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A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG) comunicou que, em virtude do cenário econômico brasileiro atual, que culminou em uma reestruturação orçamentária do Estado, decorrente da Emenda Constitucional 93 e do Decreto 47.101, ambos de 2016; bem como da necessidade de manter ativos seus programas prioritários, estarão suspensos, temporariamente, os auxílios à Participação Individual em Congressos no Exterior e ao Estágio Técnico Científico no Exterior, bem como a concessão de bolsas de Doutorado Sanduíche (BDSS), a partir de janeiro de 2017.
De acordo com a Fundação, ficam asseguradas a continuidade dos demais programas de bolsas no país e as chamadas de projetos e bolsas tradicionalmente realizadas – Chamada Universal, o Programa Pesquisador Mineiro (PPM) e a Bolsa de Incentivo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Tecnológico (BIPDT). Com relação à Chamada Universal, ela será lançada – no final de janeiro – após a conclusão de estudos para aumento do seu valor orçamentário e para aperfeiçoamento dos seus mecanismos de julgamento. Estas alterações não acarretarão mudanças nos prazos previstos para a divulgação dos resultados do julgamento e para a contratação dos projetos aprovados.
No comunicado também foi divulgado o contato com a Central de Informações da FAPEMIG pelo e-mail [email protected]

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Crédito Visual.hunt

A Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) está com inscrições abertas para concurso público na área de Informática e Representação do Projeto e Projeto Integrado, nas disciplinas BIM Building Information Modeling, Teoria e Projeto X: Projeto Integrado e Colaborativo, Informática Aplicada II – Introdução ao CAD, Integração de Projeto – CAD e Projeto Colaborativo. O prazo de submissão encerra em 15 de março de 2017.
A seleção se dará em regime de tempo parcial (RTP), mas o selecionado poderá ser solicitado a apresentar plano de pesquisa, visando ingresso no Regime de Dedicação Integral à Docência e à Pesquisa (RDIDP). O salário em novembro era de R$ 10.670,95.
Os calendários de provas de concursos docentes são publicados no site da Secretaria Geral da Unicamp, bem como da FEC/Unicamp.
Para mais informações acesse o edital. Outras informações podem ser obtidas com Elaine, pelo e-mail [email protected] ou no telefone (19) 3521 2404, Edmilson Roberto, pelo e-mail [email protected] ou telefone (19) 3521-2309, ou Edson, e-mail [email protected] e telefone (19) 3521 2403.
Fonte: Agência Fapesp

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Gabriel Nascimento, secretário geral da ANPG e doutorando pela USP. Foto: Fábio Almeida

Publicado na edição 55 da  Revista Trabalhos em Linguística Aplicada (A1) da Unicamp, uma das mais conceituadas revistas da área no Brasil, o artigo do secretário geral da ANPG, Gabriel Nascimento, traz resultados de sua pesquisa de mestrado, que teve como objetivo investigar a representação das identidades de classe social no livro didático de língua inglesa.
Como resultado de sua pesquisa, Gabriel aponta a desigualdade na representação, o que ele chama de subrepresentação das identidades. “As identidades populares, que em geral são as identidades dos estudantes mais pobres das escolas públicas, onde esse livro também é utilizado (como é o caso do Centro Interescolar de Línguas do Distrito Federal, vinculado à Secretaria de Educação do DF), estão subrepresentadas no livro didático, o que conforma uma desigualdade de tratamento pelo mercado editorial”, diz.
O pesquisador explica que as identidades de classe social são sempre vinculadas a classes sociais de prestígio e as poucas identidades de classe social populares estão subrepresentadas, em espaços de subserviência.
Confira o artigo na íntegra: http://www.scielo.br/pdf/tla/v55n3/0103-1813-tla-55-03-00541.pdf

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Crédito: Confap

Até 19 de fevereiro estão abertas inscrições para mestrado de bolsas de estudos para grupos sub-representados na ciência no Brasil, como minorias étnicas e pesquisadoras de ciência e inovação no Brasil. São elegíveis candidatos graduados em instituições dos estados de Goiás, Paraíba e Bahia, com planos de continuar seus estudos ou carreira acadêmica por meio de um mestrado na área de ciência, inovação ou tecnologia. São particularmente encorajadas candidaturas de minorias étnicas comprometidas com objetivos de igualdade, diversidade e inclusão dentro de seu contexto local.
O valor da bolsa é de 40 mil Libras Esterlinas, o que custeará curso de inglês, taxa de exame IELTS, tradução juramentada de documentos, taxa de vistos, voo internacional, ajuda de custo, curso de inglês de verão no Reino Unido e taxa de matrícula. O processo de seleção para a bolsa correrá em paralelo ao processo de candidatura para a universidade britânica.
O processo de avaliação será co-liderado por avaliadores externos, assim como pelo British Council. Os critérios incluem qualidade da proposta, motivação, perspectiva futura de empregabilidade no setor de ciência, inovação ou tecnologia, relevância do programa em relação aos planos de carreira do candidato e expansão do impacto e potencial de contribuição para outros grupos sub-representados na ciência.
Serviço
Para mais informações, acesso o edital do projeto em www.britishcouncil.org.br
Inscrições online, envio de carta de interesse e evidência de nível de língua inglesa: www.britishcouncil.org.br até 17 de fevereiro de 2017
Anúncio dos resultados: 3 de abril de 2017
Candidatura a uma vaga de mestrado em universidade no Reino Unido: entre 1º de abril de 2017 a 15 de maio de 2017
Sobre o British Council
O British Council é a organização internacional do Reino Unido para relações culturais e oportunidades educacionais. Promovemos cooperação entre o Reino Unido e o Brasil nas áreas de língua inglesa, artes, esportes e educação e sociedade. O British Council é um dos operadores do Fundo Newton. O Newton Fund integra o sistema de assistência oficial para desenvolvimento do governo britânico e visa desenvolver parcerias em ciência, tecnologia e inovação em países parceiros.
Sobre o Fundo Newton
O Newton Fund (Fundo Newton) é uma iniciativa governo britânico que visa promover o desenvolvimento social e econômico dos 15 países parceiros, por meio de pesquisa, ciência e da tecnologia. O fundo de 735 milhões de libras esterlinas atua em três grandes áreas: capacitação de pessoas em ciência e inovação nos países parceiros, colaboração em pesquisas acadêmicas sobre temas de desenvolvimento e a transferência de conhecimento para criação de soluções colaborativas para os desafios de desenvolvimento e fortalecimento dos sistemas de inovação.
 

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) concluiu o 11º Censo do Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil (DGP), um importante inventário dos grupos de pesquisa científica e tecnológica em atividade no País
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O Diretório é uma base de dados capaz de descrever os limites e o perfil geral da atividade científico-tecnológica no Brasil, apresentando uma série de informações quantitativas em relação aos recursos humanos constituintes dos grupos (pesquisadores, estudantes e técnicos), linhas de pesquisa em andamento, áreas do conhecimento, setores de aplicação envolvidos, produção científica, tecnológica e artística e parcerias estabelecidas entre os grupos e as instituições, sobretudo com as empresas do setor produtivo.
Para isso, são realizados, desde 1993, Censos periódicos envolvendo as mais diversas instituições, tais como universidades, instituições  de ensino superior com cursos de pós-graduação stricto sensu, institutos de pesquisa científica, institutos tecnológicos e empresas.
Nesta edição, o Censo do CNPq contabilizou 37.640 grupos, localizados em 531 instituições, o que significa um aumento de 6,25% no número de grupos e 8% no total de instituições, em relação ao levantamento anterior, em 2014. Ao todo, o País conta, hoje, com 199.566 pesquisadores e aproximadamente 331 mil estudantes de graduação e pós-graduação. Do total de pesquisadores, 130.140 são doutores, o que equivale a 65% dos pesquisadores.
Cabe enfatizar a importância do DGP como um eficiente instrumento para o intercâmbio e a troca de informações, apontando, com precisão e rapidez, quem é quem, onde se encontra, o que está fazendo e o que produziu recentemente, e como uma poderosa ferramenta para o planejamento e a gestão das atividades de C,T&I. As bases de dados resultantes dos Censos permitem ainda a preservação da memória da atividade de pesquisa no Brasil.
Veja todas as informações do Censo 2016, incluindo os principais resultados, no Portal do DGP: http://lattes.cnpq.br/web/dgp/sobre
 
Fonte: Coordenação de Comunicação Social do CNPq

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O PQLP é realizado desde 2005 pela Capes, em parceria com a UFSC e o Ministério das Relações Exteriores (Crédito: Arquivo UFSC)

A Revista Perspectiva, do Centro de Ciências da Educação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), publicou um dossiê intitulado “Cooperações Educacionais entre países Sul-Sul: análises e perspectivas sobre o Timor-Leste e Moçambique”, o qual traz reflexões sobre cooperações internacionais educacionais entre Brasil, Moçambique, Portugal e Timor-Leste.
As cooperações Sul-Sul são processos de articulação política e de intercâmbio econômico, científico, tecnológico, cultural e em outras áreas entre países em desenvolvimento. Na última década, o Brasil foi protagonista de muitas experiências de internacionalização solidária em suas instituições, traçando parcerias com vários países da África, Ásia e América Latina.
No documento, é destacado o Programa de Qualificação de Docentes e Ensino de Língua Portuguesa (PQLP), iniciativa realizada em Timor-Leste desde 2005, coordenada pela Diretoria de Relações Internacionais da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em parceria com a UFSC e o Ministério das Relações Exteriores (MRE). Na UFSC, os professores Suzani Cassiani e Irlan von Linsingen coordenam o programa desde 2009.
“Tivemos grandes desafios e oportunidades de aprendizagem em atuar como coordenares acadêmicos. Neste programa, cerca de 50 professores brasileiros foram enviados para o Timor-Leste durante mais de uma década, para atuarem na Universidade Nacional de Timor Lorosa’e (UNTL), nos Ministérios e na formação de professores da educação básica, a qual conta com a atuação de 85% de professores leigos”, relata Suzani.
A professora também destaca outros desdobramentos a partir do PQLP, como o Projeto de Pró-Mobilidade Internacional da Associação de Países de Língua Portuguesa, também financiado pela Capes, o qual promove intercâmbio entre os dois países, proporcionando visitas de trabalho e estudo de docentes e estudantes brasileiros e timorenses, entre as universidades Federal de Santa Catarina (UFSC) e Nacional de Timor Lorosa’e (UNTL).
Cerca de 50 professores brasileiros foram enviados para o Timor-Leste para atuarem na Universidade Nacional de Timor Lorosa’e, nos Ministérios e na formação de professores da educação básica (Foto: Arquivo UFSC)
“Além disso, pelo menos 15 timorenses foram contemplados com bolsas fornecidas pelo governo timorense, realizando suas formações na graduação e pós-graduação na UFSC. No momento, cinco deles já defenderam suas dissertações de mestrado no Programa Pós-Graduação em Educação e no Programa Pós-Graduação em Educação Científica e Tecnológica. Todas essas vivências têm evoluído em pesquisas de docentes e estudantes brasileiros que desenvolvem com a temática da educação em Timor-Leste”, conta a coordenadora do programa.
Dossiê
A partir da vivência acadêmica de construção de conhecimentos sobre as questões relacionadas ao PQLP e a estreita relação com os atuais interesses e desafios postos aos processos de internacionalização das universidades brasileiras, foi proposto este dossiê, que destaca, principalmente, os processos e desafios postos aos processos de internacionalização solidária das universidades brasileiras.
Segundo a coordenadora do PQLP na UFSC, Suzani Cassiani, as temáticas são interdisciplinares e a excelência dos autores deve ser destacada, tanto pela experiência no tema, quanto pelas áreas de pesquisa.
A UFSC publicou um dossiê com diversos artigos a partir de experiências em Timor Leste (Foto: Arquivo UFSC)
Acesse o Dossiê: https://periodicos.ufsc.br/index.php/perspectiva/issue/view/2404/showToc
PQLP
O PQLP é uma iniciativa coordenada pela Diretoria de Relações Internacionais da Capes em parceria com a UFSC e o Ministério das Relações Exteriores (MRE). O programa teve início em 2005 e leva docentes brasileiros ao Timor-Leste para atuar na elaboração e revisão de materiais didáticos, acompanhar professores timorenses na implementação de propostas, desenvolver cursos de português como segunda língua, oferecer cursos de língua portuguesa, entre outras atividades.

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Fomentar a diversidade na área das pesquisas científicas é buscar a promoção das igualdades e a inclusão das diferenças no âmbito acadêmico. Pensando nisso, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), em parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado da Bahia (Secti), e com a Secretaria Estadual de Políticas para Mulheres da Bahia (SPM), lança o edital Bahia pela Diversidade – Edição Mulheres nas Ciências.
O lançamento do edital acontece no Palácio da Aclamação, hoje às 14h30, e será aberto ao público. O objetivo é reconhecer o trabalho de excelência realizado por pesquisadoras e cientistas que prestam relevante contribuição ao desenvolvimento do estado da Bahia, além de reconhecer o trabalho de mulheres, cujos projetos e trajetória atual indiquem seu potencial de contribuição para sua área de atuação.
O diretor-presidente da Fundação, Eduardo Almeida destaca a importância do prêmio. “A área das Ciências Exatas e das Engenharias sempre foi um ambiente predominantemente masculino. Precisamos reverter isso. Devemos reconhecer o trabalho de pesquisadoras nestes campos de pesquisa e abrir, cada vez mais, espaço para as mulheres”, afirmou.
A primeira edição do Prêmio tem como tema Mulheres na Ciência, mas a proposta é que a cada ano, um nicho diferente de pesquisadores seja contemplado. A partir da data de lançamento, estará aberta a consulta pública para que sejam encaminhadas as indicações das pesquisadoras à Fapesb.
A Secretária Estadual de Políticas para as Mulheres, Olívia Santana, reafirma a necessidade de iniciativas como esta que além de estimular a ampliação da presença das mulheres baianas em áreas ainda tidas como masculinas, como é o caso da área das ciências, principalmente das ciências duras, fomenta o debate nas universidades sobre a equidade de gênero.
Ao todo serão premiadas seis pesquisadoras nas áreas de Ciências Exatas, da Terra e Engenharias e Ciências Biológicas. Os prêmios variam de R$5 mil a R$ 15 mil. Esclarecimentos sobre o Edital podem ser obtidos através do e-mail [email protected] e no site da Fundação, www.fapesb.ba.gov.br

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Crédito: Fiocruz Pernambuco

Pesquisadora da Fiocruz Pernambuco, Celina Turchi foi eleita uma das 10 personalidades do ano na ciência pela revista britânica Nature¸ por seu trabalho para o estabelecimento da relação entre o vírus zika e a microcefalia em bebês. A revista destaca que Turchi integrou uma rede de epidemiologistas, pediatras, neurologistas e biólogos que levou a resultados “formidáveis”. Segundo a publicação, quando Turchi e seus colegas começaram suas pesquisas, o conhecimento sobre o zika era extremamente limitado. A revista afirma ainda que a médica ajudou a produzir uma quantidade suficiente de evidências para demonstrar o vínculo entre o vírus e malformações fetais.
“Nem em meu maior pesadelo como epidemiologista eu havia imaginado uma epidemia de microcefalia neonatal”, disse Celina à Nature. “Quando começamos, não havia nenhum livro a seguir”. Em relação à lista de 10 personalidades do ano da Nature, Celina encara como um reconhecimento do trabalho de um grupo e não apenas dela. “Estou grata e entendo que esse foi o reconhecimento de um trabalho coletivo, não só de nós pesquisadores, mas por todos profissionais de saúde envolvidos. Foi fruto também da oportunidade de poder contar com grupos experientes e qualificados de laboratório, clínica, neurologia e com apoio da instituição”, declarou Celina.
Além de Turchi, a Nature elegeu também Gabriela Gonzales, envolvida na descoberta de ondas gravitacionais e porta-voz do Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferômetro Laser (Ligo); o astrônome Guillem Anglada-Escudé, pela descoberta de um planeta de tamanho parecido ao da Terra próximo a Alpha Centauri; e Demis Hassabis, cofundador da empresa de inteligência artificial DeepMind, cujo computador AlphaGo venceu um grande mestre do jogo de estratégia Go – feito que revela a crescente capacidade da inteligência artificial.
A lista também inclui John Zang, especialista em fertilidade que recebeu críticas e elogios ao anunciar uma técnica de substituição mitocondrial, a qual mistura o DNA de três pessoas para produzir um bebê saudável; e Kevin Esvelt, que alertou sobre os perigos de uma técnica que ele mesmo ajudou a inventar, a qual usa a manipulação genética para criar um gene que se espalha de modo mais rápido em uma população.
Foram homenageados ainda Terry Hughes, que alertou sobre uma catástrofe iminente na Grande Barreira de Corais Australiana; o químico atmosférico Guus Veleerds, por criar as bases para um acordo internacional que obrigará países a pararem de usar gases poluentes conhecidos como HFCs; a física Elena Long, que chamou a atenção para a discriminação e para os obstáculos enfrentados por cientistas lésbicas, gays, bissexuais ou transgêneros; e Alexandra Elbakyan, cujo web-site Sci-Hub desafiou grandes editoras científicas ao disponibilizar gratuitamente mais de 60 milhões de artigos científicos.
“Os cientistas da lista de 2016 da Nature são um grupo diverso, mas todos eles desempenharam papéis importantes em grandes eventos científicos neste ano, com o potencial de levar a mudanças em escala global”, disse Richard Monastersky, um dos editores da revista britânica.
Fonte: Agência Fio Cruz

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Crédito: Alexadry Mazoni (facebook da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul)

Acontece agora em Porto Alegre, RS, manifestações de estudantes e trabalhadores contra a o pacote de medidas apresentadas pelo governador José Ivo Sartori, que promove a extinção de 11 órgãos ligados ao Executivo – 9 fundações, uma companhia e uma autarquia –, além da privatização ou federalização de 4 companhias.
Os manifestantes, grande parte trabalhadores que serão afetados pelo pacote, estavam acampados na Praça da Matriz, que fica em frente da Assembleia Legislativa e no Palácio Piratini, e hoje se uniram aos estudantes e mais trabalhadores para um protesto pacifico.
Impedidos de entrar para assistir as votações, os manifestantes foram cercados pela Policia Militar e sofreu represálias com bombas de efeitos morais e gás lacrimogênio.
A precisão é que a votação termine hoje de madrugada.
Estudantes unidos
A Associação de Pós-graduandos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (APG – UFRGS), que representa mais de 12 mil estudantes da maior instituição de pesquisa, ensino e extensão do Rio Grande do Sul, bem como a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), a União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e a União Estadual dos Estudantes Livre (UEE Livre) fizeram uma moção contraria as propostas de Sartori e nos últimos dias passaram de gabinete em gabinete para lutar por mais esse direito.
Você pode ler a moção na integra aqui: manifesto-dos-estudantes-fundacoes-docx-1
Moção de apoio à Fundação Zoobotânica
Os pós-graduandos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), com apoio das Associações de Pós-Graduandos (APG) da UFRGS e da UFSM e da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), manifestaram seu repúdio ao Projeto de Lei do Executivo estadual nº 246/2016, que propõe a extinção da Fundação Zoobotânica,
Também foi feito um abaixo -assinado que já tem cerca de 10 mil assinaturas tenta evitar o fechamento da Fundação Zoobotânica, responsável por importantes pesquisas na área de preservação ambiental do Rio Grande do Sul.
Leia a moção: anpg__apg_ufrgs__ufsm_mocao_apoio_fzb-1

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Crédito: Agência Câmera

Segundo a Finep, o FNDCT deve ter disponível para o próximo ano cerca de R$ 3,5 bilhões, sendo que R$ 1,3 bilhão serão destinados a atividades não reembolsáveis de apoio e fomento à ciência e tecnologia. Contudo, pelo PLOA aprovado na Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização em dezembro, o orçamento do FNDCT para o próximo ano é de R$ 2,698 bilhões, o menor valor desde 2013, quando o montante autorizado somou R$ 3,758 bilhões
Em uma rápida votação, o Congresso Nacional aprovou as duas normas que vão reger as receitas e despesas de 2017. A primeira foi o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO – PLN 2/16), que orienta a elaboração do orçamento para o próximo ano. Depois, deputados e senadores aprovaram o novo Orçamento do País (LOA – PLN 18/16), que fixou os gastos federais em R$ 3,5 trilhões para 2017.
A apreciação da LDO estava travada por conta de três destaques. Dois deles tinham como objetivo evitar que os recursos orçados para a área de ciência, tecnologia e inovação (CT&I) fossem bloqueados em 2017, entre eles o do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).
O líder do governo no Congresso, senador Romero Jucá (PMDB-RR), costurou um acordo com os demais líderes para retirar os destaques e votar a proposta orçamentária sem obstruções. Com isso, os parlamentares puderam seguir adiante com a pauta e aprovar a LDO, e logo depois o Orçamento, sem o risco de entrar em choque com o governo.
À frente do processo para evitar o contingenciamento dos recursos para CT&I, o deputado Celso Pansera (PMDB-RJ) explicou, em entrevista exclusiva à Agência Gestão CT&I, que os partidos responsáveis pelos destaques (PSDB e PDT) aceitaram o acordo em função da necessidade de o governo aprovar a LDO e o Orçamento.
“A oposição tirou os seus destaques. A ideia foi aprovar e liberar o Orçamento, mas para isso tinha que resolver a LDO. Eles acabaram entrando em um acordo para resolver o problema. Se tivesse que botar em votação, seria nominal, e não teria como sustentar, até porque os próprios partidos concordaram”, revelou o deputado, que já foi ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação na gestão de Dilma Rousseff.
A promessa agora é que os destaques sejam discutidos pelo Congresso apenas no próximo ano.
Recursos para CT&I
Neste ano, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações opera com R$ 4,6 bilhões por conta dos ajustes financeiros que o governo federal fez, ainda na gestão Rousseff, para reduzir os gastos da máquina pública. Em 2015, chegou a R$ 4,2 bilhões, com a possibilidade de reduzir mais em 2017. O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) do próximo ano prevê R$ 3,5 bilhões para a pasta, além dos R$ 1,5 bilhão dos recursos repatriados do exterior.
Segundo a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o FNDCT deve ter disponível para o próximo ano cerca de R$ 3,5 bilhões, sendo que R$ 1,3 bilhão serão destinados a atividades não reembolsáveis de apoio e fomento à ciência e tecnologia. Contudo, pelo PLOA aprovado na Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização em dezembro, o orçamento do FNDCT para o próximo ano é de R$ 2,698 bilhões, um acréscimo de 1,31% sobre o valor autorizado de R$ 2,663 bilhões em 2016. Trata-se do menor valor desde 2013, quando o montante autorizado somou R$ 3,758 bilhões.
Agência Gestão CT&I/ABIPTI