reitores e o Estado, e não ser uma avaliação punitiva.
Um dos caminhos apontados foi uma maior participação da comunidade acadêmica no processo de avaliação. “As instituições precisam (re)assumir o planejamento de pós-graduação. Elas precisam ter um Plano Institucional de Desenvolvimento e Avaliação da Pós-Graduação. Não delegar tudo para a CAPES”, conclui o pró-reitor.
O 5º Salão Nacional de Divulgação Científica segue com atividades até sábado (20), e acontece dentro da 69ª Reunião Anual da SBPC, em Belo Horizonte.
Texto: Natasha Ramos

“O quadro atual é muito ruim para a ciência brasileira. Mas eu quero aqui fazer a chamada da esperança. Nós podemos revertê-lo. E nós não podemos ser corporativistas e reclamar só dinheiro pra ciência. A crise na Educação e na Pesquisa brasileira passa pela grave crise que vive hoje a democracia brasileira”, afirmou o físico Ildeu de Castro Moreira, vice-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, na mesa de abertura de 5º Salão Nacional de Divulgação Científica da ANPG (Associação Nacional de Pós-Graduandos).
A discussão sobre Os Impactos da Ciência na Sociedade contou também com a presença de: Maria Zaira Turchi, presidente do Confap (Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa); Paulo Sérgio Lacerda Beirão, diretor da Fapemig (Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais); e Tamara Naiz da Silva, presidenta da ANPG. O presidente eleito e ainda não empossado da SBPC, Ildeu Moreira, fez um balanço alarmante dos cortes na Educação do país e destacou a importância de a ciência se preocupar com o bem estar da população e o desenvolvimento do país. “A ciência não é neutra, a tecnologia não é neutra. Tudo depende muito de quem se apropria delas”, sustentou.
A presidenta da ANPG afirmou que não há saída para a crise brasileira que não seja através da democracia e defendeu eleições diretas já. “Esse governo só faz o que faz porque não teve que colocar seu projeto sob o crivo do voto popular. Se tivessem feito ele teria sido derrotado, como aconteceu em 2014”, declarou. Ela também ressaltou a relação longeva e frutífera entre a ANPG e SBPC: “É uma relação que se retroalimenta. Vocês dizem que nós trazemos energia para o debate, nós enxergamos um espelho e um exemplo de pessoas que dedicam a vida ao progresso da ciência e ao desenvolvimento de um país justo e soberano.”
Paulo Beirão traçou um histórico sobre os impactos da ciência na história da humanidade e ressaltou a força que algumas descobertas tiveram ao longo do tempo. “A ciência tem impactos culturais enormes, as pessoas não se dão conta. A terra não ser o centro do universo, isso tem um impacto enorme na nossa civilização. Depois a Teoria da Evolução diz que o homem é um primata. É outro impacto enorme”, discursou. O pesquisador lembrou o exemplo da Coréia do Sul, que em 1998, em meio a uma crise econômica aguda, investiu em Educação e Pesquisa e se tornou uma potência em tecnologia.
Maria Zaira defendeu que os cientistas se engajem na tarefa de visibilizar os impactos da ciência para a sociedade. “Falar que esse impacto é produzir tantos papers não diz nada para a sociedade”, argumentou. Ela afirmou que crê na capacidade da comunidade científica brasileira para superar crises: “Não é por acaso que em momentos de emergência a ciência brasileira responde com rapidez. Nós acreditamos muito na capacidade da comunidade científica. O caso da zika é um exemplo. Reagimos com rapidez, antes da comunidade internacional.”
Texto: Felipe Canêdo
Em reunião, diretoria aprovou campanhas e convocou jornada de lutas e 41º CONAP
A diretoria plena da ANPG se reuniu na tarde desta segunda-feira (17), na Universidade Federal de Minas Gerais, durante a 69ª RA da SBPC. Juntamente aos pós-graduandos, às pós-graduandas e aos representantes de APGs de todo o Brasil, os diretores fizeram um balanço da atuação da entidade no último semestre e debateram os rumos e as lutas do movimento nacional de pós-graduação para o próximo período.
A ANPG encabeçará três campanhas que foram apresentadas e votadas durante a reunião. A entidade se posiciona e reforça o coro pela defesa da Democracia com a Campanha Cientistas e Pesquisadores por Diretas Já, que será lançada juntamente com manifesto que, segundo a presidenta da entidade, Tamara Naiz, já reúne centenas de assinaturas.
A primeira ação dessa campanha será o ato político que será realizado durante o 5º Salão Nacional de Divulgação Científica, nesta quinta-feira (20), às11h30, na Escola de Engenharia da UFMG.
Veja o Manifesto AQUI
O estudo “Previdência para os pós-graduandos: caminhos para a construção de uma política sustentável”, desenvolvido pela ANPG e apresentado durante a reunião, deve embasar a campanha da previdência dos pós-graduandos e pós-graduandas que a entidade irá encampar. “Cabe ressaltar a importância do tema no sentido de buscar a ampliação de direitos a um setor protagonista no processo de produção e de conhecimento no país”, diz Tamara.
O pós-graduando em Saúde Coletiva pela UERJ, Pedro Henrique Corrêa, falou sobre a situação calamitosa da pós-graduação no Rio de Janeiro, que sofreu um corte de mais de 30% nos recursos. A partir disso, foi apresentada a campanha “SOS Bolsas FAPERJ e Estaduais: contra qualquer corte em Educação, Ciência e Tecnologia”, que deve ser encabeçada ANPG e APGs cariocas.
“A proposta é utilizar da força que temos enquanto APGs para construir uma ampla mobilização nacional de solidariedade aos pós-graduandos que estão sem receber bolsas da FAPERJ desde fevereiro”, explicou Pedro. A campanha terá um abaixo-assinado pelo pagamento imediato das bolsas e evento que será realizado na segunda metade de agosto.
41º CONAP e Jornadas Nacional de lutas
Durante a reunião também foi convocada a Jornada Nacional de Lutas que irá retomar uma articulação de juventude com várias ações programadas para agosto. “Ao longo do mês, serão realizadas ações como debates, atos e, no dia 17 de agosto, será o dia de luta de mobilizações nas capitais”, diz Tamara.
Também foi convocado o 41º Conselho Nacional de Associações de Pós-Graduandos (CONAP) para a segunda quinzena de outubro, em São Luís, no Maranhão. “A cada dois anos, a ANPG realiza esse evento, onde são votadas as pautas do movimento de pós-graduandos e do Brasil”, diz Cristiano Flecha, vice-presidente da ANPG.
Conheça o Tomo completo desta reunião: III Reunião de Diretoria Plena ANPG 2016-2018
Diretas por Direitos
Foram aprovadas pelos pós-graduandos e pós-graduandas uma resolução de conjuntura política e três moções: Moção contra o desmonte das universidades públicas; Moção da campanha SOS Bolsas FAPERJ e Estaduais e Moção contra o Desmonte da UNILA e da UNILAB.
“É preciso repactuar as forças democráticas e isso não será possível sem entregar ao povo brasileiro o que lhe é devido, o direito ao voto popular”, diz trecho da resolução aprovada. “Nós, pós-graduandos brasileiros, exigimos eleições diretas como principal mecanismo para repactuar a democracia brasileira”.
Os textos das moções e da resolução aprovados serão publicados posteriormente no site da ANPG.

O Brasil tem passado por uma grave crise política e econômica provocada pelos ataques à democracia nacional desde 2016. O governo de Michel Temer tem implementado um programa de forte arrocho e retirada de direitos do povo brasileiro, levando a Ciência brasileira ao pior orçamento das últimas décadas.
As medidas adotadas pelo governo de Michel Temer são o oposto da opinião expressa nas urnas pela população brasileira e jamais passariam pelo crivo popular, além de estarem sendo fortemente recusadas pela sociedade. Prova disso é o alto índice de rejeição ao governo e às suas propostas, sobretudo as Reformas Trabalhista e Previdenciária e a PEC 55 (atual EM 95), que paralisa os investimentos nas áreas sociais pelos próximos 20 anos.
Além desse retrocesso, os recentes escândalos de corrupção envolvendo o presidente e seus aliados deixaram ainda mais evidente que o atual governo não tem condições de conduzir reformas e medidas tão impactantes da vida da população, de forma que é preciso repactuar o projeto de democracia brasileira nas urnas, com participação popular.
Como cientistas e pesquisadores, compreendemos a importância da ciência para a soberania e desenvolvimento do país. É fundamental que mesmo em momentos de crise se invista em CTI para provocar um novo ciclo de desenvolvimento em áreas estratégicas, pavimentando a estrada para a diminuição de desigualdades sociais, com trabalho, distribuição de renda, educação e saúde de qualidade para a população.
Abaixo as Reformas Trabalhista e Previdenciária.
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ASSINATURAS DO MANIFESTO DE CIENTISTAS E PESQUISADORES PELAS DIRETAS
Ildeu de Castro Moreira UFRJ/ Presidente eleito da SBPC
Ennio Candotti, Museu da Amazônia, presidente de honra da SBPC
Tamara Naiz – UFG/ ANPG – Presidente da ANPG
Márcio Silbeira – Reitor da UFT no exercício de 2014-2016
Pedro Henrique Falcão – UPE
Guedes Rangel Junior Reitor da UEPB.
Adélia Maria Carvalho de Melo – Reitora da UESC / ABRUEM
Gastão Wagner de Sousa Campos – FCM/ Unicamp e presidente da Abrasco
Armando Bonito Júnior, IFCH / UNICAMP
Elisangela Lizardo IFSP Sec Regional SBPC Sao Paulo 2
Florestan Fernandes Júnior, jornalista
Marcio Pochmann – UNICAMP
Arquimedes Diógenes Ciloni – UFU
Jorge Luiz Souto Maior – FD/ USP
Eleonora Menicucci – Unifesp
Igor Fuser, UFABC
Luís Fernandes PUC /Rio
Carlos Eduardo Martins UFRJ
João Quartim de Moraes, Unicamp
Mary Garcia Castro, UFBA / FLACSO-Brasil
Aécio Oliveira de Miranda – Diretor geral do IFNMG
Rosana Teresa Onoko Campos – FCM Unicamp
Maria Tereza Cartaxo – UPE/FOPROP
Lúcia Rincon – PUC/Goiás
Olival Freire – UFBA
Antonia Aranha – FAE /UFMG
Tarcísio Vago – Professor EFFTO/ UFMG
Robson Sávio Reis Souza, PUC /MG
Tânia Margarida Lima Costa – Museu Itinerante /UFMG
Maria Amélia Dalvi – UFES
Clisthenis Ponce Constantinidis – Departamento de Física / UFES
Gabriel Luchini – Departamento de Física / UFES
Silvio Costa – PUC /Goiás.
Maria Beatriz Oliveira da Silva , UFSM
Paula Marcelino -USP
Sávio Machado Cavalcante – IFCH/Unicamp
Marlise Matos, DCP/UFMG
Flávia Millena Biroli, UNB
Gislene Alves Amaral, UFU
Luiz Eduardo Motta, Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, UFRJ
Jimi Naoki Nakajima – Instituto de Biologia/ UFU
Edilson José Graciolli, UFU
Georgia Cristina Amitrano, Instituto de Filosofia, UFU
Maria Socorro Ramos Militão, Instituto de Filosofia, UFU
Jorgetania da Silva Ferreira, Instituto de História, UFU
Jairo Dias Carvalho, Instituto de Filosofia, UFU
Marcelo Xavier de Oliveira, UFAC
Eduardo Fleury Mortimer – FAE / UFMG
Maria Gorete Neto – UFMG
José Antônio Galo, Instituto de Ciências Biomédicas, UFU,
Elias Marco Kalil Jabbour, UERJ
Rute Magalhães Brito, Instituto de Genética e Bioquímica, UFU
Telma Ferreira do Nascimento Durães, UFG
Israel Pereira Dias de Souza, IFAC
Edna Maria de Jesus – Instituto Aphonsiano de Ensino Superior
Maria Cristina Dutra Mesquita – PUC/GO
Gilberto Cunha Franca – UFSCAR
Monica Jones Costa – – UFSCAR
André Cordeiro Alves dos Santos – UFSCAR
Marcionila Fernandes – UEPB
Helio de Mattos Alves – UFRJ
Ricardo Santos – UERG
Juliana Alves de Araujo Bottechia – UEG
Cássia Damiani – UFRGS
Wenceslau Augusto Junior- UESC
Cristiano Capovilla, UFMA
Robson S. Camara Silva, EAPE-DF
Lilian Reichert Coelho – UFSB
Romualdo Pessoa – Professor IESA/UFG
Christianne Benatti Rochebois – Decana / UFSB
Nelson Pretto, FE / UFBA / SBPC
Malvina Tuttman, ex-presidenta do INEP (2011-2012), ex-reitores da Unirio
Cezar Britto, advogado, ex-presidente da OAB
Sérgio Galdino – Professor UPE / UNICAMP
Francisco Wellington Duarte, departamento de Economia da UFRN
Antônio Carlos Miranda – Departamento de Física, UFRPE.
Wellington Pinheiro dos Santos – Departamento de Engenharia Biomédica, UFPE
Luana Bonone, secretária-regional adjunta da SBPC RJ/ES
Marcio Rodrigues Lambais Esalq USP
Leandro Luiz Giatti – Faculdade de Saúde Pública, USP
Maria Caramez Carlotto – UFABC
Anielli Fabiula Gavioli Lemes – Professora Assistente UFVJM
Sônia Selene Baçal de Oliveira – Faculdade de Educação/UFAM
Andréa Mara Macedo – Diretora Instituto de Ciências Biológicas – UFMG
Renata Medeiros Paoliello. Departamento de Antropologia, Política e Filosofia. Faculdade de Ciências e Letras. UNESP.
André Rodrigo Rech – UFVJM /Seara da Ciência
Marcus Raimundo Vale – Professor da UFC
Ricardo Petersen – UFRGS.
Nilson Weisheimer -PPGCS/UFRB
Meire Rose, Depto de Geografia – UFMTHaroldo de Mayo Bernardes – Depto Eng. Civil Unesp
Marilane Costa – Diretora de Graduação do IFMT
Patrícia Nogueira – UFMT
Hugo Valadares Siqueira UTFP
Fábio Palacio de Azevedo UFMA
Francisco Eduardo Torres Cancela – UNEB
Ana maria Fernandes Pitta, WAPR, ABRASME
Neusa Valadares, PUC-GO
André de Barros Borges, UFRJ.
Virgilio Roma, UFRRJ
Luanda Dias Schramm, Escola de Comunicação da UFRJ
Angela Medeiros Santi, UFRJ
Maria da Graça Costa Val – Faculdade de Letras da UFMG
José Ricardo Moreno Pinho – Do curso de Historia da UNEB.
Jonildo Viana dos Santos – Instituto Insikiran / UFRR
Ilka Dias Bichara – Instituto de Psicologia UFBA
Profa Celi Taffarel – Faculdade de Educação da UFBA.
Maria das Graças Martins da Silva – UFMT
Paulo Rogério Melo Rodrigues – UFMT
Paulo Bretas Vilarinho Junior – FAETERJ Duque de Caxias/RJ
Selma Suely Baçal de Oliveira – FACED-UFAM/AM
Marcos Dantas, Escola de Comunicação da UFRJ
Alline Cristina de Campos (FMRP-USP) prêmio Loreál de Mulheres na Ciência
Heloísa da Silva Borges- Faculdade de Educação UFAM
CARLOS ALBERTO FERREIRA MARTINS – USP/São Carlos
Prof. Dr. Maurício Cardoso – FFLCH- USP
Prof. Dr. Maurício Cardoso – FFLCH- USP
Jader Cruz, Prof -Ufmg
Rafaela Scardino Lima Pizzol -Centro de Ciências Humanas e Naturais / UFES
Wellington de Oliveira- UfVJM
Paulo Gracino de Souza Júnior – IUPERJ
Fábio Fonseca de Castro – Naea UFPA
MARCO AKERMA, USP
Paulo Buss, Fiocruz; membro da Academia Nacional de Medicina
Valéria Cristina Lopes Wilke, Faculdade de Filosofia/UNIRIO
Menalton Braff, escritor
Manoel de Almeida Neto, coordenador do curso de Ciências Sociais – PUC MG.
Flávio Alves Martins – diretor da Faculdade Nacional de Direito – UFRJ.
Eduardo Magrone – Universidade Federal de Juiz de Fora, Faculdade de Educação, Departamento de Educação.
Luciana Mandelli – Historiadora – Diretoria Fundação Perseu Abramo
Olivier Piguet – Dep. de Física / UFV
Por favor, pode incluir meu nome também. José Luís Simões/ UFPE.
Marilyn Dione de Sena Leal – Universidade de Pernambuco (UPE)
Antonia Márcia Duarte Queiroz – UFT Campus Araguaína
Adriana Maria Cancella Duarte – FaE/]UFMG
José Francisco Ribeiro, UFU
Prof. Dr. Christian Lindberg, UFS
Fátima Antunes da Silva (Yaska Antunes), UFU
Elizabeth Lannes Bernardes, UFU
Newton Dangelo, UFU
Elsieni Coelho da Silva, UFU
Clarice Barreto Linhares, Faminas BH
Filipe Almeida do Prado Mendonça, UFU
Luciane Maria Schlindwein – UFSC
Roberto Daud, UFU
Marisa Silva Amaral, UFU
Gercina Santana Novais, UFU
Angélica Borges dos Santos, IFNMG Campus Januária.
Paulo Irineu Barreto Fernandes, IFTM – Campus Uberlândia
Rita de Cássia Martins de Souza, UFU
Romualdo Pessoa Campos Filho, UFG
Carlos Alexandre Leão Bordalo, UFPA
Márcia Aparecida da Silva Pimentel, UFPA
João Osvaldo Rodrigues Nunes, UNESP
Ivanise Maria Rizzatti, UERR/RORAIMA
Laís Naiara Gonçalves dos Reis, UEG campus Itapuranga
Marisa Lomônaco de Paula Nave, UFU
Paulo Roberto de Almeida, UFU
Sérgio Inácio Nunes, UFU
Ana Maria Said, Instituto Filosofia, UFU.
José Flores Fernandes Filho, UFU
Niemeyer Almeida Filho, UFU.
Marlene Teresinha Muno Colesanti, UFU
Prof. Helvécio Damis de Oliveira Cunha, UFU
Dalva Maria de Oliveira Silva, UFU
Carmem Lúcia Costa UEA/UFG Regional Catalão
Camila Lima Coimbra, UFU
Thales Prado Fontes IF Goiano, Campus Catalão
Tulio Barbosa, UFU
Beatriz Ribeiro Soares, UFU
Beatriz Corrêa Camargo, UFU
Nélton Miguel Friedrich
Fernando Antonio, UFU
Carlos Alexandre Leão Bordalo, UFPA
Flavio Rodrigues, UFC
Rui Jacinto, Universidade de Coimbra
Lúcio José Sobral da Cunha, Universidade de Coimbra
Quintino Reis de Araujo, CEPLAC
Adriano S. Figueiró, UFSM
Francisco da Silva Costa, Universidade de Coimbra
Roberto Bueno, UFU
Joelma Lúcia Vieira Pires, UFU
Alexandre Garrido da Silva, UFU
Armando Gallo Yahn Filho, UFU
Wilson Shimizu, UFU
Gilda Carneiro Ferreira , UNESP/Rio Claro
Antonio Cezar Leal, UNESP
Eduardo Salinas Chávez, UFGD
Rose Maria Adami, UNIBAVE/SC
José Irivaldo Alves Oliveira Silva, UFCG
Josiane Paula da Luz, IFSUL
Inaê Soares de Vasconcellos, IFTM
Jeanny Joana Rodrigues Alves de Santana, UFU
Marcos César Seneda, UFU
Eduardo Nunes Guimarães UFU
Pedro Henrique Evangelista Duarte, UFU
Célia Rocha Calvo, UFU
Luiz André Ribeiro Zarco, UFTM
Anderson Soares de Oliveira, UFMT
George Félix Cabral de Souza, UFPE
André Luis Mitidieri Pereira, UESC
Inara de Oliveira Rodrigues, UESC
Kenneth Rochel de Camargo Jr. UERJ.
Marcos Lucena Sec SBPC PE
Tatiana Roque – prof. Da UFRJ
Eduardo Lopes Piris – UESC
Paulo Roberto Alves Santos – UESC
Maria do Carmo Leal, Pesquisadora da Fiocruz
Rosany Piccolotto Carvalho / UFAM, secretária regional da SBPC
Simone Paulon – PPGPsiGS
Willame Carvalho UEMA /SBPC
Tamara Tania Cohen Egler- IPPUR/ UFRJ
Alberto Brum Novaes, Instituto de Física da UFBA.
Joaquim Campelo SBPC/PI
Isaías Francisco de Carvalho – UESC
Gerson Luiz Roani – UFV
Marco Moriconi, UFF/SBPC
Maria Bernardete Cordeiro de Sousa/UFRN
Sônia Maria Ribeiro dos Santos – PUC GO.
Paulo Pereira Martins Junior, UFOP
Jaime Sardi, UFOP
Cristiano Guedes, UnB.
Marco Moriconi, UFF/SBPC
Márcio Sales Santiago, UFRN
Weber Mendes de Paula – IFG/Campus Uruaçu
Sandra Sassetti Fernandes Erickson, UFRN
Hugo Barros Silva, Instituto Federal do Amazonas
Marcos Antonio Costa, CCHLA, UFRN
Maria do Socorro Gondim Teixeira, UFRN
Fatima Maria Leite Cruz – UFPE
Vilde Menezes, UFPE
Fabia Pottes enfermagem ufpe
Hercilia Melo do Nascimento, UFPE
Cláudia Sampaio de Andrade Lima- UFPE
Ricardo Yara- UFPE
Adla Betsaida Martins Teixeira, UFMG
Wellington Pinheiro dos Santos – UFPE
Delma Josefa da Silva – UFPE
Paulette Cavalcanti de Albuquerque, UPE
Prof. Dr. Fábio da Silva Paiva – UFPE
Tereza Luiz de França – UFPE
Fernando Antônio Madeira. utramig.
Lucineudo Machado Irineu, UECE.
Marcos Falchero Falleiros – UFRN.
Hulda Vale, UFPE
Ana Santana Souza UFRN, professora do Departamento de Educação
Alexandro Teixeira Gomes – UFRN – Professor Doutor do Departamento de Letras.
Edilson Fernandes de Souza, UFPE
Inez Maria Tenório, UFPE
Sérgio Franco Brandão, Analista de Sistemas do Governo do Estado de Pernambuco.
Joselma Cordeiro, UPE.
Marcelo Rodrigues Mendonça, UFG
Lucidio Rocha Santos – FEFF/UFAM
Silvio Costa, PUC Goiás.
Marilyn Dione Sena Leal, UPE
José Luís Simões, UFPE
Leonardo Barbosa e Silva, Instituto de Ciências Sociais, UFU
Luiz Carlos Avelino da Silva, Instituto de Psicologia, UFU
Renata Bittencourt Meira, Instituto de Artes, UFU
Alexandre Guimarães Tadeu de Soares, Instituto de Filosofia, UFU
Patrícia Vieira Tropia, Instituto de Ciências Sociais, UFU
Olavo Calábria Pimenta, Instituto de Filosofia, UFU
Claudio Antônio Di Mauro, Instituto de Geografia, UFU
Antônio Cláudio Moreira Costa. Faculdade de Educação, UFU
Sidiney Ruocco Junior, Instituto de Ciências Biomédicas, UFU
Flavia do Bonsucesso Teixeira, Faculdade de Medicina, UFU
Antônio de Almeida, Instituto de História, UFU
Elenita Pinheiro de Queiroz Silva, Faculdade de Educação, UFU
Marcelo Soares Pereira da Silva, Faculdade de Educação,
UFU
Eduardo Fraga Tullio, Instituto de Artes, UFU
Francisco Aquino, Instituto de Química, UFU
Sandra Morelli, Instituto de Genética e Bioquímica, UFU
Ricardo Reis Soares, Faculdade de Engenharia Química, UFU




