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Natasha Ramos

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UFSM

A Associação de Pós-Graduandos (APG), em parceria com a Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PRPGP), promoveu, nesta quarta-feira (4), aula inaugural para recepcionar os pós-graduandos na retomada das atividades letivas. O encontro, realizado no Auditório Flávio Schneider do Centro de Ciências Rurais, contou com a presença de representantes da APG, da PRPGP e da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) a fim de inteirar a todos sobre as principais questões locais e nacionais que envolvem as pós-graduações no Brasil.

A temática escolhida para o debate, a partir da votação de 360 participantes, foi “Diálogos entre Ciência e Comunidade”. O tema foi abordado pelo professor Renato Santos de Souza, que tem experiência nas áreas de Administração e Economia e produz reflexões sobre a difusão da produção científica.

O diálogo, em primeiro momento, perpassou a questão da pós-graduação na UFSM, com destaque para o processo de mobilização e retomada das atividades e o crescente avanço na busca pela consolidação e aperfeiçoamento dos cursos oferecidos.

O pós-graduando em Extensão Rural e coordenador geral da APG, Marcelo Rauber, destacou a importância desse debate para entender e superar as demandas de conhecimento e ciência no Brasil. Segundo ele, é preciso visualizar a formação pessoal e crítica do aluno, principalmente por meio de diálogos entre os próprios pós-graduandos.

Além disso, durante a tarde de atividade, debateu-se a necessidade do desenvolvimento de ações mais efetivas e produtivas junto à sociedade, bem como os critérios de avaliação e relevância das pesquisas realizadas para tais fins. Obstáculos, problemas, instituições e concessões de recursos no cenário brasileiro da pós-graduação, também foram pautados.

O palestrante Renato Souza disse que o fato da temática ter emergido por votação revela necessidade e sentimento dos próprios pós-graduandos que visam mais legitimidade e ascensão aos seus trabalhos. “É preciso que se dê atenção maior ao setor da pós-graduação e desenvolvimento de pesquisas, para que se dê o retorno que a sociedade espera e que a Universidade deseja.”, finaliza.

Fonte: UFSM

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Em resposta à grave situação em curso no país, na qual a Direita e a grande mídia orquestram uma atitude golpista que ataca a Democracia e ameaça o maior patrimônio do povo brasileiro, a Petrobrás, a ANPG se integra aos movimentos sociais, juntamente com as outras entidades estudantis, UNE e UBES, na luta pela defesa da Democracia, da Petrobrás, da Reforma Política e dos Direitos da Classe Trabalhadora.

“No próximo dia 13, há uma ampla convocação dos movimentos sociais para resistir ao plano de ajustes colocado em curso pelo Ministro Joaquim Levy, que retira direitos. Pautamos também a necessidade de defender a Petrobras (a empresa que mais realiza investimentos no Brasil, com destaque na área de inovação e tecnologia) sem, no entanto, negar a corrupção, mas, ao contrário, pedindo que os responsáveis sejam punidos de acordo com a lei. Não ignoramos que a raiz de todos esses processos de corrupção é o sistema político baseado no financiamento privado de campanha, por isso os movimentos sociais no dia 13 dizem que a saída é uma verdadeira reforma política”, diz Luís Gabriel Menten Mendoza, diretor de Relações Internacionais da ANPG.

Por isso, a ANPG convoca o movimento nacional de pós-graduandos e a sociedade a participar dos atos no dia 13 de março, sexta-feira, que acontecerão em por todo o país.

Em São Paulo a concentração será às 16h na Avenida Paulista, 901 (em frente à Petrobrás) e caminhada até a Praça da República.Confira as cidades, locais e horários aqui. 

A ANPG também assina o Manifesto dos Movimentos Sociais sobre o Dia 13 de Março:

Um dos maiores desafios dos movimentos sindical e social hoje é defender, de forma unificada e organizada, o projeto de desenvolvimento econômico com distribuição de renda, justiça e inclusão social. É defender uma Nação mais justa para todos.

Defender os Direitos da Classe Trabalhadora

A agenda dos trabalhadores que queremos ver implementada no Brasil é a agenda do desenvolvimento, com geração de emprego e renda.

Governo nenhum pode mexer nos direitos da classe trabalhadora. Quem ousou duvidar da nossa capacidade de organização e mobilização já viu do que somos capazes.

Defender os trabalhadores é lutar contra medidas de ajuste fiscal que prejudicam a classe trabalhadora.

As MPs 664 e 665, que restringem o acesso ao seguro desemprego, ao abono salarial, pensão por morte e auxílio-doença, são ataques a direitos duramente conquistados pela classe trabalhadora.

Se o governo quer combater fraudes, deve aprimorar a fiscalização; se quer combater a alta taxa de rotatividade, que taxe as empresas onde os índices de demissão imotivada são mais altos do que as empresas do setor, e que ratifique a Convenção 158 da OIT.

Lutaremos também contra o PL 4330, que da maneira como está imposto libera a terceirização ilimitada para as empresas, aumentando osubemprego, reduzindo os salários e colocando em risco a vida dos/as trabalhadores/as.

Defender a Petrobrás

Defender a Petrobrás é defender a empresa que mais investe no Brasil – mais de R$ 300 milhões por dia – e que representa 13% do PIB Nacional. É defender mais e melhores empregos e avanços tecnológicos. É defender uma Nação mais justa e igualitária.

Defender a Petrobrás é defender um projeto de desenvolvimento do Brasil, com mais investimentos em saúde, educação, geração de empregos, investimentos em tecnologia e formação profissional.

Defender a Petrobrás é defender ativos estratégicos para o Brasil. É defender um patrimônio que pertence a todos os brasileiros e a todas as brasileiras. É defender nosso maior instrumento de implantação de políticas públicas que beneficiam toda a sociedade.

Defender a Petrobrás é, também, defender a punição de funcionários de alto escalão envolvidos em atos de corrupção. Exigimos que todos os denunciados sejam investigados e, comprovados os crimes, sejam punidos com os rigores da lei. Tanto os corruptores, como os corruptos. A bandeira contra a corrupção é dos movimentos social e sindical. Nós nunca tivemos medo da verdade.

Defender a Petrobrás é não permitir que as empresas nacionais sejam inviabilizadas para dar lugar a empresas estrangeiras. Essas empresas brasileiras detêm tecnologia de ponta empregada na construção das maiores obras no Brasil e no exterior.

Defender a Democracia – Defender Reforma Política

Fomos às ruas para acabar com a ditadura militar e conquistar a redemocratização do País. Democracia pressupõe o direito e o respeito às decisões do povo, em especial, as dos resultados eleitorais. A Constituição deve ser respeitada.

Precisamos aperfeiçoar a nossa democracia, valorizando a participação do povo e tirando a influência do poder econômico sobre nosso processo eleitoral.

Para combater a corrupção entre dirigentes empresariais e políticos, temos de fazer a Reforma Política e acabar de uma vez por todas com o financiamento empresarial das campanhas eleitorais. A democracia deve representar o Povo. Não cabe às grandes empresas e as corporações aliciar candidatos e políticos para que sirvam como representantes de seus interesses empresariais em detrimento das necessidades do povo.

No dia 13 de março vamos mobilizar e organizar nossas bases, garantir a nossa agenda e mostrar a força dos movimentos sindical e social. Só assim conseguiremos colocar o Brasil na rota de crescimento econômico com inclusão social, ampliação de direitos e aprofundamento de nossa democracia.

Estamos em alerta, mobilizados e organizados, prontos para ir às ruas de todo o país defender a democracia e os interesses da classe trabalhadora e da sociedade sempre que afrontarem a liberdade e atacarem os direitos dos/as trabalhadores/as.

Não aceitaremos retrocesso!

CUT – Central Única dos Trabalhadores

FUP – Federação Única dos Petroleiros

CTB – Central dos Trabalhadores do Brasil

UGT – União Geral dos Trabalhadores

NCST – Nova Central Sindical dos Trabalhadores

CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros

UNE – União Nacional dos Estudantes

MST – Movimento dos Trabalhadores Sem Terra

CMP – Central dos Movimentos Populares

MAB – Movimento de Atingidos por Barragem

LEVANTE Popular da Juventude

FAF – Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar

MNPR – Movimento Nacional das Populações de Rua

FDE – Fora do Eixo MÍDIA Ninja

MMM – Marcha Mundial das Mulheres

ANPG – Associação Nacional de Pós-Graduandos

plenária - ato dia 13

A Associação Nacional de Pós-Graduandos participou da Plenária Nacional dos Movimentos Populares, realizada no sábado (07), no Sindicato dos Eletricitários de São Paulo. A Plenária reuniu representantes do MST, MTST, UNE, CUT, Intersindical, Juntos, Rua e Levante Popular da Juventude que debateram sobre a conjuntura política do nosso país e sobre o ato marcado para o dia 13 de março em defesa da Petrobrás e da democracia.

“A ANPG é contra as medidas de ajuste do governo, em especial o corte do orçamento, que acertou em cheio o Ministério da Educação e que já está provocando diversos problemas no funcionamento das universidades federais, inclusive com o atraso de bolsas. É necessária e urgente a realização da reforma política no Brasil para combater as distorções do sistema político, inclusive contra a corrupção, e por isso apoiamos o ato do dia 13”, disse Cristiano Junta, vice-presidente da ANPG.

plenária - ato dia 13
Da esquerda para a direita: Gabrielle Paulanti, diretora de Comunicação da ANPG; Cristiano Junta, vice-presidente da ANPG; e Tamara Naiz, presidenta da ANPG, presentes na Plenária

Da redação

Por Gabriel Nascimento*

Ao ser eleita em 2010 como chefe máxima do executivo federal, Dilma Vana Rousseff quis ser chamada de “presidentA”, com morfema de gênero feminino ao final. No entanto, a grande imprensa, sempre arraigada de preconceitos sociais historicamente fundados, nunca engoliu a presidenta e sua presença no Palácio do Planalto, um lugar historicamente ocupado por homens brancos e filhos da elite.

A partir daquele momento não só a grande imprensa, de maneira preconceituosa e obsoleta, mas diversos outros canais de comunicação passaram a criticar o termo “presidenta”. Em primeiro lugar, o termo é usado convencionalmente no Brasil desde o século XIX. Foi ainda nesse século que um primeiro dicionário registrou a presença do verbete ‘presidenta’ no repertório do vernáculo falado no Brasil. Em segundo lugar, a Lei 2.749 de 1956, de autoria do senador Mozart Lago, determina o uso oficial da forma feminina para designar cargos públicos. Como nenhuma mulher tinha chegado ainda até o Palácio do Planalto, é normal que nunca tenhamos ouvido alguma mulher ser chamada de “presidenta” no país. Porém, em 2010, a história foi escrita e a língua acompanha a história.

Entre os críticos do termo “presidenta” estão aqueles que, impelidos por uma norma gramatical tradicional que nem eles respeitam, nem na escrita e muito menos na fala, advogam que substantivos e adjetivos de dois gêneros terminados em ENTE, como “presidente”, “gerente”, “contente”, “valente” não apresentam flexão de gênero em A. Para esses supostos gramáticos (na realidade são gramatiqueiros tradicionais sem nenhum embasamento científico), se nós usamos “presidenta” teremos que falar que ela está “contenta”. Esse é o maior besteirol que alguém pode usar para justificar o seu desconhecimento sobre a língua e sobre o que é uma língua. Para começar, as línguas mudam. O que valia há mais de mil anos na Roma Antiga, onde era falado o latim, sofreu mudanças quando da mudança na história após a queda do Império Romano e na mudança do Latim para o Galego e do Galego para o Português. O Português falado na Galícia (hoje Portugal) em 1200 da nossa era não é o mesmo Português falado em Portugal atualmente e nem o Português falado no Brasil em 1530 é o mesmo falado atualmente. Aliás, a língua que se fala no Brasil não é o mesmo Português falado em Portugal, país de onde vêm as famosas regras da Gramática Tradicional. Isso quer dizer que houve variação e, consequentemente, mudança social na língua portuguesa durante séculos, aqui e em toda parte onde essa língua é falada, inclusive levando linguistas a desconstruir a noção de que falamos mesmo Português. Essa já é outra discussão. Esse fato explica a razão para a variação na flexão de gênero em substantivos como “presidenta”. Embora não seja tão comum (por enquanto) a flexão em adjetivos como nos substantivos, houve variação e isso precisa ser entendido para não reproduzirmos séculos de preconceito e violência contra as mulheres.

Sim, se negar chamar Dilma de “presidenta” é reproduzir séculos de preconceito e violência contra as mulheres. Além de linguisticamente embasado, o termo “presidenta” é discursivo.

Nele, a primeira mulher a ocupar o cargo quer destacar o papel que a mulher precisa ocupar na sociedade. Sair do aprisionamento secular da vida doméstica, sempre cheio de limitações cívicas (até o século XX a mulher não era considerada cidadã brasileira, com todos os direitos, inclusive ao voto), e alcançar o cargo de chefa máxima do executivo federal é algo que precisa ser destacado discursivamente. Se a grande imprensa não o faz é porque, também discursivamente, opta por seu papel de grupo declarado de oposição ao governo Dilma, carregando um preconceito secular de violência contra as mulheres. O reconhecimento é essencial para entendermos que as mulheres precisam ocupar cada vez mais a vida pública brasileira. Chamar Dilma de “presidenta”, como uso legítimo, legal, discursiva e linguisticamente embasado do morfema feminino ao final, é parte desse reconhecimento. O contrário é obscurantismo. Dilma é presidenta sim, queiram os críticos do seu governo ou não.

*Gabriel Nascimento é mestrando em Linguística Aplicada pela UnB, diretor da Associação Nacional de Pós-graduandos e presidente da Associação de Pós-graduandos da UnB

Os artigos publicados não expressam necessariamente a opinião da ANPG e são de total responsabilidade dos autores.

Por Thiago José Silva*

Ainda conseguimos observar no Brasil os resquícios da dura batalha eleitoral do último outubro. Adesivos e propagandas dos candidatos do segundo-turno persistem espalhados pelas paredes, carros e pelas barracas de camelôs, refletindo a polarização que se deu nessas eleições entre aqueles que, nos últimos anos, melhoraram suas vidas com mais possibilidades de emprego e crescimento da renda, e entre aqueles que historicamente tiveram privilégios por concentrarem a riqueza dos brasileiros em poucas mãos.

Os discursos de campanha dos candidatos acompanhavam esse movimento. De uma ponta, Dilma Rousseff manifestava sua intenção pela manutenção e ampliação dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. Da outra, Aécio Neves se articulava para trazer à tona novamente as políticas neoliberais dos anos de 1990, mesmo que isso custasse a adoção de medidas impopulares. No meio de tudo disso, alçada como objeto da disputa eleitoral, estava a Petrobras. Após a derrota dos setores mais conservadores nas urnas, há uma intensa tentativa em instaurar um ambiente de “terceiro turno”, ignorando a democracia e recolocando a Petrobras como alvo para desestabilizar o governo eleito soberanamente pelo povo.

A Petrobras é um patrimônio do povo brasileiro, conquistada com muita mobilização do conjunto da sociedade. Os estudantes, em especial, têm uma relação histórica com a empresa. Na década de 1950, no período de descoberta do petróleo no Brasil, a UNE foi decisiva na campanha “O Petróleo é nosso!”, vitoriosa perante aqueles que queriam entregar nossas riquezas às empresas estrangeiras. Do mesmo modo, estivemos junto com os trabalhadores em defesa da estatal no auge do período neoliberal, no qual setores conservadores tentaram de tudo para privatizar a empresa. Naquela época, o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso ensaiou até mudar o seu nome para “Petrobrax”, com o objetivo de atrair investidores estrangeiros. No último período, com a descoberta de petróleo na camada pré-sal, os estudantes participaram da luta por um novo marco regulatório de exploração, que consolidou o modelo de partilha e elevou a Petrobras à condição de operadora única dos novos poços.

Além disso, por iniciativa da UNE, a sociedade passou a debater a destinação de parte desta riqueza para a educação pública. Foi assim que conquistamos a histórica vinculação de metade do Fundo Social do Pré-Sal e setenta e cinco por cento dos royalties do petróleo para o setor. Com essa conquista nas mãos, podemos mudar a educação brasileira e ratificar, mais uma vez, a Petrobras como um patrimônio do povo brasileiro ao canalizar as nossas riquezas naturais para o interesse maior da sociedade que é a educação para todos e todas.

Esse é o papel que a Petrobras deve cumprir. Desde sua criação, foi fundamental para o desenvolvimento nacional, incrementou nossa economia e catalisou diversos outros setores, gerando emprego e renda para milhões de brasileiros por meio de sua cadeia produtiva. Com a política de conteúdo nacional iniciada pelo governo Lula, essa importância aumentou ainda mais. A indústria naval, desmantelada no período FHC, saiu de 1.900 para 80 mil trabalhadores nos governos Lula e Dilma –com a possibilidade de chegar, segundo cálculos do Sindicato da Indústria Naval, a 100 mil até o fim de 2017. Essa recuperação é fruto das grandes encomendas da Petrobras com exigências de conteúdo nacional, que muda a lógica anterior de importar os bens estruturais e, consequentemente, exportar os empregos que podiam ser gerados aqui.

A partir de 2002 houve, de fato, uma reviravolta na estatal. Após demissões, fatiamento da empresa e privatização de subsidiarias e de unidades diretas da holding durante os anos 1990, a Petrobras, que vinha sendo atacada por privatistas para ser vendida a preço de banana, elevou em bilhões de dólares seu valor de mercado nos últimos anos. O contingente de trabalhadores saiu de 33 mil para 80 mil empregados. Com o pré-sal, a Petrobras se transformou na maior empresa do mundo em águas profundas e fez a maior capitalização na história do capitalismo, levantando US$ 69,9 bilhões. Tudo isso mostra a robustez da empresa, sua importância para o desenvolvimento estratégico brasileiro e o contraste em relação à sua gerencia e o seu papel na produção nacional em dois governos tão distintos.

Essas informações, entretanto, são ignoradas pela grande imprensa e pelos setores oposicionistas ao governo. Tenta-se criar um clima de que o momento difícil pelo qual a Petrobras está passando é ocasionado exclusivamente pelas denúncias de corrupção. Ignoram que vivemos numa das maiores crises econômicas da história, agravada ainda mais pelo cenário de superprodução do petróleo que fez com que preço do barril despencasse de US$ 112 para US$ 50 em pouquíssimo tempo. Essa queda é motivada pela produção do gás de xisto e do “date oil” dos EUA, que aumentou a oferta mundial rapidamente e, por outro lado, induzida pela própria Arábia Saudita e pela OPEP, que não fizeram o usual ajuste no mercado (através da redução coordenada da produção) para conter a queda dos preços. Na verdade, há um interesse geopolítico por parte dos EUA em manter o valor do barril em baixa para desestabilizar as economias do Irã, Rússia e Venezuela, quiçá do próprio Brasil.

É fato que todos devemos acompanhar com preocupação as recentes denúncias envolvendo a estatal, pois nenhum brasileiro tolera a corrupção. Logo, o desmonte do esquema corrupto tem que ser completo, identificando os responsáveis e julgando-os dentro dos princípios e garantias do Estado Democrático de Direito. O que não podemos é aceitar que a corrupção seja instrumentalizada ao estilo “udenista” para servir aos interesses daqueles que querem enfraquecer a Petrobras a fim de privatizá-la e atacar o setor produtivo brasileiro. O oligopólio midiático monta um enredo no qual a causa da corrupção está intrinsecamente ligada ao fato da empresa ser estatal. Nada mais falso. A corrupção não é restrita ao setor público. O recente vazamento do SwissLeaks, que mostra a evasão de divisas de empresários brasileiros para contas no HSBC em paraísos fiscais, demonstra claramente isso. Este novo escândalo, entretanto, não aparece nas capas dos grandes “jornalões”.

A corrupção não é uma particularidade moral ou ética, como elenca e tentam convencer os setores conservadores. É um problema estrutural do sistema político brasileiro. Desse modo, se a elite brasileira, vocalizada pelo discurso midiático, estivesse realmente interessada em acabar com a corrupção, atacariam o financiamento por empresas nas campanhas eleitorais.

Entretanto, o que está acontecendo na política brasileira é exatamente o oposto. O conluio composto pela maioria conservadora do Congresso Nacional e pelos grandes veículos de comunicação tenta, a todo custo, aprovar apressadamente uma Reforma Política que vai na contramão dos interesses democráticos. A principal proposta dessa “anti-reforma” é constitucionalizar o financiamento empresarial e, assim, institucionalizar a corrupção no sistema político-eleitoral brasileiro e legitimar a supremacia do poder econômico em detrimento do poder popular nas eleições. É isso que a PEC 352/13 representa: é a PEC dos corruptores!

Para mudar o atual cenário é necessária a unidade dos movimentos populares e setores progressistas da sociedade. É preciso retomar o nosso crescimento econômico, no qual a Petrobras e a indústria brasileira serão fundamentais, através de uma política macroeconômica que diminua os juros, aumente os investimentos para o setor produtivo e siga valorizando o salário mínimo. O Tesouro Nacional deve cumprir um papel estratégico, repassando recursos para o BNDES a fim de que esse capital seja utilizado para solucionar o problema de caixa da estatal, como propõe o Clube de Engenharia do Rio de Janeiro.

Ao mesmo tempo, precisamos abraçar a nossa jovem democracia e suas instituições. Isso passa por defender a legitimidade do mandato da presidenta Dilma, por preservar e fortalecer a Petrobrás e por realizar uma Reforma Política Democrática que dê um fim ao financiamento por empresas nas campanhas eleitorais e aumente a participação popular. Com esses esforços conseguiremos abrir um novo ciclo de desenvolvimento no Brasil que tenha como objetivos principais retomar o nosso crescimento econômico, combater as desigualdades e valorizar os trabalhadores e as trabalhadoras de nosso país.

*Estudante de Direito da Universidade Federal Fluminense (UFF) e diretor de Comunicação da União Nacional dos Estudantes (UNE).

Os artigos publicados não expressam necessariamente a opinião da ANPG e são de total responsabilidade dos autores.

Dia Internacional da Mulher 06

“É preciso celebrar as conquistas, fazer um balanço e apontar as lutas desse momento para a superação da desigualdade de gênero e emancipação das mulheres e da sociedade”, diz Lúcia Rincón, da União Brasileira de Mulheres, em entrevista à ANPG 

Graduada em História pela Universidade Federal de Goiás (1974), mestre em História Regional pela Universidade Federal de Goiás (1981) e doutora em Educação pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2002), Lúcia Helena Rincón Afonso é Secretária Geral da Associação dos Professores da Universidade Católica de Goiás, professora adjunto da Pontifícia Universidade Católica de Goiás e Membro efetivo do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, representando a União Brasileira de Mulheres. No CNDM (Conselho Nacional dos Direitos da Mulher), faz parte da Câmara Técnica de Monitoramento, participando na SPM (Secretaria de Políticas para as Mulheres) do Comitê de Monitoramento das Políticas para Mulheres do PNPM (Plano Nacional de Políticas para as Mulheres).

Para este dia tão representativo para a luta feminista, o 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a ANPG entrevistou a Lúcia Rincón, que fala sobre as conquistas alcançadas e a luta feminista na academia e na sociedade como um todo.

ANPG: No cenário nacional e internacional, qual o atual momento de inserção das mulheres na academia e na pesquisa?
Lucia Rincon: Existem dados que comprovam uma presença importante das mulheres na academia de forma geral, seja na pesquisa, seja docência. Entretanto, com certeza, ainda registramos um número muito pequeno, principalmente, na pesquisa; as áreas continuam segmentadas por sexo e ainda há dificuldades das mulheres de conseguirem financiamento. Inclusive, foi denunciado recentemente por um órgão da Inglaterra, que o montante destinado à pesquisa realizada são menores não só para as áreas ditas femininas, mas para as mulheres acessarem. De fato, a discriminação de sexo aparece em todas as áreas de ensino e pesquisa de forma geral, dentro das universidade e fora delas, em institutos, apesar de ser maior o número de mulheres entre 18 e 24 que frequentam o ensino superior. Segundo dados de 2011 do IBGE, 57,8% de estudantes que frequentam o ensino superior são mulheres. As áreas ainda são muito segmentadas por gênero: nas Ciências Sociais, Negócios e Direito, 46,2% são homens, enquanto 32,8% mulheres. Na área de Educação, com graduação concluída, 28,4% de mulheres e 8,4%, homens. Saúde e Bem-Estar, 14,8% mulheres e 9,5% homens. Engenharia, Produção e Construção, 13,7% são homens, enquanto apenas 2,8% são mulheres. Na área docente, temos um número ainda maior, mais segmentado por áreas conhecidas como femininas.

ANPG: Recentemente, temos recebido alguns casos de mulheres que relatam ter sofrido assedio sexual e/ou moral na pós-graduaçào. O que você acha que isso significa? Isso pode ser um indicativo de que a sociedade está questionando mais o assédio em relação a mulher?
L.R.: A academia sempre se achou acima dessas questões, e eu faço parte dela, como se aqui não acontecesse isso, como se na Educação fosse todo mundo educado. Isso não é verdade. A sociedade patriarcal perpassa todas as instâncias, espaços. Novamente, a visibilidade está se ampliando. Hoje, as mulheres, um pouco mais empoderadas, sabendo que são mais respaldadas, sentem mais segurança para fazer a denúncia, não precisam se calar mais.

ANPG: Como você acha que podemos combater o patriarcado na Academia?
L.R.: Uma medida é ainda a abordagem dessa questão e a incorporação dela nas atividades, nas instâncias que nós temos: no currículo, na prática, na extensão, nas pesquisas. Não só para dar visibilidade, mas também como mecanismo de combate. Tenho colocado que nos cursos de formacao de professores é fundamental a discussão sobre o caráter do patriarcado, da estruturação na sociedade e como isso se manifesta dentro da educação. Até na forma de apresentar a pesquisa, como combater a opressão de gênero. Quando falamos de universidade, estamos falando quase sempre de educação formal, mas em áreas como a Comunicação, que é a educação profissional, também é importante se discutir essas questões. O peso da mídia é cada vez mais forte nas vidas das pessoas. Ao formar os profissionais que vão trabalhar com a mídia é importante abordar essas questões do patriarcado e da opressão de gênero.

ANPG: Só há pouco tempo as pós-graduandas conquistaram o direito à licença-maternidade, mas ainda há uma luta para que isso seja regularizado em lei. Em sua opinião, quais são ainda os avanços da emancipação da mulher no Brasil (em relação, ao trabalho, à pesquisa, etc.) que precisam ser conquistados?
L.R.: Nós entendemos que é preciso caminhar; existem dois sistemas muito embrincados que se autoalimentam: o capitalista e o patriarcado. Portanto, a exploração acentuada da mulher reforça o ideário patriarcal, que reforça a inferioridade da mulher, indicando a sua permanente submissão ao capital. Assim, o que precisamos fazer é uma luta permanente no cotidiano, para superar a sociedade de classes, combater o sistema capitalista e superar o patriarcado. Nesse cenário, as conquistas que as pós-graduandas alcançaram é extremamente importante, um marco das conquistas nessa situação de igualdade.

ANPG: Por que essa data (8 de março) ainda é muito importante?
L.R.: Porque ela é um marco. Foi criado num congresso de mulheres socialistas no inicio do século passado, que reuniu mulheres do mundo todo, para lembrar a todos que esse é um dia de lutas e avanços. É preciso celebrar as conquistas, fazer um balanço e apontar as lutas desse momento para a superação da desigualdade de gênero e emancipação das mulheres e da sociedade.

ANPG: Gostaria que você comentasse uma das reinvindicações da UBM para o 8 de março, que é a ampliação da participação das mulheres na política.
L.R.: A sociedade brasileira vive, nos últimos tempos, um processo de polarização que precisa ser enfrentado. Nós saudamos e queremos o aprofundamento da democracia e, hoje, existem algumas ações que são urgentes para preservação da democracia. A primeira delas é a reforma política democrática, que implica em paridade de gênero. Não há como fazer democracia com metade da população de fora, em detrimento das mulheres. A sociedade está muito polarizada pela grande mídia, que está dando o tom dos setores conservadores. Nós entendemos que esse é um governo progressista, que tem o compromisso com o aprofundamento da democracia, tanto nas propostas como na própria estrutura de poder, no momento que busca aprofundar os instrumentos de participação democrática. Mas, é importante indicar que esse é o caminho que deve ser trilhado. Por isso, nós da UBM, pautamos o empoderamento das mulheres para uma reforma política democrática.

ANPG: Na questão da Inclusão do agravante de feminicídio no código penal brasileiro, como você acha que isso aponta para um questionamento maior da opressão vivenciada pelas mulheres e exercida pelos seus próprios parceiros?
L.R.: Nós dissemos, muitas vezes, que conseguimos igualdade na lei para depois conseguir igualdade na vida. A inclusão do agravante de feminicídio no código penal brasileira traz um significado de reconhecimento de uma realidade, para indicar à sociedade que é preciso levar isso em consideração, para, em seguida, intervir nesse processo de horror para as mulheres. Uma sociedade civilizada não pode ficar inerte diante desse quadro.

Da redação

Posse presidente CNPq

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, empossou, nesta terça-feira (24), o novo presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), o bioquímico Hernan Chaimovich. A cerimônia foi realizada no auditório do CNPq, em Brasília. Desde janeiro de 2011, a agência era presidida pelo biofísico Glaucius Oliva. A presidenta da ANPG, Tamara Naiz, esteve presente na cerimônia de posse.

“Congratulo o prof. Glaucius Oliva pela ótima condução à frente do CNPq e o prof. Hernan Chaimovich, desejo sorte, dedicação e a importante percepção (que ele já tem) de que há muito a se fazer em Ciência, Tecnologia e Inovação em nosso país e o CNPq tem papel preponderante na cena”, disse Tamara.

“O CNPq tem um papel importante em estimular, organizar e dirigir o esforço no que diz respeito ao desenvolvimento da ciência e da pesquisa no Brasil, e o professor Hernan Chaimovich é homem talhado para esse desafio”, afirmou o ministro Aldo Rebelo. “O professor tem todas as credenciais para presidir essa grande instituição da nossa pátria. No Brasil, além de uma carreira brilhante como pesquisador, ele fez política acadêmica para abrir caminhos para evolução da ciência e da pesquisa”, ressaltou.

Em seu discurso, o novo presidente, que teve a nomeação publicada no Diário Oficial da União no dia 10 de fevereiro, falou sobre a importância estratégica da ciência para o desenvolvimento nacional e do papel do CNPq no esforço conjunto do governo e da sociedade para fazer o País avançar. Segundo ele, é necessário aplicar o conceito de inovação em todos os níveis da sociedade.

“No século 21, é inconcebível pensar na criação do trabalho decente, no combate à pobreza e no fortalecimento da governabilidade democrática sem criar e usar ciência de forma intensiva e abrangente”, disse. “É necessário aplicar as tecnologias adequadas localmente, levando inovação a todos os níveis da sociedade e aprimorando o ensino de ciências.”

Futuro
Chaimovich enumerou uma série de princípios que irão orientar seu modelo de gestão. Nas suas palavras, a instituição de fomento “deve financiar, exclusivamente, o que apenas o CNPq pode financiar com excelência na análise de mérito e na avaliação de impacto, sempre observando os códigos de conduta que devem caracterizar a ética pública”.

Além disso, o órgão vinculado ao MCTI deve colaborar na formulação de projetos estratégicos para que a pesquisa científica básica e tecnológica e a inovação “cumpram, efetivamente, o seu papel essencial no desenvolvimento sustentável e socialmente justo do País”. “Se cada órgão focar no que apenas ele pode fazer, ou no que faz de melhor, a execução de projetos nacionais e utilização de recursos públicos pode ser otimizada”, defendeu.
Ele também pontuou que a interdisciplinaridade entre as diversas áreas de conhecimento e a sinergia entre instituições de ensino e pesquisa e as políticas públicas são o que determina a busca pela excelência científica.

Gestão anterior
Aldo Rebelo e Hernan Chaimovich destacaram a importância da gestão do ex-presidente Glaucius Oliva, inclusive no que tange ao trabalho conjunto com outros órgãos públicos e entidades. À frente da agência, Oliva constituiu uma série de parcerias com ministérios, agências regulatórias, instituições de pesquisa, empresas e organizações não governamentais.
“Dezenas de parcerias foram estabelecidas e com o lançamento de editais temáticos em assuntos de interesse comum”, disse Oliva. Desses editais, ele destacou as chamadas públicas da Secretaria de Política para Mulheres, com o edital para pesquisa sobre gêneros, mulheres e feminismo, e o edital sobre produção de pesquisas e estudos para monitoramento, avaliação e aprimoramento do programa Minha Casa Minha Vida, do Ministério das Cidades.

“Em pouco mais de três anos nós multiplicamos por 25 o número de bolsas concedidas a estudantes e pesquisadores brasileiros pelo CNPq no exterior”, afirmou. “Eram 500 bolsas por ano em 2010 e foram 12,5 mil no ano de 2014”, afirmou. No mesmo período, acrescentou, o CNPq atendeu 322 mil bolsistas. “Investimos R$ 10,4 bilhões em projetos e bolsas”, comentou.

Trajetória
Hernan Chaimovich graduou-se na Universidade do Chile em 1962. Ele vem atuando na política científica nacional e internacional com pesquisas, publicações e participações em conselhos, além de ocupar posições executivas.

Fez o doutorado em ciências biológicas (bioquímica) na Universidade de São Paulo (USP), com conclusão em 1979. Suas pesquisas na área de bioquímica concentram-se em físico-química orgânica, estudando sistemas biomiméticos, em particular estrutura de micelas e vesículas e catálise micelas e enzimática.

Na USP, foi professor titular do Instituto de Química (IQ), chefe do Departamento de Bioquímica do Instituto de Química, pró-reitor de Pesquisa e diretor do IQ.

Para assumir o CNPq, o novo titular deixa a vice-presidência da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a coordenação do programa Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) da Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp). Leia mais.

Fonte: MCTI

O Projeto de Lei nº 3282/2014, do deputado Edson Albertassi, que tramita hoje na ALERJ, propõe parâmetros extra científicos para concessão de bolsas de estudos pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ). Essa lei restringiria o financiamento de bolsas para fins exclusivos do interesse da administração pública do RJ.

A ANPG entende que ao restringir a concessão de bolsas “exclusivamente” a “projetos de pesquisa com foco de intervenção na realidade das atividades relacionadas ao desenvolvimento e aperfeiçoamento das políticas públicas e da administração do Estado do Rio de Janeiro”, o referido projeto de lei engessa as atribuições e limita a atuação da FAPERJ. Com isso, exclui o principal objetivo de uma fundação de amparo à pesquisa, que é fomentar o progresso científico e tecnológico em todas as áreas do saber – incluindo demandas espontâneas de pesquisadores –, contribuindo para o desenvolvimento econômico, social e ambiental em sentido amplo e irrestrito.

Compreendemos que o conhecimento científico e tecnológico é um bem importante e que pertence à toda sociedade, quer esteja ou não ligado diretamente à administração pública. O financiamento para fins exclusivos do interesse da administração pública (como proposto no PL 3282/2014) limitará o desenvolvimento de projetos de pesquisa básica que servem de sustentáculo para o real desenvolvimento tecnológico. Além disso, a contribuição científica do Estado do Rio de Janeiro não se limita a questões regionais, mas sim resulta em benefícios importantes para todo o País e para o mundo.

Por essas razões expostas, a ANPG se manifesta totalmente contrária à aprovação do Projeto de Lei 3282/2014. Temos certo que, quanto mais aberta estiver para a ciência mundial, mais qualificada a FAPERJ estará para contribuir com as políticas públicas e com a administração do Estado do Rio de Janeiro.

Projeto de lei: http://alerjln1.alerj.rj.gov.br/scpro1115.nsf/18c1dd68f96be3e7832566ec0018d833/e52fd8f068559d0583257dab00672c12?OpenDocument

Campanha por Mais Direitos

De 27 a 29 de abril, a ANPG e o movimento nacional de pós-graduandos estarão em Brasília para exigir dos governantes mais direitos para a categoria
A ANPG realizará, com o apoio do movimento nacional de pós-graduandos, manifestações e blitz no Congresso Nacional, na última semana de abril, para pedir apoio aos parlamentares sobre as pautas de mais direitos para a categoria. Ainda, a entidade pedirá audiência com os ministros do MEC e do MCTI para apresentar as pautas da Campanha por Mais Direitos para os(as) Pós-Graduandos(as).
A Associação também promoverá, durante esse período, o Seminário Nacional de Assistência Estudantil: Políticas, Direitos e Perspectivas para a Pós-Graduação, que será realizado na Universidade de Brasília (UnB) durante o período da Caravana.
“Esta é uma pauta importante a ser debatida. A assistência é um tema de interesse de todos os segmentos da educação, desde a básica até a pós-graduação”, diz Gabrielle Paulanti, diretora de Comunicação da ANPG.
As lutas por mais investimentos públicos na formação de recursos humanos encontram-se refletidas no documento de direitos aprovado no 24º Congresso da entidade, realizado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em maio de 2014, reconhecendo o papel da pós-graduação e do pós-graduando para a qualidade do local em que atuam, na contribuição do avanço da educação, ciência e desenvolvimento tecnológico do Brasil.

Sobre a Campanha por Mais Direitos para as Pós-Graduandas e para os Pós-Graduandos:
Como fruto dos debates do 24º Congresso Nacional de Pós-Graduandos (realizado em maio de 2014) e das lutas empreendidas em sua história, a ANPG lançou, em setembro de 2014, a Campanha por mais Direitos para os(as) Pós-Graduandos(as). Essa Campanha tem movimentado os pós-graduandos do Brasil em diversas atividades que tem como objetivo a valorização da pesquisa e do pesquisador. A Campanha destaca ainda a necessidade da adoção de medidas que garantam a ampliação de direitos da categoria, dentre elas:
– Universalização e valorização das bolsas de pesquisa;
– Estabelecimento de mecanismo de reajuste anual dos valores das bolsas de pesquisa;
Assistência Estudantil: direito à moradia universitária, bandejão, atenção à saúde, passe-livre estudantil;
Mais condições de Pesquisa: 13a Bolsa de Pesquisa, Taxa de Bancada, Financiamento para eventos científicos, Tradução e Publicação, Auxílio Defesa, Direito a afastamento por razões de saúde, Férias, Equipamento de proteção individual (EPI), Adicional insalubridade;
Melhoria nas relações acadêmicas: Combate ao assédio moral e sexual, orientação e atenção periódica, direito à representação discente;
Mais verbas para Ciência e Tecnologia: Investimento de 2% do PIB brasileiro em C,T&I, Destinação dos royalties do minério para C,T&I no novo Código Mineral, Lei federal que componha os recursos do FNDCT, Aporte de recursos a cada novo projeto e programa, para que as ações correntes não sejam prejudicadas.

Participe você também desta mobilização! Divulgue a Caravana à Brasília entre os pós-graduandos de seu programa e de sua universidade. Promova atividades preparatórias e de mobilização em sua instituição de ensino. Vamos juntos lutar por mais direitos para as Pós-Graduandas e para os Pós-Graduandos.

Para mais informações, entre em contato com a ANPG: [email protected] e/ou acesse https://www.anpg.org.br/?page_id=6433

Da redação

Atualizado às 18h34, nesta quarta-feira (11)

Nos últimos dias, a ANPG tem recebido relatos de atraso nas bolsas de pesquisa concedidas pela FAPERJ. A entidade representativa dos pós-graduandos entrou em contato com a Fundação de Amparo do Estado do Rio de Janeiro para buscar mais informações sobre o atraso e pressionar para que o pagamento seja feito o quanto antes.

Segundo a FAPERJ, a previsão de pagamento é dia 24 de feveiro. O órgão disse ainda que os atrasos ocorreram devido ao atraso no repasse, por parte do governo do Estado do Rio, do recurso destinado ao pagamento das bolsas de pesquisa. A agência ainda comunicou que esse atraso não tem a ver com a o polêmico Projeto de Lei Nº 3282/2014, que restringe a concessão de bolsas de pesquisa da Fundação para fins exclusivos de interesse da administração pública no Estado do Rio de Janeiro.

“Esses atrasos demonstram, mais uma vez, as difíceis condições que os pós-graduandos enfrentam cotidianamente para o exercício de suas pesquisas. É importante denunciar e combater esses casos de atrasos recorrentes para que eles não sejam, de forma alguma, naturalizados”, diz Gabrielle Paulanti, diretora de Comunicação da ANPG.

A FAPERJ informou que está entrando em contato por e-mail com os bolsistas para informar sobre o prazo para pagamento das bolsas.

Da redação